Política

Eleição para a presidência do Senado: quem são os candidatos

Senadores vão escolher quem será o presidente da Casa nos proximos dois anos. Foto: Geraldo Magela / Ag. Senado/ BBC NEWS BRASIL

Nesta sexta-feira (1º), 54 senadores eleitos ou reeleitos em 2018 iniciarão mandatos com duração de oito anos no Senado. Essa longa jornada começará com uma decisão das mais importantes: horas depois da posse, a nova composição da Casa elegerá o presidente que comandará o Senado pelos próximos dois anos. A votação será, a princípio, secreta.

Para ser eleito, o candidato precisa receber no mínimo 41 votos. O presidente do Senado também ocupa o cargo de presidente do Congresso Nacional – ele comanda as sessões conjuntas de deputados e senadores.

Entraram na disputa tanto novatos no Senado quanto nomes conhecidos da política – como o senador Renan Calheiros, que está no quarto mandato e é o candidato oficial do MDB à presidência da Casa.

A presidência do Senado, entretanto, é um cargo de muito poder que não abre “espaço para aventureiros” na visão do cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marco Antonio Teixeira.

“Não há muitas surpresas porque as articulações são definidas (de antemão) e os candidatos fazem campanhas com estratégias de convencimento usando todos os meios possíveis. Há as candidaturas ‘folclóricas’ que participam, mas não têm condição de disputa”, diz ele.

Teixeira lembra que, diferente do deputado, o senador tem mandato de oito anos. As eleições colocam em disputa um terço das cadeiras, ou dois terços – como foi no ano passado. Por isso, o efeito de renovação política é menor. “Os nomes competitivos são dois ou três, e tudo indica que o mais forte é o de Renan, que é quase um senador vitalício.”

Renan já foi presidente da Casa por três períodos e é visto como o provável vencedor na disputa desta sexta.

Teixeira explica que o Senado tem prerrogativas específicas, como a de cassar um Presidente da República ou apreciar e sabatinar indicações de altos cargos do governo. Por isso, a Casa “tem peso fundamental para a governabilidade.”

“Na Câmara, o partido do presidente da República teve uma bancada robusta; no Senado a presença do PSL [partido de Jair Bolsonaro] é pequena.”

O partido de Bolsonaro elegeu a 2ª maior bancada da Câmara, com 52 deputados federais; no Senado, porém, são apenas 4 nomes do PSL.

Carlos Melo, cientista político do Insper, lembra que o Presidente da República “pode muito, mas não pode tudo”, na relação com os congressistas. “O presidente não manda no Congresso. O presidente do Senado preside os trabalhos das sessões, define ordem de votação e quando há projetos que interessam ao Executivo, a tendência do aliado é facilitar.”

Para Melo, normalmente nomes fortes da política costumam ser os favoritos para cargos como este, mas podem acontecer surpresas. “São como balões de ensaio, muita gente se coloca como candidato para depois poder negociar com o outro (o presidente eleito do Senado), faz parte.”

Como será a eleição?

A posse dos novos senadores está marcada para às 15h. Dos 54 senadores que serão empossados, 46 não estavam no Senado no ano anterior. A sessão deve ser rápida porque não haverá discursos de parlamentares.

O único senador a falar deve ser Davi Alcolumbre (DEM-AP) porque é o único integrante da mesa diretora da legislatura anterior que continua no mandato iniciado em 2015. Se ele não estiver presente, quem preside é o senador mais idoso, José Maranhão (MDB-PB).

Haverá um intervalo para o início da eleição, e a expectativa é de que os debates que antecedem a eleição comecem por volta das 18h. Contudo, existe a possibilidade da sessão acabar adiada para o dia seguinte, sábado.

Para ser eleito no primeiro turno, o candidato precisa receber 41 votos no mínimo. Caso contrário, será realizado um segundo turno entre os dois candidatos mais votados.

Em uma terceira reunião são eleitos os demais cargos da mesa: dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes de secretários.

Veja quem são os prováveis candidatos:

Alvaro Dias (Podemos-PR)

Nascido em Quatá (SP), tem 74 anos, é formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e já ocupou cargos de vereador, deputado estadual, deputado federal e governador do Paraná. No Senado, está em seu quarto mandato, reeleito em 2014. É o atual Líder do Podemos.

Em 2018, Dias concorreu à presidência da República pelo Podemos. Terminou o pleito em 9º lugar, com pouco mais de 859 mil votos.

Ângelo Coronel (PSD-BA)

Nasceu em Coração de Maria (BA); e é engenheiro civil e empresário. Apesar do nome político, Angelo Coronel não é militar — é filho de um fazendeiro da Bahia.

Já atuou como prefeito e deputado estadual, e foi presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. Cumprirá seu primeiro mandato como senador, foi eleito em outubro com mais de 3,3 milhões de votos.

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Aos 41 anos, David Alcolumbre já possui uma carreira política considerável: foi vereador em sua cidade natal, Macapá (AP); e cumpriu três mandatos como deputado federal. É um dos poucos políticos brasileiros que professa o judaísmo como religião. Antes de entrar para a política, trabalhou como comerciante.

Na eleição para a presidência do Senado, conta com o apoio do atual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-AP).

Esperidião Amin (PP-SC)

É professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), advogado e administrador, natural de Florianópolis e possui 71 anos.

Durante a ditadura, fez parte da Arena (o partido do regime) e foi indicado para exercer, sem eleição, o cargo de prefeito de Florianópolis. Também foi governador de Santa Catarina durante a ditadura e depois da redemocratização.

Em 2016, como deputado pelo PP, apresentou uma proposta que ficou conhecida como “emenda Amin” e que queria limitar a 180 dias o prazo para Polícia Federal e Ministério Público apurarem atos ilícitos praticados por parlamentares, prefeitos, governadores e presidente da República. Ele foi acusado de tentar acabar com a Operação Lava Jato e a emenda não chegou a ser aprovada.

Agora cumprirá seu segundo mandato no Senado. Foi eleito com 1.226.064 votos.

Major Olímpio (PSL-SP)

Aliado do presidente Jair Bolsonaro no Congresso, exerceu o cargo de deputado estadual e deputado federal. Filiou-se ao PSL em março do ano passado, em abril assumiu a executiva estadual do partido. Foi o Senador eleito com o maior número de votos no país: 9,03 milhões.

Tem 56 anos, é formado em Ciências Jurídicas e Sociais e foi policial militar do Estado de São Paulo.

Renan Calheiros (MDB-AL)

Advogado, de 63 anos, natural de Alagoas, já exerceu cargos de deputado estadual, de deputado federal e está em seu quarto mandato no Senado.

Foi presidente da Casa por três períodos, mas foi afastado em 2016 pelo Supremo Tribunal Federal – sob a acusação de ter usado recurso de seu gabinete de senador, entre janeiro e julho de 2005, para pagar pensão de uma filha que teve com a jornalista Mônica Veloso.

Ao todo, Renan é alvo de 18 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF); nove deles já foram arquivados. Em setembro de 2018, a Segunda Turma do STF inocentou Calheiros no caso envolvendo sua filha.

Simone Tebet (MDB-MS)

A sul-matogrossense de ascendência libanesa Simone Tebet, nascida em Três Lagoas, está em sua primeira temporada no Senado, mas não é estranha ao ambiente: é filha do ex-presidente do Senado Ramez Tebet (1936-2006). Ela decidiu se manter na disputa pela presidência da casa mesmo depois de seu partido, o MDB decidir na noite de quinta (31), como já previsto, que Renan Calheiros seria o candidato oficial do partido.

Antes de concorrer a um cargo eletivo, atuou como professora e advogada. Depois foi prefeita de sua cidade natal, deputada estadual e de vice-governadora de seu Estado. Aos 48 anos está na metade de seu primeiro mandato na Casa.

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Empresário, de 70 anos, formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. Nascido em Fortaleza (CE), foi três vezes governador do Ceará e está em seu terceiro mandato no Senado.

Ex-presidente do PSDB, Tasso é também um dos maiores empresários de seu Estado natal – o Grupo Jereissati, de propriedade de sua família, tem atuação no setor têxtil, de construção civil e de shoppings centers. Em sua última eleição para o Senado, Tasso declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de cerca de R$ 400 milhões.

BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PESQUISA IPSOS-IPEC: 51% desaprovam Lula e 56% dizem não confiar no presidente

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira (10) mostra que o governo do presidente Lula (PT) é desaprovado por 51% dos brasileiros, enquanto 43% afirmam aprovar a gestão. Outros 6% disseram não saber ou preferiram não responder.

Em relação ao levantamento anterior, feito em dezembro, houve leve oscilação: a aprovação subiu um ponto (de 42% para 43%) e a desaprovação caiu um ponto (de 52% para 51%).

Quando perguntados sobre a avaliação do governo, 40% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 33% dizem que é boa ou ótima. Outros 24% consideram regular e 3% não souberam responder. Na comparação com dezembro, a avaliação negativa permaneceu no mesmo patamar, enquanto a positiva subiu três pontos percentuais.

O levantamento também mediu o nível de confiança no presidente. Para 56% dos entrevistados, Lula não é confiável, enquanto 40% afirmam confiar no chefe do Executivo. Outros 4% não souberam ou não responderam. Os números são praticamente os mesmos registrados na pesquisa divulgada em dezembro.

A pesquisa ainda mostra percepção negativa sobre o governo e a economia. Para 43% dos brasileiros, a gestão Lula está pior do que esperavam, enquanto 28% dizem que está igual e 25% afirmam que está melhor.

Já sobre a situação econômica do país, 42% avaliam que piorou, 27% dizem que melhorou e 28% consideram que permaneceu igual. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Senado aprova criação de 17,8 mil cargos e reajustes no governo Lula com impacto de até R$ 5,3 bilhões

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10) um projeto do Executivo que cria 17,8 mil novos cargos no serviço público federal e prevê reajustes salariais para servidores. A proposta foi aprovada em votação simbólica e agora segue para sanção do presidente Lula (PT). Segundo o governo, o impacto estimado das mudanças pode chegar a R$ 5,3 bilhões em 2026.

De acordo com o Projeto de Lei nº 5.874/2025, serão criados 16,3 mil cargos no Ministério da Educação (MEC) e 1,5 mil no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O texto também prevê unificação de carreiras, ajustes em remunerações e gratificações, além da criação de novas funções. O governo estima que as medidas podem atingir mais de 200 mil servidores, entre ativos e aposentados.

O valor está previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, mas o gasto total depende da implantação de novos institutos federais e da realização de concursos públicos. O projeto já havia sido aprovado pela Câmara no início de fevereiro e, no Senado, teve relatoria do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que manteve o texto aprovado pelos deputados.

A proposta também autoriza a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, com sede em Patos (PB), a partir do desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). Outra mudança prevista no texto altera o processo de escolha de reitores das universidades federais, acabando com a lista tríplice e estabelecendo eleição direta para reitor e vice-reitor.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

VÍDEO: Operação Liberdade: confronto com a polícia deixa dois suspeitos mortos e menor apreendido em Tibau do Sul

Imagens: Divulgação/PCRN

Dois suspeitos morreram e um adolescente foi apreendido durante mais uma fase da “Operação Liberdade”, realizada nesta terça-feira (10) pela Polícia Civil, em ação conjunta com a Polícia Militar, no município de Tibau do Sul, no litoral sul.

Segundo a investigação, o grupo é suspeito de participação na execução de um integrante de uma facção rival, crime ocorrido no dia 4 de março. Ao todo, sete integrantes de um grupo criminoso teriam participado da ação. Além do homicídio, os suspeitos também teriam roubado um veículo e efetuado disparos de arma de fogo contra um cidadão.

Durante diligências realizadas na praia de Barreta, três suspeitos foram localizados pelas equipes policiais. De acordo com a polícia, no momento da abordagem eles reagiram e atiraram contra os agentes, o que levou ao uso proporcional da força.

Dois suspeitos foram baleados, chegaram a ser socorridos para uma unidade hospitalar, mas não resistiram aos ferimentos. Um adolescente também apontado como participante do crime foi apreendido.

Na ação, foram apreendidos um revólver calibre .38 com 22 munições intactas e duas deflagradas, uma espingarda calibre 12 com dois cartuchos deflagrados e uma granada artesanal. O menor foi levado à delegacia e depois encaminhado ao sistema socioeducativo, onde permanece à disposição da Justiça.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Moraes já acumula 47 pedidos de impeachment no Senado — e nenhum saiu do papel

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do STF Alexandre de Moraes já é alvo de 47 pedidos de impeachment protocolados no Senado desde 2021, segundo levantamento que inclui o mais recente requerimento apresentado pelo partido Novo com apoio do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. As solicitações foram apresentadas por cidadãos, parlamentares e entidades, mas nenhuma avançou para tramitação até agora, conforme o SBT News.

Os pedidos têm como base a chamada Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950) e o artigo 52 da Constituição, que estabelece que cabe ao Senado julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. A legislação permite que qualquer cidadão apresente esse tipo de denúncia contra ministros da Corte.

O primeiro grande volume de representações surgiu em 2021, durante o período de tensão entre o STF e aliados do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Naquele momento, Moraes conduzia investigações sobre atos antidemocráticos, ataques às instituições e redes de desinformação.

Mesmo com o número elevado de pedidos, todos continuam parados, porque a decisão de aceitar ou arquivar cabe ao presidente do Senado, atualmente Davi Alcolumbre. Segundo o advogado constitucionalista André Marsiglia Santos, nunca houve um impeachment de ministro do STF no Brasil, o que torna qualquer eventual processo algo inédito na história do país.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Rogério Marinho pede que CPMI questione STF sobre acesso de Moraes a dados sigilosos de Vorcaro

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL), apresentou requerimento para que a CPMI do INSS questione o STF sobre possível acesso do gabinete do ministro Alexandre de Moraes a documentos da investigação envolvendo o caso Master. O pedido foi encaminhado ao presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), conforme a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.

No requerimento, Marinho solicita que a CPMI pergunte ao STF a quais bases de dados o gabinete de Moraes teve acesso no âmbito do caso que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. A iniciativa surge após uma nota oficial divulgada pelo ministro na semana passada.

Na manifestação, Moraes negou ter recebido mensagens de Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro e afirmou que seu gabinete teve acesso a uma “análise técnica” de dados telemáticos — informações de comunicações e registros digitais — ligados ao investigado.

Para Marinho, no entanto, a explicação levanta dúvidas. Segundo o senador, a conclusão apresentada na nota “pressupõe o acesso integral” ao acervo telemático de Vorcaro e poderia ir além do material que se tornou público na imprensa. No requerimento, ele afirma que a situação precisa ser esclarecida pela CPMI.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Justiça bloqueia R$ 562 milhões de sindicato ligado a irmão de Lula em ação do INSS

Foto: Reprodução

A Justiça Federal do DF determinou o bloqueio de até R$ 562.453.014,27 do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi). A decisão também atinge o presidente da entidade, o sindicalista Milton Baptista de Souza Filho, conhecido como Milton Cavalo. O Sindnapi tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão mais velho do presidente Lula (PT). No entanto, ele não é citado na decisão judicial.

A medida foi determinada pelo juiz federal José Márcio da Silveira e Silva, titular da 7ª Vara Cível da Seção Judiciária do DF, em processo movido pelo INSS para tentar recuperar valores que teriam sido descontados indevidamente de aposentados e pensionistas, conforme a coluna Andreza Matais, do Metrópoles.

Na decisão, o magistrado afirma que o sindicato e seu presidente teriam atuado de forma estruturada para receber e ocultar recursos obtidos por meio de descontos indevidos nos benefícios. Segundo o processo, as apurações apontam movimentação financeira de R$ 2,56 bilhões, com indícios de aumento patrimonial incompatível com a renda declarada dos envolvidos e possível prejuízo aos cofres públicos.

O juiz também registrou que arquivos enviados ao INSS pelo sindicato foram criados apenas em junho e julho de 2024, após a autarquia exigir comprovação de autorização dos aposentados para os descontos. Para o magistrado, isso pode indicar tentativa de justificar cobranças já feitas.

A decisão ainda menciona repasses de pelo menos R$ 8,2 milhões a empresas de familiares de dirigentes, além de crescimento expressivo na arrecadação da entidade, que passou de R$ 23 milhões em 2020 para R$ 154,7 milhões em 2024, segundo dados públicos.

Após investigações e a criação de um sistema para cancelamento automático de filiação, o sindicato perdeu cerca de 98% dos filiados, caindo de 317 mil para cerca de 5 mil inscritos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

ÁUDIO: Nina Souza decide deixar União Brasil e reforça plano eleitoral: “página virada”

Áudio/Imagem: Reprodução/98 FM Natal

A secretária de Assistência Social de Natal e vereadora licenciada, Nina Souza, confirmou nesta terça-feira (10) que vai deixar o União Brasil. A declaração, em entrevista à 98 FM Natal, foi logo após o diretório estadual do partido decidir que não concederá cartas de anuência para filiados que pretendem trocar de legenda nas eleições deste ano.

Mesmo com a posição da sigla, Nina afirmou que seguirá com seus planos políticos. Segundo ela, entende as consequências da decisão, mas destacou que seus mandatos foram conquistados diretamente nas urnas. Ela também lembrou que participou da construção e do fortalecimento do partido em Natal nos últimos anos.

A secretária afirmou ainda que não pretende entrar em disputa política ou judicial com o diretório do União Brasil. De acordo com Nina, o foco agora é seguir em frente e preparar o próximo passo eleitoral.

A estratégia, segundo ela, é disputar as eleições por uma nova legenda, que deve ser o PL. “Vou para a minha missão. Minha missão será em uma nova legenda, e vou entregar ao povo do RN o meu destino político, com muita tranquilidade, sem brigas, sem embates com ninguém. Para mim, é página virada”, afirmou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

OPERAÇÃO CAPTURA: dois condenados por crimes sexuais contra crianças são presos em Natal

Foto: Divulgação

A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (10), dois homens condenados por crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes em Natal. As prisões ocorreram durante a “Operação Captura”, após o cumprimento de mandados expedidos pela Justiça.

De acordo com as investigações, os mandados foram determinados após decisão condenatória transitada em julgado, quando não existe mais possibilidade de recurso.

Um dos presos, de 50 anos, foi condenado pelo crime de estupro qualificado. O outro, de 57 anos, foi condenado por estupro de vulnerável, quando a vítima é considerada incapaz de consentir.

Após as diligências, os dois homens foram levados à delegacia para os procedimentos legais. Em seguida, foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça para cumprir as penas.

A Polícia Civil reforçou a importância da colaboração da população e informou que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do Disque Denúncia 181.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Do anonimato ao protagonismo: Lajes amplia celebrações do legado de Alzira Soriano

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Lajes irá ampliar neste ano as celebrações dedicadas a Alzira Soriano, uma das figuras mais marcantes da trajetória política brasileira. Foi na cidade que, em 1929, Alzira Soriano entrou para a história como a primeira mulher eleita prefeita da América Latina, abrindo caminho para a participação feminina na política.

As homenagens, que tradicionalmente acontecem na Semana Alzira Soriano, irão ser ampliadas em 2026 com apoio dos governos estadual e federal, reforçando a importância da líder lajense.

Para o prefeito Felipe Menezes, essas parcerias são fundamentais para fortalecer as celebrações e garantir que a memória de Alzira Soriano continue sendo valorizada e divulgada.

Foto: Divulgação

“As parcerias são fundamentais porque ajudam a viabilizar ações importantes, geram economia para os cofres do município e ainda movimentam a cidade. Lajes está de portas abertas para todos que queiram contribuir com o desenvolvimento do município.”, destacou.

Mais do que uma homenagem, a iniciativa reforça o movimento que o município vem realizando para resgatar, preservar e projetar o legado de Alzira Soriano, fazendo com que sua história continue inspirando novas gerações.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Advogado diz que “estão matando” Daniel Vorcaro em presídio federal e compara regras a “quimioterapia”

Foto: Reprodução

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que as condições da Penitenciária Federal em Brasília estariam prejudicando o cliente. Em declaração à imprensa nesta terça-feira (10), o advogado Roberto Podval disse que “estão matando” Vorcaro no presídio, onde ele está desde sexta-feira (6).

Segundo Podval, as regras rígidas da unidade funcionariam como uma “quimioterapia”, expressão usada por ele para comparar o efeito das restrições da penitenciária. “Não dá para continuar naquela prisão. Para protegê-lo, o estão matando. Isso funciona como uma químio: o remédio vai matando o paciente aos poucos”, disse.

A penitenciária federal é considerada um presídio de segurança máxima e adota normas mais restritas do que unidades comuns, incluindo monitoramento de visitas. A defesa de Vorcaro já acionou a Justiça pedindo a transferência do banqueiro para outra unidade e solicitou ao ministro do STF, André Mendonça, a flexibilização de algumas regras, conforme a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.

Entre os pedidos feitos pelos advogados está a autorização para que conversas entre defesa e cliente não sejam gravadas, medida que já foi autorizada por Mendonça. Vorcaro foi preso na quarta-feira (4), durante nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes no banco Master. Nesta terça-feira, os advogados realizariam a primeira visita ao banqueiro na unidade federal.

Opinião dos leitores

  1. Tem que ir devagar, o ministro Mendonça não pode dar mole, a morte desse indivíduo interessa a muita gente forte e poderosa, a sua morte prematura pode salvar muita gente.

  2. Ele quer o seu cliente em um hotel, tem que falar com A.M que ele autoriza, já recebeu milhões do banqueiro

  3. Ele quer o seu cliente em um hotel, tem que falar com A.M que ele autoriza, já recebeu milhões do banqueiro

  4. Fala com Moraes! Disso ele entende, Felipe Martins, Clezão, Daniel Silveira, Bolsonaro, entre outros, passaram e estão passando por isso.

  5. André Mendonça trate Vorcaro do mesmo jeito que Alexandre de Morais tratou Bolsonaro. Simples assim!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *