Há uma guerra em andamento envolvendo integrantes do Poder Judiciário – leia-se o Tribunal de Justiça do Estado – e o Ministério Publico do Rio Grande do Norte.
O novo round tem como cenário o processo aberto com a operação Dama de Espadas, que investiga irregularidades cometidas pela então procuradora-geral da Assembleia Legislativa, Rita das Mercês Reinaldo. De quebra, tambem tem a delação premiada do filho dela, Gutson Reinaldo, acusado de desviar milhões do Idema.
Gutson não apresentou provas ao citar o desembargador Cláudio Santos, mas o ex-presidente do TJ terminou sendo citado na denúncia do Ministério Público. Cláudio Santos reagiu fortemente à menção do seu nome e disse que a conduta do MP está muito próxima do abuso de autoridade, principalmente pelo contexto que foi colocado na denúncia. Santos também desafiou o delator e o MP a apresentar provas de que ele praticou irregularidades.
Outro desembargador, Virgílio Fernandes de Macedo Júnior, é alvo de uma reclamação do MP junto ao Conselho Nacional de Justiça. Ele é acusado de ter concedido habeas corpus à ex-procuradora da Assembleia depois de ter indicado quatro pessoas para ocuparem cargos comissionados na Assembleia.
Virgílio Fernandes se defende. Alega que estava de plantão quando o pedido de HC foi impetrado e que a concessão obedeceu aos critérios técnicos e legais.
O desafio de Cláudio Santos foi lançado e a defesa de Virgílio Fernandes está pronta para ser apresentada no CNJ. Ambos prometem não parar por ai, estão indignados com o que chamam de “vazamento premeditado para emparedar o judiciário.”
Desembargadores acreditam que as ações e menções contra membros do Poder Judiciário e até a citação sobre o governador Robinson Faria, que tem prerrogativa de foro, fazem parte de uma ofensiva de setores do MP para desviar a atenção do próprio Ministério Público, cuja imagem anda na berlinda depois do atentado de um servidor e das revelações e denuncias constantes sobre o péssimo relacionamento entre promotores e servidores. A fase não está fácil para o MP e os bastidores do recente processo eleitoral mostraram isso. O próprio Procurador Geral, Rinaldo Reis atualmente está respondendo uma ação cível.
A quem servem as denúncias, citações e menções sem provas contra integrantes do Poder Judiciário?
Aguardemos os próximos atos desta batalha.
Parte de uma guerra que nem pode ser chamada de surda.
É aberta mesmo.
Foto: Reprodução/Youtube
Que vergonha para magistratura
Querem politizar o processo !!! Novidade!!!
Acabar com apadrinhamentos e suas extensões: concurso publico. O Idema , por exemplo, luta por concurso, há anos e o MP, já informado dessa necessidade, poderia intervir, a favor. Evitaria muitos desvios .
Vai começar operação Lava doga
Até tu professor da UFRN
Lembramos que a tabela com plantão dos Desembargadores sai mais de um mês de antecedência
A matéria acima retrata um dos problemas do Brasil, talvez seja o MAIOR: ocupação de cargos públicos por apadrinhamento. Até quanto existirá isso???? A troca de favor entre os poderes: tu empregas os meus que empregarei os teus.
MPRN transformou-se em um lamaçal de egos e egoístas
Guerra de vaidades, gosto pelos holofotes, poder, dinheiro e "otras cositas mas"!…
oh povinho para roubar
E o Executivo agonizando.
O papel do MP é investigar, apontar os erros e os culpados, cabe aos representantes do TJ se defenderem, provando que estão certos. A fiscalização do erário público é obrigação do MP, ele tem que se fazer presente, é uma cobrança da população, que acompanha as roubalheiras dentro dos órgãos públicos e não vêem a devolução do dinheiro e nem a punição dos "ladrões" de colarinho branco e , agora, dos de toga.
Sinistro e degradante, mostra que quem deveria dar exemplo, enlameados até o pescoço.
Enquanto isso os processos dos cidadãos de bem que tramitação no judiciário em busca dos seus direitos dormem em berço esplêndido.
Isso mesmo! Por que não mandam pagar logo os precatórios que nos devem há anos?