Judiciário

E AGORA? Deltan Dallagnol recebeu R$ 33 mil por palestra em empresa citada na Lava Jato

Antes de você ler esse reportagem, qual seria o Procedimento do próprio MP em relação a qualquer cidadão comum ou até mesmo a um político, a alguém do judiciário ou a um pessoa envolvida na administração pública num caso como esse?

Segue a reportagem da FOLHAPRESS:

O procurador da República Deltan Dallagnol fez uma palestra remunerada no valor de R$ 33 mil para uma empresa que havia sido citada em um acordo de delação em caso de corrupção na própria força-tarefa da Lava Jato, mostram mensagens e documentos obtidos pelo The Intercept Brasil e analisados em conjunto com a Folha.

A firma do setor de tecnologia Neoway, que contratou Deltan, foi mencionada pela primeira vez em um documento de colaboração que foi incluído em um chat dos procuradores da operação em março de 2016, dois anos antes da palestra.

Além de participar do evento remunerado da companhia, em março de 2018, Deltan aproximou membros da Procuradoria e representantes da Neoway com o objetivo de viabilizar o uso de produtos dela em um trabalho da força-tarefa, da qual é coordenador em Curitiba.

O procurador também gravou um vídeo para a firma no qual enaltece a utilização de ferramentas tecnológicas em investigações, além de ter acionado um dos assessores do Ministério Público para avaliar seu desempenho na gravação.

Procurado, o Deltan disse à Folha que, antes de dar palestra remunerada para a empresa Neoway, não teve conhecimento de que a companhia já havia sido citada na Lava Jato. “Não reconheço a autenticidade e a integridade dessas mensagens, mas o que posso afirmar, e é fato, é que eu participava de centenas de grupos de mensagens, assim como estou incluído em mais de mil processos da Lava Jato. Esse fato não me faz conhecer o teor de cada um desses processos.”

Quatro meses após a palestra, em um chat, Deltan afirmou a outros procuradores que havia descoberto a citação à empresa na delação premiada do lobista do MDB Jorge Luz, que atuava em busca de vantagens em contratos da Petrobras e subsidiárias.

“Isso é um pepino pra mim. É uma brecha que pode ser usada para me atacar (e a LJ), porque dei palestra remunerada para a Neoway, que vende tecnologia para compliance e due diligence, jamais imaginando que poderia aparecer ou estaria em alguma delação sendo negociada”, afirmou o procurador na conversa.

As mensagens são reproduzidas tal qual aparecem nos arquivos obtidos pelo Intercept, mantendo eventuais erros de digitação e normas da língua portuguesa.

A situação levou Deltan e outros procuradores que haviam mantido contato com a Neoway a deixarem as investigações relativas a Jorge Luz.

Os diálogos examinados pela Folha e pelo Intercept também mostram outras ocasiões em que convites recebidos por Deltan levaram a discussões sobre potenciais conflitos de interesses.

O procurador chegou a perguntar aos colegas sobre eventual participação em um evento organizado pela Odebrecht Ambiental, empresa do grupo que fez a mais extensa delação da Lava Jato. Deltan foi advertido pelos procuradores e não aceitou o convite.

Em outra oportunidade, o procurador teve que cancelar a presença em um evento organizado pela empresa distribuidora de combustíveis Raízen, logo após ler a notícia de que a companhia havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná.

DELAÇÃO DE JORGE LUZ

Os procuradores da Lava Jato criaram um grupo no aplicativo Telegram em fevereiro de 2016 para tratar do acordo de delação premiada de Jorge Luz, inclusive com a participação de Deltan.

Em 22 de março daquele ano, circulou no chat um documento no qual o delator afirmou que atuou em favor da Neoway em um projeto de tecnologia da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Luz contou que recorreu ao então deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) e ao atual deputado federal Vander Loubet (PT-MS) para aproximar a Neoway da BR Distribuidora.

No dia 24 de abril de 2017, um outro documento da colaboração premiada foi enviado nesse diálogo com um relato mais categórico de Jorge Luz: “Paguei ao Vaccarezza para arrumar o negócio”.

O delator afirmou que, após uma reunião na BR Distribuidora para apresentação de sua ferramenta tecnológica, a Neoway foi contratada. Jorge Luz disse ainda que os contratos com a empresa foram executados por volta de 2011 ou 2012 e não houve pagamentos a funcionários da Petrobras, apenas repasses a Vaccarezza e Loubet.

O colaborador não indicou os valores dos contratos e dos pagamentos aos deputados nos documentos examinados pela Folha e pelo Intercept.

O relato de Luz sobre a Neoway levou o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin a determinar a abertura de um processo no STF para tratar do caso em abril de 2019, segundo um despacho do magistrado que foi enviado a um grupo dos procuradores no Telegram.

Luz teve seu acordo de delação premiada homologado pelo STF. Ele havia sido condenado a dez anos de prisão pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um processo sobre o pagamento de propinas em contratos de navios-sonda da Petrobras, e agora está sob o regime de prisão domiciliar previsto no acordo de colaboração.

Apesar de o nome da empresa de tecnologia ter sido mencionado nos documentos da delação já em março de 2016, Deltan comemorou a realização da palestra para a companhia em uma mensagem enviada em um outro grupo de conversas dos procuradores dois anos depois, em março de 2018.

O coordenador da Lava Jato demonstrou entusiasmo por ter sido contratado pela empresa e mencionou o presidente executivo da firma, Jaime de Paula.

“Olhem que legal. Sexta vou dar palestra para a Neoway, do Jaime de Paula. Vejam a história dele: [link para texto sobre Jaime de Paula]. A neoway é empresa de soluções de big data que atende 500 grandes empresas, incluindo grandes bancos etc”, disse.

O procurador da República Júlio Noronha, também integrante da Lava Jato, sugeriu então que Deltan procurasse marcar uma reunião com o presidente executivo da Neoway para tratar da obtenção de produtos para um projeto da Procuradoria denominado LINA (Laboratório de Investigação Anticorrupção).

”Top Delta!!! De repente, se conseguir um espaço para conversarmos com ele e tentarmos algo para trazer uma solução para agregar ao LINA, seria massa tb!”, disse Noronha.

Deltan concordou e afirmou que iria procurar agradar o empresário. “Exatamente. Isso em que estava no meu plano. Vou até citar ele na palestra pra ver se sensibilizo kkkk”.

Quatro dias depois, Deltan realizou a palestra para a Neoway no evento intitulado Data Driven Business, no resort Costão do Santinho, em Florianópolis.

No fim da noite do mesmo dia, Deltan procurou os colegas no chat para marcar a reunião com os representantes da empresa. “Caros podem receber a Neoway de bigdata na segunda para apresentar os produtos???? Ou quarta?”.

O procurador afirmou que a companhia cogitava fornecer produtos gratuitamente. “Como fiz um contato bom aqui valeria estar junto. Eles estão considerando fazer de graça. O MP-MG está contratando com inexigibilidade.”

A inexigibilidade citada pelo procurador é a situação na qual órgãos públicos podem contratar serviços ou comprar produtos sem concorrência pública. Isso ocorre em hipóteses nas quais só há um fornecedor apto a atender às necessidades da administração pública, por exemplo.

Houve impasse quanto à data da reunião, e Deltan disse que eles deveriam ser rápidos para não perder a oportunidade de ganhar os produtos. “Minha única preocupação é perdermos o timing da boa vontade deles rs. Mas entendo. Marcamos dia 20 então?

Noronha concordou e emendou: “Kkkk a gente ganha eles de novo qdo encontrarmos!”.

Os diálogos e documentos analisados pela Folha e pelo Intercept indicam que a reunião foi realizada e a ideia de integrar a Neoway ao projeto de sistema de dados da Procuradoria ganhou força internamente.

Porém quatro meses depois, em julho de 2018, Deltan afirmou em um diálogo que havia percebido a citação à Neoway no acordo de delação de Jorge Luz.

“Qto isso é ruim? Legalmente não vejo qualquer problema, mas já estou sofrendo por antecipação com as críticas. Dando uma passada de olhos nos anexos do Luz, vejam o que achei. Empresa de TI que veio apresentar produtos de TI para LJ”, afirmou Deltan.

O procurador então passou a propor medidas para tratar do problema. “Quero conversar com Vcs na segunda para ver o que fazer, acho que é o caso de me declarar suspeito e não sei até que ponto isso afeta o trabalho de todos (prov tem que ser redistribuído para colega da PRPR e dai designar todos menos eu para assinar)”, disse.

Deltan também discutiu como proceder caso a situação viesse a público. “Pensando rapidamente o que provavelmente poderia fazer ou informar: -Não tinha conhecimento, não participei da negociação -assim que tomei, me declarei suspeito e me afastei -a palestra remunerada é autorizada pelo CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público] e se deu em contexto de mercado (lançamento de produto de compliance) e por valor de mercado”.

“Já recusei palestra por conflito de interesses, mas nesse caso não foi identificado -como voltará à baila a questão das palestras, a maior parte das palestras é gratuita e grande parte do valor é doado”, completou Deltan sobre a estratégia ante eventual repercussão negativa.

No mês seguinte, agosto de 2018, os procuradores iniciaram conversa sobre quem iria trabalhar nos casos relativos a Jorge Luz, e o tema da Neoway voltou à tona.

Nesse diálogo, o procurador Paulo Roberto Galvão indagou: ”Vcs nao preferem ficar de fora do luz [processos de Jorge Luz]?”

A procuradora Laura Tessler sugeriu que todos os procuradores da equipe entrassem no caso, mas Galvão lembrou do episódio da palestra de Deltan. “Delta nao quer… problema da neoway, laurinha”, escreveu Galvão à colega.

Em seguida, Deltan mostrou estar incomodado com a situação. “Quero distância rs Acho que Robito e Júlio tb não queriam”, afirmou.

Por fim, a procuradora Jerusa Viecili indicou os nomes de apenas sete procuradores para trabalhar nos processos de Luz e arrematou: “Melhor deixar fora quem teve contato com a neoway”.

A participação de Deltan no evento da Neoway em março de 2018 também rendeu a gravação de um vídeo no qual o procurador discorreu sobre a importância do uso de ferramentas de dados em investigações.

“A tecnologia é essencial para nós podermos avançar contra a corrupção em investigações como a Lava Jato, por exemplo. Hoje nós lidamos com uma imensa massa de dados, uma imensa massa de dados em investigações, uma imensa massa de dados que podem ser usados para avaliar potenciais fornecedores ou clientes, e fazer due diligence. Isso nos faz precisar, se nós queremos investigar melhor, tanto no âmbito público como no privado, a usar sistemas de big data”, disse Deltan no vídeo.

Na semana seguinte ao evento, o procurador recebeu o arquivo com o registro audiovisual e pediu que um assessor da Procuradoria avaliasse a fala dele. Deltan disse estar preocupado em parecer um garoto-propaganda da Neoway, apesar de não ter citado a empresa expressamente no vídeo.

“Fiquei um pouco preocupado porque ficou parecendo que estou vendendo os produtos deles rsrsrs, mas não foi proposital. Dei respostas sinceras às perguntas, mas encaixa perfeitamente com o que eles vendem, que é sistemas de big data rs”, disse Deltan.

O assessor da Procuradoria não fez críticas ao conteúdo do vídeo e ele foi publicado na internet. Até a publicação deste texto, a gravação ainda podia ser encontrada em sites como o YouTube.

OUTRO LADO

A empresa de tecnologia Neoway nega ter usado a firma do operador do MDB Jorge Luz para obter qualquer vantagem indevida em contratos com a BR Distribuidora.

Segundo a empresa, a contratação de Deltan e dos demais palestrantes “foi remunerada em valores compatíveis com o mercado para atividades dessa natureza, com total observância às leis”.

“A Neoway informa ainda que jamais prestou quaisquer serviços ou forneceu qualquer produto para o projeto LINA ou para o MP-MG, seja de forma gratuita ou onerosa, e desconhece a menção a seu nome em depoimentos de terceiros”, afirmou, em nota.

A defesa de Jorge Luz afirmou que seu cliente está à disposição das autoridades públicas para prestar todos os esclarecimentos, no momento oportuno e nos autos dos eventuais processos.

O ex-deputado Cândido Vaccarezza afirma que “nunca sugeriu, pediu, aceitou, recebeu ou autorizou quem quer que seja a receber em seu nome vantagem, pagamento, benefício ou dinheiro de forma ilícita”.

A defesa de Vaccarezza afirma que “já apresentou ao juízo elementos objetivos que esclarecem a verdade, e deixam inequívoco que o sr. Jorge Luz, por motivos ignotos, mente em relação a Cândido Vaccarezza”.

Sobre as mensagens nas quais é citado, o deputado Vander Loubet disse desconhecer seus termos.

A Raízen afirmou que a empresa possui os mais altos padrões de governança em relação às suas políticas comerciais, “razão pela qual confiamos que todas as condutas da Raízen e de seus empregados são absolutamente lícitas”, disse, em nota.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Falar em palestras e as de Lula?? Ninguém até hoje não viu nenhum vídeo? Afinal ele era o mais caro palestrante do Brasil, até diz que parte da sua fortuna veio de palestras.

  2. Fez a palestra, recebeu por isso, verificou que empresa fora citada em delação após, se declarou suspeito e se afastou do caso. Não seria essa atitude esperada? Até quando se está certo, se está errado, basta estar no lado errado de quem lê.

  3. BG, acho bom vcs deixarem de colocar reportagem da folha!!!! Total viés ideológico, Haddad e Jean Williams como colunista e sócios com total interesse de denegrir a imagem do atual governo.

    1. Pronto! Agora o dono da verdade quer censurar o BG. Cada uma.

    1. Ele não sabia do envolvimento quando fez a palestra. Tentem outra.

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Geral

Ameaças, sniper e carros blindados: PF aponta modus operandi de grupo paramilitar ‘A Turma’ de Vorcaro

Foto: Agência O Globo

Snipers, homens armados com fuzis, carros blindados, celulares registrados no exterior e reuniões em locais isolados, sem que pudessem ser presenciadas por testemunhas. É assim que a Polícia Federal descreve o funcionamento do grupo denominado “A Turma”, uma estrutura clandestina de intimidação e vigilância que, segundo as investigações do caso Master, atuava para proteger os interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de sua família.

O grupo, formado por policiais federais, operadores do jogo do bicho e integrantes com perfil paramilitar, é apontado pela PF como responsável por ameaçar desafetos, acessar informações sigilosas e executar uma série de ações ilícitas em favor do empresário.

As informações constam da representação da PF tornadas pública na terça-feira por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os investigadores, a organização era controlada por Vorcaro, junto com seu pai Henrique Vorcaro, e gerenciada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

A investigação aponta que, mesmo após a deflagração das duas primeiras fases da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025 e janeiro de 2026, Henrique Vorcaro continuou demandando os serviços da organização e viabilizando o repasse de recursos, seja por intermédio do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, seja por contato direto com Felipe Mourão.

Blindados e homens armados

Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF
Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF

Um dos episódios descritos pela Polícia Federal envolve um encontro organizado por Manoel Mendes Rodrigues, apontado como líder do braço da Turma no Rio e operador do jogo do bicho. Em conversa interceptada em fevereiro deste ano, Manoel relata a um interlocutor que Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, e outro homem ficaram assustados ao serem recebidos por homens armados e veículos blindados.

Conforme diálogo, o interlocutor recorda que os visitantes foram recepcionados por pessoas portando fuzis. Manoel afirma que havia determinado que “nosso pessoal” fizesse a segurança e que todos permanecessem “o mais paisana possível”. O interlocutor então comenta que a estratégia fracassou. Um dos presentes ficou sem conseguir falar diante da cena, conta um deles. “Eles falaram que parecia a Rússia do Putin”, diz Manoel, em referência ao aparato de segurança montado no local.

Ameaça a ex-chef de cozinha

Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF
Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF

A PF também anexou o depoimento do chef de cozinha Leandro Garcia, que trabalhou na casa de praia de Daniel Vorcaro, em Angra dos Reis. Ele afirmou ter sido ameaçado por um grupo de cerca de 7 a 8 pessoas, entre elas Manoel e “Sicário”.

— Ele se apresentou como Manoel, ‘vim a mando do seu Daniel e mexo com jogo’ —, disse o homem, de acordo com o relato do cozinheiro.

Ainda segundo Leandro, Manoel afirmou que havia sido encarregado de descobrir se ele possuía informações, imagens ou qualquer material relacionado ao banqueiro.

— Ele se apresentou como Manoel, ‘vim a mando do seu Daniel e mexo com jogo’ —, disse o homem, de acordo com o relato do cozinheiro. Ainda segundo Leandro, Manoel afirmou que havia sido encarregado de descobrir se ele possuía informações, imagens ou qualquer material relacionado ao banqueiro.

Leandro ainda relatou à PF que o homem disse que Vorcaro havia o mandado “levantar tudo” sobre o cozinheiro. Durante a conversa, o homem apontou para o grupo que o acompanhava e fez uma advertência velada:

— Ele falou: ‘Se o senhor tiver alguma coisa, a gente não quer voltar aqui para atrapalhar o senhor’ — disse Leandro ao reproduzir a conversa com Manoel.

Trocas de mensagens de Vorcaro com o Sicário mostram os pedidos para que fossem levantadas informações sobre o chef de cozinha. O banqueiro encaminhou ao Sicário a carteira de identidade e os dados pessoais de Leandro e de outro homem, apontado por Vorcaro como o principal alvo. O Sicário, então, diz que buscou informações e não há nada nos sistemas da PF e do Tribunal de Justiça.

Dias depois, em 1º de junho de 2024, Vorcaro voltou a tratar do assunto com Felipe Mourão após receber um vídeo gravado por Leandro. Segundo a PF, o banqueiro defendeu uma ação imediata e sugeriu que o Sicário fosse acompanhado de Fabiano Zettel e policiais. “vamos ter que agir antes de eu voltar. Ideal é vc ir com Fabiano e com polícia. (…) Não sei nem se e melhor turma policia ou bicheiro pra vagabundo carioca desse. Policia as vezes não vai intimidar tanto”, escreveu Vorcaro.

Sniper para fazer segurança

Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF
Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF

Outro diálogo reproduzido pela PF mostra um relato de Manoel sobre a utilização de um sniper para garantir a segurança durante uma reunião ligada aos interesses de Henrique Vorcaro. Ele conta a um interlocutor ligado ao pai do ex-banqueiro que havia rompido contrato com um grupo anterior de segurança e ao narrar um encontro com o antigo responsável, Manoel diz que o homem o recebeu acompanhado de quatro policiais militares. “Eu fui sozinho e botei um sniper de longe”, afirmou.

Segundo a PF, Manoel Mendes Rodrigues lidera no Rio um braço de “A Turma” composto por pelo menos quatro a seis integrantes ainda não identificados. Os investigadores afirmam que a estrutura dispõe de armamento de grosso calibre, incluindo fuzis, veículos blindados e recursos típicos de organizações paramilitares.

A PF identificou ainda o uso sistemático de números estrangeiros e mecanismos destinados a dificultar o rastreamento das comunicações do grupo. Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, passou a utilizar um telefone registrado na Colômbia após a terceira fase da Operação Compliance Zero. Já o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior, apontado como integrante de “A Turma”, utilizava exclusivamente um número dos Estados Unidos nas conversas com Marilson Roseno.

A PF afirma que o uso de linhas internacionais, mensagens temporárias, ligações telefônicas e encontros presenciais fazia parte de um padrão adotado pela organização para “não deixar rastros por mensagem”.

As investigações também registraram encontros reservados entre integrantes do grupo. Em março de 2026, Marilson Roseno convidou Sebastião Monteiro para uma conversa pessoal. Imagens de câmeras de segurança mostram que, após receber a ligação do colega, Marilson deixou um grupo de amigos na área de lazer do prédio e seguiu com Sebastião para o pilotis, onde os dois permaneceram sozinhos por cerca de uma hora e dez minutos.

Diálogo sobre o planejamento da Turma — Foto: Reprodução
Diálogo sobre o planejamento da Turma — Foto: Reprodução

Diálogos interceptados pela Polícia Federal (PF) apontam que Vorcaro planejou uma emboscada com ‘droga’ para se vingar do DJ e ex-jogador da NBA Ronald Fred Seikaly. O plano começou a ser executado pela chamada “Turma”, grupo criminoso pago por Vorcaro para intimidar e espionar desafetos. Rony Seikaly jogou na NBA de 1988 a 1999. Ele teve um relacionamento com Martha Graeff, com quem tem uma filha. À época das mensagens, Graeff estava em um relacionamento com Vorcaro.

Vorcaro chegou a cogitar uma emboscada com drogas contra Seikaly, e citou pressão da polícia e da milícia. Os integrantes da Turma, usando o login de uma servidora do Ministério Público Federal, chegaram a produzir um ofício falso à Interpol para buscar informações sobre Seikaly.

As conversas ocorreram em outubro de 2024, entre Daniel Vorcaro e Felipe Mourão, conhecido também como “Sicário”. Vorcaro, nos diálogos interceptados pela Polícia, sugeriu simular um incidente envolvendo drogas e disse que investiria até R$ 10 milhões, alegando que seria para “ensinar que com filho não se mexe”.

O Globo

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Partidos políticos assinam acordo com TSE por uso responsável de IA nas eleições

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os partidos políticos assinaram nesta quarta-feira (17) um Termo de Compromisso para reforçar a integridade das eleições de 2026.

Entre os principais pontos do acordo estão o uso ético e responsável da Inteligência Artificial, o combate à desinformação, a promoção da participação dos eleitores e o respeito à pluralidade política e ideológica.

As legendas também se comprometeram a cumprir as cotas de financiamento e propaganda destinadas a mulheres, pessoas negras e indígenas, além de atuar na prevenção da violência política contra a mulher.

Outro destaque é o fortalecimento da transparência do sistema eletrônico de votação. Os partidos deverão participar das etapas de fiscalização e auditoria dos sistemas eleitorais, contribuindo para a verificação e validação das tecnologias utilizadas.

Presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que o ambiente digital será um dos principais desafios do processo eleitoral.

“Todos sabemos que os desafios desta eleição não serão pequenos. Diante de um ecossistema digital complexo, o uso ético e responsável das ferramentas de Inteligência Artificial depende, indubitavelmente, da participação de todos os contendores da eleição e da Justiça Eleitoral”, declarou.

O ministro também reafirmou o compromisso da Corte com a imparcialidade e a segurança jurídica durante o pleito.

“Renovo, em nome do TSE, o compromisso de imparcialidade na solução das disputas trazidas em juízo, bem como a fiel observância aos precedentes fixados pelo colegiado. Tenho a convicção de que Vossas Senhorias, da mesma forma, envidarão todos os esforços para manter o nível do debate público, de forma a concentrar o esforço de campanha na apresentação de soluções aos muitos problemas que persistem em nosso amado país”, afirmou.

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Gestão Nilda inicia maior investimento recente em sinalização viária de Parnamirim

A gestão da prefeita Nilda Cruz iniciou, nesta semana, uma das maiores ações de modernização da sinalização viária já realizadas em Parnamirim. Com investimento superior a R$ 2,5 milhões, a iniciativa reforça o compromisso da administração municipal com a segurança no trânsito, a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população.

A prefeita acompanhou de perto o início dos trabalhos, que preveem a implantação de cerca de 7 mil metros quadrados de sinalização horizontal com tecnologia termoplástica de alta durabilidade, material que oferece mais visibilidade, resistência e eficiência para a organização do tráfego.

O investimento integra um conjunto de ações estruturantes colocadas em prática pela gestão Nilda para enfrentar problemas históricos e preparar a cidade para o crescimento dos próximos anos. Além da revitalização da sinalização horizontal, o programa contempla a modernização da rede semafórica, com a implantação de equipamentos mais modernos e manutenção permanente dos sistemas.

A iniciativa representa um marco para a mobilidade urbana de Parnamirim, fortalecendo a segurança de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. A expectativa é que as melhorias contribuam para um trânsito mais organizado, reduzam riscos de acidentes e garantam mais eficiência na circulação de veículos em diversos pontos da cidade.

“Estamos trabalhando para construir uma cidade mais segura, organizada e preparada para o futuro. Esse investimento demonstra o compromisso da nossa gestão com obras e ações que geram resultados concretos para a população”, destacou a prefeita Nilda Cruz.

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Fim da escala 6×1: Mudança terá custo bilionário a municípios, diz associação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A PEC que prevê o fim da escala 6×1 aguarda votação no Senado após ser aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto reduz a jornada semanal para 40 horas, distribuídas em cinco dias de trabalho.

A medida já preocupa municípios e setores da economia. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, a mudança pode provocar reajuste de até 8% nas tarifas de ônibus municipais. Nesse cenário, as prefeituras teriam de escolher entre repassar o aumento aos usuários ou ampliar os subsídios ao transporte público.

O presidente da Associação Paulista de Municípios, Fred Guidoni, afirmou que os impactos vão além do transporte e atingem áreas como saúde, educação, limpeza urbana e obras públicas.

“No final do dia, quem vai pagar essa conta é o orçamento público”, declarou.

De acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios, a redução da jornada exigiria a contratação de mais de 700 mil servidores em todo o país, gerando um custo estimado de quase R$ 40 bilhões. Apenas em São Paulo, seriam necessários cerca de 100 mil novos servidores, com impacto de aproximadamente R$ 10 bilhões.

Guidoni também alertou para possíveis prejuízos na prestação dos serviços públicos, especialmente em cidades menores e com dificuldades financeiras.

“Se imediatamente não fizer a reposição dessa mão de obra ou a substituição, os serviços têm uma tendência natural a serem diminuídos na qualidade de prestação e na quantidade de prestação”, afirmou.

O dirigente defende que, caso a proposta seja aprovada, a implementação ocorra de forma gradual e acompanhada de uma revisão do Pacto Federativo para garantir recursos aos municípios.

“Os municípios já estão endividados por demasia para ter mais dessa responsabilidade nos seus orçamentos”, concluiu.

Opinião dos leitores

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Desembargador Expedito Ferreira engrossa caldo do PSDB e vai acompanhar decisão conjunta para o Governo

O desembargador aposentado Expedito Ferreira de Souza, que tem história no Alto Oeste Potiguar, onde iniciou sua vida no município de Alexandria, e é pré-candidato a Assembleia Legislativa se soma ao grupo do PSDB que vão tomar decisão conjunta para o Governo do Estado.

Dr. Expedito tem vários serviços prestados à magistratura potiguar. Ele foi presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e do Tribunal Regional Eleitoral, além de ter se destacado como juiz em Mossoró por um grande período.

O caldo no PSDB vem engrossando para se tomar a mesma decisão em relação a governador. Além do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, a deputada Cristiane Dantas, o líder do PSDB na Assembleia, Taveira Júnior, o prefeito de Parelhas, Dr. Tiago, a médica Júlia Almeida, pré-candidata a deputada estadual, o ex-vice-governador Fábio Dantas, e o ex-prefeito Flávio de Berói, que concorre a deputado no PSDB e exerce liderança em Nova Cruz e no Agreste. Agora se soma o desembargador Expedito Ferreira, nome que vem sendo trabalhado para a Assembleia Legislativa.

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“Nem no tempo da pandemia sofremos tanto quanto agora”, avalia o presidente da Abrasel

Presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado

O fechamento das unidades dos restaurantes Nau e Mangai em Recife, dois dos nomes mais conhecidos da gastronomia nordestina e com forte presença em Natal, acendeu um sinal de alerta entre empresários do setor de alimentação fora do lar. No Rio Grande do Norte, a avaliação é de que o segmento atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos.

“Nem no tempo da pandemia sofremos tanto quanto agora.” A afirmação é do presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado, ao comentar o cenário enfrentado pelos estabelecimentos potiguares. A preocupação encontra respaldo nos números. Levantamento realizado pela associação apontou que 33% dos bares e restaurantes do estado operaram no prejuízo nos primeiros três meses deste ano.

Em Natal, alguns dos restaurantes que encerraram suas atividades recentemente incluem o Restaurante Caicoense (que funcionava no Natal Shopping), o Duma Cozinha e o tradicional português Santa Maria, que fechou após mais de duas décadas de funcionamento na capital potiguar.

Segundo Machado, a dificuldade está diretamente relacionada à incapacidade de repassar custos ao consumidor. Dados da pesquisa mostram que 47% dos estabelecimentos não realizaram qualquer reajuste nos preços dos cardápios nos últimos 12 meses, enquanto outros 48% conseguiram corrigir os valores apenas em linha com a inflação ou abaixo dela.

“O empresário vê seus custos aumentarem, mas encontra um consumidor com renda apertada e menor disposição para gastar. Muitos acabam absorvendo os reajustes para não perder clientes, comprometendo as margens e ampliando o endividamento”, afirma ele.

O problema também se reflete na saúde financeira das empresas. Boa parte dos estabelecimentos do setor declarou possuir algum tipo de pagamento em atraso, segundo dados recentes da entidade. Em todos os levantamentos realizados neste ano, mais de 40% dos bares e restaurantes do Rio Grande do Norte relataram acúmulo de dívidas.

Para a Abrasel, o quadro é agravado pelo elevado custo do crédito e pela redução do poder de compra das famílias brasileiras. Estudos recentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) sobre consumo indicam que os juros elevados têm levado consumidores a adotar uma postura mais cautelosa, reduzindo gastos em setores de serviços e lazer, justamente os mais dependentes da renda disponível.

A pressão sobre os custos também permanece elevada. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pela Abrasel, mostram que a inflação continua impactando alimentos e bebidas, principais insumos do setor, enquanto bares e restaurantes seguem encontrando dificuldades para repassar integralmente esses aumentos aos consumidores.

A pressão inflacionária sobre custos e insumos apontada por Thiago Machado não afeta apenas bares e restaurantes. Em busca de maior competitividade, empresas tradicionais de outros setores têm transferido parte de suas operações para o Paraguai, atraídas pela chamada Lei de Maquila, que simplifica a tributação e reduz a burocracia para exportadores. Marcas como Lupo, JBS e BRF estão entre as companhias que já aderiram ao modelo.

Nesse contexto, o encerramento das operações do Nau e do Mangai em Recife ganhou significado simbólico para empresários da região. Inaugurados em dezembro de 2020 na capital pernambucana, os empreendimentos pertencem a grupos consolidados e mantêm operações de destaque em Natal. O fechamento reforçou a percepção de que nem mesmo marcas consolidadas estão imunes às dificuldades enfrentadas atualmente pelo setor.

Embora a Abrasel ainda aposte em uma recuperação gradual ao longo do ano, a entidade avalia que o momento exige atenção. “O fechamento de grandes operações mostra que o problema não está restrito aos pequenos negócios. Toda a cadeia está sentindo os efeitos de um cenário econômico que comprime receitas, aumenta custos e dificulta investimentos”, acrescenta Thiago Machado.

Informalidade

O aumento dos custos de produção, os juros elevados e a retração do consumo, apontada pelo presidente da Abrasel, vêm pressionando as empresas do setor e limitando sua capacidade de investimento. Nesse contexto, outro fator que preocupa é o avanço da informalidade.

“Quando a informalidade cresce, os primeiros e mais impactados são os pequenos negócios e os trabalhadores que atuam dentro das regras. Empresas que recolhem impostos, cumprem obrigações trabalhistas e seguem a legislação passam a competir em condições desiguais, o que enfraquece todo o ambiente econômico, destaca Thiago Machado.

Para a Abrasel, o aumento da informalidade não é apenas consequência das dificuldades econômicas, mas também um indicativo de que muitos empreendedores encontram obstáculos para permanecer na formalidade. O presidente afirma que “isso exige atenção do poder público e a construção de políticas que estimulem a geração de empregos, reduzam a burocracia e fortaleçam a competitividade dos negócios formais”, sob pena de, segundo ele, “a situação se agravar ainda mais no setor de bares e restaurantes”.

Opinião dos leitores

  1. Essa conta será para o próximo presidente e governador…o estrago que o PT fez, vai durar uns cinco anos!

  2. CONTRAPONDO A ENTREVISTA, NATAL VAI NA CONTRAMAO. O PLANO PALUMBO, PETRÓPOLIS/TIROL, RECENTEMENTE INAUGUROU DOIS NOVOS RESTAURANTES. PASSE PELO BAIRRO DE QUINTA A SEXTA FEIRA QUE A MAIORIA ESTÃO LOTADOS. QUEM NÃO INOVA, RENOVA O CARDÁPIO, TENDE A FICAR PARA TRÁS E FECHAR AS PORTAS.

  3. É que no tempo da pandemia o Brasil tinha im presidente no comando.
    Hoje temos um politiqueiro turista andarilho acabando destruindo o País.
    Essa a diferença.
    Poderiamos está hoje em outros patamares, o avião tinha decolado mas jogaram no chão de novo, vamos ter que suar pra botar pra voar de novo.
    O governo era bom, não tinha escandalos de corrupção, agora estoura um semanalmente.
    É muito roubo por tudo que é direçao.

  4. A qualidade da comida do Mangai no Midway caiu bastante. A última vez que fui almoçar e levei convidados visitando Natal, percebemos que não tem nada semelhante ao Mangai de anos aqui em Natal.

  5. Só a jumentada cognitiva faz de conta que não vê o esfacelamento da economia nos governos PeTralhas! É só o grosso entrando até nós PeTralhas…kkkkkkk

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Polícia

Terceiro suspeito de atentado contra vereador Cabo Deyvison é preso

Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (17), o terceiro suspeito de participação no atentado contra o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró. O homem foi localizado durante uma operação contra uma organização criminosa, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio Grande do Norte e no Ceará.

Os dois primeiros suspeitos já haviam sido presos na terça-feira (16), após serem interceptados na divisa entre os dois estados. As investigações sobre o crime seguem em andamento. 

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Cidades

Interdições para obras na rede elétrica afetam trânsito na zona Norte de Natal até sábado

Screenshot

Foto: Divulgação 

Motoristas que circulam pela avenida João Medeiros Filho, na zona Norte de Natal, devem ficar atentos a intervenções pontuais no trânsito a partir desta quinta-feira (18). A Neoenergia Cosern e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) informaram que as alterações serão necessárias para a realização de obras de reforço da rede elétrica na região.

As intervenções ocorrerão no trecho entre a avenida Maranguape, no Conjunto Santa Catarina, e a rua Limoeiro do Norte, no Conjunto Potengi. De acordo com o aviso, os serviços serão realizados das 7h às 11h e das 13h às 17h, com previsão de continuidade até o sábado (20).

Segundo a Neoenergia Cosern e a STTU, as interdições serão feitas somente em uma das faixas da avenida e sempre no contrafluxo do trânsito. A medida busca permitir a execução do serviço com menor impacto possível à circulação de veículos em uma das principais vias da Zona Norte.

A orientação é que os condutores redobrem a atenção ao passar pelo trecho durante os horários de intervenção. A distribuidora informou ainda que não haverá interrupção no fornecimento de energia elétrica na área durante a realização dos trabalhos.

 

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Geral

CONFÉ 2026: Pedro Filho participa de um dos maiores eventos evangélicos do RN

Foto: Divulgação

O pré-candidato a deputado federal Pedro Filho esteve entre os destaques dos dois primeiros dias do CONFÉ 2026, um dos maiores encontros evangélicos do Rio Grande do Norte. Além de participar da programação, Pedro integra a equipe organizadora do evento, que reúne milhares de fiéis, pastores, lideranças religiosas e representantes de diversas igrejas do estado.

A abertura do congresso contou com a presença de importantes lideranças políticas do Rio Grande do Norte, recepcionadas por Pedro Filho, entre elas o pré-candidato a governador Álvaro Dias e o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio, além dos deputados Sargento Gonçalves e Coronel Azevedo.

Consolidado como uma das principais referências do calendário evangélico potiguar, o CONFÉ tem se destacado ao longo dos anos por promover momentos de comunhão, fortalecimento espiritual, adoração e reflexão bíblica. A edição de 2026 reúne participantes de diversas regiões do estado, reforçando a relevância do segmento evangélico na vida social, cultural e comunitária do Rio Grande do Norte.

A participação de Pedro Filho no evento vai além da atuação política. Nascido em uma família cristã e criado dentro da igreja evangélica, ele possui uma trajetória diretamente ligada ao segmento, onde desenvolveu atividades ministeriais e construiu relações com lideranças religiosas em diferentes regiões do estado.

“Participar do CONFÉ é algo muito especial para mim. Nasci e fui criado dentro da igreja, e tenho uma profunda gratidão por tudo que aprendi através da fé cristã. Ver tantas pessoas reunidas para adorar a Deus e fortalecer seus valores é motivo de alegria e renovação da nossa esperança. O CONFÉ representa a força da igreja, da família e dos princípios que ajudam a transformar vidas”, disse Pedro Filho.

Atualmente vereador em Assú e pré-candidato a deputado federal, Pedro é reconhecido como uma das jovens lideranças evangélicas em ascensão no RN. Sua atuação tem sido marcada pela defesa da família, da liberdade religiosa e dos valores cristãos, pautas que também estão presentes na essência do CONFÉ.

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Política

VÍDEO: Em conversa no G7, Lula diz que “nunca foi esquerdista”

 

Em uma conversa durante uma reunião da cúpula do G7 na França, nesta quarta-feira (17/6), o presidente Lula afirmou que “nunca foi esquerdista”.

No momento da fala, o petista conversava com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o atual chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

No trecho vazado, Lula começa explicando que governos de direita, como os republicanos nos Estados Unidos e os conservadores na França, permaneceram mais tempo no poder que governos de esquerda.

O petista diz que demonstra que “o mundo não é de esquerda”, mas “de meio”. A chefe do FMI, então, relembra que, quando Lula foi eleito em 2003, havia uma expectativa de que ele fosse “um esquerdista”, o que não se confirmou.

“Mas eu nunca fui esquerdista”, responde Lula. “Eu era um dirigente sindical com uma belíssima relação com o sindicalismo alemão. Tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano. Tinha uma relação boa com a UGT da Espanha”, respondeu o presidente.

Lula lembrou ainda que chegou a ser tratado como “anticomunista” na década de 1980, após recusar um convite para participar de um congresso na União Soviética e realizar uma viagem pela Europa em busca de apoio internacional.

“Em 1980, tinha um congresso na Rússia para o qual fui convidado. Eu não fui porque havia sido condenado pela Lei de Segurança Nacional. Fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade. E aí passei a ser tratado como anticomunista”, disse o petista.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Esse milagre sempre acontece em época de campanha, conversinha mole para os jegues murchar as orelhas e zurrar.

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