Se a prova testemunhal foi chamada por juristas antigos de “a prostituta das provas”, a delação premiada é a dona do cabaré.
O sujeito é suspeito de corrupção, não merece o crédito de ninguém. Muito menos do MP. De suspeito, vira acusado. De acusado, vira indiciado. De indiciado, vira réu. Até aí, é um mentiroso culpado de tudo, enquanto negar a culpa e não acusar ninguém.
De repente, o caráter muda.
Resolve assumir a culpa e culpar terceiros. Aí adquire crédito. De mentiroso, vira patriota. E tudo que antes era mentira, agora vira estuário da verdade.
O delator premiado é a cara do Brasil institucional. Da desonestidade institucionalizada. Da mentira edificada. Do arrependimento conveniente.
Onde a incompetência inquisitorial oferece à sociedade um porrete melado de bosta nas duas pontas.
Se o esclarecimento de crimes e descoberta de criminosos só se dá pela delação, pra que então gastar dinheiro público com todo esse aparato investigativo? É melhor fazer caixa para comprar delatores.
No Direito Processual, assim como na Arte, a forma da feitura supera o conteúdo do feito!
Quando a mascara cai , o politico se revela que ele sempre foi!!!
Por isso :
Não entendo quem fica contra a solução de crimes , que jamais seria descoberto se um dos criminosos não mostrasse toda arquitetura do delito.
Não compreendo a razão de alguém achar ruim o descobrimento de uma farsa que enriquece poucos e assassina milhões.
Não aceito a hipocrisia da anulação de uma escuta telefônica , que esclarece toda estrategia de uma quadrilha de corruptos.
Viva a delação premiada !!!
A realidade esta ai para mostrar que quando um participante de uma quadrilha de corruptos , resolve "entregar o jogo ", tudo fica mais claro para alegria da sociedade e o desespero de quem estava no jogo sem aparecer. ´
Isso é cara dos políticos e seus laranjais.
Opa…aqui no RN seriam plantações de caju e coco com sabor de empresários,parentes,juristas ,babões e afins….
O Ministerio publico fez tanta questão de ganhar o direito de investigar e hoje mostra a sua incompetencia para tal. O delator só diz o que lhe convém e com isso ganha o benefício de uma pena simbólica, depois vai pra Miami gastar o dinheiro dos bestas.
Excelente comentário do Sandro Múcio. No entanto este entendimento não é visto na mídia atualmente, onde os delatores da Lava Jato são vendidos como heróis contribuindo para varrer a corrupção do Brasil.
E pior ainda quando tem vazamentos seletivos, com o objetivo claro de influir na disputa eleitoral ou de macular a imagem de alguém ou de determinado partido.
Quem conhece o instituto da delação premiada, não só amparado pela legislação nacional, mas nas estrangeiras também, sabe que de inquisitorial não há nada. Trata-se de valioso instrumento do sistema acusatório, manuseado na seara judicial com assistência de advogado, e que jamais é analisada numa perspectiva isolada, mas sim corroborada com diversos outros elementos de prova. Serve para muitos crimes, não só os contra administração pública, seja de qual partido for. Vejamos casos de sequestro, trafico de drogas, etc. O brasileiro honesto deve ser contra a corrupção, não a corrupção espécie de partido A ou B.
Não se trata também de tornar o réu, não nos esqueçamos disso, em herói. Continua a ser réu. Mantenhamos sempre um nível alto e decente em prol do Estado brasileiro.
Que o diga Carla Ubarana! Em intervalo de audiência, para relatar com X e Y estavam envolvidos num dinheiro que até agora só apareceu nas contas e nos bens dela e do marido, Carla Ubarana comprou dois Suzuki Vitara: um à vista e o outro com o cartão de crédito, e os promotores estaduais assistiram a isso…
Ora, ela não tinha também se arrependido e entregado todos os bens à Justiça em troca de ser solta? E como, de repente, já exonerada do TJRN, com o seu marido admitindo que há muito viviam exclusivamente dos desvios do TJRN, arranjou dinheiro para comprar dois carros, não populares, e um deles à vista?
O MPE conta com pessoas de muito estudo, mas casos assim requerem muito mais malícia do que intelectualidade.
Assino em baixo… Belo texto… Por que será que o MP não passa investigar com muito mais critério esses "delatores Oficializados" transformados em verdadeiros DEUSES DA VERDADE? Ora, até bem pouco tempo o individuo vai a um cartório, assina um documento inocentando outro individuo. DOCUMENTO ACEITA PELA JUSTIÇA, processo engavetado por falta de prova. De repente o mesmo individuo que inocentou, e em nome de "arrependimento" e/ou "mudança de vida " resolve desmentir a si próprio… enfim: Esse mesmo individuo por acaso não pode estar brincando com a própria Justiça ? De quem será ELE deve estar recebendo grana para acusar a quem ele mesmo inocentou? Quem poderia estar por trás dessa mudança de atitude? Uma vergonha, dá nojo, vontade de vomitar… Que se puna nos rigores da Lei seja quem for merecedor, todavia, cuidado com essa institucionalização do ex-bandido travestido de patriota-delator… Um perigo…. Lava Jato, Sinal Fechado, qualquer investigação em andamento… Pouco me interessa…
Desculpe a pergunta, mas essa definição só vale para a 'Sinal Fechado' ou a 'Lava-jato' também pode usar essa definição???
É que nesses últimos tempos, em defesa da obviedade processual devemos informar que delatores, apesar de serem obrigados a declarar a verdade sob pena de terem seus acordos de delação negados, são em princípio mentirosos que se envolveram em falcatruas e portanto podem estar se beneficiando de outra falcatrua mentindo para livrarem a própria cara. Daí se tem que tanto o George Olímpio pode está mentindo sobre José Agripino quanto Roberto Costa mentindo sobre o PT… ou será que só vale quando nos é conveniente???
Duda Lima: mesmo sem ‘sim’ oficial, marqueteiro já trabalha na campanha de Flávio Bolsonaro (Assessoria/Divulgação)
Convidado por Flávio Bolsonaro para assumir o comando da comunicação de sua campanha presidencial pelo PL, o marqueteiro Duda Lima indicou, em declaração a VEJA, o tom que vai nortear o projeto eleitoral do candidato de oposição de agora em diante. “Ao lançar sua candidatura à reeleição, Lula disse que quem bate em mulher não precisava votar nele. Perdeu o voto do próprio filho”, provocou o publicitário, referindo-se à denúncia que a médica Natália Schincariol apresentou há dois anos contra seu ex-companheiro Luís Cláudio Lula da Silva, o caçula do petista, por violência doméstica.
Sob orientação de Lima, a equipe de redes sociais do Zero Um publicou nesta segunda-feira, 3, um vídeo, feito com uso de inteligência artificial, conjugando a declaração de Lula com notícias publicadas à época a respeito da acusação contra seu filho mais novo, na tentativa de insinuar uma contradição no discurso do presidente sobre o enfrentamento à violência contra mulheres.
“Lula diz que não compactua com agressor, mas nunca puniu o filho por ter feito isso”, afirma um narrador não identificado na conclusão da peça. Quem acompanhou a chegada do novo marqueteiro contou que a diretriz é atacar o adversário por meio de comparações diretas com fragilidades normalmente atribuídas a Flávio Bolsonaro, como a rejeição maior que a média geral entre o eleitorado feminino e a dificuldade de se conectar com o público evangélico.
De acordo com a rota que Lima delineou nos primeiros contatos com a equipe do QG eleitoral bolsonarista, serão cada vez mais frequentes conteúdos audiovisuais abordando flancos abertos do petista. No tema da corrupção, a campanha do Zero Um vem repisando as suspeitas por tráfico de influência que recaem sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado pela Polícia Federal a partir de citações no escândalo das fraudes ao INSS, e, agora, a confirmação de que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente e responsável por sua agenda na campanha, recebeu dinheiro da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha responsável por apresentá-lo ao lobista conhecido como “Careca do INSS”. Depois da revelação do caso pelo Poder360, Marcola disse ter tomado um empréstimo pessoal com ela, que já teria sido quitado.
Lula se pronunciou em mais de uma ocasião sobre a investigação contra Lulinha, afirmando que seu filho precisa “provar sua inocência” e que, se ele for culpado, “vai ter que pagar como todo mundo”, mas nunca falou publicamente sobre as acusações da ex do caçula de que teria sido agredida física e psicologicamente por ele.
No início do ano, Duda Lima havia anunciado que não trabalharia em campanha alguma nas eleições de 2026. As críticas de aliados de Flávio Bolsonaro aos rumos de sua comunicação até aqui fizeram o coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), anunciar, na última quinta-feira, a demissão da dupla Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari e estender o convite a Lima.
Muito próximo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que conhece há mais de vinte anos, Duda Lima foi alvo tanto de afagos como de provocações de políticos que se esforçavam para convencê-lo a embarcar no principal projeto presidencial da direita. Ao chegar para uma reunião na última sexta-feira em São Paulo com Flávio Bolsonaro e alguns de seus principais aliados, o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) puxou uma salva de palmas para o publicitário. Acompanharam os aplausos o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) e um pelotão de vereadores. Em momentos menos calorosos, o marqueteiro ouviu de outros políticos que seria “covarde” se decidisse não encabeçar a comunicação eleitoral do Zero Um.
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira (4/8) que o Brasil não teria condições militares de enfrentar uma eventual invasão dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, ao defender o aumento dos investimentos do governo federal nas Forças Armadas.
Múcio comentou uma pergunta recorrente da imprensa sobre como o Brasil deveria agir caso os Estados Unidos decidissem invadir o país. Ao responder sobre o cenário hipotético, afirmou que “abriria o portão”.
“Eu vejo os jornalistas o tempo todo [questionando]: ‘Se os Estados Unidos quiserem invadir o Brasil, o que é que o senhor faz como ministro da Defesa?’ Abro o portão”, disse.
Em seguida, explicou a resposta: “Porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los e nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão”.
Segundo o ministro, a comparação foi usada para reforçar a necessidade de ampliar os recursos destinados à Defesa. De acordo com ele, o Brasil investe cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, percentual que considera insuficiente para modernizar e equipar as Forças Armadas.
Múcio ressaltou que investir em Defesa não significa que o Brasil planeje “invadir ninguém”. O ministro afirmou que a destinação dos recursos ao setor é “como um plano de saúde”. “A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar”, disse.
As declarações ocorreram em meio ao aumento das tensões entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Nas últimas semanas, os dois países trocaram críticas e adotaram medidas que ampliaram o desgaste nas relações, principalmente em temas ligados ao comércio e à política externa.
Em julho, o governo Trump anunciou duas novas tarifas sobre produtos brasileiros, de 25% e 12,5%. A Casa Branca também prorrogou por mais um ano a emergência nacional relacionada ao Brasil, mantendo em vigor o dispositivo que autoriza o presidente dos Estados Unidos a impor sanções econômicas ao país.
O presidente do Clube do Remo, conhecido como “Tonhão”, chamou Neymar de vagabundo em entrevista após a derrota do clube paraense para o Santos nessa terça-feira (4), em jogo válido pela Oitavas de Final da Copa do Brasil. A partida foi realizada em Belém (PA) e terminou em 1 a 0 para o clube paulista, que avançou à próxima fase da competição.
“Esse vagabundo desse Neymar, que é idolatrado por um bando de crianças, fez as palhaçadas dele aqui e ainda veio provocar. Então, a gente é culpado de idolatrar um cara desse”, lamentou o dirigente.
A fala do cartola aconteceu depois que Neymar desceu pro vestiário provocando o time do Remo, que foi eliminado da competição. O ídolo santista foi responsável pela assistência para o gol de Rony, que deu a vitória a equipe paulista e causou a eliminação do clube paraense.
O ídolo Neymar provocou torcedores e dirigentes do Clube do Remo após vitória sobre a equipe paraense nessa terça-feira (4), em jogo válido pela Copa do Brasil. A equipe santista bateu o adversário por 1 a 0, com gol de Rony aos 74 minutos, que contou com assistência do camisa 10.
A provocação aconteceu logo após o jogo, na descida para o vestiário, onde o craque encontrou pessoas ligadas ao clube que estavam nas proximidades do local reservado à equipe santista.
O ministro André Mendonça, do TSE, determinou nesta terça-feira (4) que o governo Lula apresente, em dez dias, a relação completa dos empenhos de publicidade institucional feitos entre 2023 e o primeiro semestre de 2026.
A decisão atende parcialmente a uma representação do PL (Partido Liberal) contra o presidente Lula (PT) e o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira.
O magistrado apontou que levantamentos realizados pelo partido mostram “discrepâncias objetivas e valores expressivos” que recomendam a requisição célere das informações oficiais — mas fez a ressalva de que os elementos apresentados justificam “o aprofundamento da apuração” e não permitem, “neste momento processual, afirmar com segurança” que o limite legal foi efetivamente ultrapassado.
A representação trata da conduta vedada do artigo 73, inciso VII, da Lei das Eleições, que proíbe agentes públicos de empenhar, no primeiro semestre do ano eleitoral, despesas com publicidade que excedam seis vezes a média mensal dos valores empenhados e não cancelados nos três anos anteriores ao pleito.
O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, afirmou nesta 3ª feira (4.ago.2026) que obteve um empréstimo da lobista Roberta Luchsinger de R$ 249.000. Em nota, Marcola disse que era uma motivação financeira extremamente privada.
Os repasses financeiros entre o assessor da Presidência com a lobista, alvo de inquéritos da Polícia Federal sobre tráfico de influência no Governo Federal, foi revelado pelo Poder360 nesta 2ª feira (3.ago.2026).
“Em 1º lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça. Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil –uma movimentação de natureza estritamente privada”, declarou Marcola na manifestação.
Este jornal digitalacionou o ex-chefe de gabinete, seu advogado e a equipe de campanha de Lula para questionar se houve uma contrato que formalizasse o empréstimo. A manifestação divulgada não explica se o “empréstimo pessoal” teve ato formal, nem menciona quais os termos da negociação como número de parcelas, juros e prazo de pagamento.
Até o momento não houve manifestação aos questionamentos do Poder360.
Entenda o caso
Roberta Luchsinger fez transferências a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O valor exato não é conhecido, mas estima-se que tenha sido algo na casa de R$ 80.000.
Marcola foi chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de janeiro de 2023 a 31 de julho de 2026. Acompanha Lula há anos, tinha responsabilidade de fazer a agenda de compromissos do petista e era uma pessoa de total confiança.
Os dados estão com a Polícia Federal. Os valores exatos e a razão dos pagamentos não são inteiramente conhecidos. O Poder360 confirmou a existência das transferências com 4 pessoas familiarizadas com o assunto. Marcola afirmou que foi um “empréstimo pessoal” e que não há nada ilegal, mas não revelou de quanto foi.
Por meio de seu advogado, Roberto Podval, Luchsinger afirmou que responderá às questões nos autos do inquérito.
Luchsinger está citada na investigação de fraudes na Previdência Social. Ela prestou serviços ao Careca do INSS. Também mantém amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula.
Em maio de 2026, Roberta disse ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS por “boa educação” e negou intermediação de negócios: “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais.”
Mensagens apreendidas na operação Sem Desconto mostram Roberta e Lulinha discutindo operações comerciais, inclusive onde guardar dinheiro fora do alcance da Receita Federal. Luxemburgo foi um dos destinos cogitados.
O Poder360 revelou, em 4 de dezembro de 2025, que Lulinhaé suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. Ele é alvo de 3 inquéritos, incluindo um por tráfico de influência.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta terça-feira, dia 4, o governo Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais e repudiou a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. O Palácio do Planalto disse que o governo americano justificou a decisão com base em premissas falsas e conduziu uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas”.
“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, afirmou a Presidência da República, em nota. “O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.”
O governo Lula disse que o pedido de aprovação de Daniel Perez como futuro embaixador americano no País continua “em análise”. O Departamento de Estado acusou o Brasil de retardar o processo e condicionou a devolução do visto a Viotti à concessão de sinal verde ao escolhido por Trump.
O Palácio do Planalto também acusou o Departamento de Estado de tentar enviar ao Brasil dois diplomatas – o Itamaraty negou o visto deles e barrou a visita – com planos de “colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional”. A chancelaria americana negou essa intenção.
O advogado Roberto Podval assumiu, nesta semana, a dianteira da defesa da empresária e lobista Roberta Luchsinger. Ela é investigada em uma série de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O defensor disse ainda que o caso tem sido muito politizado.
Podval já integrava a equipe. Desde o início desta semana, entretanto, passou a ser o único escritório a cuidar da defesa da amiga de Lulinha, após o advogado Bruno Salles deixar o time de defensores da empresária.
Ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Podval defendeu uma mudança de atuação no caso. O advogado afirmou que pretende afastar a politização dos casos envolvendo Roberta, evitando briga com a Polícia Federal, o STF e Ministério Público.
“Vamos tratar o caso de forma jurídica e não política. Não estamos aqui pra brigar com ninguém, conheço e respeito o papel de cada um dos atores. Este assunto está sendo muito politizado, acho que precisa ser tratado nos autos”, afirmou o advogado.
O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mandou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar, no prazo de 10 dias, toda a documentação relativa aos gastos com publicidade institucional realizados de 2023 até o 1º semestre de 2026. O despacho do ministro foi em resposta a uma representação apresentada pelo Partido Liberal, do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, adversário de Lula.
Na sua decisão, o ministro disse ter encontrado “elementos que justificam o aprofundamento da apuração” e aponta “discrepâncias objetivas e valores expressivos” que recomendam a obtenção urgente das informações oficiais. A ação do PL alega que o governo federal do PT estourou o teto permitido de gastos com publicidade em 2026, pois houve empenho de R$ 178 milhões até 15 de junho e essa cifra representa, no entender da legenda, um excesso de R$ 42,3 milhões.
O Poder360 registrou os dados sobre gastos em publicidade do governo federal em 28 de junho de 2026. Quando se consideram os 3 anos e meio do mandato de Lula, o líder em recebimento de verbas de publicidade foi o Grupo Globo, com R$ 267 milhões recebidos.
A ação do PL é diretamente contra o presidente Lula e o seu ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social) do Palácio do Planalto, o marqueteiro Sidônio Palmeira (que comandou a campanha presidencial petista em 2022). Lula e Sidônio são apontados pelo PL como responsáveis por prática de conduta vedada em ano eleitoral.
Segundo cálculos do PL, Lula e Sidônio extrapolaram o limite de despesas com publicidade institucional estipulado pelo artigo 73 da Lei das Eleições (lei 9.504, de 1997) ao intensificar campanhas oficiais durante o primeiro semestre de 2026.
Entre as campanhas questionadas estão a divulgação do Novo PAC, do Plano Brasil Soberano, da COP30, da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e da proposta de mudança da escala de trabalho 6 x 1. Para o PL, a publicidade institucional passou a promover realizações e projetos do governo em escala incompatível com as restrições impostas pela legislação eleitoral, provocando vantagem comunicacional indevida ao presidente Lula.
Na sua decisão, André Mendonça determinou que a Secom de Lula e os órgãos responsáveis pela administração orçamentária federal apresentem, em formato aberto e auditável, todos os empenhos relacionados à publicidade de janeiro a junho de 2026, além dos dados correspondentes aos exercícios de 2023, 2024 e 2025.
O TSE também exigiu a apresentação da memória oficial de cálculo do teto legal, dos critérios utilizados pelo governo, da relação de reforços, anulações e cancelamentos de empenhos, bem como das justificativas para cancelamentos realizados após o ajuizamento da ação.
“Determino aos órgãos responsáveis a preservação integral dos processos administrativos, registros eletrônicos, históricos de alteração e logs de sistema […], vedada a destruição, ocultação ou alteração retroativa dos dados”, escreveu o ministro, que atua no TSE e também no Supremo Tribunal Federal.
OUTRO LADO
Quando o Poder360 publicou uma reportagem sobre os gastos de publicidade estatal federal e a alegação do PL sobre despesas excessivas do governo Lula, a Secom do Palácio do Planalto afirmou em nota que “atua em estrita observância à legislação eleitoral”. Disse também que os limites foram respeitados e que prestará todas as informações necessárias “no foro competente”.
Eis a íntegra da nota da Secom enviada ao Poder:
“A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), na condição de órgão central do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), atua em estrita observância à legislação eleitoral e às normas que disciplinam a publicidade institucional da administração pública federal.
“Os limites aplicáveis às despesas com publicidade institucional vêm sendo plenamente cumpridos pela pasta, com base nos critérios estabelecidos na legislação vigente e nas orientações jurídicas aplicáveis, inclusive por meio de sua regulamentação interna.
“A Secretaria está à disposição para prestar todas as informações necessárias e destaca que apresentará, no foro competente, os esclarecimentos técnicos e jurídicos que se fizerem necessários.
“Por fim, eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização.”
O ministro Flávio Dino, do STF – Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito contra o filho mais velho do presidente Lula, por suspeita de corrupção e tráfico de influência. É o terceiro inquérito aberto no STF contra Lulinha em uma semana. As outras duas investigações, autorizadas pelo ministro André Mendonça, apuram a atuação do filho do presidente no Ministério da Saúde e na Dataprev.
A Polícia Federal também vai investigar repasses feitos pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, ao ex-chefe de gabinete do presidente, conhecido como Marcola.
A nova investigação aberta a pedido da Polícia Federal vai apurar se Fábio Luis Lula da Silva e um grupo de pessoas teriam negócios supostamente ilícitos em áreas do governo federal. A suspeita é de tráfico de influência, corrupção e possível favorecimento de interesses privados em órgãos federais.
Um dos citados é Marco Aurélio Santana Ribeiro. Marcola, como é conhecido, foi chefe de gabinete da Presidência até duas semanas atrás – ele deixou o cargo para trabalhar na campanha de Lula à reeleição. O nome dele apareceu nas investigações durante análise do celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que teve negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
O aparelho foi apreendido no fim de 2025, durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Ao analisar o material, a polícia descobriu pagamentos de Roberta Luchsinger para Marcola, que confirmou os repasses. Em nota, ele disse que os sigilos bancário e fiscal estão à disposição da Justiça e que se trata de um empréstimo pessoal, pago com transferência bancária de R$ 249 mil. Marcola afirmou que é uma movimentação estritamente privada e que orientou seu advogado a usar todos os documentos para esclarecer os fatos.
Esse material também está em outro inquérito que investiga Lulinha – aberto na semana passada pelo ministro André Mendonça – sobre suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência em favor do Careca do INSS. Um dos objetivos do lobista, de acordo com investigadores, seria conseguir um contrato no ministério para fornecer medicamentos feitos à base de cannabis – o contrato não foi fechado.
Em depoimento à PF, Roberta Luchsinger confirmou ter apresentado o Careca do INSS ao filho do presidente. Lulinha chegou a viajar com o lobista para Portugal, com passagem e hospedagem pagas por ele, para conhecer uma fábrica de cannabis.
Lulinha também é alvo de uma terceira investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, que apura se ele atuou para favorecer empresários junto à Dataprev, estatal responsável pelas bases de dados da Previdência Social e outros programas sociais.
Além disso, o ministro Flávio Dino também determinou a abertura de outro inquérito – a pedido da Polícia Federal – sobre o possível vazamento de dados dessas investigações. A defesa de Lulinha também pediu que o STF investigue esses eventuais vazamentos.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva disse que vai esclarecer eventuais dúvidas sobre a atividade pessoal e profissional dele; e afirmou que Lulinha vai provar que não tem relação, direta ou indireta, com qualquer irregularidade.
A defesa de Roberta Luchsinger disse que vai trabalhar nos autos, na certeza de que tudo será esclarecido.
A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes afirmou que não teve acesso ao inquérito e desconhece a acusação.
A Dataprev afirmou que prestará as informações necessárias às autoridades competentes.
Me desculpem, mas quem é de fato a Dona do Cabaré?
Quando a mascara cai , o politico se revela que ele sempre foi!!!
Por isso :
Não entendo quem fica contra a solução de crimes , que jamais seria descoberto se um dos criminosos não mostrasse toda arquitetura do delito.
Não compreendo a razão de alguém achar ruim o descobrimento de uma farsa que enriquece poucos e assassina milhões.
Não aceito a hipocrisia da anulação de uma escuta telefônica , que esclarece toda estrategia de uma quadrilha de corruptos.
Viva a delação premiada !!!
A realidade esta ai para mostrar que quando um participante de uma quadrilha de corruptos , resolve "entregar o jogo ", tudo fica mais claro para alegria da sociedade e o desespero de quem estava no jogo sem aparecer. ´
Isso é cara dos políticos e seus laranjais.
Opa…aqui no RN seriam plantações de caju e coco com sabor de empresários,parentes,juristas ,babões e afins….
O Ministerio publico fez tanta questão de ganhar o direito de investigar e hoje mostra a sua incompetencia para tal. O delator só diz o que lhe convém e com isso ganha o benefício de uma pena simbólica, depois vai pra Miami gastar o dinheiro dos bestas.
PARABENS pelo artigo, no BRASIL, bandido vira mocinho e mocinho vira bandido.
Excelente comentário do Sandro Múcio. No entanto este entendimento não é visto na mídia atualmente, onde os delatores da Lava Jato são vendidos como heróis contribuindo para varrer a corrupção do Brasil.
E pior ainda quando tem vazamentos seletivos, com o objetivo claro de influir na disputa eleitoral ou de macular a imagem de alguém ou de determinado partido.
Quem conhece o instituto da delação premiada, não só amparado pela legislação nacional, mas nas estrangeiras também, sabe que de inquisitorial não há nada. Trata-se de valioso instrumento do sistema acusatório, manuseado na seara judicial com assistência de advogado, e que jamais é analisada numa perspectiva isolada, mas sim corroborada com diversos outros elementos de prova. Serve para muitos crimes, não só os contra administração pública, seja de qual partido for. Vejamos casos de sequestro, trafico de drogas, etc. O brasileiro honesto deve ser contra a corrupção, não a corrupção espécie de partido A ou B.
Não se trata também de tornar o réu, não nos esqueçamos disso, em herói. Continua a ser réu. Mantenhamos sempre um nível alto e decente em prol do Estado brasileiro.
Que o diga Carla Ubarana! Em intervalo de audiência, para relatar com X e Y estavam envolvidos num dinheiro que até agora só apareceu nas contas e nos bens dela e do marido, Carla Ubarana comprou dois Suzuki Vitara: um à vista e o outro com o cartão de crédito, e os promotores estaduais assistiram a isso…
Ora, ela não tinha também se arrependido e entregado todos os bens à Justiça em troca de ser solta? E como, de repente, já exonerada do TJRN, com o seu marido admitindo que há muito viviam exclusivamente dos desvios do TJRN, arranjou dinheiro para comprar dois carros, não populares, e um deles à vista?
O MPE conta com pessoas de muito estudo, mas casos assim requerem muito mais malícia do que intelectualidade.
Assino em baixo… Belo texto… Por que será que o MP não passa investigar com muito mais critério esses "delatores Oficializados" transformados em verdadeiros DEUSES DA VERDADE? Ora, até bem pouco tempo o individuo vai a um cartório, assina um documento inocentando outro individuo. DOCUMENTO ACEITA PELA JUSTIÇA, processo engavetado por falta de prova. De repente o mesmo individuo que inocentou, e em nome de "arrependimento" e/ou "mudança de vida " resolve desmentir a si próprio… enfim: Esse mesmo individuo por acaso não pode estar brincando com a própria Justiça ? De quem será ELE deve estar recebendo grana para acusar a quem ele mesmo inocentou? Quem poderia estar por trás dessa mudança de atitude? Uma vergonha, dá nojo, vontade de vomitar… Que se puna nos rigores da Lei seja quem for merecedor, todavia, cuidado com essa institucionalização do ex-bandido travestido de patriota-delator… Um perigo…. Lava Jato, Sinal Fechado, qualquer investigação em andamento… Pouco me interessa…
Desculpe a pergunta, mas essa definição só vale para a 'Sinal Fechado' ou a 'Lava-jato' também pode usar essa definição???
É que nesses últimos tempos, em defesa da obviedade processual devemos informar que delatores, apesar de serem obrigados a declarar a verdade sob pena de terem seus acordos de delação negados, são em princípio mentirosos que se envolveram em falcatruas e portanto podem estar se beneficiando de outra falcatrua mentindo para livrarem a própria cara. Daí se tem que tanto o George Olímpio pode está mentindo sobre José Agripino quanto Roberto Costa mentindo sobre o PT… ou será que só vale quando nos é conveniente???
Claro que pode Sandro, a delação tem que ser munida de provas. Tendo, tá valendo.