Finanças

‘Época’: delator indica propina superior a R$ 30 milhões a Cunha

A delação premiada do executivo Fábio Cleto, ao qual ÉPOCA teve acesso, relata Cunha como chefe de um esquema que recebeu propina do dono da JBS e outras grandes empresas em projetos de R$ 6 bilhões

941-expresso-o-presidente-afastado-da-camara-eduardo-cunha-com-dificuldades-para-contratar-um-advogadoO presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

A Polícia Federal investiga um esquema de desvios de dinheiro do FGTS que pode passar de R$ 30 milhões em propina ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo o delator Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa. Nesta sexta-feira (1), policiais realizam buscas nos endereços de grandes empresas acusadas por Cleto de pagar propina. Entre eles, a gigante JBS. Cleto, segundo sua delação, operava na Caixa a mando de Cunha e do doleiro Lúcio Funaro _ este último preso na operação desta sexta.

No papel, Fábio Cleto, vice-presidente da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2015, era subordinado à cúpula do banco e, por extensão, à área econômica do governo Dilma Rousseff. Entre suas atribuições, ele participava das reuniões do Fundo de Investimentos do FGTS, o FI-FGTS, que injetou algo como R$ 11,7 bilhões em empresas no país no período. Esses encontros, contudo, não eram sua principal tarefa em Brasília. Toda terça-feira, às 7h30 da manhã, Fábio Cleto tinha um compromisso inadiável e secreto, em um apartamento espaçoso na 311 Sul, em Brasília. O objetivo do encontro era vazar informações das reuniões internas da Caixa e antecipar operações financeiras sigilosas de empresas com fundo. Cleto tinha um chefe, na verdade, o chefe, fora da Caixa: Eduardo Cunha. Primeiro, os encontros ocorriam no apartamento funcional de Cunha. Depois, o parlamentar tornou-se presidente da Câmara e ambos passaram a ser ver na própria residência oficial. Era a ele que Cleto tinha lealdade e recebia ordens para dificultar — ou facilitar — a vida das empresas interessadas nos investimentos do FI-FGTS. Seu papel era dar o verniz técnico às ordens de Eduardo Cunha e repassar uma espécie de mapa do achaque. Agora delator, Fábio Cleto contou aos procuradores que vazava informações com duas semanas de antecedência e, para isso, tinha de ignorar todos os termos de confidencialidade que assinava dentro da Caixa.

Os projetos citados na delação premiada passam de R$ 6 bilhões, com uma propina estimada em mais de R$ 30 milhões para Eduardo Cunha, de acordo com o cálculo explicado por Cleto aos investigadores. Como chefe do esquema e responsável pela indicação de Cleto na Caixa, Cunha tinha direito à maior parte do valor arrecadado: 80%. Cleto relatou que, da propina levantada, ele ficava com a menor parte, 4%. Aos procuradores, ele admitiu que ganhou pelo menos R$ 1,8 milhão com o esquema. Pela distribuição rascunhada por Cleto, Cunha ficaria então com mais de R$ 36 milhões. Os valores, contudo, podem ser maiores, uma vez que Cleto nunca teve acesso aos acertos do deputado com os empreiteiros. Sua função era obedecer e, depois, receber. Segundo a delação, era Cunha quem definia com as empresas o valor da propina. Por isso, na delação, Cleto também não soube dizer aos investigadores quem eram os operadores nas empresas ou qual o total arrecadado pelo esquema. Além de Cunha, o delator afirma que o resto da propina ficava com os responsáveis pela parte financeira do negócio. Entre eles, o corretor Lúcio Funaro, apontado como o braço direito de Eduardo Cunha.

ÉPOCA obteve acesso à delação de Fábio Cleto, no qual ele relata um punhado de projetos que renderam propina ao esquema, incluindo aí o maior grupo privado em receita do Brasil, a J&F, dona JBS, conhecida como Friboi e que operou no FI-FGTS com a Eldorado Celulose. É a primeira vez que um delator coloca Eduardo Cunha como chefe do esquema, no comando direto das operações, arbitrando tarefas e informando aos comparsas do fluxo de propina. O ex-vice relata a articulação do hoje presidente afastado da Câmara com empresários, a definição dos valores arrecadados com a propina e como deveriam ser os votos no FI-FGTS.

joesley-batistaJoesley Batista, empresário, presidente da JBS-Friboi (Foto: Rogério Cassimiro / Editora Globo)

A PROPINA DO DONO DA FRIBOI E A VIAGEM AO CARIBE

Na delação, Cleto cita empresas do primeiro time do empresariado nacional, além das habituais em esquemas fraudulentos, como a Odebrecht e a OAS, empreiteiras abatidas no petrolão e que agora negociam também uma delação. Mas o potencial explosivo das revelações de Cleto está nas graves acusações contra a holding que comanda a JBS, até agora incólume na Lava Jato. A empresa foi enredada no esquema de pagamento de propina em troca de favores estatais graças a um projeto na área de celulose no Mato Grosso do Sul, chamado Eldorado Brasil. As acusações pesam sobre Joesley Batista, principal acionista do grupo. De acordo com o delator, Cleto tratou diretamente com o empresário sobre os interesses da Eldorado. E recebeu, como propina, R$ 680 mil pelo negócio viabilizado com dinheiro do FGTS. Daí, é possível chegar em cerca de R$ 13 milhões de propina para Cunha só nessa operação, já que, segundo Cleto, o deputado ficava com 80% e ele ficava com 4%. As negociações de Joesley Batista prosperaram e a Eldorado Celulose conseguiu R$ 940 milhões do FI-FGTS. Na delação, Cleto diz que foi apresentado a Joesley Batista por intermédio de Funaro, em meados de 2011, no apartamento do corretor de valores, em São Paulo. O delator confirma diversos encontros com Joesley, incluindo uma viagem ao Caribe. O objetivo, segundo Cleto, era mostrar que tinha influência dentro da Caixa para viabilizar os negócios. O delator narra que, como fazia sempre nas reuniões matinais, informou a Eduardo Cunha que a operação estava sendo estruturada. Cleto então recebeu o sinal verde para atuar em favor da Eldorado – o que de fato ele fez. O roteiro seguiu como o combinado e Cleto foi então comunicado que receberia R$ 680 mil a título de propina. Há um detalhe importante na delação. Segundo o delator, foi o próprio Cunha que o avisou desse valor, mostrando o papel central do parlamentar na suposta quadrilha. Cleto mantinha um registro e colocou na planilha o nome Eldorado, a data 1/11/2012, e os valores R$ 940 milhões e R$ 680 mil. Aos investigadores, Cleto explicou que a data na tabela não era, necessariamente, quando houve o pagamento. Mas quando ele tinha a confirmação de que o projeto fora viabilizado. Cleto conta em sua delação que, cerca de um ano após a emissão da debênture, a Eldorado pediu para descumprir parte dos covenants pré-acordados (cláusulas contratuais que protegem o credor). Isso aconteceu, segundo o delator, porque a empresa precisava descumprir parte dos covenants pré-acordados, ainda que temporariamente. Tal covenant, de acordo com a delação, evitava a empresa de fazer uma dívida superior à indicada no contrato. De novo, segundo Cleto, houve uma ordem clara para dar apoio à Eldorado, mesmo que não fosse comum alterar esse tipo de cláusula numa operação financeira tão complexa. Cleto disse que foi informado que receberia R$ 1 milhão pela mudança dos covenants, mas que não chegou a receber o valor. Registros da Junta Comercial acostados à delação mostram, de fato, as alterações nos covenants.

cunha-doc-1O documento da Junta Comercial citado na delação de Fábio Cleto (Foto: Reprodução)

A CARTA DE RENÚNCIA

Cleto contou aos investigadores como deixou de ser um executivo do mercado financeiro em São Paulo para se tornar um operador de Eduardo Cunha. Tudo começou pelas mãos de Lúcio Funaro. Cleto era a pessoa certa, na hora certa. Cleto tinha saído do Itaú quando, em 2011, o governo tinha uma vaga na vice-presidência da Caixa. Naquele momento, Cleto estava operando um fundo próprio quando foi indicado por um colega do mercado financeiro para a vaga. Esse colega era Lúcio Funaro. O governo estava com problemas para emplacar algum nome, em razão das exigências técnicas feitas pelo Ministério Fazenda. Cleto foi o quarto nome a ser analisado e foi logo aprovado. Detalhe: ele não tinha nenhuma entrada ou contatos dentro do governo. Tudo foi arranjado por Funaro, de acordo com a delação. Coube a ele levar o currículo para Eduardo Cunha, que avalizou a indicação com o então líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Cleto relata ainda que, até ser nomeado, nem sequer conhecia pessoalmente Eduardo Cunha. Ele admite, contudo, que sabia da proximidade do deputado com Funaro. Na delação, ele conta que, antes de ser nomeado, Funaro havia dito que haveria benefícios ao ser nomeado _ leia-se, propina. Apesar disso, o executivo não esperava o próximo passo. Era 7 de abril de 2011, quando a nomeação de Fábio Ferreira Cleto fora publicada no Diário Oficial, sob assinatura de Dilma Rousseff e Guido Mantega. Agora, o plano de Funaro era irreversível. Naquele mesmo dia, ele liga para Cleto e eles marcam uma reunião e horas depois se encontraram no escritório de Funaro em São Paulo. Ao chegar ao local, Cleto foi abordado por um carro, em frente ao escritório, e recebe um envelope. São três folhas, com um documento em nome do próprio Fábio Cleto. A cena revela o tamanho do profissionalismo do esquema. As três folhas eram, na verdade, um comunicado de renúncia ao cargo na Caixa. Cleto fora obrigado a deixar o documento assinado e entregar a Funaro. Aos investigadores, Cleto contou que a carta era uma espécie de garantia a Funaro. Caso o executivo não seguisse as ordens, Funaro usaria a carta para ameaçá-lo de demissão. Na delação, o executivo conta que a primeira reunião com Eduardo Cunha aconteceu uma semana após tomar posse na vice-presidência da Caixa. Logo nesse primeiro encontro, Cunha explicou como funcionaria o esquema. Segundo Cleto, Cunha foi objetivo: o interesse era nos projetos do FI-FGTS. Cunha deu três ordens a Fábio Cleto: sempre informar quais eram as empresas interessadas no fundo, votar como ele mandasse e, por fim, encontrá-lo semanalmente. Às 7h30 da manhã, toda terça-feira, na casa de Cunha. O deputado evitava conversas ao telefone e, no máximo, aceitava usar o aplicativo de conversas BBM, do celular BlackBerry.

MAIS NEGÓCIOS

A delação de Cleto ainda relata outros negócios feitos à base de propina. Uma das empresas citadas é a Haztec, com investimentos de R$ 245 milhões do FGTS na área de energia. Esse é um exemplo de como, com a pessoa certa, na posição certa, é possível facilitar ou dificultar a vida das empresas em negócios com o governo. Fábio Cleto relatou aos investigadores que, quando chegou à Caixa, o projeto já estava praticamente pronto. Mas foi orientado por Cunha a pedir vista e, segundo ele, foi quando o deputado cobrou a propina. Pelo negócio, Cleto diz que recebeu R$ 300 mil. Assim, segundo o percentual relatado pelo delator, Cunha levou algo como R$ 6 milhões. A OAS é acusada de dar R$ 100 mil para Cleto, como compensação por R$ 250 milhões do FGTS no projeto da Rodovia Raposo Tavares. O delator conta que o projeto já estava aprovado quando ele entrou. Cleto, contudo, conta que informou Cunha sobre a data do início dos desembolsos, o que foi o suficiente para o esquema começar a arrecadar. Outra empreiteira do petrolão, a Odebrecht, é citada no projeto Aquapolo, uma parceria com a Sabesp, no maior empreendimento para a produção de água de reúso industrial na América do Sul. Cleto disse que recebeu R$ 400 mil para atuar em favor do negócio de R$ 326 milhões. Segundo o delator, ele ainda recebeu de propina R$ 120 mil de um negócio da BR Vias, em razão de um investimento de R$ 300 milhões. Cleto dá detalhes sobre a operação e afirma que a articulação foi feita por Lúcio Funaro, em razão da proximidade com o empresário Henrique Constantino. A família Constantino faz parte do grupo que controla a BR Vias. É mais conhecida, contudo, por terem fundado a companhia aérea Gol. Outra citada é a Cone, de Recife, com propina de R$ 75 mil. Há ainda o caso da Carioca Engenharia. A empresa atua no projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e o seu principal acionista, Ricardo Pernambuco, antecipou-se à Lava Jato e se ofereceu para delação premiada. Ele admitiu que o acerto foi de R$ 52 milhões para conseguir o negócios de R$ 3,5 bilhões, como ÉPOCA revelou em dezembro de 2015. Na semana passada, a “Folha de S.Paulo” publicou que Cleto citou ainda que recebeu R$ 240 mil da LLX, do empresário Eike Batista, que recebeu aportes de R$ 750 milhões. Nesta sexta, o jornal “Estado de S. Paulo” publicou que Cleto falou em propinas também no esquema pela Brado Logística (R$ 80 mil), Odebrecht Ambiental (R$ 36 mil).

O ESQUEMA FINANCEIRO

Para arrecadar e movimentar tanto dinheiro, Cleto contou com o apoio de uma engenharia financeira envolvendo pelo menos três países. Na delação, ele afirma que foi indicado por Eduardo Cunha a procurar um doleiro de nome Silvano Bernasconi, suíço naturalizado brasileiro. Primeiro, abriu uma conta no banco Julius Baer, na Suíça. Era tudo de fachada: o titular era a offshore Lastal, esta por sua vez uma empresa de sediada no Belize, na América Central. Em 2012, houve uma briga entre Cleto e Funaro. O executivo chegou a ameaçar que iria se demitir. Havia, porém, um problema. Funaro tinha em mãos os valores que Cleto tinha investido fora do país. Cunha então pediu que ele ficasse no cargo e criou uma nova conta na Suíça, dessa vez no banco Heritage. Assim, ele recebeu o passivo que já tinha com o Funaro e as novas propinas. Segundo Cleto, Cunha usou a propina da Carioca para pagar o passivo. Na delação da Carioca Engenharia, o empresário Ricardo Pernambuco mostrou repasses de US$ 2 milhões à Lastal. Cleto montou ainda uma terceira conta, em 2013, no banco Vitor Palmier, do Uruguai.

CUNHA NEGA AS ACUSAÇÕES

O deputado afastado Eduardo Cunha negou as acusações e disse que Fábio Cleto deve responder pelos crimes que cometeu na Caixa. “Desconheço a delação, desminto os fatos divulgados, não recebi qualquer vantagem indevida, desafio a provar e, se ele cometeu qualquer irregularidade, que responda por ela”.

Em nota, a JBS disse que não é investigada. A Eldorado, do mesmo grupo empresarial, disse que “sempre atuou de forma transparente e todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade”.

O advogado de Lúcio Funaro, Daniel Gerber, disse que “irá esclarecer os fatos assim que tiver acesso aos autos”. Silvano Bernasconi não foi localizado pela reportagem. A ViaRondon Concessionária de Rodovia S/A, na pessoa do Sr. Henrique Constantino, procurado na manhã desta sexta-feira, 1º/07/2016, pelo Ministério Público Federal para apresentação da documentação pertinente à empréstimo tomado junto ao fundo de investimento FGTS, informa que a solicitação foi prontamente atendida.

A Aquapolo e OAS não responderam até o fechamento do texto, que será atualizado. A Cone não foi localizada. Procurado por ÉPOCA, Joesley não retornou os recados no celular.

Época

Opinião dos leitores

  1. ESTÃO SE APEGANDO A DETALHES, O QUE SÃO R$ 30 MILHÕES DIANTE DOS R$ 100 MILHÕES QUE PAULO BERNARDO LEVOU?
    SE PAULO BERNARDO, EX SUPER MINISTRO DO PT ESTÁ SOLTO, QUAL A RAZÃO DE PRENDER CUNHA? SÓ POR CAUSA DE TER LEVADO 1/3 DO QUE PAULO BERNARDO LEVOU? NÃO É JUSTO.
    A DIFERENÇA É QUE EC NÃO É DO PT COMO PB

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Um bife com tortilha de macaxeira pra lhe dar sustança e um drink pro carnaval

Ô coisa boa, meu povo! O Papo de Fogão foi até Pipa entrar no clima do Carnaval. Tem Léo Patrício botando pra quebrar no axé, o chef argentino Léo Llopiz, do Tucunaré Cozinha, preparando o famoso Bife dos Pedreiros que é sustança daquelas… e na Dica Rápida, Letícia Biruta chega com uma Pina Cocada pra deixar seu carnaval mais animado que trio elétrico!

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h

Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

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Política

Justiça obriga petista a se retratar por fake com Bolsonaro feita por IA

Foto: Agência Câmara

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou, nesta sexta-feira (13), que o deputado federal Rogério Correia (PT) faça uma retratação pública em todas as suas redes sociais após divulgar uma imagem falsa criada por inteligência artificial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A decisão manda que o parlamentar esclareça, em até 24 horas, que a imagem não era verdadeira e que o encontro jamais aconteceu. Caso descumpra a ordem, Rogério poderá pagar multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil. A Justiça também proibiu o deputado de republicar a montagem ou qualquer variação que sugira proximidade entre os citados com base em imagens inexistentes.

Foto:

A postagem foi feita no perfil oficial do parlamentar no X no domingo (1º) e apagada logo depois. A defesa de Bolsonaro sustentou que a publicação vinha acompanhada de legendas que imputavam crimes de corrupção ao ex-presidente e insinuavam uma relação inexistente com o empresário citado.

Segundo a juíza Patrícia Vasques Coelho, o caráter ilícito da postagem ficou evidente, já que o próprio deputado admitiu ter fabricado a cena para expressar uma suposta articulação política. Rogério Correia terá 15 dias para apresentar sua defesa após ser citado.

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Política

PLANALTO MANDA CALAR: Sidônio veta ministros de Lula em crise STF x Banco Master

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, orientou ministros do governo Lula (PT) a não comentar publicamente a crise envolvendo o STF e o Banco Master. A ordem, segundo apuração, é manter o governo fora do embate e evitar desgaste político em meio à escalada de tensão institucional.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o caso deixou de ser apenas financeiro e passou a configurar uma disputa direta entre a Polícia Federal e o STF. Por isso, a orientação é de silêncio absoluto para não puxar o governo para o centro do conflito.

Sidônio também reforçou aos ministros que evitem críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O senador indicou Jocildo Lemos, ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), órgão responsável pela previdência complementar dos servidores do estado.

Lemos é investigado após a Amprev investir R$ 400 milhões em títulos do Banco Master e foi alvo de busca e apreensão da PF no início do mês.

A crise ganhou novo capítulo após a divulgação de detalhes de uma reunião reservada entre ministros do STF, realizada na quinta-feira (12). Parte da Corte acredita que o encontro pode ter sido gravado. Na reunião, ficou definido que o ministro Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso, que foi redistribuído ao ministro André Mendonça, aumentando ainda mais a tensão nos bastidores de Brasília.

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Geral

TRAGÉDIA EM ITUMBIARA: morre segundo filho baleado por secretário que se matou após o crime

Foto: Reprodução

Morreu na tarde desta sexta-feira (13) Benício Araújo Machado, de 8 anos, o segundo filho do secretário de Governo de Itumbiara (GO), Thales Machado, de 40 anos. A morte ocorre um dia após o irmão mais velho, Miguel, também não resistir, em um caso registrado pela Polícia Civil de Goiás como homicídio seguido de autoextermínio.

Segundo a PCGO, Thales atirou contra os dois filhos na madrugada de quinta-feira (12), no condomínio onde a família morava, e depois tirou a própria vida. Benício estava internado em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos desde o dia do ocorrido, mas não resistiu. A informação foi confirmada pela polícia e por pessoas ligadas ao hospital, segundo o Metrópoles.

Em carta publicada em rede social, Thales pediu desculpas a familiares e amigos, relatou problemas no casamento e mencionou ter descoberto uma suposta traição da esposa, que estava em viagem a São Paulo no momento da tragédia. Horas antes do crime, ele havia feito uma postagem com declarações de amor aos filhos.

O caso segue sob investigação da PCGO, que informou não haver indícios de participação de terceiros nem detalhes oficiais sobre a dinâmica dos fatos. Thales era secretário de Governo desde 2021, genro do prefeito Dione Araújo, e era citado nos bastidores como possível candidato nas eleições deste ano. A Prefeitura decretou luto oficial de três dias, e o governador Ronaldo Caiado lamentou publicamente o ocorrido.

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Geral

Com parceria público-privada, Prefeitura de São Gonçalo realizou prévia de Carnaval com grande cortejo pelas ruas da cidade

Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante abriu oficialmente, na tarde desta quinta-feira (12), a edição 2026 do Carnaval das Tradições com um grande cortejo pelas ruas do Centro da cidade.

Promovido por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o evento reuniu milhares de foliões em um percurso marcado por música, manifestações culturais e celebração da identidade local.

A abertura oficial foi conduzida pelo prefeito Jaime Calado, acompanhado da senadora e primeira-dama Zenaide Maia, vereadores, secretários municipais e a presença das deputadas estaduais Terezinha Maia e Eudiane Macedo.

Foto: Divulgação

Na ocasião, o prefeito destacou a importância do evento para a valorização cultural da cidade. “Esse grande evento mostra que é possível valorizar a cultura popular e manter a tradição viva em nosso município de forma responsável. Com o apoio da iniciativa público-privada, estamos levando alegria para o nosso povo”, enfatizou.

A concentração ocorreu em frente ao Teatro Municipal, ao som da artista local Kris Lima, responsável por animar os foliões no esquenta que antecedeu o cortejo.

Com o tema “Galo na Folia”, os 28 blocos percorreram a Rua Alexandre Cavalcante ao som da banda Detroit, em direção à Praça Senador Dinarte Mariz. O artista Ilderson Lima, que interpreta a personagem Catita di Songa, do Bloco Amor de Quenga, ressaltou a relevância do momento para a classe artística. “Nós, que compomos a classe artística, nos sentimos lisonjeados com esse momento. Mostramos à população que Carnaval é cultura, é resgate, mas, acima de tudo, inclusão e respeito”, afirmou.

Foto: Divulgação

Durante a programação, também foram escolhidos o Rei e a Rainha do Carnaval 2026. Luciano Oliveira foi eleito Rei Momo, enquanto Gaby Vieira manteve, pelo segundo ano consecutivo, o título de Rainha do Carnaval.

O encerramento do cortejo aconteceu na Praça Senador Dinarte Mariz, onde o cantor Léo Fera apresentou sucessos de sua carreira.

O Carnaval das Tradições 2026 conta com patrocínio da Rede Mais Supermercados, por meio da Lei Câmara Cascudo, com incentivo da Secretaria Estadual de Cultura, da Secretaria Estadual de Fazenda, da Fundação José Augusto e do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, além do apoio da Academia Life Jardins e do Bloco Amor de Quenga.

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Judiciário

Bastidores do Caso Master: PF se reúne com Mendonça após saída de Toffoli

Foto: Gustavo Moreno/STF

Um dia após ser sorteado relator do Caso Master no STF, o ministro André Mendonça se reuniu, por cerca de duas horas, com integrantes da Polícia Federal. O encontro ocorreu nesta sexta-feira (13) e teve como foco o andamento atual da investigação, que agora está sob responsabilidade do ministro indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A reunião contou com a presença do diretor-executivo da PF, William Marcel Murad, número dois da corporação. O diretor-geral, Andrei Rodrigues, não participou por estar fora de Brasília. Mendonça participou de forma remota, direto de São Paulo, onde também acompanhou virtualmente a sessão do STF em que Dias Toffoli deixou a relatoria do caso.

Segundo relatos de integrantes do Supremo e da própria PF, os investigadores apresentaram a Mendonça e à equipe de seu gabinete um panorama da fase atual da apuração.

O encontro também serviu para alinhamento de procedimentos, algo que o ministro costuma fazer em processos sob sua relatoria. Na conversa, Mendonça reforçou, de maneira indireta, que adota uma atuação técnica e defendeu serenidade na condução dos trabalhos.

André Mendonça foi sorteado relator na quinta-feira (12), após Toffoli deixar o caso. A escolha foi bem recebida pela cúpula da Polícia Federal. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, chegou a dizer a interlocutores que tem uma “ótima” relação com Mendonça, apesar de sua indicação ao Supremo ter sido feita por Bolsonaro.

A saída de Toffoli ocorreu após Andrei entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório que apontava menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Opinião dos leitores

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Polícia

Operação Liberdade fecha o cerco e prende três do tráfico que atuavam em Pipa

Foto: Divulgação/PCRN

Três suspeitos foram presos pela Polícia Civil por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com atuação na praia de Pipa, em Tibau do Sul. As prisões fazem parte de mais uma fase da Operação Liberdade, voltada ao enfrentamento de grupos criminosos no litoral sul do estado.

Os presos têm 23, 22 e 34 anos e foram localizados em municípios diferentes durante as diligências. Um foi detido em Nísia Floresta, outro em Natal e o terceiro em Parnamirim, todos no desdobramento da mesma investigação conduzida pela Polícia Civil.

De acordo com as investigações, os suspeitos mantêm ligações diretas com organizações criminosas envolvidas na comercialização de entorpecentes e também são investigados por participação em outros crimes relacionados. A atuação do grupo se concentrava em uma das áreas turísticas mais conhecidas do Rio Grande do Norte.

Após os procedimentos legais, os três foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforçou o pedido de apoio da população no combate à criminalidade, por meio de denúncias anônimas pelo Disque Denúncia 181.

Opinião dos leitores

  1. Essa equipe da Delegacia de Tibau do Sul vem desenvolvendo um belo trabalho de combate ao crime em sua circunscrição.

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Geral

VÍDEO: CAOS NA BR-101: carreta tomba e cerveja é saqueada em Canguaretama

Imagens: Reprodução/TV Tropical

Uma carreta tombou na BR-101, em Canguaretama, e a carga de cerveja acabou sendo saqueada por populares. Vídeos que circulam nas redes mostram pessoas pegando as bebidas espalhadas pela pista.

O incidente ocorreu durante o transporte da carga e, até o momento, não há registro de feridos graves. A movimentação causou congestionamento no trecho, enquanto a carreta permanecia caída.

Autoridades e órgãos de trânsito foram acionados para controlar a situação e organizar a retirada da carga. Apesar da presença de populares, ainda não há informação sobre prisões ou medidas aplicadas.

No RN, casos de saque em acidentes de transporte não são raros e chamam atenção para a dificuldade de fiscalização e segurança nas rodovias estaduais e federais.

Opinião dos leitores

  1. Isso só revela a degraça de nossa moralidade. Vai pergunta aí, todos se acham honestos. Maldito seja todo aquele que rouba.

  2. Infelizmente, enquanto boa parte dos brasileiros tiverem essa cultura de se dar bem, sem se importar com o outro, esse país só vai de ladeira abaixo, também não é de admirar um país que nas últimas décadas tivemos 18 anos desgovernado por ptistas não poderia ter uma evolução plausível na educação da população.

  3. Isso é de criação…
    As pessoas criticam os roubos, a corrupção e os crimes em geral…
    Mas quando tem uma oportunidade, cometem todo tipo de delitos, achando que, por ser um “delito pequeno”, não haverá problemas…
    Legalmente, furto é furto, independente do tamanho do que foi roubado…
    Aprendi em casa, com meu querido pai, em trilhar o caminho foi bem e batalhar para ter as coisas, sem lesar ninguém e meter a mão no que não é meu…
    Lembrem-se, corrupção mata…
    Temos no voto, o poder de reverter essa filosofia nefasta que está acabando com nossa Nação…

    1. Meus também me ensinaram isso. Roubo é roubo, não tem justificativa. 😡😡😡

  4. O carnaval dos bolsonaristas esta garantido. Só carrão parando e como sabemos os bolsonaristas veem crise em tudo então aproveitao a oportunidade.

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Economia

‘Brasilização’ ameaça economias ricas, diz The Economist; saiba por quê

Foto: Getty Images

A revista britânica The Economist acendeu o sinal de alerta para economias desenvolvidas. O motivo? O risco de sofrer a chamada “brasilificação” — cenário de juros altos, crescimento lento e rigidez fiscal, que hoje já marca o Brasil.

Segundo a publicação, mesmo com instituições fortes e Banco Central independente, o país convive com juros persistentes que engolem parte do orçamento e dificultam controlar a dívida pública. A revista projeta que, sem uma queda brusca dos juros, o problema só tende a aumentar.

O alerta não é só para o Brasil. A revista aponta que países ricos, como os Estados Unidos, podem seguir caminho parecido. Fatores como envelhecimento da população, aumento de gastos sociais e polarização política dificultam reformas fiscais. As críticas incluem as investidas de Donald Trump contra o Federal Reserve, mostrando como pressão política sobre a economia pode agravar o quadro.

No fim das contas, a mensagem é direta: ignorar o efeito dos juros sobre a dívida pode transformar economias avançadas em versões sofisticadas de um problema antes limitado a mercados emergentes. Um recado que, para quem acompanha a política e economia global, não pode ser ignorado.

Opinião dos leitores

  1. Juros altos e crescendo acima de todas as previsões. A Bovespa bate 190 mil pontos, recorde! Parece que os investidores pensam diferente.

  2. Democracia nacional precisa de ajustes no três poderes,pois tornou-se um estado arrecadador , populista , anti-produtivo , ineficiente , perdulário e sobretudo corrupto.

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Geral

Empresário potiguar Sérgio Azevedo integra lista nacional dos 100 Mais Influentes da Energia em 2025

O empresário potiguar e CEO da Dois A Engenharia, Sérgio Azevedo foi eleito um dos “100 Mais Influentes da Energia 2025”, na categoria Infraestrutura, ranking nacional promovido pelo Grupo Mídia, por meio do Ecossistema Full Energy. A premiação reúne lideranças que se destacaram na condução de projetos estratégicos e na consolidação de iniciativas relevantes para o avanço do setor energético brasileiro.

A seleção é realizada pelo conselho editorial do Grupo Mídia, que avalia trajetória profissional, impacto institucional, contribuição estratégica, relevância técnica e influência no cenário nacional. A categoria Infraestrutura contempla executivos responsáveis por projetos estruturantes e soluções que fortalecem a base operacional da matriz energética brasileira, em um cenário marcado pela transição energética e pela expansão das fontes renováveis.

Para Sérgio Azevedo, ter o nome da lista é motivo de reconhecimento de um trabalho consolidado. “Recebo com alegria e senso de responsabilidade. Esse reconhecimento é coletivo, resultado do trabalho consistente de todo um time e da contribuição ativa ao setor. Mais do que obras, buscamos consolidar capacidade técnica, institucional e humana”, considerou.

À frente da Dois A Engenharia e Tecnologia e presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), Sérgio Azevedo também integra o conselho da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e participa da Comissão Temática de Energias Renováveis (COERE/Fiern).

“O Nordeste, embora esteja sofrendo muito em razão dos cortes de geração, tem vocação natural para as renováveis. Ao conectar execução eficiente com articulação institucional, ajudamos a transformar potencial em investimento concreto, geração de emprego e desenvolvimento regional”, destacou, relembrando que a integração entre infraestrutura, engenharia e energia é elemento central para a consolidação de investimentos e para o desenvolvimento regional.

A Dois A Engenharia e Tecnologia atua com foco em excelência técnica, sustentabilidade e inovação, mantendo certificações em segurança, qualidade e meio ambiente e reconhecimento como empresa certificada pelo selo Great Place To Work (GPTW).

O reconhecimento nacional fortalece o nome do empresário potiguar em um conjunto de lideranças que participam ativamente das transformações do setor energético brasileiro, especialmente em um período de reconfiguração regulatória e fortalecimento das fontes limpas na matriz nacional.

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