
João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) decidirão em segundo turno, no próximo dia 28, quem será o futuro governador de São Paulo. O resultado ficou matematicamente confirmado às 22h, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 99,01% das urnas apuradas, o tucano obteve 6.273.596 votos (31,76%) no primeiro turno e o pesebista, 4.304.668 votos (21,44%), segundo o TSE. Paulo Skaf recebeu 4.231.891 votos (21,15%) e ficou em terceiro lugar.
Com uma diferença tão pequena de votos, 72 mil, quando a apuração estava em 98% das urnas ainda não era possível saber quem disputaria o segundo turno com Doria.
Segundo a apuração do TSE, Luiz Marinho (PT) obteve 2.535.400 (12,65%), Major Costa e Silva (DC), 741.063 (3,70%), Rogerio Chequer, 666.818 (3,33%), Rodrigo Tavares (PRTB), Professora Lisete (PSOL) obteve 503.019 (2,51%), Professor Claudio Fernando (PMN) 28.366 (0,14%), Toninho Ferreira (PSTU), 16.083.
As candidaturas de Marcelo Candido (PDT) e Lilían MIrando (PCO) estão sob júdice e os votos não foram computados.
O atual governador, Márcio França, deu uma arrancada final e passou Paulo Skaf só nas urnas. Ao longo de toda eleição, Doria e Skaf se mantiveram praticamente empatados, ambos oscilando na casa dos 20%. Só França cresceu significativamente: de 4%, no primeiro Datafolha, a 16% na última pesquisa do instituto.
A eleição estadual foi pautada pela disputa presidencial, que influenciou significativamente os debates e entrevistas entre os postulantes ao Palácio dos Bandeirantes. Enquanto uns se mostravam contrários ao PT, outros usavam seu tempo de TV para convocar para atos contra Jair Bolsonaro (PSL).
A segurança pública capitaneou os temas mais falados pelos candidatos, que chegaram a prometer mais batalhões da PM ou incentivo à polícia científica sem sequer incluir as propostas nos planos de governo. Como o G1 mostrou, nenhum dos 6 candidatos mais bem colocados nas pesquisas apresentaram propostas para combater a facção PCC, que domina os presídios no estado.
Os candidatos tentaram atrair os votos das mulheres e propuseram aumentar o número de delegacias da mulher, bem como ampliar seus horários de funcionamento.
A campanha também foi marcada por um ataque a tiros sofrido pelo candidato Major Costa e Silva (DC) e pelo indeferimento de duas candidaturas do PCO ao governo do estado.
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