Política

Dilma sitiada…

Josias de Souza continua dando show, perfeito seu texto sobre a situação política que Dilma se encontra no momento junto ao Congresso Nacional. Segue:

Dilma Rousseff está sitiada no Congresso. Desproporcional como uma baleia na banheira, o blocão partidário do governo trocou a letargia pela irascibilidade. Impacientes, os aliados acumulam tarefas da oposição e mastigam nacos de poder da presidente. Há pelo menos três motivos para acreditar que Dilma não terá um resto de mandato confortável no Legislativo:

1) A Câmara deflagrou o processo que obrigará o governo a pagar as emendas que os congressistas enfiam dentro do Orçamento da União. Coisa de R$ 10,4 milhões anuais para cada um –sem discriminar a oposição. Com isso, retira-se das mãos de Dilma a prerrogativa de bloquear as verbas para depois distribui-las num conta-gotas condicionado à subserviência de quem recebe.

2) Antes do recesso de julho, deputados e senadores já haviam aprovado outro projeto redentor. Prevê que os vetos presidenciais terão de ser apreciados pelo Congresso em 30 dias. Lacrou-se a gaveta na qual os presidentes do Senado guardavam vetos por mais de uma década. Devolveu-se ao Legislativo a palavra final no processo de elaboração das leis.

3) Juntando-se as emendas impositivas ao novo rito dos vetos, chega-se a um modelo que conspira contra a anomalia que permite ao inquilino do Planalto governar por medida provisória. Desde a presidência de José Sarney a coisa vinha funcionando assim: o Planalto edita suas MPs, serve rações regulares de verbas e cargos, e vende ao público a pantomima da governabilidade. Para eventuais surpresas, os vetos. Que jamais eram apreciados.

Em teoria, a revolta da baleia governista contra sua tratadora é algo alvissareiro. Obriga Dilma a fazer política, não politicagem. E permite sonhar com a volta do tempo em que o analista político era obrigado a fazer meia dúzia de raciocínios transcendentes. Tempo em que era preciso decidir entre o pragmatismo do PSDB e o puritanismo do ex-PT, entre a ética da responsabilidade e a ética da convicção.

De repente, a coisa ficou simples demais. Gente como Karl Marx e Max Weber tornou-se descartável. Falidas as ideologias, o templo da política consolidou-se como uma congregação de homens de bens. Tudo no Congresso passou a subordinar-se à lógica do negócio, inclusive os escrúpulos.

Chegando ao poder, o PT nivelou-se aos outros, eliminando a pseudodiferença. Todos se irmanaram na abjeção. A integridade dos ovos perdeu valor. Passou a importar apenas o proveito da omelete. Depois do mensalão, já nem era preciso varrer as cascas para debaixo do tapete. Generalizou-se a desfaçatez.

A repentida perda de popularidade de Dilma despertou no blocão governista um instinto de vingança. Os aliados querem arrancar na marra aquilo que a sucessora de Lula lhes sonegou. A investida do PMDB contra o governo pode ser entendida como uma certa impaciência do condomínio governista com a incompetência do PSDB na função. É como se Eduardo Cunha, o líder do PMDB, gritasse: “Será que eu tenho que fazer tudo nessa bodega?”

Opinião dos leitores

  1. Pedro Paulo é definitivamente PETRALHA mesmo. Não rebateu nenhuma das minhas informações e ainda pede que eu me retrate. Tenho certeza que isso é o reconhecimento que tudo que falei é tão verdade que não há argumentos pra nem mesmo defender quanto mais rebater. Colega aqui no Brasil não se trata de acreditar na mídia sim ou não. O que estamos vendo hoje no Brasil em termos de politicagem veio de fato com a vitória do PT na presidência, não sigo nenhuma linha editorial, apenas, sou um bom observador imparcial e com isso posso criticar pois está na cara que vocês Pedro Paulo e PTISTAS por tudo que defendem e pregam são INCOMPETENTES e não possuem um pingo de humildade pra reconhecer, ao contrário ataca. Melhore suas convicções políticas e reconheça a derrota do modelo de gestão e república que o SEU PT acha que sabe fazer. E tem mais colega acabe com a síndrome dos tucanos que vocês PTISTAS carregam na veia onde justificam seus erros culpando outros partidos, principalmente o PSDB que já não governa o Brasil a mais de dez anos. PEDRO PAULO E TODOS OS PETRALHAS sejam fortes, acreditem em DILME E LULA e continuem quebrando a cara!

  2. Sinto muito, meu caro Marco Aurélio, mas nessa sua tese-teoria é como se um bandido não pudesse chamar outro de bandido. Com o meu R$1,99 de instrução, me sinto à vontade para lhe dizer que "o que é simples não precisa ser tão mal explicado". Lamento informar que o seu texto é de uma redundância que tem o efeito de um diazepan. Claro, lógico, evidente, sem dúvida, com certeza de que a precariedade da condição humano é inerente a todos, com suas mazelas e suas virtudes. Dito isto, camarada, evita-se entrar no oito, como você entrou. Defender ou justificar nossos erros usando o efeito espelho, apontando o dos outros, é querer culpar a janela pelo fato de a paisagem está ali, na frente dela. E mais, meu nobre: podemos ser tudo, podemos perder tudo, só não podemos é perder a capacidade de se indignar. Desculpe aí.

  3. Devagar com o andor, caros comentaristas. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Um erro não conserta outro. O texto é muito bom e bem escrito, principalmente para quem tem a capacidade de interpretação livre de "ideologismos baratos e fanatismos por qualquer dos lados que seja".
    A política é uma arte, e como arte não segue a lógica matemática positivista com resultados previsíveis e comportamentos desejados, esperados e determinados.
    A política é "uma" arte, a arte do pragmatismo que segue desde sempre as leis da guerra e do comércio/mercado, em busca de conseguir o poder e depois mantê-lo. A diferença entre os grupos dominados por famílias eméritas herdeiras das capitanias hereditárias em cada rincão(estado) do país, em forma de oligarquias que dominam e monopolizam hegemonicamente os meios de comunicação, a indústria, o comércio e por vias diretas e indiretas o poder legislativo, executivo e judiciário; e os grupos dominados por outras forças, tais como sindicatos, associações e federações de trabalhadores, corporações profissionais e movimentos populares; é simplesmente de método e nível de escrúpulo.
    Não adianta chorarmos, "Somos metade vítimas, metade culpados"(Sartre já dizia).
    O Partido do trabalhadores, que teve uma gênese sui generis dentro dos sindicatos e movimentos de base da sociedade, com coalizão de forças com forças progressistas da igreja católica, intelectuais, artistas, professores universitários, entre outros grupos representando minorias e excluídos do sistema social e econômico, tendo uma participação extremamente importante na construção da Constituição Federal de 1988, entre outras diversas participações em temas relevantes para a coletividade; ao chegar ao poder executivo, tomou um choque de realidade e aderiu rapidamente ao pragmatismo típico da atividade política. Tudo em nome da "governabilidade", nos diziam no inicio do processo. Processo esse que se aprofundou e as situações surgidas no decorrer do mesmo, fizeram-no perder o discurso da ética e da moral, o substituindo por uma série de alianças, coalizões, apoios e acordos que mergulharam o Partido e sua história na vala comum de onde já se encontravam a maioria dos partidos políticos brasileiros (exceção apenas aos que ainda não chegaram ao poder).
    De maneira que ao elegermos um membro do Partido dos trabalhadores para governar, estávamos elegendo também todo um grupo de pessoas e partidos que se uniram em função de um projeto de poder, cujo maior arrendatário foi o PMDB. Ficando a Presidência refém do partido que mantém o Vice Presidente da nação, e os dois Presidentes das duas maiores casas legislativas federais: o Senado e a Câmara.
    Assim, o que poderíamos esperar dessa conjuntura?
    De outro lado, não esqueçamos de que somos um povo extremamente "especial". Pois exigimos ética dos outros, enquanto somos antiéticos em nossos comportamentos e atitudes cotidianos. Nós furamos filas diariamente, não respeitamos as regras de coisa alguma e sempre procuramos dar um "jeitinho" para se dar bem sempre, pedimos a alguém para assinar na lista de chamada por nós, damos propinas aos guardas para não sofrermos multas, mentimos para obter vantagens ou não sofrermos penalidades, etc, etc, etc. Somos um povo em que a "malandragem" é cantada em versos e prosas como uma vantagem, pois "chapéu de otário é marreta, não é mesmo?" Basta vermos nossa ética em ação: "Faça o que digo, mas não faça o que faço não"; "O importante é levar vantagem"; "É cada um por si e Deus por todos"…
    Como dizia João Ubaldo: "Somos um povo desonesto em busca de políticos honestos". E não é possível se construir uma casa de primeira com material de terceira, não é mesmo?
    Nesses termos, vamos sair dessa falsa moralidade e hipocrisia de apenas apontar os dedos para os "argueiros nos olhos dos outros" e começar a tirar as traves que estão nos nossos próprios olhos, passando a "SERMOS A MUDANÇA QUE QUEREMOS VER NO MUNDO".
    Pois, através de uma história de lutas, sangue e suor, chegamos onde chegamos, enfrentando uma situação de CRISE, que não é apenas brasileira como querem os fanáticos nos fazerem acreditar, mas que assola o mundo todo, fazendo nações europeias (Espanha, Grécia, etc) e mesmo os Estados Unidos, a reavaliarem seus projetos e realinharem seus caminhos econômicos para não quebrarem completamente; e não podemos simplesmente, por entendermos que o atual governo não está respondendo a contendo todas as nossa expectativas, voltarmos a optar por soluções que já experimentamos no passado e foram exemplos de fracasso, exploração e desvios muito mais acentuados. Precisamos avançar em direção a outros níveis de consciência e participação, fazendo a mudança inicialmente em nós mesmos e depois indicando líderes autêntico e vocacionados para nos conduzir pelos caminhos tortuosos da política e da administração pública em nosso querido Brasil, que entre outros mil, é o mais belo que existe.

  4. Policagem cabe muito mais a maioria dos congressistas do que a Dilma. A proposta de uma constituinte exclusiva ou de um plebiscito pela reforma política (Uma proposta política importante e urgente) foi imediatamente abafada pelos políticos e pela imprensa que Josias de Souza é um fiel representante.

  5. Tarso Bulhões, tenha calma, se não você tem um ataque do miocárdio. Veja-se que a lavagem cerebral midiática é tão grande, que basta mencionar uma vitória da presidente, que o cara começa a ter uma convulsão verborrágica. Apenas desminta o que eu disse e me darei por satisfeito. Até ficarei grato. Agora, não adianta ficar espumando no teclado, que isso não é argumento.

  6. Realmente eu sempre também me questionei sobre isso. Pq não seguir a estudante e descobrir para quem iria a droga? Também nos casos dos chamados "mulas", pq não há essa prática?

  7. Essa Juliana deve ser parente de algum condenado a partir de ação do Ministerio Publico. Deve saber do que está falando…

  8. Pedro Paulo é PETRALHA! Caia na real colega. Veja como a desgraça do PT criou um novo modelo de politicagem junto ao congresso. Se antes existia, o PT extrapolou as barreiras do bom censo. Tava na cara que esse modelo do blocão partidário proposto por LULA e seguido por DILMA uma hora iria acabar. Com uma base ALUGADA desse tamanho não há quem consiga conter tanta insatisfação. Vocês PTISTAS estão caindo na própria desgraça provocadas por vocês mesmos, veja só o quanto vocês são incompetentes! Que bom ver que esse projeto de poder PTISTA está se acabando, que bom ver a gerentona o poste não valer nada! Engulam tamanha incompetência PETRALHAS vocês se auto destroem pela própria ganância!

  9. O Josias e VC nem o JN viram ontem, a população realmente quer a REFORMA POLÍTICA , já foi embora a INFLAÇÃO DO TOMATE e o TREMENSALÃO DO PSDB que depois de dois anos de denuncias a mídia resolveu falar.
    Aguardem os próximos capítulos: Aécio condenado por desvio 4,3 bilhões da saúde de MG, FHC condenado pela venda da VALE e os Tucanos de SP no Trem da SIEMENS.

  10. É isso mesmo. Primeiro a sitiamos, depois a despejamos (em 2014 é claro, pela força legítima que haverá de brotar das urnas).

    1. Não enxergo e não entendo o comentário do colega, permita-me discordar. Esta nota prova de uma vez por toda que o cancer no País são OS POLÍTICOS e não a figura da Presidente. Que DEUS não me escute, mas nem o PAPA dá jeito nesse Brasil cheio de gente hipócrita e com falso moralismo. Deveríamos acabar com essa atual raça e tentar fazer uma renovação com leis onde tivéssemos condições de tirá-los mais facilmente e fazer uma nova eleição geral.

  11. Se, sei… Depois do "mensalão" é que surgiu a corrupção no Brasil… Tô entendendo. E o pragmatismo peessedebista era só jogo de cintura… Ah, emenda da reeleição, por que não te calas?

    Em tempo: Dilma conseguiu o consenso no Congresso sobre o Mais Médicos. Nada para quem, segundo o isento Noblat, não se presta a fazer política e ainda está acuada. Vai, vai, Noblat, que o neto de Tancredo , em qualquer pesquisa só aparece em terceiro.

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[VÍDEO] WILLIAM WAACK: Juros elevados antecipam a conta do populismo de Lula


Vídeo: Reprodução/CNN Brasil

Na última quarta-feira (4), a taxa básica de juros no Brasil permaneceu onde se acostumou a ficar: no patamar mais alto do mercado financeiro mundial. De acordo com o jornalista e comentarista da CNN, William Waac, a manutenção da Selic na estratosfera é um balde de água fria sobre a economia real, mas reforça uma premissa fundamental: juros elevados não surgem por acaso, são o sintoma inevitável de escolhas e desequilíbrios políticos.

No centro desse diagnóstico está a insistência histórica em gastar além da capacidade de arrecadação do Estado. “A sociedade brasileira se acostumou, se viciou, depende de como vocês quiserem descrever isso, esse comportamento é insustentável ao longo do tempo. Algo que Lula 3 não quis reconhecer e, ao que tudo indica, Lula 4 também não reconhecerá. O presidente já deu inúmeras demonstrações públicas de não ser capaz de entender o funcionamento de alguns mecanismos básicos em economia, apegado como é a ideia equivocada de que gasto público é vida”, comentou Waack.

O comentarista ressaltou que um vício fiscal é acumulado ao longo de sucessivas gestões e assimilado pela sociedade brasileira como norma. “O impasse atual reflete a hesitação da gestão Lula em romper com essa lógica, mantendo o apelo à tese equivocada de que a expansão contínua do gasto público é o único motor para o crescimento”, pontua o jornalista.

Para Waack, enquanto a política fiscal continuar ignorando o funcionamento básico das engrenagens econômicas e a necessidade do equilíbrio orçamentário, a conta continuará sendo cobrada no mesmo endereço: no bolso do contribuinte e no custo do crédito que trava o investimento no país.

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[VÍDEO] “Faço acordo para cumprir. Homem cumpre palavra”, dispara líder do PL no Senado contra Alcolumbre


Vídeo: Reprodução/TV Senado

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), subiu à tribuna da Casa para fazer uma dura cobrança ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pelo descumprimento de um acordo prévio para a votação da redução da maioridade penal. A apreciação da matéria, agendada para a tarde da última terça-feira (3), foi retirada de pauta após um pedido direto do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A decisão gerou revolta na bancada de oposição. Segundo Portinho, o compromisso assumido entre a oposição e a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha sido o pilar que viabilizou a aprovação unânime da PEC da Segurança Pública no dia anterior.

Em tom incisivo, o parlamentar fluminense anunciou que o canal de diálogo do partido com a liderança governista está suspenso por tempo indeterminado.”Quero deixar claro: o governo esgotou a partir de hoje com o líder do PL qualquer possibilidade de acordo, pelo menos pelos próximos meses, até que o mínimo seja cumprido. Chega. Porque eu faço acordo para cumprir. Homem cumpre palavra”, declarou Portinho no Plenário.

A manobra travou o andamento da pauta de segurança defendida pela oposição e escancarou o desgaste no ambiente político do Congresso, ameaçando a tramitação de novos projetos de interesse do Palácio do Planalto nos próximos meses.

Com informações da Gazeta do Povo

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Lula chamava Cármen de ‘falsa humilde’, Fachin de ‘fdp’ e Fux de ‘cachorro pidão’ e ‘canalha’, diz carcereiro


O agente Jorge Chastalo Filho acompanha Lula (PT) para primeira entrevista depois que foi preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Foto: Folhapress

Durante os 580 dias em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulou momentos de profunda decepção e amargor com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo com magistrados indicados por ele próprio e pela ex-presidente Dilma Rousseff. As revelações constam no livro “Banho de Sol”, de autoria do policial federal Jorge Chastalo Filho, que atuou como carcereiro do petista no período e foi revelada pela colunista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de São Paulo.

A obra traz relatos sem filtros sobre as reações de Lula diante dos sucessivos reveses jurídicos que enfrentava na Corte, como o indeferimento de pedidos de liberdade, a proibição de conceder entrevistas e o adiamento de julgamentos decisivos sobre suas condenações.

Ataques a Cármen Lúcia, Fachin e Fux

Segundo o relato de Chastalo, entre os alvos mais frequentes do descontentamento de Lula estavam os ministros Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Fux.

Em julho de 2018, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avaliava o registro de sua candidatura à Presidência, Lula teria desabafado ao policial sobre a postura de Cármen Lúcia:

“A Cármen é uma falsa humilde, Chastalo […]. Em uma conversa comigo, para que eu a indicasse ao STF [em 2006], começou dizendo que seu primeiro brinquedo foi uma boneca de sabugo. E que aprendeu com seu pai que uma coisa muito importante na vida é a gratidão. E eu caí nessa!”

O ex-carcereiro narra que o petista voltou a demonstrar indignação noites depois, desabafando sobre o sentimento de traição que nutria em relação às conversas que teve com a magistrada antes de sua nomeação.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, também foi objeto de forte irritação após retirar de pauta um habeas corpus da defesa do ex-presidente. Lula teria confidenciado ao agente que evitou indicá-lo no próprio governo por falta de confiança, mas cedeu ao pedido de Dilma Rousseff quando ela assumiu o Planalto.

Outro episódio detalhado no livro ocorreu quando o ministro Luiz Fux derrubou a autorização concedida por Ricardo Lewandowski para que veículos de imprensa entrevistassem o petista na cela. Segundo Chastalo, Lula relembrou os tempos em que Fux buscava apoio para chegar à Corte e criticou a indicação do magistrado por Dilma, impulsionada na época por interlocutores do governo.

Elogios raros e críticas à “covardia”

No cotidiano do cárcere, raros foram os membros do Supremo a receber avaliação positiva do ex-presidente. Conforme o livro, Lula apontava os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello como exceções de coragem na Corte, enquanto comparava outros magistrados a touros covardes que recuavam diante de repercussões negativas da imprensa.

Por outro lado, o próprio agente relata ter mencionado a Lula que considerava os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes os “mais inteligentes” da Casa, avaliação com a qual o petista teria concordado na ocasião.

Lula deixou a prisão em novembro de 2019 após o STF mudar o entendimento sobre a prisão após segunda instância. Após retornar à Presidência no pleito de 2022, o chefe do Executivo reestabeleceu relações institucionais normais com os integrantes do Supremo, inclusive recebendo ministros citados na obra em agendas oficiais no Palácio do Planalto. Procuradas para comentar os relatos descritos no livro, as assessorias de Lula e do STF não haviam se manifestado.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo / Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Após desgaste com a Unimed, jornalista Rubens Lemos Filho consegue autorização para liberação de medicamento contra o câncer


Vídeo: Reprodução/Instagram Rubens Lemos Filho

Após enfrentar dias de forte desgaste e incerteza, o jornalista Rubens Lemos Filho voltou a usar as redes sociais para anunciar que finalmente conseguiu a liberação do medicamento necessário para o seu tratamento contra o câncer junto a Unimed.

O desfecho favorável veio acompanhado do relato sobre os impactos provocados pelo impasse com a operadora do plano de saúde, que incialmente negou o medicamento. “Hoje fui informado que a Unimed autorizou, liberou o medicamento, e vou começar a fazer o tratamento. Em função do estresse, parece que eu levei uma surra. Estou esgotado física e emocionalmente”, desabafou o jornalista em mensagem aos seguidores.

Mobilização decisiva nas redes sociais e veículos de comunicação

A autorização só foi garantida após uma ampla rede de apoio se formar na internet, com internautas, colegas e leitores cobrando publicamente uma posição da operadora de saúde.

Rubinho fez questão de reconhecer o papel crucial da reação pública na solução do caso: “Quero agradecer a todas as pessoas que se manifestaram aqui na internet, por telefone, por mensagens de whatsapp em solidariedade a mim”, afirmou. O episódio expõe mais uma vez os desafios enfrentados por pacientes para assegurar o cumprimento de coberturas de saúde essenciais mesmo com obrigatoriedade contratual.

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XADREZ POLÍTICO: Com maiores bancadas, PL é encurralado por Motta e Alcolumbre


Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Apesar do desempenho vitorioso nas urnas em 2026, o PL enfrenta sérias dificuldades para converter sua força eleitoral em poder político no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, a ampla coalizão costurada pelo atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), já desenha sua reeleição e empurra a legenda de Flávio Bolsonaro contra a parede. No Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) adota estratégia semelhante para neutralizar o avanço oposicionista.

A virada política expõe um pragmatismo habitual do Congresso: legendas do Centrão que apoiaram a candidatura de Flávio no segundo turno agora integram o bloco de sustentação a Motta, parlamentar que fez campanha aberta pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e viabilizou pautas do governo petista, como o fim da jornada 6×1 e o aumento do teto de faturamento para MEIs.

Embora o bloco partidário favorável a Flávio tenha elegido 286 deputados contra 124 das legendas aliadas a Lula, a vantagem nas urnas não se desdobrou em apoio automático para o controle da Câmara.

O cerco de Motta

Até o momento, Hugo Motta contabiliza o respaldo de 15 partidos, somando 361 deputados — margem confortável frente aos 257 votos necessários no pleito de 1º de fevereiro de 2027. O PL, por sua vez, garantiu a maior bancada da Casa (121 assentos), mas não possui musculatura suficiente para bancar uma candidatura própria isolada. Caso decida aderir à aliança de Motta, o bloco governista chegaria a 16 siglas e 482 parlamentares.

O impasse na legenda é escolher entre duas saídas: dar apoio formal ao candidato do Republicanos ou liberar a bancada para negociações individuais. A resistência em aderir formalmente é alimentada pela ala bolsonarista do partido, que critica abertamente a proximidade entre Motta e o Palácio do Planalto.

Após mais de duas horas de reunião na sede da sigla, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), informou que a decisão conclusiva foi adiada para o dia 11 de novembro, permitindo que os 32 novos deputados eleitos pela legenda também participem da escolha.

Cálculo dos danos e risco de perda de espaços

A preocupação de líderes do PL, como o presidente da sigla Valdemar Costa Neto, reside nas consequências diretas do isolamento partidário. Sem compor a maioria, a sigla corre o risco de perder:

Comissões temáticas: perda do direito de prioridade na escolha de presidências estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Saúde;

Mesa Diretora: diminuição do espaço de barganha para ocupar cargos de vice-presidência e secretarias;

Emendas de comissão: perda de influência sobre a indicação e negociação de verbas não impositivas.

Se a oposição for deixada de fora do acerto principal da Mesa Diretora, a maior bancada da Câmara começará a nova legislatura com capacidade reduzida de distribuição de poder e recursos.

Com informações do Metrópoles

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Política

[VÍDEO] PEGOU AR: Alcolumbre ataca eleição da oposição, ironiza críticas às urnas e reclama de ataques por travar impeachment de ministros do STF


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou a tribuna do Plenário nesta quarta-feira (4) para atacar a oposição. O presidente da Casa ironizou os questionamentos sobre o sistema eleitoral, ressaltando que as urnas eletrônicas serviram para comemorar as vitórias no primeiro turno, mas passaram a ser contestadas apenas após a derrota no segundo turno contra o presidente Lula.

Alcolumbre disse ainda que parte dos candidatos eleitos priorizou ofensas, agressões e ameaças durante a campanha, sem apresentar propostas para áreas como educação, saúde e desenvolvimento econômico.

Durante o discurso, Alcolumbre reclamou expressamente de ser alvo por se recusar a pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Um parlamentar ofendeu o Presidente do Senado Federal que não abre impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal. Mas deu os votos”, declarou.

Com informações do Congresso em Foco

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Geral

CADÊ A SESAP? Falso médico preso era contratado por empresa que faz o SAMU RN

Foto: Sesap (reprodução)

A prisão de um homem suspeito de exercer ilegalmente a medicina, utilizando a identidade de outro profissional, durante a Operação Alter Ego, levanta sérios questionamentos sobre a fiscalização dos serviços terceirizados de saúde no Rio Grande do Norte.

Segundo as investigações, o suspeito atuava como responsável técnico da Proseg, empresa vinculada à operação do SAMU RN.

O caso ganha contornos ainda mais preocupantes diante da informação de que a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), mesmo diante de decisão judicial, manteve a Proseg no contrato, sem a devida comprovação da regularidade de seu corpo técnico.

O episódio exige esclarecimentos sobre o cumprimento das exigências contratuais, os critérios de habilitação profissional e os mecanismos de fiscalização adotados pela Sesap.

A segurança da população deve estar acima de qualquer interesse, especialmente quando se trata de um serviço essencial à preservação de vidas.

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Política

PROMESSAS DE GAVETA: Com juros no teto, Lula grava pronunciamento para tentar enganar o mercado sobre o rombo nas contas

Reprodução

Após ser reeleito e ver a economia sangrar com juros nas alturas e desconfiança generalizada, o presidente Lula resolveu gravar um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV para mandar um “recado” sobre as contas públicas. Previsto para ir ao ar no próximo domingo (08), o discurso é uma tentativa de acalmar os mercados e conter o pânico dos investidores após a equipe econômica ser cobrada por diretrizes claras de corte de despesas.

Na fala, o presidente promete repetir que preza pela “responsabilidade fiscal”, ao mesmo tempo em que garante que não encostará um dedo sequer nos programas sociais.

Com a inflação dando sinais de descontrole e o Banco Central forçado a manter o Brasil na liderança mundial dos juros reais para conter o descalabro das contas do governo, o petista tenta dourar a pílula para a população.

Com informções de O GLobo

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Economia

FIM DA ESCALA 6×1: Setor de comércio e serviços aciona o STF para adiar mudanças na jornada de trabalho

Foto: Arquivo/ Agência Brasil

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acionou o Supremo Tribunal Federal com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para tentar adiar o início das mudanças bruscas na jornada de trabalho decorrentes do fim da escala 6×1. A entidade pede que o prazo para reduzir a carga horária para 42 horas semanais seja empurrado de dezembro de 2026 para outubro de 2027, e que a exigência de 40 horas passe apenas para 2028.

O objetivo não é barrar a medida, mas evitar o estrangulamento de milhares de empresas que não têm como reorganizar turnos, renegociar acordos e contratar substitutos em apenas 60 dias.

O governo deu até um ano para o setor público ajustar seus contratos terceirizados. Já o varejo avisa que o atropelo pode resultar em queda na qualidade do atendimento, fechamento de vagas formais e repasse de custos para o consumidor.

Com informações da Revista Oeste 

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Economia

Brasil mantém maior taxa de juros reais do mundo e joga a conta do descontrole da inflação no bolso do trabalhador

REUTERS/Sergio Moraes

O Brasil segue isolado na liderança de um ranking indigesto: o de maior taxa de juros reais do planeta. Após a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% ao ano, levantamentos das consultorias MoneYou e Lev Intelligence confirmam que, descontada a inflação, o juro real brasileiro supera os 9% ao ano, deixando o país no topo mundial da carestia financeira. O próprio comunicado do Copom deixou claro o motivo de tanta restrição: a disparada das incertezas fiscais e as projeções de inflação totalmente descoladas da meta de 3%, obrigando a autoridade monetária a adotar uma postura defensiva e contracionista para tentar frear a escalada de preços.

Na prática diária do cidadão, essa liderança global significa uma pancada direta no bolso e no custo de vida. Com o juro real nas alturas, o brasileiro paga os financiamentos mais caros do mundo, enfrenta faturas extorsivas no cartão de crédito, encontra portas fechadas para empréstimos e assiste à desaceleração da economia e dos empregos. É a demonstração clara de que a incapacidade do governo federal de cortar gastos e passar credibilidade cobra o seu preço mais alto justamente de quem está na ponta: o trabalhador.

Com informações da CNN

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