O cenário econômico brasileiro é preocupante.
O país vive, há alguns trimestres, uma situação de baixo ou nenhum crescimento, clima de recessão econômica.
Grandes empresas estão promovendo demissões em massa, concedendo férias coletivas e sindicatos de trabalhadores do setor privado sendo levados a negociar redução de salários, com diminuição de jornada de trabalho. Tudo para preservar postos de trabalho.
Um exemplo disso é o poderoso setor da metalurgia, onde os trabalhadores aceitaram redução de 20 por cento nos salários com diminuição de um dia de trabalho por semana num acordo entre os sindicatos de trabalhadores e as empresas montadoras.
Esse é o cenário do setor privado brasileiro.
No setor público está ocorrendo o contrário.
Mesmo com a administração, em todos os níveis – federal, estadual e municipal – sofrendo os impactos do ajuste fiscal, os sindicatos e entidades representativas dos servidores públicos parecem alheios ao cenário econômico sombrio.
Na UFRN, os servidores querem reajuste salarial de 27 por cento. Servidores da Ufersa, e Uern pelo menos 12%, no município de Natal varias categorias exigem seus direitos, todos já paralisaram as atividades e soltam comunicados e fazem manifestações para pressionar os governos federais, estaduais e municipais..
No Estado, várias categorias dos servidores cobram o cumprimento de acordos firmados pelo Governo do Estado em gestões passadas e não cumpridos. Ou parcialmente cumpridos.
Todos tem razão. Na cobrança por reajustes ou cumprimento de acordos.
Mas é preciso que os servidores e suas entidades representativas analisem com mais cuidado e compreendam a situação que o País atravessa.
Não está fácil pra ninguém, muito menos para o setor público.
E paralisar as atividades é punir a população, o cidadão contribuinte que paga impostos e com isso mantém a máquina pública.
É por isso que todo cuidado é pouco.
Negociar é preciso e possível, mas paralisar setores que já não andam tão bem das pernas é um risco desnecessário e uma punição à sociedade. Nesse momento, uma falta de sensibilidade total.

Eu só não entendo o pq de só conseguir aumento os servidores do alto escalão: Juízes, Promotores, Delegados, Parlamentares, secretários, comissionados… Enquanto o servidor subordinado tem que arrochar o cinto por causa da recessão. Se a situação tá ruim… que fique ruim pra todo mundo. não só pra quem ja tá na lama.
Estou vendo como uma defesa do governo nessa
nessa, o que houve com a imparcialidade, e mais a culpa é do servidor? Temos que ter paciência com vários anos sem reajustes, e os nossos filhos pedem as coisas e nos dizemos o que? Que o governo fudeu o país e pronto não há dinheiro e a culpa é nossa é isso???! Tem é que mudar tudo é tirar esses corruptos do poder e pronto, paciência tem limite!!!!
Veja que até o CREA RN parou, instituição que existe a quase 50 anos e que nunca houve uma greve, a situação ta feia ou o gestor é incapaz de saber negociar.
Falando verdadeiramente…
Da mesma forma ocorre a administração dos recursos.
Um vai na contra mão do outro, quem administra recurso público atua de forma inversa do empresário que administra suas próprias finanças.
O compromisso e visão do empresário é inversamente proporcional ao administrador público.
Mas só falam e criticam o corpo funcional, onde na maioria das vezes aquele que não trabalha e não tem compromisso com a coisa pública, são os cargos comissionados não efetivos.
Se o recurso público saísse da conta pessoal do administrador público, sem medo de errar, existiriam 50% menos desperdício nos serviços, buscando e exigindo qualidade, compromisso, efetividade e resposta produtiva.
Para piorar o desperdício, o erro, a corrupção dificilmente atinge aquele que operou a situação no governo, não se chega a fonte, sempre fica na periferia. Assim vão jogando a culpa na parte mais frágil, os servidores públicos. Pura covardia, fogo de artifício para distanciar o foco do verdadeiro culpado.
Onde juízes, promotores e procuradores se acham com direito de receberem auxílio moradia de 4.000,00, fora os salários que já estão do teto pra cima os servidores que ganham mal têm mais é que brigar por aumento.