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Em entrevista à Veja, viúva de Pablo Escobar diz que foi estuprada e fala da psicopatia do traficante

A última vez que Victoria Eugenia Henao esteve com o marido foi em agosto de 1993. Chegou vendada ao local conhecido como Casa Azul e passou algumas semanas, com o casal de filhos, no que viria a ser o esconderijo final de Pablo Escobar, o megatraficante colombiano. Escobar morreu em um tiroteio menos de quatro meses depois. Viúva, Victoria, chamada pelo marido de Tata (ela o chamava de Mister), precisou negociar a sobrevivência com o rival cartel de Cáli, mudar-se para Moçambique e de lá para a Argentina, onde trocou seu nome para Maria Isabel Santos Caballero e começou a trabalhar como corretora de imóveis para sustentar a casa. Essas e outras histórias são contadas na autobiografia Sra. Escobar: Minha Vida com Pablo (Editora Planeta), que chega às livrarias brasileiras em 6 de maio. Aos 58 anos, vivendo em Buenos Aires e fazendo palestras como coach, Maria Isabel considera que só agora pode dar por encerrado o longo processo de pesquisar e entender o psicopata por trás do companheiro metido a romântico. A seguir, sua primeira entrevista a um veículo da imprensa brasileira.

A senhora passou quase duas décadas ao lado de Pablo Escobar. Quanto tempo levou para entender que ele era um megatraficante e assassino? 

Sabia que Pablo mexia com drogas. Perguntava, perguntava, e ele dizia: “Não se preocupe, amor. Estou cuidando da família”. Nos primeiros anos, nunca imaginei que Pablo tivesse essa dimensão toda, muito menos que fosse um homem perigoso, um assassino. Quando a guerra entre os cartéis e o governo recrudesceu na Colômbia, a coisa foi ficando mais feia. Pablo acabou sendo preso muitas vezes, eu questionava por que e ouvia: “Tudo o que acontece de ruim neste país falam que é culpa minha. Não é”.

Mesmo diante de tantas evidências, como o assassinato do ministro Rodrigo Bonilla, inimigo de seu marido, a senhora continuava acreditando nele? 

Minha reação foi ficar paralisada, em silêncio, muda. Era movida por uma mistura de amor, um forte senso de permanência da família e medo. Sabia que havia algo de muito errado ali, claro, porque ele vivia fugindo e nos mandava toda hora para uma casa diferente, alegando proteção. Ficamos muito tempo longe um do outro. Nos últimos dez anos de uma união de dezessete, quase não dividimos o mesmo teto. Era sofrido, mas me mantinha em uma bolha de conforto e segurança.

A senhora chegou a encontrar o filho do ministro Bonilla depois do assassinato de seu pai por Escobar. O que disse a ele?

Abracei o rapaz e pedi perdão pela dor causada por Pablo.

Saber que seu marido era ao menos suspeito de tantas atrocidades não criou nenhuma fissura no casamento nem abalou sua vontade de ficar com ele?

Sinceramente, nunca parei de amar Pablo, mas, sim, pensei em deixá-lo várias vezes. Até tentei. Um dia, cheguei para ele e disse: “Não dá mais”. E ele reagiu: “Está maluca? Família é família. Vocês são a razão de tudo”. Um advogado que consultei resumiu: “Separar é impossível”. Não havia saída para mim nessa história. Já pensou? Deixar Pablo e ir morar com a minha mãe? No dia seguinte, dez capangas estariam na porta da casa atrás de mim, para me buscar.

Não a incomodava viver uma vida de luxos sabendo de onde vinha o dinheiro? 

Esse era um setor em que eu não entrava. Ele me dava as coisas, vivíamos muito bem, mas eu atribuía tudo aquilo aos negócios de Pablo, sem ficar cutucando os detalhes. Não era meu papel fazer perguntas. Nesse sistema machista que vigorava em nossa casa — eu, uma mulher muito jovem, onze anos mais nova que ele —, o esperado era que cuidasse dos filhos e mantivesse o lar. E cumpri minha parte direitinho, como havia prometido ao padre.

Chegou a deslumbrar-se com a riqueza?

Era muito bom poder ir à Europa e aproveitar o que havia de melhor. Quando Pablo e eu discutíamos, ele selava a paz com flores e presentes. Certa vez veio com um BMW. Comecei a gostar do mundo da arte. Comprava quadros para decorar nossas propriedades, envolvi-me no universo das galerias e tive até um Salvador Dalí. Mal sabia que esse quadro viria a salvar a mim e meus filhos depois da morte de Pablo.

Como isso aconteceu? 

Ele havia morrido fazia um ano, e o pessoal do cartel de Cáli me chamou para uma conversa. Fui com meu irmão, achando que encontraria por lá umas cinco pessoas, no máximo. Quando cheguei ao local da reunião, eram cinquenta e queriam cobrar pela vida da minha família. “Quanto vocês querem?”, perguntei. Tive de dar a eles propriedades e o meu Dalí. O curioso é que esse quadro tinha sobrevivido a um ataque a uma de minhas casas: lançaram gasolina na estrutura, e boa parte do que estava dentro se perdeu. Mas não o Dalí.

Quanto sobrou da fortuna de Pablo Escobar? 

Ninguém acredita, mas não sobrou nada. Tivemos de dar uma parte aos bandidos do lado inimigo, a outra foi confiscada pelo governo colombiano. Hoje moro de aluguel em Buenos Aires, vivendo de palestras e serviços de coaching, área em que me especializei. Meus filhos têm carreira própria. Seguiram em frente, distantes do crime.

A senhora afirma que não teve participação nos crimes cometidos por seu marido, mas foi alvo de dois processos por lavagem de dinheiro, um ainda em andamento. É culpada? 

De jeito nenhum. No primeiro processo, já arquivado, fui vítima de uma extorsão. Um contador se aproximou de minha família, ficou amigo e descobriu que eu era ex-mulher do Pablo. Aí começou a pedir dinheiro para não revelar minha identidade. Eu pagava, pagava, até que um dia não paguei e o processei pelo achaque. E ele me processou de volta, criando um enredo em que me acusava de lavagem de dinheiro. Esse processo, de 1999, foi arquivado por completa falta de provas. Mas fiquei três meses presa. Agora enfrento outro processo.

A senhora é acusada de intermediar o contato entre dois empresários que viriam a se envolver com o narcotráfico, certo? 

Isso. Apresentei um ao outro num período em que atuava no ramo imobiliário, depois da morte de Pablo. Eles fizeram negócio e eu ganhei uma comissão. O dinheiro, porém, é lícito — nem sabia que os dois tinham envolvimento com atividades criminosas. Mudamos de país, de nome, tentamos não viver no passado, mas nunca deixaremos de ser a família Escobar, e isso tem um grande peso.

Seu marido morreu há 25 anos. Nunca quis reconstruir sua vida afetiva? 

Fiquei tão voltada para a sobrevivência que não sobrou espaço para mais nada. E há outro problema: quando os homens descobrem que sou a viúva de Pablo, eles se afastam. Ninguém quer se misturar com essa história.

Pablo Escobar foi um notório colecionador de amantes. Isso a feria?

Muito. Era uma dor constante. Mas ele sempre dizia que não tinha importância, que nenhuma delas chegava aos meus pés. Se eu ficava enfurecida, ele comprava flores e escrevia cartas românticas. Escrevia bem, aliás. Quando tinha dúvida sobre a ortografia de uma palavra, ia consultar o dicionário.

A jornalista Virginia Vallejo chegou a escrever um livro sobre seus anos como amante de Escobar. A história que ela conta faz sentido? 

Virginia já disse que eu sou uma sem-vergonha, que evito o sobrenome Escobar mas não tenho pudor de usar seu dinheiro. Ela poderia me dizer que dinheiro é esse? Virginia está claramente alheia à realidade. Acha que foi tudo fácil para mim. Pablo e Virginia se encontraram quando ele buscava poder na política e ela estava atrás de poder econômico. A vida deles se cruzou nesse ponto, só que ela não passou de uma de suas inúmeras amantes. Eu era a esposa.

A versão sobre a morte de seu marido defendida por Virginia no livro que inspirou o filme Escobar — A Traição, protagonizado por Penélope Cruz, coloca a amante no centro dos acontecimentos. Ela teria sugerido aos investigadores colombianos que procuravam Escobar que buscassem a senhora e seus filhos na Alemanha, onde estavam escondidos. Escobar entraria em contato e eles rastreariam o sinal do telefone. Aconteceu assim mesmo? 

Não sei de nada disso. O que sei é que ele me ligou e, sim, acabou sendo rastreado.

Não parece uma armadilha muito básica para alguém tão esperto como Escobar? 

Acredito que, perseguido de todos os lados, Pablo tenha se suicidado. A polícia o queria vivo, sem dúvida. Por isso acertaram no joelho. E ele se deu um tiro atrás da orelha. Foi um médico que o acompanhou a vida inteira que o ensinou a achar o ponto certo para um tiro fatal. Vejo nessa decisão final uma tentativa de proteger a família. Nunca teríamos chance de uma vida normal daquele jeito.

A senhora se sente bem retratada nas séries e filmes sobre Escobar? 

Meu filho detectou mais de quarenta imprecisões na série Narcos. É muita ficção. Prefiro não ver. Acabam trazendo à tona a violência e o medo que moram dentro de mim.

A senhora conta no seu livro ter sido violentada por Escobar aos 13 anos. Como foi?

Eu era uma menina e me encantei pelo homem mais velho que andava para cima e para baixo na motocicleta. Um dia ele me abraçou, me beijou e, sem que eu entendesse o que estava acontecendo, tirou minha virgindade. Não tinha maturidade para compreender aquilo. Fiquei paralisada, senti dor. Depois veio a notícia: eu estava grávida. Pablo não me perguntou nada. Só passou para me buscar e me levou para uma casa onde, viria a saber, me submeteriam a um aborto. Não fui consultada, não tive escolha.

Como a senhora definiria hoje Pablo Escobar?

Ele era um sedutor, capaz de encantar as pessoas dando-lhes presentes, construindo campo de futebol, sendo boa-praça, e também um psicopata, pronto para tirar a vida dos outros em nome de poder, vingança, caprichos. O mais estranho é que só tive a real dimensão do personagem agora, à custa de muita análise e com a ajuda do tempo. Estou me divorciando de Pablo Escobar 25 anos depois de sua morte.

Veja

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VÍDEO: Motorista é preso por suspeita de embriaguez após colisão frontal na RN-118 entre Macau e Pendências que deixou criança gravemente ferida

Imagens: Via Certa Natal 

Foto: Reprodução

Um motorista foi preso em flagrante por suspeita de dirigir embriagado após um acidente que deixou uma criança de 11 anos gravemente ferida na manhã deste sábado (1º), na RN-118, entre Macau e Pendências.

Segundo a Polícia Militar, dois carros que seguiam em sentidos opostos bateram de frente. Um dos condutores apresentava sinais de embriaguez, foi levado ao Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, e autuado em flagrante. O exame pericial para confirmar a presença de álcool no organismo está em andamento.

No outro veículo estavam funcionários da Caern que seguiam para uma partida de futebol. O motorista e uma mulher sofreram ferimentos leves.

A criança, que estava no carro com o grupo, ficou gravemente ferida, precisou ser entubada e foi transferida de helicóptero para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

A Polícia Civil investigará as circunstâncias do acidente, enquanto a perícia foi acionada para apurar a dinâmica da colisão.

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Seap corrige informação sobre fuga e diz que dois, e não três, foram recapturados; oito seguem foragidos

Diogo da Luz Silva foi recapturado — Foto: Seap/Divulgação

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) corrigiu a informação divulgada pela própria pasta na manhã deste sábado (1º) sobre as recapturas de presos que fugiram da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta.

Inicialmente, a secretaria informou que três detentos haviam sido recapturados durante a madrugada. Horas depois, retificou o balanço e esclareceu que apenas dois presos foram localizados: Isaac Deodato Rodrigues e Diogo da Luz Silva.

Com a correção, Tiago da Silva Maia Braga, que havia sido incluído entre os recapturados, permanece foragido.

Na sexta-feira (31), Julianderson Francisco Nogueira já havia sido preso. Dessa forma, três dos 13 detentos que deixaram a cela foram recapturados, enquanto nove seguem sendo procurados pelas forças de segurança. Outros dois presos foram contidos ainda dentro da unidade prisional, antes de conseguirem fugir.

Seguem foragidos:

  • Cleidson Martins Dantas;
  • Tiago da Silva Maia Braga
  • Kaio do Nascimento Gomes;
  • Tiago Nogueira da Silva;
  • Petrúcio Railande dos Santos;
  • Jackson Matheus Martins Simões;
  • Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva;
  • Eliandson Luciano de Lima.

As buscas continuam com participação da Polícia Penal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Guarda Municipal de Parnamirim.

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Considerado foragido desde fevereiro após violar tornozeleira eletrônica, rapper Oruam tem prisão preventiva revogada pela Justiça


Foto: reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, e determinou que ele responda ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Oruam era considerado foragido desde fevereiro por, justamente, descumprir medidas cautelares como violações da tornozeleira eletrônica.

Segundo a defesa, o artista não responderá mais por tentativa de homicídio, permanecendo as acusações de lesão corporal leve e dano ao patrimônio público.

Entre as medidas impostas pela Justiça estão o comparecimento mensal ao juízo, a proibição de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas de risco, a proibição de contato com os demais investigados, a obrigação de manter endereço atualizado, restrição para deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização e recolhimento domiciliar das 20h às 6h.

O processo tem origem em uma ocorrência registrada em julho de 2025, quando policiais civis foram à antiga residência do rapper para cumprir um mandado de busca e apreensão. Segundo a investigação, Oruam e outras pessoas teriam atacado uma viatura com pedras, permitindo a fuga de um adolescente apreendido.

O cantor chegou a ser preso, teve a prisão substituída por medidas cautelares, mas voltou a ser considerado foragido após descumprir as condições impostas pela Justiça, incluindo violações da tornozeleira eletrônica. Agora, com a nova decisão, ele voltará a responder ao processo em liberdade.

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Presidente do SINSP volta a criticar o governo Fátima por mais um atraso no pagamento a aposentados e pensionistas: ‘Não há previsão clara, não há garantia e não há respeito’

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do RN (SINSP-RN), Janeayre Souto, voltou a cobrar do governo Fátima Bezerra o pagamento aos aposentados e pensionistas.

Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (1º), Janeayre afirmou que o governo do estado discrimina aposentados e pensionistas. “O pior é que não solta uma nota”, comentou. ‘Não há previsão clara, não há garantia e não há respeito’, escreveu na publicação no Instagram.

Ela também afirmou que a governadora Fátima Bezerra sequer teve a dignidade de se dirigir aos servidores para dizer que os aposentados e pensionistas não iriam receber seus salários.

Janeayre disse ainda que soube do atraso nos pagamentos pela imprensa e por diversas mensagens que recebeu ao longo do dia e ainda chamou de ‘mentirosa’ a nota da SEAD (Secretaria de Estado da Administração) enviada à imprensa.

 

Opinião dos leitores

  1. Em 2019 quando assumiram o RN foram a imprensa e falavam que estavam recebendo o Estado desorganizado na área administrativa e contábil. E agora estão todos calados e vão entregar RN Falido.

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VÍDEO: Feiticeira ‘Mãe Rainha das Trevas’ diz ter gastado mais de R$ 100 mil para erguer estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo no Ceará

Vídeo: reprodução/g1

Uma estátua de 11 metros de altura em homenagem ao Diabo foi inaugurada no Palácio Estrela Negra da Quimbanda, na Taíba, distrito de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O monumento, instalado em uma propriedade particular, foi apresentado durante a celebração dos 29 anos do templo religioso.

Segundo a líder da casa, conhecida como Mãe Rainha das Trevas, a obra custou mais de R$ 100 mil e seria a maior estátua do Diabo do mundo, embora não exista registro oficial que comprove a afirmação.

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, na Grande Fortaleza, informou que a construção recebeu as licenças ambientais e urbanísticas exigidas pela legislação, já que o imóvel está localizado em uma Área de Proteção Ambiental (APA).

Após a inauguração, a líder religiosa afirmou ter recebido mensagens de apoio, mas também ataques preconceituosos nas redes sociais. Ela defendeu o respeito à liberdade religiosa e lembrou que o Brasil é um Estado laico, com garantia constitucional ao livre exercício da fé.

A Quimbanda é um culto de matriz afro-brasileira voltado à reverência de entidades como Exus e Pombagiras. Seus praticantes afirmam que a religião busca a evolução espiritual e rejeitam a associação da prática ao mal.

Opinião dos leitores

    1. Sim, mas esses são filhos do Satã. Eu acredito que o Diabo de 9 dedos, assim que morrer, terá uma ou mais estátuas espalhadas pelo Brasil afora.

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Droga apreendida após tiroteio no Aeroporto de Guarulhos valeria R$ 3,6 bilhões na Europa

Foto: reprodução

A carga de 400 quilos de cocaína apreendida durante a operação policial no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na última sexta-feira (31), está avaliada em R$ 3,6 bilhões no mercado europeu, segundo estimativas das autoridades.

A droga foi interceptada após traficantes invadirem a área das pistas por meio de uma obra próxima ao aeroporto, provocando uma troca de tiros com forças de segurança. Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido e nenhum voo precisou ser interrompido.

VEJA TAMBÉM: VÍDEO: Criminosos trocam tiros com policiais federais em área do Aeroporto de Guarulhos

Durante a ação, dois homens foram presos. Um deles afirmou que receberia dinheiro para transportar a carga até o aeroporto. O outro, funcionário terceirizado do terminal, foi detido pela Polícia Federal. As investigações seguem para identificar e prender outros integrantes da organização criminosa responsável pela tentativa de envio da droga ao exterior.

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Bandeira amarela é mantida em agosto e conta de luz seguirá com cobrança extra pelo 4º mês seguido

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto. Com isso, os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A cobrança extra está em vigor desde abril e será aplicada pelo quarto mês consecutivo.

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira ocorre devido à redução das chuvas durante o período seco, o que diminui o nível dos reservatórios das hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

Na prática, uma residência que consumir 200 kWh no mês terá um acréscimo de R$ 3,77 na conta de luz. Para um consumo de 300 kWh, o adicional será de aproximadamente R$ 5,66.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente o custo da geração de energia. Atualmente, a bandeira verde não tem cobrança extra, enquanto as bandeiras amarela e vermelha aplicam valores adicionais conforme as condições de geração elétrica no país.

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ANDREZA MATAIS: André Mendonça apura se diretor-geral da PF obstruiu justiça em caso do INSS

Fotos: Luiz Silveira/STF e Brenno Carvalho / Agência O Globo

Por Andreza Matais, Metrópoles

Uma das principais investigações em curso no país abriu uma grave crise institucional entre dirigentes dos órgãos que comandam o processo.

Há mais de um mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pelo caso, determinou que a Polícia Federal submetesse a ele todos os documentos brutos referentes às apurações da Farra do INSS, revelada pelo Metrópoles.

André Mendonça também ordenou que qualquer alteração na equipe que investiga o caso fosse previamente autorizada por ele.

Um dos escândalos mais rumorosos da atualidade, as fraudes no INSS impactaram o país pelo alcance de vítimas, amplo envolvimento de personagens poderosos e volume de dinheiro desviado de aposentados. Entre os investigados, está Lulinha, o filho do presidente da República.

A determinação do ministro André Mendonça, no entanto, foi mal recebida na PF. Por lei, o delegado de polícia tem autonomia para conduzir a investigação.

A PF alega que o procedimento habitual seria analisar documentos apreendidos, dados extraídos de celulares, elaborar um relatório e encaminhá-lo ao gabinete do ministro. A PF também dispõe de uma cadeia de custódia das provas.

A decisão do ministro se ampara em dois objetivos. O primeiro é preservar a autonomia da polícia federal e evitar que haja interferência política ou seletividade no curso das investigações. Além disso, garantir o acesso à defesa dos elementos já produzidos e das diligências já encerradas, nos termos da Súmula Vinculante 14 do Tribunal.

O ministro foi informado de que depoimentos já colhidos não estariam sendo juntados aos autos, assim como não estariam sendo apresentados os relatórios periódicos sobre o andamento das investigações, conforme determinado pelo relator.

A PF tem resistido em cumprir a ordem de Mendonça. A coluna apurou que o ministro reagiu e determinou o esclarecimento da questão, que pode ensejar desobediência processual e obstrução de justiça.

As providências de Mendonça chegaram ao conhecimento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que manteve sua posição de não compartilhar os dados e remeteu a contenda para a Advocacia-Geral da União (AGU). A interlocutores, o diretor-geral da PF diz que só falta chegar a ordem de prisão.

O caso transformou-se em uma batata quente. O chefe da AGU, ministro Jorge Messias, é próximo de André Mendonça e contou com o apoio dele em sua indicação ao Supremo, posteriormente rejeitada pelo Senado.

Há uma promessa de Lula de que, se reeleito, repetirá a indicação. Nesse cenário, criar um atrito com um amigo e possível futuro colega de tribunal não é algo que Messias deseje. O ministro da AGU, inclusive, está de férias.

O episódio também gerou desapontamento no Palácio do Planalto com a postura do ministro da Justiça, Wellington César Lima, que se manteve neutro diante do embate. Para delegados da PF, na qualidade de chefe da Polícia, o ministro deveria ter saído em defesa da autonomia da PF para conduzir as investigações.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também evitou se envolver na crise. De um lado, avisou que não pretende questionar a ordem do ministro André Mendonça. De outro, sinalizou que não concorda com pressão sobre o diretor-geral da PF.

O choque decorre de uma divergência de entendimento. Por um lado, Andrei Rodrigues questiona a determinação de Mendonça, porque o ministro não teria indicado no despacho fatos que comprovassem a atuação irregular da PF para justificar uma medida que soa para os delegados como intervenção. Por outro lado, o ministro André Mendonça tem afirmado publicamente que vai garantir a qualquer custo uma investigação republicana sobre o escândalo, sem vazamentos ou interferências políticas.

Por Andreza Matais, Metrópoles

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Navio de guerra da Marinha do Brasil terá visitação gratuita no Porto de Natal neste sábado (1º) e no domingo (2)

Fragata da Marinha abre para visitação pública gratuita no Porto de Natal — Foto: Divulgação

A Fragata “Independência” (F44), da Marinha do Brasil, estará aberta à visitação pública neste sábado (1º) e domingo (2), das 14h às 17h, no Terminal Marítimo de Passageiros, no Porto de Natal.

A entrada é gratuita, mas é necessário fazer agendamento prévio devido ao número limitado de vagas, clicando aqui.

A embarcação chega ao Rio Grande do Norte após participar da Operação FLEETEX 250, exercício multinacional realizado nos Estados Unidos com a participação de marinhas de mais de 20 países.

Incorporada à Marinha em 1979, a Fragata “Independência” tem 129,5 metros de comprimento, desloca 3.300 toneladas e é equipada com mísseis Exocet e Aspide, além de canhões de 4,5 e 40 milímetros.

Serviço

  • Data: 1º e 2 de agosto
  • Horário: 14h às 17h
  • Local: Terminal Marítimo de Passageiros, Porto de Natal
  • Entrada: Gratuita, mediante agendamento prévio (FAÇA AQUI)

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Multidão em Grossos reforça apoio da prefeita Cinthia para Zenaide, autora de quase R$ 2 milhões em investimentos no município

Uma verdadeira multidão participou, na noite desta sexta-feira, de um encontro político promovido pela prefeita Cinthia Sonale, em Grossos, que reafirmou apoio à candidatura da senadora Dra. Zenaide Maia à reeleição para o Senado. O ato reuniu lideranças e apoiadores e reforçou a parceria construída entre o mandato da senadora e o município.

“Esse encontro renova a nossa esperança e fortalece a certeza de que vale a pena continuar trabalhando por uma cidade cada vez melhor”, afirmou a prefeita. Ao longo do mandato, Zenaide já destinou mais de R$ 1,7 milhão para Grossos, com investimentos em saúde, aquisição de veículos e obras de infraestrutura.

Ao agradecer a recepção, a senadora destacou a importância da união em favor dos municípios. “Seguimos juntos, com trabalho, diálogo e compromisso, construindo um futuro cada vez melhor para Grossos e para todo o Rio Grande do Norte”, disse Zenaide.

O encontro também contou com a presença do candidato a governador Allyson Bezerra, do deputado federal Benes Leocádio e do deputado estadual Ivanilson Oliveira.

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