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A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, aparece como representante do Banco Master em apenas uma das cerca de 77 mil ações judiciais envolvendo a instituição financeira. O processo, que tramita sob segredo de Justiça, trata de acusações de calúnia, injúria e difamação contra Vladimir Joelsas Timerman, gestor da Esh Capital.
Embora sua atuação direta em nome do banco se restrinja a esse único processo, documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero revelam que o escritório de Viviane manteve um contrato de prestação de serviços jurídicos com o Banco Master, com valores considerados elevados.
Segundo os documentos, o contrato previa pagamentos de R$ 3,6 milhões por mês, com duração de até três anos — o que poderia alcançar um total de R$ 129 milhões, independentemente da quantidade de ações efetivamente assinadas pela advogada.
Mensagens obtidas pela investigação indicam que os repasses ao escritório eram tratados como prioridade pelo controlador do banco, Daniel Vorcaro, mesmo em meio às apurações que investigam possíveis fraudes estimadas em até R$ 12 bilhões.
Viviane Barci possui cerca de 1,6 mil processos em seu nome como advogada, tendo o parque Hopi Hari como principal cliente, responsável por aproximadamente 600 ações. Já o Banco Master é alvo de uma série de investigações e enfrenta um volume expressivo de litígios na Justiça.
Procurado, o escritório de advocacia de Viviane Barci não se manifestou sobre o contrato. O Banco Master também não respondeu aos questionamentos. A existência do vínculo contratual, revelada no curso da investigação, reacende debates sobre relações institucionais e a atuação de escritórios privados junto a empresas sob investigação federal.
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