Finanças

Documentos revelam que doleiro abriu conta secreta da família de Aécio Neves em Liechtenstein

Na manhã do dia oito de fevereiro de 2007, um comboio da Polícia Federal atravessou sem alarde a avenida Rui Barbosa, no Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Estacionou próximo ao portão de abóboda dourada do edifício residencial Murça, no número 460. Desembarcaram dos carros agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros, a unidade da PF encarregada de investigar esquemas de lavagem de dinheiro. Bateram à porta de um dos confortáveis apartamentos do décimo-terceiro andar. Um casal de senhores atendeu, atônito. Não havia engano: era atrás deles que a PF estava. O octogenário Norbert Muller e sua mulher, Christine Puschmann, eram suspeitos de comandar uma das mais secretas e rentáveis “centrais bancárias clandestinas” do país. Vendiam aos seus clientes um serviço que, por aqui, só eles podiam oferecer: a criação e manutenção, no mais absoluto sigilo, de contas bancárias no LGT Bank, sediado no principado de Liechtenstein, o mais fechado de todos os paraísos fiscais do mundo. Naquela manhã de fevereiro, tanto no apartamento do casal Muller quanto no escritório deles, os agentes e delegados da PF encontraram as provas de que precisavam.

Graças à organização minuciosa de Norbert Muller, havia pastas separadas para cada um dos clientes – apenas nos arquivos do apartamento, a PF localizou 75 nomes. Cada pasta apreendida continha extratos bancários de contas, procurações, cópias de passaporte do cliente, contratos, correspondências de Muller com o banco LGT, anotações de valores. ÉPOCA obteve cópia – na íntegra e com exclusividade – dos papéis apreendidos e da investigação da PF. Havia ali pastas com nomes de advogados, médicos, empresários, socialites, funcionários públicos, um ex-deputado e até um desembargador do Rio recém-aposentado. Havia ali, especialmente, uma pasta-arquivo amarela, identificada pela PF nos autos de busca e apreensão pelo número 41. Nela, o doleiro Muller escrevera, a lápis, a identificação “Bogart e Taylor”. Era o nome escolhido por Inês Maria Neves Faria, mãe e sócia do senador Aécio Neves, do PSDB de Minas, então presidente da Câmara dos Deputados, para batizar a fundação que, a partir de maio de 2001, administraria o dinheiro da conta secreta 0027.277 no LGT.

Na terça-feira (15), tantos anos depois, veio a público a delação premiada do senador Delcídio do Amaral, do PT do Mato Grosso do Sul, que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal. Nela, entre muitas outras denúncias, Delcídio cita a conta em Liechtenstein. Aos procuradores, o senador disse que fora informado “pelo ex-deputado federal José Janene, morto em 2010, que Aécio era beneficiário de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato; que essa fundação seria sediada em Liechtenstein”. Delcídio diz que não sabe dizer ao certo, mas que “parece que a fundação estaria em nome da mãe ou do próprio Aécio Neves; que essa operação teria sido estruturada por um doleiro do Rio de Janeiro”. Delcídio disse não saber se há relação entre essa fundação e as acusações que fez ao tucano – entre elas, de ser beneficiário de propinas em Furnas e de ter agido para interferir nas investigações da CPI dos Correios, da qual o petista foi presidente, em 2006. Janene era um dos líderes do esquema em Furnas, segundo as investigações.

Foi a primeira vez que uma testemunha da Lava Jato citou em público o que os investigadores da Procuradoria-Geral da República investigam sigilosa e discretamente. Os procuradores que trabalham ao lado de Rodrigo Janot apuram a participação de Aécio nos esquemas citados por delatores, em especial o de Furnas. Pediram colaboração internacional, junto às autoridades de paraísos fiscais, para averiguar se contas como a associada ao senador em Liechtenstein foram usadas para o recebimento de propinas. Já descobriram, informalmente, que vários políticos brasileiros foram pagos em contas secretas em paraísos fiscais europeus. Aguardam o compartilhamento oficial dessas evidências. Marcelo Miller, um dos procuradores que atuaram no caso do doleiro Norbert Muller, integra a força-tarefa da PGR.

Aécio acabara de assumir a Presidência da Câmara dos Deputados quando a conta em Liechtenstein foi aberta. De acordo com os documentos apreendidos pela PF, ela poderia ser movimentada por Inês Maria e por Andréa Neves, irmã de Aécio. Segundo os papéis, Aécio não estava autorizado a movimentar a conta da fundação no banco LGT. Era, no entanto, seu beneficiário, de acordo com um documento apreendido pela PF e conhecido como “By Law”. Trata-se de um documento sigiloso, cujas cópias estão disponíveis apenas para os signatários e seus advogados – e que nem sequer é registrado perante as autoridades de Liechtenstein. O beneficiário, ou membro, de uma fundação tem direito a receber bens e dinheiro dela. Uma cláusula do By Law da fundação Bogart & Taylor especificava que, no caso da morte de Inês Maria Neves, Aécio herdaria a fundação e, com isso, o direito de movimentar livremente a conta no LGT. Ele, a mãe e a irmã são sócios em diversos outros empreendimentos, entre eles uma rádio e duas empresas de participação, de acordo com documentos da Junta Comercial de Minas Gerais.

A investigação da PF confirmou que nem Inês Maria, nem Andréa, nem Aécio declararam a existência da conta e da fundação Bogart & Taylor à Receita Federal ou ao Banco Central, como determina a lei. Nenhum dos outros clientes de Muller havia declarado também. Em tese, cometeram os crimes de evasão de divisas, ocultação de patrimônio e sonegação fiscal. Procurados por ÉPOCA, nem Aécio nem Inês Maria quiseram dar entrevista. Por meio de seus advogados, a família Neves confirmou que os documentos apreendidos são verdadeiros e que Inês Maria pretendia criar a fundação Bogart & Taylor em Liechtenstein para destinar recursos à educação de seus netos. Mas afirmam que a conta secreta no LGT foi aberta “sem conhecimento” da família. E permaneceu aberta por seis anos “à revelia” – até a operação da PF naquela manhã de fevereiro de 2007. Numa das notas enviadas a ÉPOCA, os advogados da família Neves afirmam: “Em 2001, assessorada pelo seu marido, o banqueiro Gilberto Faria, a Sra. Ines Maria pensou em criar uma fundação no exterior para prover os estudos dos netos. Foram feitos contatos com o representante de uma instituição financeira, no Brasil, e a Sra. Ines Maria encaminhou ao representante as primeiras documentações. Em função da doença de seu marido (Gilberto Faria morreria em outubro de 2008), os procedimentos foram interrompidos, e a fundação não chegou a ser integralmente constituída. A Sra. Ines Maria nunca assinou qualquer documento autorizando a abertura de conta bancária e nunca realizou remessa financeira para a mesma”.

Após a revelação do depoimento de Delcídio, a assessoria de Aécio divulgou nota reafirmando, em essência, o que seus advogados haviam informado a ÉPOCA. Omitiram, porém, que a conta só foi declarada após a batida da PF na casa do doleiro. Acrescentaram que o MPF no Rio e, ano passado, a própria PGR arquivaram investigações sobre o caso. É verdade. Omitiram, no entanto, que não houve investigação em nenhuma das duas instâncias. Numa, os procuradores disseram ser inviável apurar a existência da conta, em razão da proteção assegurada por Liechtenstein; noutra, a mais recente, a PGR limitou-se a seguir burocraticamente o que os procuradores no Rio já haviam dito. Ao arquivar o pedido de investigação, a PGR, no entanto, ressaltou que ele poderia ser reaberto mediante o surgimento de mais provas – como a delação de Delcídio e o avanço na colaboração da Lava Jato com autoridades de paraísos fiscais.

O segundo beneficiário

Independentemente do desenrolar da investigação na Lava Jato, um exame atento dos documentos da pasta amarela permite levantar sérias dúvidas sobre as declarações apresentadas por Aécio e seus advogados.Os papéis contradizem a versão de que a conta foi aberta “sem conhecimento da família” de Aécio e que permaneceu aberta “à revelia” dela. A pasta amarela guardava toda a papelada usada para abrir a conta. Havia cópia do passaporte de Inês Maria, assinaturas dela nos contratos com o LGT e procurações a Muller. Havia também páginas de extrato da conta. Em 2007, havia US$ 32 mil de saldo. Como são poucos os extratos apreendidos, não há como saber quanto dinheiro foi movimentado – nem quem fez depósitos ou saques. Na pasta, havia ainda numerosos faxes trocados entre Muller e um grupo de advogados ligados ao LGT, sediados em Vaduz, capital de Liechtenstein, com quem Muller mantinha parceria para facilitar contatos com o banco. Havia, por fim, os documentos de criação da fundação Bogart & Taylor, titular da conta no LGT. A criação da fundação, um tipo de entidade jurídica destinada a administrar patrimônios, estabelece uma camada extra de anonimato ao cliente. Uma coisa (a conta) não existe sem a outra (a fundação). Trata-se de uma precaução comum em Liechtenstein, também seguida por outros clientes de Muller.

Os documentos revelam que as tratativas para abrir a conta secreta começam em abril de 2001. Não se sabe quem da família de Aécio procura Muller – nem por quê. Naquele momento, apesar das declarações dos advogados de Aécio, Muller já é um personagem conhecido no mundo dos negócios clandestinos cariocas. Não é um “representante de uma instituição financeira”. É um doleiro, conhecido também da PF, que o havia processado por crimes contra o sistema financeiro e fraude cambial em casos dos anos 1990. No dia 26 de abril, surge o primeiro registro formal da abertura da conta (todos os documentos em alemão obtidos por ÉPOCA foram vertidos ao português por um tradutor juramentado). Muller envia um detalhado fax aos advogados de Liechtenstein que, em parceria com ele, cuidavam das contas secretas da clientela brasileira. O assunto: “Nova fundação Bogart and Taylor”. Em anexo ao fax, seguem os documentos de abertura da Bogart & Taylor e, também, da conta bancária dessa fundação. “Hoje eu recebi da proprietária US$ 21.834,00 a título de capital e peço que me informe por fax o endereço para o qual deve ser transferido o dinheiro”, escreve Muller. Ele é claro quanto à administração do dinheiro: “A fundação deve abrir uma conta no Banco LGT Bank em Liechtenstein AG, e ambas as pessoas inscritas no cartão de assinaturas deverão poder assinar”. Assinar, nesse caso, significa o poder de movimentar a conta. As pessoas autorizadas são Inês Maria e Andréa.

Três dias depois, em 29 de abril, Muller envia mais documentos da família Neves a Liechtenstein. Conta detalhes das tratativas com Inês Maria: “Gostaria de informar que a proprietária quer substituir ‘and’ por ‘&’. Por favor, faça esta alteração. Em anexo, encaminho o estatuto que acertei com ela na data de hoje. Peço a gentileza de informar se esta minuta pode ser aceita. Na quarta feira visitarei a proprietária novamente, para colher a assinatura”. No dia seguinte, a advogada Daniela Wieser, uma das parceiras de Muller em Liechtenstein, confirma o recebimento dos papéis: “A fundação está sendo criada na data de hoje, e espero todos os documentos de volta até a metade da semana que vem. Por favor, envie ainda o endereço e a data de nascimento da cliente (eventualmente por fax), e uma cópia autenticada do passaporte”. Daniela Wieser informa a conta (0400130AH) no LGT que deverá receber os recursos para a criação da Bogart & Taylor. Essa conta pertencia à Hornbeam Corporation, era administrada pelo grupo de Muller – e, noutras investigações da PF, já aparecera metida em transações ilegais com doleiros brasileiros. Não há comprovantes da origem dos dólares repassados pela família de Aécio ao doleiro Muller. Mas é certo que eles chegaram à conta secreta no LGT por meio de uma conta usada para lavar dinheiro.

Em 7 de maio de 2001, prossegue a troca de documentação entre Muller e seus contatos em Liechtenstein. A advogada Daniela pede, por fax, mais informações sobre Inês Maria: “Por favor, me informe por fax a profissão da cliente e de seu ex-marido, pois necessito destas informações para a Hornbeam (a empresa de Muller, cuja conta abasteceria a conta da família Neves em Liechtenstein)”. Muller responde no mesmo dia: “A cliente (Inês Maria) administra seu próprio patrimônio. O ex-marido (Gilberto Faria) é um industrialista com diversas empresas, além de acionista de um grande banco (Bandeirante)”. No mesmo dia, Muller envia os documentos necessários para a criação da Bogart & Taylor: cópia autenticada do passaporte de Inês Maria, procuração assinada por ela e os estatutos da fundação.

O estatuto, assinado por Inês Maria, prevê que ela teria a liberdade de distribuir o dinheiro em nome da Bogart & Taylor como quisesse. Segundo o estatuto, cria-se a Bogart & Taylor com um patrimônio inicial de 30 mil francos suíços. Noutro documento, uma espécie de procuração, Inês Maria delega a Muller, por meio de uma das companhias dele, a Domar Fiduciary Management, com sede em Liechtenstein, o poder de administrar a Bogart & Taylor e o dinheiro dela. No mesmo documento, assinado pela mãe de Aécio, especifica-se que a Bogart & Taylor abrirá conta no LGT, que os recursos dessa conta serão geridos em dólares americanos – e que a conta poderá ser movimentada por Inês Maria e Andréa. Ou seja, nada indica que tenha sido uma operação “sem conhecimento da família”. Muller aparece como contato da Bogart & Taylor, com a seguinte ressalva: “(Contactar) Apenas em casos de extrema necessidade”. Semanas depois, Muller viaja a Liechtenstein. Encontra-se em Vaduz com os advogados que cuidam das contas no LGT. Recolhe as assinaturas deles, os recibos do LGT e, logo depois, traz a papelada ao Brasil. Guarda-as na pasta amarela.

LGT, um banco de lavagem

Quatro anos após a abertura da conta, os advogados ligados a Muller pedem que Inês Maria assine mais papéis. Agora, a família Neves demonstra cuidado. Em 16 de março de 2005, Muller explica aos advogados, por fax, por que Inês Maria não quer assinar os documentos restantes: “A proprietária (Inês Maria), por ocasião de minha visita no dia de ontem, declarou que ela não quer assinar nenhum documento no Brasil. (…) Se a assinatura das declarações que me foram enviadas tiver que ser de imediato, ela prefere fechar a fundação (…) Em poucos meses, ela (Inês Maria) estará em Paris e me prometeu informar a data da viagem e o local de permanência em Paris, para que o senhor possa enviá-la os documentos para assinatura”.

Meses depois, em 17 de novembro do mesmo ano, nada mudara. Por fax, Muller reforça aos advogados que Inês Maria prometera resolver as pendências somente quando estivesse fora do Brasil. “Infelizmente, a senhora (Inês Maria) ainda não assinou o formulário ‘declaração’. Ela sempre diz que pretende resolver essa pendência tão logo esteja em Paris. Mas seu esposo está atualmente doente e se encontra em cadeira de rodas, de forma que ela não pode viajar”, escreve Muller. Diante da demora de Inês Maria em assinar os papéis, ele parece resignado: “Continuarei tentando colher a assinatura dela, mas não tenho muitas esperanças”.

No dia em que a PF apreendeu os papéis na casa de Muller, a conta de Inês Maria no LGT registrava saldo de US$ 32.316,12. Dois meses após a operação da PF, Inês Maria finalmente “cancelou os procedimentos de criação da fundação”, nas palavras de seus advogados. De onde saiu o dinheiro depositado por Muller na conta de Liechtenstein? Os advogados dizem que Inês Maria pagou, embora não identifiquem a origem dos recursos nem forneçam comprovantes: “Ao longo de seis anos, o Sr. Norbert cobrou duas vezes, em 2001 e em 2005, da Sra. Ines Maria, honorários e taxas para a criação da fundação. O valor total dos dois pagamentos, feitos em moeda nacional, no Brasil, correspondeu, na época, a cerca de US$ 30 mil, uma média anual de US$ 5 mil. Em 2007, após protelar por anos a assinatura dos documentos faltantes, tomou a iniciativa de encerrá-lo para evitar que se mantivesse indefinidamente em aberto”.

Abrir uma conta em Liechtenstein e declará-la ao governo seria tão inusitado que não há registro público disso. O BC não pôde informar a ÈPOCA o total de recursos enviados por brasileiros a Liechtenstein – uma informação que costuma ser pública. O montante, diz o BC, é tão pequeno que revelá-lo ameaçaria o sigilo bancário dos poucos remetentes. O LGT, que pertence à família real de Liechtenstein, é conhecido, no sistema financeiro internacional, como um porto tranquilo para dinheiro de origem duvidosa. Em fevereiro de 2009, dois anos após a operação da PF, Heinrich Kieber, um funcionário do LGT, fez cópia completa dos documentos de 1.400 contas hospedadas no banco. Vendeu-as aos serviços secretos da Alemanha e da Inglaterra – dois dos países com maior número de correntistas, que maior prejuízo haviam tido com a sonegação de impostos. Seguiram-se extensas investigações e a maior operação de combate à evasão fiscal nos dois países. Os dados foram compartilhados com outros países prejudicados, como França, Espanha, Itália, Grécia, Suécia, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, Índia, Canadá e Estados Unidos. Houve investigações em todos e prisões na maioria. Até a Lava Jato, o Brasil não pedira acesso aos dados.

Num depoimento ao Senado americano, ainda em 2009, Kieber deu detalhes de como clientes são orientados pelo LGT a proceder, de maneira a enganar as autoridades. “O LGT orientava seus clientes a não contar a ninguém sobre a existência dessas entidades (fundações), incluindo advogados ou familiares que não fossem beneficiários do patrimônio mantido no bancos suíços”, afirmou Kieber. “As relações humanas podem não terminar bem, e o cliente se transformar em vítima de alguma chantagem.” Outra orientação, nas palavras de Kieber: “Não ligue para o LGT de casa, não ligue de casa nem do trabalho. Use apenas telefones públicos”. De acordo com o Kieber, o LGT só usava telefones celulares da Suíça e da Áustria, para dificultar o rastreamento das autoridades. Ele informou também que o LGT não se comunica com seus clientes por e-mail. “O fato de os clientes do LGT não precisarem do dinheiro escondido para despesas rotineiras ajuda a não ser detectado.”

A central bancária paralela

De posse do material recolhido e analisado pela PF, e ciente também das revelações do ex-funcionário do LGT, o Ministério Público Federal decidiu não aprofundar as investigações. Em 20 de abril de 2009, os procuradores Fábio Magrinelli e Marcelo Miller ofereceram denúncia apenas contra os três integrantes da família do patriarca Muller, que morrera recentemente: a viúva dele, Christine Puschmann (segundo os procuradores, ela assumira os negócios do marido) e duas de suas filhas, Christine Muller e Ingrid Muller. “A denunciada Christine Puschmann, agindo em conjunto com seu companheiro Norbert Muller, fez operar uma verdadeira instituição financeira informal, mas suficientemente estruturada, gerindo recursos de terceiros em larga escala. As atividades eram desenvolvidas com a captação, intermediação e aplicação de divisas pertencentes a seus clientes, pessoas físicas majoritariamente residentes no Brasil, em especial a partir da administração de contas mantidas no exterior, mais precisamente no LGT Bank, sediado em Liechtenstein, e no UBS Bank, sediado na Suíça, em notórios paraísos fiscais”, escreveram os procuradores. Eles afirmam que a família Muller atuava como uma espécie de “central bancária paralela”. Abriam e movimentavam contas em paraísos fiscais, sacavam dinheiro, depositavam dinheiro – e até distribuíam cartões de crédito, de modo a facilitar os gastos cotidianos dos clientes.

Segundo a denúncia, o material apreendido pela PF na casa de Muller, aliado aos diálogos telefônicos interceptados no decorrer da investigação, revela a existência de “mais de uma centena de contas vinculadas ao LGT Bank e ao UBS Bank que eram administradas pelo casal”. “Tem-se que a identificação das contas e de seus titulares a partir dos elementos carreados aos autos, todos harmônicos e complementares entre si, evidencia a dimensão do esquema ilícito posto em prática por Norbert Muller e Christine Puschmann, revelando a perenidade da sistemática, o longo lapso temporal em que executada, a expressividade dos valores envolvidos (…), tudo realizado à margem da fiscalização das autoridades brasileiras, sempre com o cuidado de se manter a clandestinidade dos negócios”, afirmam os procuradores.

E quanto aos clientes? Os procuradores acharam melhor transformar o caso de cada um num processo separado. A depender da cidade de residência do investigado, encaminharam fragmentos de provas a diferentes procuradores, que tiveram autonomia para decidir que providências tomar. Essa estratégia produziu resultados incoerentes com a denúncia do MP contra Christine Puschmann. Em Porto Alegre, os procuradores resolveram pedir a Liechtenstein acesso às contas dos investigados. No Rio de Janeiro, onde mora a maioria dos clientes, diferentes procuradores ofereceram diferentes entendimentos sobre como proceder, apesar de analisar iguais evidências. Houve casos de denúncia. E houve casos de pedido de arquivamento. Foi o que aconteceu com a família Neves.

Em 23 de fevereiro de 2010, o procurador Rodrigo Poerson – dez meses após seus colegas de andar na Procuradoria da República do Rio acusarem Muller de operar uma “central bancária paralela” – assinou despacho em que pede o fim das investigações sobre a conta da fundação Bogart & Taylor. (O MPF se recusou a fornecer cópia do parecer; ÉPOCA teve que obter o documento na Justiça.) Nele, em três páginas, Poerson acolheu integralmente os argumentos da defesa de Inês Maria. E disse ser inviável conseguir a colaboração de Liechtenstein. Ele desconsiderou os documentos assinados por Inês Maria, que previam a abertura da conta, e a própria natureza das fundações em Liechtenstein – para criar uma fundação, é necessário depositar 30 mil francos suíços numa conta aberta em nome dela. Diante do parecer de Poerson, em 26 de fevereiro de 2010 o juiz federal Rodolfo Hartmann, do Rio de Janeiro, não teve opção senão arquivar o processo. Ele fez a ressalva de que, se o Ministério Público tentasse conseguir mais provas, reabriria a pasta amarela.

Época

Opinião dos leitores

  1. Bruno ,já disse, isso aqui é um BLOG ,noticia breve e não revista veja !!!!! Noticia longa e peticao comprida nem JUIZ LÊ !!!!!!

  2. Não se trata de defesa, apenas que estão usando dois pesos e duas medidas.
    Por tudo que foi dito até aqui envolvendo o nome de Aécio, está mais na seguinte ligação lógica: Foi talvez, ouvi dizer, talvez existisse, eles disseram que tinha, fulano falou que sabia de algo com ele, etc, etc, etc… O de sempre, nada concreto, nada provado, tudo baseado em ouviu dizer e foi mencionado.
    Se isso se trata de condenação, então os nomes citados do PT nem precisam de julgamento, deveria ser condenação imediata, pois diferente da situação apontada com o tucano, para os corruptos do PT existem determinado hora, lugar, modo de operar, data e detalhes das situações.

  3. "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão…….". Ê Brasil véi sem cabresto !

  4. Do conteúdo dessas delações, será que podemos extrair que essas indicações políticas servem para o indicado assaltar o país e o fruto desse "assalto" ser distribuído para todos os "padrinhos" ?

  5. A impressão que se tem é que inciminando Aécio se absolve lula. O Brasil precisa ser passado a limpo, seja A ou B, PT ou PQP.

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[VÍDEO] “LULA TÁ DESESPERADO”: Daniella Marques, apontada como ministra de eventual governo Flávio, diz que presidente promete acabar com as bets, mas “endividou o Brasil”

Em entrevista ao programa Meio Dia RN, da 96FM, desta sexta-feira (25), a coordenadora do plano econômico para um eventual governo Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, disse que Lula está desesperado porque Flávio tem consistentemente ultrapassado ele nas pesquisas.

Daniella também fez críticas à gestão econômica do governo petista, afirmando que acha que “as medidas desesperadas do Lula são justamente desfazer aquilo que ele mesmo fez. Ele taxou as blusinhas, depois a medida foi tirar as taxas. Ele regulamentou as bets e o ‘tigrinho’, e agora diz que vai tirar”, comentou Daniella.

Ela ainda acrescentou que Lula endividou o Brasil e tentou resolver aumentando mais de 30 impostos. “Um governo que não cuida das contas não cuida das pessoas”, afirmou.

A ex-presidente da Caixa no governo Jair Bolsonaro está em Natal para participar de eventos para o segmento empresarial, sobre economia e finanças, um deles em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o outro é o “Almoço Delas”, que reúne 50 mulheres para discutir temas relacionados a finanças, mulheres e autonomia.

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[VÍDEO] “Lula passa 24 horas enganando o povo brasileiro”, dispara BG sobre propaganda eleitoral do candidato do PT

No programa “Meio Dia RN” desta sexta-feira (25), BG criticou a propaganda eleitoral do presidente Lula (PT) sobre as bets e apontou que o petista usa o tema para atacar Flávio Bolsonaro (PL) na reta final da campanha usando “fake news”.

“Quem validou as apostas online no Brasil foi o governo Lula. Foi ele quem regulamentou a atividade das bets. Em 72 horas, esse governo tira do bolso uma medida provisória, antecipa o anúncio para tirar dividendos eleitorais e ainda diz que a culpa do brasileiro estar endividado é de Flávio Bolsonaro. Esse homem passa 24 horas enganando o povo brasileiro com essas narrativas”, afirmou BG.

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CONTAS REPROVADAS: Samanda de Lula disputa o Senado enquanto parcela devolução de dinheiro público da campanha de 2022

Foto: Elpídio Júnior / CMN

A candidata do PT ao Senado, Samanda Alves, teve as contas da campanha a deputada federal em 2022 desaprovadas por unanimidade pelo TRE-RN. O TSE manteve a decisão, que determinou a devolução de R$ 91.600 ao Tesouro Nacional. Desse total, R$ 75.650 são recursos do Fundo Eleitoral que ela obteve autorização para pagar em 60 parcelas. Os outros R$ 15.950, referentes a uma doação de fonte vedada e a recursos de origem não identificada, foram pagos à vista.

A campanha custou cerca de R$ 792 mil, quase tudo bancado pelo Fundo Eleitoral. No processo, a Procuradoria Regional Eleitoral apontou “malversação de recursos oriundos do Fundo Eleitoral” e relacionou nove irregularidades, classificadas como graves e insanáveis. Entre os problemas examinados estavam contratos com assinaturas descritas pela área técnica como “borradas ou coladas”, aluguel de carros de empresas que não comprovaram ser proprietárias dos veículos, um jingle contratado acima do preço médio de outras campanhas no RN e duas notas fiscais, no total de R$ 15.450, que a candidata afirmou desconhecer.

Samanda tentou apresentar novos documentos depois da decisão do TRE-RN. A Procuradoria-Geral Eleitoral pediu que seu recurso fosse negado e a Justiça Eleitoral considerou que se tratava de “documentos já existentes ao tempo da diligência”, que deveriam ter sido apresentados antes. O valor final de R$ 91.600 foi fixado após a correção de um erro material na decisão inicial.

O parcelamento dos R$ 75.650 foi autorizado em 2025. Depois, o tribunal apurou R$ 4.326,77 de correção ainda não recolhida sobre os valores pagos à vista e registrou em despacho que “a candidata silenciou” após ser intimada a complementar o pagamento. O TRE-RN também pediu comprovantes de parcelas do acordo. Pelos andamentos públicos consultados na reportagem original, não é possível saber quantas das 60 parcelas já foram pagas.

O caso deixa perguntas para Samanda responder: quem assinou os contratos descritos como “borrados ou colados”? Por que a campanha alugou carros de empresas que não comprovaram ser donas dos veículos e voltou a contratar uma delas em 2024? Por que o saldo de correção cobrado pelo TRE-RN não foi pago? E quantas parcelas do acordo já foram quitadas?

Com informações do Blog do Dina⁠ e de decisões da Justiça Eleitoral

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COINCIDÊNCIA? Presidente da Potigás, indicada por Samanda, recebeu R$ 36 mil da campanha da petista a deputada federal em 2022

Fotos: Reprodução

A campanha de Samanda Alves (PT) a deputada federal pagou R$ 36 mil do Fundo Eleitoral a Marina Melo Alves Siqueira em 9 de setembro de 2022. Na prestação de contas, ela aparece como “administradora financeira”. Na folha da Potigás daquele mesmo mês, Marina constava como “Diretor Presidente — Ativo”. Ela comandava a companhia de gás do RN, por indicação da própria Samanda, desde maio de 2022.

Em novembro de 2025, Marina foi reconduzida à presidência da Potigás para um segundo mandato, por indicação do Governo do Estado, que é acionista da companhia. A Lei das Estatais veda a indicação para a diretoria de quem tenha trabalhado, nos 36 meses anteriores, na organização, estruturação ou realização de campanha eleitoral.

Entre o pagamento de setembro de 2022 e a recondução passaram-se cerca de 38 meses. Já a prestação final de contas foi entregue em 30 de novembro de 2022, menos de 36 meses antes da recondução.

Marina não foi a única pessoa ligada à campanha de 2022 a chegar à Potigás. A empresa de Laíssa da Costa Ferreira recebeu R$ 100 mil da mesma campanha quando ela era subsecretária do Gabinete Civil do Governo do Estado.

Em fevereiro de 2023, Laíssa deixou o governo e assumiu a gerência de comunicação da estatal presidida por Marina. Depois, sua empresa recebeu R$ 87 mil da cota parlamentar de Samanda na Câmara de Natal e foi contratada por R$ 150 mil pela campanha da petista ao Senado.

Os vínculos levantam perguntas que ainda precisam de resposta: que serviço Marina prestou à campanha enquanto presidia a Potigás e em que horário fez esse trabalho? O comitê responsável por avaliar a elegibilidade dos dirigentes da estatal examinou essa atuação antes da recondução de 2025? Laíssa trabalhou para a campanha de 2022 durante o expediente no governo? Como foi contratada pela Potigás e está licenciada da estatal enquanto atua na campanha de 2026?

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Por que o consumidor esquece sua marca: a Ratts Ratis muda esse cenário

A memória humana é seletiva por natureza. Um consumidor médio é exposto a centenas de estímulos de marca por dia e retém, de forma ativa, um número muito pequeno deles. Ser esquecido não é exceção: é a regra, a menos que a marca faça algo deliberado para ocupar espaço permanente na mente do público.
Esse fenômeno tem nome técnico: lembrança de marca, ou brand recall.

E ele não se constrói com uma campanha isolada, por mais premiada que seja. Se constrói com repetição estratégica de um mesmo território, visual, verbal e emocional, até que a associação se torne automática. É essa automação que faz alguém pensar em uma categoria de produto e lembrar de uma marca específica, sem esforço consciente.

É esse tipo de construção de longo prazo que a Ratts Ratis planeja para cada cliente. A agência não trabalha campanha por campanha de forma isolada: constrói um território de marca coerente, testado e reforçado ao longo do tempo, para que cada nova ação de comunicação reforce a anterior em vez de competir com ela. É assim que uma marca deixa de ser vista e passa a ser lembrada.

Se a sua marca some da cabeça do consumidor assim que a campanha termina, o problema não é a campanha: é a ausência de um território consolidado.

Fale com a Ratts Ratis pelo Instagram @rattscom ou pelo WhatsApp (84) 99215-9781 e comece a construir essa lembrança de forma estruturada.

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[VÍDEO] Nikolas joga picanha para apoiadores em MG: “Lula não deu, mas Flávio deu”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) jogou uma peça de picanha para apoiadores durante ato de campanha com Flávio Bolsonaro (PL), nessa quinta-feira (24), em Governador Valadares (MG).

A cena ocorreu durante o “Bloquinho do Nikolas”. Em cima do trio, Nikolas levantou a carne enquanto Flávio provocou o presidente Lula: “A picanha do Bolsonaro chega, a do Lula não chega”.

Na sequência, Nikolas pegou o microfone e repetiu a provocação antes de arremessar a peça em direção aos apoiadores. “O Lula não deu picanha, mas o Flávio deu. Toma aí”, disse.

Flávio cumpriu agenda de campanha em Governador Valadares e Teófilo Otoni acompanhado por Nikolas e outros aliados.

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CARTÃO VERMELHO: Polícia prende três em operação no RN e RJ e Justiça manda bloquear até R$ 2 milhões

Foto: PCRN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou a Operação Cartão Vermelho contra uma organização criminosa com atuação interestadual e conexões entre o RN e o Rio de Janeiro. Quatro mandados de prisão preventiva foram expedidos e três já foram cumpridos.

Na quinta-feira (24), um homem de 36 anos foi preso em Natal. Durante o cumprimento das medidas, policiais encontraram cocaína com o investigado, que também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Nesta sexta-feira (25), outro homem, de 35 anos, foi preso em Natal. Um terceiro mandado foi cumprido no Rio de Janeiro contra um homem de 39 anos, com apoio da Polícia Civil fluminense.

A Justiça também determinou o bloqueio e a indisponibilidade de até R$ 500 mil por investigado, chegando a R$ 2 milhões em ativos financeiros e patrimoniais. Segundo as investigações, o grupo utilizava uma estrutura para movimentar e ocultar recursos, com uso de contas bancárias de terceiros e apoio financeiro às atividades criminosas.

O nome da operação faz referência à prisão de um dos alvos dentro do Maracanã, no Rio de Janeiro, em 20 de maio deste ano. Segundo a Polícia Civil, os elementos obtidos a partir daquela prisão permitiram o avanço das investigações e deram origem à nova fase.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar as responsabilidades individuais.

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PETROBRAS: PF aponta atuação de Lulinha, lobista e ex-chefe de gabinete de Lula em contrato de empresa de fertilizantes

Fotos: Reprodução

A Polícia Federal aponta que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, atuou em favor dos interesses da Unigel, produtora de fertilizantes, junto à Petrobras. Segundo o inquérito, a atuação ocorreu em parceria com a lobista Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.

De acordo com a investigação, Luchsinger fechou contrato de consultoria com Leo Slezynger, diretor da Unigel, para ajudar a empresa a conseguir um arrendamento com a Petrobras e, depois, um financiamento de R$ 500 milhões no BNDES para expansão em uma joint venture com a petroleira. O acordo previa R$ 100 mil para a lobista e mais R$ 25 milhões caso o financiamento fosse fechado.

A PF aponta que Slezynger repassou R$ 1,26 milhão a Luchsinger entre março de 2023 e julho de 2024. Mensagens obtidas pelos investigadores indicam que Lulinha sabia das negociações, conversava com o empresário e chegou a se reunir com ele. Após um encontro em março de 2023, o filho do presidente teria passado a atuar nos bastidores para ajudar a empresa.

As conversas também registram atuação atribuída a Marcola. Em uma delas, Luchsinger afirmou que era o gabinete presidencial “trabalhando” para a empresa. A pressão pela conclusão do contrato também era atribuída nas mensagens ao então ministro Rui Costa e aos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, chamados de “Clube da Bahia”.

O contrato entre Unigel e Petrobras foi fechado em dezembro de 2023, mas a petroleira decidiu não renová-lo em maio de 2024, alegando descumprimento de metas de eficácia. Segundo a reportagem, relatório do Tribunal de Contas da União também apontou prejuízo para a Petrobras.

A defesa de Lulinha afirma que não teve acesso ao procedimento e contesta o vazamento de trechos do inquérito. A defesa de Luchsinger também critica os vazamentos. Já a defesa de Marcola nega que ele tenha intermediado negociações ou atuado em favor de interesses privados enquanto esteve na chefia de gabinete da Presidência.

Veja as mensagens:

Opinião dos leitores

  1. É o mundo 🌎 todo, kkkkkk, não sobra um sem ter bronca, já dizia a música 🎶 de Cazuza, QUE PAÍS É ESSE, cheio de desvios e arrumadinhos e nunca, nunca mais tem conserto, sempre houve e sempre haverá desvios, roubos, apadrinhamentos, justiça ⚖ sem fazer justiça, é um Deus nos acuda, ninguém consegue resolver pq muitos estão envolvidos, é uma vergonha.

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Aliados de Flávio apostam em voto útil para ultrapassar Lula no 1º turno

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Charles Vieira/Divulgação

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) projetam que o candidato poderá chegar ao dia da eleição colado ou ligeiramente à frente do presidente Lula (PT), apesar de as pesquisas mostrarem o petista numericamente na frente. No Datafolha divulgado nesta quinta-feira (24), Lula aparece com 40% e Flávio com 36%, em empate técnico no limite da margem de erro.

Segundo a colunista Letícia Casado, do UOL, a aposta da campanha de Flávio está no crescimento do voto útil na reta final. A expectativa é atrair parte dos eleitores dos candidatos que aparecem abaixo dos dois primeiros colocados. Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) somam 13% no Datafolha.

No entorno de Flávio, a avaliação é que a aproximação da eleição tende a aumentar o envolvimento dos eleitores e fortalecer a discussão sobre o voto útil. A campanha também atribui o desempenho do candidato à exposição na televisão, nas redes sociais e às agendas de rua realizadas em diferentes regiões do país.

Opinião dos leitores

  1. Quer ganhar as eleições Flávio, corrija o salário dos aposentados que ganham mais que um salário, durante todos esses anos, governo após governo, sempre depenando que tanto lutou para conseguir se aposentar com um salário um pouco melhor. Os reajustes menores que o reajuste do salário mínimo é um roubo descarado a mais de uma década, faça isso e você ganha essa é a próxima eleição.

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FIM DAS BETS: Governo prepara socorro de até R$ 20 bilhões com dinheiro público para times

Foto: Fabio Menotti/Palmeiras

O governo federal e clubes de futebol negociam a criação de uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para ajudar times e SAFs a pagar dívidas. O programa, que já vinha sendo discutido, ganhou velocidade diante do movimento do governo Lula para acabar ou restringir as bets, segundo o colunista Rodrigo Mattos, do UOL.

A proposta prevê financiamento com juros mais baixos por meio do BNDES, permitindo que os clubes troquem dívidas mais caras por empréstimos mais baratos. Os recursos viriam do superávit financeiro de 2025. Embora seja dinheiro de origem pública destinado à linha de crédito, o plano estabelece que o risco das operações ficará com os bancos habilitados, e não com a União.

O socorro surge como uma forma de compensar o futebol pelas perdas previstas com uma eventual proibição ou restrição das casas de apostas. Somente com patrocínios diretos, a estimativa é de uma redução de R$ 1 bilhão por ano nas receitas dos clubes. Também são esperadas perdas com publicidade, direitos de transmissão e naming rights de competições.

O dinheiro poderá ser usado para quitar dívidas trabalhistas, direitos de imagem, débitos com Receita Federal, INSS e FGTS, empréstimos bancários e dívidas cíveis, além de investimentos na infraestrutura das categorias de base. Não será permitido usar os recursos para contratar jogadores, pagar salários correntes ou distribuir lucros e dividendos a donos de SAFs.

A proposta prevê prazo de até 20 anos para pagamento, com dois anos de carência. O plano ainda está em discussão e poderá sofrer alterações antes de ser apresentado.

Opinião dos leitores

  1. Nada pior que não possa piorar mais ainda.

    Na matemática simples, para bom entendedor, a soma da operação é de 32 bilhões a serem colocados e cobrados da nação.

    Hipoteticamente, vai deixar de arrecadar 12 bilhões, mas, em contrapartida, vai repassar 20 bilhões, ou estou entendendo errado o que está sendo propagandeado?

    E aí, como fica o OGU 2027, que já tem anotada uma previsão de receita de 12 bilhões com as BETs?

    Vão usar um velho e roto cobertor curto para cobrir apenas a cabeça e deixar o resto de fora.

    Essa manobra tem nome e se chama “enganação eleitoreira”; no campo da lei, é improbidade administrativa.

  2. Deixa eu ver se entendi! Ele vai fazer uma manobra pra tentar ganhar votos e, em compensação, vai socorrer os times com dinheiro público? Isso não seria comprar votos com dinheiro público?

    1. Lembrando que quem liberou o tigrinho da jaula foi papai larápio em 2023 , ele criou e agora tá criticando q querendo acabar , igual a taxa das blusinhas q é bandeira da campanha dele … tenho pena de ai cai nessas conversas e promessas desse larápio, pior q todos pagamos por esses acéfalos .

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