Política

ENTREVISTA: ‘O populismo é o futuro da política’, diz ex-estrategista de Trump

Ex-estrategista de Donald Trump e um dos responsáveis pela retórica nacionalista que fez o republicano chegar à Casa Branca, Steve Bannon avalia que o futuro da política é o populismo. Segundo ele, o Brasil será chave para os EUA equilibrarem o poder da China e Jair Bolsonaro é a chance de se espalhar o movimento de direita pela América do Sul.

Ao falar sobre os EUA, avalia que Trump estará em boa posição para 2020 se entregar as promessas de campanha, entre elas a construção do muro na fronteira com o México, e diz que houve uma radicalização recente do Partido Democrata. Ele elogiou a deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortéz, considerada integrante da ala mais à esquerda do partido. “Apesar de discordar do seu socialismo, ela se tornou uma figura política muito poderosa de maneira muito rápida”, afirma.

Bannon foi parte do conselho da Cambrigde Analytica, consultoria acusada de usar indevidamente dados de milhares de usuários do Facebook para interferir na eleição americana de 2016. Desde que foi forçado a sair da Casa Branca em 2017, ele perdeu parte do prestígio nos EUA e Trump chegou a dizer que o ex-assessor “perdeu a cabeça”.

No ano passado, se concentrou na Europa, onde se aproximou de lideranças de nacionalismo de direita na Itália e na Hungria. Em 2018, ele também se encontrou com o deputado Eduardo Bolsonaro três vezes nos EUA e, agora, começa a olhar para a América do Sul. Crítico da imprensa, que chama de “partido de oposição”, Bannon recebeu o Estado para uma entrevista em sua casa, atrás da sede da Suprema Corte, em Washington.

O sr. procurou a família Bolsonaro ou eles o procuraram primeiro?

Há gente em Nova York ajudando brasileiros, expatriados, e eles me contataram. Eu já vinha observando Bolsonaro por algum tempo, mesmo na Casa Branca, analisando no que ele acreditava. Acho que no verão de 2017, ele tinha algo perto de 8% nas pesquisas, mas eu olhava de perto porque pensava que é alguém que representa bastante a base do Trump e de outros, no mundo. Em 2018 me encontrei com Eduardo (Bolsonaro) em Nova York.

O sr. já disse que a capacidade de conexão com o povo é algo comum entre Donald Trump, Matteo Salvini e Jair Bolsonaro. Essa característica já foi atribuída a políticos de centro-esquerda, como Lula no Brasil. O que diferencia esse novo grupo?

É uma boa pergunta. Populismo é o futuro da política, eu acredito, se é conservador e de direita ou se é de esquerda é a questão. A diferença entre populismo de esquerda ou de direita é sobre intervenção do Estado. Mais intervenção do Estado na economia, nas nossas vidas, leva a um completo fracasso. O populismo de direita que foca na classe trabalhadora e classe média é o futuro. O fato de ter Trump, Salvini e Bolsonaro, nos EUA, Europa e América do Sul, mostra que o modelo funciona. Os três se conectam com a classe trabalhadora de uma forma visceral

É por isso que penso que o capitão Bolsonaro é uma figura histórica agora, não só para o Brasil, mas é emblemático o que pode fazer no restante do mundo.

Qual é o equilíbrio que o sr. defende entre a agenda nacionalista de todos eles e a não intervenção do Estado?

A agenda nacionalista é possível de ser feita sem a intervenção do Estado. Nacionalismo é colocar o seu país primeiro. Nacionalismo não diz que é preciso ter o Estado envolvido nos negócios. No Brasil, especificamente, será uma série de acordos comerciais, de questões de soberania relacionadas à China.

Então por que se mostrou receoso sobre o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o jantar com Olavo de Carvalho?

Isso acontece em diferentes países, é uma combinação. O seu ministro das finanças veio da Escola de Chicago. O contraponto que Bolsonaro defende, assim como Trump, é: você precisa equilibrar os interesses nacionais versus a pura economia neoliberal, que no primeiro caso se mostrará na infraestrutura no Brasil e como você define quais setores quer privatizar, para quem quer vender. Sempre haverá uma tensão. Você vê a escolha do ministro das Relações Exteriores e do ministro da Economia – é um balanço de como o programa do Bolsonaro é.

O sr. já conversou com Bolsonaro?

Não. Ele está muito ocupado, e está se saindo muito bem. Eu falo com pessoas no entorno dele todo dia. Salvini, Viktor Orban e Bolsonaro representam uma tendência mundial. O experimento no Brasil é comum a algo ao qual dediquei os últimos dez anos da minha vida. Comecei construindo isso nos EUA e, no ano passado, passei muito tempo na Europa. Posso ver no capitão Bolsonaro como pode se espalhar mundialmente. E ele certamente não precisa do conselho de Steve Bannon para ser bem sucedido.

Se falasse com ele, qual seria sua recomendação como ex-estrategista de Trump?

É muito simples a esses políticos. Você é um populista eleito, foi eleito com apoio popular. Só mantenha as promessas que fez às pessoas e estará bem. Francamente, acho que Trump está numa boa posição. É uma era em que é um problema se você promete uma coisa e não entrega.

O sr. não mencionou Trump quando falou sobre a tendência mundial.

Trump foi o primeiro, obviamente, nos EUA, mas com esses três vemos que é mais do que Trump. A derrota de Hillary Clinton representou uma rejeição da classe trabalhadora ao que chamo de partido de Davos, que é essa elite científica, financeira. Eles têm essa ideia de que podem manipular o mundo em uma base global Não é uma conspiração, é como o sistema funciona agora. As pessoas diminuíram a importância do discurso de Bolsonaro em Davos, foi um discurso poderoso. Ele trouxe elementos – e acho que isso é parte da tensão, às vezes, com os caras da Escola de Chicago – para dizer que um país é mais do que a economia; um país é a sociedade, a nação e a economia. Ele traz a base do ‘Movimento-Bolsonaro’, a defesa dos valores judaico-cristãos. Foi muito poderoso, particularmente em um ambiente como Davos, que é a catedral do globalismo. Ele não vai desistir.

O que o sr. achou do Olavo de Carvalho?

A história vai mostrar que ele é um dos grandes conservadores e filósofos. O que ele faz no Brasil, seus escritos estão cada vez mais conhecidos nesse movimento. Acho que ele será mais e mais conhecido a cada ano, não só para o Brasil, mas para o entendimento desse movimento numa perspectiva mundial.

O sr. mostrou discordância dele em alguns momentos, quando ele explicou seu método de ensino e filosofia.

Sabe, eu não concordo com tudo o que Platão disse, então…Esse é o poder do nosso movimento. Eu não sou um filósofo, sou só alguém que tem interesse nisso e tenta se engajar. Ele é claramente uma figura seminal nesse movimento. Suas ideias se tornarão mais conhecidas, mas ele tem um imenso impacto na vida política brasileira.

Eduardo Bolsonaro é o líder de “O Movimento” para a América do Sul agora. Esse braço do Movimento já existia ou foi criado após a eleição de Bolsonaro?

Quando o Eduardo veio aos EUA em novembro, ele já tinha agendado uma conferência sobre ideias do ‘movimento- Bolsonaro’ e como interagem com outros movimentos no mundo. Aquilo para mim é o começo do Movimento na América Latina. Nosso foco imediato é na importância das eleições parlamentares na Europa em maio, mas antecipei com Eduardo que teremos uma grande conferência no verão ou outono na América do Sul, provavelmente no Brasil, trazendo todos os elementos juntos da região. Ele é um dos líderes mais dinâmicos desse movimento, não só no Brasil.

O que o sr. acha que o governo Trump está esperando do governo Bolsonaro?

É uma nova oportunidade ao Brasil para um acordo comercial, avanços na agricultura, claramente há uma grande preocupação com a China. Capitão Bolsonaro ganha uma grande atenção aqui de pessoas interessadas em política por sua personalidade e como ele irá recuperar a economia e focar em segurança ao mesmo tempo É um novo dia para essa relação. Haverá muito mais ênfase na hegemonia da China (do que nas questões do Oriente Médio) agora. O Brasil é um dos elementos centrais disso, veremos nos próximos cinco ou dez anos que a relação dos EUA com o Brasil estará no primeiro plano e será uma das relações mais importantes.

O sr. falou que Trump está numa boa posição. O que achou do discurso dele sobre o Estado da União neste ano?

No discurso ele fala: ‘eu vou construir o muro; no acordo comercial, não é só sobre soja, terei mudanças estruturais na China e; estou saindo da Síria e do Afeganistão’. Essas são as promessas de Trump. É assim que ele ganhou em Ohio, assim que ganhou em Michigan, Wisconsin, Pensilvânia. É isso que o fez presidente dos EUA. Em Washington, todos os três elementos sobre o ‘movimento-Trump’ estão convergindo num mesmo momento em que essas investigações vêm à tona. Teremos de ver.

Forçar uma reforma estrutural para um acordo com a China não parece fácil.

O Brasil será um dos campos de batalha nisso, porque a China não vê o Brasil por seu capital humano, vamos ser francos. O que eles veem é uma maciça oportunidade de recursos naturais e agricultura. Esse conflito global econômico entre o Ocidente… Lembre, quando Trump diz sobre mudanças estruturais é para trazer a cadeia de fornecimento de volta às democracias industriais. Quando isso acontecer, irá explodir a economia do Brasil, as taxas de crescimento. O tipo de capitalismo que eles fazem no Brasil e na África Subsaariana incentiva as elites, controla infraestrutura e recursos naturais através da elite, é um capitalismo predatório dos chineses que têm de ser quebrado. Um dos locais-chave para quebrá-lo é o Brasil.

O sr. é citado nas investigações da campanha de Trump, na acusação contra Roger Stone. O que sabe sobre a influência da Rússia nas eleições de 2016?

Primeiro, digo isso desde o primeiro dia, não há conluio. O que o Robert Mueller está procurando é a obstrução de justiça. Stone ou alguém entregou os e-mails ao New York Times, e-mails em que ele está tentando obter minha atenção, o que não conseguiu porque não é algo em que eu estava focado. Não acho que a investigação de Mueller vá chegar à conclusão sobre conluio, acho que irá analisar a obstrução de justiça. O que eu sei é que o presidente Trump não focou na eleição da Câmara em novembro. Pessoas ao redor dele que disseram que não seria tão

ruim o resultado se os democratas conseguissem a maioria estavam absolutamente errados. Com a Nancy Pelosi (presidente da Câmara) no poder eles irão usar como arma o relatório final de Mueller.

A perda da Câmara será um problema para Trump em 2020?

Será um enorme problema. Eu disse ao vivo no dia da eleição: 2019 será um dos anos mais baixos na política nacional. Acho que será equivalente aos anos anteriores à guerra civil. Você tem dois lados que têm duas diferentes ideias sobre como o país deve ser governado. As pessoas dizem ‘a democracia está morrendo na América’, mas tivemos a taxa mais alta de comparecimento às urnas em novembro. A democracia está mais robusta do que nunca. E parte disso é porque Trump provocou a esquerda. Essas pessoas jovens como AOC (deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortéz) que se tornaram líderes, fizeram as pessoas irem votar. E eu amo a AOC, acho que é uma figura dinâmica no cenário político. Ela é uma bartender. Precisamos de mais bartenders lá. Precisamos nos tornar melhores para derrotá-los, mas acho que 2019 terá não só a investigação de Mueller. O presidente Trump é um bom ‘counter puncher’ (no box, um lutador que faz contragolpes), mas isso só ficará mais baixo. Será um ano duro. E ele terá de entregar as três promessas que fez no discurso.

Por que diz que é preciso ter mais ‘bartenders’ como a Alexandria Ocasio-Cortéz?

Seu trabalho anterior já foi de bartender, é um trabalho relativamente mal pago, é difícil, há clientes o tempo todo e você tem de ser rápido. Eu fui um bartender na faculdade e você tem de estar ligado no jogo. Ela tem a habilidade para jogar rapidamente o jogo. Há muito a admirar. As pessoas no Brasil têm de entender: Cortez ganhou porque ela bateu de porta em porta inicialmente e falou com as pessoas nas primárias em que ela concorria com poderosos políticos. E a maioria das pessoas na primeira vez bateu a porta na cara dela e hoje ela é uma das figuras políticas mais poderosas dos EUA. Apesar de eu discordar do seu socialismo, Cortéz mostra valores de determinação, resiliência. Ela se tornou uma figura política muito poderosa de maneira muito rápida.

O sr. classifica o Partido Democrata como socialista?

Eles estão definindo eles mesmos. Estou um pouco chocado com isso. Acho que cinco candidatos presidenciais assinaram a proposta do “Green New Deal”, que é uma versão de socialismo. Pode chamar do que quiser, mas no fim das contas é mais intervenção. Não sou eu dizendo que não há elementos interessantes do ‘Green New Deal’, mas no geral é o governo tomando a economia. Você também vê (pré-candidatos a 2020) Kamala Harris, Kristen Gillibrand, Cory Booker, Elizabeth Warren e obviamente Bernie Sanders, todo o mantra deles é ligado ao socialismo. É uma radicalização muito rápida do partido democrata. Howard Schultz (ex-CEO da rede Starbucks), que para mim é um liberal progressista, diz – e isso é ele dizendo, não Steve Bannon – que não conseguiria ganhar uma primária democrata porque não é um socialista, é um capitalista, um liberal, um progressista. Michael Bloomberg tem dito às pessoas a mesma coisa. Lembre-se, Bloomberg é pró-aborto, pró-controle de armas e está dizendo para todo mundo que acha que não estará nas primárias democratas. Isso não é Bannon e a direita, Breibart e Fox News. Isso são eles definindo eles mesmos. Eu estou atordoado.

Mas é algo novo, recente?

Parte disso é reação a Trump. Trump é definido como populista. E eles estiveram tão surtados no início. Eu dizia: se eles querem focar em raça, deixemos. Toda vez que falarem de raça, nós falaremos de economia para a classe trabalhadora. Vamos pegar um terço da classe trabalhadora negra, um terço da classe trabalhadora hispânica e criaremos uma coalizão. O que os democratas estão fazendo é uma reação à vitória de Trump em Michigan, Wisconsin e Ohio e a solução deles é mais intervenção governamental.

O sr. é reconhecido como símbolo da alt-right e apoiador de políticos acusados de xenofobia. Nas suas próprias palavras, em um discurso: “deixe que chamem você de racista, deixe que o chamem de xenófobo…”

Espere, espere. O que eu estava dizendo na França é o que eu acredito, eu disse que Trump fez mais… temos a mais baixa taxa de desemprego de negros, a mais baixa taxa de desemprego de hispânicos. O que falo é: eles não podem argumentar sobre a economia quando você os derrota nisso. Use essas acusações como uma medalha de honra. Se é disso que irão te acusar: xenófobo, racista, isso significa, na minha visão, que estão perdendo o argumento, significa que não querem debater as propostas. Eles nunca mencionam os empregos, porque eles não têm a solução. A solução deles é o socialismo e nós sabemos que não funciona, é sem sentido. Até que eles venham com algo com o qual se possa debater a questão econômica, nós venceremos. Trump irá vencer se continuar atendendo à classe trabalhadora. Dizer que é um racista, xenófobo, para mim, a acusação é uma medalha de honra, mostra que você está ganhando.

O ‘Breibart News’, que o sr. dirigiu, é considerado um veículo de instigação aos extremos e partidário. Essa é a intenção?

Não acho que é extremo. Podemos ser partidários, mas vivemos tempos partidários. Estamos vivendo em tempos divididos. Você tem de ganhar. Nós ganhamos em 16, perdemos em 18, vamos ver quem ganha em 20, mas estar dividido não acho que seja um problema. As pessoas têm diferentes filosofias e ideias, não acho que temos de estar juntos. É o que digo, admiro a AOC, acho que sua ideologia está errada, mas acho ela uma jogadora importante e irá impulsionar muita gente na direita que irá tentar derrotá-la. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. " O populismo de direita que foca na classe trabalhadora e classe média é o futuro."
    Kkkkkkkkklk
    Tem idiota q acredita nisso.
    P.S: com reforma trabalhista, reforma da previdência, congelamento do salario mínimo…..

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Corredores do Hospital Walfredo Gurgel lotados na noite deste domingo (2)

Imagens obtidas pelo BLOGDOBG mostram corredores do Hospital Walfredo Gurgel lotados.

O vídeo foi gravado no início da noite deste domingo (2).

São diversas macas, dos dois lados dos corredores.

Também é possível notar um homem sendo atendido em uma cadeira no corredor.

É o caos na Saúde do governo Fátima.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Tratamento prioritário dado a Cínthia Pinheiro, esposa de Allyson Bezerra, faz aumentar crise interna na nominata de deputado estadual da Federação União Brasil e PP

Foto: reprodução/redes sociais

A crise na nominata de deputado estadual da Federação União Brasil e PP não é fogo de palha nem fofoca. Após algumas especulações da imprensa, dois candidatos confirmaram ao Blog do BG que existe uma insatisfação grande com o tratamento prioritário que Cínthia Pinheiro, esposa de Allyson Bezerra, vem tendo dentro da coligação do candidato ao Governo do Estado.

As reclamações, segundo relataram os dois candidatos, não têm a ver com o fato de Cínthia ser esposa de Allyson, mas sim com a forma como a campanha dela vem se aproveitando dessa condição. Ela é a única a acompanhar o candidato a governador em todas as agendas, inclusive em redutos de outros candidatos a deputado estadual.

A insatisfação ficou mais aparente após a convenção do União Brasil, quando ela chegou ao Palácio dos Esportes carregada nos braços dos apoiares junto com Allyson Bezerra.

Depois disso, a crise interna só vem aumentando.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Flávio Bolsonaro atribui responsabilidade pelo tarifaço dos EUA à ‘incompetência’ e às ‘agressões’ do governo Lula

Foto: Taba Benedicto/Estadão

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, atribuiu a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil à “incompetência” e “às agressões” do governo de Luiz Inácio Lula Silva. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, Flávio defendeu a atuação de sua família em relação à política externa dos EUA, mas rejeitou a tese de que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, tenha influência na aplicação das sanções americanas contra o Brasil.

Você acha agora que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos? O que o presidente dos Estados Unidos faz é da cabeça dele”, afirmou o candidato na entrevista que será exibida na íntegra às 20h, na BandNews TV e, às 22h, na Band.

Flávio criticou a diplomacia do governo Lula, disse ainda que o Brasil “lambe botas da China” e que a postura do atual presidente que levou à taxação dos EUA. “O Brasil está sendo sancionado por causa dessa falta de habilidade do atual governo e por causa das provocações dele. O Lula trabalhou para que o Brasil fosse tarifado e ele conseguiu”, afirmou Flávio, segundo prévia das declarações publicadas no site da rede Bandeirantes.

O candidato do PL ainda avaliou um cenário de isolamento internacional do Brasil, fazendo referência a conflitos diplomáticos que o País teria não só com os EUA, mas também com Argentina e Paraguai.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

LUDOPATIA: Vício em apostas online afeta empresas que já relatam funcionários endividados, baixa produtividade e faltas

Foto: iStockphoto/Agência Senado

O avanço das apostas esportivas tem gerado preocupação entre empresas brasileiras, que relatam aumento de casos de funcionários endividados, desatentos e com problemas de saúde mental relacionados ao vício em jogos.

Segundo entidades como a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e a Abrasel, pedidos frequentes de adiantamento salarial, crises financeiras, faltas ao trabalho e queda de produtividade estão entre os principais sinais observados.

Dados do INSS mostram que os afastamentos por transtorno relacionado ao jogo, conhecido como ludopatia, cresceram 59,8% em 2025, passando de 425 para 679 casos. Especialistas alertam que o problema costuma estar associado a transtornos como ansiedade, depressão e dependência química.

Diante desse cenário, empresas como Ypê, Gerdau e Whirlpool passaram a promover campanhas de conscientização e programas de acolhimento para orientar funcionários sobre os riscos das apostas e incentivar a busca por tratamento.

O Ministério da Saúde também oferece atendimento gratuito por telemedicina para pessoas com dependência em apostas, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Além disso, o tratamento pode ser iniciado em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] HUMILDE? Lula se compara a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo em discurso na convenção nacional do PT

Logo no início do discurso na convenção nacional do PT neste domingo (2) o presidente Lula se comparou a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo, fazendo um balanço das participações dos jogadores em Copas do Mundo, e dele em eleições presidenciais.

“O Pelé, que foi o grande do futebol do século XX, considerado atleta do século, só disputou quatro Copas […] Então o Messi e o Cristiano Ronaldo me parece que estão passando para a história como os dois únicos jogadores que participaram de seis Copas. O que eles não sabem é que essa Copa minha é a sétima. […] Se eu ganhar essa, são quatro Copas.

Lula finalizou a fala afirmando que esta seria sua última disputa eleitoral: “Eu não vou ter chance de disputar o penta porque eu resolvi, depois da gente entregar o Brasil perfeitamente para o povo brasileiro, nós vamos sair de férias para namorar mais uns 20 anos. Esse é o meu desejo.”

Opinião dos leitores

  1. Lula é uma lenda. Aos 80 ainda corre 8km/dia e trabalha incansavelmente pelo povo. Enquanto isso, o Bozo (com seu histórico de atleta) está decrépito, tornozelado e com o bucho por acolá…kkkkk

  2. 👉🏿Em dezembro de 2022, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil encerrou em 71,7% do PIB
    👺👹 Agora a Dívida pública chega a 82% do PIB e atinge maior nível desde 2021
    👺OLHA AÍ O LEGADO QUE VOCÊ CONSEGUIU, DESGRAÇA!
    👉🏿Num país, onde duas coligações combinam em não divulgar os crimes cometidos pelos adversários pra não atrapalhar as campanhas, com isso, os desavisados continuarem votando, não precisa dizer mais de nada.
    💩 Isso tá acontecendo na Bahia, pra quem não sabe. Ou seja, os caras estão assumindo que são corruptos, mas ninguém precisa falar um do outro, já que a população dorme em berço esplêndido, com relação a política.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Kelps declara apoio a Nina Souza para a Câmara dos Deputados: “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal”

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Kelps Lima (@kelpslima)

Kelps Lima declarou apoio à pré-candidatura a deputada federal da vereadora Nina Souza (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais ao lado de Nina, Kelps diz que, apesar de não ter podido ser candidato esse ano, não poderia ficar de fora do processo eleitoral, porque tem “responsabilidade”. “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal, minha amiga Nina”, declarou.

“A campanha tá bem pertinho de começar, vou para as ruas com Nina, acreditando que a gente vai ter essa representação séria em Brasília. Nina tem gana, tem garra, ninguém pega na munheca dela, é uma mulher forte e eu agora faço parte desse time, sou um dos meninos do grande exército da nossa Nina”, afirmou.

Nina agradeceu o apoio de Kelps lembrando que eles têm muitas pautas em comum, principalmente a ideia de transformar o Rio Grande do Norte. “Pra mim é uma honra muito grande receber o seu apoio, porque não é de agora que eu acompanho o seu trabalho. Você chega numa hora muito oportuna, pra me orientar, pra se juntar a nós, porque a gente precisa trazer coisas boas e você pra nós é muito importante”, afirmou a pré-candidata.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] LULA: “O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher”

Imagens: PT/YouTube

Durante o lançamento da candidatura de reeleição à Presidência da República neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou o tema da violência contra as mulheres.

“Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, completou.

Em seu discurso, Lula admitiu que o Brasil ainda não chegou ao patamar indicado para diminuir os casos de violência contra as mulheres, mas que vê processos nas medidas tomadas pelo governo.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: “Eu vou ser multado”, diz Lula sobre pedidos de voto em convenção do PT na Bahia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do partido em São Paulo, que deve ser multado por ter pedido votos antecipadamente na convenção do PT na Bahia.

Eu não posso falar que eu sou candidato. Eu vou ser multado pelo que falei na Bahia. Não pode pedir voto. Eu não devia ter pedido, só pode depois do dia 15″, declarou.

Ação no TSE

A declaração ocorre após o partido Novo acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), além do PT, por suposta propaganda eleitoral antecipada. A ação foi distribuída para o ministro André Mendonça.

Pedid de voto na Bahia

Na convenção da Bahia, Lula afirmou: “Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança.

Lula já foi multado por pedido de voto

Semanas antes, Lula já havia sido multado em R$ 15 mil pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por propaganda eleitoral antecipada, após dizer em um evento oficial: “Não mexam nem com a Simone nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas um dia, é dar voto para as duas, só isso.

O que diz a lei

Pela legislação eleitoral, pedidos explícitos de voto só são permitidos a partir de 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral. Antes dessa data, a multa por propaganda antecipada pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

Opinião dos leitores

  1. Criminoso é assim sabe que está cometendo um crime mas também sabe que a Justiça vai lhe beneficiar.

  2. Pra ele isso não vale nada ele não pagar com dinheiro dele e sim com nosso dinheiro velhaco sem vergonha

  3. Se sente muito à vontade pra cometer crimes, sabe que pra ele não dá em nada. Se fosse um Bolsonaro, o lindinho da Odebrecht já estaria batendo a porta do supremo pra deixar inelegível.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

RN registra alta de 154% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Foto: reprodução/Mossoró Patrulha

O Rio Grande do Norte registrou aumento de 153,9% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de vítimas de até 17 anos passou de 24 para 60, enquanto o Brasil teve redução de 10,8% nesse tipo de crime. Os dados são destaque em reportagem da Tribuna do Norte deste domingo (2).

O crescimento ocorreu principalmente na faixa de adolescentes de 12 a 17 anos, com os casos saltando de 20 para 56. Com isso, o RN passou a ter a sexta maior taxa do país, com 7,4 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 4,1.

O avanço das facções criminosas e o recrutamento de adolescentes em áreas socialmente vulneráveis estão entre os principais fatores para o aumento da violência. Também são citados problemas como evasão escolar, pobreza, uso de drogas, dificuldades familiares e falta de oportunidades.

A Defensoria Pública afirma que tem observado maior vulnerabilidade de jovens expostos ao crime organizado, enquanto pesquisadores defendem investimentos em educação, esporte, cultura, saúde mental e fortalecimento dos vínculos familiares para reduzir o aliciamento de adolescentes.

A Secretaria de Segurança Pública reconheceu o aumento dos casos, mas ressaltou que o estado ainda registra menos mortes violentas do que nos anos mais críticos da última década. Segundo a pasta, operações contra facções, ampliação da Ronda Escolar, fortalecimento do Proerd e ações integradas de combate ao crime organizado fazem parte das estratégias de enfrentamento.

A Polícia Civil informou que também ampliou a estrutura de investigação de homicídios, com a expansão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a criação de novos núcleos especializados no interior do estado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Durante congresso mundial de jovens em Natal, Álvaro Dias recebe apoio do pastor e deputado federal Marco Feliciano

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na tarde deste sábado, do COMJADEM-RN, Congresso Mundial de Jovens e Adolescentes da Assembleia de Deus – Ministério Madureira, realizado na sede da Assembleia de Deus Campo CADERN, no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal.

Durante o evento, que reuniu mais de 2 mil jovens, Álvaro recebeu o apoio do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL), integrante da bancada evangélica na Câmara dos Deputados. Na ocasião, Feliciano manifestou apoio à candidatura de Álvaro Dias ao Governo do RN.

“Estou aqui ao lado desse trio que pode mudar a história deste estado, trazendo um novo tempo, baseado em princípios e valores. Ao meu lado está o doutor Álvaro Dias, candidato ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele é do PL, o meu partido, um partido que defende os valores em que acreditamos”, ressaltou.

Álvaro também participou do encontro ao lado do deputado federal General Girão, do candidato ao Senado Coronel Hélio e da vereadora Camila Araújo.

O ex-prefeito de Natal foi recebido pelo pastor José Pedro Teixeira, presidente da Assembleia de Deus Campo CADERN e anfitrião do congresso, que reuniu participantes de diferentes regiões do estado.

O COMJADEM-RN integra a programação da Assembleia de Deus – Ministério Madureira e reúne jovens, adolescentes e lideranças religiosas em atividades de caráter religioso e comunitário.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *