Em assembleia, metroviários suspendem greve, mas ameaçam retomá-la na abertura da Copa
Há greves e greves. A dos metroviários de São Paulo começou como um legítimo movimento de servidores públicos por melhoriais salariais. E virou um desafio à Justiça, à ordem pública e à paciência do contribuinte. Uma esculhambação.
Os metroviários pediam um reajuste salarial cenográfico de 35,47%, logo rebaixado para 12,2%. O governo de São Paulo oferecia 8,7%. Deu-se o desacordo. E a corporação cruzou os braços. Até aí, tudo legítimo.
No domingo, a Justiça do Trabalho tachou a paralisação de abusiva. Por quê? Quando trabalhadores de uma empresa privada fazem greve, prejudicam o patrão e a clientela. Quando a paralisação afeta um serviço público essencial, é preciso garantir um atendimento mínimo à população que paga a conta.
O Tribunal Regional do Trabalho endossou o reajuste oficial de 8,7%, mandou cortar os dias parados, ordenou a volta ao trabalho, suspendeu a estabilidade no emprego e impôs à desobediência uma multa diária de R$ 500 mil.
Em assembleia, os servidores decidiram dar de ombros para a Justiça. Empurraram a greve para o seu quinto dia e organizaram protesto em coligação com o Movimento Catraca Livre e a turma dos sem-teto. Fizeram isso sabendo que levavam à mesa as arcas do sindicato, a legitimidade da greve e os empregos.
Ainda no domingo, o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, riscou o fósforo. Munido de autocritérios, disse que a greve tinha apoio popular. E soprou a labareda:
“Tem uma Copa do Mundo aqui, é o maior evento esportivo do mundo. O governo do Estado tem eleições no fim do ano. Tem que negociar. Temos que enfrentar o governo”, disse, sob a proteção da imunidade sindical.
Ao “enfrentar o governo”, o companheiro Prazeres empurrou o governador Geraldo Alckmin para uma encruzilhada. Ou agia ou desmoralizava-se. Optou passar o ponto na lâmina e mandar ao olho da rua quatro dezenas de grevistas.
“O governador joga gasolina no fogo”, reagiu o sindicalista Prazeres, antes de participar, nesta segunda, de reunião em que os grevistas pediram água. Ensaiaram uma concordância com o reajuste 8,7%, desde que os dias parados fossem pagos e as demissões anuladas.
Consultado por seus prepostos, Alckmin bateu o pé. Mandou dizer que não faria concessões ao aparelho do companheiro Prazeres. Em nova assembleia, os metroviários suspenderam a greve por 48 horas.
Avisaram que, desatendidos, podem retomar a paralisação na quinta-feira, dia do início da Copa. Beleza. De grevistas, passaram a chantagistas. Ninguém é obrigado a reverenciar o bom senso. Entre os privilégios do sindicalismo está o poder de escolher o caminho de suas corporações para o inferno.
Agora, já está entendido que há greves e greves. Servidor que cruza os braços à custa do sossego do público, à margem da lei, com remuneração dos dias parados e sem o risco do desemprego, esse servidor não faz greve. Inscreve-se numa colônia de férias.
Num penúltimo esforço para evitar confusões, o Tribunal Regional do Trabalho determinou, na noite desta segunda-feira, o bloqueio dos bens e das contas bancárias do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.
Com essa decisão, o tribunal instalou, por assim dizer, uma catraca nas arcas da casa sindical. Uma maneira de evitar que a multa de R$ 500 mil por dia de desobediência seja levada no beiço. Se tudo continuar assim, os atores vão acabar apelando para a sensatez.

Concordo com Carvalho, o direito de greve DEVE ser regulamentado
U R G E N T E M E N T E. #NÃO# AO# ABUSO#BADERNA#VIOLÊNCIA#
Concordo com Carvalho, ####O direito de greve tem de ser regulamentado
U R G E N T E M E N T E. #NÃO AO ABUSO#
Certíssima a policia baixar o cacete nos vagabundos que estão atrapalhando a vida de milhares de trabalhadores honestos, que não fazem parte dessa curriola, que desobedece até ordem judicial. A esmagadora maioria da população está pagando muito caro pela irresponsabilidade de pretensos políticos travestidos de lideres sindicais, que se julgam os donos do transporte público
O direito de greve tem de ser regulamentado urgentemente.
Um direito legítimo não pode ser utilizado como pretexto para atos de vandalismo, violência, destruição do patrimônio público e privado e para impedir que a grande maioria das pessoas não possam exercer o seu direito constitucional de ir e vir.
Em verdade, a falta de autoridade está levando o país ao caos.
Democracia não é sinônimo de baderna.
Desde que movimentos criminais ganharam o rótulo de "luta social" a população se viu entregue a grupelhos de sindicatos e sindicalistas que se acham donos dos espaços urbanos. Greve é direito de todos e qualquer um. Baderna é opção de bandido e merece a mais dura resposta possível.
Torço para o Governador não só mantenha as demissões como seja cobrada a multa pelo descumprimento da ordem judicial.
Esses maloqueiros precisam entender e se comportar como civilizados ou então buscar o colo do PT. Afinal basta estar a margem da lei para estar inserido no PT. Vide o MST cujo boné é usado pelos Presidentes e recepção nos salões do Planalto não é negada.
QUESTÃO DE PONTO DE VISTA!
"Pimenta nos olhos dos outros é refresco!"
Enquanto é DITADURA, segundo Aécio Neves, o Governo Federal e a FIFA que proíbe a entrada em estádios com faixas e cartazes "para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável"; afirmando que não pretende prejudicar a "ação fiscalizadora do Estado ou de seus agentes delegados" e nem autorizar a entrada de objetos que "ameacem a segurança das pessoas ou que incitem a violência ou qualquer tipo de discriminação"; Governador Geraldo Alckmin trava queda de braço com Metroviários em São Paulo com a Polícia descendo o pau nos grevistas. E assim, não vemos uma maneira alternativa eficiente de se relacionar com movimentos sociais intensos que não seja a velha tática militarista de "SENTAR A PUA".
Nesse item, todos que são Governo tem uma VISÃO diferente de quem está na oposição. Seja no Governo Federal, Estadual ou Municipal. Um sempre vai tentar apagar o fogo enquanto o outro vai jogar gasolina. É a velha luta pelo Poder. E a diferença entre cada um se expressa na capacidade de entender e dialogar com as massas e suas demandas sociais represadas numa sociedade injusta e desigual.
Como disse inicialmente; UMA QUESTÃO DE PONTO DE VISTA!