Em meio à crise na segurança do Maranhão, que enfrenta graves problemas no sistema prisional com ações de grupos criminosos, o Estado anunciou, neste sábado (18), a nomeação de 80 candidatos aprovados no concurso de agente penitenciário, realizado em 2013, que destinava apenas 41 vagas.
O anúncio feito secretário de Gestão e Previdência do Maranhão, Fábio Gondim, ocorreu após o Sindspem (Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão) informar que iria reunir a categoria, na próxima quarta-feira (22), para decidir se entrariam em greve ou não cobrando melhorias nas condições de trabalho.
De acordo com Gondim, vão ser chamados todos os aprovados no concurso para fazer o curso de formação, que será iniciado no dia 17 de fevereiro.
“Conseguimos garantir a nomeação de 80 candidatos logo após o curso, em vez dos 41 do edital. É possível que haja mais nomeações, mas não posso garantir”, disse o secretário.
“Vamos chamar todos os aprovados para fazer o curso, o que é ótimo, pois quem tem disponibilidade de tempo para fazer ficará como excedente”, acrescentou.
Atualmente, o sistema prisional do Maranhão conta com apenas 382 agentes penitenciários, mas existem 1.500 prestadores de serviço terceirizados trabalhando nos presídios.
A terceirização da segurança no sistema prisional o Maranhão vem sendo alvo de críticas.
O presidente da Fenaspen (Federação Nacional Sindical dos Servidores do Sistema Penitenciário), Fernando Anunciação, afirmou que a terceirização deixa o sistema suscetível a corrupção e assim põe a segurança em xeque.
“O governo do Estado do Maranhão está indo de encontro com a polícia, pois em vez de reforçar a segurança está colocando o sistema nas mãos de pessoas que não são capacitadas e remuneradas para isso. Um trabalhador que ganha R$ 900, lida diretamente com presos e não tem estabilidade no emprego fica exposto a se corromper. Além do mais, colocar pessoas que não têm poder de polícia para trabalhar com presos gera um grave problema”, destacou Anunciação.
O vice-presidente do Sindspem, Cézar Bombeiro, também criticou a segurança dos presídios ser feita por terceirizados.
Folha

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