Há algumas semanas, divulgou-se amplamente que Natal passou a disputar com Recife e Fortaleza a possibilidade de sediar um hub, espécie de central de distribuição de voos domésticos e internacionais, da TAM.
Todo mundo comemorou. E parece ter se iniciado uma batalha surda em torno da captação desse novo e promissor equipamento.
O Governo do Estado entrou na briga, o ministro do Turismo, Henrique Alves, também. Todo mundo fez questão de procurar a TAM para defender a candidatura de Natal.
Nesta terça-feira, 12, o Porto de Natal recebeu, na sede da Companhia Docas do Rio Grande do Norte, um encontro que reuniu o Ministro dos Portos, Edinho Araújo, representantes da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, e da Prefeitura do Natal, além de empresários que atuam no setor turístico. O Governo do Estado não foi convidado.
O encontro, antecedido por uma visita do ministro do Turismo, Henrique Alves, teve como objetivo discutir a possibilidade de incluir Natal na rota dos cruzeiros marítimos nacionais e internacionais.
E o consenso que existia em torno da implantação do hub da TAM deu lugar à divergência em torno da utilização do Terminal Marítimo de Passageiros. O secretário de Turismo de Natal, Fred Queiroz, vê com bons olhos a vinda dos cruzeiros. O secretário estadual de Turismo, Ruy Gaspar, divergiu, saindo em defesa do setor hoteleiro e alegando que os cruzeiros pouco deixam para as cidades que os recebem.
Independentemente da opinião e da avaliação feita pelos secretários de Turismo da capital e do Estado e do interesse da Codern em viabilizar seu terminal marítimo de passageiros, o mais importante, neste momento, para o Estado, é que não se transforme o hub e o terminal do porto em motivos para queda de braço ou cabo de guerra.
É preciso que grupos políticos que se enfrentaram recentemente em campanha eleitoral desçam do palanque.
A palavra de ordem deve ser concentrar em esforços para atrair negócios que ajudem o Rio Grande do Norte a dinamizar sua economia e oferecer mais emprego e renda aos seus cidadãos e atrair mais negócios.
Sentar à mesa, descobrir pontos convergentes e buscar soluções conjuntas já seria um bom começo. É o mínimo que a população potiguar pode esperar.

BG, é muito fácil saber porque o Secretário de Turismo do Estado, não quer ver os Cruzeiros por aqui. Concordo com o Secretário Municipal de Turismo- Fred Queiroz. O RN ganha sim com os cruzeiros. O Bugueiro ganha, o Guia ganha, a Loja de Artesanato ganha, a divulgação da cidade é espetacular (eles não vão se hospedar aqui, mas vão ficar com água na boca e virão novamente). Ué!!!!Não é o próprio Secretário que em todos os discursos, repete (o que todos sabem) que o turismo movimenta 52 ítens da cadeia produtiva? como é que ele agora se preocupa apenas com 01?…a hotelaria? "dois pesos e duas medidas? ". Mirem-se no exemplo de Salvador, Maceió , Fortaleza e Pernambuco. Que venham os Cruzeiros, o Hub, as cargas para o Porto, Voos para o Aeroporto…viva o turismo!!!!!!!!!!!
Quantas vezes será preciso dizer nesse espaço sobre a soberba e pequenez dessas poucas figuras que controlam o turismo local. Torço muito para que fique definitivamente nos outros estados. E aqui no nosso estado continue com essa bangunça generalizada.