O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles (PP-RJ), decretou “Estado de Calamidade Pública no âmbito da administração financeira” no Estado. O decreto foi publicado nesta sexta-feira (17) na segunda edição do Diário Oficial.
No texto, o governador justifica a medida pela “grave crise econômica que assola o estado”, e diz que a crise está impedindo o Rio de “honrar seus compromissos” para a realização da Olimpíada de 2016.
O decreto possibilita às “autoridades competentes” a “adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”.
O governo, de acordo com o texto, teme um “total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental” devido à falta de recursos. O texto também cita a queda na arrecadação, principalmente no ICMS e nos royalties do petróleo; os esforços de “reprogramação financeira” para ajustar as contas do estado; a dificuldade de honrar compromissos com os Jogos; as dificuldades em prestar serviços públicos essenciais e a chegada iminente das delegações estrangeiras para a Olimpíada.
Dornelles também cita a “importância e repercussão mundial” do evento, “onde qualquer desestabilização institucional implicará em risco à imagem do país de dificílima recuperação”.
Crise se arrasta desde novembro
A pouco dias das Olimpíadas, o Rio de Janeiro enfrenta uma das piores crises financeiras de sua história. Ao menos 143 mil aposentados e pensionistas receberam seus pagamentos atrasados em maio.
A crise se arrasta desde novembro do ano passado, quando os salários dos servidores públicos passaram a ser parcelados. A cada mês, o Estado foi adiando o dia de pagamento, chegando agora ao décimo dia útil.
Em dezembro, serviços de emergências de hospitais estaduais foram fechados por falta de recursos básicos, como algodão e esparadrapo. O Hemorio, centro de coleta e distribuição de sangue, fechou as portas por um dia por falta de seringas.
Policiais militares recebem com atraso o pagamento extra a que têm direito por trabalharem na folga. Nas delegacias, foi proibida a impressão de registros de ocorrência para economizar papel.
Na semana passada o Estado suspendeu a assistência financeira às famílias mais pobres, encerrando o programa Renda Melhor e os restaurantes populares, sem repasses desde 2015, ameaçam fechar as portas.
UOL

Querem tapar o sol com a peneira, dar nisso. Vamos passar vergonha , só quem ganha com essa esculhabacam são os malfeitores.
Agradeçam a lula por propor ao país sediar esses eventos.. Uma copa e uma olimpíada só beneficiaram as empreiteiras envolvidas em escândalos e os petistas com seus sócios do pmdb.
O país inteiro vive em estado de calamidade pública há vários anos, principlamente nas áreas desaúde, educação e segurança… Fala sério.
Do mesmo jeito que suspederam a participação da Rússia nas Olimpíadas era para cancelar esse evento no RJ devido o estado de calamidade que se encontra o Estado. 3 bilhões que irá a passar para custear o evento era para ajudar o Estado e a população pq c certeza alguém irá ser beneficiado com esse repasse pq sempre termina assim.
Deviam ter pensado antes de sediar as olimpiadas e em função dos desmandos políticos a população que paga a conta.