
Foto Facebook de Gerson de Castro
O Jornalista Gerson de Castro, companheiro e parceiro no inicio de vida do BG, postou no seu Facebook um texto que reproduzimos abaixo por ter sido exatamente o que assistimos ontem durante o movimento por mais melhorias no Brasil e principalmente no RN. Gerson foi perfeito. Segue o texto:
Acompanhei, como jornalista e com olhos de cidadão, a manifestação de protesto dos natalenses por serviços públicos de qualidade, contra a corrupção e muitos outros temas que causam indignação e revolta.
Não vi apenas uma manifestação. Vi duas.
Uma que começou marcada pelo som de apitos e palavras de ordem como “sem violência”, “sem vandalismo” e “sou brasileiro”. Vi muita gente orgulhosa de poder exercer, na rua, o direito à livre manifestação e à liberdade de expressão.
Vi gente de cara pintada, vestindo bandeiras, portando cartazes, usando o bom humor para exercer o democrático e sagrado direito à crítica.
Vi gente acompanhada dos filhos, da mulher, da namorada. Vi gente que saiu às ruas na campanha das “Diretas Já!”, gente que lutou contra Collor.
Vi a Democracia viva nas ruas, se esparramando pacificamente uma avenida larga, de duas pistas, apesar da ordem judicial em contrário.
Essa manifestação causou emoção e orgulho ao cidadão que eu sou e que o jornalismo ajudou a criar.
Mas eu vi outra manifestação deplorável, insana, feia, antidemocrática.
A manifestação de uma minoria dos inconseqüentes, dos insensatos, dos que não dão valor à Democracia.
Vi gente jogar bomba dentro de uma escola, vi gente arremessar pedra para quebrar vidraça de uma lanchonete, onde famílias estavam reunidas.
Mais à frente, a marcha se desfez. Os que saíram às ruas apenas para protestar foram deixando o local. Ficaram os insensatos, os que querem respeito mas não respeitam nem toleram o direito dos outros.
Portas de vidros de um shopping foram quebradas, a bandeira brasileira de um supermercado arrancada, agências bancárias depredadas e um carro de reportagem destruído.
Valores como respeito, propriedade privada, direito de ir e vir e liberdade de imprensa, de expressão e de opinião, nada valem para essa gente.
A primeira marcha, majoritária, silenciosa, precisa ser respeitada, elogiada.
A segunda marcha, a dos inconseqüentes, deve ser deplorada, criticada, repudiada.
E não é verdade, como apregoam alguns, que a simples presença da polícia é deflagradora de violência. Mentira! Falácia!
A Polícia não estava presente e acompanhou de longe, respeitosa, a manifestação democrática.
Sou crítico e combato com veemência e sem meias palavras a violência policial.
Por isso, fico muito à vontade para dizer que a polícia deve, sim, acompanhar e respeitar as manifestações democráticas.
Mas deve, com firmeza e sem excessos, combater os delinqüentes, os insanos, os inconseqüentes.
O uso da força policial para os praticantes de vandalismo é legal e não tem nada de antidemocrático.
Para as manifestações livres e democráticas, a sociedade exige respeito.
E por causa desse mesmo respeito, a minoria insana deve ser contida, punida, afastada das ruas.
Porque a Democracia implica direitos e deveres
Saudemos os que tem coragem de ir às ruas e exercer o direito à livre e pacífica manifestação. Eles ajudam a construir a Democracia.
E deploremos os atos dos insanos, delinquentes e inconsequentes.
Porque, como diriam os Titãs, uma das mais irreverentes e talentosas bandas de rock de nossa história: “Polícia para quem precisa de polícia”
O mais engraçado foi ver a mistura. De um lado gente lutando contra um monte de coisas, inclusive os benefícios indevidos. Mas muitos não se ligaram que no meio tinha muitos do grupo mais privilegiado da sociedade, da elite, inclusive a turma do auxílio-paletó. kkkkkk A elite sempre se dá bem, não importa quem tá no poder. Só sobra pros pobres no final. Se liga pra não ser usado como massa de manobra pros interesses dos outros.
Texto muito bom, estive no protesto e concordo com tudo que ele disse… Vândalos acabam tirando o foco do movimento! Enfim, texto muito bom… Só avise que ontem a noite, após a saída do protesto, foi liberado andar pelas avenidas!
Que simbólico e respeitoso esse rapaz esculpir um pênis, tatuá-lo com algumas reivindicações (não li nada sobe o Viagra, deve ter esquecido), beijar uma menina, tirar uma foto e como ápice de seu inconformismo postar no Face.
Realmente esse tipo de replicação é que dá a seriedade do movimento, mostra o intuito de quem participa e deixa patente que temos muito o que melhorar.
Virou festa e não forma de externar insatisfação. É o começo e meio para o fim.