A saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão e seu discurso em defesa de um protagonismo do PT aprofundou o fosso entre os principais partidos de esquerda e tornou ainda mais distante um possível cenário de unificação de candidaturas nesse campo já nas eleições de 2020.
Enquanto os petistas movimentam-se para lançar candidatos próprios nas principais capitais do país, potenciais aliados como PDT e PSB articulam um caminho independente e dialogam com partidos mais ao centro.
A movimentação inclui um acordo nacional com PV e Rede, para o lançamento de candidaturas únicas nas maiores capitais, e potenciais parcerias com partidos mais à direita, como DEM e PSDB.
“É uma conversa nacional. A gente quer construir uma alternativa fora do ódio de Bolsonaro ao PT e do PT a Bolsonaro. Construir um projeto para o Brasil e para os municípios”, afirma o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.
A ideia inicial é uma articulação PDT, PSB, Rede e PV para lançar candidaturas unificadas nas maiores capitais e, a partir dessa experiência, buscar uma candidatura unificada no campo da centro-esquerda para 2022.
Ao mesmo tempo, o PDT abriu conversas com o DEM em Salvador, e a tendência é que os dois partidos estejam juntos na sucessão do prefeito ACM Neto.
Para isso, os pedetistas vão assinar a ficha de filiação do secretário da Saúde da capital baiana, Leonardo Prates, um dos aliados mais próximos de Neto, que é presidente nacional do DEM. Oficialmente, o PDT diz que Prates será candidato a prefeito, mas a tendência é que ele saia como vice de Bruno Reis (DEM).
Em Fortaleza, o PDT já é aliado do DEM e agora ensaia uma reaproximação com o PSDB do senador Tasso Jereissati. O tucano está afastado dos irmãos Ciro e Cid Gomes desde 2004 e vinha disputando eleições no campo da oposição.
Nos dois casos, o objetivo do PDT é ampliar o arco de alianças para consolidar o nome do presidenciável Ciro Gomes como uma opção mais ao centro na eleição de 2022.
Segundo Lupi, caso queira ser competitiva, a centro-esquerda deve buscar alianças com setores do capital produtivo: “O DEM não é mais aquela partido sectário, de direita. O PSL ocupou esse lugar”.
O próprio Ciro Gomes tem apontado esse caminho ao elogiar publicamente o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-R|J), e reforçar suas críticas ao ex-presidente Lula.
O PT, por sua vez, começa a se debruçar sobre possíveis candidaturas em 2020 em seu 7º Congresso Nacional, que acontece neste fim de semana em São Paulo.
No primeiro ato partidário após deixar a prisão no dia 8, Lula afirmou em Salvador que o PT “não nasceu para ser um partido de apoio” e reforçou que a legenda deve defender nas urnas o legado de seus mandatos na Presidência.
Para o senador Jaques Wagner (PT-BA), o partido deve buscar uma unidade possível no campo da esquerda. Ele destaca, contudo, que, em uma eleição municipal, as realidades locais se impõem.
“É óbvio que eu sempre vou defender a ampliação do campo social, dos partidos que são visceralmente contra o que representa esse governo que está aí [Bolsonaro]. Mas nem sempre é possível, os partidos têm legitimidade para escolher seus candidatos”, afirma.
Das dez maiores capitais, o PT tende a abrir mão da cabeça da chapa em apenas duas: no Rio, onde deve apoiar o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), e em Porto Alegre, onde tende a aliar-se a Manuela D’Ávila (PC do B), que foi vice do presidenciável Fernando Haddad (PT) em 2018.
Nas capitais menores, há possibilidade de apoio ao PC do B em Aracaju, onde o prefeito Edvaldo Nogueira disputará a reeleição, e em São Luís, onde o deputado federal Rubens Pereira Júnior deve concorrer com o apoio do governador Flávio Dino (PC do B). Ainda são consideradas alianças com o PSOL em Belém e Florianópolis.
Na maioria da capitais, contudo, a tendência é de um racha, com mais de uma candidatura na esquerda. Em São Paulo, por exemplo, pode chegar a quatro o número de postulantes nesse campo.
O candidato considerado mais competitivo é ex-governador Márcio França (PSB), que teve um bom desempenho na eleição para o governo do estado em 2018 e busca traçar uma trajetória distante dos petistas.
O PT, por sua vez, cita Paulo Teixeira, Carlos Zarattini ou Jilmar Tatto como possíveis candidatos, mas o ex-presidente Lula fez acenos a uma nova candidatura de Marta Suplicy, que se desfilou do partido em 2015, foi para o MDB e agora está sem legenda.
Enquanto isso, o PSOL articula a candidatura de Guilherme Boulos ou Sâmia Bomfim à prefeitura, e o PC do B lançou a pré-candidatura do deputado federal Orlando Silva.
O mesmo deve acontecer no Rio de Janeiro. Enquanto PT e PSOL devem se unir em torno de Freixo, PDT, PSB, Rede e PV formaram um bloco independente e deve m disputar com Martha Rocha (PDT) ou Alessandro Molon (PSB).
No Recife, a tendência é uma divisão entre PSB e PT, a despeito de os dois partidos terem voltado a se aliar nas eleições de 2018.
Os pessebistas devem lançar o deputado federal João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014, como candidato à sucessão do prefeito Geraldo Julio (PSB). Pelo PT, a pré-candidata é a deputada Marília Arraes, prima de Campos e neta do ex-governador Miguel Arraes.
Ao visitar o Recife no último domingo (17), Lula teve postura dúbia em relação ao cenário local: almoçou com João Campos e jantou com Marília Arraes. Publicamente, não declarou apoio a nenhum dos dois.
Folhapress

Custa-se a crer que, num governo como o de Jair Bolsonaro, alguém venha falar que a oposição a ele está “radicalizando”.
Alguém, em toda nossa história, radicalizou tanto quanto um presidente que ameaçou “metralhar”, prender, exilar, ou que dividiu sua própria base política, ou que, todo o tempo, fala em armar, matar, encarcerar, mandar “pra Cuba”?
O que Lula quer embutir nas cabeças ocas da esquerda esquizofrênica é que semeando o caos e fazendo o povão acreditar que o país hoje está um verdadeiro desgoverno, no entendimento dele e com este mecanismo a esquerda voltaria a ser a tábua de salvação nacional.
Todavia, é interessante entender que o tempo em que ele passou recolhido lhe deixou pior do que entrou, haja vista que o seu discurso raivoso e de impor a destruição da direita como caminho da ressureição da esquerda foi consumida pelo canibalismo político e da guerra visceral de várias correntes divergentes que existem dentro da esquerda.
Lula, deveria antes de sair por aí destilado o seu veneno, entender que a direita renasceu das cinzas em razão das malezas e dos descaminhos gerados pelos 13 anos de um desastroso círculo de governo praticado por seu partido.
É de domínio público que as composições para as próximas eleições vão demandar de muitos fatores, agora tentar juntar as esquerdas em unico objetivo é o mesmo que pular do Everest sem paraquedas, mas como a sua imposição quase ditadorial é quem vai ditar as chapas, ou ele muda ou vai impor mais uma acachapante derrota a esquerda no próximo ano.
A idéia do quanto pior, melhor já deu no saco!
Que extravagância! Relativamente cômico. Pensa o comentarista que milhões de brasileiros que sucumbiam na linha da máxima pobreza por ausência do estado, que hoje comem, estudam, etc.. (até que o neoliberalismo do BolsoTrump não estrague tudo, e penso que isso passa) não tenham nenhuma gratidão por terem sidos lembrados, ainda que não tenha chegado o momento de se expressarem. Interessante que não se fala das reservas financeiras que a era Lula deixou, dando a maior credibilidade ao BRASIL e dos inegáveis avanços na economia, na infra estrutura, na saúde na educação, etc, etc… Preocupante, que os seguidores desta escura escolha, a de que o mau está só no PT e no Lula – pensam que não esteja neles também, nos partidos deles também, ou até sabem, mas simulam! Trevas nesta transição, neste início de uma nova era marcada no zodíaco, neste contexto histórico do espargir dos mais inferiores sentimentos dos humanos, no todo de seu ser. De modo que, esta insensata visão e prática com os instintos é apenas uma faceta deste caos. É de gerar perplexidade que os acusadores do PT e do Lula (que praticou inegavelmente seus erros e é ser humano com seus limites), mas que não foi julgado com isenção. O Sr. Mouro rasgou o sagrado e simbólico princípio do direito constante da carta magna, que sustenta as instituições democráticas. Ele se apresentou como se fosse um "Deus". No entanto, se armaram no que tem de mais destruidor de uma nação – o golpe de estado. E foram alguns, travestidos no obscuro véu da modernidade. primeiro golpe: Sabotagem do resultado eleitoral por conta do Sr. Aécio Neves. segundo golpe: Sabotagem geral da economia, especialmente pelos que mais se enriqueceram nos governo Lula e Dilma. terceiro golpe: Ato explícito de prevaricação do sistema globo de comunicações e outras mídias. quarto golpe: O golpe parlamentar, que levou à cassação sem provas a presidente Dilma (com a compra de mais de uma centenas de deputados). quinto golpe: prisão sem provas do ex-presidente Lula (lawfare para impedi-lo de ser candidato, pois sabiam que seria ele o vencedor). Que venha uma fenda de luz, e com ela venha o dia. Basta de noite traiçoeira… Por um Brasil fraterno, civilizado principalmente no debate político, com real desenvolvimento e progresso, por um Brasil com oportunidades para todos.
O PT hoje já é um partido nanico.
O LULA é duzentas mil vezes menor.
É um condenado e nada mais.
Maléfico para o Brasil.
Lula destruiu e saqueou o Brasil, afundou as esquerdas, ressuscitou a direita radical e agora que enterrar o PT…. Já passou o seu tempo, procure uma rede e um litro de pinga, deixem novas cabeças reestruturar as esquerdas.