Finanças

Empresa Alemã desiste de participar do Leilão do Aeroporto de São Gonçalo

Tribuna do Norte

Rio – Às vésperas do leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, a operadora alemã Fraport, uma das principais interessadas no ciclo de privatizações previstas para o setor, afirma que não entrará na disputa. Regras pouco atraentes e cálculos de demanda superestimados são as justificativas da empresa, que opera o aeroporto de Lima, no Peru, para não participar do primeiro leilão do setor no País. “Estudamos o edital de Natal e achamos que a concessão é economicamente inviável. O retorno é tão baixo que não vale a pena. A Fraport não é o tipo de empresa que vai entrar numa concessão já sabendo que as regras não prestam”, disse ao Grupo Estado o diretor de projetos da empresa, Felix von Berg.

emanuel amaralAbertura das propostas para privatização do Aeroporto de São Gonçalo está prevista para o dia 22

Embora fontes do governo digam que há grupos querendo participar da privatização, prevista para o dia 22 de agosto depois de um adiamento de um mês, o desinteresse da Fraport pelo aeroporto da Grande Natal acende a luz amarela. A decisão da companhia evoca lembranças do fracasso do leilão do projeto do trem de alta velocidade (TAV), ligando Campinas, São Paulo e Rio. Como não houve propostas, o governo teve de mudar as regras, no caso do trem-bala.

Para Von Berg, entre os principais problemas estão a forma como o edital define os aumentos de tarifa e a especificação de equipamentos caros e desnecessários. “A regulação econômica é uma grande confusão”, afirma. Além disso, o diretor afirma que houve um “erro grave” no estudo de demanda feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, a demanda de 2010, tomada como base, é metade do que foi estimado pela instituição. Esse cálculo é importante para os consórcios interessados, uma vez que os passageiros de voos internacionais são os que geram as maiores receitas aeronáuticas e comerciais dos terminais.

Von Berg, no entanto, é otimista quanto aos próximos aeroportos a entrar em leilão. Cumbica (Guarulhos) e Juscelino Kubitschek (Brasília), que o governo pretende conceder até o fim do ano, estão na mira da empresa. Viracopos (Campinas), porém, é outro caso difícil, na avaliação da Fraport. “Dos três, Viracopos é sem dúvida o mais difícil de ser concedido. Primeiro porque investidores gostam de uma boa visibilidade de como será o fluxo. Porém o número de passageiros vai depender muito de que capacidade Guarulhos terá no futuro”, diz o executivo.

Além disso, boa parte da lucratividade do aeroporto se deve às altas tarifas cobradas pelo transporte de cargas. O receio é de que esses valores caiam com a competição que as privatizações devem gerar. A situação de Viracopos pode se complicar ainda mais caso vingue o projeto do Novo Aeroporto de São Paulo (Nasp), que a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa querem construir em regime privado em Caieiras, na Grande São Paulo. “Sabemos da ideia do Nasp e é claro que você vai colocar um prêmio de risco para isso. Nesse caso não seria o fim do mundo para Guarulhos, pois é um aeroporto já estabelecido. No caso de Viracopos, isso é bem preocupante”, diz.

Para maximizar o valor de outorga dos aeroportos de São Paulo, avalia Von Berg, o governo deveria dar aos investidores a garantia de que nos primeiros dez anos de concessão não autorizaria outro aeroporto num raio de 100 quilômetros. No caso de Natal, a Anac estima que o vencedor do leilão teria de investir R$ 426 milhões na primeira etapa.

Posicionamento da Fraport surpreende presidente da Fiern

As declarações do diretor de projetos da Fraport ao Grupo Estado podem provocar um efeito dominó e influenciar empresas interessadas na concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na ótica de Flávio Azevedo, presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern). “Essa é uma notícia muito preocupante. Desde que saiu o edital, várias empresas visitaram as obras do aeroporto. Nenhuma delas, porém, colocou de forma tão contundente o desinteresse pela concessão nem apontou as causas para seu desinteresse uma a uma. O que as empresas reclamavam eram de regras pouco claras, um dos motivos que levaram ao adiamento do edital”, afirmou logo após saber do anúncio.

O presidente da Fiern diz não ter ouvido de nenhuma das empresas que visitaram as obras ou procuraram a Federação que o aeroporto de São Gonçalo não era viável do ponto de vista econômico. Todas, segundo ele, entenderam que São Gonçalo do Amarante será a porta de entrada da América Latina. “Pode até ser inviável para grandes empresas como a Fraport, que administra o aeroporto de Frankfurt e é uma das maiores empresas de administração de aeroportos do mundo, mas não para empresas menores, que não tem a mesma capacidade de investimento”.

Flávio relembra que representantes da Fraport e da Andrade Gutierrez estiveram na Fiern e demonstraram interesse em participar do leilão. “Eles  disseram que estavam entrando com uma parceria. Inclusive no aeroporto de Lima, no Peru, a Fraport atua em parceria com a Andrade Gutierrez. Me estranha a empresa está dando uma notícia dessa. Ela poderia apenas não participar desta licitação, como qualquer empresa privada. Fico matutando, qual o interesse dessa empresa ao divulgar isso? Será que não faz parte de um processo de torpedeamento do processo aeroporto de São Gonçalo para priorizar os do Sul?”, questiona Azevedo.

Fazendo referência ao termo usado pelo Grupo Estado, segundo o qual, o desinteresse da Fraport na concessão acende a luz amarela, Flávio completa que o comunicado da Fraport, às vésperas do leilão, agendado para 22 de agosto, “acende a luz amarela bem próxima da vermelha”.  Flávio Azevedo, que acompanha a construção do aeroporto desde o início, diz não saber se a operadora alemã apenas externou sua opinião ao ser perguntada sobre a concessão pelo Grupo Estado ou se participa de uma grande sabotagem. “Isso me cheira a sabotagem das empresas nacionais e estrangeiras ao aeroporto de Natal. Afinal, qual o interesse da empresa em dar um detalhamento desse? Tem alguma coisa por trás disso”.

Para ele, o anúncio da privatização dos aeroportos do Galeão, Cumbica, Cofins, Vira-copos, Juscelino Kubitschek pode ter feito a Fraport desistir do negócio no Rio Grande do Norte. “A essa altura, me preocupa que o mesmo ocorra com outras empresas.  A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ao divulgar a notícia da privatização pode ter nos criado um grande problema. Eles sequer pensaram que este anúncio, que poderia ter sido adiado por mais 60 dias, podia gerar este prejuízo para Natal. Desde da primeira hora alertei para isso”. A Anac só se pronunciará amanhã.

(Andrielle Mendes).

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Política

Banco Central esconde conversas com Moraes sobre Master e trava acesso público

Foto: Arquivo

O Banco Central decidiu colocar em sigilo absoluto todas as comunicações com o ministro Alexandre de Moraes sobre o processo de liquidação do Banco Master. Reuniões, mensagens e datas viraram segredo total, mesmo com pedido formal pela Lei de Acesso à Informação, segundo informações do Metrópoles.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, confirmou que todas as tratativas foram registradas. “Cada reunião, cada troca de mensagem, tudo está documentado”, disse. Mas, na prática, o órgão negou o acesso, alegando proteção de dados patrimoniais, estratégicos e informações pessoais, que estariam protegidas por sigilo bancário e empresarial.

As suspeitas não param por aí: Moraes teria pressionado o Banco Central a favor do Master e a instituição contratou o escritório da mulher do ministro por R$ 129 milhões. As conversas entre Moraes e Galípolo teriam ocorrido pelo menos seis vezes, segundo a imprensa. Ambos negam qualquer irregularidade.

O BC afirmou que, por envolver dados sensíveis, não poderia fornecer nada, mesmo que parte das informações pareça básica. O Metrópoles informou que recorrerá da negativa, tentando romper o sigilo que mantém o caso do Master longe da transparência que os brasileiros merecem.

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Política

Condenado por furto, petista burla Ficha Limpa e assume cadeira de vereador

Foto: Reprodução

Itaquaquecetuba (SP) deu aos eleitores de 2024 um presente nada democrático: Gustavo Macedo, do PT, condenado por furto de carro, conseguiu driblar a Lei da Ficha Limpa e hoje ocupa uma cadeira na Câmara Municipal. Foram 1.361 votos que, na prática, validaram uma brecha jurídica que deixa o eleitor na mão.

O crime aconteceu em setembro de 2014. Aos 18 anos, Gustavo foi preso em flagrante enquanto dirigia um Fiat Uno furtado horas antes de um estacionamento de restaurante, segundo informações do Metrópoles.

Admitiu o crime, ficou detido e só deixou a cadeia em janeiro de 2015 graças a um habeas corpus. Três anos depois, em 2017, foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto e multa, mas nunca cumpriu a pena integral.

O que permitiu a candidatura? Uma brecha do Judiciário. Em 2021, o Estado reconheceu a prescrição punitiva: a condenação perdeu efeitos jurídicos porque o processo demorou demais para ser concluído.

Com isso, a Lei da Ficha Limpa, que impede a eleição de condenados por oito anos após o fim da pena, ficou no papel. “A prescrição antes do trânsito em julgado impede a inelegibilidade”, explica o advogado eleitoral Alberto Rollo.

Ou seja: mesmo condenado por crime contra patrimônio, Gustavo Macedo se elegue, assume o mandato e segue ativo como opositor no município.

Opinião dos leitores

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Geral

Papo de Fogão vai até São Miguel do Gostoso em busca de sabores do verão

O Papo de Fogão foi bater em São Miguel do Gostoso. Teve moqueca vegana de caju com Carlos Campos, surpreendendo no sabor, e na Dica Rápida, a chef Andreza Bouzas trouxe a Rede de Pescador, com polvo e camarões que são puro verão.

Não perde, viu?

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h
Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

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Política

Fé e resistência: bispo promete orações e força espiritual a Bolsonaro na prisão

Foto: Divulgação/Sara Nossa Terra

O bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra e amigo de longa data de Jair Bolsonaro, disse que pretende prestar assistência espiritual ao ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal. Ele afirmou que, se autorizado pelo STF, fará orações, leituras bíblicas e momentos de meditação com Bolsonaro, segundo informações de O Globo.

Rodovalho ressaltou a relação de mais de 25 anos com o ex-presidente, desde o tempo em que foram deputados juntos. “Bolsonaro é gente querida, amada, que tem muito carinho com a gente. Somos amigos há mais de 25 anos”, disse. Ele afirmou ainda que se sente honrado com a indicação, mas que qualquer ação depende da autorização judicial.

Segundo o bispo, a assistência espiritual será adaptada ao estado emocional e físico do ex-presidente. O trabalho envolve leituras bíblicas, meditação e, dependendo do perfil, música como ferramenta de apoio, sempre com foco no fortalecimento interior e na fé.

O pedido de assistência religiosa faz parte de um pacote de solicitações da defesa de Bolsonaro ao STF, que inclui a remição de pena por leitura e autorização para acesso a uma Smart TV na cela. A Lei de Execução Penal prevê que cada obra lida e aprovada pode reduzir quatro dias da pena, desde que registrada e homologada pela Justiça.

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Mundo

China ataca igreja cristã e moradores temem destruição do templo

Foto: Reprodução

Autoridades chinesas cercaram a Igreja Cristã de Yayang, em Wenzhou, com um verdadeiro aparato policial e máquinas pesadas. A operação deixou moradores em alerta e levantou temores de que o templo protestante independente possa ser demolido, conforme o canal do Paulo Mathias.

Segundo a organização ChinaAid, a ação começou na segunda-feira (5) e isolou totalmente a área. Moradores cristãos teriam sido retirados de suas casas, e visitantes foram proibidos de registrar fotos ou vídeos da movimentação.

O governo chinês não explicou oficialmente os motivos da intervenção, mas fontes apontam que a remoção da cruz ou até a destruição do prédio não está descartada. O clima de intimidação aos fiéis tem se repetido nos últimos meses, segundo relatos de testemunhas.

Para especialistas em direitos religiosos, a ação mostra mais uma vez a pressão do regime contra qualquer forma de fé que escape do controle estatal.

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Mundo

Após queda de Maduro, opositor exige vitória eleitoral na Venezuela

Foto: Reprodução

O exilado venezuelano Edmundo González Urrutia exigiu, nesta sexta-feira (9), o reconhecimento explícito da sua vitória nas eleições presidenciais venezuelanas de 2024 — eleição que, oficialmente, foi declarada vencida por Nicolás Maduro, agora fora do poder após ser capturado pelos Estados Unidos.

González, que vive em Madri desde que fugiu da Venezuela em 2024 sob mandado de prisão chavista, afirmou que “a reconstrução democrática na Venezuela depende do reconhecimento explícito dos resultados eleitorais de 28 de julho de 2024” durante conversa com o premiê espanhol Pedro Sánchez.

A campanha da oposição venezuelana — que divulgou atas de apuração que o governo chama de “falsas” — sustenta que ele foi o legítimo vencedor do pleito, criticando fortemente o regime de Maduro por fraude e manipulação.

A oposição agora pressiona aliados internacionais a não aceitarem mais a farsa eleitoral chavista e a reconhecerem o que eles dizem ser a vontade real dos eleitores venezuelanos.

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Economia

Mercosul-UE libera queda de tarifas: vinhos, queijos e chocolates podem ficar mais baratos

Foto: Divulgação

O acordo Mercosul-União Europeia foi aprovado pelo Conselho Europeu e vai baratear vinhos, queijos, azeites e chocolates no Brasil. A redução das tarifas será gradual, mas os preços mais baixos chegam nos próximos anos, aliviando o bolso do consumidor.

O tratado, negociado por 25 anos, cria uma zona de livre comércio com 720 milhões de consumidores e movimenta US$ 22,3 trilhões em PIB. Para o Mercosul, é uma chance histórica de abrir mercados; para a União Europeia, uma forma de diversificar importações em tempos de crise.

França e alguns outros países reclamam de concorrência “desleal”, mas mecanismos de salvaguarda protegem setores sensíveis — ou seja, o Brasil sai ganhando.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pode assinar o acordo na próxima semana. Ainda falta o aval do Parlamento Europeu, dos Estados-Membros e dos congressos do Mercosul, mas o futuro barateamento é inevitável — e os burocratas europeus que se preparem.

Produtos que vão ficar mais baratos

  • Azeite: de 10% para zero

  • Vinhos: de 35% para zero

  • Chocolate: de 20% para zero

  • Queijos: de 28% para zero até 30 mil toneladas

  • Leite em pó: de 28% para zero até 10 mil toneladas

  • Fórmulas infantis: de 18% para zero até 5 mil toneladas

Opinião dos leitores

  1. Só acredito quanto estas mudanças chegarem nas prateleiras e aliviem nossos bolsos , com a esquerda entenda-se o contrário.

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Política

VÍDEO: Janja faz “pacto” contra feminicídio, mas mulheres continuam desprotegidas

Imagens: Reprodução/Instagram

A primeira-dama Janja Lula decidiu marcar território em 2026. Em vídeo publicado na tarde desta sexta-feira (9), ela anunciou que o governo vai seguir atuando “com toda determinação” contra o feminicídio, citando a lei sancionada por Lula que cria o Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio.

A data escolhida é 17 de outubro, em homenagem à adolescente Eloá Pimentel, assassinada em 2008 em Santo André (SP).

Segundo Janja, o objetivo é manter a “memória das vítimas” e reforçar ações de prevenção. Para isso, ela afirma ter participado de uma reunião com ministros e representantes de vários ministérios, para construir o chamado “Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio”, envolvendo Legislativo, Executivo e Judiciário.

A iniciativa, segundo a primeira-dama, atende a um pedido do presidente Lula feito em dezembro de 2025. Janja promete que o pacto será apresentado à sociedade em breve, reforçando o discurso de “união e determinação” para proteger mulheres e meninas.

Opinião dos leitores

    1. Isso mesmo Valter. Petista só fala da boca pra fora. Queremos ação!

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Saúde

STF trava investigação sobre saúde de Bolsonaro enquanto denúncias se acumulam

Foto: Arquivo

O Conselho Federal de Medicina (CFM) confirmou ao STF que recebeu dezenas de denúncias sobre o atendimento médico do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. Até a suspensão da investigação pelo ministro Alexandre de Moraes, quatro denúncias já tinham sido formalizadas e outras 40 chegaram depois, mostrando a pressão por apuração.

O CFM explicou que nem todas as denúncias puderam ser encaminhadas ao CRM do Distrito Federal devido à decisão do STF que anulou a sindicância. “A suspensão obrigou a adequação imediata da atuação institucional às determinações judiciais vigentes”, disse o conselho, deixando claro que os pedidos não desapareceram — apenas foram travados pela Justiça.

O cientista político Luiz Carlos Ramiro Júnior, denunciou possíveis “intervenções estranhas” no tratamento do ex-presidente, que poderiam ameaçar a autonomia médica e a própria vida de Bolsonaro.

Os e-mails enviados ao STF, comprovando a necessidade da sindicância, revelam uma disputa pesada entre o poder judicial e o acompanhamento do tratamento de Bolsonaro.

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Judiciário

Maioria do Senado exige prisão domiciliar para Bolsonaro e manda recado ao STF

Foto: Arquivo

O senador Wilder Morais (PL-GO) protocolou no STF um pedido para que Jair Bolsonaro cumprimente prisão domiciliar. O ex-presidente está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e o documento já conta com o apoio de 41 dos 81 senadores. O pedido foi dirigido ao ministro Alexandre de Moraes.

Wilder argumenta que o ex-presidente enfrenta problemas de saúde, incluindo crises convulsivas e procedimentos médicos recentes, e que a custódia do Estado deve garantir a vida e a saúde do preso, conforme a Constituição e tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil.

Apesar do número expressivo de apoiadores, a decisão final é exclusiva de Moraes. Mas o volume de assinaturas não passa despercebido e pode ser lido como um recado político forte: grande parte do Senado mostra apoio ao líder do PL mesmo após sua detenção.

Opinião dos leitores

  1. É muita doideira mesmo. É o legislativo querendo gerir o orçamento; é o STF querendo legislar; é gente na rua querendo ditadura; é gente presa sem culpa; é gente com culpa, solto, é gente valente sendo frouxo; é gente frouxa no cargo de líder, é quadrilha comandando a vida de muitos; é gente demais ganhando sem trabalhar e gente se esforçando ao máximo por um salário mínimo. O nome desse hospício deveria ser Turilândia.

  2. É doideira mesmo, quantas vezes o STF, interferiu no Legislativo e até no Conselho Regional de Medicina.

    1. Doideira são meusovos , quem tem maior legitimidade ? A quantidade de arbitrariedades e abuso de autoridade é enorme. Começando pelas decisões monocráticas deste psicopata skin head , o stf é um colegiado .

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