Foto: José Aldenir/ Agora RN
O Rio Grande do Norte deixou de exportar US$ 37,3 milhões para os EUA em produtos atingidos pelo tarifaço e conseguiu redirecionar apenas US$ 0,9 milhão para outros mercados, o equivalente a cerca de 2% da perda.
Antes do tarifaço, o RN exportava, em média, US$ 8,7 milhões por mês aos Estados Unidos. Durante os três meses de vigência plena da tarifa de 50%, a média caiu para cerca de US$ 3 milhões. Entre os produtos diretamente afetados, a retração chegou a 58%.
Mesmo após o período de início do alívio das tarifas, as exportações não retornaram ao patamar anterior.
A média mensal até subiu para US$ 3,9 milhões na fase de redução parcial e chegou a US$ 4,8 milhões posteriormente, mas ainda distante dos US$ 8,7 milhões registrados antes do tarifaço.
Os dados são de uma análise do Sebrae-RN sobre a balança comercial do Estado. O levantamento aponta que a substituição foi baixa ou inexistente para pescados, produtos de origem animal, granitos, confeitos e sal. A principal exceção foi a castanha de caju, que compensou parte das perdas com vendas para Peru, Chile, Equador, El Salvador e França.
O impacto do tarifaço ocorreu justamente em um período de forte desempenho do comércio exterior potiguar, quando as exportações somaram US$ 639,1 milhões, alta de 30%, enquanto o superávit chegou a US$ 397,1 milhões, um crescimento de 51,2%. Petróleo e derivados, ouro e frutas frescas respondiam à época por 86,7% das vendas externas do Estado.
Com informações de Tribuna do Norte
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