A dívida pública federal, que reúne tudo que o país deve em território nacional e no exterior, terminou o ano de 2015 no maior patamar desde o início da série histórica, em 2004: R$ 2,793 trilhões. O resultado é 24,8% superior ao registrado no fim de 2014, quando o estoque da dívida era de R$ 2,295 trilhões.
O número está próximo do teto da banda permitida pelo Tesouro Nacional no Plano Anual de Financiamento (PAF), de R$ 2,8 bilhões. Em agosto de 2015, o órgão teve que revisitar os valores do PAF, que antes tinha como teto R$ 2,6 bilhões, para comportar o avanço da dívida pública federal.
A maior parte da dívida é composta de títulos prefixados, 39,4%, seguida por títulos vinculados a índices de preços, 32,5%. Papéis vinculados à taxa flutuante e ao câmbio respondem por 22,8% e 5,3% da composição da dívida pública, respectivamente.
O número de títulos previstos para vencerem nos próximos 12 meses diminuiu na comparação com o fim de 2014: 21,6% ante 24% no ano anterior. O prazo médio – um dos indicadores de qualidade da dívida – teve um leve aumento: foi de 4,4 anos para 4,6 anos.
Segundo o Tesouro, a maior parte dos títulos da dívida pública interna está nas mãos de instituições financeiras, 25%. Esse percentual, no entanto, caiu em relação a 2014, quando era de 29,8%, e deu lugar a um crescimento maior dos fundos de previdência, que foi de 17,1% para 21,4%. Nesse nicho, o Tesouro aponta que as entidades de previdência aberta foram as principais responsáveis pelo aumento, mais do que as seguradoras. O volume de títulos nas mãos desse tipo de investidor quase dobrou no ano passado, subiu de R$ 154 bilhões em janeiro para R$ 297 bilhões em dezembro.
A participação de investidores estrangeiros como detentores de papéis da dívida interna brasileira ficou praticamente estável, foi de 18,6% para 18,8%. Os fundos de investimento detêm 19,6% da DPF.
NOVOS PARÂMETROS
O órgão divulgou ainda o novo PAF, com os parâmetros para o comportamento da dívida em 2016. O estoque da dívida previsto para este ano é bem superior ao de 2015. O Tesouro espera que o indicador termine 2016 entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões. O perfil da dívida também deve mudar, o que pode impactar a qualidade da dívida. A previsão para os títulos prefixados a uma taxa específica deve cair. Enquanto em 2015 a previsão era de que eles ficassem num intervalo entre 40% e 44% do total da DPF, em 2016 esse intervalo cai para 31% e 35%.
A queda dá lugar a títulos mais arriscados, vinculados à taxa flutuante e ao câmbio. No primeiro caso, o previsão é de que esse tipo de papel represente entre 30% e 34% do total. No ano passado, o intervalo era de 17% a 22%. Os títulos atrelados ao câmbio ficam entre 3% e 7%. No ano passado, esse intervalo havia ficado entre 4% e 6%.
O Globo
Vejam quando o governo insiste em aumentar a taxa de juros SELIC para controlar a inflação simplesmente aumenta alguns BILHÕES a dívida pública , somente em 2015 aumentou a dívida em R$ 209 bilhões de reais, referentes a juros pagos aos Bancos , dinheiro que poderia ser utilizado na Saúde, Educação, Segurança,……., Em outra palavras cada vez que aumenta a Taxa SELIC o brasileiro fica mais pobre.
Faz-se necessário uma auditoria por ÓRGÃOS INTERNACIONAIS para verificar se esta dívida total de R$ 2,79 TRILHÕES DE REAIS é uma dívida LEGÍTIMA OU NÃO.
Na verdade, o que vale é a dívida bruta e ela passou dos R$ 4 bi. A imprensa brasileira engole gato por lebre em economia. Aqui uma modesta contribuição. DÍVIDA LÍQUIDA. O Governo Federal Brasileiro na era petista usou muito o conceito de Dívida Líquida, no qual descontava da dívida total os valores de coisas como FAT, etc. O resultado era uma dívida pública na casa dos 30% do PIB. Isso foi usado durante anos, criticado pelo FMI e Banco Mundial, mas nossa imprensa, nada de questionar. DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL EM PODER DO PÚBLICO. Depois, o Governo passou a divulgar os dados de modo mais transparente, mas para a imprensa informa apenas o conceito de dívida em poder do público e exclui os títulos do Tesouro que estão no Banco Central, esse número é a dívida apresentada de R$ 2,793 trilhões. Todavia, o que vale é a dívida bruta, a dívida total do Tesouro, pois o Tesouro paga juros para todos, inclusive para o Banco Central. Os títulos de dívida no BC somam R$ 1,286 trilhões. Somando a dívida em poder do público e a no BC a dívida bruta total vai a R$ 4,079 trilhões, dos quais R$ 142 bi são dívida externa. Essa dívida bruta teve aumento de 19,5% em 2015 e os juros médios são de 15%, ou seja, em 2016 os juros serão da ordem de R$ 600 bilhões, dinheiro que não existirá e que resultará em novo aumento da dívida em pelo menos 15%, passando para R$ 4,6 trilhões. DÍVIDA BRUTA / PIB. O que importa é a relação entre dívida bruta e PIB, e combinado à taxa de juros, o impacto no déficit fiscal. A dívida bruta terminou 2014 a 60% do PIB e em 2015 passou para 69%. A um custo de 15% ao ano, o impacto anual é de 10,35% do PIB. Para se ter uma ideia, a Alemanha deve 80'% do PIB a juros de 1% ao ano, o que resulta em impaco fiscal de 0,8% do PIB. No caso da Alemanha, um crescimento da economia de 1% no ano (com equivalente aumento de impostos) torna a dívida totalmente administrável. No Brasil de hoje, a dívida pública está inadministrável e irá sufocar o orçamento federal. Caminhamos para um de dois cenários, caos nas contas públicas ou explosão inflacionária.