Política

Eduardo Cunha diz que nem mais 10 ministérios resolveriam os problemas de Dilma com o PMDB

Por Josias de Souza

Num instante em que Dilma Rousseff afirma que não cogita fazer uma reforma ministerial, o peemedebista Eduardo Cunha desdenha: “Se der mais dez ministérios para o PMDB, o problema vai continuar igual”. Segundo o presidente da Câmara, a dificuldade de relacionamento do seu partido com o PT e o governo não decorre da distribuição de cargos, mas da ausência de compartilhamento das decisões.

“O partido gostaria de participar mais, discutindo tudo aquilo que precisa acontecer previamente”, afirmou. “O PMDB nunca participou disso. Ainda por cima teve que acompanhar um processo em que o governo ajudou a patrocinar um partido fictício [O PL, organizado por Gilberto Kassab] com o objetivo de nos enfraquecer.”

Eduardo Cunha fez essas declarações numa  entrevista que concedeu ao diário paranaense ‘Gazeta do Povo’. Falou para um jornal do Paraná porque amanhecerá nesta sexta-feira em Curitiba, capital do Estado. Vai inaugurar na cidade um programa de viagens que o levará às 27 unidades da federação até 2016. Chama-se  ‘Câmara Itinerante’.

No gogó, a iniciativa destina-se a aproximar a pauta do Legislativo dos interesses da sociedade. Na prática, tem potencial para nacionalizar a imagem do principal desafeto de Dilma no Parlamento. Junto com os deputados nativos, Cunha promoverá debates nos Estados. Fará isso numa hora em que Dilma é hostilizada nas ruas e tem dificuldades para colocar em pé um programa que vá além do ajuste nas contas da União.

A caravana de Eduardo Cunha resultará em imagens que serão exibidas na TV Câmara. O cheiro de segundas intenções levou o repórter que o entrevistou, André Gonçalves, a indagar: O senhor deseja ser presidente da República? E ele: “Meu candidato é o Eduardo Paes [prefeito do Rio]. Mas se você quiser que eu seja seu candidato…” Vai reproduzida abaixo a entrevista de Cunha:

— Quual é o significado da demissão de Cid Gomes? É o significado do tamanho dele. Ele veio aqui para ser demitido, não veio para se explicar. Na verdade mesmo, veio para fazer show, teatro.

— Mas a mensagem que ficou para o público em geral foi de que o sr. interferiu na demissão, que foi uma demonstração de força. Se ele veio aqui para ser demitido, como é que eu interferiria nisso? Ele que afrontou mais uma vez o Parlamento. Já tinha afrontado antes. Ao invés de se retratar, continuou insultando o Parlamento. Ou ele saía do governo ou essa Casa ia entrar em confronto com o Executivo. Então, eu não tenho dúvida de que ele veio aqui para sair. Se ele não viesse aqui com esse objetivo, não faria o show que fez.

— Mas o sr. acha que foi um show combinado com a presidente Dilma? Não. Foi combinado talvez com o irmão dele [o ex-deputado, ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes]. Ou com o Tico e o Teco, os neurônios dele. Com a presidente, eu não acredito.

— O sr. acha que a Câmara, como instituição, sai mais forte desse episódio? O fato de que o ministro que agrediu o Parlamento veio aqui se explicar torna a Câmara mais forte. Agora, o que ele falou aqui é consequência da política. Se ele optou por acusar ou afrontar, já sabia que perderia o cargo. Seria até mais forte ele se retratar.

— Não sei se o sr. viu a repercussão da demissão dele, principalmente nas redes sociais, mas se fala que o sr. é o presidente da República. Isso é bobagem, não é por aí.

— Muito se fala que a presidente vai fazer uma reforma ministerial em que daria mais espaço ao PMDB. Isso resolve a situação de afastamento em relação ao PT? Não existe isso. Porque o PMDB não está discutindo espaço no governo. Geralmente, uma parte da opinião pública só tenta fazer valer que o PMDB é um partido fisiológico, que tudo o que acontece no país é uma trama do PMDB para ter mais cargos. Isso não corresponde à realidade. Não estamos atrás de cargos. O partido gostaria de participar mais. É participar discutindo tudo aquilo que precisa acontecer previamente. O PMDB nunca participou disso. Ainda por cima teve que acompanhar um processo em que o governo ajudou a patrocinar um partido fictício [O PL, organizado pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab] com o objetivo de nos enfraquecer. Se der mais dez ministérios para o PMDB, o problema vai continuar igual.

— Mas o que é exatamente esse “participar”? Por exemplo, quando a gente vai discutir o ajuste fiscal, quer saber quais são as medidas iniciais, quer influenciar, quer concordar ou não com elas. Não simplesmente tomar conhecimento pela imprensa e sair depois tendo que falar sobre uma coisa que nem sabe do que se trata. O PMDB não aceita mais isso.

— E tem saída para isso, a presidente aceitaria uma participação assim? A questão é a seguinte: tem que parar de discutir se o PMDB vai ter este ou aquele governo, tem que discutir se o PMDB entra no governo de verdade.

— Passados quatro dias das manifestações, o sr. acha que a presidente aprendeu algo com o que aconteceu? Ela era o alvo, não há dúvida disso. Mas ainda não deu nem missa de sétimo dia dessa história. Tem que esperar um pouco para ver como vai ficar.

— Mas e a reação do governo, como a apresentação do pacote anticorrupção?Hoje o governo enviou o pedido de urgência para dois dos projetos anticorrupção apresentados. Um tramita aqui há dez anos e outro há quatro. De repente descobriu que eles eram urgentes? Isso aí foi uma maneira de dar satisfação. Acho que a tentativa de buscar essa satisfação é justa, correta, mas achar que isso resolve o problema, por que não pediu urgência antes?

— Então o sr. acha que ainda não houve resposta da presidente às manifestações?Eu acho que a resposta não se dá apenas por um gesto, um único ato. A gente está vivendo uma crise política. O que vai resolver é um conjunto de mudanças que atinja a forma geral de se fazer política. Não é mudar o nome do articulador político, é mudar a forma como ela é feita, por exemplo.

— O sr. já se posicionou diversas vezes contrário ao início de um processo de impeachment contra Dilma. O que faria o sr. mudar de ideia? Nesse momento? Só mudaria de opinião se houver um ato praticado por ela, no exercício do atual mandato e que haja uma denúncia do procurador-geral da República por crime de responsabilidade e que alguém proponha à Câmara uma denúncia sobre isso. É o que está na lei. Tem que ser uma ação decorrente do exercício do mandato. Na minha opinião, não tem o que fazer quanto a isso.

— Mas o que o sr. acha da pressão popular pelo impeachment? As pessoas estão achando que impeachment é recurso eleitoral. Não é. Impeachment é uma situação de constrangimento do país, de impedimento do presidente da República. Só aconteceu uma vez na nossa história, por outras razões. Você não pode achar que o Brasil é uma republiqueta que vai trocar presidente de uma hora para outra. O sistema presidencialista leva a isso. Quem votou e se arrependeu tem que esperar quatro anos para mudar o presidente. Assim como aquele que votou em mim e se arrependeu também tem que esperar. É bom para o aprendizado político, para que da próxima vez as pessoas prestem bem atenção em quem vão votar.

— Mudou algo internamente na Câmara depois da divulgação da lista dos políticos que serão investigados pela Lava Jato, que inclui o seu nome? Eu vejo [a pergunta] como algo contraditório. Você primeiro vem aqui e me pergunta se eu fiquei mais forte porque derrubei o ministro. Eu acho que não mudou nada. Até porque eu tive uma postura de espontaneamente apresentar a minha defesa completa. O procurador [Rodrigo Janot] escolheu a quem investigar. E ele me escolheu para investigar. A verdade nua e crua é que ele não tinha base para abrir a investigação contra mim. Eu acho que consegui mostrar à Casa que aquilo foi uma decisão política, com o objetivo de enfraquecer o Parlamento e quem está no seu comando. A mediana das pessoas aqui na Casa entendeu isso.

— Ou seja, para o sr. não houve prejuízo na relação com os deputados por ser um dos investigados? Pelo contrário, eu estou sendo tratado como vítima pelos parlamentares.

— Tem medo que o processo se estenda e que a investigação seja constrangedora para o sr.? Eu já respondi a dois inquéritos e a uma denúncia no Supremo Tribunal Federal na minha carreira. Nos dois inquéritos, um foi de pronto negada a instauração. O outro foi arquivado ao seu fim. E na denúncia, feita sem inquérito, eu fui absolvido por unanimidade. Eu estou habituado com essas coisas. Vou trabalhar e demonstrar a minha inocência. Estou absolutamente tranquilo.

— Há uma data-base para a votação da reforma política? O sr. tem acompanhado o andamento da comissão especial sobre o assunto? Sim, as 40 sessões regimentais. Se está andando direitinho na comissão, é problema deles. Passadas as 40 sessões, eu avoco o projeto para o plenário. Se não tiver uma proposta com mudanças, eu voto a original. Isso é uma decisão política.

— Amadureceu algum ponto em discussão? Eu viajo agora [ontem] para Curitiba, junto com o relator da reforma política [Marcelo Castro (PMDB-PI)] e vou ter oportunidade de saber como está. Eu estou vendo a proposta do Distritão [adoção de voto majoritário para as eleições parlamentares] crescer muito na Casa. Financiamento público não passa aqui.

— Uma última pergunta: o sr. deseja ser presidente da República? Que pergunta… Eu não sei. Não passa pela minha cabeça. Eu trato a política da forma como ela é, usando uma passagem bíblica: para cada dia, a sua agonia. Eu vivo uma agonia de cada vez. Eu sou presidente da Câmara hoje, como já fui líder do PMDB. As coisas que aconteceram para mim, foram acontecendo, com os espaços se abrindo. Eu não faço política hoje pensando no cargo que eu vou disputar amanhã.

— Só fazendo um contraponto: o PMDB já decidiu que terá candidato em 2018.Meu candidato é o Eduardo Paes [prefeito do Rio de Janeiro]. Vai ser, depois da Olimpíada de 2016, um prefeito muito bem avaliado, com um bom ativo para mostrar.

— É ele? Meu candidato é o Eduardo Paes. Mas se você quiser que eu seja seu candidato… [risos].

Opinião dos leitores

  1. Os ratos pulam fora, o PT afundou, quebrou, ferrou, maquiou o Brasil. O proprio PT briga entre si porque nao sabem o que fazer para manter a mamata. Querem o financiamento publico de campanha, porque é mais facil desviar dinheiro publico e ninguem ir preso. Dinheiro publico para o PT que esta no poder é mais facil de usar, afinal nao são eles quem paga a conta… Chega de PT, Lula e Dilma, chega de corrupcao neste país. Chega de alienados e bots pagos para postarem mentiras… e quem paga isso? Estão tentando enganar quem?

  2. O PMDB está afundando o Brasil. Tudo isso porque não querem o fim das doações de empresas para as campanhas. Junto com o PSDB estão fazendo o circo pegar fogo para se safarem, desviar o foco e ganharem tempo.
    As doações de campanha são o único modo "honesto"* de um político enriquecer da noite pro dia. E eles não querem perder essa mamata.
    * honesto porque está dentro da lei, mas essa lei é extremamente desonesta porque rouba do povo o direito de elegerem seus representantes. É uma verdadeira aberração colocada por corruptos para se beneficiarem sem serem incomodados.

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Política

PF diz que não há crime em mensagens entre Moraes e Vorcaro — conteúdo desapareceu em “visualização única”

Foto: Reprodução

A Polícia Federal informou que não encontrou indícios de crime nas mensagens trocadas entre o ministro do STF, Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo delegados da corporação, não foi possível recuperar o conteúdo das conversas porque elas foram enviadas no modo de visualização única, que desaparece após ser aberto.

Os registros que estão com a PF, a PGR e a defesa do banqueiro indicam apenas que houve troca de mensagens entre os dois, sem revelar o teor do diálogo, segundo informações da coluna Andreza Matais, do Metrópoles. Por isso, investigadores afirmam que não é possível fazer qualquer suposição sobre o que foi discutido, o que levou a PF a não elaborar relatório ao STF sobre o caso — situação diferente da que envolveu o ministro Dias Toffoli.

Investigadores também avaliam que reportagem do jornal O Globo teria feito uma associação entre anotações encontradas no bloco de notas de Vorcaro e os registros de mensagens enviadas ao ministro, com base apenas na coincidência de horários. Na interpretação da PF, esse tipo de ligação seria uma inferência e não uma prova, algo que o atual comando da corporação afirma querer evitar.

Foto: Reprodução

Os registros completos das conversas estão apenas com a PF, a PGR e a defesa de Vorcaro. Já a CPMI do INSS tem apenas dados armazenados na nuvem do celular do banqueiro, que incluem textos soltos em bloco de notas, sem destinatário identificado. Nesses arquivos aparecem nomes como o do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, também sem relação direta com os textos.

Um dia antes de ser preso, Vorcaro afirmou ter recebido um HD com suas conversas lacrado e na presença de um tabelião, dizendo que o material ficaria guardado em um cofre e só seria aberto em seu computador pessoal, também diante de um tabelião.

A pedido da PF, o ministro André Mendonça, relator do caso, determinou a abertura de investigação para descobrir quem vazou a informação sobre as mensagens, se a PF, a PGR ou a defesa do banqueiro. A corporação também questionou o fato de Vorcaro ter sido filmado durante sua transferência para Brasília.

Opinião dos leitores

  1. ➡️➡️A Polícia Federal (PF) brasileira utilizou tecnologia avançada, incluindo ferramentas de origem israelense, para quebrar a criptografia e acessar o celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
    ➡️O contrato acabou? Ou tinha validade, como as imagens do 08 de janeiro?

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Política

Moraes nega mensagens com banqueiro Vorcaro e diz que número não é dele após prints virem à tona

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmou em nota que uma análise técnica feita nos dados telemáticos do banqueiro Daniel Vorcaro concluiu que as mensagens divulgadas como sendo direcionadas a ele não correspondem a nenhum dos contatos do ministro. As informações são da coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Segundo Moraes, a verificação foi feita a partir do material apreendido no celular de Vorcaro e tornado público pela CPMI do INSS. De acordo com a nota, as mensagens de “visualização única” enviadas no dia 17 de novembro de 2025 aparecem vinculadas a pastas de outros contatos da lista do próprio Vorcaro, e não ao ministro do STF.

Ainda conforme o posicionamento divulgado, os prints das mensagens estão armazenados na mesma pasta do computador de quem os gerou. Para o ministro, isso demonstra que o conteúdo está ligado a outros números salvos por Vorcaro, e não ao contato de Alexandre de Moraes.

Os trechos das conversas foram divulgados pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a jornalista, mensagens atribuídas ao dono do Banco Master teriam sido enviadas horas antes da prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, quando ele tentava embarcar para Dubai.

No material divulgado, aparecem mensagens enviadas às 7h19, nas quais o banqueiro diz ter tentado agir para “salvar”, em referência à venda do banco, e pergunta se havia “alguma novidade”. As respostas de Moraes não constam no material ao qual investigadores tiveram acesso.

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Política

Oposição pede prisão de Moraes após revelação de mensagens com banqueiro Vorcaro

Foto: Reprodução

Parlamentares da oposição ao presidente Lula (PT) passaram a pedir a prisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, após a revelação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Os registros teriam sido feitos no mesmo dia em que Vorcaro seria preso pela Polícia Federal pela primeira vez, em novembro de 2025, conforme informações da Istoé.

Dados extraídos do celular de Vorcaro indicam que ele registrava conversas relacionadas ao inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília e chegou a consultar o ministro sobre a lista de convidados de um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. Em um dos registros, Moraes teria determinado que o empresário Joesley Batista, da J&F Investimentos, fosse “bloqueado” do evento.

As mensagens indicam ainda que, para manter sigilo, Vorcaro e Moraes escreviam textos em blocos de notas no celular, faziam capturas de tela e enviavam as imagens com o recurso de visualização única. Por esse motivo, as respostas do ministro não aparecem no aparelho, mas as anotações feitas por Vorcaro permaneceram registradas no histórico.

A repercussão no Congresso foi imediata. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que Moraes deveria deixar o STF e responder na Justiça, Marcel van Hattem (Novo-RS) questionou a conduta do ministro ao citar o voto de Moraes no caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do batom”, condenada a 14 anos de prisão pelo STF. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o partido estuda novas medidas institucionais após as revelações.

Do lado governista, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) defendeu a criação de um código de ética para ministros do STF, enquanto Tarcísio Motta (PSOL-RJ) pediu transparência na apuração do caso. No Congresso, já foram protocolados dois pedidos de CPI envolvendo o Banco Master, mas a instalação das comissões enfrenta resistência na cúpula do Parlamento.

Opinião dos leitores

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Política

ÁUDIO: PF encontra mensagem de Vorcaro sobre “pessoa mais importante do país” e pedido para “bloquear essas sacanagem [sic]”

Reprodução/Metrópoles

A Polícia Federal analisa mensagens encontradas no bloco de notas do celular de Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master. Em um dos textos, o banqueiro escreve sobre alguém que, segundo ele, pode se consolidar como “a pessoa mais importante do país” e afirma que é preciso “bloquear essas sacanagem [sic]”, segundo informações da coluna Tácio Lorran, do Metrópoles.

O trecho diz literalmente: “Tudo de importante no final fica no seu colo! Impressionante! Mas seu legado pro Brasil será eterno. Tenho muito orgulho e tenho certeza que cada vez mais se consolidará como a pessoa mais importante do país. Então todo sacrifício pessoal no final valerá a pena!”.

Em outro parágrafo, ele continua: “Do meu lado, estou vendo chance real de sair ainda mais forte e poder contribuir tb inclusive c Brasil. Temos só que bloquear essas sacanagem pq é muita gente querendo que não dê certo, ainda mais agora que estão sentindo que podem não conseguir”.

Foto: Reprodução

De acordo com os registros analisados pela PF, a mensagem foi escrita às 13h51 do dia 30 de outubro de 2025 no bloco de notas do celular do banqueiro. O arquivo, porém, não deixa claro se o texto chegou a ser enviado para alguém.

Pouco mais de duas semanas depois, em 17 de novembro, Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Na ocasião, ele tentava embarcar para Dubai.

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Geral

CASO BANCO MASTER: PF, governo de MG e defesa divergem sobre morte cerebral de “Sicário”

Foto: Reprodução/Redes sociais

A prisão de Luiz Phillipi Mourão, de 43 anos, investigado por atuar como “sicário” ligado ao empresário Daniel Vorcaro, abriu uma disputa de versões sobre o estado de saúde do suspeito após uma tentativa de suicídio dentro da carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG). Mourão foi preso durante a Operação Compliance Zero, que investiga crimes relacionados ao escândalo envolvendo o Banco Master.

Segundo a PF, a tentativa ocorreu na quarta-feira (4), quando o investigado, que aguardava audiência de custódia na sede da corporação, usou a própria camisa, de mangas longas, para se enforcar nas grades da cela. Policiais tentaram reanimá-lo e ele foi levado em estado grave para o Hospital João XXIII, referência em atendimento de trauma em Minas Gerais.

Foi a partir daí que começaram as versões divergentes sobre o quadro clínico do investigado.

Na noite da quarta, a PF informou que médicos teriam constatado morte cerebral — condição em que há perda total e irreversível das funções do cérebro. Minutos depois, porém, a Secretaria de Estado de Saúde divulgou nota afirmando que o paciente permanecia internado em estado gravíssimo no CTI.

Nesta quinta-feira (5), surgiu uma terceira versão. De acordo com o advogado Robson Lucas da Silva, que integra a defesa de Mourão, o investigado segue vivo e internado em estado grave, sem abertura do protocolo médico necessário para confirmação de morte encefálica.

Diante disso, a PF abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio dentro da custódia da corporação. Segundo a PF, a cela onde Mourão estava preso é monitorada por câmeras e não possui pontos cegos. As imagens, segundo a corporação, registram toda a sequência e indicam que nenhum objeto além da própria camisa foi usado.

A PF informou ainda que as gravações serão encaminhadas ao STF, onde o caso é relatado pelo ministro André Mendonça. Nas investigações, Mourão é apontado como líder operacional de um núcleo responsável por intimidar e constranger adversários ligados ao caso investigado. Nos autos, ele é descrito como um matador de aluguel, apelidado pelos próprios comparsas de “Sicário”.

Os investigadores afirmam que ele receberia cerca de R$ 1 milhão por mês por serviços considerados ilícitos, que incluiriam ameaças e pressões contra adversários.

O TJMG confirmou que Mourão já é réu em outro processo por participação em organização criminosa, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro. Registros da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de MG indicam que ele chegou a ficar preso por cinco dias em 2020.

 

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Geral

Babá Pereira indica ida de Ezequiel Ferreira e Styvenson para o Republicanos

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O pré-candidato a vice-governador do Rio Grande do Norte Babá Pereira (PL) afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), e o senador Styvenson Valentim (PSDB) podem se filiar ao Republicanos, partido presidido no estado pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), durante o programa 98 FM Natal, e faz parte das articulações para a formação de um grupo político visando as eleições de 2026.

Segundo Babá, a possível aproximação de Ezequiel com o Republicanos seria um movimento natural. Ele afirmou que o deputado tem dialogado com lideranças do grupo, como o prefeito de Natal, Paulinho Freire, o senador Rogério Marinho e o próprio Styvenson Valentim.

“É o que está sendo conversado, caso não haja mudança”, afirmou.

Na entrevista, Babá também reiterou que a chapa liderada por Álvaro Dias já teria o apoio de cerca de 90 prefeitos do Rio Grande do Norte. A expectativa é reunir esses gestores no evento de lançamento da pré-candidatura, marcado para 21 de março, em Natal.

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Geral

Pré-candidatura de Álvaro Dias ao governo do RN tem apoio de 90 prefeitos, diz Babá Pereira

Foto: reprodução/Álvaro Dias

A pré-candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026 já teria o apoio de cerca de 90 prefeitos do estado. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6) por Babá Pereira (PL), ex-presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), durante entrevista à 98 FM Natal.

Segundo Babá, as articulações com lideranças municipais devem se intensificar nas próximas semanas, após seu afastamento das atividades na Femurn. Ele afirmou que as conversas com gestores vêm ocorrendo há meses, mas não revelou quais prefeitos já teriam declarado apoio.

O lançamento oficial da pré-candidatura de Álvaro Dias está marcado para 21 de março, em Natal, e deve reunir prefeitos, vereadores e lideranças políticas de várias regiões do estado. Entre os convidados está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

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Geral

[FOTOS] Sem barba e com cabelo aparado: veja imagens de Daniel Vorcaro na cadeia

Imagem: reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro foi submetido aos procedimentos de praxe ao ingressar no sistema prisional. Ele teve barba e bigode raspados e passou a vestir o uniforme do Complexo Penal II de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, composto por calça bege e camiseta branca.

É assim que o proprietário do Banco Master aparece nas primeiras imagens divulgadas após a prisão. Nas fotos, ele surge de frente e de perfil, acompanhado da identificação “Polícia Penal – Daniel Bueno Vorcaro”.

Vorcaro foi detido na quarta-feira (4) pela PF (Polícia Federal) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades na administração do banco e um possível rombo de até R$ 40 bilhões no sistema financeiro.

A prisão ocorreu na residência dele, no bairro Jardins, área nobre da capital paulista. Em seguida, foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. No mesmo dia, o cunhado de Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel, apontado como o segundo no esquema investigado, apresentou-se às autoridades.

Os dois passaram por audiência de custódia, que manteve as prisões determinadas pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Após a audiência no fórum, Vorcaro e Zettel foram levados ao Complexo Penal de Guarulhos em um veículo oficial da Polícia Federal, equipado com grades nas janelas. Para evitar registros da imprensa, chegaram ao local com os rostos cobertos por camisetas.

CNN Brasil

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Geral

Polícia Civil cumpre mandados contra contador e advogado em Natal investigados por suposto envolvimento com o crime organizado

Imagem: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta sexta-feira (06), a segunda fase da “Operação Terceiro Eixo”, que investiga a atuação de uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas. Foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão em endereços localizados no bairro Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal, tendo como alvos um advogado e um contador, investigados por supostamente prestarem suporte técnico e consultoria à empresa utilizada como fachada pela organização criminosa.

A nova etapa é desdobramento da operação realizada no final de dezembro de 2025, quando uma ação conjunta da Polícia Civil e da Receita Federal resultou na apreensão de mais de 111 quilos de cocaína, ocultados no interior de estruturas de pedras ornamentais em uma marmoraria localizada no Distrito Industrial de Emaús, em Parnamirim.

De acordo com as investigações, a empresa vinha sendo utilizada como estrutura empresarial de fachada para a logística e ocultação de entorpecentes, funcionando como ponto de apoio para a movimentação de grandes quantidades de droga provenientes de rotas interestaduais do tráfico.

Com o aprofundamento das diligências investigativas, foram identificados indícios de que profissionais responsáveis por assessoria contábil e jurídica teriam atuado na manutenção da estrutura empresarial utilizada pelo grupo criminoso, prestando serviços que possibilitavam a continuidade das atividades da empresa utilizada para conferir aparência de legalidade às operações financeiras vinculadas ao esquema ilícito.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos documentos, mídias digitais e equipamentos eletrônicos, que serão submetidos à análise técnica com o objetivo de aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras e identificar outros integrantes da estrutura criminosa.

A investigação prossegue com foco na identificação de novos envolvidos, na análise da estrutura financeira do grupo e na responsabilização penal dos investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ação contou com os apoios da Polícia Científica (PCI) e da Ordem de Advogados do RN (OAB/RN).

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Geral

VÍDEO: “Hoje há uma clara interferência e precisamos rediscutir o papel dos Poderes e os limites de um sobre o outro”, diz Rogério Marinho

O senador Rogério Marinho fez uma reflexão sobre o papel dos Poderes na democracia brasileira e o papel de cada um no cenário atual, durante entrevista ao programa Meio Dia RN desta sexta-feira (6).

O que acontece hoje no Brasil é o seguinte: É necessário rediscutir o papel dos Poderes. Há uma clara superposição, e eu diria interferência de um poder sobre o outro e uma promiscuidade. O que é legal nem sempre é moral. Precisamos rediscutir os limites“, afirmou o Senador ao criticar principalmente, a atuação do Judiciário, citando os ‘super salários’ e decisões do STF.

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