A Identidade Estudantil Eletrônica (IEE) foi criada em 2011, ainda na gestão da prefeita Micarla de Sousa, e lançada com toda pompa e circunstância, já que trazia para os alunos da rede pública a carteira gratuita, lhe garantindo meia entrada no transporte público e em eventos culturais ou esportivos.
Mas, o que quase ninguém sabia, é que todo o processo de desenvolvimento da IEE foi feito de forma totalmente irregular. E o pior, esta mesma ilegalidade foi renovada pela gestão do prefeito Carlos Eduardo, no ano passado, sem precisar nem mesmo da publicação no Diário Oficial.
Diante dos fatos, a União Norte-riograndense de Estudantes (Urne) decidiu, após assembleia realizada por sua diretoria, denunciar o prefeito Carlos Eduardo Alves ao Ministério Público Estadual, por improbidade administrativa.
A suspeita é grave. Primeiro, porque fere diretamente a legislação, já que é obrigação do poder público municipal controlar seu sistema de transporte. Depois, porque coloca todos os levantamentos financeiros em dúvida. Afinal de contas, é “como deixar a raposa tomando conta do galinheiro”, disse o presidente da Urne, Romualdo Teixeira.
“A Prefeitura entregou o sistema aos empresários, ninguém tem acesso a nada, nem ao convênio público firmado com as entidades estudantis para validar o cartão. É uma meia para todo mundo que na verdade não é meia para ninguém”, critica Romualdo.
O representante estudantil conta que a Urne já enviou diversos ofícios a Prefeitura, sempre em busca de mais informações sobre esses contratos firmados sem transparência. Coincidentemente ou não, a entidade jamais teve nenhum dos seus contatos, ao menos, respondidos.
A onda de irregularidades, inclusive, é o que estaria por trás, verdadeiramente, da sequência de prorrogações da validade do documento referente a 2013, o que tem causado sérios prejuízos a produtores culturais e empresários do entretenimento.

Agora vai…..