
Estudos realizados em diferentes países têm mostrado que as famílias ricas permanecem no topo da pirâmide social por séculos. Um economista britânico, porém, tem uma teoria polêmica para explicar isso: para ele, esses grupos talvez “mereçam” estar ali.
“Até na China encontramos os mesmos sobrenomes na elite por muitas gerações, mesmo após a revolução comunista de Mao Tsé-tung”, afirmou Clark à BBC Brasil.
Agora, diz o economista, o desafio é explicar como essas famílias permanecem tanto tempo nessa posição – e é aí que suas conclusões, embora preliminares, provocam controvérsia.
“Queremos saber até onde esse padrão é explicado pelas conexões sociais e até onde se explica pela transmissão genética de habilidades nas famílias”, diz.
Segundo ele, os primeiros resultados apontariam para a ideia de que famílias bem-sucedidas transmitem algumas características – como ambição, motivação e talentos sociais – para as gerações seguintes, o que permitiria a elas continuar em posições de poder e privilégio.
Ou seja: Clark defende que essas dinastias teriam uma “competência social” que vem de berço, o que provaria que elas merecem estar lá.
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