Política

Empresa ligada a apoiador de Trump fecha contratos com governo Bolsonaro

A chegada de Jair Bolsonaro à Presidência em 2019 marcou uma guinada nos negócios de uma empresa ligada a Daniel Beck, apoiador militante do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump que esteve em Washington durante a invasão ao Congresso americano, em janeiro passado.

Registros obtidos pela Folha mostram que, em janeiro de 2019, começo do governo Bolsonaro, Daniel e familiares mudaram o objeto social de sua empresa nos EUA, de prestação de serviços de publicidade para negócios voltados à área de segurança no Brasil.

Surgiu, assim, a Combat Armor Defense, que hoje atua com blindagem e venda de veículos, e já firmou alguns milhões de reais em contratos com o governo federal. Entre os clientes estão a Polícia Rodoviária Federal e o Ministério da Defesa.

A aposta no Brasil foi alta. O principal responsável pela empresa no país disse à Folha que no início de 2020 procurou em Brasília um dos filhos de Bolsonaro para fazer lobby. Segundo o relato, ele foi à Câmara e “pediu apoio” ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o filho do chefe do Executivo mais ligado aos trumpistas.

Eduardo não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem ao seu gabinete.

Beck, o presidente da Combat Armor, ganhou destaque após viralizar nas redes sociais um vídeo em que afirmou ter se reunido com Rudolph Giuliani, advogado de Trump, e com o empresário Michael Lindell, conselheiro do ex-presidente, na véspera do ataque ao Capitólio.
Em outra gravação, no dia da invasão, Lindell mencionou ter tido um encontro com “o filho do presidente do Brasil” na noite anterior. Eduardo estava em Washington naquele momento.

De acordo com documentos do governo do estado americano de Idaho, a empresa de Daniel foi criada em 2011 com o nome de Ad Faction, Inc. Oito anos mais tarde, após um período de inatividade, foi resgatada com o nome de Combat Armor Defense.

Em março de 2019, após cumprir algumas formalidades, a empresa se instalou no Brasil. Em seguida, começou a construir uma fábrica em Vinhedo, em São Paulo. Beck chamou Maurício Junot de Maria, empresário brasileiro que já atuava no setor, para ser administrador.

Os negócios da empresa começaram a deslanchar a partir de 2020. Abriu uma filial no Rio de Janeiro e colocou superintendentes no Paraná, Espírito Santo e outro encarregado para o Nordeste.

Após vencer pregões para o registro de ata de preços junto à Polícia Rodoviária Federal no Rio, a Combat Armor assinou com a corporação três contratos para blindagem de veículos, no valor total de R$ 8,3 milhões, todos atualmente em execução e já empenhados, segundo nota enviada pela assessoria da PRF.

Ganhou também disputa no Ministério da Defesa para o fornecimento de veículo de representação blindado por R$ 273 mil e foi vencedora de licitação da Polícia Militar do Rio de Janeiro para aquisição de veículos blindados para transporte de pessoal. Um contrato já foi assinado com a corporação no valor de R$ 9 milhões.

O dono de uma empresa brasileira conhecida do setor, que competiu com a empresa de Beck em um desses pregões, disse à Folha ter ficado surpreso com o sucesso repentino da concorrente, uma empresa tão nova e com fábrica recém-aberta.

Em conversa com a reportagem, Junot de Maria, que se apresenta como CEO da Combat Armor, afirmou que procurou Eduardo Bolsonaro na Câmara no ano passado para apresentar a empresa. “Foi há mais ou menos um ano. Fui na cara de pau”, afirmou. “Bati na porta [do gabinete]. Ele estava lá por um acaso e me apresentei.” “E falei pra ele: ‘senhor Eduardo, tudo bem? Eu tenho uma empresa que faz isso e isso. Eu gostaria de um apoio teu’.”

Apesar do alegado pedido de apoio ao filho 03 de Bolsonaro, Junot não conseguiu explicar de que maneira o parlamentar poderia ajudá-lo. “Licitação é licitação. Não tem jeitinho, não tem camaradagem, não tem facilidade. É pregão eletrônico. Quem oferecer o melhor preço, leva. Ganhei umas e perdi outras.”

Junot disse que a conversa com o deputado durou cinco minutos, oportunidade em que apresentou a Eduardo um dos produtos desenvolvidos pela empresa. “Uma tinta blindada, que pode ser útil para um monte de coisas. Ele ficou com uma amostra, mas nunca me ligou de volta.”

O responsável pela Combat Armor no Brasil disse que os negócios da empresa não têm qualquer relação com a política e que “não é partidário”.

​Segundo Junot, Daniel Beck nunca conversou com Bolsonaro ou seus filhos, e as posições políticas do americano não têm relação com os negócios da Combat Armor. “Isso é briga dele com o pessoal lá [democratas, opositores de Trump].”

Beck viveu em Brasília entre 1999 e 2002 para uma missão da maçonaria e circulou pelos estados de Mato Grosso, Tocantins e Goiás.

Após Bolsonaro se eleger presidente, Beck voltou algumas vezes ao país. Em outubro de 2019, ele tirou fotos com carros da PM do Rio. No ano passado, esteve no Brasil duas vezes: em fevereiro, quando visitou sua fábrica e posou ao lado de viaturas da Polícia Rodoviária Federal, e em outubro.

No Facebook, ele se identifica como CEO da Txtwire, empresa que desenvolve software para envio de mensagens de texto em massa e gerenciamento de campanhas de marketing. Seu perfil é lotado de vídeos e propagandas de Trump.

Junot disse que em 2018 ofereceu a Beck e seus familiares uma oportunidade de negócios no Brasil. “Mas não tem nada a ver com a chegada de Bolsonaro ao poder, se fosse governo Lula também ofereceria o mesmo negócio.”

Em novembro do ano passado, porém, em entrevista à revista Quatro Rodas, Junot afirmou que previu novas políticas de segurança pública no Brasil e uma boa oportunidade de voltar e fornecer material às forças estaduais a partir das eleições de 2018. A portaria nº 94 do Exército, publicada em agosto de 2019, facilitou o processo de blindagem de viaturas.

O administrador brasileiro da Combat Armor disse que passou mais de uma década fornecendo soluções de blindagem às Forças Armadas dos EUA durante a Guerra do Iraque.

Sobre a hipótese de interferência política na escolha da Combat Armor, o Ministério da Defesa informou, em nota, que o processo licitatório “cumpriu exclusivamente os requisitos legais e técnicos”.

A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, disse que uma licitação “prevê cadastramento das empresas por intermédio do SICAF/Comprasnet [ferramenta do governo federal para a realização de licitações], onde todo o procedimento é feito por meio eletrônico e com apresentação de propostas em pregão eletrônico aberto a qualquer empresa que queira participar”.

A assessoria de imprensa da PM do Rio de Janeiro afirmou que na licitação vencida pela Combat Armor “cumpriu-se todos os preceitos técnicos” contidos na legislação e “demais normas pertinentes ao assunto”. Disse ainda que a empresa venceu a seleção, “após a inabilitação de uma empresa concorrente por descumprimento das qualificações técnicas e econômico-financeiras exigidas no edital”.

ENTENDA COMO SURGIU A COMBAT ARMOR E A LIGAÇÃO COM O GOVERNO
2011
Fundação Em 4 de janeiro de 2011, o investidor Doyle Beck, pai do trumpista Daniel Beck, constitui a empresa Ad Faction, em Idaho (EUA), com o propósito de atuar no ramo da publicidade no país e no exterior

2019
Posse no Brasil Em 1º de janeiro, Jair Bolsonaro toma posse como presidente da República

Mudança Em 29 de janeiro, Doyle Beck muda o nome da empresa de Ad Faction, Inc para Combat Armor Defense, Inc e passa a ter como propósito fazer negócios no Brasil. Também sócio da empresa, Daniel é designado seu presidente

Nova gestão Em 11 de fevereiro , a família Beck nomeia o empresário Maurício Junot de Maria, que atua há anos no setor de blindagem de veículos, para tocar os negócios no Brasil

Novo ramo Em 19 de fevereiro, a Combat Armor registra CNPJ na Receita Federal e, uma semana depois, constitui, em São Paulo, a Combat Armor Defense do Brasil, com o objetivo de prestar serviços de blindagem de automóveis e consultoria técnica na área de veículos militares

2020
Defesa Em 30 de novembro, a empresa vence licitação do Ministério da Defesa, no valor de R$ 273 mil, para o fornecimento de veículo de representação blindado

Rio de Janeiro Em 31 de dezembro, após vencer pregões para o registro de ata de preços junto à PRF no Rio, a Combat Armor assina com a corporação três contratos para blindagem de veículos

2021
Bahia Em 4 de janeiro de 2021, a Superintendência da PRF na Bahia adere a uma das atas de preços da corporação no Rio e assina com a Combat Armor um contrato de R$ 267 mil

PM Em 5 de março, a PM do Rio assina contrato com a Combat Armor para aquisição de veículos blindados no valor de R$ 9 milhões

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Pena que esta investigação não foi feita no tempo do Lula e Dilma, teriam poupado trilhões que a corrupção desviou e as mídias não viram, isto é não divulgaram.

  2. Chifre em cabeça de cavalo. Pêlo em
    Ivo. Mais uma tentativa. Estão desesperados. Vendendo tudo, inclusive. Semana que vem tem outra.

  3. Que cara de pau eh essa? No governo do MINTOmaníaco não tem corrupção?! Por enquanto só tráfico de influência eh isso? Calma, em breve começarão a pipocar o escândalos de corrupção no governo… Não tô falando das rachadinhas da família Bolsonaro não, essas aconteceram antes… Mas Lulaladrao roubou mais né? Por enquanto…. por enquanto…

  4. A Folha não tem o que divulgar, fica procurando corrupção, não acha. Fica inventando que o primo do meu primo me disse que não sei quem tinha falado não sei o que. A militância esquerdista não para de inventar narrativas.

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Geral

Zenaide aparece entre os senadores eleitos em mais uma pesquisa

Uma nova pesquisa reforçou o cenário favorável da senadora Zenaide Maia na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte em 2026.

Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo blog RN Hoje, considerando o somatório do primeiro e do segundo voto para o Senado, Zenaide aparece com 23,8%, consolidando presença entre os nomes mais competitivos da corrida eleitoral. O levantamento mostra ainda a força da senadora tanto no primeiro voto (12,1%) quanto no segundo (11,7%), indicando capilaridade eleitoral em diferentes segmentos do eleitorado potiguar.

O resultado reforça o desempenho que Zenaide vem mantendo nas pesquisas mais recentes, sustentado pela atuação parlamentar em pautas sociais, de saúde pública e defesa dos municípios. A senadora também tem ampliado presença política no interior do estado, participando de agendas administrativas e eventos populares em diversas regiões do RN. Além de receber prefeitos e vereadores em Brasília.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores em 30 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 12 e 14 de maio de 2026. O levantamento está registrado sob os números RN-03468/2026 e BR-04357/2026.

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Geral

Pelo menos 21 crucifixos de bronze são furtados de jazigos em cemitério no interior do RN

Foto: Reprodução

Ao menos 21 crucifixos de bronze foram furtados de jazigos no cemitério público de Severiano Melo, no Alto Oeste potiguar. O caso foi descoberto nesta quarta-feira (20), segundo a Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

De acordo com a PM, o coveiro responsável pela manutenção do cemitério informou que esteve no local pela última vez na sexta-feira (15). Ao retornar na manhã desta terça-feira, percebeu horas depois que várias peças haviam sido levadas.

Segundo o relato, os criminosos furtaram 21 crucifixos de bronze que estavam sobre os jazigos dentro da área interna do cemitério.

A Polícia Militar foi acionada, confirmou a ocorrência e orientou os responsáveis pelos túmulos atingidos a registrarem boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso. A PM informou que segue realizando diligências para tentar localizar os responsáveis pelo crime.

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Geral

Em depoimento à PF, amiga de Lulinha diz que ele viajou com “Careca do INSS” a Portugal

Fotos: Reprodução/CNN

A empresária Roberta Luchsinger afirmou em depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (20) que Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha’, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viajou para Portugal com Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

O depoimento faz parte da investigação sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social.

Segundo a defesa de Roberta, a viagem teria objetivo de “prospecção e sondagem de negócios”. Os advogados afirmam que Lulinha participou por interesse no tema relacionado ao uso de medicamentos à base de canabidiol por familiares.

A empresária é apontada pela PF como possível operadora financeira e política do esquema investigado. De acordo com os investigadores, recursos obtidos de forma ilegal teriam sido distribuídos por empresas para ocultar dinheiro desviado de aposentados e pensionistas.

Em depoimento, Roberta afirmou que prestou serviços ao “Careca do INSS” antes das denúncias sobre as fraudes se tornarem públicas e disse não conhecer a suposta atuação dele no esquema.

A investigação também apura a proximidade entre Roberta e Lulinha. Segundo a defesa, ela apresentou Antônio Camilo Antunes ao filho do presidente em um contexto social.

Os advogados disseram ainda que, após a operação “Sem Desconto”, Roberta passou a temer que essa relação fosse usada politicamente.

O depoimento foi realizado por videoconferência e integra uma série de ao menos 35 oitivas pendentes ligadas ao caso dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

A investigação vive um momento de tensão interna após a PF transferir o inquérito da área de crimes previdenciários para o setor responsável por casos com foro privilegiado.

A mudança gerou críticas da oposição, que vê possível interferência do governo nas investigações. Segundo informações divulgadas, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, avalia a situação com preocupação diante de possíveis impactos na continuidade das apurações.

Com informações do blog de Elijonas Maia, CNN Brasil

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“Precisamos ter de volta um presidente municipalista, não um comunista”, diz Carla Dickson aos prefeitos do RN

O recado da deputada Carla Dickson (PL-RN) foi objetivo e claro na noite desta terça-feira (20), durante a reunião da bancada federal potiguar com os chefes dos executivos municipais do Rio Grande do Norte. Eles estão em Brasília participando da edição 2026 da Marcha dos Prefeitos do Brasil e houve uma queixa generalizada em relação à ausência do governo federal no evento. Para a parlamentar, isso não é fruto do acaso.

“Qual a surpresa de vocês com isso? Pra mim é zero. Enquanto esse desgoverno do PT já gastou, só esse ano, quase 500 milhões de reais com viagens internacionais, os repasses a vocês estão atrasados. Estou aqui pra cobrar que o Governo do Estado faça os repasses mínimos por lei para cada município e que o presidente Lula pare de olhar pra o exterior e comece a olhar pra as cidades. É ali que a população sofre e é ali que tem que agir. Em resumo, precisamos ter de volta um presidente municipalista, não um comunista.”, enfatizou Carla Dickson.

A parlamentar aproveitou pra lembrar o que ela considerou como “armadilhas” do PT para os prefeitos. Pautas como a do piso salarial e da aposentadoria especial para os agentes de endemias, e a implantação dos auxiliares nas salas de aula pra crianças com autismo. Para Carla, são pautas mais que legítimas, necessárias e até urgentes, mas que os governos federal e estadual precisam dar suporte e não deixar todo a carga no colo dos executivos municipais.

“O que Lula e Fátima fazem é populismo barato. É um jogo sujo. Por um lado tentam capitalizar prestígio como se estivesse atendendo os pleitos da população, mas por outro jogam todo o peso dos custos com os prefeitos? Oras, como vocês vão arcar com isso sozinhos? Eles sabem que vocês não conseguem, mas fazem de propósito pra jogar a população contra vocês.”, destacou ela.

Carla Dickson foi além e finalizou. “Chamo vocês pra uma análise de consciência sem paixões político-partidárias. Está tudo bem com os municípios de vocês? Se estão com todos os repasses federais e estaduais em dia, se Lula tá firme ao lado de vocês, então continuem fazendo o “L”. Ou, peço que avaliem o que vocês querem nos próximos anos de mandato. Essa é a hora da mudança e isso depende também de vocês que cuidam de pessoas que tem famílias e histórias”.

A fala da deputada foi maciçamente aplaudida por todos os prefeitos presentes.

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Lula determina novas regras para big techs atuarem no Brasil; entenda

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (20) dois decretos que criam novas regras para plataformas digitais no Brasil e ampliam a proteção de mulheres no ambiente online. As medidas serão publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (21).

Os decretos foram assinados durante evento dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto.

Uma das principais mudanças é que plataformas digitais poderão ser responsabilizadas por falhas na prevenção de golpes, fraudes e conteúdos ligados a crimes graves, como terrorismo, exploração sexual infantil, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e violência contra mulheres.

As empresas que vendem anúncios também terão que guardar dados dos anunciantes para ajudar na identificação de criminosos e na reparação de danos às vítimas.

Outra novidade é que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) passa a ter poder para fiscalizar e investigar possíveis infrações ao Marco Civil da Internet.

Proteção às mulheres na internet

O segundo decreto cria regras específicas para combater violência digital contra mulheres.

As plataformas deverão manter canais rápidos e permanentes para denúncias de divulgação de imagens íntimas sem autorização, inclusive conteúdos criados com inteligência artificial.

Nesses casos, o material deverá ser removido em até duas horas após a denúncia.

O governo também determinou que as plataformas adotem medidas preventivas para evitar a circulação desse tipo de conteúdo.

Principais novidades das leis sancionadas

Além dos decretos, Lula sancionou quatro projetos de lei voltados ao combate à violência contra a mulher.

Cadastro Nacional de Agressores

Foi criado o Cadastro Nacional de Agressores, um banco de dados com informações de condenados por crimes contra mulheres, como:

  • feminicídio;
  • estupro;
  • assédio sexual;
  • perseguição;
  • violência psicológica;
  • lesão corporal;
  • divulgação de intimidade sexual sem autorização.

Os dados das vítimas permanecerão em sigilo.

Medidas mais duras para presos que ameaçam vítimas

Outra lei endurece punições para agressores que continuam ameaçando mulheres mesmo presos.

Entre as medidas estão:

  • transferência do agressor para presídios de outros estados;
  • punição mais rígida para descumprimento de regras durante saídas temporárias;
  • aumento das penalidades em casos de violência contínua contra vítimas e familiares.

Ampliação do afastamento imediato do agressor

Também foi ampliada a possibilidade de afastamento imediato do agressor em casos de violência:

  • moral;
  • patrimonial;
  • sexual.

Menos burocracia para medidas protetivas

O governo ainda sancionou uma lei que acelera o cumprimento de decisões judiciais e medidas protetivas, incluindo pagamentos de pensão alimentícia, para garantir mais rapidez na proteção das vítimas.

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Geral

Estrela, icônica fabricante de brinquedos, pede recuperação judicial

Foto: André Rigue/CNN

A fábrica de brinquedos Estrela informou, nesta quarta-feira (20), que entrou com pedido de recuperação judicial. Segundo fato relevante divulgado pela empresa, a decisão foi tomada por conta da necessidade de reestruturação do passivo da companhia.

Segundo o comunicado, outros fatores levaram ao pedido de recuperação judicial, como o aumento do custo de capital, restrição de crédio, além de impactos ao longo dos últimos anos sobre a estrutura financeira da companhia e demais empresas integrantes do grupo.

No fato relevante, a empresa ainda citou “mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de alternativas digitais”. O pedido de recuperação judicial inclui todo o Grupo Estrela.

“A Recuperação Judicial tem como objetivo permitir a superação da atual situação econômico-financeira, mediante a reorganização estruturada do endividamento“, informa o comunicado.

O grupo Estrela é conhecido pela fabricação de jogos de tabuleiro populares no Brasil, como Banco Imobiliário e Detetive. Segundo a empresa, a continuidade das atividades empresariais, os empregos e a “geração de valor para todos os stakeholder” serão preservados.

A companhia ainda vai apresentar o plano de recuperação judicial para os seus credores. Conforme fato relevante, a Estrela vê continuidade regular das operações, assim como atividades industriais, comerciais e atendimento a clientes, parceiros e fornecedores.

A empresa afirmou que vai adotar as medidas necessárias para assegurar a continuidade de seus negócios ao longo do processo de reestruturação.

CNN Brasil

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Brasil

Pesquisas indicam que apoio popular contra escala 6×1 começa a perder força

Foto: Bruno Peres 

O apoio popular à proibição da escala 6×1 vem perdendo força nas últimas semanas, de acordo com diferentes medições de opinião pública. Segundo dados do Datafolha, da AtlasIntel, da Genial/Quaest e da Escuta Social da Abrasel indicam que esse apoio vem diminuindo à medida que o debate se estabelece e a população passa a conhecer os impactos econômicos, custos e o risco de piora dos serviços essenciais.

Em março de 2026, a Escuta Social da Abrasel registrou 73% de aprovação ao fim da escala 6×1 nas redes sociais. No mesmo período, o Datafolha apontava 71%. Já em 26 de abril, o indicador da Escuta Social caiu para 66%, sinalizando uma mudança na percepção em poucas semanas. Em 30 de abril, levantamento da AtlasIntel mostrou um patamar ainda mais baixo, com 59,4% de favoráveis.

Em 1º de maio, a Escuta Social indicou 67% de apoio, mas a tendência de queda voltou a aparecer na sequência. Em 8 de maio, o Datafolha registrou recuo para 64%. As perguntas das duas pesquisas do Datafolha não eram exatamente iguais, pois em maio a pergunta sobre o apoio era precedida por uma pergunta sobre o nível de conhecimento do assunto, mas as duas avaliaram o suporte à proibição. O percentual de 64% se repetiu no dia 9 de maio na Escuta Social da Abrasel. No levantamento da Genial/Quaest, o apoio, que era de 72% em dezembro, caiu para 68% em maio. O conjunto dos dados revela um desgaste gradual do apoio popular à proposta nos levantamentos mais recentes que permitem comparação temporal.

No caso específico do Datafolha, a Abrasel observa que as perguntas feitas em março e em maio tiveram formulações diferentes. Ainda assim, os resultados ajudam a mostrar uma mudança no ambiente de opinião: em março, quando a pergunta tratava da redução da jornada máxima de trabalho, o apoio foi de 71%; em maio, quando a pergunta passou a tratar diretamente da proposta de fim da escala 6×1, o apoio registrado foi de 64%.

A Escuta Social da Abrasel já aponta que a tendência de recuo segue, de forma ainda mais acelerada, no ambiente digital.

Para a Abrasel, esse movimento mostra que a sociedade não está simplesmente rejeitando o debate sobre qualidade de vida, mas passando a se perguntar: quem paga essa conta e como os serviços vão funcionar?

A Escuta Social da Abrasel é um sistema de medição contínua que acompanha a evolução da opinião pública a partir da análise de publicações e comentários em mídias sociais, como YouTube, Facebook, Instagram, X e TikTok, além de conteúdos publicados em grandes veículos jornalísticos e sites de opinião. O indicador funciona como um termômetro do debate público e permite identificar mudanças de percepção conforme novas informações passam a circular.

Mesmo diante dessa tendência, o Congresso Nacional tem acelerado a tramitação de projetos que tratam da proibição da escala 6×1. Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, há um claro descompasso entre o ritmo do Legislativo e o amadurecimento da discussão na sociedade.

A Tarde

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Judiciário

Moraes manda governo brasileiro adotar medidas para extraditar Zambelli

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Foto: Vinicius Loures

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (20) que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotem as providências necessárias para iniciar o processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli.

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Política

DATAFOLHA: Lula é visto como mais experiente e Flávio como mais inovador

Screenshot

Foto: Reprodução 

Levantamento do Datafolha divulgado na 3ª feira (19.mai.2026) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é visto pelos brasileiros como o pré-candidato à Presidência mais experiente, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é percebido pelo eleitorado como o mais inovador.

A maior parte das entrevistas foi realizada antes da divulgação do áudio pelo Intercept Brasil no qual Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) até chegar à Presidência.

Em relação à experiência, o petista tem 55%, enquanto o congressista aparece com 18%. Já entre os eleitores não alinhados –aqueles que escolhem o 3 em uma escala de 1 a 5, sendo 1 o bolsonarista mais convicto e o 5 o petista mais convicto– Lula soma 52% e Flávio Bolsonaro, 8%.

Já em relação ao pré-candidato mais moderno e inovador, o congressista tem 31%, enquanto o petista aparece com 11%. Entre os eleitores não alinhados, Flávio Bolsonaro soma 22% e Lula, 11%.

Moralidade pública

O levantamento também perguntou sobre moralidade pública. O petista foi visto como “mais corrupto” por 46% dos entrevistados, enquanto o congressista foi citado por 30%.

A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas em 139 municípios de 12 a 13 de maio de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00290/2026. O estudo custou R$ 307.641,60, pagos com recursos próprios.

Poder360

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Política

Senadora Zenaide relatou lei para acabar com a espera de 2 milhões de pessoas na fila do INSS

Foto: Divulgação

A lei que criou um mutirão nacional para acabar com a espera de 2 milhões de pessoas na fila para receber benefícios do INSS e do Departamento de Perícia Médica Federal é mais uma vitória da senadora Zenaide Maia (PSD) em defesa da saúde pública e da população do Rio Grande do Norte e de todo o país. Ela foi relatora da Medida Provisória que transformou a medida em lei.

Zenaide trabalhou no Congresso para acelerar a aprovação. Os mutirões do INSS começaram ainda no ano passado e reduziram em até sete meses a espera de milhares de pessoas. São casos como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, entre outros, que já estão sendo resolvidos pelo Governo Federal.

O programa relatado por Zenaide é socialmente indispensável, pois reduz a fila do INSS, garante justiça aos beneficiários legítimos e combate fraudes e irregularidades.

A força-tarefa de funcionários do governo, com médicos e outros servidores, funciona assim: prioridade na análise ou reavaliação para quem aguarda há mais de 45 dias ou tem decisão judicial sem cumprimento; avaliações sociais do BPC aceleradas; foco em casos com agendamento demorado ou ausência de atendimento local; e sistema com controle, metas e sem prejudicar o atendimento regular à população.

Do ponto de vista do impacto fiscal, a lei trabalhada por Zenaide pode gerar uma economia potencial de R$ 4,58 bilhões por ano com revisão de 2,4 milhões de benefícios assistenciais pagos a pessoas que precisam.

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