Política

Entenda qual será o futuro do PT

Por BBC Brasil

Nascido no bojo do movimento sindicalista na virada entre as décadas de 1970 e 1980, o PT, Partido dos Trabalhadores, e seu governo sentem hoje a perda de apoio entre sua própria base.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), junto com mais 25 movimentos sociais, realiza nesta sexta-feira, Dia do Trabalho, um ato em São Paulo “em defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política”.

A carta de convocação não defende ou menciona diretamente o PT ─ partido que sempre foi muito próximo à CUT ─ e tampouco o governo da presidente Dilma Rousseff.

O documento critica o ajuste fiscal proposto pela administração petista ─ como as medidas que buscam restringir o acesso ao seguro-desemprego ─ e refere-se brevemente aos pedidos de impeachment contra a presidente, ao afirmar que “nossa luta é pela manutenção do estado democrático de direito, contra a onda golpista em curso”.

Em meio ao momento político delicado, a BBC Brasil ouviu pessoas historicamente ligadas ao PT sobre o futuro do partido. Entre os entrevistados, predomina a certeza de que a legenda precisa recompor ligações mais estreitas com os movimentos sociais para se fortalecer até as disputas presidenciais de 2018, quando, especula-se, sua estrela maior ─ o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ─ poderá ser novamente candidato.

“Se o ajuste fiscal de Dilma penalizar apenas os mais pobres, o PT dificilmente deixará de sofrer significativa derrota nas eleições municipais de 2016”, afirma Frei Betto, que nunca foi filiado ao PT, mas participou da construção do partido e coordenou o programa ‘Fome Zero’ no início do primeiro governo Lula, seu amigo pessoal.

“O caminho para superar a crise é o PT assegurar a governabilidade por seus vínculos com os movimentos sociais, ainda que isso desagrade o mercado e divida sua base aliada no Congresso. Fora dos movimentos sociais o PT não tem futuro”, diz.

Lideranças do partido como Lula, Tarso Genro e Marco Aurélio Garcia discutem hoje a possibilidade de lançar a candidatura à Presidência em 2018 não em nome do partido, mas de uma frente ampla inspirada no modelo uruguaio, que reunisse sindicatos, associações, outras siglas, ONGs e movimentos sociais. Não está claro ainda como isso poderia ser viabilizado, já que pelas regras atuais o candidato tem que ser registrado por uma legenda.

Para o autor do livro A história do PT, o professor da USP Lincoln Secco, essa estratégia “seria uma passo atrás, uma resposta desesperada à crise”.

“O PT se afirmou historicamente como um partido hegemônico no campo da esquerda. Se ele propuser essa frente ampla, vai assumir que não é mais esse partido e precisa se esconder. Ele entraria numa linha meio defensiva”, analisa.

Direitos trabalhistas

Secco considera que a maioria das lideranças de centrais sindicais e movimentos sociais, como CUT, MST e Central de Movimentos Populares, continua fiel ao PT. No entanto, precisam manter uma distância segura do governo neste momento para não perderem eles mesmos apoio de suas bases.

“O governo está promovendo um ajuste fiscal contrário aos trabalhadores, passa por uma crise de legitimidade. Ninguém ganha muito ao ficar do seu lado”.

O historiador acredita que isso pode mudar caso a economia volte a crescer. E, se por um lado a proposta de ajuste fiscal do governo enraiveceu parte importante da base eleitoral petista, por outro, o debate em torno da regulamentação do trabalho terceirizado apareceu como um oportunidade de reaproximação, nota ele.

“O movimento sindical sabe que a oposição de direita seria muito pior para ele. A votação da terceirização é o retrato disso: de um lado ficou o PT com 100% de votos contrários, de outro lado ficaram os partidos de direita. Isso melhora a relação do PT com a CUT, por exemplo”.

Na quinta-feira, a presidente fez críticas à ampliação da possibilidade de terceirização para qualquer atividade das empresas, depois de receber os presidentes das centrais sindicais no Palácio do Planalto. Atualmente, apenas atividades secundárias, como limpeza e segurança, podem ser terceirizadas.

Lula já afirmou que Dilma vetará a ampliação da terceirização caso ela seja aprovada no Congresso, mas a própria presidente não se comprometeu com isso.

Além de superar as rusgas com sua base, outro enorme desafio para o futuro do PT é enfrentar as denúncias de corrupção na Petrobras, trazidas à tona pela Operação Lava Jato.

Fundador do PT, o economista octogenário Paul Singer defende o partido: diz que a Lava Jato foi promovida pelo governo federal ─ lembrando que a Polícia Federal está subordinada ao Ministério da Justiça. Segundo ele, o PT “não é leniente com a corrupção” e afastará quem for culpado, assim como já foi feito com o ex-deputado André Vargas.

“Está mais do que sabido que esse processo de corrupção ocorre em obras públicas em geral e, na Petrobras, antes do governo do PT. Daí a discussão: por que não foi feito antes (a investigação)?”, questiona ele, atualmente secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego.

Secco, por sua vez, é a favor de uma “limpeza profunda” no partido. Para ele, o PT já deveria ter afastado também seu tesoureiro, João Vaccari Neto, que, após ser preso preventivamente, apenas se licenciou do cargo. Ele ainda será julgado pela primeira instância da Justiça Federal.

“No caso do mensalão, o PT ficou num discurso ambíguo, ora dizia que era um julgamento político, ora abandonava seus dirigentes. Mas agora nenhuma estratégia mais vai funcionar, porque por mais que o PT diga que todos os partidos façam (corrupção), e até acho que seja verdade, mas o PT está há 13 anos no poder e não fez nada para mudar isso”, diz Secco.

Doações

Diante das acusações de que o partido recebeu doações com recursos desviados da Petrobras por meio de contratos superfaturados com empreiteiras, seu presidente, Rui Falcão, anunciou há duas semanas que o PT não captará mais recursos de empresas. A princípio, a proibição não se estenderá a candidatos dos partidos, que poderão buscar doações por conta própria.

O PT defende uma reforma política que proíba doações de empresas, mas a proposta enfrenta resistência de outros partidos. Dessa forma, o PT corre o risco de disputar as próximas eleições com campanha mais modestas que as de seus concorrentes.

Singer acredita que isso pode na verdade beneficiar o PT. “Penso que isso vai ser usado nas eleições como argumento contra os adversários”, disse.

“Se o PT renunciar inteiramente aos recursos empresariais e o STF ou o Congresso não decidirem pela proibição, isso vai ter um impacto negativo enorme em sua campanha, pois será uma concorrência desigual com o PSDB, mas vai lhe devolver grande força simbólica”, concorda Secco.

Para o historiador, os petistas mais conhecidos (como deputados, sindicalistas, ex-secretários estaduais ou ministros) não terão dificuldade de buscar recursos diretamente com as empresas ─ o que pode ter o efeito negativo de dificultar a renovação de quadros do partido.

Lula

E renovar suas lideranças é justamente outro fator importante para o futuro do partido, avaliam os entrevistados pela BBC Brasil.

“O PT é muito dependente da figura carismática de Lula, e não renovou suas lideranças nos últimos anos”, afirma Frei Betto, destacando ainda a perda de quadros proeminentes acusados de corrupção, caso dos ex-presidentes do partido José Dirceu e José Genoíno, condenados no caso do Mensalão.

“Ao promover a inclusão econômica do povo brasileiro nos últimos 12 anos, o PT não promoveu inclusão política. A nação foi despolitizada, perdeu o horizonte histórico de mudanças sociais. Hoje, o PT tem milhares de filiados e eleitores, mas não tem militantes”, acrescenta ele.

Singer reconhece o problema e por isso propôs recentemente um curso interno sobre a história do partido e proferiu a aula inaugural para cerca de 150 pessoas.

“Sugeri o curso para que os membros tenham claro entendimento ─ inclusive histórico ─ de porque o PT defende isso ou aquilo. É importante que as pessoas entendam que desde o século 19 houve lutas por democracia, por igualdade, por direitos sociais, e o PT continua essa tradição”.

Conservador?

Nem todos que fundaram o PT, porém, consideram que o partido ainda segue seus princípios originais. E o próprio papel do ex-presidente não é unanimidade entre as figuras históricas do partido. Um de seus fundadores, o sociólogo Francisco de Oliveira, considera que “Lula matou o PT”.

Oliveira deixou o partido em 2003, logo após Lula vencer sua primeira eleição presidencial, por acreditar que o partido “se aburguesou”. Ele lembra que, em 1980, quando a legenda foi fundada, tinha ideais reformistas e era crítico ao capitalismo.

“Lula é um conservador, não um revolucionário. Aliás, nunca foi. Mas o partido sim, era maior do que ele. O Lula virou maior do que o partido. As declarações de líderes partidários (hoje) são patéticas, porque se o Lula disser em outra direção, acabou”, critica o sociólogo.

“Então, se ele voltar em 2018, é, como se dizia antigamente, a pá de cal (sobre o partido)”, diz.

Opinião dos leitores

  1. Quando se fala no PT lembramos logo de muitas mentiras, cortes na educação, cortes em programas sociais, corrupção, propinas, fraude orçamentária, apoio a ditaduras, inchaço da máquina pública, censura, mensalão, impunidade, destruição do Brasil, bolivarianismo, arrocho e achatamento salarial, rombo em estatais, desemprego, juros altos, inflação, tarifaços, socialismo, apoio ao MST, violência, defesa de bandidos, petrolão, abandono de obras, aumento de impostos, quadrilha e na utilização de bilhões de reais dinheiro do contribuinte brasileiro para obras no exterior.
    O PT representa tudo que há de mais perverso e sujo na política, além de ser um perigo para a democracia em nosso país.
    As vezes eu tenho a impressão de que o PT está deliberadamente destruindo esse país.

  2. Tudo que tem começo tem fim, tá passando da hora dessa turma de aloprados e contar coquinho no inverno.

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Procon registra queda nos combustíveis em Natal: confira onde abastecer mais barato por região

Foto: Kleber Teixeira / InterTV Cabugi

Boas notícias para quem precisa encher o tanque em Natal. O levantamento mais recente do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) apontou uma redução generalizada nos preços de todos os combustíveis pesquisados durante este mês de agosto em comparação a julho.

A maior queda foi registrada no etanol, que recuou 5,22% — impulsionado pelo aumento da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul e da expansão do etanol de milho. A gasolina comum também ficou mais barata, caindo 2,19%, acompanhada do diesel S-10 (-2,59%) e do gás veicular (-1,91%).

Custo-Benefício: Etanol ou Gasolina?

Apesar da queda forte, abastecer com etanol ainda não compensa financeiramente para a maioria dos veículos flex na capital.

Para que a troca do combustível valha a pena, o preço do etanol deve corresponder a, no máximo, 70% do valor da gasolina (devido ao rendimento menor do biocombustível). Atualmente, em Natal, essa proporção está em 75%.

  • Quanto precisaria custar o etanol? Para ser vantajoso na capital, o litro do etanol deveria custar menos de R$ 4,73.

  • Média regional: A média do etanol em Natal continua 3,47% acima da média das capitais do Nordeste (que é de R$ 4,90).

  • Veredito: A gasolina permanece como a melhor opção para o bolso do consumidor natalense.

Mapa da Economia: Os Menores Preços por Região

Pesquisar faz toda a diferença. A pesquisa do Procon Natal mostrou variações de preço expressivas entre diferentes postos e bairros da cidade:

  • Zona Norte (A mais barata para Gasolina):

    • Gasolina Comum menor preço: R$ 6,54 no bairro Potengi (Diferença de até R$ 0,75 para o posto mais caro da cidade).

    • Média regional: R$ 6,67 (Comum) e R$ 6,73 (Aditivada).

    • Etanol mais barato do município: R$ 4,74 no bairro Igapó (Uma variação impressionante de 26,37% em relação ao maior preço de R$ 5,99 registrado na cidade).

  • Zona Leste (A mais barata para Diesel e GNV):

    • Etanol (média): R$ 5,00

    • Diesel Comum (média): R$ 6,80

    • Diesel S-10 (média): R$ 7,01

    • Gás Veicular (média): R$ 4,92

  • Zona Oeste:

    • Diesel S-10 mais barato: R$ 6,79 no bairro Cidade Nova (Diferença de R$ 0,80 para o valor mais alto da capital).

Como Denunciar Abusos

O Procon orienta o motorista a ficar atento e comparar antes de parar no posto. Caso o consumidor encontre preços abusivos ou discrepantes em relação às médias do mercado, pode formalizar denúncia no órgão.

É necessário apresentar o cupom fiscal presencialmente na sede do Procon (Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta) ou encaminhar os dados pelos canais virtuais:

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Série D: Natal terá 36 viagens extras de ônibus para jogo decisivo do ABC na Arena das Dunas


Foto: Divulgação / STTU

Os torcedores que forem à Arena das Dunas neste domingo (16) para apoiar o ABC contra o Nacional, às 17h, contarão com uma operação reforçada de transporte público. A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), vai disponibilizar 36 viagens extras antes e depois do confronto, válido pelas quartas de final da Série D.

A medida contempla quatro linhas estratégicas da capital:

  • N-08 (Redinha/Mirassol, via Rodoviária)

  • O-33 (Planalto/Praia do Meio, via BR-101 e Av. Prudente de Morais)

  • O-63 (Felipe Camarão/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha)

  • N-77 (Parque dos Coqueiros/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha)

Como Funciona a Operação Especial

  • Ida ao estádio (Antes do jogo): Cada uma das quatro linhas ganhará três viagens adicionais, somando 12 viagens extras. Somadas aos horários regulares, serão 29 viagens operadas nas 1h30 que antecedem o apito inicial.

  • Saída do estádio (Após o jogo): A frota na saída terá maior concentração, com seis viagens extras por linha, totalizando 24 viagens adicionais. No período de 2h30 após o término da partida, serão realizadas 39 viagens no total.

Planejamento e Orientações

Segundo a STTU, o plano operacional foi traçado com base na análise do fluxo de passageiros registrado em partidas recentes na Arena das Dunas (realizadas em 14 e 19 de julho), quando foi observado maior pico de demanda no período noturno.

Para garantir uma viagem mais tranquila e evitar a lotação excessiva dos ônibus, a pasta orienta que a torcida deixe o estádio de forma gradual na saída do jogo. Essa dispersão espaçada ajuda a distribuir melhor os passageiros entre as viagens disponíveis e evita aglomerações nos pontos.

Com informações da Tribuna do Norte

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Dono da Pixbet tem carro interceptado no meio da rua pela polícia


Uma abordagem em plena rodovia marcou a deflagração da Operação Arena, realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13). Imagens obtidas pelo portal PODERPB registraram o momento em que agentes federais cercaram o veículo do empresário Ernildo Júnior de Farias, conhecido como “Júnior da PixBet”, quando ele chegava ao município de Campina Grande (PB). Nas imagens, os policiais realizam a busca pessoal no empresário.

A interceptação faz parte de uma ofensiva de grandes proporções direcionada ao grupo empresarial ligado à plataforma de apostas PixBet. A PF apura a existência de uma complexa rede societária e financeira, com ramificações no Brasil e no exterior, criada para movimentar e ocultar capitais oriundos de jogos de azar e apostas esportivas, em condutas que configuram suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Escopo Judicial e Desdobramentos

Para desarticular a organização, a Justiça Federal expediu 17 mandados de busca e apreensão distribuídos por cinco estados. O pacote de medidas judiciais inclui:

  • Sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão;

  • Quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados.

Entre os alvos da mesma operação está o advogado Nelson Wilians, que presta serviços jurídicos para a PixBet e para Ernildo Júnior.

Posição dos Envolvidos

Em nota, a defesa de Nelson Wilians declarou que a relação do advogado com a empresa e com seu proprietário é exclusivamente profissional. A banca repudiou veementemente qualquer tentativa de vincular a atuação de seus defensores às possíveis condutas ilícitas apuradas na investigação.

O espaço permanece aberto para manifestações formais de Ernildo Júnior de Farias e da assessoria da PixBet.

Com informações do blog Poder PB

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Poder/Data: 45% dos eleitores brasileiros dizem ser de direita; 29% se consideram de esquerda

Manifestação de bolsonaristas em 25 de fevereiro, na Avenida Paulista, em São PAULO Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quase metade do eleitorado brasileiro se identifica com posições conservadoras ou liberais no espectro político. É o que aponta o levantamento do PoderData/Aya, realizado entre os dias 9 e 12 de agosto de 2026, no qual 45% dos entrevistados se declaram de direita ou de centro-direita.

Em contrapartida, o grupo formado por eleitores que se identificam como de esquerda ou de centro-esquerda soma 29%. O centro político puro atrai 5% das respostas, enquanto uma fatia expressiva do eleitorado — 21% — afirma não ter qualquer posicionamento ideológico definido.

O Detalhamento do Espectro Político

A pesquisa apresentou cinco opções para os entrevistados se classificarem no espectro político-ideológico. O detalhamento mostra que as posições mais convictas se sobressaem em relação aos tons moderados em ambos os lados:

  • Bloco da Direita (45% no total):

    • Direita: 36%

    • Centro-direita: 9%

  • Bloco da Esquerda (29% no total):

    • Esquerda: 17%

    • Centro-esquerda: 12%

  • Outras posições:

    • Centro: 5%

    • Sem posicionamento: 21%

Ficha Técnica da Pesquisa

O levantamento do PoderData/Aya realizou dezenas de milhares de chamadas para selecionar uma amostragem proporcionalmente representativa da sociedade em termos de sexo, idade, renda, escolaridade e região.

  • Amostra: 2.400 entrevistas por telefone (fixo e celular) em 658 municípios nas 27 unidades da Federação.

  • Período de coleta: 9 a 12 de agosto de 2026.

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Nível de confiança: 95%.

  • Registro no TSE: BR-06868/2026.

Com informações do Poder360

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Justiça obriga casa de apostas indenizar apostador compulsivo em R$ 91 mil após falha em autoexclusão

Foto: freepik

A 4ª Vara Cível de Indaiatuba (SP) condenou a SevenX Gaming — operadora das plataformas “Jogão.bet” e “Betão.bet” — a ressarcir em R$ 81 mil um apostador compulsivo, além de pagar R$ 10 mil por danos morais. A decisão ocorreu após a empresa manter o perfil do usuário ativo, mesmo depois de ele ter solicitado a autoexclusão por meio do sistema Gov.br para tratar um quadro grave de ludopatia.

Segundo a ação divulgada pelo jornal Estadão, o apostador apontou que a empresa descumpriu o prazo máximo regulamentar de 72 horas para a efetivação do bloqueio. Em razão dessa falha, ele conseguiu realizar login, transferências expressivas que somaram R$ 176 mil e sucessivas apostas no dia 17 de dezembro do ano passado, acumulando um prejuízo líquido de R$ 81 mil.

O juiz Vinicius Garcia Ferraz destacou em sua decisão que o mecanismo de autoexclusão é uma ferramenta de proteção obrigatória voltada para mitigar os impactos da compulsão por jogos. Para o magistrado, a conduta da empresa ao manter a conta ativa de um consumidor “hipervulnerável” ultrapassou o mero descumprimento contratual e agravou o estado de saúde mental do autor da ação.

Diante da revelia da parte ré e da comprovação documental das transações financeiras, o juiz considerou a falha na prestação do serviço “manifesta”, configurando quebra dos deveres de proteção e boa-fé objetiva.

Procurada pela reportagem para se manifestar sobre a condenação, a empresa SevenX não enviou resposta, e o espaço segue aberto.

Com informações do Estadão

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PF cumpre novo mandado contra Nelson Wilians em apuração sobre apostas e evasão de R$ 1,1 bi

Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Arena, cujo objetivo é desarticular um esquema bilionário de apostas esportivas e evasão de divisas. Entre os alvos da ação está o advogado Nelson Wilians, contra quem foi cumprido um novo mandado de busca e apreensão na cidade de São Paulo. De acordo com as investigações, Wilians é suspeito de atuar como operador financeiro do grupo.

A ofensiva aponta que um grupo empresarial com sede no Nordeste utilizava uma complexa rede societária e financeira no exterior para dissimular a origem e o destino de capitais vindos de jogos de azar e apostas esportivas.

Deflagrada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão emitidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores no montante de até R$ 1,1 bilhão, além da quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas em cinco estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Os envolvidos poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Histórico: Alvo Recente por Fraudes Tributárias

Esta não é a primeira vez em que o advogado entra no radar das autoridades. Em 15 de julho, Wilians foi alvo de uma operação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP), que apurava uma organização acusada de negociar créditos falsos de ICMS. O prejuízo estimado aos cofres públicos pela sonegação do imposto chegava a R$ 3,8 bilhões.

Naquela ocasião, as buscas atingiram a sede de seu escritório, sua esposa e sócia, Anne Wilians, e a advogada Mayra de Paula, de Londrina (PR) — apontada pelos investigadores como parceira de Wilians nas irregularidades.

Em nota emitida à época sobre o caso do ICMS, o escritório Nelson Wilians Advogados informou que a gestão das operações cabia exclusivamente ao escritório De Paula Advogados & Consultoria Jurídica, sem qualquer relação societária ou de controle com a banca. O escritório declarou ainda que, assim que notou inconsistências, encerrou a parceria comercial e notificou seus clientes.

Com informações do Infomoney

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PoderData: 18% dos eleitores definem Segurança Pública como prioridade para o próximo presidente

Marcelo Camargo/Agência Brasil.

A Segurança Pública é apontada por 18% dos eleitores brasileiros como o tema que deveria ser a prioridade número um do próximo Presidente da República. Logo em seguida, saúde e educação empatam numericamente com 17% das menções cada. Os dados da mais recente pesquisa do PoderData/Aya, realizada entre os dias 9 e 12 de agosto de 2026.

Pautas associadas ao bolso do cidadão aparecem um pouco mais abaixo na lista de urgências: a inflação ocupa a 4ª colocação, citada por 14% dos entrevistados, enquanto emprego e renda vêm na 5ª posição, com 13%.

Posição e Áreas Prioritárias

Abaixo, o ranking completo das áreas consideradas mais urgentes pela população:

Posição Área Prioritária Intenção (%)
Segurança pública 18%
Saúde 17%
Educação 17%
Inflação 14%
Emprego e renda 13%
Combate à corrupção 12%
Combate à pobreza 6%
Meio ambiente 1%
Não sabe 2%

Prioridades x Voto no 1º Turno

O levantamento do PoderData/Aya também cruzou as demandas com as intenções de voto no 1º turno, revelando prioridades bem distintas entre as duas maiores bases eleitorais do país:

  • Eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): A prioridade é focada em serviços públicos sociais. Para 23% desse grupo, a saúde deve ser a prioridade principal; 23% também apontam a educação no topo da lista.

  • Eleitores de Flávio Bolsonaro (PL): A pauta de combate ao crime predomina. Quase um quarto desse eleitorado (24%) coloca a segurança pública como o desafio mais urgente para o país.

Ficha Técnica da Pesquisa

A pesquisa foi realizada pelo PoderData (grupo Poder360 Jornalismo) com recursos próprios e amostragem representativa das 27 unidades da Federação.

  • Amostra: 2.400 entrevistas por telefone em 658 municípios.

  • Data da coleta: 9 a 12 de agosto de 2026.

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Nível de confiança: 95%.

Registro no TSE: BR-06868/2026.

Com informações do Poder360

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PoderData: Presidente Lula é desaprovado por 50% dos eleitores

Foto: Reuteres

A avaliação do trabalho e da figura pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece em patamar de estabilidade no início deste mês. Segundo levantamento do PoderData/Aya realizado entre 9 e 12 de agosto de 2026, 50% dos eleitores desaprovam o desempenho pessoal de Lula, enquanto 43% aprovam. Outros 7% não souberam responder.

Em relação à sondagem anterior, feita no fim de julho (26 a 29), a aprovação pessoal do petista manteve-se inalterada em 43%. A taxa de rejeição oscilou um ponto percentual para cima, passando de 49% para 50%.

Avaliação do Governo Federal

Quando questionados especificamente sobre a aprovação da administração federal como um todo, os índices mantêm tendência semelhante.

Categoria Aprova Desaprova
Desempenho Pessoal de Lula 43% 50%
Gestão do Governo Federal 43% 51%

Na rodada anterior, os percentuais de avaliação do governo eram de 44% de aprovação e 50% de desaprovação. Como a variação ocorreu dentro da margem de erro, o quadro indica estabilidade no sentimento do eleitorado em relação à gestão federal.

Ficha Técnica da Pesquisa

  • Amostragem: 2.400 entrevistas telefônicas (fixo e celular) em 658 municípios das 27 unidades da Federação.

  • Período de coleta: 9 a 12 de agosto de 2026.

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Intervalo de confiança: 95%.

  • Registro no TSE: BR-06868/2026.

  • Realização: PoderData (Grupo Poder360) com recursos próprios, em parceria de divulgação com o Aya Bancah.

Com informações do Poder360

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Geral

PoderData: Flávio cresce e empata com Lula em cenário de 2º turno

Foto: Reprodução: Agência Senado

A mais recente pesquisa do PoderData/Aya, realizada entre 9 e 12 de agosto de 2026, mostra um cenário de extrema competitividade em um eventual 2º turno presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados na simulação de embate direto: o petista registra 46% das intenções de voto, enquanto o parlamentar alcança 45%. 

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois líderes estão numericamente encostados. Nos últimos 15 dias, Flávio oscilou dois pontos para cima, enquanto a taxa de Lula permaneceu inalterada no confronto direto, consolidando uma estabilidade na polarização observada desde maio.

Fatores do Avanço e Desafios Políticos

Análises do cenário eleitoral apontam que a aproximação de Flávio Bolsonaro coincide com um período em que o senador resolveu entraves internos em sua pré-campanha, alinhando a relação com Michelle Bolsonaro e definindo a vice na sua chapa.

Por outro lado, o momento recente trouxe desgastes para o governo Lula, com o surgimento de novas investigações envolvendo familiares e antigos colaboradores. Embora os casos ainda dependam de apuração, o noticiário reativou a pauta do combate à corrupção, tema de forte impacto eleitoral.

Outros Cenários e 1º Turno

Nas simulações contra outros potenciais nomes da oposição no 2º turno, Lula mantém quadro de empate técnico contra Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). A única vantagem clara fora da margem de erro ocorre diante de Renan Santos (Missão), sobre quem o petista abre 9 pontos de frente.

Já na simulação de 1º turno, Lula aparece na liderança isolada com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 35%. Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem com 4% cada, enquanto Romeu Zema e Augusto Cury (Avante) somam 3% cada. Os demais pré-candidatos — Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) — registram 1% cada um. Brancos e nulos somam 4%, e 2% não souberam responder.

Dados Metodológicos

A pesquisa ouviu 2.400 eleitores em 658 municípios espalhados pelas 27 unidades da Federação. O levantamento foi realizado por telefone pelo PoderData/Aya, com recursos próprios e parceria de divulgação com o Aya Bancah. Com nível de confiança de 95%, a sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06868/2026.

Com informações do Poder360 

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Interpol: PF extradita brasileiro que fugiu após matar por vingança

Foto: Divulgação / Polícia Federal

Um brasileiro de 38 anos, apontado como um dos autores de um homicídio motivado por acerto de contas e divergências financeiras, desembarcou no Brasil sob escolta da Polícia Federal (PF). O suspeito, natural de Contagem (MG), estava foragido em Portugal e figurava na Difusão Vermelha da Interpol, a lista dos criminosos mais procurados do mundo.

O crime ocorreu em fevereiro de 2018, na cidade de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homem agiu em conjunto com outros envolvidos, disparando diversas vezes contra a vítima em uma ação motivada por vingança.

Após a conclusão do processo de extradição, o investigado foi transferido para Belo Horizonte. Ele deu entrada no Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional (Ceresp/Gameleira), onde permanecerá preso à disposição das autoridades judiciais mineiras.

Com informações do Metrópoles / Mirelle Pinheiro

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