Segurança

Em resposta à pressão dos estados, Planalto quer e vai priorizar plano nacional de segurança pública

Em resposta à pressão dos estados, o governo federal vai lançar a Política Nacional de Segurança Pública, que tem como meta de curto prazo “integrar o sistema de inteligência da União e dos Estados”, com objetivo de “atingir a espinha dorsal do crime organizado”, “reduzindo o fluxo financeiro do tráfico”, “como forma de asfixiá-lo”.

O plano foi anunciado pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que informou que o texto está nas mãos do presidente Michel Temer, e prevê que os Estados que se engajarem à proposta recebam recursos e apoio federal com repasse de todo tipo de equipamento, como armas e carros blindados.

Para isso, o Estado terá de provar que tem um projeto de reformulação de suas polícias com integração real da sua inteligência ao plano federal. No entanto, o Estado que não se dispuser a isso, fica fora do plano e da possibilidade de receber qualquer ajuda federal. Ainda na entrevista, embora o ministro considere a situação do organização do tráfico no País “preocupante”, ele disse que o papel do crime no Brasil “está longe de se comparar ao que aconteceu em Cali e Medellin, na Colômbia, ou no México”.

Com problemas para a aprovar a reforma da previdência e em busca de um discurso positivo, o presidente Temer anunciou que quer investir e segurança e reconheceu que a violência chegou a um nível “intolerável” na mensagem enviada ao Congresso Nacional, nesta segunda.

Segundo Temer “o combate firme e consistente ao crime organizado é prioridade” de seu governo, reconhecendo que “muitos são os brasileiros que têm a sensação de viver sitiados”. Com isso, Temer responde às acusações do governador do Ceará, Camilo Santana (PT) que tentou transferir para o governo federal a responsabilidade pela chacina que houve no Estado, na semana passada, e cobrou ações mais efetivas da União para o combate ao tráfico de drogas, ao crime organizado e para a proteção das fronteiras brasileiras, alegando que estava “pagando um preço muito caro” por falta de uma política nacional de segurança pública.

Ao falar do modelo de segurança pública criado pela Constituição de 1988, no qual o Estado é o gerente do setor e a União dá apoio técnico e financeiro, o ministro declarou que este modelo “faliu, ou melhor, nunca funcionou” porque “o crime é transnacional, passando por cima dos limites das fronteiras destes estados e o modelo desenhado é totalmente ineficaz”.

Daí, segundo ele, ser uma imposição a participação do Estado no sistema integrado de inteligência para que toda esta cadeia em conjunto possa identificar as grandes lideranças e conseguir a prisão delas, em presídios federais, tentando brecar o crescimento do setor. “O Estado foi à falência na segurança pública”, declarou o ministro, trazendo como exemplo, a situação do Rio de Janeiro, ao citar “tudo o que foi feito na gestão Sérgio Cabral.”

Na entrevista concedida para falar do plano, o ministro reconheceu o excessivo emprego das Forças Armadas para ajudar na segurança pública dos estados. Mas afirmou que isso “é inevitável” por causa da gravidade da situação apesar de saber que “nenhum país resolve problema de drogas com Forças Armadas, que devem ser empregadas de forma eventual e pontual”.

Depois de lembrar que em 20 meses, 11 pedidos de GLO – Garantia da Lei e da Ordem, avisou: “Apesar do desconforto com esse emprego (recorrente), as Forças Armadas continuarão a ser demandadas”. Segundo o ministro, “quanto menos as forças forem para as ruas, melhor, porque este não é o papel constitucional delas. Mas, não tem alternativa. Por mais que haja relutância, elas têm de ir para as ruas”.

Para o ministro, é necessário que haja uma “discussão política” sobre o parágrafo sexto do artigo 144 da Constituição, que diz que as Polícias Militares são forças auxiliares e reserva das Forças Armadas. Este artigo, lembrou, quebra a descentralização que a mesma Constituição criou, delegando aos estados o poder de controlar suas polícias e a segurança pública, mesmo sem elas terem essa capacidade gerencial.

“Não sei se há espaço político para a discussão sobre este controle previsto no artigo 144”, observou. Segundo ele, há uma “preocupação grande” com o pedido excessivo de GLOs pelos Estados, que podem se avolumar, quando mais se aproximar das eleições. Mas o ministro Torquato acha que o governador que, às vésperas das eleições pedir tropas federais, para repassar à União responsabilidade sobre a segurança pública, perderá votos porque dará discurso para a sua oposição de que não fez nada nesta área nos seus quatro anos de governo.

O ministro Torquato mostrou-se preocupado também com a possibilidade de o crime organizado criar feudos para influenciar nas eleições deste ano. Ele disse que foi criado um Grupo de Trabalho no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que conta com a colaboração da Polícia Federal, da Secretaria de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Gabinete de Segurança Internacional (GSI) para tentar mapear a influência do crime na eleição de candidatos. “Não sabemos a extensão disso”, comentou ele. Mas o ministro exemplificou que, no caso do Rio, quem for mais votado em uma determinada região da cidade, “é um indício a ser investigado”

Ao falar sobre o plano de segurança pública, o ministro Torquato defendeu que os órgãos de inteligência “superem as dificuldades” entre eles, “quebrando as desconfianças”, para poderem trabalhar juntos contra o crime. “Hoje os sistemas de inteligência não se falam”, comentou ele, ao anunciar que estava promovendo reuniões entre os integrantes dos órgãos de sua pasta, em um primeiro momento, que em seguida, uniria eles com a Abin, GSI e outros órgãos federais, como Forças Armadas para, então integrar aos Estados.

Para ilustrar o tamanho do problema, o ministro lembrou que, em Corumbá, Mato Grosso do Sul, uma fronteira importante onde há tráfico de drogas e armas, “existem representantes de sete órgãos cinco federais e dois estaduais e seus sistemas não são integrados e eles não se falam”. E completou: “Como combater o crime assim?” Para o ministro, o papel do governo federal é indutor, é tentar fazer que haja mudança de dentro para fora das organizações estaduais. “Precisamos ajudar o estado a se ajudar”, emendou.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. As finanças estaduais em frangalhos e alguns babacas ainda falam em separatismo… Não fresqueia, tchê! Tá nem frio.

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[VÍDEOS E FOTOS] Multidão lota Largo do Atheneu em Natal em ato de 7 de Setembro

Uma verdadeira multidão lotou o Largo do Atheneu em Natal durante ato de 7 de Setembro realizado nesta segunda-feira. O início do evento foi marcado pela execução do Hino Nacional Brasileiro.

A presença de uma grande quantidade de pessoas marcou a manifestação contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente Lula na capital potiguar que contou com a participação do senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro para presidente.

Com muitas bandeiras, camisas da seleção brasileira, faixas, cartazes e a presença do Pixuleco, boneco inflável que representa o presidente Lula com uniforme de presidiário.

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PESQUISA QUAEST: Flávio Bolsonaro e Lula empatam com 41% das intenções de voto no 2º turno

Fotos: Adriano Machado/Reuters

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostra Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) empatados com 41% das intenções de voto no 2º turno da eleição presidencial.

No cenário de primeiro turno a pesquisa mostra Lula na liderança, com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Augusto Cury aparece com 8%, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 3% cada. Romeu Zema soma 2% e Pablo Marçal, 1%.

Entre os entrevistados, 8% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas, enquanto 9% estão indecisos.

Os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 03 de setembro a 06 de setembro. O registro no TSE é BR-01720/2026. A margem de erro é de dois pontos e o nível de confiança, de 95%.

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Homem é detido após agredir e arremessar ovo em Rogério Marinho durante manifestação em Natal

Foto: Adriano Abreu

Um homem foi detido por seguranças após arremessar um ovo e agredir o rosto do senador Rogério Marinho com a mão durante manifestação na tarde desta segunda-feira (7), no Largo do Atheneu em Natal.

O agressor foi entregue à Polícia Militar pela segurança do evento. Ao ser preso ele tentava se explicar dizendo que “tinha o direito de se manifestar”.

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[VÍDEO] “QUEM VOTA EM LULA TÁ VOTANDO EM ALEXANDRE DE MORAES”: Em discurso na Avenida Paulista, Flávio diz que não permitirá que Lula indique mais quatro “Alexandres de Moraes” ao STF

Em ato na Avenida Paulista nesta segunda-feira (7), o candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) não poupou o presidente Lula de críticas e o associou à figura do ministro do STF Alexandre de Moraes.

“Esse consórcio de Lula com Moraes vai acabar. O Lula indicou dois ministros do Supremo, com a missão de perseguir Bolsonaro e os seus aliados. Lula indicou um procurador-geral da República com a missão de perseguir Bolsonaro e seus aliados. Lula colocou seu amigo como chefe da Polícia Federal para perseguir seus adversários e para proteger o Lulinha. Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, declarou Flávio.

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[VÍDEO] Flávio manda recado “aos perseguidores”, diz que pessoas enxergam o pai ao olharem para ele e afirma que “vai ter Bolsonaro na Presidência”

Em discurso durante a manifestação na Avenida Paulista nesta segunda-feira (7), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro mandou um recado “aos perseguidores”, sem citar nomes, e cravou “vai ter Bolsonaro na Presidência, sim”.

Flávio foi anunciado no trio elétrico por sua esposa, Fernanda Bolsonaro. Dirigindo-se ao que chamou de “perseguidores” disse que “vai ter Flávio Bolsonaro na presidência sim”.

“Eu sei que vocês estão olhando pra cá e estão enxergando outra pessoa parecida comigo, Jair Messias Bolsonaro. Essa camisa é em homenagem a ele”, disse Flávio que vestia uma camisa com a frase “Meu partido é o Brasil”, semelhante à que o pai usava quando sofreu a facada de Adélio Bispo na campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG).

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[VÍDEO] Manifestantes ocupam Largo do Atheneu em Natal e aguardam início de manifestação contra Moraes e Lula

Uma grande quantidade de manifestantes ocupa o Largo do Atheneu, no bairro de Petrópolis em Natal, na tarde deste sábado (7), aguardando o início do ato contra o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A mobilização ocorre em Natal e outras capitas, além de diversas cidades do país.

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[VÍDEO] “NÓS VAMOS TIRAR ESSE SORRISINHO DEBOCHADO DA SUA CARA”: Nikolas manda recado a Alexandre de Moraes em manifestação na Avenida Paulista

O deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG) mandou um recado direto ao ministro do STF Alexandre de Moraes, afirmando que vai tirar o “sorrisinho debochado” da cara do ministro, durante manifestação na Avenida Paulista nesta segunda-feira, feriado de 7 de Setembro. A fala foi em referência à foto em que Moraes aparece sorrindo ao lado de outros ministros do Supremo, em meio à crise na Corte.

“Escuta isso aqui, Alexandre de Moraes. Nós vamos tirar esse sorrisinho debochado da tua cara. Sabe por quê? Ano que vem, não vai ser o Lula que vai indicar quatro ministros do STF. Vai ser Flávio Bolsonaro!”, disse Nikolas, erguendo o braço de Flávio.

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[VÍDEO] “O BRASIL VAI ENXOTAR LULA E MORAES”: Alfredo Gaspar, vice de Flávio, pede “fora” para petista e ministro do STF em ato na Avenida Paulista

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), criticou o presidente Lula (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante o ato realizado nesta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo.

Ao defender a candidatura de Flávio, Gaspar afirmou que Lula e Moraes são “inimigos do Brasil” e representam “duas faces de uma mesma moeda” e convocou os manifestantes a pedir a saída dos dois.

“Pois é, minha gente, nós temos duas faces de uma mesma moeda, Lula e Alexandre de Moraes. Não existe Lula sem Alexandre e não existe Alexandre sem Lula. Por isso nós vamos dizer: fora Lula, fora Moraes”, exclamou, e em seguida completou afirmando que “o mundo precisa saber. O Brasil vai enxotar Lula e Moraes.”

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[VÍDEO] Milhares protestam com Flávio Bolsonaro contra Moraes e Lula na Avenida Paulista

Milhares de pessoas participam de uma manifestação na Avenida Paulista com o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na tarde desta segunda-feira (7). Os protestos se voltam principalmente contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A mobilização ocorre em meio às novas revelações envolvendo o ministro Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que ampliaram os questionamentos sobre sua atuação.

Manifestantes e políticos também estão fazendo calorosas manifetações de apoio ao ministro André Mendonça, responsável pelo pedido de investigação do escândalo, que pode levar Moraes a ser investigado.

O ato começou pouco antes das 15h com o hino nacional e tem Flavio e Silas Malafaia em um carro de som próximo ao MASP. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) cancelou sua participação de última hora para cuidar de Jair Bolsonaro em Brasília.

A concentração de manifestantes se extende por quarteirões desde a região do MASP até o prédio da Fiesp. Há bonecos gigantes, inclusive do presidente americano Donald Trump e faixas de “Fora, Lula”.

Gazeta do Povo

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[VÍDEO] “O FLÁVIO ELEITO, BOLSONARO ESTARÁ COM A GENTE NO DIA SEGUINTE”: Valdemar da Costa Neto diz que eleição de Flávio é o único jeito de Bolsonaro não ficar preso mais dez anos

Duranto ato na Avenida Paulista reunindo milhares de pessoas neste feriado de 7 de Setembro, o presidente do Partido Liberal (PL), Waldemar Costa Neto afirmou que a eleição de Flávio Bolsonaro é a única maneira de Jair Bolsonaro não ficar preso por mais dez anos.

“Precisamos do Flávio na Presidência para por em ordem esse país. Quero dizer para vocês que só tem um jeito: Jair Bolsonaro vai ficar preso mais dez anos se o Flávio não for eleito. O Flávio eleito, o Jair Bolsonaro estará com a gente no dia seguinte. Então quero pedir para vocês, Volta, Bolsonaro!”, disse Waldemar.

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