Presos pela Polícia Federal, três dos suspeitos de conexão com a invasão do aplicativo de mensagens Telegram do ministro Sergio Moro (Justiça) e de outras autoridades falaram sobre a relação com Walter Delgatti Neto, que confessou ter obtido conversas de procuradores da Lava Jato e repassado ao site The Intercept Brasil. O repórter Mahomed Saigg, da GloboNews, teve acesso com exclusividade aos depoimentos.
O DJ Gustavo Henrique Elias Santos diz que foi hackeado por Walter e que desconhece fonte renda dele.
Gustavo afirma que nunca realizou “nenhum tipo de golpes ou fraudes bancárias”.
Além de atuar como DJ, Gustavo diz que realiza operações de compra e venda de criptomoedas e que possui várias carteiras de bitcoin, mas se reservou ao direito não informar o total à PF. Questionado sobre a senha e chaves de acesso das contas, se manteve em silêncio.
Gustavo afirma que Walter Delgatti era “simpatizante do Partido dos Trabalhadores” e que ele disse que iria vender o conteúdo das contas do Telegram de autoridades ao partido, mas não informou nenhum nome.
Gustavo afirmou à PF que toda a movimentação de dinheiro que possui teve como origem a venda de veículos e de bitcoins, além da promoção de festas e eventos que promoveu. O valor em espécie, de R$ 99 mil, “foi acumulado ao longo dos anos como lucro de suas aplicações”.
O DJ afirmou que movimentou recursos no nome de Suelen e disse que ela não sabia de suas atividades comerciais ou negócios.
Suelen Priscila de Olivera, mulher de Gustavo, diz que não sabia de nada, mas confirma informações do marido.
Danilo Cristiano Marques confirma que empresta nome para diversos usos de Walter Delgatti, como aluguel de imóvel e compra de dólares. Danilo também emprestou a conta bancária.
Foto: Demis Roussos/Secom
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