Judiciário

E AGORA? Deltan Dallagnol recebeu R$ 33 mil por palestra em empresa citada na Lava Jato

Antes de você ler esse reportagem, qual seria o Procedimento do próprio MP em relação a qualquer cidadão comum ou até mesmo a um político, a alguém do judiciário ou a um pessoa envolvida na administração pública num caso como esse?

Segue a reportagem da FOLHAPRESS:

O procurador da República Deltan Dallagnol fez uma palestra remunerada no valor de R$ 33 mil para uma empresa que havia sido citada em um acordo de delação em caso de corrupção na própria força-tarefa da Lava Jato, mostram mensagens e documentos obtidos pelo The Intercept Brasil e analisados em conjunto com a Folha.

A firma do setor de tecnologia Neoway, que contratou Deltan, foi mencionada pela primeira vez em um documento de colaboração que foi incluído em um chat dos procuradores da operação em março de 2016, dois anos antes da palestra.

Além de participar do evento remunerado da companhia, em março de 2018, Deltan aproximou membros da Procuradoria e representantes da Neoway com o objetivo de viabilizar o uso de produtos dela em um trabalho da força-tarefa, da qual é coordenador em Curitiba.

O procurador também gravou um vídeo para a firma no qual enaltece a utilização de ferramentas tecnológicas em investigações, além de ter acionado um dos assessores do Ministério Público para avaliar seu desempenho na gravação.

Procurado, o Deltan disse à Folha que, antes de dar palestra remunerada para a empresa Neoway, não teve conhecimento de que a companhia já havia sido citada na Lava Jato. “Não reconheço a autenticidade e a integridade dessas mensagens, mas o que posso afirmar, e é fato, é que eu participava de centenas de grupos de mensagens, assim como estou incluído em mais de mil processos da Lava Jato. Esse fato não me faz conhecer o teor de cada um desses processos.”

Quatro meses após a palestra, em um chat, Deltan afirmou a outros procuradores que havia descoberto a citação à empresa na delação premiada do lobista do MDB Jorge Luz, que atuava em busca de vantagens em contratos da Petrobras e subsidiárias.

“Isso é um pepino pra mim. É uma brecha que pode ser usada para me atacar (e a LJ), porque dei palestra remunerada para a Neoway, que vende tecnologia para compliance e due diligence, jamais imaginando que poderia aparecer ou estaria em alguma delação sendo negociada”, afirmou o procurador na conversa.

As mensagens são reproduzidas tal qual aparecem nos arquivos obtidos pelo Intercept, mantendo eventuais erros de digitação e normas da língua portuguesa.

A situação levou Deltan e outros procuradores que haviam mantido contato com a Neoway a deixarem as investigações relativas a Jorge Luz.

Os diálogos examinados pela Folha e pelo Intercept também mostram outras ocasiões em que convites recebidos por Deltan levaram a discussões sobre potenciais conflitos de interesses.

O procurador chegou a perguntar aos colegas sobre eventual participação em um evento organizado pela Odebrecht Ambiental, empresa do grupo que fez a mais extensa delação da Lava Jato. Deltan foi advertido pelos procuradores e não aceitou o convite.

Em outra oportunidade, o procurador teve que cancelar a presença em um evento organizado pela empresa distribuidora de combustíveis Raízen, logo após ler a notícia de que a companhia havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná.

DELAÇÃO DE JORGE LUZ

Os procuradores da Lava Jato criaram um grupo no aplicativo Telegram em fevereiro de 2016 para tratar do acordo de delação premiada de Jorge Luz, inclusive com a participação de Deltan.

Em 22 de março daquele ano, circulou no chat um documento no qual o delator afirmou que atuou em favor da Neoway em um projeto de tecnologia da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Luz contou que recorreu ao então deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) e ao atual deputado federal Vander Loubet (PT-MS) para aproximar a Neoway da BR Distribuidora.

No dia 24 de abril de 2017, um outro documento da colaboração premiada foi enviado nesse diálogo com um relato mais categórico de Jorge Luz: “Paguei ao Vaccarezza para arrumar o negócio”.

O delator afirmou que, após uma reunião na BR Distribuidora para apresentação de sua ferramenta tecnológica, a Neoway foi contratada. Jorge Luz disse ainda que os contratos com a empresa foram executados por volta de 2011 ou 2012 e não houve pagamentos a funcionários da Petrobras, apenas repasses a Vaccarezza e Loubet.

O colaborador não indicou os valores dos contratos e dos pagamentos aos deputados nos documentos examinados pela Folha e pelo Intercept.

O relato de Luz sobre a Neoway levou o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin a determinar a abertura de um processo no STF para tratar do caso em abril de 2019, segundo um despacho do magistrado que foi enviado a um grupo dos procuradores no Telegram.

Luz teve seu acordo de delação premiada homologado pelo STF. Ele havia sido condenado a dez anos de prisão pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um processo sobre o pagamento de propinas em contratos de navios-sonda da Petrobras, e agora está sob o regime de prisão domiciliar previsto no acordo de colaboração.

Apesar de o nome da empresa de tecnologia ter sido mencionado nos documentos da delação já em março de 2016, Deltan comemorou a realização da palestra para a companhia em uma mensagem enviada em um outro grupo de conversas dos procuradores dois anos depois, em março de 2018.

O coordenador da Lava Jato demonstrou entusiasmo por ter sido contratado pela empresa e mencionou o presidente executivo da firma, Jaime de Paula.

“Olhem que legal. Sexta vou dar palestra para a Neoway, do Jaime de Paula. Vejam a história dele: [link para texto sobre Jaime de Paula]. A neoway é empresa de soluções de big data que atende 500 grandes empresas, incluindo grandes bancos etc”, disse.

O procurador da República Júlio Noronha, também integrante da Lava Jato, sugeriu então que Deltan procurasse marcar uma reunião com o presidente executivo da Neoway para tratar da obtenção de produtos para um projeto da Procuradoria denominado LINA (Laboratório de Investigação Anticorrupção).

”Top Delta!!! De repente, se conseguir um espaço para conversarmos com ele e tentarmos algo para trazer uma solução para agregar ao LINA, seria massa tb!”, disse Noronha.

Deltan concordou e afirmou que iria procurar agradar o empresário. “Exatamente. Isso em que estava no meu plano. Vou até citar ele na palestra pra ver se sensibilizo kkkk”.

Quatro dias depois, Deltan realizou a palestra para a Neoway no evento intitulado Data Driven Business, no resort Costão do Santinho, em Florianópolis.

No fim da noite do mesmo dia, Deltan procurou os colegas no chat para marcar a reunião com os representantes da empresa. “Caros podem receber a Neoway de bigdata na segunda para apresentar os produtos???? Ou quarta?”.

O procurador afirmou que a companhia cogitava fornecer produtos gratuitamente. “Como fiz um contato bom aqui valeria estar junto. Eles estão considerando fazer de graça. O MP-MG está contratando com inexigibilidade.”

A inexigibilidade citada pelo procurador é a situação na qual órgãos públicos podem contratar serviços ou comprar produtos sem concorrência pública. Isso ocorre em hipóteses nas quais só há um fornecedor apto a atender às necessidades da administração pública, por exemplo.

Houve impasse quanto à data da reunião, e Deltan disse que eles deveriam ser rápidos para não perder a oportunidade de ganhar os produtos. “Minha única preocupação é perdermos o timing da boa vontade deles rs. Mas entendo. Marcamos dia 20 então?

Noronha concordou e emendou: “Kkkk a gente ganha eles de novo qdo encontrarmos!”.

Os diálogos e documentos analisados pela Folha e pelo Intercept indicam que a reunião foi realizada e a ideia de integrar a Neoway ao projeto de sistema de dados da Procuradoria ganhou força internamente.

Porém quatro meses depois, em julho de 2018, Deltan afirmou em um diálogo que havia percebido a citação à Neoway no acordo de delação de Jorge Luz.

“Qto isso é ruim? Legalmente não vejo qualquer problema, mas já estou sofrendo por antecipação com as críticas. Dando uma passada de olhos nos anexos do Luz, vejam o que achei. Empresa de TI que veio apresentar produtos de TI para LJ”, afirmou Deltan.

O procurador então passou a propor medidas para tratar do problema. “Quero conversar com Vcs na segunda para ver o que fazer, acho que é o caso de me declarar suspeito e não sei até que ponto isso afeta o trabalho de todos (prov tem que ser redistribuído para colega da PRPR e dai designar todos menos eu para assinar)”, disse.

Deltan também discutiu como proceder caso a situação viesse a público. “Pensando rapidamente o que provavelmente poderia fazer ou informar: -Não tinha conhecimento, não participei da negociação -assim que tomei, me declarei suspeito e me afastei -a palestra remunerada é autorizada pelo CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público] e se deu em contexto de mercado (lançamento de produto de compliance) e por valor de mercado”.

“Já recusei palestra por conflito de interesses, mas nesse caso não foi identificado -como voltará à baila a questão das palestras, a maior parte das palestras é gratuita e grande parte do valor é doado”, completou Deltan sobre a estratégia ante eventual repercussão negativa.

No mês seguinte, agosto de 2018, os procuradores iniciaram conversa sobre quem iria trabalhar nos casos relativos a Jorge Luz, e o tema da Neoway voltou à tona.

Nesse diálogo, o procurador Paulo Roberto Galvão indagou: ”Vcs nao preferem ficar de fora do luz [processos de Jorge Luz]?”

A procuradora Laura Tessler sugeriu que todos os procuradores da equipe entrassem no caso, mas Galvão lembrou do episódio da palestra de Deltan. “Delta nao quer… problema da neoway, laurinha”, escreveu Galvão à colega.

Em seguida, Deltan mostrou estar incomodado com a situação. “Quero distância rs Acho que Robito e Júlio tb não queriam”, afirmou.

Por fim, a procuradora Jerusa Viecili indicou os nomes de apenas sete procuradores para trabalhar nos processos de Luz e arrematou: “Melhor deixar fora quem teve contato com a neoway”.

A participação de Deltan no evento da Neoway em março de 2018 também rendeu a gravação de um vídeo no qual o procurador discorreu sobre a importância do uso de ferramentas de dados em investigações.

“A tecnologia é essencial para nós podermos avançar contra a corrupção em investigações como a Lava Jato, por exemplo. Hoje nós lidamos com uma imensa massa de dados, uma imensa massa de dados em investigações, uma imensa massa de dados que podem ser usados para avaliar potenciais fornecedores ou clientes, e fazer due diligence. Isso nos faz precisar, se nós queremos investigar melhor, tanto no âmbito público como no privado, a usar sistemas de big data”, disse Deltan no vídeo.

Na semana seguinte ao evento, o procurador recebeu o arquivo com o registro audiovisual e pediu que um assessor da Procuradoria avaliasse a fala dele. Deltan disse estar preocupado em parecer um garoto-propaganda da Neoway, apesar de não ter citado a empresa expressamente no vídeo.

“Fiquei um pouco preocupado porque ficou parecendo que estou vendendo os produtos deles rsrsrs, mas não foi proposital. Dei respostas sinceras às perguntas, mas encaixa perfeitamente com o que eles vendem, que é sistemas de big data rs”, disse Deltan.

O assessor da Procuradoria não fez críticas ao conteúdo do vídeo e ele foi publicado na internet. Até a publicação deste texto, a gravação ainda podia ser encontrada em sites como o YouTube.

OUTRO LADO

A empresa de tecnologia Neoway nega ter usado a firma do operador do MDB Jorge Luz para obter qualquer vantagem indevida em contratos com a BR Distribuidora.

Segundo a empresa, a contratação de Deltan e dos demais palestrantes “foi remunerada em valores compatíveis com o mercado para atividades dessa natureza, com total observância às leis”.

“A Neoway informa ainda que jamais prestou quaisquer serviços ou forneceu qualquer produto para o projeto LINA ou para o MP-MG, seja de forma gratuita ou onerosa, e desconhece a menção a seu nome em depoimentos de terceiros”, afirmou, em nota.

A defesa de Jorge Luz afirmou que seu cliente está à disposição das autoridades públicas para prestar todos os esclarecimentos, no momento oportuno e nos autos dos eventuais processos.

O ex-deputado Cândido Vaccarezza afirma que “nunca sugeriu, pediu, aceitou, recebeu ou autorizou quem quer que seja a receber em seu nome vantagem, pagamento, benefício ou dinheiro de forma ilícita”.

A defesa de Vaccarezza afirma que “já apresentou ao juízo elementos objetivos que esclarecem a verdade, e deixam inequívoco que o sr. Jorge Luz, por motivos ignotos, mente em relação a Cândido Vaccarezza”.

Sobre as mensagens nas quais é citado, o deputado Vander Loubet disse desconhecer seus termos.

A Raízen afirmou que a empresa possui os mais altos padrões de governança em relação às suas políticas comerciais, “razão pela qual confiamos que todas as condutas da Raízen e de seus empregados são absolutamente lícitas”, disse, em nota.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Falar em palestras e as de Lula?? Ninguém até hoje não viu nenhum vídeo? Afinal ele era o mais caro palestrante do Brasil, até diz que parte da sua fortuna veio de palestras.

  2. Fez a palestra, recebeu por isso, verificou que empresa fora citada em delação após, se declarou suspeito e se afastou do caso. Não seria essa atitude esperada? Até quando se está certo, se está errado, basta estar no lado errado de quem lê.

  3. BG, acho bom vcs deixarem de colocar reportagem da folha!!!! Total viés ideológico, Haddad e Jean Williams como colunista e sócios com total interesse de denegrir a imagem do atual governo.

    1. Pronto! Agora o dono da verdade quer censurar o BG. Cada uma.

    1. Ele não sabia do envolvimento quando fez a palestra. Tentem outra.

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Brasil

PENTE-FINO NO “EXÉRCITO DO LULA”: Nunes Marques dá 24 horas para Meta revelar alcance e possível impulsionamento artificial

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para a Meta apresentar um relatório técnico completo sobre o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

A empresa deverá informar se houve sincronização entre contas, replicação coordenada de mensagens, publicidade paga, impulsionamento e eventual amplificação artificial. Nunes Marques também quer dados sobre alcance, compartilhamentos e conteúdos apagados ou alterados.

O canal já foi suspenso e reativado após uma sequência de decisões no TSE. Uma análise técnica anterior do tribunal não encontrou informações falsas entre as publicações examinadas. Depois, a campanha de Lula registrou formalmente o canal na Justiça Eleitoral.

A cobrança ocorre no mesmo dia em que Janones anunciou Lula como administrador do canal, salvo com o nome “Marechal Lula da Silva”. Uma mensagem com a palavra “cheguei” e um vídeo do presidente foram publicados, mas a campanha ainda não confirmou se o próprio Lula fez as postagens diretamente.

 

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Mundo

Imprensa internacional questiona se Lula ainda tem uma última carta na manga para vencer Flávio Bolsonaro

Reprodução

A revista britânica The Economist questionou se Lula ainda tem uma “última carta na manga” para reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Em reportagem publicada na quarta-feira (21), a publicação destacou os obstáculos enfrentados pelo petista a três dias do segundo turno.

Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A revista ressaltou que, desde a redemocratização, nenhum candidato que ficou em segundo lugar na primeira votação conseguiu vencer o segundo turno.

A reportagem também apontou uma série de medidas anunciadas por Lula na reta final, incluindo transporte público gratuito nos fins de semana, renegociação de dívidas e mudanças na jornada de trabalho. Apesar de reconhecer possíveis efeitos eleitorais dessas iniciativas, a publicação destacou que as pesquisas anteriores ao primeiro turno não captaram a vantagem que Flávio conquistaria nas urnas.

Segundo a Economist, a consultoria francesa Le Millénaire estima em 82% a probabilidade de vitória do senador do PL, reforçando o cenário desafiador para a tentativa de reeleição de Lula.

Com informações do Poder 360

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Geral

[VÍDEO] Minuto da Câmara Municipal de Natal – Comissão de Direitos Humanos

Minuto da Câmara de Natal no ar, trazendo os assuntos mais importantes debatidos na última semana, na Casa.

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Geral

PESQUISA INDEXA/BROADCAST: Flávio Bolsonaro tem 50,6% dos votos válidos; Lula, 49,4%

Agência Senado/Ricardo Stuckert/PR

Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) na disputa pelo segundo turno, com 50,6% dos votos válidos, contra 49,4% do petista. Os dados são da pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta quinta-feira (22). O levantamento considera apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos.

A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 20 e 21 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02348/2026.

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Geral

[VÍDEO] Professora é afastada após dizer a alunos que negros vão morrer caso Flávio Bolsonaro seja eleito

Uma professora da rede municipal de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi afastada após afirmar em sala de aula a alunos que negros morreriam caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) fosse eleito presidente. As declarações foram registradas por câmeras de segurança da escola.

Durante uma aula, a professora falava sobre fascismo, a docente teria associado um eventual governo de Flávio ao regime e apontado estudantes que, segundo ela, sobreviveriam ou morreriam. A uma aluna parda, disse que ela morreria. A outro estudante, teria afirmado que ele tinha “um pezinho na senzala”.

O caso veio à tona após a mãe de uma aluna de 11 anos relatar o episódio à prefeita Gislaine Franzotti. Segundo a gestora, a menina chegou em casa chorando e assustada.

A prefeitura abriu um procedimento administrativo e informou que encaminhará o caso ao Ministério Público, ao Juízo da Infância e da Juventude e ao Conselho Tutelar. Uma denúncia também foi protocolada no Ministério Público do Trabalho.

Leia abaixo a nota da Prefeitura de Potirendaba (SP) sobre o caso:

A Prefeitura de Potirendaba informa que tomou conhecimento de relatos graves envolvendo a conduta de uma professora durante uma aula, em uma unidade da rede municipal de ensino. Segundo os relatos recebidos, a professora teria associado um possível futuro cenário político ao regime fascista, e proferido declarações que teriam provocado medo e abalo emocional, aterrorizando as crianças. Também foram relatadas falas de caráter discriminatório, incluindo referências direcionadas a alunos negros, situação que, se confirmada, é absolutamente incompatível com os princípios de respeito, dignidade e igualdade que devem nortear o ambiente escolar, ainda mais quando vindas de quem deveria proteger, ensinar e direcionar os alunos. A situação chegou ao conhecimento da prefeita Gislaine Montanari Franzotti após uma mãe relatar que sua filha, de 11 anos, teria retornado para casa emocionalmente abalada e chorando muito por conta do conteúdo das declarações atribuídas à professora. Diante da gravidade dos fatos, a prefeita determinou que as imagens da sala de aula fossem analisadas, instaurado procedimento administrativo para apuração rigorosa das circunstâncias, peticionado junto ao Ministério Público do Trabalho, ao Juiz da Infância e Juventude, e demais autoridades competentes para que as providências cabíveis sejam adotadas. A Prefeitura de Potirendaba não compactua com qualquer tipo de discriminação ou conduta que provoque intimidação, constrangimento ou sofrimento emocional aos estudantes. A escola deve ser um espaço de conhecimento, formação cidadã, respeito às diferenças e segurança emocional. O estudo de episódios históricos, como o Nazismo, e o Holocausto, é fundamental para a educação, mas deve ser conduzido com responsabilidade pedagógica, sem discriminação, intimidação ou utilização indevida da vulnerabilidade emocional das crianças. Por envolver menores de idade e procedimento em andamento, a Prefeitura preservará a identidade dos estudantes e divulgará novas informações no momento oportuno, respeitando a legislação vigente.

Opinião dos leitores

  1. Esses professores que agem dessa maneira não só deveriam serem afastados, deveriam seres presos, isso é um crime crave

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Geral

ANORC diz que cinco animais furtados após encerramento da Festa do Boi ficaram no parque sem comunicação prévia à organização

A Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores (ANORC) afirmou, em nota, que os cinco animais furtados de uma expositora durante a Festa do Boi permaneceram no parque após o encerramento do evento, sem comunicação prévia à organização.

Segundo a entidade, os animais deveriam ter sido retirados até domingo (18). A associação informou que tomou conhecimento da permanência do rebanho na terça-feira (20) e que, conforme relato recebido, os animais estavam sob os cuidados de tratadores de outro grupo, que depois deixaram o local.

A ANORC destacou que, durante a festa, há segurança nas entradas e saídas do parque e que a retirada de animais depende da apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA) e de atestado sanitário. De acordo com a entidade, esse controle termina após o último dia do evento.

O presidente da ANCOC, Caius Otávio, afirmou que a responsabilidade pelos cuidados com os animais, após o prazo previsto, cabe ao próprio criador ou expositor. As associações manifestaram solidariedade à criadora e defenderam a apuração do caso pelas autoridades.

Leia íntegra da nota abaixo:

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Geral

RN não terá Lei Seca no segundo turno; venda e consumo de álcool estão liberados no domingo (25)

Foto: Pavel Danilyuk/Pexels

Os eleitores do Rio Grande do Norte poderão comprar e consumir bebidas alcoólicas normalmente neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições. A Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) confirmou que não haverá Lei Seca no estado.

A decisão mantém as regras do primeiro turno, quando o governo também não proibiu a venda nem o consumo de bebidas. Bares, restaurantes e supermercados poderão funcionar normalmente, sem restrições específicas relacionadas à votação.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) apenas recomenda cautela no consumo de álcool e alerta que excessos que configurem infrações podem resultar em detenção.

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Campanhas de Lula e Flávio fecham acordo para abrir sigilos; TSE ainda precisa autorizar

Foto: Montagem/g1

As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) assinaram nesta quinta-feira (22) um acordo para autorizar a abertura dos sigilos fiscal, bancário e telefônico dos dois candidatos. O documento prevê que a divulgação seja total, imediata e simultânea, mas houve divergência sobre a inclusão de uma empresa ligada ao senador.

A petição foi apresentada ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com pedido para que a decisão seja tomada ainda nesta quinta. Mendonça ainda precisa dar o aval à abertura dos sigilos e requisitar os dados a operadoras de telefonia e ao Banco Central do Brasil. A intenção é divulgar as informações antes do debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23).

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que houve resistência inicial da campanha de Flávio à inclusão da Alcazar Holding, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz. Segundo ele, a campanha petista insistiu para que a empresa também fosse incluída no acordo.

Flávio havia condicionado a abertura de seus sigilos à divulgação de informações de Lula desde 2003, incluindo gastos com cartões corporativos, registros de visitas aos palácios presidenciais e dados de pessoas próximas ao presidente. A advogada de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que a campanha pretende analisar os documentos apresentados por Lula antes de entregar os próprios dados.

Opinião dos leitores

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Luminova Natal transforma países da Copa em mostra de ciência e cultura neste sábado (24)

Com pesquisas, experimentos e apresentações, estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio exploram temas que vão da inteligência artificial à preservação ambiental

O que os países que participaram da Copa do Mundo têm a ensinar além do futebol? Na Luminova Natal, essa pergunta abre caminho para descobertas sobre ciência, história, tecnologia e meio ambiente. Neste sábado (24), das 8h às 11h, a escola promove a mostra cultural e científica “Nações em Campo, Ciência em Movimento”, com exposições, experimentos, apresentações e experiências interativas desenvolvidas pelos estudantes.

A iniciativa envolve turmas da Ensino Fundamental ao Ensino Médio, com propostas adaptadas a cada faixa etária. Cada turma representa um país e investiga suas contribuições e características. Entre os temas estão a exploração espacial e a inteligência artificial nos Estados Unidos, as energias renováveis na Espanha, as contribuições de Louis Pasteur na França e a biodiversidade e a conservação ambiental na Austrália.

“A Copa desperta a curiosidade dos estudantes e permite ampliar esse olhar para além do esporte. Ao pesquisar um país, eles descobrem sua história, sua cultura e suas contribuições para a ciência. Nesse processo, aprendem a analisar informações, trabalhar em equipe e compartilhar o que descobriram”, explica Tony Santos, coordenador pedagógico do Ensino Fundamental Anos Finais e do Ensino Médio da Luminova Natal.

A preparação reúne diferentes disciplinas e coloca os alunos à frente das pesquisas, da organização dos projetos e da apresentação dos resultados. Diversidade cultural, sustentabilidade e mudanças climáticas atravessam os trabalhos, conectando os conteúdos estudados a questões do cotidiano.

A mostra também aproxima as famílias do trabalho desenvolvido em sala de aula. “Quando o estudante apresenta uma descoberta e explica como chegou àquele resultado, ele dá sentido ao que aprendeu. A mostra é uma oportunidade de tornar esse percurso visível e compartilhá-lo com a comunidade escolar”, destaca Tony.

Sobre a Luminova Natal

Fundada há quatro anos, a Escola Luminova Natal vem se consolidando como uma referência em educação na capital potiguar. Localizada na Rua Joaquim Alves, 1976-A, no bairro de Lagoa Nova, próximo ao Shopping Via Direta e ao campus da UFRN, a instituição atende turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. A proposta pedagógica alia excelência acadêmica ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, estimulando o protagonismo, a autonomia e a formação integral dos estudantes. Mais informações estão disponíveis no perfil oficial da escola no Instagram: @luminova.natal.

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Geral

[VÍDEO] ABERTURA DE SIGILOS: Campanha de Flávio diz que desafio foi aceito e que entregará documentação após verificar se Lula cumpriu o que prometeu

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (22) que vai entregar todos os documentos pedidos por Lula (PT) sobre a abertura de sigilos, mas espera primeiro conferir o material apresentado pelo presidente.

“O desafio foi aceito”, disse a advogada Maria Claudia Bucchianeri. “Se a gente confirmar que tudo que ele [Lula] se comprometeu ele trouxe, será imediato. Absolutamente tudo aquilo que foi pedido na petição do presidente Lula, a campanha de Flávio vai oferecer sem nenhuma reserva”, afirmou a advogada.

A campanha do PL cobra informações sobre gastos com cartões corporativos, entradas e saídas dos palácios presidenciais e a agenda da primeira-dama, Janja. O ex-procurador Deltan Dallagnol será responsável por analisar os documentos. A disputa começou no debate da TV Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos dos dois candidatos e de familiares.

Opinião dos leitores

  1. Esse Flávio e um pilantra mesmo ai fica fácil só mostrar o dele quando ver do outro e muita cara de pau mesmo.

  2. 🙈 🙈 🙉 🙉 Dr Deltan??
    Vige Maria, o Lula tá pensando que fucinho de porco é tomada é??
    Pelas caridades.
    Essa lorota de Lula vai terminar ele preso de novo.
    Tú é doido?!!!!!!!
    Pia a onde Lula foi se meter?!.
    🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

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