Um desavisado que chegasse hoje ao Rio Grande do Norte e se deparasse com o programa eleitoral, iria jurar que o governador Robinson Faria e o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, disputam apenas entre si a vitória de que precisam.
O julgamento teria essecialmente como base o programa do ex-prefeito de Natal.
Segundo lugar nas pesquisas, Carlos Eduardo usa munição para atirar em Robinson, que está em terceiro.
Se a estratégia tem foco em converter a rejeição do governador em voto para o ex-prefeito parece uma manobra arriscada porque Fátima Bezerra vai serena em primeira lugar, sem ter os equívocos de sua campanha explorados nem por Robinson nem por Carlos Eduardo.
Os programas eleitorais de 2018 remontam, na verdade, a 2014. Assim como petralhas e coxinhas aprofundaram o racha do Brasil, os palanques de Henrique Alves, hoje representado por Carlos Eduardo, e Robinson Faria ainda não se desfizeram da eleição de 2014.
O tom de rancor com que se atacam transparecem tudo que o eleitor não gosta: as defesas em andamento são de projetos pessoais, pois os ataques têm caráter pessoal.
Esse cenário ajuda a entender porque nem Robinson nem Carlos Eduardo conseguem sair de onde estão, o que as pesquisas eleitorais têm refletido muito bem.
Apesar do ex-prefeito atacar o governador, não se pode dizer que este fique na inércia. Seus advogados têm, sem sucesso, apresentado pedido de direito de resposta dentro da propaganda de Carlos Eduardo.
A Justiça Eleitoral não tem acolhido os pedidos da defesa do governador por entender que as críticas feitas pelo ex-prefeito são pertinentes e não cabem direito de resposta.
Em resumo, se quiser responder, o governador precisará utilizar seu próprio espaço. Mas, ao contrário de Carlos Eduardo, prefere delegar essa função.
Fátima Bezerra gargalha.
Foto: Divulgação
Num bula não.
Na tv Robinson quase chora dizendo q não recebeu uma ligação de Carlos. Mendigando um carinho. Morri de pena.
A PIOR ESTRATÉGIA DE ROBINSON E CARLOS É O CONFRONTO ENTRE ELES.
FÁTIMA AGRADECE E PEDE QUE CONTINUEM ASSIM