Economia

Eliane Cantanhêde: O calote do século

Joesley Batista, presidente executivo da JBS - 01/06/12

Antes que a gente se esqueça, Joesley Batista, da JBS, que já foi um dos “campeões nacionais” do BNDES, é agora campeão internacional do calote, um calote não numa pessoa, numa empresa ou num banco, mas num país inteiro. Um país chamado Brasil, onde não sobra ninguém para contar uma história decente e abrir horizontes.

Enquanto amealhava R$ 9 bilhões do BNDES, mais uns R$ 3 bilhões da CEF, mais sabe-se lá quanto de outros bancos públicos nos anos beneficentes de Lula, Joesley saiu comprando governos, partidos e parlamentares. Quando a coisa ficou feia, explodiu o governo Temer, a recuperação da economia e a aprovação das reformas, fez um acordo de pai para filho homologado pelo STF e foi viver a vida no coração de Nova York.

O BNDES, banco de fomento do desenvolvimento nacional, foi usado para fomento de empregos, fábricas e crescimento nos Estados Unidos, onde Joesley e o irmão, Wesley, usaram o rico e suado dinheirinho dos brasileiros para comprar tudo o que viam pela frente. Detalhe sórdido: os frigoríficos que adquiriram lá competem com os exportadores brasileiros de carne. Uma concorrência para lá de desleal.

Eles se negam a pagar os R$ 11 bilhões do acordo de leniência com a PGR, até porque o dinheiro público camarada do Brasil foi usado para sediar 70% dos negócios nos EUA, 10% em dezenas de outros países e só 20% no Brasil. Se esses procuradores encherem muito a paciência, eles jogam esses 20% pra lá, fecham as portas e esquecem a republiqueta de bananas.

Além de sua linda mulher (como nos clássicos sobre gângsteres), Joesley levou para a grande potência seu avião Gulfstream G650, de 20 lugares e US$ 65 milhões. Também despachou num navio para Miami seu iate do estaleiro Azimut, de três andares, 25 lugares e US$ 10 milhões. Quando enjoar de Nova York, vai passar uns tempos nos mares da Flórida.

Enquanto arrumava as malas, Joesley aplicou US$ 1 bilhão no mercado de câmbio, fez megaoperações nas Bolsas e ficou aguardando calmamente o Brasil implodir no dia seguinte, para colher novos milhões de dólares. E deixou para trás sua vidinha de açougueiro no interior de Goiás, uma sociedade pasma e um monte de interrogações.

Por que, raios, Lula e o BNDES jorraram tantos bilhões numa única empresa? Joesley podia usar o dinheiro com juros camaradas e comprar aviões e iates para uso pessoal? Os recursos não teriam de gerar desenvolvimento e emprego para os brasileiros? E, se o seu amigão (como dos Odebrecht) era Lula, a JBS virou uma potência planetária na era Lula e se ele diz que despejou US$ 150 milhões para Lula e Dilma Rousseff no exterior, por que Joesley, em vez de gravar Lula, foi direto gravar Temer?

Mais: como um biliardário, que adora brinquedos caros e sofisticados, partiu para uma empreitada de tal audácia com um gravadorzinho de camelô? Como dar andamento e virar o País de ponta-cabeça sem uma perícia elementar na gravação? Enfim, por que abrir monocraticamente um processo contra o presidente da República? E, enquanto Marcelo Odebrecht conclui seu segundo ano na cadeia, já condenado a mais de 10 anos, os Batista estão livres da prisão, sem tornozeleira e sem restrição para sair do País.

Nada disso, claro, significa livrar Aécio ou Temer, que tem muchas cositas más a explicar, como R$ 1 milhão na casa do coronel amigo, R$ 500 mil da mala do assessor Rocha Loures, um terceiro andar do Planalto onde assessores só produziam escândalos.

A sociedade, porém, reage mal ao final feliz dos Batista. A não ser que não seja final ainda, pois a homologação do STF é uma validação formal, mas cabe ao juiz, na sentença, fixar os benefícios da delação. Em geral, o juiz segue os termos do acordo original, mas não obrigatoriamente, e pode haver, sim, fixação de penas. Oremos, pois!

 

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Excelente. Os brasileiros sabem que houve muita maracutai nisso tudo. Resta saber o Porquê. Eu tenho opinião própria. O Governo Temer estava começando a ter sucesso na Economia. Atrapalhados os desgovernistas para as eleições Eleições de 2018.

  2. Vergonha mundial que esses bandidos estejam ricos e soltos pelo mundo, depois de, com a colaboração de alguns dirigentes, roubaram a saúde, a segurança, a educação e etc do país.

    1. Vergonha, Guilhermina. Mercadoria que existe para pronta-entrega neste Brasil.

  3. É só pedir cadeia
    Nos tempos de Lula ele melou as extradições de criminosos internacionais já pensando nele e nos amigos

  4. ESSES SÃO ESPERTOS MESMO. PELO MENOS EM AFUNDAREM O PRÓPRIO PAÍS SÃO PERFEITOS. E COM AVAL DOS POLÍTICOS CORRUPTOS E LADRÕES. ELES ESTÃO CERTOS. POIS NÃO TEM JUSTIÇA MESMO. PRA ELES ESSE CRIME COMPENSA E COMO COMPENSA. SÓ A JUSTIÇA DIVINA PODE NOS SALVAR. POIS OUTRA NÃO HÁ EM SE TRATANDO DO BRASIL, É UMA LÁSTIMA.

  5. Caloteiro profissional, junto com todos corruptos. Se fosse um pobre coitado que tivesse roubado alguns pedaços de frango do lixo, seria preso e condenado sem julgamento nenhum e ficaria o resto da sua vida na prisão.

  6. Pense num cangapé perfeito. Pense num empresário inteligente pra cometer crimes. 171 nem compara da cadeia, é fixinha, o pior, tudo dentro do governo petista. As oposições, todo mundo de bico calado, nem nós, nem eles falaram nada. Imoral bando de safados, ladrões, o povo tem que entender isso, do contrário, acabou, não existe ninguém pra governar esse país, nem mesmo o papa Francisco se fosse presidente escaparia desses vagabundos . Tá feia a coisa.

  7. Brilhante a matéria! É a pergunta que não quer calar. Porque esse safado não gravou o molusco? Aí tem treta. O Lula da silva é o maestro dessa orquestra, não há dúvidas.

  8. Acho pouco, tá faltando o que para esse povo Brasileiro tomar definitivamente uma posição.

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PESQUISA REALTIME BIG DATA: Lula e Flávio aparecem empatados com 44% no 2º turno

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Evaristo Sá/AFP

Pesquisa Realtime Big Data divulgada nesta terça-feira (1º) mostra um empate entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa de segundo turno pela Presidência da República.

No cenário estimulado, os dois aparecem com 44% das intenções de voto. O resultado está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

1º turno

No primeiro turno, Lula lidera a corrida com 38%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30%. Depois aparecem Augusto Cury (11%), Renan Santos (7%), Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (2%) e outros candidatos (2%).

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em julho, Lula oscilou de 45% para 44% no segundo turno, enquanto Flávio subiu de 42% para 44%, consolidando o empate técnico.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por telefone entre os dias 27 e 31 de agosto. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03490/2026.

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TRÂNSITO CAÓTICO: Interdições para Desfile Cívico complicam manhã de motoristas em Natal

Foto: Magnus Nascimento/STTU

O trânsito no entorno da Praça Cívica, em Petrópolis, está complicado desde o início da manhã desta terça-feira (1º), por causa das interdições para a cerimônia de abertura do Desfile Cívico de 2026.

Desde por volta das 6h30, motoristas enfrentam retenções principalmente no acesso de quem vem da Zona Norte pela Avenida Floriano Peixoto. Mesmo com a presença de agentes da STTU, os “amarelinhos”, o fluxo está lento e há congestionamento na região.

As interdições começaram às 6h e estão previstas para seguir até as 12h. Os bloqueios atingem trechos da Avenida Prudente de Morais e vias próximas à Praça Cívica.

Há controle de trânsito nos cruzamentos da Prudente de Morais com as ruas Otávio Lamartine e Seridó, além das avenidas Campos Sales, Floriano Peixoto e Nilo Peçanha. A orientação é buscar rotas alternativas durante a manhã.

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FORA DO AR: YouTube e Instagram removem perfis de Renan Santos após decisão de Toffoli

Foto: Felipe Soares/Divulgação Missão

O YouTube e o Instagram retiraram do ar no Brasil perfis do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) na noite desta segunda-feira (31), após decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE.

Segundo a campanha, o YouTube informou que recebeu uma ordem judicial e bloqueou o canal de Renan no Brasil. Novos vídeos publicados na página também serão bloqueados. O candidato a vice, Aroldo Medina, também teve perfis retirados do ar.

A decisão atinge páginas que não foram informadas à Justiça Eleitoral dentro do prazo. Renan comunicou ao TSE 16 perfis em 19 de agosto, 12 dias depois de apresentar o pedido de registro da candidatura.

Toffoli também suspendeu gastos com recursos do Fundo Eleitoral e a participação de Renan em debates de rádio, TV, podcasts e outros meios de comunicação. O ministro deu 24 horas para o candidato prestar esclarecimentos, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.

Com informações da CNN Brasil

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Na mira da Justiça Eleitoral, Lula prepara 7 de Setembro “sóbrio” e sem símbolos do PT

Foto: Igo estrela/Metrópoles

O Palácio do Planalto prepara um desfile de 7 de Setembro com perfil “sóbrio” neste ano eleitoral. Para evitar problemas com a Justiça Eleitoral, os preparativos estão sendo submetidos à Advocacia-Geral da União (AGU).

Segundo a colunista Milena Teixeira, do Metrópoles, a programação terá caráter “verde e amarelo” e deverá abordar temas como soberania nacional, combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027.

Entre as atrações previstas está um pavilhão com desfile de atletas da Seleção Brasileira feminina de futebol, com destaque para jogadoras que participaram da primeira equipe formada no país. Faixas e mensagens contra a violência à mulher também serão espalhadas ao longo do desfile.

Embora não exista uma orientação explícita, ministros e apoiadores do presidente Lula deverão evitar acessórios e símbolos associados ao PT, como adesivos com o número 13 e o uso de vermelho.

A estratégia busca reduzir riscos de questionamentos sobre eventual uso da cerimônia oficial para fins eleitorais durante a campanha presidencial.

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Governo inclui “imposto do pecado” no orçamento de 2027 com previsão de arrecadar R$ 41,9 bilhões


Reprodução / Internet

O governo federal incluiu o imposto seletivo, popularmente chamado de “imposto do pecado”, no projeto da lei orçamentária de 2027 enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). A equipe econômica projeta arrecadar R$ 41,9 bilhões com o novo tributo no próximo ano.

A tributação incidirá sobre cigarros, refrigerantes, bebidas alcoólicas, veículos de acordo com o grau de poluição, extração mineral, além de loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Segundo o Ministério da Fazenda, a intenção inicial é preservar a carga tributária vigente durante um período de transição sem prazo definido, com planos de elevar as alíquotas posteriormente para cumprir um papel regulatório de desestímulo ao consumo de itens prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

A medida visa, em conjunto com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), assegurar a estabilidade da arrecadação frente ao PIB. Para que o tributo entre em vigor, o Congresso ainda precisa apreciar a regulamentação específica, que ainda não foi remetida pelo Executivo.

Para justificar a taxação, o governo pontuou os impactos financeiros gerados por esses produtos nos cofres públicos. Um estudo da Fiocruz apontou que o consumo de álcool gerou um custo de R$ 18,8 bilhões em 2019, somando despesas federais com internações no SUS e perdas de produtividade por mortalidade prematura ou afastamentos. No caso do tabagismo, o Ministério da Saúde aponta que as doenças associadas geram despesas de R$ 153,5 bilhões anuais (1,6% do PIB), enquanto a arrecadação federal com a venda de cigarros fica em torno de R$ 8 bilhões por ano. Já o tratamento de enfermidades ligadas a bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, custa cerca de R$ 3 bilhões anuais ao SUS.

Em contrapartida, produtores nacionais criticam a medida e argumentam que os setores afetados já enfrentam alta carga tributária no país. O setor avalia que futuros aumentos de impostos comprimirão as margens de lucro, resultando em reajustes de preços ao consumidor, risco de demissões e incentivo ao mercado ilegal.

Com informações do G1

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“Capaz de eu ter foto até com o Flávio Bolsonaro”, diz Haddad sobre registro com Roberta Luchsinger


Reprodução / TV Cultura

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, declarou na segunda-feira (31) que não possui qualquer vínculo com a lobista Roberta Luchsinger, alvo de investigações da Polícia Federal em inquérito que apura a suposta participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em sabatina no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Haddad afirmou desconhecer a atuação da lobista e negou ter recebido pedidos de audiência ou participado de encontros sociais com ela. Questionado sobre uma fotografia em que aparece ao lado de Luchsinger, o ex-ministro minimizou o impacto do registro: “Capaz de eu ter foto até com o Flávio Bolsonaro. Ninguém vai me acusar de nada por causa disso, né?”.

A polêmica em torno de imagens públicas também atingiu o presidente Lula. Após afirmar no “Jornal Nacional” que não conhecia Luchsinger, adversários divulgaram registros fotográficos de ambos nas redes sociais. A campanha presidencial argumentou que as imagens foram produzidas em contextos públicos e que não indicam qualquer tipo de relação pessoal, profissional ou interlocução política.

Luchsinger é investigada pela PF por suspeita de tráfico de influência, com suspeitas de manter uma sociedade oculta com Lulinha para intermediar interesses corporativos junto a órgãos da administração federal. Conforme as apurações, a lobista recebeu ao menos 2,5 milhões de reais entre março de 2024 e dezembro de 2025 do empresário Cleber Ribas para atuar em favor de seus negócios perante o poder público. A defesa de Lulinha refuta a existência de irregularidades.

Com informações do Poder360

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[VÍDEO] “Não é sobre política, é sobre o mínimo de respeito”, diz Flávio Bolsonaro sobre ataques a Raquel Lyra


Reprodução / Redes Sociais

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais nesta semana para manifestar solidariedade à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, após a circulação de cartazes difamatórios contra ela nas ruas do Recife.

No registro, Flávio classificou as ofensas como “ataques baixos” e afirmou que o episódio ultrapassa as barreiras da disputa político-partidária. “Isso aqui não é sobre política, é sobre o mínimo de respeito e de civilidade que todo mundo deveria ter, inclusive dentro de uma campanha eleitoral”, declarou.

O senador disse que compreende o impacto emocional de situações extremas e relembrou episódios vividos por sua própria família, mencionando o atentado a faca sofrido por seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018. Ao concluir, Flávio aconselhou a governadora a buscar as medidas legais cabíveis e desejou força e coragem para superar o momento.

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LEONARDO SAKAMOTO: Suspensão de campanha digital de Renan abre espaço para Flávio Bolsonaro


Reprodução / Redes Sociais

A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs restrições à campanha de Renan Santos (Missão), acaba beneficiando politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL). A avaliação foi feita pelo colunista Leonardo Sakamoto durante o programa UOL News.

A medida do TSE determinou a suspensão da propaganda eleitoral digital de Renan e proibiu o candidato de participar de debates, entrevistas e sabatinas, além de paralisar os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. A punição ocorreu após a campanha deixar de informar os perfis oficiais nas redes sociais dentro do prazo legal de registro.

Segundo Sakamoto, a sanção atinge o principal reduto de atuação de Renan, cuja estratégia eleitoral é fortemente ancorada no ambiente digital. Ao tolher a presença online e a participação em sabatinas, o tribunal reduz drasticamente a capacidade do candidato de dialogar com seu público-alvo, situado no mesmo espectro ideológico de direita e extrema direita.

O analista destacou que o eleitorado de Renan compartilha afinidades com bases políticas ligadas a nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e o próprio Flávio Bolsonaro. Com o impedimento de seu concorrente no campo conservador, Flávio ganha espaço político e uma via facilitada para captar esse eleitorado em disputa.

Com informações do UOL.

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Investigada por tráfico de influência, Roberta Luchsinger tentou captar R$ 336 mil via Lei Rouanet em 2015


Reprodução / Redes Sociais

A empresária Roberta Luchsinger, alvo de investigações da Polícia Federal por tráfico de influência e corrupção em esquema voltado à obtenção de contratos privados no governo federal, tentou viabilizar um projeto cultural via Lei Rouanet em 2015. Na época, após perder 35 quilos sem cirurgia ou remédios, ela deu aulas particulares de gastronomia e planejou o lançamento do livro Gastronomia em Verso e Prosa, que uniria poesia, receitas e fotografia. O projeto foi aprovado pela gestão de Dilma Rousseff no valor de 336.085 reais, mas a captação de recursos fracassou por falta de patrocinadores dentro do prazo, resultando no arquivamento do processo.

Anos mais tarde, o foco de Luchsinger voltou-se para a articulação de interesses corporativos. Investigações da Polícia Federal apontam a existência de um núcleo permanente de atuação coordenada formado por Roberta, por Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha) e por Fernando Bittar, com o objetivo de intermediar negócios junto à administração pública. Em conversas de 2024, a lobista gabava-se de manter parcerias com o filho do presidente e afirmava ter recusado um cargo no governo oferecido por Luiz Inácio Lula da Silva. Em sabatina recente, o presidente negou o convite e rotulou Roberta de “pilantra”.

Os relatórios da PF detalham que o grupo buscava acesso ao Ministério da Saúde para liberar a produção de medicamentos à base de canabidiol. Com a intermediação de Lulinha, Roberta reuniu-se com Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta, conhecido como Berge. Após o encontro, a lobista enviou minutas de documentos ao assessor especial do presidente, conhecido como Marcola.

Entre fevereiro e novembro de 2024, Roberta pagou 217.098 reais em faturas de cartão de crédito, boletos de automóvel, seguros e joias destinadas à esposa de Marcola. O assessor, que possuía trânsito livre no gabinete presidencial e respondia a ligações de Lula, foi exonerado em julho de 2024. Tanto Marcola quanto a defesa da lobista alegam que os repasses se referem a um empréstimo pessoal quitado posteriormente. Marcola não consta como investigado no inquérito.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Após jantar com Lula, empresários e banqueiros deixam Brasília em jatinhos


Vídeo: Metrópoles

Empresários e banqueiros deixaram Brasília em jatinhos particulares pelo Terminal Executivo do Aeroporto Internacional na noite desta segunda-feira (31), após participarem de um jantar de cerca de três horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio (PT), no Palácio da Alvorada. Entre os convidados presentes no evento, registrado por veículos de imprensa por volta das 23h, estavam Joesley Batista (J&F), Rubens Menin (MRV), Roberto Setúbal (Itaú Unibanco) e Ricardo Lacerda (BR Partners). Nenhum deles quis responder a questionamentos da imprensa na saída.

O encontro foi articulado pela equipe econômica e pela articulação política após o senador e pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizar reuniões com o setor produtivo em São Paulo. Pelo menos cinco aeronaves executivas transportando os participantes aterrissaram na capital federal pouco antes do evento.

Durante o jantar, o presidente ouviu apelos por maior rigor no equilíbrio fiscal e conversou com os convidados sobre a condução da economia. A fala de Lula incluiu um balanço das ações governamentais e uma negativa categórica sobre boatos de atritos com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. O petista afirmou nutrir uma relação de amizade e respeito por Galípolo e ponderou que sua influência sobre os juros é limitada devido à autonomia legal do BC.

Além do presidente, discursaram no evento o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento).

Com informações da colunista Milena Teixeira / Metrópoles 

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