Ao discurso se recorre nas horas mais adversas que um governante possa imaginar. À palavra se recorre para comemorar e se lamuriar, sobretudo em política, onde o dito termina por não dito e promessas são frequentemente descumpridas.
Em crise diante da sociedade e dos poderes constituídos, o Governo do Rio Grande do Norte deu hoje mais uma demonstração inequívoca de como as palavras são jogadas ao vento com naturalidade incomum.
Entre fevereiro e julho, ao Rio Grande do Norte foram apresentadas duas perspectivas financeira, pinceladas ao sabor da governadora Rosalba Ciarlini, que apareceu para prometer o que não vai cumprir, mas empurrou um secretário para falar em seu lugar na hora do aperto.
Quem padecer de memória curta é só clicar aqui para ver a mensagem anual da governadora à Assembleia Legislativa no início do ano. Lá, ela desenhou um Rio Grande do Norte que nunca vai sair da mensagem, pelo menos não em seu governo. Foi nesse texto que a governadora prometeu revolucionar educação, saúde, saneamento, investimentos em mão de obra etc etc etc.
De lá para cá? Ah, a crise…
Do dia para a noite, as promessas ruíram e foram reduzidas ao que realmente significavam: nada.
A pretexto de apresentar uma justificativa, a governadora empurra um auxiliar, Obery Rodrigues, para que ele seja alvejado publicamente por questionamentos sobre a crise entre os poderes e para que ele passe recibo aos demais ordenando os cortes.
A crise financeira não aconteceu repentinamente. É resultado do acúmulo de meses de má gestão deste e do governo passado. Erros que agora são potencializados diante de uma gestão sem capacidade de articular soluções, sem capacidade de ouvir interlocutores antes de agir.
O resultado é que o maior credor agora do estado é o maior caloteiro. O governo do RN tem pendências com vários fornecedores, não de agora, mas de muito tempo, que tiveram a vida prejudicada, alguns inclusives com serias dificuldades financeira. Para esses, não ouvimos uma palavra sequer do governo.
Apesar de serem necessárias, as medidas de austeridade se apresentam como paliativo para um quadro de crise que se anunciava. O governo nãos se preparou, o que não é surpresa alguma considerando a clara falta de planejamento dessa gestão.
Nos últimos anos, não temos um único projeto nesse estado que tragam divisas para o Ereeeeennneeee, agora conchavos políticos, esses todos os dias assistimos.
Viva os Potiguares desassistidos de tudo…

Pura má gestão. De anos!!! O Tribunal de Justiça totalmente atolado com as gratificações desenfreadas que direcionou aos filhos dos desembargadores durante anos, o ruim foi os demais servidores entrarem com ação no próprio TJ para ganhar equiparação, todos concedidos, inclusive os que não entraram com processo administrativo. Resultado: folha totalmente inchada e servidores ANALFABETOS ganhando R$ 16 mil. O Tribunal de Justiça vive como se estivesse em 2025.
O Ministério Públic vive situação semelhante. As verbas indenizatórias dos Promotores e procuradores são altíssimos. E pela regra do equilíbrio orçamentário é que o MP também cobra os mesmos benefícios do TJ.
O problema é realmente a falta de peito do governo. É uma gestão que está com o rabo preso. Se a governadora corta o repasse o TJ coloca em pauta os processos que há contra ela, enquanto o MP ameaça mais investigações.
Rosalba tem duas escolhas: salvar a gestão dela ou salvar a própria pele, evitando que após o termino do seu mandato passe 10 anos recebendo processo na justiça. Ela escolheu a segunda opção.
Bruno, "O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER!"
Amigo, esse seu descurso esta um poço tendencioso para um chamado jornalismo imparcial. Nao to aqui defendendo governo algum, mas em todos os cantos esperanças são frustada, até mesmo em nossas casas, sempre fazemos planos no inicio do ano, mês, semana, mas nem sempre conseguimos cumprir com aquilo q prometemos a nos mesmo. E clara a situação de crise econômica que todo o pais vive, governos e prefeituras de toda a nação estao arrochados financeiramente, até o governo federal promovem um corte de 10bilhoes, como foi noticiado. Agora e impressionante como no Rn as coisas são tratadas de forma diferente, tudo levado para o lado politicagem, se analisar a realidade do assunto. Nao considero falta de gestão o caso do Rn, isso foi uma bomba q o atual governo já pegou armada e acabou de explodir. Os governos passados deixaram milhões em dividas e ninguém diz nada, quase nao pagam a folha de dezembro de 2010 e ninguém lembra mais, impressionante. Mas agora todo mundo sabe criticar e falar mal.
Nao vejo parcialidade ou tendencia. Todo blogueiro pode fazer comentários, não há mentiras neste texto, apenas relatos de quase 3 anos de promessas contraditórias. Houve muita promessa e jogo de culpa durante o periodo pré-campanha e a administração. Se você comprou uma casa com reboco caido e tres anos depois continua assim, não foi por falta de tempo. Se voce coloca sujeira debaixo do tapete, a sujeira se acumula. Falta gestão, execução, competência e coragem. O problema do funcionalismo publico é o inchaço da maquina em áreas inuteis com pessoal despreparado, muito simples de entender. Quando tiver oportunidade de viajar, vá aqui no Uruguai, terra dos pro-maconha, e visite o centro administrativo do país: um único prédio contem todos os ministérios do poder executivo, o superior tribunal federal é antigo e pequeno, poucos funcionários públicos e abrem de segunda a sexta, tem 3 e meio milhões de pessoas; compatível com o nosso RN, mas muito rico e competente em comparação. Aqui, este governo so sabe fazer propaganda cara e inutil do que não fez. Inaugurar um teatro apos 3 anos de construção? Corrida do fogo que ocorre ha mais de 10 anos (pago pelos corredores e patrocinadores privados)? isso é ação de governo que justifica gastar com propaganda?
Mas vc veja como são as coisas: os políticos só pensam na eleição futura; o povo só quer o melhor do governo, mas, na hora do voto é um fracasso; o perdedor só quer ganhar; muitos reclamam mas não largam a TETA, isso mesmo, a TETA da mãe chamada GOVERNO, aí, vem com lero lero. É muita demagogia!