“Eu agora sou mais um nessa galeria de ex-ministros”, afirmou Luiz Henrique Mandetta a servidores e assessores momentos antes de deixar o prédio do Ministério da Saúde.
A fala foi dita por Mandetta em uma cerimônia informal para colocar a foto dele na galeria de ex-ministros no hall do prédio do ministério, após ser exonerado na tarde desta quinta-feira (16) pelo presidente Jair Bolsonaro.
O ex-ministro discursou por dez minutos após ouvir aplausos, cantorias e falas emocionadas de aliados que estiveram com ele durante um ano, três meses e 16 dias em que esteve a frente da pasta.
A reportagem da Folha foi a única a acompanhar o encontro.
Foi com uma menção à Santa Irmã Dulce dos Pobres, canonizada no ano passado, que Mandetta começou a se despedir.
Mandetta usou do exemplo da santa para se referir ao coronavírus e o desafio em implementar medidas de isolamento social, alvo de críticas de Bolsonaro.
“A obra dela era uma obra para gente pobre, gente da rua de Salvador, que ela nunca negou, nunca fechou a porta. Tudo o que fizemos aqui foi pensando nos mais humildes. No dia que gente desse ministério me falou como era o ônibus que vinha para cá, o grau de proximidade das pessoas, vamos falar em isolamento social como? O SUS vai pagar a conta de séculos de negligência, de favela, de falta de saneamento básico, de falta de cuidado com o povo mais humilde que é a grande massa trabalhadora desse país.”
“O que é falar para eles: ‘vão trabalhar, por que temos que passar por isso rápido’? Se passar por isso rápido significa estressar muito além do razoável o sistema de saúde”, disse o ministro, apontando risco de colapso no SUS.
“Quando a gente vê o sistema de saúde dos Estados Unidos, quando vê Nova York em colapso, Chicago em colapso, a gente pensa no nosso Brasil e nesse povo daqui e fala: Santa Dulce, nossa senhora, ajuda.”
Em seguida, Mandetta disse que, caso sejam afrouxadas as recomendações atuais da pasta, o sistema de saúde brasileiro poderá ter reflexos como o da Europa, em que há funcionários que já atendem “com saco de lixo na cabeça”.
Ainda no discurso, que durou cerca de dez minutos, Mandetta pediu foco à equipe e apoio para a transição. “Minha saída é muito pequena, é insignificante perto da luta que vamos ter que travar. Foco. Nosso inimigo tem nome, e chama-se coronavírus.”
Embora com aparência firme, Mandetta deixou transparecer que sai da pasta com um pouco de ingratidão no peito. “O Padre Antônio Vieira falava: se tudo que fizeres pela pátria, e ela ainda assim lhe for ingrata, não tereis feito mais do que sua obrigação.”
Também pediu que os funcionários deem apoio a novas equipes que podem chegar à pasta.
“Temos um futuro amanhã de manhã e temos que ajudar demais seja lá quem for o próximo a ter uma fotografia aqui. Recebam com os braços abertos. Façam o melhor que vocês puderem, a luta não acabou, nem um minuto.”
Em nome dos servidores, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos, Denizar Vianna, afimou que foi um privilégio trabalhar com o ministro e que o corpo técnico da pasta poucas vezes trabalhou com um ministro tão humanista e que pautava “suas decisões na ciência”.
Com informações da Folha de SP

Como é que é petezada???
Vcs vão de Lambreta, ou Andrade?????
Kkkkkkkkkkk
Tão tudo doidão, não tem em quem votar.
Pra PETRALHADA só sobrou o resto do bagaço da cana, que a porca chupou.
Kkkkkkklkk
Só pilantra.
Kkkkkkkkk
Podem votar, votem!!
Kkkkkkk
Tudo de ruim vai ser agora porque ele saiu e não porque ele não fez nada até aqui.
OS POLÍTICOS DE BRASÍLIA ATRAPALHARAM O TRABALHO DO MINISTRO MANDETTA.
Mandeta sai de cabeça erguida desse. Governozinho incompetente.. Parabéns pela atuação Ministro ??
Mandetta , Bom ministro . Se esse que entrou falar qualquer coisa que não agrade , o presidente demite amanhã. O Sr. presidente está perdido ! Politica no Brasil é uma sacanagem . Aliados não tem defeitos. Os opositores se não tiverem os caras arranjam o defeito. E todos sabem disso.
Se fazer política é se opor ao negacionismo e à ciência, e se guiar baseado em orientações da OMS e de médicos do mundo inteiro, então Mandetta foi um excelente político.
Poderia ainda ser o ministro, mas é burro.
Foi pro ministério fazer política.
Ta Fora.
Esse Mandeta é um pilante. Não esqueçam que ele é deputado federal pelo DEM. Todos sabemos que este congresso só tem bandidos.
Fazer a política de Bolsonaro de enviar todos ao caixão ou fazer o correto? A população tem que observar o que acontece ao mundo, o que os presidentes fazem. Pq todos estão errados e Bolsonaro certo? Temos que pensar nas vidas em primeiro lugar. Se Mandeta fez política, algo que não vejo, ele fez certo, pois, está para defender primeiro os direitos da população e, não de empresários como quer o presidente.
BG.
Ele agora tá com tempo para se dedicar a campanha pra governador do MS em 2022