Finanças

‘Época’: delator indica propina superior a R$ 30 milhões a Cunha

A delação premiada do executivo Fábio Cleto, ao qual ÉPOCA teve acesso, relata Cunha como chefe de um esquema que recebeu propina do dono da JBS e outras grandes empresas em projetos de R$ 6 bilhões

941-expresso-o-presidente-afastado-da-camara-eduardo-cunha-com-dificuldades-para-contratar-um-advogadoO presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

A Polícia Federal investiga um esquema de desvios de dinheiro do FGTS que pode passar de R$ 30 milhões em propina ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo o delator Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa. Nesta sexta-feira (1), policiais realizam buscas nos endereços de grandes empresas acusadas por Cleto de pagar propina. Entre eles, a gigante JBS. Cleto, segundo sua delação, operava na Caixa a mando de Cunha e do doleiro Lúcio Funaro _ este último preso na operação desta sexta.

No papel, Fábio Cleto, vice-presidente da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2015, era subordinado à cúpula do banco e, por extensão, à área econômica do governo Dilma Rousseff. Entre suas atribuições, ele participava das reuniões do Fundo de Investimentos do FGTS, o FI-FGTS, que injetou algo como R$ 11,7 bilhões em empresas no país no período. Esses encontros, contudo, não eram sua principal tarefa em Brasília. Toda terça-feira, às 7h30 da manhã, Fábio Cleto tinha um compromisso inadiável e secreto, em um apartamento espaçoso na 311 Sul, em Brasília. O objetivo do encontro era vazar informações das reuniões internas da Caixa e antecipar operações financeiras sigilosas de empresas com fundo. Cleto tinha um chefe, na verdade, o chefe, fora da Caixa: Eduardo Cunha. Primeiro, os encontros ocorriam no apartamento funcional de Cunha. Depois, o parlamentar tornou-se presidente da Câmara e ambos passaram a ser ver na própria residência oficial. Era a ele que Cleto tinha lealdade e recebia ordens para dificultar — ou facilitar — a vida das empresas interessadas nos investimentos do FI-FGTS. Seu papel era dar o verniz técnico às ordens de Eduardo Cunha e repassar uma espécie de mapa do achaque. Agora delator, Fábio Cleto contou aos procuradores que vazava informações com duas semanas de antecedência e, para isso, tinha de ignorar todos os termos de confidencialidade que assinava dentro da Caixa.

Os projetos citados na delação premiada passam de R$ 6 bilhões, com uma propina estimada em mais de R$ 30 milhões para Eduardo Cunha, de acordo com o cálculo explicado por Cleto aos investigadores. Como chefe do esquema e responsável pela indicação de Cleto na Caixa, Cunha tinha direito à maior parte do valor arrecadado: 80%. Cleto relatou que, da propina levantada, ele ficava com a menor parte, 4%. Aos procuradores, ele admitiu que ganhou pelo menos R$ 1,8 milhão com o esquema. Pela distribuição rascunhada por Cleto, Cunha ficaria então com mais de R$ 36 milhões. Os valores, contudo, podem ser maiores, uma vez que Cleto nunca teve acesso aos acertos do deputado com os empreiteiros. Sua função era obedecer e, depois, receber. Segundo a delação, era Cunha quem definia com as empresas o valor da propina. Por isso, na delação, Cleto também não soube dizer aos investigadores quem eram os operadores nas empresas ou qual o total arrecadado pelo esquema. Além de Cunha, o delator afirma que o resto da propina ficava com os responsáveis pela parte financeira do negócio. Entre eles, o corretor Lúcio Funaro, apontado como o braço direito de Eduardo Cunha.

ÉPOCA obteve acesso à delação de Fábio Cleto, no qual ele relata um punhado de projetos que renderam propina ao esquema, incluindo aí o maior grupo privado em receita do Brasil, a J&F, dona JBS, conhecida como Friboi e que operou no FI-FGTS com a Eldorado Celulose. É a primeira vez que um delator coloca Eduardo Cunha como chefe do esquema, no comando direto das operações, arbitrando tarefas e informando aos comparsas do fluxo de propina. O ex-vice relata a articulação do hoje presidente afastado da Câmara com empresários, a definição dos valores arrecadados com a propina e como deveriam ser os votos no FI-FGTS.

joesley-batistaJoesley Batista, empresário, presidente da JBS-Friboi (Foto: Rogério Cassimiro / Editora Globo)

A PROPINA DO DONO DA FRIBOI E A VIAGEM AO CARIBE

Na delação, Cleto cita empresas do primeiro time do empresariado nacional, além das habituais em esquemas fraudulentos, como a Odebrecht e a OAS, empreiteiras abatidas no petrolão e que agora negociam também uma delação. Mas o potencial explosivo das revelações de Cleto está nas graves acusações contra a holding que comanda a JBS, até agora incólume na Lava Jato. A empresa foi enredada no esquema de pagamento de propina em troca de favores estatais graças a um projeto na área de celulose no Mato Grosso do Sul, chamado Eldorado Brasil. As acusações pesam sobre Joesley Batista, principal acionista do grupo. De acordo com o delator, Cleto tratou diretamente com o empresário sobre os interesses da Eldorado. E recebeu, como propina, R$ 680 mil pelo negócio viabilizado com dinheiro do FGTS. Daí, é possível chegar em cerca de R$ 13 milhões de propina para Cunha só nessa operação, já que, segundo Cleto, o deputado ficava com 80% e ele ficava com 4%. As negociações de Joesley Batista prosperaram e a Eldorado Celulose conseguiu R$ 940 milhões do FI-FGTS. Na delação, Cleto diz que foi apresentado a Joesley Batista por intermédio de Funaro, em meados de 2011, no apartamento do corretor de valores, em São Paulo. O delator confirma diversos encontros com Joesley, incluindo uma viagem ao Caribe. O objetivo, segundo Cleto, era mostrar que tinha influência dentro da Caixa para viabilizar os negócios. O delator narra que, como fazia sempre nas reuniões matinais, informou a Eduardo Cunha que a operação estava sendo estruturada. Cleto então recebeu o sinal verde para atuar em favor da Eldorado – o que de fato ele fez. O roteiro seguiu como o combinado e Cleto foi então comunicado que receberia R$ 680 mil a título de propina. Há um detalhe importante na delação. Segundo o delator, foi o próprio Cunha que o avisou desse valor, mostrando o papel central do parlamentar na suposta quadrilha. Cleto mantinha um registro e colocou na planilha o nome Eldorado, a data 1/11/2012, e os valores R$ 940 milhões e R$ 680 mil. Aos investigadores, Cleto explicou que a data na tabela não era, necessariamente, quando houve o pagamento. Mas quando ele tinha a confirmação de que o projeto fora viabilizado. Cleto conta em sua delação que, cerca de um ano após a emissão da debênture, a Eldorado pediu para descumprir parte dos covenants pré-acordados (cláusulas contratuais que protegem o credor). Isso aconteceu, segundo o delator, porque a empresa precisava descumprir parte dos covenants pré-acordados, ainda que temporariamente. Tal covenant, de acordo com a delação, evitava a empresa de fazer uma dívida superior à indicada no contrato. De novo, segundo Cleto, houve uma ordem clara para dar apoio à Eldorado, mesmo que não fosse comum alterar esse tipo de cláusula numa operação financeira tão complexa. Cleto disse que foi informado que receberia R$ 1 milhão pela mudança dos covenants, mas que não chegou a receber o valor. Registros da Junta Comercial acostados à delação mostram, de fato, as alterações nos covenants.

cunha-doc-1O documento da Junta Comercial citado na delação de Fábio Cleto (Foto: Reprodução)

A CARTA DE RENÚNCIA

Cleto contou aos investigadores como deixou de ser um executivo do mercado financeiro em São Paulo para se tornar um operador de Eduardo Cunha. Tudo começou pelas mãos de Lúcio Funaro. Cleto era a pessoa certa, na hora certa. Cleto tinha saído do Itaú quando, em 2011, o governo tinha uma vaga na vice-presidência da Caixa. Naquele momento, Cleto estava operando um fundo próprio quando foi indicado por um colega do mercado financeiro para a vaga. Esse colega era Lúcio Funaro. O governo estava com problemas para emplacar algum nome, em razão das exigências técnicas feitas pelo Ministério Fazenda. Cleto foi o quarto nome a ser analisado e foi logo aprovado. Detalhe: ele não tinha nenhuma entrada ou contatos dentro do governo. Tudo foi arranjado por Funaro, de acordo com a delação. Coube a ele levar o currículo para Eduardo Cunha, que avalizou a indicação com o então líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Cleto relata ainda que, até ser nomeado, nem sequer conhecia pessoalmente Eduardo Cunha. Ele admite, contudo, que sabia da proximidade do deputado com Funaro. Na delação, ele conta que, antes de ser nomeado, Funaro havia dito que haveria benefícios ao ser nomeado _ leia-se, propina. Apesar disso, o executivo não esperava o próximo passo. Era 7 de abril de 2011, quando a nomeação de Fábio Ferreira Cleto fora publicada no Diário Oficial, sob assinatura de Dilma Rousseff e Guido Mantega. Agora, o plano de Funaro era irreversível. Naquele mesmo dia, ele liga para Cleto e eles marcam uma reunião e horas depois se encontraram no escritório de Funaro em São Paulo. Ao chegar ao local, Cleto foi abordado por um carro, em frente ao escritório, e recebe um envelope. São três folhas, com um documento em nome do próprio Fábio Cleto. A cena revela o tamanho do profissionalismo do esquema. As três folhas eram, na verdade, um comunicado de renúncia ao cargo na Caixa. Cleto fora obrigado a deixar o documento assinado e entregar a Funaro. Aos investigadores, Cleto contou que a carta era uma espécie de garantia a Funaro. Caso o executivo não seguisse as ordens, Funaro usaria a carta para ameaçá-lo de demissão. Na delação, o executivo conta que a primeira reunião com Eduardo Cunha aconteceu uma semana após tomar posse na vice-presidência da Caixa. Logo nesse primeiro encontro, Cunha explicou como funcionaria o esquema. Segundo Cleto, Cunha foi objetivo: o interesse era nos projetos do FI-FGTS. Cunha deu três ordens a Fábio Cleto: sempre informar quais eram as empresas interessadas no fundo, votar como ele mandasse e, por fim, encontrá-lo semanalmente. Às 7h30 da manhã, toda terça-feira, na casa de Cunha. O deputado evitava conversas ao telefone e, no máximo, aceitava usar o aplicativo de conversas BBM, do celular BlackBerry.

MAIS NEGÓCIOS

A delação de Cleto ainda relata outros negócios feitos à base de propina. Uma das empresas citadas é a Haztec, com investimentos de R$ 245 milhões do FGTS na área de energia. Esse é um exemplo de como, com a pessoa certa, na posição certa, é possível facilitar ou dificultar a vida das empresas em negócios com o governo. Fábio Cleto relatou aos investigadores que, quando chegou à Caixa, o projeto já estava praticamente pronto. Mas foi orientado por Cunha a pedir vista e, segundo ele, foi quando o deputado cobrou a propina. Pelo negócio, Cleto diz que recebeu R$ 300 mil. Assim, segundo o percentual relatado pelo delator, Cunha levou algo como R$ 6 milhões. A OAS é acusada de dar R$ 100 mil para Cleto, como compensação por R$ 250 milhões do FGTS no projeto da Rodovia Raposo Tavares. O delator conta que o projeto já estava aprovado quando ele entrou. Cleto, contudo, conta que informou Cunha sobre a data do início dos desembolsos, o que foi o suficiente para o esquema começar a arrecadar. Outra empreiteira do petrolão, a Odebrecht, é citada no projeto Aquapolo, uma parceria com a Sabesp, no maior empreendimento para a produção de água de reúso industrial na América do Sul. Cleto disse que recebeu R$ 400 mil para atuar em favor do negócio de R$ 326 milhões. Segundo o delator, ele ainda recebeu de propina R$ 120 mil de um negócio da BR Vias, em razão de um investimento de R$ 300 milhões. Cleto dá detalhes sobre a operação e afirma que a articulação foi feita por Lúcio Funaro, em razão da proximidade com o empresário Henrique Constantino. A família Constantino faz parte do grupo que controla a BR Vias. É mais conhecida, contudo, por terem fundado a companhia aérea Gol. Outra citada é a Cone, de Recife, com propina de R$ 75 mil. Há ainda o caso da Carioca Engenharia. A empresa atua no projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e o seu principal acionista, Ricardo Pernambuco, antecipou-se à Lava Jato e se ofereceu para delação premiada. Ele admitiu que o acerto foi de R$ 52 milhões para conseguir o negócios de R$ 3,5 bilhões, como ÉPOCA revelou em dezembro de 2015. Na semana passada, a “Folha de S.Paulo” publicou que Cleto citou ainda que recebeu R$ 240 mil da LLX, do empresário Eike Batista, que recebeu aportes de R$ 750 milhões. Nesta sexta, o jornal “Estado de S. Paulo” publicou que Cleto falou em propinas também no esquema pela Brado Logística (R$ 80 mil), Odebrecht Ambiental (R$ 36 mil).

O ESQUEMA FINANCEIRO

Para arrecadar e movimentar tanto dinheiro, Cleto contou com o apoio de uma engenharia financeira envolvendo pelo menos três países. Na delação, ele afirma que foi indicado por Eduardo Cunha a procurar um doleiro de nome Silvano Bernasconi, suíço naturalizado brasileiro. Primeiro, abriu uma conta no banco Julius Baer, na Suíça. Era tudo de fachada: o titular era a offshore Lastal, esta por sua vez uma empresa de sediada no Belize, na América Central. Em 2012, houve uma briga entre Cleto e Funaro. O executivo chegou a ameaçar que iria se demitir. Havia, porém, um problema. Funaro tinha em mãos os valores que Cleto tinha investido fora do país. Cunha então pediu que ele ficasse no cargo e criou uma nova conta na Suíça, dessa vez no banco Heritage. Assim, ele recebeu o passivo que já tinha com o Funaro e as novas propinas. Segundo Cleto, Cunha usou a propina da Carioca para pagar o passivo. Na delação da Carioca Engenharia, o empresário Ricardo Pernambuco mostrou repasses de US$ 2 milhões à Lastal. Cleto montou ainda uma terceira conta, em 2013, no banco Vitor Palmier, do Uruguai.

CUNHA NEGA AS ACUSAÇÕES

O deputado afastado Eduardo Cunha negou as acusações e disse que Fábio Cleto deve responder pelos crimes que cometeu na Caixa. “Desconheço a delação, desminto os fatos divulgados, não recebi qualquer vantagem indevida, desafio a provar e, se ele cometeu qualquer irregularidade, que responda por ela”.

Em nota, a JBS disse que não é investigada. A Eldorado, do mesmo grupo empresarial, disse que “sempre atuou de forma transparente e todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade”.

O advogado de Lúcio Funaro, Daniel Gerber, disse que “irá esclarecer os fatos assim que tiver acesso aos autos”. Silvano Bernasconi não foi localizado pela reportagem. A ViaRondon Concessionária de Rodovia S/A, na pessoa do Sr. Henrique Constantino, procurado na manhã desta sexta-feira, 1º/07/2016, pelo Ministério Público Federal para apresentação da documentação pertinente à empréstimo tomado junto ao fundo de investimento FGTS, informa que a solicitação foi prontamente atendida.

A Aquapolo e OAS não responderam até o fechamento do texto, que será atualizado. A Cone não foi localizada. Procurado por ÉPOCA, Joesley não retornou os recados no celular.

Época

Opinião dos leitores

  1. ESTÃO SE APEGANDO A DETALHES, O QUE SÃO R$ 30 MILHÕES DIANTE DOS R$ 100 MILHÕES QUE PAULO BERNARDO LEVOU?
    SE PAULO BERNARDO, EX SUPER MINISTRO DO PT ESTÁ SOLTO, QUAL A RAZÃO DE PRENDER CUNHA? SÓ POR CAUSA DE TER LEVADO 1/3 DO QUE PAULO BERNARDO LEVOU? NÃO É JUSTO.
    A DIFERENÇA É QUE EC NÃO É DO PT COMO PB

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[VÍDEO] ‘Pixuleco’ e faixas contra Lula voltam às ruas de Natal com passagem do presidente pela cidade neste sábado (10)

Manifestantes levaram o ‘Pixuleco’ novamente à ruas na manhã deste sábado (10) em Natal. Ele foi colocado na Av. Engenheiro Roberto Freire para recepcionar o presidente Lula (PT) que realiza ato de campanha no bairro do Alecrim. Além do boneco, manifestantes levaram às ruas faixas com os dizeres “Ele Voltou”, “E roubou os velhinhos”.

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Grupo 3 Corações instala Centro de Distribuição em São Gonçalo e prevê geração de 300 empregos

São Gonçalo do Amarante vai receber uma nova operação do Grupo 3 Corações, que há mais de 50 anos leva produtos à mesa dos consumidores. Em uma área construída de 11 mil metros quadrados, localizada no espaço da antiga fábrica da Coteminas, a previsão de início das atividades já é em novembro 2026. A estrutura do Centro de Distribuição, que funcionará como depósito com tecnologia voltada à operação logística, deve gerar 300 empregos quando estiver em pleno funcionamento. Só na fase de preparação do espaço, 22 postos de trabalho já foram criados.

Segundo o gerente comercial Luiz Carlos, a nova unidade integra o processo de expansão nacional do grupo e dará suporte às marcas Kitano e Yoki, ampliando a capacidade de armazenamento e distribuição. Neste momento, o recebimento e a seleção de currículos estão sendo conduzidos internamente pela própria empresa.

O prefeito Jaime Calado visitou a montagem das instalações e destacou o impacto da chegada do empreendimento para a geração de oportunidades no município. “Sou muito feliz em receber esse grupo em São Gonçalo, onde vai agregar no desenvolvimento do município e gerar empregos de qualidade para o nosso povo, para a nossa gente”, afirmou.

A chegada do Grupo 3 Corações integra o movimento de atração de novos investimentos para São Gonçalo, ampliando a atividade econômica e abrindo espaço para novas oportunidades de trabalho. Também acompanharam a agenda o chefe do Gabinete Civil, Mário David, e o vice-presidente da FIERN, Sílvio Torquato.

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Fachin afirma que pretende arquivar inquérito das Fake News

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pretende arquivar definitivamente o inquérito das Fake News, aberto em 2019 para investigar ataques à Corte e a seus integrantes. A intenção foi comunicada ao ministro Luiz Fux em ofício enviado nesta sexta-feira (9).

Fachin informou que foram identificados 108 procedimentos investigatórios vinculados ao inquérito. Antes de determinar o arquivamento, a Presidência do STF vai analisar pendências e eventuais pedidos de diligências à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF).

“Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos e o acesso integral a que almeja o ministro Luiz Fux”, explicou Fachin.

A manifestação ocorreu após Fux solicitar acesso a processos sigilosos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo os inquéritos das Fake News e das milícias digitais, além da investigação sobre a trama golpista.

No mês passado, Fachin retirou do ministro Alexandre de Moraes a relatoria do caso, instaurado em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes para conduzir a investigação.

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Flávio Bolsonaro promete aliviar dívidas de estados após apelo de Cleitinho


Jefferson Rudy/Agência Senado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) assumiu o compromisso de promover um novo alívio na dívida dos estados caso vença o segundo turno da eleição, atendendo a um pedido do governador eleito de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).

Cleitinho, que garantiu sua vitória ainda no primeiro turno no segundo maior colégio eleitoral do país, declarou apoio formal à candidatura de Flávio e cobrou publicamente a revisão do débito mineiro, uma medida que, contudo, pode reduzir as receitas da União e expandir o endividamento do país.

Em vídeo divulgado nas redes sociais na última quinta-feira (8), o governador eleito externou o pleito: “Vim pedir para ele, não só eu, mas todos os deputados e senadores aqui, a humildade de entender que, assim que ele ganhar, a gente poder dialogar sobre a dívida que o estado tem com o governo federal. Isso é extremamente importante. Flávio está fazendo esse compromisso de poder rever essa dívida”.

Logo em seguida, após ser cobrado diretamente por Cleitinho para oficializar o pacto, o presidenciável respondeu: “Está feito o compromisso”.

Minas Gerais foi um dos principais beneficiados pelo Propag, programa de renegociação de dívidas implementado sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa teve origem em propostas do Ministério da Fazenda, estruturadas após forte pressão liderada pelo então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Durante a tramitação legislativa, os benefícios do programa foram ampliados, resultando em uma versão final que reduziu as taxas de juros de 4% para até zero, variando conforme a modalidade de adesão, além de aliviar a correção monetária da dívida. O Tesouro Nacional estimou que o programa provocará uma perda de R$ 347 bilhões aos cofres públicos em um período de 30 anos, sendo que R$ 82,9 bilhões serão destinados a Minas Gerais em valores correntes.

Apesar do montante, a bancada mineira e o governador eleito avaliam que a iniciativa ainda é insuficiente. Atualmente, o estado acumula uma dívida de R$ 187,5 bilhões com a União, de acordo com os dados mais recentes atualizados pela Secretaria Estadual de Fazenda.

Com informações da Folha de São Paulo

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TRÂNSITO: STTU anuncia interdições e desvios no Alecrim durante ato com Lula

Imagem: Reprodução/STTU

A circulação de veículos no Alecrim terá mudanças neste sábado (10), das 7h às 13h, devido a um ato político com a presença do presidente Lula. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), haverá interdições temporárias e alterações nos itinerários do transporte público.

A avenida Coronel Estevam será interditada entre as ruas Presidente Leão Veloso (avenida 5) e Presidente Quaresma (avenida 1). Já a rua Amaro Barreto terá bloqueio entre as ruas Presidente Quaresma (avenida 1) e Presidente José Bento (avenida 3). As vias serão liberadas após a passagem do evento.

No sentido Quintas/Cidade Alta, os motoristas deverão seguir pela avenida 5 e acessar, à esquerda, a avenida Interventor Mário Câmara (avenida 6).

No sentido Cidade Alta/Quintas, o desvio será pelas ruas Sílvio Pelico, Ary Parreiras e Henrique Câmara, com acesso à rua Doutor Mário Negócio.

A STTU orienta motoristas e passageiros a observar a sinalização e planejar os deslocamentos com antecedência.

Linhas de ônibus com itinerários alterados

As mudanças abrangem as linhas N-05, N-15, N-25, N-27, N-43, N-61, N-64, N-70, N-75, O-21, O-22, O-38, O-40, O-59, L-52, L-54, 302, 303, 309, 311 e 403.

Durante as interdições, os ônibus que vêm do Centro seguirão pela rua Fonseca e Silva, com conversão à direita na rua Sílvio Pelico e, em seguida, à esquerda na rua Ary Parreiras, prosseguindo até a rua Henrique Câmara, onde retomarão o itinerário normal.

Conforme o sentido da viagem e o itinerário de cada linha, os desvios também poderão utilizar as ruas dos Canindés e dos Paiatis, além das avenidas Coronel Estevam, Presidente Bandeira e Almirante Alexandrino de Alencar.

A STTU orienta os passageiros a verificar as alterações antes de iniciar seus deslocamentos. Um mapa ilustrativo com a indicação dos desvios acompanhará esta publicação para facilitar a orientação de motoristas e usuários do transporte público. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com o Alô STTU pelo telefone 156.

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DESESPERO: Lula muda equipe de campanha, traz caciques do PT e tenta virada na reta final


Breno Esaki/Metrópoles

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisou passar por uma profunda reformulação logo após o revés no primeiro turno, que colocou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa eleitoral. A reestruturação interna foi impulsionada pela necessidade de conter atritos, abafar críticas públicas entre aliados e tentar reverter o cenário desfavorável para a reta final.

O próprio petista admitiu publicamente que esta tem sido a campanha “menos organizada” de sua trajetória desde 1989, quando disputou a Presidência pela primeira vez. Diante do resultado adverso, Lula passou a semana em reuniões com lideranças partidárias e candidatos eleitos para tentar salvar o projeto de reeleição.

A apenas 15 dias do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, a estratégia da equipe mudou de foco: tentar capturar os votos de eleitores que optaram por branco ou nulo e combater os altos índices de abstenção.

Nova ofensiva nas ruas e nos redutos eleitorais

Tentando conter o desgaste, Lula retomou as viagens de campanha neste sábado (10). Na sexta-feira (9), ele participou de uma passeata em Ceilândia (DF) ao lado do candidato local Leandro Grass (PT), e seguiu para Natal (RN), onde cumpre agenda com o aliado Cadu de Lula (PT) hoje.

A nova estratégia aposta em palanques estaduais fortes e em uma guinada de comunicação nas redes sociais, mirando os maiores colégios eleitorais do país como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de tentar estancar a perda de votos no Nordeste, principal reduto histórico do partido.

Dança das cadeiras no núcleo duro

Para tentar injetar fôlego na disputa, o núcleo de coordenação da campanha sofreu uma intervenção drástica: o senador e ex-ministro Camilo Santana assumiu a articulação política, enquanto o também senador eleito Rui Costa ficou encarregado da gestão da agenda presidencial. Rafael Fonteles, governador eleito do Piauí assumiu o comando da estratégia de comunicação, enquanto a coordenação geral permaneceu com Edinho Silva, presidente nacional do PT.

A área de comunicação também foi alvo de mudanças drásticas, com a chegada de marqueteiros baianos e pernambucanos que atuaram nas campanhas de Jerônimo Rodrigues (BA) e João Campos (PE). A alteração ocorre após fortes cobranças internas por uma presença mais agressiva e eficiente do presidente nas redes sociais, apontada por aliados como uma das maiores falhas da primeira fase da eleição.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Essa virada, só se for um capotamento na reta final próximo de Brasília, era só o que faltava, arruma as mala 👛 que a rural vai te apanhar Sr Lula, vão ver o mar.

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Mensagens revelam que Vorcaro acionou Edinho Silva para evitar obstrução do PT em votação de compra do Banco Master


Foto: Reprodução/Instagram

Novas mensagens divulgadas pelo site Fatos On-line indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter acionado o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, com o objetivo de impedir que parlamentares da legenda obstruíssem uma votação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) referente à compra do Banco Master pelo BRB.

De acordo com as conversas publicadas, o diálogo ocorreu em 19 de agosto de 2025, data em que o projeto de interesse da instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) tramitava no Legislativo local.

Nas mensagens enviadas a Vorcaro, um interlocutor identificado como Paulo Henrique (PH) alertou: “Tem uma orientação do PT Nacional de obstruir a votação”. Na sequência, o presidente do BRB questionou se o presidente Lula apoiava ou não a operação. Diante disso, Vorcaro afirmou que acionaria o grupo, ouvindo de PH que aquela era “a maior disputa aqui”. O banqueiro respondeu em seguida: “Edinho avisado, disse que vai atuar”.

Procurada para comentar o caso, a assessoria de imprensa de Edinho Silva emitiu uma nota na qual declarou que “esse diálogo é de total desconhecimento do presidente Edinho Silva, portanto uma ilação sem lastro com a realidade”.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Tudo que é comprovado por mensagens e áudios, é mentira, foi ilação, fora de contexto, pqp, é de lascar e o que é prova com fundamentos nesse Brasil? É prova virando mentiras? Ê Brasil vei de guerra, sempre uma desculpa, difícil, foi um surto, tomou remédio controlado e bebeu cachaça, complicado.

    1. Mas na democracia relativa é assim mesmo Dr., ou você já se esqueceu o que sua gente faz ?

    2. As únicas provas válidas no Brasil é a DELAÇÃO DO MAURO CID, SOBRE PRESSÃO E A MENTIRA DO 🍉🍉🍉, EX-COMANDANTE DA AERONÁUTICA. ATÉ A FALTA DE UM 🚕 PARA COLOCAR O PUNHAL VERDE E AMARELO EM PRÁTICA FOI VERDADE. são não é verdade as tramóias que a esquerda faz. Simples assim.

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Geral

AGU pede direito de resposta à Veja e denuncia “desinformação” em matéria sobre filme de Lula


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta sexta-feira (9) um pedido de direito de resposta em face de uma reportagem publicada pela revista Veja. A matéria jornalística menciona um trecho da delação de Daniel Vorcaro a respeito de um suposto financiamento de documentário voltado a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota oficial, o órgão governamental destacou que a solicitação visa garantir espaço para contestar os dados veiculados.

A iniciativa da AGU atende a uma solicitação conjunta formulada pela Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República e pelo Ministério da Saúde. Em ofício encaminhado ao órgão, a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos apontou a ocorrência de um possível crime de calúnia cometido em períodos de campanha eleitoral.

O secretário especial da Presidência, Marcelo Weick Pogliese, argumentou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia manifestado entendimento pelo arquivamento das delações apresentadas pelo fundador do Banco Master em razão da ausência de provas. O documento aponta que a revista optou por publicar as acusações atribuídas a Vorcaro mesmo tendo ciência da decisão prévia de arquivamento.

“Há fortes indícios de manipulação, falseamento e desinformação, com dano à imagem institucional da Presidência da República, à credibilidade de políticas públicas da União e à integridade do processo eleitoral”, declarou o secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República.

Em paralelo, a defesa técnica de Daniel Vorcaro manifestou-se nesta sexta-feira para declarar que “não confirma o conteúdo de qualquer material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas”.

Em comunicado à imprensa, a PGR disse que, como não houve prosseguimento na delação, sequer teve depoimento oral do fundador do Banco Master. “As tratativas de colaboração premiada envolvendo o senhor Daniel Vorcaro foram sempre mediadas por advogados contratados pelo investigado, como devido”.

Por sua vez, a Polícia Federal também afirmou em nota que Vorcaro não apresentou depoimento ou documentos que comprovem as informações relatadas pela revista Veja. “As propostas de colaboração premiada que foram apresentadas à PF pela defesa do investigado não foram acolhidas em razão do não atendimento aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento da defesa”, declarou a instituição.

Com informações do UOL

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Geral

STF aciona a Polícia Federal para investigar esquema de ameaças contra o ministro Flávio Dino


Foto: Adriana Machado/Reuters

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, informou que acionou a Polícia Federal após o ministro Flávio Dino relatar ter sido alvo de ameaças.

Em nota oficial, Fachin declarou que uma avaliação técnica de segurança sobre as ameaças identificadas contra Dino foi encaminhada à Polícia Federal para que sejam adotadas as medidas cabíveis no âmbito de sua competência. O presidente da corte reforçou que o tribunal segue vigilante quanto à integridade de seus integrantes e mantém articulação constante com os órgãos competentes.

Relato de Dino

Flávio Dino utilizou suas redes sociais na última sexta-feira (9) para expor a situação. O magistrado afirmou ter recebido um relatório de segurança do STF que aponta a existência de “milhares” de ameaças de assassinato e diversos tipos de agressão direcionadas a ele.

Para Dino, o clima de ódio demonstrado nas mensagens é fruto da propagação contínua de inverdades com o intuito de estimular a violência. O ministro destacou que o descontentamento com decisões da Justiça deve ser combatido por meio de recursos aos órgãos colegiados competentes, e não com apelos para assassinar magistrados ou discursos de ódio que incitam perseguições.

“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário”, pontuou o ministro.

Apesar da gravidade dos episódios, Dino garantiu que suas atividades profissionais não sofrerão nenhuma alteração, assegurando que sua postura, voz e convicções permanecem inabaladas diante das intimidações.

Com informações do UOL

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Geral

[VÍDEO] “MENOS JANJA, MAIS LULA”: Lobista amiga de Lulinha defende Kátia Abreu e critica ataques à ex-senadora


Vídeo: Reprodução/Jornal da Cidade Online

A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha veio a público se manifestar sobre a repercussão de seus recentes comentários a respeito de um posicionamento político da ex-senadora Kátia Abreu. Em meio a debates eleitorais, Luchsinger endossou a frase “menos Janja, mais Lula” e afirmou que a ex-senadora apenas verbalizou o que muitos pensam, mas poucos têm coragem de dizer publicamente.

De acordo com Roberta, o episódio gerou uma onda de ataques direcionados a Kátia Abreu, o que ela considera um “absurdo”. A lobista destacou que a ex-senadora possui vasta experiência política, tendo passado por múltiplos mandatos e vivências institucionais, o que legitimaria sua liberdade de emitir opiniões sobre o cenário político atual.

Apesar de concordar com a declaração, Luchsinger ressaltou que suas opiniões refletem uma observação pessoal sobre o cenário político e o comportamento dos eleitores durante o segundo turno, e que não possui qualquer vínculo com equipes de campanha. A ativista reforçou ainda o argumento de que a primeira-dama, Janja, não está disputando nenhum cargo eletivo, tratando a discussão como uma análise sobre os rumos e a comunicação do governo perante o eleitorado.

Opinião dos leitores

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