Jornalismo

E-mail reforça elo do MBL com site que amplificou ‘fake news’ contra Marielle

A relação entre o Movimento Brasil Livre e o site Ceticismo Político e seu dono, Luciano Ayan, responsável por impulsionar uma campanha de “fake news” contra Marielle Franco, é mais sólida do que eles admitem, indica a reação a uma apuração do GLOBO. Oficialmente, o MBL afirma não ter ligação com o Ceticismo Político e tampouco conhecer Ayan. Mas um e-mail enviado pelo GLOBO ao MBL, com questões sobre a onda difamatória contra a vereadora executada, foi publicado horas depois na página do Ceticismo Político.

A cronologia da troca de mensagens e de sua divulgação reforça a suspeita de uma ligação entre os dois grupos. O e-mail de O GLOBO foi enviado para o MBL às 10h29 de quinta-feira. Pouco depois, às 10h44, outra mensagem, com perguntas diferentes, foi remetida para Ayan. O GLOBO não recebeu resposta de Ayan. Na tarde de quinta-feira, às 15h10, um dos coordenadores do MBL, Renato Battista, ligou para a redação do GLOBO para responder às perguntas enviadas pela manhã. Na conversa, ele negou conhecer Luciano Ayan.

Horas mais tarde, o Ceticismo Político publicou a mensagem enviada pelo GLOBO ao MBL. Na postagem, o site responde às perguntas feitas ao MBL. O autor do texto publicado no Ceticismo Político, que não é assinado, negou que o site seja alimentado por algum integrante do MBL e disse que a relação entre o grupo e Luciano Ayan “é extremamente positiva”. O conteúdo foi postado pelo Ceticismo Político em seu Facebook e, um minuto depois, na página do MBL na rede social, com comentários idênticos.

Não está claro como o e-mail enviado pelo GLOBO ao MBL foi repassado, pouco tempo depois, para o Ceticismo Político, já que o Movimento Brasil Livre negou ter relação com a página. Na publicação do e-mail enviado pelo GLOBO ao MBL, o responsável pelo Ceticismo Político diz que a mensagem foi compartilhada com ele por “integrantes do grupo”.

O Ceticismo Político, por seu lado, admite ter relação com o MBL, embora negue qualquer ingerência. “O que é retuitado e republicado é o conteúdo do site Ceticismo Político, que é primariamente publicado na página de Facebook Luciano Ayan, mas também em outras páginas. A relação entre MBL e Luciano Ayan é extremamente positiva, principalmente desde novembro de 2014”, escreveu o Ceticismo Político.

Na postagem, o site diz ainda que Luciano Ayan faz parte da equipe de administradores do Ceticismo Político:

“Existe o perfil Luciano Henrique Ayan, para o qual foi criada há tempos a página de Facebook Luciano Ayan. A página de Facebook Luciano Ayan publica conteúdo do site Ceticismo Político, que é administrado por uma equipe, entre os quais se inclui o próprio Ayan (que já não administra o site desde meados de 2017)”, diz o novo texto.

O Ceticismo Político é um site administrado por Luciano Henrique Ayan — não há fotos de Ayan nem referências a esse nome em bancos de dados públicos. Luciano Ayan tem o domínio ceticismopolitico.org desde novembro de 2017. O site está registrado por uma empresa com sede na Dinamarca, usada para manter oculto o nome verdadeiro do proprietário do domínio. Ayan já usou o artifício em outras ocasiões. Antes, ele manteve o Ceticismo Político com outro endereço — o ceticismopolitico.com. Na ocasião, o domínio estava registrado por uma empresa do Canadá, também usada para esconder o proprietário real do site. Sem revelar a real identidade, Ayan também não exibe fotos em suas contas nas redes sociais. Além da página do Ceticismo Político no Facebook, que tem 105 mil seguidores, ele mantém o perfil Luciano Henrique Ayan, com cerca de 2,4 mil seguidores.

POST É NOVAMENTE COMPARTILHADO DE FORMA IDÊNTICA

O novo post do Ceticismo Político foi publicado pelo perfil de Luciano Ayan às 20h22* de quinta-feira. Um minuto depois, o post foi publicado, de forma idêntica, pelo MBL, no Facebook. Assim como no post sobre Marielle, o MBL voltou a usar o mesmo comentário escrito por Ayan: “O Jornal O Globo apelou e agora toma uma baita invertida. Veja aqui a antecipação de uma notícia falsa que querem publicar. Mas já estão desmascarados de largada.”

O GLOBO entrou novamente em contato com Renato Battista, um dos coordenadores do MBL, na tarde desta sexta-feira. Batista disse que não conhece Ayan pessoalmente, mas que a pergunta teria que ser feita a outros membros do grupo. Ele foi perguntado sobre o compartilhamento do novo texto e do e-mail enviado ao MBL, mas não respondeu.

— Minha resposta para O GLOBO é essa: eu prefiro não ficar dando entrevistas para um jornal que publica notícias falsas, que eu acho que é um dos maiores disseminadores de notícias falsas na rede — disse Battista.

Outros líderes do grupo, como Kim Kataguiri e o vereador de São Paulo Fernando Holiday, foram procurados, mas não atenderam às ligações.

O MBL ajudou a propagar o alcance de um link com notícias falsas do Ceticismo Político sobre Marielle, ao publicá-lo com um cometário idêntico ao de Ayan: “Isso é complicado. Bem complicado…”. A postagem do grupo chegou a alcançar 33 mil compartilhamentos. O post, no entanto, foi apagado pelo grupo horas depois. O texto de Ayan foi compartilhado mais de 360 mil vezes no Facebook, da tarde da última sexta-feira até quinta. No Twitter, a informação gerou mais de um milhão de impressões — conceito que leva em conta o número de vezes que a mensagem aparece na linha do tempo dos usuários — entre sexta passada e o último domingo.

VEJA TAMBÉM: Justiça manda Youtube retirar do ar vídeos com ofensas a Marielle

O MBL diz que o texto do Ceticismo Político repete informações da jornalista Mônica Bergamo, da “Folha de S.Paulo”, que noticiou os comentário da desembargadora Marília Castro Neves no Facebook. O texto publicado pela “Folha” citava o que havia sido escrito pela magistrada e informava que um grupo de advogados tinha se mobilizado para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se pronunciasse sobre o caso. O Ceticismo Político, no entanto, subverteu o texto original e deu um novo título: “Desembargadora quebra narrativa do PSOL e diz que Marielle se envolvia com bandidos e é ‘cadáver comum’”. Ao citar a reação de advogados, o site afirmou que se tratava de manifestação da “extrema esquerda”.

Dados levantados pelo Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) mostram que o texto do Ceticismo Político que ajudou a disseminar a campanha difamatória contra Marielle já foi compartilhado mais de 360 mil vezes no Facebook, ocupando o primeiro lugar entre as publicações que abordaram as relações falsas entre Marielle e o crime organizado.

No Twitter, em três dias (entre sexta-feira passada e o último domingo), a informação divulgada pelo site gerou mais de um milhão de impressões — um conceito que leva em conta o número de vezes que a mensagem aparece na linha do tempo dos usuários do microblog.

(Atualização: A primeira versão deste texto informava que o Ceticismo Político publicou link “às 16h22 de quinta-feira”, conforme exibido no Facebook com fuso horário diferente do horário oficial de Brasília. O horário correto é 20h22. Esta reportagem foi atualizada às 21h10.)

 

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Kim Kataguiri deve ser realmente muito inteligente. Ele, juntamente com o MBL, conseguiu fazer com que O Globo e a Veja se sentissem incomodados. Há centenas de sites veiculando fakenews, mas a Veja e o Globo só se preocupam com o MBL. POR QUE SERÁ??
    Não me preocupo muito. Isso significa que os meninos estão com apoio na sociedade, enquanto a Veja e o Globo só perdem assinantes.

  2. Kim Kataguiri deve ser realmente muito inteligente. Ele, juntamente com o MBL, conseguiu fazer com que O Globo e a Veja se sentissem incomodados. Há centenas de sites veiculando fakenews, mas a Veja e o Globo só se preocupam com o MBL. POR QUE SERÁ?
    Não me preocupo muito. Isso significa que os meninos estão com apoio na sociedade, enquanto a Veja e o Globo só perdem assinantes.

  3. Movimento disseminador de ódio! O que eu fico impressionado é o Sr. Flávio Rocha estar envolvido com esse tipo de gente, que reclama da esquerda mas faz exatamente a mesma coisa, ou será que eles não sabiam que o Cunha e o PMDB era um covio de bandidos e viraram carne e unha pra tirar Dilma da Presidência??!!

    1. O PT e seus asseclas sempre pregando o ódio e repetidas vezes falando de Golpe . Golpe é o que causaram ao nosso País

    1. Presente. O MBL não veiculou fake news coisa nenhuma. Se alguém repercute que fulano de tal
      disse que a Terra é plana, divulgar o fato de fulano ter feito essa informação não é fake news.
      Foi justamente o que aconteceu em relação à declaração destrambelhada da desembargadora.
      Interessante como o MBL passou a ser mais atacado depois que fez a convocação contra o HC de Lula no Supremo.

  4. Que silêncio. Pensei que os gremilis eleitores de Adolf Bolsomito e os manifestoches falariam alguma coisa.
    Mas a falência e iniqüidade humana é soberana nessas pessoas.

    1. Acho que o unico bandido que deve se referir, sao aqueles que ja foram condenados por corrupcao pela justiça: lavagem de dinheiro e que ainda continuam soltos pela impunidade do nosso sistema, propagando o ODIO. Falo do corrupto Lula, condenado a 12 anos e ainda respondendo de 5 a 6 processos; desde formacao de quadrilha, e outros supostos crimes que se incluem ocultacao de patrimonio. Alguns ex-amigos de lula, ja se encontram presos (falo de henriquinho e eduardo cunha, que eram lideres do congresso no governo petista), mas com risco de serem soltos. Ao chamar outra pessoa por um termo nazista (Adolf), lembre-se que os nazistas procuravam usar a midia pra propagandear o ODIO. Algo que os petistas fazem muito bem em seus discursos de extrema esquerda, o 'nós contra eles'. Nazismo ou Fascismo, nunca foram exclusivos de extrema-direita, foram mais usados pela extrema-esquerda. ALias, confunde muito seus significados, porque nao verdade nao tem haver com partidos, mas com comportamento. Bandido é lula e seus metodos de cooptacao, simbolos, lavagem cerebral etc.

  5. Não fico nada surpreso com publicações feitas, compartilhadas, ou que envolvem a sigla MBL com mentiras, terrorismo, disseminação do caos… Pra mim, essa coisa chamada MBL deveria ter suas portas fechadas. Acompanho eles desde pouco tempo após sua criação, é impressionante como lá tudo é maquiado com algum interesse claro pra algo ou alguém, fazem parte do velho quadro do mal "imprensa marrom".

    Eu não tenho envolvimento em nada nessa loucura que vive a política no Brasil de uns anos pra cá, mas o MBL nada mais é do que um instrumento usado para alimentar a divisão instalada no país com muito ódio em tudo que representa a esquerda, assim como tem também os portais e sites de notícias que fazem o contrário contra a direita… O mais engraçado, é que nesse país andamos longe de termos ideologia política rsrsrs, aqui é só lama, corrupção, defesa dos próprios interesses… Triste futuro pra essa nação… Muito preocupante pensar como estaremos daqui alguns anos.

  6. Sabe o que é isso? É o grupo Globo tentando justificar a sua perda de influência ao tentar canonizar a vereadora. Ayan e o MBL podem ter as ligações que quiserm.

  7. Aqui é acular, um ou outro desavisado repassar um fake, vá lá. Mas MBL e os demais… é inadmissível.

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Geral

Careca do INSS acertou com amiga de Lulinha ações para ‘abrir portas’ no governo federal

Edilson Rodrigues / Agência Senado

Conversas da lobista Roberta Luchsinger obtidas pela Polícia Federal mostram o planejamento de ações para “abrir portas” no governo federal aos negócios do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, investigado por suspeita de liderar um esquema de desvios de aposentadorias e pensões. Os diálogos foram usados para embasar as novas investigações sobre a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula. Roberta é amiga de Lulinha, como é conhecido Fábio Luís.

Nos diálogos, o Careca do INSS sugere a Roberta que ela buscasse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), menciona acesso a diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cita uma investida na Datapreve diversos outros negócios que seriam oferecidos ao governo federal. Lulinha é alvo de dois inquéritos abertos pela Polícia Federal com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar tráfico de influência no Ministério da Saúde e na Dataprev.

O Estadão teve acesso a relatórios da PF produzidos no final do ano passado contendo mensagens inéditas trocadas entre Roberta Luchsinger e o Careca do INSS. O material, em conjunto com outros elementos obtidos da quebra do sigilo telemático de Roberta, foi usado pela PF para pedir a abertura das investigações sobre tráfico de influência de Lulinha e seus aliados no governo do pai dele. Os inquéritos foram abertos na semana passada.

Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele “não tem relação direta ou indireta com os negócios de Roberta Luchsinger”, classificou as investigações da PF de “pesca probatória” e disse que a abertura de novos inquéritos sobre outros assuntos comprova que não foi encontrada nenhuma relação do filho do presidente com os desvios do INSS. A defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou. A advogada do Careca do INSS, Danyelle Galvão, afirmou que a defesa não teve acesso à investigação nem ao conteúdo do celular dele e por isso não iria se manifestar. Alexandre Padilha afirmou por meio de sua assessoria que não recebeu Roberta nenhuma vez no Ministério da Saúde após ter assumido a pasta em março de 2025 (leia ao final).

As conversas ocorreram a partir de maio de 2025, pouco depois que o Careca do INSS havia sido alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Por causa disso, ele passou a discutir com Roberta Luchsinger um plano de colocar outras pessoas à frente dos negócios, depois que ele foi exposto por causa da operação policial. Mesmo assim, o Careca do INSS continuou fazendo planos para o avanço dos negócios com o governo federal.

Em 8 de maio de 2025, o Careca do INSS enviou uma longa mensagem a Roberta Luchsinger resumindo todos os planos de negócios discutidos entre eles. Na mensagem, ele cita um negócio de cannabis medicinal que tentava implantar no Brasil e afirma que atuava também para um laboratório químico de Goiás na prospecção de negócios no Ministério da Saúde para venda de kits de dengue e de um suplemento alimentar infantil. A PF já abriu um inquérito para apurar se esses negócios na área da Saúde tiveram a participação de Lulinha e resultaram em crimes de tráfico de influência e outros delitos.

Estadão

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Geral

Análise: Jornalista William Waack aponta interesse do STF nas eleições por causa de luta pelo poder

Reprodução / CNN

Em uma análise realizada na CNN Brasil, o jornalista William Waack comentou sobre um possível interesse do Supremo Tribunal Federal (STF) nas eleições devido a uma “luta pelo poder”.

“​”A todos vale a presunção de inocência, e por isso que não se pode tratar Lula, filho do presidente Lula, ou qualquer outra pessoa, chamado como culpado até seja investigado, caso necessário, julgado, eventualmente condenado.”, afirmou o jornalista.

Ainda de acordo com Waack, do ponto de vista político, porém, a abertura de um terceiro inquérito da Polícia Federal contra o filho do presidente por suspeita de tráfico de influência já causou considerável abalo político.

​”Não, não é só a questão eleitoral, isso aí é para lá de óbvio. É a oposição ao presidente, mas não é só isso. É a questão do funcionamento das instituições de Estado, é isso que está em jogo agora.”, disse o apresentador da CNN.

Waack disse ainda que é no Supremo que se concentram hoje não só as investigações dos principais escândalos do país, assim como personagens centrais das investigações, como o Careca do INSS, que surge com insistência numa espécie de triangulação envolvendo Lula e a empresária amiga, segundo as investigações da Polícia Federal.

​”O interesse do Supremo nisso tudo é político. Uma das alas da corte tem enorme apreensão com as eleições, portanto, com tudo o que possa influenciar de alguma maneira nessa decisão… E qual o interesse do STF nas eleições? A sobrevivência do grupo”, concluiu o jornalista.

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Geral

Cadu Xavier e Fátima Bezerra devem desculpas a Walter Alves?

Durante a audiência com representantes do Governo Fátima Bezerra (PT) nesta segunda-feira (03), na Governadoria em Natal, lideranças sindicais ouviram relatos que os deixaram apreensivos, em relação às dificuldades para funcionários ativos e inativos do Estado. Um cenário que tinha sido previsto e antecipado pelo vice-governador Walter Alves (MDB). Em vários pronunciamentos nos primeiros meses do ano, ele previu atrasos salariais e maior comprometimento do erário, com agravamento de crise fiscal.

De acordo com o blogueiro Carlos Santos, em uma audiência foi deixado claro que a regularização dos empréstimos consignados com repasses às instituições financeiras, só deverá ocorrer até 10 de dezembro. A promessa era de que tudo seria normalizado até dezembro de 2025. Bateu um ano que estado recolhe do servidor e não repassa em dia aos bancos/financeiras mês a mês.

Em relação ao 13º salário, ainda não há previsão de pagamento, embora a legislação estabeleça o prazo até 20 de dezembro. Nos últimos anos, parte desse compromisso tem ficado para o início de janeiro do exercício financeiro seguinte.

Sobre pagamento salarial que tem atrasado, com especial problema para aposentados e pensionistas é previsto que o problema vai continuar.

Rombo

O déficit financeiro/mês do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN) é de cerca de R$ 150 milhões, enquanto o déficit atuarial total (a dívida acumulada para garantir pagamentos futuros) passa de R$ 55,94 bilhões.

“A chance de atraso salarial é zero”, chegou a afirmar em entrevistas o atual pré-candidato a governador pelo governismo, então secretário de Estado da Fazenda, Cadu Xavier (PT).

A governadora Fátima Bezerra foi até mais além, julgando que tudo estava sob controle, além de acusar o vice-governador de participar de manobra para favorecer a oposição, ao não aceitar assumir governo.

Diante desse cenário, o mínimo que Cadu e Fátima deveriam fazer seria pedir desculpas ao ex-vice governador Walter Alves.

Blog Carlos Santos

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Vídeo registra agressões físicas entre jipeiros em Ponta Negra

Uma confusão envolvendo jipeiros foi registrada na manhã desta segunda-feira (3), em Ponta Negra. De acordo com relatos de testemunhas, a discussão evoluiu para agressões físicas entre os envolvidos.

Segundo as informações que circulam nas redes sociais, um dos participantes seria policial penal e estaria armado no momento da confusão. Apesar da tensão, não houve registro de disparos ou de feridos graves.

Logo após o incidente, imagens que circulam nas redes sociais mostram um veículo da Polícia Penal na região onde a confusão aconteceu. No entanto, não há confirmação oficial de que a presença do veículo esteja relacionada diretamente à ocorrência.

O episódio chama a atenção para a necessidade de medidas que evitem novos confrontos entre grupos de jipeiros, especialmente para impedir que situações como essa possam resultar em consequências mais graves.

Até o momento, não foram divulgadas versões oficiais sobre o caso nem informações sobre eventuais providências adotadas pelas autoridades.

Todo Natalense

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Lula x Flávio: cenário é acirrado nos maiores colégios a 2 meses da eleição

Arte / Metrópoles

A dois meses das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em oito estados no primeiro turno, de acordo com pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente. Em outras seis unidades da Federação, a disputa entre presidenciáveis se mostra acirrada e registra empate técnico, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera em dois estados.

O levantamento do Metrópoles considerou pesquisas eleitorais divulgadas nas últimas duas semanas em 16 estados brasileiros. Portanto, 11 unidades da Federação ficaram fora: Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.

O cenário atual indica indefinição nos maiores colégios eleitorais e principais palanques almejados pelos presidenciáveis. Em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — que concentram 63,3 milhões de eleitores —, as pesquisas registram empate técnico.

Nos casos de São Paulo e Rio de Janeiro, o filho de Jair Bolsonaro lidera numericamente, dentro da margem de erro, segundo levantamentos Genial/Quaest divulgados na última semana. Já em Minas Gerais, Lula aparece à frente por um ponto de diferença.

Os dados também mostram a hegemonia do petista em estados da Região Nordeste, com índices acima de 50% em Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Significa que, se a eleição fosse hoje e dependesse desses estados, acabaria no primeiro turno.

Entre os estados analisados, Flávio lidera em dois deles — no Acre, ele venceria no primeiro turno, de acordo com sondagem da AtlasIntel publicada na segunda-feira (3/8).

Metrópoles 

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RN tem menor aplicação de recursos na saúde dos últimos 10 anos

Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi

O Rio Grande do Norte registrou, no primeiro semestre de 2026, a menor aplicação de recursos próprios em saúde dos últimos dez anos.  A informação foi divulgada pelo jornal Tribuna do Norte, com informações do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), que apontou que o Estado destinou 7,04% das receitas vinculadas à área até junho. O resultado ocorre em meio às discussões sobre a situação fiscal do Estado e, segundo especialistas, amplia os desafios para o financiamento da rede pública de saúde.

O percentual de 7,04% mostra quanto das receitas de impostos e transferências constitucionais foram efetivamente aplicadas em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), conforme determina a Lei Complementar nº 141/2012, que deve atingir 12% até o final do ano.

O número representa a parcela das receitas de impostos e transferências constitucionais que já foi destinada à saúde ao longo do exercício. Quanto maior o percentual, maior a proporção da arrecadação própria do Estado aplicada em ações e serviços públicos de saúde.

O vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), Arthur Néo, explica que adiar a execução orçamentária da saúde para os últimos meses do ano aumenta os riscos para o funcionamento da rede de atendimento. “O Estado precisará praticamente dobrar o ritmo de execução orçamentária no segundo semestre. Isso gera gargalos burocráticos, pressão sobre as comissões de licitação e maior risco de contratações apressadas e ineficientes”, afirma.

Ele também avalia que a saúde pública depende de um fluxo contínuo de recursos e não pode ser tratada como uma despesa que pode ser postergada sem impactos diretos sobre a população.

“A concentração de liquidações no final do ano costuma resultar em um volume elevado de obrigações inscritas em restos a pagar. Se não houver disponibilidade financeira correspondente ao fim do ano, transfere-se o ‘déficit oculto’ para o ano seguinte, empurrando a crise fiscal em bola de neve”, afirma Néo.

As despesas em saúde somaram R$ 668 milhões nos seis primeiros meses de 2026. Em 2026, o valor mínimo que deve ser aplicado até o final do ano em saúde é de R$ 1,138 bilhão, aponta o RREO. Até 2023, o Estado chegava ao fim do primeiro semestre com cerca de 11%. Desde 2024, o índice vem caindo.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) disse que a não regularização dos sequestros judiciais realizados na conta única do Estado impacta diretamente o percentual. E, durante os primeiros meses do ano, é priorizado o pagamento de despesas inscritas em restos a pagar.

A Sesap informou ainda que vem adotando medidas para cumprir o mínimo constitucional de aplicação em saúde até o fim do ano. Entre elas estão o monitoramento da execução orçamentária, a aceleração da liquidação de despesas e a regularização dos bloqueios e sequestros judiciais.

A Tribuna do Norte questionou a pasta sobre quanto foi pago em restos a pagar no primeiro semestre de 2026. Mas não houve resposta.

Segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), Giana da Escóssia Melo, a redução dos investimentos se reflete na escassez de insumos, na sobrecarga das equipes médicas e no represamento de atendimentos. “A gestão dos recursos da saúde exige prioridade absoluta, planejamento rigoroso e responsabilidade contínua”, defende.

Para o conselho, embora a situação fiscal do Estado possa afetar a capacidade de custeio e investimento, a saúde deve ser tratada como prioridade orçamentária. “Quando restrições fiscais passam a comprometer a manutenção básica de hospitais, o abastecimento de medicamentos e a regularidade do pagamento de prestadores e profissionais, fica claro que a crise financeira ultrapassou os limites administrativos e atingiu a ponta do atendimento”, revela Melo.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento sobre a aplicação de recursos na saúde para acompanhar a execução orçamentária e financeira dos recursos destinados à Sesap.

O procedimento considera que o RN tem apresentado evolução abaixo da esperada no cumprimento do percentual mínimo constitucional de aplicação em saúde. Segundo o Ministério Público, o Estado vem registrando uma média de investimentos próprios em ASPS inferior à de outros estados do Nordeste.

No documento, a promotoria destaca que a previsão orçamentária para a saúde em 2026, apresentada durante reunião do Conselho Estadual de Saúde, foi de R$ 3,579 bilhões, equivalente a 12,5% das receitas estaduais estimadas para o setor.

O procedimento também menciona preocupações levantadas por conselheiros estaduais de saúde durante a discussão do orçamento de 2026, incluindo a redução de dotações previstas para algumas áreas em comparação com a Lei Orçamentária de 2025 e a necessidade de diálogo com parlamentares sobre os recursos destinados ao setor.

Diante desse contexto, o Ministério Público mantém o acompanhamento da execução orçamentária da saúde para verificar se o Estado assegura recursos suficientes para garantir a prestação dos serviços. Uma nova reunião deve acontecer no dia 6 de agosto para discutir o tema.

Saúde tem dívida de R$ 545 milhões

A Sesap acumula R$ 545,31 milhões em restos a pagar processados, que correspondem a despesas já liquidadas — ou seja, com o serviço prestado ou o bem entregue, mas que ainda aguardam pagamento.
Para o economista Arthur Néo, o baixo percentual de aplicação de recursos na saúde reflete a crise fiscal enfrentada pelo Estado. “Do ponto de vista da economia do setor público, esse indicador reflete o estrangulamento de caixa e a severa rigidez orçamentária do Estado”, alerta.

O economista avalia ainda que o problema não está na arrecadação, que continua crescendo em termos nominais, mas na falta de fluxo de caixa para manter os pagamentos da saúde em dia.

Em resposta à Tribuna do Norte, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) afirmou que o percentual de aplicação de recursos em saúde apurado ao longo do semestre representa apenas um acompanhamento parcial da execução orçamentária e não indica, por si só, o cumprimento ou descumprimento do mínimo constitucional.

A secretaria citou como exemplo o ano de 2018, quando o Estado registrava um dos maiores percentuais de aplicação até o terceiro bimestre, mas encerrou o exercício com 10,58%, abaixo do mínimo constitucional.
A Sefaz acrescentou que, desde 2019, o RN tem cumprido a exigência constitucional de destinar pelo menos 12% das receitas próprias às ações e serviços públicos de saúde.

Recursos

Percentual aplicado em saúde no primeiro semestre

2016 10,93%
2017 11,09%
2018 12,90%*
2019 9,84%
2020 12,10%
2021 11,08%
2022 11,25%
2023 11,11%
2024 9,65%
2025 7,78%
2026 7,04%

*O número referente a 2018 não constava no relatório e foi calculado manualmente.

Amanda Miranda / Tribuna do Norte

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Geral

Coronel amigo de operador do PCC cuidou da segurança de Moraes em São Paulo

Reprodução / PF

O coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins, descrito em investigação da Polícia Federal (PF) como amigo de dois suspeitos de operar movimentações financeiras para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), atuou como chefe da assessoria militar da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

De acordo com publicações de gratificações no Diário Oficial do Estado, Pereira Martins ocupou a função pelo menos entre outubro de 2014 e dezembro de 2016, período que engloba as gestões do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e de seu sucessor, Mágino Alves Barbosa, à frente da pasta.

Atualmente, Barbosa atua como advogado no escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes. Segundo ele, o coronel foi designado para a função na gestão de Fernando Grella, que assumiu a SSP em 2012, e permaneceu à frente da assessoria militar da pasta até 2016.

A Assessoria Policial Militar tem como atribuição realizar a segurança física do prédio da SSP e “garantir a proteção pessoal do titular da secretaria” quando determinado, além de atuar como um assessor direto do secretário em assuntos relacionados à Polícia Militar.

Investigação da PF

A PF identificou conversas entre o coronel e os operadores Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins datadas até novembro de 2023. Em uma delas, Pereira Martins convidou Cléber para sair com “amigos da minha turma de coronéis”.

O relatório define o oficial como “grande amigo” da dupla, presa em 21 de julho em operação do Ministério Público de São Paulo, e afirma que ele “parece abrir portas na corporação PMESP para Cléber e o grupo”. Embora citado, Pereira Martins não foi preso e também não está entre os acusados de integrar o núcleo financeiro.

A análise foi baseada em mensagens, áudios, fotografias e documentos extraídos de celulares apreendidos com os operadores. O relatório também examinou a hipótese de pagamentos a oficiais da PM, mas informou não haver elementos suficientes para confirmá-la quando o documento foi concluído, em novembro de 2024.

Segundo o documento, o coronel da reserva também aparece em mensagens tratando do uso das colônias da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo (AOPM), entidade na qual é diretor.

Em nota, a AOPM afirma que o coronel “não tem sobre si qualquer indício de práticas ilícitas” e que os fatos apontados demonstram que o Coronel Pereira “mantinha relações sociais e de amizade com pessoas num período em que sobre elas não pairavam quaisquer suspeitas de todos ao seu redor”.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o coronel da reserva está na inatividade desde abril de 2019 e não exerce funções na Polícia Militar. “A SSP não compactua com desvios de conduta. Eventuais responsabilidades serão apuradas com rigor, observados o devido processo legal e a autonomia das investigações”, disse a pasta.

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Geral

Viralizou: Perfil do Instagram divulga suposto Campeonato de Manicaca em Grossos

O perfil joãocarlos_oficial1, que é uma página de humor da cidade de Grossos, divulgou nos últimos dias a suposta realização de um Campeonato de Manicaca, que seria realizado no município.

Segundo a postagem, o vencedor levaria para casa uma premiação de R$ 3.000 e os participantes ganhariam uma camisa personalizada com a frase: “Quem manda em mim é a minha mulher”.

Ainda não há informações sobre datas e horários, mas quem se enquadrar no perfil deve ficar atento às atualizações.

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Geral

Ministro da Justiça despacha pedido de Lulinha para apurar vazamentos

 BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, despachou o pedido da defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para investigar o suposto vazamento de dados do inquérito da Farra do INSS. Segundo fontes do ministério, os advogados de Lulinha estiveram na sede da pasta na segunda-feira (3/8) e protocolaram formalmente o pedido de investigação, revelado pela coluna.

Após o protocolo, o ministro da Justiça encaminhou o documento para a Corregedoria-Geral da Polícia Federal (PF), seguindo o mesmo fluxo institucional adotado em casos semelhantes, segundo aliados de Lima e Silva.

Como noticiou a coluna, a estratégia da defesa de Lulinha de provocar o Ministério da Justiça não foi por acaso. O objetivo foi fazer com que Wellington se posicione sobre o assunto.

Até agora, Wellington vinha tentando se distanciar da disputa entre a PF e o STF, embora a corporação seja subordinada ao ministério. Essa postura incomodou os advogados do Lulinha e integrantes do governo.

Além do Ministério da Justiça, a defesa do filho mais velho do presidente Lula acionou diretamente a Corregedoria da PF para pedir a investigação do suposto vazamento de dados sigilosos.

Metrópoles 

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Política

Governo Fátima ignora cláusula que permite conceder Aeródromo de Caicó à iniciativa privada

Foto: Divulgação

O Blog do BG obteve uma cópia do convênio de delegação assinado em 2012 pela União com o Governo do Estado para exploração pelo prazo de 35 anos do Aeródromo de Caicó. Na cláusula quarta, o documento prevê que a gestão estadual poderia repassar a operação do equipamento à iniciativa privada, através de licitação, sem perder a responsabilidade sobre o aeródromo.

O aeródromo estava fechado desde janeiro de 2022, mas tinha sido reaberto graças à iniciativa da Associação Comunidade Aeronáutica de Caicó, que conseguiu a liberação junto à Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

O Governo do Estado, no entanto, conseguiu que o aeródromo fosse fechado de novo pela ANAC. Em vez de buscar uma solução em parceria com iniciativa privada, como prevê o convênio, a gestão petista acha melhor que o equipamento continue sem funcionar, quando poderia estar estimulando o desenvolvimento da região.

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