Meio Ambiente

Discurso contra fiscalização do Ibama é apologia ao crime, diz presidente do órgão

A presidente do Ibama, Suely Araújo, disse que o discurso público contra a fiscalização do órgão é uma “apologia ao crime e às irregularidades” ambientais.

Em entrevista à Folha, Suely não citou diretamente o presidente eleito Jair Bolsonaro, que repetidas vezes têm atacado o trabalho de fiscalização do órgão ambiental, mas afirmou que a tensão para fiscais do Ibama está crescendo dia a dia, com moradores interditando estradas e ameaçando abertamente os funcionários que coíbem crimes ambientais.

Nesta quinta-feira (12), em vídeo divulgado em redes sociais, Bolsonaro acusou suposta “indústria de multas abusivas e extorsivas” do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

No último dia 1º, ele havia dito que vai acabar com a “festa de multas” do Ibama. No dia 9 de novembro, Bolsonaro ameaçou extinguir um recém-implantado programa de conversão de multas pelo qual o órgão espera injetar R$ 1 bilhão em projetos de recuperação ambiental.

Segundo a presidente do Ibama, o resultado de um afrouxamento dos métodos e rigores atuais da fiscalização do órgão seria “muita degradação ambiental”.

Existe uma festa de multas no Brasil?

De forma alguma. As multas aplicadas pelo Ibama são em decorrência do grande número de infrações ambientais que ocorrem no país. O Ibama é um órgão fiscalizador, que exerce o poder de polícia ambiental em diferentes facetas, seja na fiscalização estrito senso seja no recenseamento ambiental.

Realiza em média 1,4 mil operações de fiscalização por ano, é bastante coisa, talvez perto da metade na Amazônia Legal. E muito do que o Ibama faz nesse campo é em caráter supletivo ao que os estados deveriam estar fazendo e não fazem. Os estados têm dificuldade de fazer a fiscalização.

Qual o resultado em multas?

A média nos últimos dez anos tem sido de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões por ano. Essas multas na sua maior parte não são pagas. O pagamento histórico é só de cerca de 5%.

Quando você autua, é a primeira fase de um processo sancionador ambiental. Há todo um processo administrativo que pode ser bastante demorado, principalmente se o infrator usar todos os recursos administrativos possíveis. E várias vezes, no final do processo, o autuado vai para a Justiça.

Qual o destino dos valores das multas?

O valor não vem para o Ibama, isso é muito importante destacar. Não vem e o Ibama não tem a mínima intenção de que isso entre no caixa da autarquia. Dos valores das multas ambientais, 20% daquilo que é pago vai para o Fundo Nacional do Meio Ambiente, que é gerenciado pelo Ministério do Meio Ambiente para financiamento de projetos ambientais, e os outros 80% vão para o Tesouro.

O presidente eleito teria dito isso porque está mal informado?

Existe muita reclamação em geral de diferentes setores. O pessoal, por exemplo, da cadeia da madeira, o da mineração, o da agropecuária. Também existe muita reclamação em relação a suposto excesso de multas e ao valor das multas.

A resposta do Ibama é que o que tem excesso na verdade são as infrações à legislação ambiental. É uma pena que o Ibama ainda tenha que aplicar tantas multas em razão de infrações ambientais e muitas vezes em razão de crimes ambientais. Enquanto ocorrerem esses ilícitos, seja o Ibama, sejam os outros órgãos que têm o poder de polícia ambiental, eles têm que atuar.

Se está ocorrendo aquela infração, eles têm o dever legal. Você é obrigado a agir, não é uma opção. Então nós estamos fazendo o nosso papel. Muitas vezes o pessoal reclama e eu acredito que essa reclamação chega aos ouvidos do presidente eleito e de vários outros atores políticos.

Na sua opinião, qual seria o impacto para o ambiente do país de um afrouxamento dos métodos atuais da fiscalização?

Muita degradação ambiental. Nós já temos uma tendência de crescimento das taxas de desmatamento da Amazônia. O Ibama tem uma pegada forte em relação ao controle de desmatamento na Amazônia porque os órgãos estaduais da região têm uma estrutura muito pequena de fiscalização, muito pequena. Quem atua na prática na Amazônia é o Ibama. Temos atuado muito em garimpos que se situam em terras indígenas, em unidades de conservação. A mineração sem os cuidados necessários causa danos irreversíveis.

Uma coisa importante de falar da fiscalização é que ela é cada vez mais baseada em alta tecnologia. […] Mas o comando e controle nunca vão ser suficientes para resolver os ilícitos ambientais. Em qualquer região do país eles têm que entrar juntos com medidas de apoio à socioeconomia dessa região e ações de regularização fundiária. Só que essas áreas não estão no campo de atuação do Ibama. O Ibama é a polícia, essas outras ações têm que vir de outros ministérios.

E não estão vindo?

Muito menos do que deveria. Na verdade o Ibama não acha que as ações de fiscalização sejam suficientes. Eu pessoalmente defendi a vida inteira instrumentos econômicos da política ambiental, inclusive pagamento por serviços ambientais.

Só que não é o Ibama que responde por tudo isso. A parte de regularização fundiária da Amazônia é crucial, só que o Ibama não faz regularização fundiária. Então nós estamos fazendo aquilo que é a nossa parte, e chamando muita atenção, porque é uma atuação mais rigorosa, mais forte, mais polícia e que gera reação da população, gera reação dos representantes políticos dessa população.

Mas é a nossa missão e nós temos que fazer. Qualquer um que venha a ser presidente do Ibama não vai ter outra postura.

Qual seria o número mínimo necessário de fiscais?

O Ibama tem 5.000 vagas em aberto. Nós tínhamos 1.600 fiscais há dez anos, hoje são 850 e precisaríamos com urgência de no mínimo 500 novos fiscais. Há um pedido de 1.800 vagas para o Ibama como um todo que está no [Ministério do] Planejamento.

Em relação ao licenciamento, há uma crítica frequente de que o Ibama estaria retardando ou demorando na concessão da licença para os empreendimentos.

Crítica de quem não conhece a realidade dos órgãos públicos. Muitas vezes se dão solução para problemas que você não sabe se eles existem.

O Ibama responde por uma pequena parte dos licenciamentos do país. As secretarias estaduais de Meio Ambiente e seus órgãos vinculados fazem provavelmente 90% das licenças do país. As licenças do Ibama chamam tanta atenção porque têm muitos empreendimentos gigantes aqui, as grandes hidrelétricas, as linhas de transmissão que vão lá do Pará até o Rio de Janeiro aquele mega empreendimento em geral vai ser do Ibama.

Em geral são empreendimentos complexos, com a participação de vários atores. É comum ter participação da Funai, do Iphan, do ICMBio. O Ibama funciona como se fosse um balcão único. Até teve alguém da equipe de transição, não lembro quem, do governo do presidente eleito que falou assim: ‘nós precisamos criar um balcão único para licença’.

Na verdade esse balcão já existe, é o Ibama. Aquilo que compete ao Ibama, não somos nós que estamos atrasados. Na área de petróleo, para se ter uma ideia, só em 2018 nós liberamos 24 licenças sísmicas, que é a fase inicial, 20 licenças da fase de perfuração e 46 licenças da fase de operação.

Em 2015, nós demos 689 licenças. Em 2018, vamos chegar perto de 600 licenças com 238 servidores na equipe, contra 453 em 2015. Aí que eu digo o esforço da equipe que eu considero muito admirável.

Se for mantida a expectativa de redução do número de funcionários de servidores no setor de licenciamento, qual a perspectiva para o novo governo?

Atraso nos projetos prioritários, o que temos conseguido a duras penas manter em dia. No mínimo [é necessário] acho que uns 30% de aumento no número de analistas ambientais, até mais do que isso, para se chegar a perto do que nós tínhamos dois, três anos atrás. Isso implica concurso público.

O presidente eleito fala em “ativismo ambiental xiita”. Isso existe? Se existir, atrapalha na análise dos pedidos de licenciamento?

Não. Nós procuramos seguir o prazo legal. Não tratamos de forma diferente tipologias de empreendimentos. Eu posso não ser favorável a termoelétricas, mas não vou deixar de licenciar termoelétrica porque prefiro eólica ou solar. Isso não existe.

A maior prova disso é a quantidade de licenças de petróleo que saíram neste ano. A equipe não faz isso. É cobrada a obedecer os prazos o tempo todo, trabalha sob extrema pressão. Não importa se ela é favorável ou não. Quem tem que estabelecer as regras, se o país tem que ter mais eólicas e solares, é toda a equipe de governo. Mas o Ibama é operacional, não é órgão de planejamento da política ambiental.

O desmatamento aumentou de um ano para cá. Havendo continuidade dessa tendência e, ao mesmo tempo, redução da fiscalização, qual seria o impacto econômico para o Brasil?

Acho fundamental para os produtores brasileiros do agronegócio que eles venham com uma espécie de chancela de que nós cumprimos a legislação ambiental. Acredito que o aumento do desmatamento vai prejudicar fortemente nossas exportações derivadas das agropecuária, além de madeira e minérios.

Toda a comunidade internacional sabe que é um país megadiverso, isso vai ser cobrado de quem está adquirindo esses produtos. Eu realmente temo de que um relaxamento do controle ambiental signifique efeitos muito negativos em termos do valor dos nossos produtos.

Qual o impacto da desistência do Brasil de sediar a COP-25?

Não é nem a COP aqui. É não sair do Acordo [de Paris], não sair da sistemática dos acordos do clima.

O presidente eleito já deu sinais de que pretende sair do Acordo.

O país sempre foi uma liderança nesse campo e sempre lutou até para reconhecimento de todo o valor que o país tem ao manter as florestas íntegras, ao controlar tudo isso em benefício do mundo. Tem tido já benefícios derivados disso, como os recursos do Fundo Amazônia, por exemplo.

Os noruegueses acabaram de anunciar que vão aportar mais recursos no ano que vem. Isso tem ajudado bastante. No caso do Ibama, os helicópteros da fiscalização e caminhonetes na Amazônia vêm sendo pagos com os recursos a fundo perdido do Fundo Amazônia. Não é só o Ibama que é beneficiado. No último dos contratos, foram R$ 150 milhões por ano.

O presidente eleito atacou também a conversão de multas por crimes ambientais para projetos tocados por ONGs. Qual o mecanismo dessa conversão?

A conversão de multas é prevista há 20 anos na lei de crimes ambientais como uma das possibilidades de tratamento administrativo da multa aplicada. A ferramenta chegou a ser aplicada pelo Ibama mas teve muitos problemas porque não havia um normativo consistente regulamentando e foi suspensa em 2012.

Quando entrei, o ministro Sarney Filho solicitou que eu retomasse uma discussão de um novo decreto que garantisse o destino para projetos mais estruturantes, que não fossem projetos pulverizados pelo país.

Foi feita uma equipe de trabalho que resultou em um decreto de outubro de 2017 que prevê duas possibilidades de conversão de multa. Na conversão você troca a multa que você iria pagar por serviços. Na verdade você paga, mas paga em serviços. Criou-se uma modalidade indireta para se garantir projetos mais estruturantes. Nela, o autuado passa a optar por apoiar financeiramente projetos aprovados pelo Ibama e pelo ICMBio.

A ideia é pegar áreas grandes do país que estejam com problemas ambientais e tentar uma locação de recursos mais significativa. O autuado fica corresponsável pelo acompanhamento dos projetos.

O primeiro chamamento público está em fase de julgamento em duas áreas do país: uma é na caixa d’água do São Francisco, dez bacias que juntas respondem por 70,6% da vazão do São Francisco na sua calha principal. Eu tenho dito que nós estamos plantando árvores para colher água.

Aplicado o desconto de 60% nas multas, temos hoje R$ 1 bilhão para aplicar no curtíssimo prazo. Para se ter ideia do que isso significa, o governo nos últimos 20 anos não gastou R$ 200 milhões em recuperação ambiental. Isso nós conseguimos sem televisão, no boca a boca, explicando o que era conversão.

Acredito que o sistema de conversão de multas é o único caminho que o país tem para cumprir suas metas do Acordo de Paris sobre restauração florestal. É uma ferramenta realmente viável porque o dinheiro vem.

Qual o reflexo do discurso antiambientalista e anti-Ibama na aplicação das multas?

O discurso antiambientalista, anti-Ibama, de uma [suposta] indústria de multas tem levado a dificuldades cada vez maiores na fiscalização de campo. Elas não são novidade, o Ibama não é exatamente querido pelo pessoal —acho que até é bastante querido por quem segue a legislação—, sempre existiram registros de conflitos no campo, mas o nível de periculosidade em campo no último ano cresceu muito.

Tem áreas no país em que nossos fiscais estão sendo recebidos a bala. No sul do Amazonas, acho que é o melhor exemplo. Você planejar operações no sul do Amazonas hoje significa quase se planejar para ir para a guerra.

Hoje o que está ocorrendo é que fiscalização da esfera do dia a dia está se tornando também perigosa. A gente sente uma reação muito grande no local. Você vai embargar uma sessaria, por exemplo, assim bem no meio de terra indígena ou do lado de terra indígena e sem qualquer documentação. A população vai ao local, faz manifestação no mesmo dia contra o Ibama, barra estrada, não quer deixar o Ibama sair.

Então tanto Ibama quanto o ICMBio têm sentido um nível de conflito maior. Nós acreditamos que o discurso antiambientalista contribui bastante para isso. Implica também em mais dificuldade de eu conseguir convencer os fiscais a saírem a campo. Eles não ganham nada a mais para ser fiscais, não ganham adicional de periculosidade. São analistas ambientais como quaisquer outros. Ele pode estar aqui no escritório fazendo uma questão técnica, por que ele iria a campo arriscado a tomar um tiro?

O discurso contra o Ibama, que está lá para cumprir a lei, está lá para fazer sua tarefa, atrapalha muito nesse nesse sentido

Ele é confundido com apologia ao crime e à irregularidade?

Sim, sim. À irregularidade, você achar que você seguir as normas ambientais “é desnecessário, é frescura, é coisa de quem quer atrapalhar o desenvolvimento do país”. E nós estamos lá tentando fazer a lei ser cumprida. É a nossa missão.

É uma pena que esse discurso esteja tão forte. Esse sentimento de preocupação está presente não só em mim, como presidente, mas nos diretores todos e em toda a equipe do Ibama. Nós vemos com muito pesar o fato de nossa tarefa, que é fazer a lei ambiental ser cumprida, ser confundida com um obstáculo ao desenvolvimento do país. O país não precisa de desenvolvimento que envolva a degradação ambiental. Isso não é desenvolvimento da forma que deveria ocorrer.

Para manter o estoque dos recursos ambientais, eu necessariamente tenho que seguir a lei ambiental, ela é feita para isso. A nossa legislação nem é extremamente protetiva, ela sempre previu a lógica da sustentabilidade, a compatibilização do desenvolvimento rural com a proteção ambiental.

Esse discurso anti-fiscalização de certa forma não contradiz o discurso da campanha vencedora de que deve preservar “a lei e a ordem”?

Luta contra a corrupção. Com certeza é absolutamente contraditório porque você cumprir a lei, você lutar contra o crime e a corrupção significa também aplicar a lei de crimes ambientais, aplicar o decreto 6514, respeitar os fiscais ambientais em campo e entender que eles têm uma missão de Estado que independe do governo que está de plantão.

Não importa quem é o presidente, a atividade de fiscalização ambiental tem que ser executada. Não é uma questão de opção política, é um dever, e é inaceitável que se pense em revogação da legislação que baliza esse tipo de dever, principalmente em termos de coerência com o discurso maior de fazer as leis serem cumpridas e de combater o crime no país.

Como a sra. recebeu a escolha de Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente?

Entre os nomes que foram veiculados, parece ser uma escolha coerente com as posições defendidas durante a campanha pelo presidente eleito. As primeiras manifestações do indicado causam preocupação no que se refere principalmente às mudanças climáticas e ao trabalho do Ibama. É importante que o futuro ministro compreenda as atribuições institucionais do MMA e entidades vinculadas em todo o seu alcance e complexidade. Há bastante documentação nesse sentido entregue à equipe de transição.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. O comentário de Bolsonaro contra as ações do Ibama conotam uma espécie de lesa-pátria! Caso ele proteja ações contra o nosso meio ambiente, deveria ser cassado ou ter seus projetos barrados até que mude essa sua política anti-ambiental.

    1. As licenças ambientais são totalmente incompreensíveis, pra alguns são permitido tudo, pra outros, os rigores da lei.

  2. Empoderar infratores ambientais só gera incerteza na atuação da fiscalização ambiental do Ibama. Que eu saiba o Ibama e seus servidores somente cumprem o que manda a lei. Aqui no Brasil quando algum órgão executa a lei ele é taxado de radical!! Hipocrisia pouca é bobagem.

  3. A q pontos chegamos. Temos um louco na presidência q vive denegrindo a imagem dos órgãos fiscalizadores do país e seus funcionários.

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Geral

VÍDEO: Corredores do Hospital Walfredo Gurgel lotados na noite deste domingo (2)

Imagens obtidas pelo BLOGDOBG mostram corredores do Hospital Walfredo Gurgel lotados.

O vídeo foi gravado no início da noite deste domingo (2).

São diversas macas, dos dois lados dos corredores.

Também é possível notar um homem sendo atendido em uma cadeira no corredor.

É o caos na Saúde do governo Fátima.

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Política

Tratamento prioritário dado a Cínthia Pinheiro, esposa de Allyson Bezerra, faz aumentar crise interna na nominata de deputado estadual da Federação União Brasil e PP

Foto: reprodução/redes sociais

A crise na nominata de deputado estadual da Federação União Brasil e PP não é fogo de palha nem fofoca. Após algumas especulações da imprensa, dois candidatos confirmaram ao Blog do BG que existe uma insatisfação grande com o tratamento prioritário que Cínthia Pinheiro, esposa de Allyson Bezerra, vem tendo dentro da coligação do candidato ao Governo do Estado.

As reclamações, segundo relataram os dois candidatos, não têm a ver com o fato de Cínthia ser esposa de Allyson, mas sim com a forma como a campanha dela vem se aproveitando dessa condição. Ela é a única a acompanhar o candidato a governador em todas as agendas, inclusive em redutos de outros candidatos a deputado estadual.

A insatisfação ficou mais aparente após a convenção do União Brasil, quando ela chegou ao Palácio dos Esportes carregada nos braços dos apoiares junto com Allyson Bezerra.

Depois disso, a crise interna só vem aumentando.

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Geral

Flávio Bolsonaro atribui responsabilidade pelo tarifaço dos EUA à ‘incompetência’ e às ‘agressões’ do governo Lula

Foto: Taba Benedicto/Estadão

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, atribuiu a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil à “incompetência” e “às agressões” do governo de Luiz Inácio Lula Silva. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, Flávio defendeu a atuação de sua família em relação à política externa dos EUA, mas rejeitou a tese de que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, tenha influência na aplicação das sanções americanas contra o Brasil.

Você acha agora que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos? O que o presidente dos Estados Unidos faz é da cabeça dele”, afirmou o candidato na entrevista que será exibida na íntegra às 20h, na BandNews TV e, às 22h, na Band.

Flávio criticou a diplomacia do governo Lula, disse ainda que o Brasil “lambe botas da China” e que a postura do atual presidente que levou à taxação dos EUA. “O Brasil está sendo sancionado por causa dessa falta de habilidade do atual governo e por causa das provocações dele. O Lula trabalhou para que o Brasil fosse tarifado e ele conseguiu”, afirmou Flávio, segundo prévia das declarações publicadas no site da rede Bandeirantes.

O candidato do PL ainda avaliou um cenário de isolamento internacional do Brasil, fazendo referência a conflitos diplomáticos que o País teria não só com os EUA, mas também com Argentina e Paraguai.

Estadão Conteúdo

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Geral

LUDOPATIA: Vício em apostas online afeta empresas que já relatam funcionários endividados, baixa produtividade e faltas

Foto: iStockphoto/Agência Senado

O avanço das apostas esportivas tem gerado preocupação entre empresas brasileiras, que relatam aumento de casos de funcionários endividados, desatentos e com problemas de saúde mental relacionados ao vício em jogos.

Segundo entidades como a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e a Abrasel, pedidos frequentes de adiantamento salarial, crises financeiras, faltas ao trabalho e queda de produtividade estão entre os principais sinais observados.

Dados do INSS mostram que os afastamentos por transtorno relacionado ao jogo, conhecido como ludopatia, cresceram 59,8% em 2025, passando de 425 para 679 casos. Especialistas alertam que o problema costuma estar associado a transtornos como ansiedade, depressão e dependência química.

Diante desse cenário, empresas como Ypê, Gerdau e Whirlpool passaram a promover campanhas de conscientização e programas de acolhimento para orientar funcionários sobre os riscos das apostas e incentivar a busca por tratamento.

O Ministério da Saúde também oferece atendimento gratuito por telemedicina para pessoas com dependência em apostas, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Além disso, o tratamento pode ser iniciado em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

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Geral

[VÍDEO] HUMILDE? Lula se compara a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo em discurso na convenção nacional do PT

Logo no início do discurso na convenção nacional do PT neste domingo (2) o presidente Lula se comparou a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo, fazendo um balanço das participações dos jogadores em Copas do Mundo, e dele em eleições presidenciais.

“O Pelé, que foi o grande do futebol do século XX, considerado atleta do século, só disputou quatro Copas […] Então o Messi e o Cristiano Ronaldo me parece que estão passando para a história como os dois únicos jogadores que participaram de seis Copas. O que eles não sabem é que essa Copa minha é a sétima. […] Se eu ganhar essa, são quatro Copas.

Lula finalizou a fala afirmando que esta seria sua última disputa eleitoral: “Eu não vou ter chance de disputar o penta porque eu resolvi, depois da gente entregar o Brasil perfeitamente para o povo brasileiro, nós vamos sair de férias para namorar mais uns 20 anos. Esse é o meu desejo.”

Opinião dos leitores

  1. Lula é uma lenda. Aos 80 ainda corre 8km/dia e trabalha incansavelmente pelo povo. Enquanto isso, o Bozo (com seu histórico de atleta) está decrépito, tornozelado e com o bucho por acolá…kkkkk

  2. 👉🏿Em dezembro de 2022, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil encerrou em 71,7% do PIB
    👺👹 Agora a Dívida pública chega a 82% do PIB e atinge maior nível desde 2021
    👺OLHA AÍ O LEGADO QUE VOCÊ CONSEGUIU, DESGRAÇA!
    👉🏿Num país, onde duas coligações combinam em não divulgar os crimes cometidos pelos adversários pra não atrapalhar as campanhas, com isso, os desavisados continuarem votando, não precisa dizer mais de nada.
    💩 Isso tá acontecendo na Bahia, pra quem não sabe. Ou seja, os caras estão assumindo que são corruptos, mas ninguém precisa falar um do outro, já que a população dorme em berço esplêndido, com relação a política.

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Geral

Kelps declara apoio a Nina Souza para a Câmara dos Deputados: “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal”

 

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Um post compartilhado por Kelps Lima (@kelpslima)

Kelps Lima declarou apoio à pré-candidatura a deputada federal da vereadora Nina Souza (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais ao lado de Nina, Kelps diz que, apesar de não ter podido ser candidato esse ano, não poderia ficar de fora do processo eleitoral, porque tem “responsabilidade”. “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal, minha amiga Nina”, declarou.

“A campanha tá bem pertinho de começar, vou para as ruas com Nina, acreditando que a gente vai ter essa representação séria em Brasília. Nina tem gana, tem garra, ninguém pega na munheca dela, é uma mulher forte e eu agora faço parte desse time, sou um dos meninos do grande exército da nossa Nina”, afirmou.

Nina agradeceu o apoio de Kelps lembrando que eles têm muitas pautas em comum, principalmente a ideia de transformar o Rio Grande do Norte. “Pra mim é uma honra muito grande receber o seu apoio, porque não é de agora que eu acompanho o seu trabalho. Você chega numa hora muito oportuna, pra me orientar, pra se juntar a nós, porque a gente precisa trazer coisas boas e você pra nós é muito importante”, afirmou a pré-candidata.

Opinião dos leitores

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Geral

[VÍDEO] LULA: “O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher”

Imagens: PT/YouTube

Durante o lançamento da candidatura de reeleição à Presidência da República neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou o tema da violência contra as mulheres.

“Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, completou.

Em seu discurso, Lula admitiu que o Brasil ainda não chegou ao patamar indicado para diminuir os casos de violência contra as mulheres, mas que vê processos nas medidas tomadas pelo governo.

Opinião dos leitores

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Geral

VÍDEO: “Eu vou ser multado”, diz Lula sobre pedidos de voto em convenção do PT na Bahia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do partido em São Paulo, que deve ser multado por ter pedido votos antecipadamente na convenção do PT na Bahia.

Eu não posso falar que eu sou candidato. Eu vou ser multado pelo que falei na Bahia. Não pode pedir voto. Eu não devia ter pedido, só pode depois do dia 15″, declarou.

Ação no TSE

A declaração ocorre após o partido Novo acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), além do PT, por suposta propaganda eleitoral antecipada. A ação foi distribuída para o ministro André Mendonça.

Pedid de voto na Bahia

Na convenção da Bahia, Lula afirmou: “Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança.

Lula já foi multado por pedido de voto

Semanas antes, Lula já havia sido multado em R$ 15 mil pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por propaganda eleitoral antecipada, após dizer em um evento oficial: “Não mexam nem com a Simone nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas um dia, é dar voto para as duas, só isso.

O que diz a lei

Pela legislação eleitoral, pedidos explícitos de voto só são permitidos a partir de 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral. Antes dessa data, a multa por propaganda antecipada pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

Opinião dos leitores

  1. Criminoso é assim sabe que está cometendo um crime mas também sabe que a Justiça vai lhe beneficiar.

  2. Pra ele isso não vale nada ele não pagar com dinheiro dele e sim com nosso dinheiro velhaco sem vergonha

  3. Se sente muito à vontade pra cometer crimes, sabe que pra ele não dá em nada. Se fosse um Bolsonaro, o lindinho da Odebrecht já estaria batendo a porta do supremo pra deixar inelegível.

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Geral

RN registra alta de 154% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Foto: reprodução/Mossoró Patrulha

O Rio Grande do Norte registrou aumento de 153,9% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de vítimas de até 17 anos passou de 24 para 60, enquanto o Brasil teve redução de 10,8% nesse tipo de crime. Os dados são destaque em reportagem da Tribuna do Norte deste domingo (2).

O crescimento ocorreu principalmente na faixa de adolescentes de 12 a 17 anos, com os casos saltando de 20 para 56. Com isso, o RN passou a ter a sexta maior taxa do país, com 7,4 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 4,1.

O avanço das facções criminosas e o recrutamento de adolescentes em áreas socialmente vulneráveis estão entre os principais fatores para o aumento da violência. Também são citados problemas como evasão escolar, pobreza, uso de drogas, dificuldades familiares e falta de oportunidades.

A Defensoria Pública afirma que tem observado maior vulnerabilidade de jovens expostos ao crime organizado, enquanto pesquisadores defendem investimentos em educação, esporte, cultura, saúde mental e fortalecimento dos vínculos familiares para reduzir o aliciamento de adolescentes.

A Secretaria de Segurança Pública reconheceu o aumento dos casos, mas ressaltou que o estado ainda registra menos mortes violentas do que nos anos mais críticos da última década. Segundo a pasta, operações contra facções, ampliação da Ronda Escolar, fortalecimento do Proerd e ações integradas de combate ao crime organizado fazem parte das estratégias de enfrentamento.

A Polícia Civil informou que também ampliou a estrutura de investigação de homicídios, com a expansão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a criação de novos núcleos especializados no interior do estado.

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Geral

Durante congresso mundial de jovens em Natal, Álvaro Dias recebe apoio do pastor e deputado federal Marco Feliciano

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na tarde deste sábado, do COMJADEM-RN, Congresso Mundial de Jovens e Adolescentes da Assembleia de Deus – Ministério Madureira, realizado na sede da Assembleia de Deus Campo CADERN, no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal.

Durante o evento, que reuniu mais de 2 mil jovens, Álvaro recebeu o apoio do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL), integrante da bancada evangélica na Câmara dos Deputados. Na ocasião, Feliciano manifestou apoio à candidatura de Álvaro Dias ao Governo do RN.

“Estou aqui ao lado desse trio que pode mudar a história deste estado, trazendo um novo tempo, baseado em princípios e valores. Ao meu lado está o doutor Álvaro Dias, candidato ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele é do PL, o meu partido, um partido que defende os valores em que acreditamos”, ressaltou.

Álvaro também participou do encontro ao lado do deputado federal General Girão, do candidato ao Senado Coronel Hélio e da vereadora Camila Araújo.

O ex-prefeito de Natal foi recebido pelo pastor José Pedro Teixeira, presidente da Assembleia de Deus Campo CADERN e anfitrião do congresso, que reuniu participantes de diferentes regiões do estado.

O COMJADEM-RN integra a programação da Assembleia de Deus – Ministério Madureira e reúne jovens, adolescentes e lideranças religiosas em atividades de caráter religioso e comunitário.

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