Josias de Souza continua dando show, perfeito seu texto sobre a situação política que Dilma se encontra no momento junto ao Congresso Nacional. Segue:
Dilma Rousseff está sitiada no Congresso. Desproporcional como uma baleia na banheira, o blocão partidário do governo trocou a letargia pela irascibilidade. Impacientes, os aliados acumulam tarefas da oposição e mastigam nacos de poder da presidente. Há pelo menos três motivos para acreditar que Dilma não terá um resto de mandato confortável no Legislativo:
1) A Câmara deflagrou o processo que obrigará o governo a pagar as emendas que os congressistas enfiam dentro do Orçamento da União. Coisa de R$ 10,4 milhões anuais para cada um –sem discriminar a oposição. Com isso, retira-se das mãos de Dilma a prerrogativa de bloquear as verbas para depois distribui-las num conta-gotas condicionado à subserviência de quem recebe.
2) Antes do recesso de julho, deputados e senadores já haviam aprovado outro projeto redentor. Prevê que os vetos presidenciais terão de ser apreciados pelo Congresso em 30 dias. Lacrou-se a gaveta na qual os presidentes do Senado guardavam vetos por mais de uma década. Devolveu-se ao Legislativo a palavra final no processo de elaboração das leis.
3) Juntando-se as emendas impositivas ao novo rito dos vetos, chega-se a um modelo que conspira contra a anomalia que permite ao inquilino do Planalto governar por medida provisória. Desde a presidência de José Sarney a coisa vinha funcionando assim: o Planalto edita suas MPs, serve rações regulares de verbas e cargos, e vende ao público a pantomima da governabilidade. Para eventuais surpresas, os vetos. Que jamais eram apreciados.
Em teoria, a revolta da baleia governista contra sua tratadora é algo alvissareiro. Obriga Dilma a fazer política, não politicagem. E permite sonhar com a volta do tempo em que o analista político era obrigado a fazer meia dúzia de raciocínios transcendentes. Tempo em que era preciso decidir entre o pragmatismo do PSDB e o puritanismo do ex-PT, entre a ética da responsabilidade e a ética da convicção.
De repente, a coisa ficou simples demais. Gente como Karl Marx e Max Weber tornou-se descartável. Falidas as ideologias, o templo da política consolidou-se como uma congregação de homens de bens. Tudo no Congresso passou a subordinar-se à lógica do negócio, inclusive os escrúpulos.
Chegando ao poder, o PT nivelou-se aos outros, eliminando a pseudodiferença. Todos se irmanaram na abjeção. A integridade dos ovos perdeu valor. Passou a importar apenas o proveito da omelete. Depois do mensalão, já nem era preciso varrer as cascas para debaixo do tapete. Generalizou-se a desfaçatez.
A repentida perda de popularidade de Dilma despertou no blocão governista um instinto de vingança. Os aliados querem arrancar na marra aquilo que a sucessora de Lula lhes sonegou. A investida do PMDB contra o governo pode ser entendida como uma certa impaciência do condomínio governista com a incompetência do PSDB na função. É como se Eduardo Cunha, o líder do PMDB, gritasse: “Será que eu tenho que fazer tudo nessa bodega?”

Pedro Paulo é definitivamente PETRALHA mesmo. Não rebateu nenhuma das minhas informações e ainda pede que eu me retrate. Tenho certeza que isso é o reconhecimento que tudo que falei é tão verdade que não há argumentos pra nem mesmo defender quanto mais rebater. Colega aqui no Brasil não se trata de acreditar na mídia sim ou não. O que estamos vendo hoje no Brasil em termos de politicagem veio de fato com a vitória do PT na presidência, não sigo nenhuma linha editorial, apenas, sou um bom observador imparcial e com isso posso criticar pois está na cara que vocês Pedro Paulo e PTISTAS por tudo que defendem e pregam são INCOMPETENTES e não possuem um pingo de humildade pra reconhecer, ao contrário ataca. Melhore suas convicções políticas e reconheça a derrota do modelo de gestão e república que o SEU PT acha que sabe fazer. E tem mais colega acabe com a síndrome dos tucanos que vocês PTISTAS carregam na veia onde justificam seus erros culpando outros partidos, principalmente o PSDB que já não governa o Brasil a mais de dez anos. PEDRO PAULO E TODOS OS PETRALHAS sejam fortes, acreditem em DILME E LULA e continuem quebrando a cara!
Sinto muito, meu caro Marco Aurélio, mas nessa sua tese-teoria é como se um bandido não pudesse chamar outro de bandido. Com o meu R$1,99 de instrução, me sinto à vontade para lhe dizer que "o que é simples não precisa ser tão mal explicado". Lamento informar que o seu texto é de uma redundância que tem o efeito de um diazepan. Claro, lógico, evidente, sem dúvida, com certeza de que a precariedade da condição humano é inerente a todos, com suas mazelas e suas virtudes. Dito isto, camarada, evita-se entrar no oito, como você entrou. Defender ou justificar nossos erros usando o efeito espelho, apontando o dos outros, é querer culpar a janela pelo fato de a paisagem está ali, na frente dela. E mais, meu nobre: podemos ser tudo, podemos perder tudo, só não podemos é perder a capacidade de se indignar. Desculpe aí.
Devagar com o andor, caros comentaristas. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Um erro não conserta outro. O texto é muito bom e bem escrito, principalmente para quem tem a capacidade de interpretação livre de "ideologismos baratos e fanatismos por qualquer dos lados que seja".
A política é uma arte, e como arte não segue a lógica matemática positivista com resultados previsíveis e comportamentos desejados, esperados e determinados.
A política é "uma" arte, a arte do pragmatismo que segue desde sempre as leis da guerra e do comércio/mercado, em busca de conseguir o poder e depois mantê-lo. A diferença entre os grupos dominados por famílias eméritas herdeiras das capitanias hereditárias em cada rincão(estado) do país, em forma de oligarquias que dominam e monopolizam hegemonicamente os meios de comunicação, a indústria, o comércio e por vias diretas e indiretas o poder legislativo, executivo e judiciário; e os grupos dominados por outras forças, tais como sindicatos, associações e federações de trabalhadores, corporações profissionais e movimentos populares; é simplesmente de método e nível de escrúpulo.
Não adianta chorarmos, "Somos metade vítimas, metade culpados"(Sartre já dizia).
O Partido do trabalhadores, que teve uma gênese sui generis dentro dos sindicatos e movimentos de base da sociedade, com coalizão de forças com forças progressistas da igreja católica, intelectuais, artistas, professores universitários, entre outros grupos representando minorias e excluídos do sistema social e econômico, tendo uma participação extremamente importante na construção da Constituição Federal de 1988, entre outras diversas participações em temas relevantes para a coletividade; ao chegar ao poder executivo, tomou um choque de realidade e aderiu rapidamente ao pragmatismo típico da atividade política. Tudo em nome da "governabilidade", nos diziam no inicio do processo. Processo esse que se aprofundou e as situações surgidas no decorrer do mesmo, fizeram-no perder o discurso da ética e da moral, o substituindo por uma série de alianças, coalizões, apoios e acordos que mergulharam o Partido e sua história na vala comum de onde já se encontravam a maioria dos partidos políticos brasileiros (exceção apenas aos que ainda não chegaram ao poder).
De maneira que ao elegermos um membro do Partido dos trabalhadores para governar, estávamos elegendo também todo um grupo de pessoas e partidos que se uniram em função de um projeto de poder, cujo maior arrendatário foi o PMDB. Ficando a Presidência refém do partido que mantém o Vice Presidente da nação, e os dois Presidentes das duas maiores casas legislativas federais: o Senado e a Câmara.
Assim, o que poderíamos esperar dessa conjuntura?
De outro lado, não esqueçamos de que somos um povo extremamente "especial". Pois exigimos ética dos outros, enquanto somos antiéticos em nossos comportamentos e atitudes cotidianos. Nós furamos filas diariamente, não respeitamos as regras de coisa alguma e sempre procuramos dar um "jeitinho" para se dar bem sempre, pedimos a alguém para assinar na lista de chamada por nós, damos propinas aos guardas para não sofrermos multas, mentimos para obter vantagens ou não sofrermos penalidades, etc, etc, etc. Somos um povo em que a "malandragem" é cantada em versos e prosas como uma vantagem, pois "chapéu de otário é marreta, não é mesmo?" Basta vermos nossa ética em ação: "Faça o que digo, mas não faça o que faço não"; "O importante é levar vantagem"; "É cada um por si e Deus por todos"…
Como dizia João Ubaldo: "Somos um povo desonesto em busca de políticos honestos". E não é possível se construir uma casa de primeira com material de terceira, não é mesmo?
Nesses termos, vamos sair dessa falsa moralidade e hipocrisia de apenas apontar os dedos para os "argueiros nos olhos dos outros" e começar a tirar as traves que estão nos nossos próprios olhos, passando a "SERMOS A MUDANÇA QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
Pois, através de uma história de lutas, sangue e suor, chegamos onde chegamos, enfrentando uma situação de CRISE, que não é apenas brasileira como querem os fanáticos nos fazerem acreditar, mas que assola o mundo todo, fazendo nações europeias (Espanha, Grécia, etc) e mesmo os Estados Unidos, a reavaliarem seus projetos e realinharem seus caminhos econômicos para não quebrarem completamente; e não podemos simplesmente, por entendermos que o atual governo não está respondendo a contendo todas as nossa expectativas, voltarmos a optar por soluções que já experimentamos no passado e foram exemplos de fracasso, exploração e desvios muito mais acentuados. Precisamos avançar em direção a outros níveis de consciência e participação, fazendo a mudança inicialmente em nós mesmos e depois indicando líderes autêntico e vocacionados para nos conduzir pelos caminhos tortuosos da política e da administração pública em nosso querido Brasil, que entre outros mil, é o mais belo que existe.
Parece que o problema do Brasil está nos deputados e senadores, figa!
Policagem cabe muito mais a maioria dos congressistas do que a Dilma. A proposta de uma constituinte exclusiva ou de um plebiscito pela reforma política (Uma proposta política importante e urgente) foi imediatamente abafada pelos políticos e pela imprensa que Josias de Souza é um fiel representante.
Tarso Bulhões, tenha calma, se não você tem um ataque do miocárdio. Veja-se que a lavagem cerebral midiática é tão grande, que basta mencionar uma vitória da presidente, que o cara começa a ter uma convulsão verborrágica. Apenas desminta o que eu disse e me darei por satisfeito. Até ficarei grato. Agora, não adianta ficar espumando no teclado, que isso não é argumento.
sou amiga do Tarso
sou amiga do Tarso bulhoes
Ou seja: isso é como rebelião no Carandiru ou em qualquer presídio.
Briga de facções.
Realmente eu sempre também me questionei sobre isso. Pq não seguir a estudante e descobrir para quem iria a droga? Também nos casos dos chamados "mulas", pq não há essa prática?
Essa Juliana deve ser parente de algum condenado a partir de ação do Ministerio Publico. Deve saber do que está falando…
Pedro Paulo é PETRALHA! Caia na real colega. Veja como a desgraça do PT criou um novo modelo de politicagem junto ao congresso. Se antes existia, o PT extrapolou as barreiras do bom censo. Tava na cara que esse modelo do blocão partidário proposto por LULA e seguido por DILMA uma hora iria acabar. Com uma base ALUGADA desse tamanho não há quem consiga conter tanta insatisfação. Vocês PTISTAS estão caindo na própria desgraça provocadas por vocês mesmos, veja só o quanto vocês são incompetentes! Que bom ver que esse projeto de poder PTISTA está se acabando, que bom ver a gerentona o poste não valer nada! Engulam tamanha incompetência PETRALHAS vocês se auto destroem pela própria ganância!
O Josias e VC nem o JN viram ontem, a população realmente quer a REFORMA POLÍTICA , já foi embora a INFLAÇÃO DO TOMATE e o TREMENSALÃO DO PSDB que depois de dois anos de denuncias a mídia resolveu falar.
Aguardem os próximos capítulos: Aécio condenado por desvio 4,3 bilhões da saúde de MG, FHC condenado pela venda da VALE e os Tucanos de SP no Trem da SIEMENS.
É isso mesmo. Primeiro a sitiamos, depois a despejamos (em 2014 é claro, pela força legítima que haverá de brotar das urnas).
Não enxergo e não entendo o comentário do colega, permita-me discordar. Esta nota prova de uma vez por toda que o cancer no País são OS POLÍTICOS e não a figura da Presidente. Que DEUS não me escute, mas nem o PAPA dá jeito nesse Brasil cheio de gente hipócrita e com falso moralismo. Deveríamos acabar com essa atual raça e tentar fazer uma renovação com leis onde tivéssemos condições de tirá-los mais facilmente e fazer uma nova eleição geral.
Se, sei… Depois do "mensalão" é que surgiu a corrupção no Brasil… Tô entendendo. E o pragmatismo peessedebista era só jogo de cintura… Ah, emenda da reeleição, por que não te calas?
Em tempo: Dilma conseguiu o consenso no Congresso sobre o Mais Médicos. Nada para quem, segundo o isento Noblat, não se presta a fazer política e ainda está acuada. Vai, vai, Noblat, que o neto de Tancredo , em qualquer pesquisa só aparece em terceiro.