Finanças

‘Época’: delator indica propina superior a R$ 30 milhões a Cunha

A delação premiada do executivo Fábio Cleto, ao qual ÉPOCA teve acesso, relata Cunha como chefe de um esquema que recebeu propina do dono da JBS e outras grandes empresas em projetos de R$ 6 bilhões

941-expresso-o-presidente-afastado-da-camara-eduardo-cunha-com-dificuldades-para-contratar-um-advogadoO presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

A Polícia Federal investiga um esquema de desvios de dinheiro do FGTS que pode passar de R$ 30 milhões em propina ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo o delator Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa. Nesta sexta-feira (1), policiais realizam buscas nos endereços de grandes empresas acusadas por Cleto de pagar propina. Entre eles, a gigante JBS. Cleto, segundo sua delação, operava na Caixa a mando de Cunha e do doleiro Lúcio Funaro _ este último preso na operação desta sexta.

No papel, Fábio Cleto, vice-presidente da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2015, era subordinado à cúpula do banco e, por extensão, à área econômica do governo Dilma Rousseff. Entre suas atribuições, ele participava das reuniões do Fundo de Investimentos do FGTS, o FI-FGTS, que injetou algo como R$ 11,7 bilhões em empresas no país no período. Esses encontros, contudo, não eram sua principal tarefa em Brasília. Toda terça-feira, às 7h30 da manhã, Fábio Cleto tinha um compromisso inadiável e secreto, em um apartamento espaçoso na 311 Sul, em Brasília. O objetivo do encontro era vazar informações das reuniões internas da Caixa e antecipar operações financeiras sigilosas de empresas com fundo. Cleto tinha um chefe, na verdade, o chefe, fora da Caixa: Eduardo Cunha. Primeiro, os encontros ocorriam no apartamento funcional de Cunha. Depois, o parlamentar tornou-se presidente da Câmara e ambos passaram a ser ver na própria residência oficial. Era a ele que Cleto tinha lealdade e recebia ordens para dificultar — ou facilitar — a vida das empresas interessadas nos investimentos do FI-FGTS. Seu papel era dar o verniz técnico às ordens de Eduardo Cunha e repassar uma espécie de mapa do achaque. Agora delator, Fábio Cleto contou aos procuradores que vazava informações com duas semanas de antecedência e, para isso, tinha de ignorar todos os termos de confidencialidade que assinava dentro da Caixa.

Os projetos citados na delação premiada passam de R$ 6 bilhões, com uma propina estimada em mais de R$ 30 milhões para Eduardo Cunha, de acordo com o cálculo explicado por Cleto aos investigadores. Como chefe do esquema e responsável pela indicação de Cleto na Caixa, Cunha tinha direito à maior parte do valor arrecadado: 80%. Cleto relatou que, da propina levantada, ele ficava com a menor parte, 4%. Aos procuradores, ele admitiu que ganhou pelo menos R$ 1,8 milhão com o esquema. Pela distribuição rascunhada por Cleto, Cunha ficaria então com mais de R$ 36 milhões. Os valores, contudo, podem ser maiores, uma vez que Cleto nunca teve acesso aos acertos do deputado com os empreiteiros. Sua função era obedecer e, depois, receber. Segundo a delação, era Cunha quem definia com as empresas o valor da propina. Por isso, na delação, Cleto também não soube dizer aos investigadores quem eram os operadores nas empresas ou qual o total arrecadado pelo esquema. Além de Cunha, o delator afirma que o resto da propina ficava com os responsáveis pela parte financeira do negócio. Entre eles, o corretor Lúcio Funaro, apontado como o braço direito de Eduardo Cunha.

ÉPOCA obteve acesso à delação de Fábio Cleto, no qual ele relata um punhado de projetos que renderam propina ao esquema, incluindo aí o maior grupo privado em receita do Brasil, a J&F, dona JBS, conhecida como Friboi e que operou no FI-FGTS com a Eldorado Celulose. É a primeira vez que um delator coloca Eduardo Cunha como chefe do esquema, no comando direto das operações, arbitrando tarefas e informando aos comparsas do fluxo de propina. O ex-vice relata a articulação do hoje presidente afastado da Câmara com empresários, a definição dos valores arrecadados com a propina e como deveriam ser os votos no FI-FGTS.

joesley-batistaJoesley Batista, empresário, presidente da JBS-Friboi (Foto: Rogério Cassimiro / Editora Globo)

A PROPINA DO DONO DA FRIBOI E A VIAGEM AO CARIBE

Na delação, Cleto cita empresas do primeiro time do empresariado nacional, além das habituais em esquemas fraudulentos, como a Odebrecht e a OAS, empreiteiras abatidas no petrolão e que agora negociam também uma delação. Mas o potencial explosivo das revelações de Cleto está nas graves acusações contra a holding que comanda a JBS, até agora incólume na Lava Jato. A empresa foi enredada no esquema de pagamento de propina em troca de favores estatais graças a um projeto na área de celulose no Mato Grosso do Sul, chamado Eldorado Brasil. As acusações pesam sobre Joesley Batista, principal acionista do grupo. De acordo com o delator, Cleto tratou diretamente com o empresário sobre os interesses da Eldorado. E recebeu, como propina, R$ 680 mil pelo negócio viabilizado com dinheiro do FGTS. Daí, é possível chegar em cerca de R$ 13 milhões de propina para Cunha só nessa operação, já que, segundo Cleto, o deputado ficava com 80% e ele ficava com 4%. As negociações de Joesley Batista prosperaram e a Eldorado Celulose conseguiu R$ 940 milhões do FI-FGTS. Na delação, Cleto diz que foi apresentado a Joesley Batista por intermédio de Funaro, em meados de 2011, no apartamento do corretor de valores, em São Paulo. O delator confirma diversos encontros com Joesley, incluindo uma viagem ao Caribe. O objetivo, segundo Cleto, era mostrar que tinha influência dentro da Caixa para viabilizar os negócios. O delator narra que, como fazia sempre nas reuniões matinais, informou a Eduardo Cunha que a operação estava sendo estruturada. Cleto então recebeu o sinal verde para atuar em favor da Eldorado – o que de fato ele fez. O roteiro seguiu como o combinado e Cleto foi então comunicado que receberia R$ 680 mil a título de propina. Há um detalhe importante na delação. Segundo o delator, foi o próprio Cunha que o avisou desse valor, mostrando o papel central do parlamentar na suposta quadrilha. Cleto mantinha um registro e colocou na planilha o nome Eldorado, a data 1/11/2012, e os valores R$ 940 milhões e R$ 680 mil. Aos investigadores, Cleto explicou que a data na tabela não era, necessariamente, quando houve o pagamento. Mas quando ele tinha a confirmação de que o projeto fora viabilizado. Cleto conta em sua delação que, cerca de um ano após a emissão da debênture, a Eldorado pediu para descumprir parte dos covenants pré-acordados (cláusulas contratuais que protegem o credor). Isso aconteceu, segundo o delator, porque a empresa precisava descumprir parte dos covenants pré-acordados, ainda que temporariamente. Tal covenant, de acordo com a delação, evitava a empresa de fazer uma dívida superior à indicada no contrato. De novo, segundo Cleto, houve uma ordem clara para dar apoio à Eldorado, mesmo que não fosse comum alterar esse tipo de cláusula numa operação financeira tão complexa. Cleto disse que foi informado que receberia R$ 1 milhão pela mudança dos covenants, mas que não chegou a receber o valor. Registros da Junta Comercial acostados à delação mostram, de fato, as alterações nos covenants.

cunha-doc-1O documento da Junta Comercial citado na delação de Fábio Cleto (Foto: Reprodução)

A CARTA DE RENÚNCIA

Cleto contou aos investigadores como deixou de ser um executivo do mercado financeiro em São Paulo para se tornar um operador de Eduardo Cunha. Tudo começou pelas mãos de Lúcio Funaro. Cleto era a pessoa certa, na hora certa. Cleto tinha saído do Itaú quando, em 2011, o governo tinha uma vaga na vice-presidência da Caixa. Naquele momento, Cleto estava operando um fundo próprio quando foi indicado por um colega do mercado financeiro para a vaga. Esse colega era Lúcio Funaro. O governo estava com problemas para emplacar algum nome, em razão das exigências técnicas feitas pelo Ministério Fazenda. Cleto foi o quarto nome a ser analisado e foi logo aprovado. Detalhe: ele não tinha nenhuma entrada ou contatos dentro do governo. Tudo foi arranjado por Funaro, de acordo com a delação. Coube a ele levar o currículo para Eduardo Cunha, que avalizou a indicação com o então líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Cleto relata ainda que, até ser nomeado, nem sequer conhecia pessoalmente Eduardo Cunha. Ele admite, contudo, que sabia da proximidade do deputado com Funaro. Na delação, ele conta que, antes de ser nomeado, Funaro havia dito que haveria benefícios ao ser nomeado _ leia-se, propina. Apesar disso, o executivo não esperava o próximo passo. Era 7 de abril de 2011, quando a nomeação de Fábio Ferreira Cleto fora publicada no Diário Oficial, sob assinatura de Dilma Rousseff e Guido Mantega. Agora, o plano de Funaro era irreversível. Naquele mesmo dia, ele liga para Cleto e eles marcam uma reunião e horas depois se encontraram no escritório de Funaro em São Paulo. Ao chegar ao local, Cleto foi abordado por um carro, em frente ao escritório, e recebe um envelope. São três folhas, com um documento em nome do próprio Fábio Cleto. A cena revela o tamanho do profissionalismo do esquema. As três folhas eram, na verdade, um comunicado de renúncia ao cargo na Caixa. Cleto fora obrigado a deixar o documento assinado e entregar a Funaro. Aos investigadores, Cleto contou que a carta era uma espécie de garantia a Funaro. Caso o executivo não seguisse as ordens, Funaro usaria a carta para ameaçá-lo de demissão. Na delação, o executivo conta que a primeira reunião com Eduardo Cunha aconteceu uma semana após tomar posse na vice-presidência da Caixa. Logo nesse primeiro encontro, Cunha explicou como funcionaria o esquema. Segundo Cleto, Cunha foi objetivo: o interesse era nos projetos do FI-FGTS. Cunha deu três ordens a Fábio Cleto: sempre informar quais eram as empresas interessadas no fundo, votar como ele mandasse e, por fim, encontrá-lo semanalmente. Às 7h30 da manhã, toda terça-feira, na casa de Cunha. O deputado evitava conversas ao telefone e, no máximo, aceitava usar o aplicativo de conversas BBM, do celular BlackBerry.

MAIS NEGÓCIOS

A delação de Cleto ainda relata outros negócios feitos à base de propina. Uma das empresas citadas é a Haztec, com investimentos de R$ 245 milhões do FGTS na área de energia. Esse é um exemplo de como, com a pessoa certa, na posição certa, é possível facilitar ou dificultar a vida das empresas em negócios com o governo. Fábio Cleto relatou aos investigadores que, quando chegou à Caixa, o projeto já estava praticamente pronto. Mas foi orientado por Cunha a pedir vista e, segundo ele, foi quando o deputado cobrou a propina. Pelo negócio, Cleto diz que recebeu R$ 300 mil. Assim, segundo o percentual relatado pelo delator, Cunha levou algo como R$ 6 milhões. A OAS é acusada de dar R$ 100 mil para Cleto, como compensação por R$ 250 milhões do FGTS no projeto da Rodovia Raposo Tavares. O delator conta que o projeto já estava aprovado quando ele entrou. Cleto, contudo, conta que informou Cunha sobre a data do início dos desembolsos, o que foi o suficiente para o esquema começar a arrecadar. Outra empreiteira do petrolão, a Odebrecht, é citada no projeto Aquapolo, uma parceria com a Sabesp, no maior empreendimento para a produção de água de reúso industrial na América do Sul. Cleto disse que recebeu R$ 400 mil para atuar em favor do negócio de R$ 326 milhões. Segundo o delator, ele ainda recebeu de propina R$ 120 mil de um negócio da BR Vias, em razão de um investimento de R$ 300 milhões. Cleto dá detalhes sobre a operação e afirma que a articulação foi feita por Lúcio Funaro, em razão da proximidade com o empresário Henrique Constantino. A família Constantino faz parte do grupo que controla a BR Vias. É mais conhecida, contudo, por terem fundado a companhia aérea Gol. Outra citada é a Cone, de Recife, com propina de R$ 75 mil. Há ainda o caso da Carioca Engenharia. A empresa atua no projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e o seu principal acionista, Ricardo Pernambuco, antecipou-se à Lava Jato e se ofereceu para delação premiada. Ele admitiu que o acerto foi de R$ 52 milhões para conseguir o negócios de R$ 3,5 bilhões, como ÉPOCA revelou em dezembro de 2015. Na semana passada, a “Folha de S.Paulo” publicou que Cleto citou ainda que recebeu R$ 240 mil da LLX, do empresário Eike Batista, que recebeu aportes de R$ 750 milhões. Nesta sexta, o jornal “Estado de S. Paulo” publicou que Cleto falou em propinas também no esquema pela Brado Logística (R$ 80 mil), Odebrecht Ambiental (R$ 36 mil).

O ESQUEMA FINANCEIRO

Para arrecadar e movimentar tanto dinheiro, Cleto contou com o apoio de uma engenharia financeira envolvendo pelo menos três países. Na delação, ele afirma que foi indicado por Eduardo Cunha a procurar um doleiro de nome Silvano Bernasconi, suíço naturalizado brasileiro. Primeiro, abriu uma conta no banco Julius Baer, na Suíça. Era tudo de fachada: o titular era a offshore Lastal, esta por sua vez uma empresa de sediada no Belize, na América Central. Em 2012, houve uma briga entre Cleto e Funaro. O executivo chegou a ameaçar que iria se demitir. Havia, porém, um problema. Funaro tinha em mãos os valores que Cleto tinha investido fora do país. Cunha então pediu que ele ficasse no cargo e criou uma nova conta na Suíça, dessa vez no banco Heritage. Assim, ele recebeu o passivo que já tinha com o Funaro e as novas propinas. Segundo Cleto, Cunha usou a propina da Carioca para pagar o passivo. Na delação da Carioca Engenharia, o empresário Ricardo Pernambuco mostrou repasses de US$ 2 milhões à Lastal. Cleto montou ainda uma terceira conta, em 2013, no banco Vitor Palmier, do Uruguai.

CUNHA NEGA AS ACUSAÇÕES

O deputado afastado Eduardo Cunha negou as acusações e disse que Fábio Cleto deve responder pelos crimes que cometeu na Caixa. “Desconheço a delação, desminto os fatos divulgados, não recebi qualquer vantagem indevida, desafio a provar e, se ele cometeu qualquer irregularidade, que responda por ela”.

Em nota, a JBS disse que não é investigada. A Eldorado, do mesmo grupo empresarial, disse que “sempre atuou de forma transparente e todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade”.

O advogado de Lúcio Funaro, Daniel Gerber, disse que “irá esclarecer os fatos assim que tiver acesso aos autos”. Silvano Bernasconi não foi localizado pela reportagem. A ViaRondon Concessionária de Rodovia S/A, na pessoa do Sr. Henrique Constantino, procurado na manhã desta sexta-feira, 1º/07/2016, pelo Ministério Público Federal para apresentação da documentação pertinente à empréstimo tomado junto ao fundo de investimento FGTS, informa que a solicitação foi prontamente atendida.

A Aquapolo e OAS não responderam até o fechamento do texto, que será atualizado. A Cone não foi localizada. Procurado por ÉPOCA, Joesley não retornou os recados no celular.

Época

Opinião dos leitores

  1. ESTÃO SE APEGANDO A DETALHES, O QUE SÃO R$ 30 MILHÕES DIANTE DOS R$ 100 MILHÕES QUE PAULO BERNARDO LEVOU?
    SE PAULO BERNARDO, EX SUPER MINISTRO DO PT ESTÁ SOLTO, QUAL A RAZÃO DE PRENDER CUNHA? SÓ POR CAUSA DE TER LEVADO 1/3 DO QUE PAULO BERNARDO LEVOU? NÃO É JUSTO.
    A DIFERENÇA É QUE EC NÃO É DO PT COMO PB

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Geral

Quem é o senador Jaques Wagner, alvo de operação no caso Master

Screenshot

Foto:  Reprodução

O senador Jaques Wagner (PT), líder do Governo no Senado Federal, foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero. Os agentes cumprem mandado de busca e apreensão contra o parlamentar, investigado por relação com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

O senador nasceu em 1951 no Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira política no movimento estudantil. Jaques cursava Engenharia Civil na PUC-Rio, mas abandonou o curso — e a sua cidade natal — em 1974 por conta da repressão da ditadura militar.

Foi neste período que o parlamentar se mudou para a Bahia, seu domicílio eleitoral até hoje. No estado, passou a atuar na indústria petroquímica e chegou a ser diretor e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica.

Por conta de sua atuação sindical, se aproximou do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em 1980. Jaques Wagner foi o primeiro presidente da sigla na Bahia.

Foi eleito pela primeira vez nas eleições de 1990 quando disputou uma vaga no Congresso Nacional. Foi reeleito nas duas legislaturas seguintes, mas em 2002 optou por concorrer ao Governo da Bahia, acabando derrotado.

Durante o primeiro governo Lula esteve à frente de dois ministérios, o do Trabalho e Emprego e o das Relações Institucionais. Ao fim do mandato, em 2006, disputou novamente o governo da Bahia. Desta vez venceu e foi reeleito quatro anos depois.

Durante o governo de Dilma Rousseff (PT), liderou outros dois ministérios, o da Defesa e o da Casa Civil. Permaneceu no governo até o afastamento da ex-presidente, em 2016.

Jacques Wagner elegeu-se senador no pleito de 2018 e, desde 2023, é o líder do governo na Casa Alta.

CNN

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Política

Defesa de Cabo Deyvison cita possível motivação política e acompanha investigação do atentado

Foto: Reprodução

A defesa do vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL) afirmou que não descarta motivações políticas, empresariais ou até mesmo ligadas a facções criminosas para o atentado ocorrido na noite de segunda-feira (15). As informações são da Tribuna do Norte.

A declaração foi feita pelo advogado Raphael Targino Góis, que passou a atuar no caso após o ataque que deixou o parlamentar ferido e resultou na morte do cinegrafista Alyson Diego de Oliveira Morais.

Segundo o advogado, ainda não há elementos suficientes para apontar a motivação do crime. “Não descarto a questão das facções criminosas, nem descarto que seja motivação política ou empresarial”, declarou.

Targino informou ainda que a defesa acionou o Senado Federal em busca de apoio para solicitar escolta junto à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesed).

Após receber alta hospitalar na quarta-feira (17), Cabo Deyvison passou a acompanhar os desdobramentos das investigações. O vereador também solicitou ao TRE-RN a retirada de pauta de um recurso relacionado ao seu processo de desfiliação partidária.

O pedido foi acolhido pela Corte em razão do atentado.

As investigações seguem em andamento e já resultaram na prisão de suspeitos no RN e no Ceará.

Parte dos envolvidos deverá passar por audiência de custódia, enquanto a Polícia Civil continua apurando as circunstâncias e a possível motivação do crime.

Em entrevista após as prisões, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, confirmou que os investigadores analisam uma transferência via Pix no valor de R$ 10 mil identificada durante a apuração.

Segundo ele, ainda não há conclusão sobre a finalidade da movimentação financeira nem confirmação de que ela tenha relação com o atentado.

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Polícia

Além de líder do governo Lula no Senado, PF cumpre outros 17 mandados em nova fase da Compliance Zero

Foto: Reprodução

A 9ª fase da operação Compliance Zero investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

Nesta etapa, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Um deles contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

Segundo a PF, esta nova etapa tem como objetivo apurar a possível participação de um agente público em um esquema de irregularidades financeiras investigado pela corporação.

De acordo com as investigações, os fatos apurados podem envolver os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

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Política

LÍDER DO GOVERNO LULA NO SENADO: Jaques Wagner é alvo de buscas da PF em investigação sobre Banco Master

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero e cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

Segundo a investigação, a operação apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master, o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a possível participação de Wagner nos fatos investigados.

Além dos endereços ligados ao senador, a PF também realizou buscas em empresas e residências de Augusto Lima, na Bahia, em Brasília e em São Paulo.

Lima é ex-sócio de Vorcaro e participou da implementação de um sistema de crédito consignado para servidores públicos durante a gestão de Wagner no Governo da Bahia.

De acordo com os investigadores, o modelo foi posteriormente levado para o Banco Master. O Credcesta, sistema citado na apuração, tornou-se um dos principais ativos financeiros da instituição.

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do STF, André Mendonça. Procurados pela reportagem do Estadão, Jaques Wagner e Augusto Lima ainda não haviam se manifestado até a publicação da matéria.

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Política

Lula amplia Bolsa Família em ano eleitoral; gasto chega a R$ 13,1 bilhões

Foto: Reprodução

O governo do presidente Lula (PT) ampliou o número de beneficiários do Bolsa Família em 2026, ano em que o país realizará eleições gerais.

Dados oficiais mostram que 19,35 milhões de famílias receberão o benefício em junho, ante 18,66 milhões registradas em novembro de 2025. No período, houve um acréscimo de aproximadamente 690 mil famílias.

A expansão ocorre após o pente-fino realizado ao longo de 2025, quando cerca de 2,1 milhões de cadastros foram excluídos do programa durante o processo de revisão de benefícios e de identificação de irregularidades apontadas pelo governo federal.

O valor médio pago neste mês será de R$ 677,66 por família. Embora o benefício básico seja de R$ 600, adicionais destinados a grupos específicos, como crianças, gestantes e nutrizes, elevam o valor médio recebido pelos beneficiários.

Levantamento divulgado pelo Poder360 em 2025 apontou que parte das irregularidades identificadas no programa envolvia inconsistências cadastrais, incluindo casos de omissão de cônjuge.

O estudo também registrou situações em que famílias recebiam mais recursos por meio de benefícios sociais do que por renda do trabalho.

Segundo dados do governo federal, o Bolsa Família consumirá R$ 13,1 bilhões em junho, valor R$ 384 milhões superior ao registrado em novembro de 2025.

O aumento acompanha a ampliação do número de famílias atendidas pelo programa.

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Política

COMO FICA A ESQUERDA? O que muda após Lula afirmar que “nunca foi esquerdista” no G7

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante uma conversa captada por microfone aberto na cúpula do G7, o presidente Lula (PT) afirmou que “nunca foi esquerdista” e defendeu que “o mundo é do caminho do meio”.

A declaração chamou atenção por ter partido da principal liderança do PT, partido historicamente associado a pautas da esquerda brasileira.

A fala também foi comparada a declarações feitas pelo próprio presidente em agosto de 2025, quando afirmou que ficaria cada vez mais “esquerdista” e “socialista”.

O episódio repercutiu nas redes sociais e no meio político, onde apoiadores e críticos passaram a discutir o significado da declaração e sua relação com o posicionamento ideológico adotado por Lula ao longo da carreira política.

Até o momento, o presidente não comentou publicamente a repercussão da fala nem apresentou esclarecimentos adicionais sobre o contexto em que a declaração foi feita durante o encontro internacional.

Opinião dos leitores

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Política

[VÍDEO] “INCOERÊNCIA”: Lula diz ao G7 que “nunca foi esquerdista” após afirmar em 2025 que ficaria “cada vez mais socialista”

Imagens: Reprodução/MRO Marcelo

O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (17), durante encontro do G7 na França, que “nunca foi esquerdista”. A declaração foi feita durante uma conversa com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

Ao comentar a alternância entre governos de direita e esquerda em diferentes países, Lula afirmou que “o mundo não é de esquerda”, mas “de meio”.

Em seguida, após ser lembrado por Georgieva de que sua eleição em 2003 gerou expectativa de um governo mais alinhado à esquerda, o presidente respondeu que “nunca foi esquerdista”.

Durante a conversa, Lula também relembrou episódios de sua trajetória política e afirmou que, nos anos 1980, chegou a ser chamado de “anticomunista” após recusar um convite para participar de um congresso na então União Soviética.

A declaração contrasta com uma fala feita pelo próprio presidente em agosto de 2025, durante reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Na ocasião, Lula afirmou que ficaria cada vez mais “esquerdista” e “socialista”.

Os dois posicionamentos foram registrados e divulgados pelo portal Metrópoles, que destacou a diferença entre as declarações dadas pelo presidente em momentos distintos.

Opinião dos leitores

  1. Ainda tem gente que acredita nas metidas desse estelionatário
    Larápio
    O Nordeste do Brasil era para viver de esmolas e se separa do brasil

  2. 👺👺💩💩Na abertura do Foro de São Paulo, Lula diz que ser chamado de “comunista” é motivo de “orgulho”
    Presidente brasileiro ainda pediu que esquerda sul-americana faça autocrítica sobre os erros cometidos nos últimos anos. CABRA VÉIO SEM VERGONHA NA CARA. COMO ACREDITAR NUM CANALHA DESSA ESPÉCIE?

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Geral

QUE INVERTIDA: assessor de Lula compara Irã e EUA e é rebatido por jornalista norte-americano ao vivo

Imagens: Reprodução/Direita Boston

Uma entrevista do assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, repercutiu após um debate ao vivo com um jornalista de uma emissora americana sobre a situação dos direitos humanos no Irã.

Ao ser questionado sobre o regime iraniano, Amorim afirmou que discorda do tratamento dado às mulheres no país, mas acrescentou que também discorda da pena de morte ainda adotada em alguns estados dos Estados Unidos.

A declaração levou o entrevistador a contestar a comparação. Segundo ele, estabelecer uma equivalência moral entre o sistema de justiça americano e o regime iraniano não seria uma comparação “respeitável”.

O momento gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre direitos humanos, política internacional e os limites de comparações entre diferentes sistemas políticos.

O episódio ocorreu durante uma entrevista concedida por Amorim à imprensa americana e passou a circular em perfis e páginas voltados à cobertura de política e relações internacionais.

Opinião dos leitores

  1. Quem deve respeito aos estados terroristas da américa?
    Pena de morte é algo moralmente defensável e respeitável em um país civilizado?

    E

    Cadê a “invertida”? Está na mente de quem nunca leu uma linha sobre política internacional, pois quem levou a lapada foram os norte-americanos.

    Dá asco ver lambe bostas dos eua defendendo a bárbarie deles. Se é tão bom, vá morar lá!

  2. Todo esquerdista é um desonesto intelectual por essência, Lula e os seus assessores não cansam de passar vergonha e serem desmascarados pelo mundo, são uma vergonha ambulante.

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Economia

INADIMPLÊNCIA ALTA: RN soma R$ 7,8 bilhões em dívidas e mais da metade dos adultos está no vermelho

Foto: Reprodução

Mais da metade da população adulta do RN estava com contas em atraso em maio. Segundo dados da Serasa, 1.379.226 potiguares estavam inadimplentes, o equivalente a 51,8% dos adultos do estado. Juntas, as dívidas somavam R$ 7,8 bilhões.

Ao todo, foram registradas 4.477.740 pendências financeiras. Em média, cada consumidor negativado devia R$ 5.664,86, conforme informações da Tribuna do Norte.

Apesar do cenário ainda preocupante, o número de inadimplentes apresentou leve queda de 0,10% em relação a abril.

De acordo com a Serasa, as dívidas com bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela dos débitos no estado, respondendo por 32,10% do total.

Em seguida aparecem as financeiras, com 25,59%, e as contas de serviços essenciais, como água, energia elétrica e telefonia, que representam 13,98%.

Para a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, a inadimplência é reflexo de fatores como custo de vida, renda disponível e capacidade das famílias de absorver despesas inesperadas.

Segundo levantamento da instituição, o custo médio mensal de vida no Rio Grande do Norte alcançou R$ 2.550 em fevereiro deste ano.

Mesmo com a pequena redução observada em maio, a especialista avalia que o elevado contingente de consumidores com dívidas em atraso ainda exige cautela.

Já o presidente do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon-RN), Ricardo Valério, defende o fortalecimento das ações de educação financeira como forma de reduzir o endividamento e evitar que consumidores recorram a novos empréstimos para quitar débitos antigos.

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Geral

[VÍDEO] Performance artística em audiência LGBTQIA+ na Grande Natal gera repercussão nas redes

Imagens: Reprodução/RN Hoje

Uma audiência pública para discutir direitos, inclusão e políticas voltadas à população LGBTQIA+ ganhou repercussão nas redes sociais após uma apresentação artística realizada durante o evento. As informações são do RN hoje.

Imagens compartilhadas por participantes e internautas mostram um homem pintado realizando uma performance no plenário da Câmara Municipal de Ceará-Mirim, na Grande Natal.

O episódio rapidamente passou a circular nas redes e gerou debates entre apoiadores e críticos da manifestação.

Defensores da apresentação afirmam que a performance integrou a proposta de discussão sobre diversidade e inclusão promovida durante a audiência.

Já críticos questionaram a realização da atividade dentro do espaço legislativo.

A repercussão ampliou o debate sobre os limites das manifestações artísticas em ambientes institucionais e sobre o papel das audiências públicas promovidas pelo poder público.

 

 

Opinião dos leitores

  1. Coisa nojenta, sebosa, imunda, esse é o mesmo que realizou essa mesma bosta na UFRN. Só faltou ficar nu, para completar a imundice.

  2. Papai curava a gente dessa doença com uma tira de borracha de pneu de carro que tinha no lastro da cama, a borracha servia pra deixar a cama macia e pra educar nós,

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