Polícia

Erenice operou propinas na campanha de 2014

Por IstoÉ

 

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Antiga companheira: Erenice Guerra está com Dilma desde que a atual presidente
ocupou o Ministério de Minas e Energia 

 

Segundo o senador, um “triunvirato”, formado pelos ex-ministros Erenice Guerra, Antônio Palocci e Silas Rondeau, movimentou cerca de R$ 25 bilhões e desviou pelo menos R$ 45 milhões dos cofres públicos diretamente para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014. Nas duas disputas presidenciais os partidos estavam coligados na chapa liderada por Dilma Rousseff. “A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 1014”, afirmou o ex-líder do governo no Senado aos procuradores.

Denúncias sobre corrupção nas obras de Belo Monte já haviam sido feitas por outros delatores, mas é a primeira vez que uma testemunha revela com detalhes como funcionava o esquema, qual o destino do dinheiro desviado e aponta o nome dos coordenadores de toda a operação. A delação feita por Delcídio leva as investigações sobre o propinoduto petista nos setores de energia e de infraestrutura para as antessalas do gabinete presidencial. Desde 2003, Erenice é tida como uma escudeira da presidente Dilma e mesmo após deixar o governo, sob a acusação de favorecer lobistas ligados a seu filho, permanece como uma das poucas interlocutoras de Dilma.

Depois de homologada pelo STF, a delação de Delcídio deverá ser encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral e engrossar o processo que pede a cassação da presidente. Os relatos feitos pelo senador mostram que a operação montada para desviar dinheiro público de Belo Monte foi complexa e contínua. Começou a ser arquitetada ainda no leilão para a escolha do consórcio que tocaria a empreitada, em 2010, e se desenrolou até pelo menos o início do ano passado, quando a Lava Jato já estava em andamento. Tida como obra prioritária do governo e carro chefe do PAC, Belo Monte era acompanhado de perto pela chefia da Casa Civil, onde estavam Dilma, então ministra, e Erenice Guerra, secretária executiva.

“A atuação do triunvirato formado por Silas Rondeau (ex-ministro de Minas e Energia), Erenice Guerra (ex-ministra da Casa Civil) e Antônio Palocci (ex-ministro da Fazenda) foi fundamental para se chegar ao desenho corporativo e empresarial definitivo do projeto Belo Monte”, afirmou Delcídio aos procuradores da Lava Jato. Em sua delação, o senador explica que os desvios de recursos do projeto da usina vieram tanto do pacote de obras civis como da compra de equipamentos. “Antônio Palocci e Erenice Guerra, especialmente, foram fundamentais nessa definição”, revelou o senador.

Ele afirmou que as obras civis consumiram cerca de R$ 19 bilhões e a compra de equipamentos chegou a R$ 4,5 bilhões. De acordo com os relatos feitos pelo ex-líder do governo, em todas as etapas do processo houve superfaturamento. Entre os procuradores que já tomaram conhecimento da delação de Delcídio há a convicção de que Erenice era a principal operadora do triunvirato, uma vez que antes de assumir o cargo na Casa Civil trabalhou, ao lado de Dilma, no Ministério de Minas e Energia, responsável pelas obras da usina.

Delcídio afirmou que o triunvirato de Erenice começou de fato a operar três dias antes da data marcada para o leilão que escolheria o consórcio responsável pelas obras. O grupo formado pelas maiores empresas de engenharia do País desistiu da disputa. “Em algumas horas foi constituído um novo grupo de empresas que venceu o leilão, tendo sido a única proposta apresentada”, afirmou o senador. Entre essas empresas estão a Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Contern, JMalucelli, Gaia Engenharia, Cetenco, Mendes Jr Trading Engenharia e Serveng-Civilsan.

“Alguns meses depois da realização do certame, várias empresas que não bidaran (não participaram no leilão) Belo Monte tornaram-se sócias do empreendimento e contrataram como prestadoras de serviço as empresas do consórcio vencedor”, relatou Delcídio. Com essa operação, as maiores empreiteiras do País passaram a mandar na construção sem se submeterem às regras impostas nas licitações convencionais. O ex-líder do governo no Senado afirmou aos procuradores da Lava Jato que durante as campanhas eleitorais aumentava o valor das propinas e que para isso as empresas recorriam a “claims”, instrumento usado para readequar valores de contratos.

 

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Outro delator, Flávio Barra da Andrade Gutierrez,
confirmou propinas em Belo Monte

“Os acordos com relação aos claims eram uma das condições exigidas para aumentar a contribuição eleitoral das empresas”, explicou Delcídio. O senador destacou ainda a existência de várias ilicitudes envolvendo o fornecimento de equipamentos para a usina de Belo Monte. De acordo com ele, houve uma enorme disputa entre fornecedores chineses, patrocinados por José Carlos Bumlai (o pecuarista amigo do ex-presidente Lula), e fabricantes nacionais, entre eles Alston, Siemens, IMPSA e IESA. “O triunvirato agiu rapidamente definindo os nacionais como fornecedores, tudo na busca da contrapartida, revelada nas contribuições de campanha”, denunciou Delcídio.

 

Erenice Guerra e Palocci, disse o ex-líder do governo no Senado, tiveram papel fundamental nessa definição. Pelo lado das empresas, segundo Delcídio, o principal negociador de Belo Monte foi o empreiteiro Flávio Barra, da Andrade Gutierrez. Na semana passada, ISTOÉ apurou que Barra já prestou depoimento de delação premiada e mencionou o propinoduto em Belo Monte. O nome do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi rapidamente citado por Delcídio aos procuradores. Ele afirmou que o governador exerceu influência direta em favor da IMPSA, mas não atribuiu a ele nenhuma pratica criminosa.

Ainda sobre dinheiro irregular na campanha eleitoral de 2014, no anexo nove da delação, também obtido com exclusividade por ISTOÉ na quarta-feria 9, o ex-líder do governo no Senado afirma que o atual ministro de Comunicação Social, Edinho Silva, tesoureiro da campanha da presidente Dilma em 2014 trabalhou para “esquentar” recursos provenientes da indústria farmacêutica usando a contabilidade das campanhas para governador e forjando falsas prestações de serviço. Delcídio afirmou que em 2014, quando disputava o cargo de governador do Mato Grosso do Sul, foi procurado por Edinho, “para que pagasse R$ 1 milhão do saldo da dívida de sua campanha, sendo R$ 500 mil devidos à FSB Comunicação, e mais R$ 500 mil à Zilmar Fernandes, através de um laboratório farmacêutico chamado EMS”, revelou o senador.

Zilmar Fernandes foi sócia do publicitário Duda Mendonça e já esteve envolvida no escândalo do Mensalão. O laboratório EMS é investigado pela Lava Jato por manter parceria com o doleiro Alberto Youssef. Os investigadores também apuram o pagamento de uma suposta consultoria de R$ 8 milhões que o laboratório teria contratado do ex-ministro José Dirceu. Delcídio disse que as faturas foram emitidas contra o laboratório, mas que os pagamentos não foram realizados. “Os impostos das transações financeiras para a EMS foram efetivamente pagos pela FSB e por Zilmar”, afirmou o senador.

Por fim, ele disse acreditar que a mesma situação pode ter ocorrido com outros candidatos a governador. Ao finalizar sua delação, o ex-líder do governo no Senado, apontou para a força-tarefa da Lava Jato que laboratórios e planos de saúde, em troca de indicações para cargos na ANS e na Anvisa, têm despertado grande atenção dos políticos quando são discutidos os caminhos para a arrecadação de recursos. Por outras vias, os procuradores da Lava Jato já estavam trilhando por esse caminho.

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Erenice comandou o trio do propinoduto em belo monte

No anexo sete de sua delação, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, descreve em detalhes o esquema de corrupção armado na construção da usina de Belo Monte. Ele afirma que a propina foi de aproximadamente R$ 45 milhões e que serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e de 2014. Diz que houve a participação de José Carlos Bumlai, mas que todo o esquema foi coordenado por um triunvirato formado pelos ex-ministros Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antônio Palocci, especialmente Palocci e Erenice, uma das principais escudeiras da presidente Dilma Rousseff.

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“Delcídio tem conhecimento de que em 2010 seria feito o ‘leilão’ de Belo Monte. Contudo, três dias antes do certame, o consórcio constituído pelas maiores empresas de engenharia do País, desistiu de participar. Em algumas horas foi constituído novo grupo de empresas junto a CHESF e Eletronorte. Entre elas, participaram Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Contern (sob influência de José Carlos Bumlai), JMalucelli, Gaia Energia, Cetenco, Mendes Jr. Trading Engenharia e Serveng-Civilsan.

 

Apesar de muito menos robusto, o consórcio em questão venceu leilão, tendo sido a única proposta apresentada. Alguns meses depois, várias empresas que não ‘bidram’ Belo Monte tornaram-se sócias do empreendimento e contrataram como prestadoras de serviços as companhias do consórcio vencedor. Em pouco tempo, o controle da principal usina do mundo, em construção, mudou de mãos, sendo que as empresas que compunham o consórcio vencedor passaram a desempenhar um papel secundário. A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014. O principal agente negociador do Consórcio de Belo Monte foi o empreiteiro Flávio Barra, da Andrade Gutierrez.

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Triunvirato: Palocci, Erenice e Silas Rondeau (da esq. à dir.):
R$ 45 milhões para a acampanhaOs números da propina giravam na casa dos R$ 30 milhões, destinados às campanhas eleitorais. Delcídio do Amaral acredita que os números finais da propina sejam superiores, pois durante a campanha, houve acordo com relação a ‘claims’ de cerca de R$ 1,5 bilhão, apresentadas pelo consórcio. Era uma das condições exigidas para aumentar a contribuição eleitoral das empresas. É preciso dizer que a atuação do triunvirato formado por Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antônio Palocci foi fundamental para se chegar ao desenho corporativo e empresarial definitivo do projeto Belo Monte.
Delcidio estima que o valor destinado para as contribuições das campanhas (2010 e 2014) do PMDB e do PT atingiram cerca de R$ 45 milhões. … … Antônio Palocci e Erenice Guerra, especialmente, foram fundamentais nessa definição… …Delcídio recorda-se da influência direta do ex-governador Eduardo Campos e favor da IMPSA… …Ao longo do fornecimento de equipamentos, ficou demonstrada a inaptidão da IMPSA em fazer frente a um desafio dessa magnitude.”

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O tesoureiro Edinho e as notas frias

O ex-líder do governo no Senado disse que em 2014, quando disputou o governo do Mato Grosso do Sul, foi procurado por Edinho Silva, então tesoureiro da campanha de Dilma e atual ministro da Comunicação Social. De acordo com Delcídio, Edinho lhe propôs um esquema para saldar R$ 1 milhão de dívida da campanha, usando para isso a ex-sócia de Duda Mendonça, Zilmar Fernandes, e a FSB Comunicações, que receberiam o dinheiro do laboratório EMS. O delator também afirmou que os laboratórios e planos de saúde estão no foco dos políticos que buscam arrecadar recursos.

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Proposta Edinho sugeriu esquema para Delcídio pagar dívida

 

“Nas eleições para governador do estado do Mato Grosso do Sul, em 2014, em que Delcídio do Amaral foi candidato, o atual ministro- chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva (na época tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff) orientou Delcídio do Amaral para que pagasse R$ 1 milhão do saldo da dívida de sua camapnha, sendo R$ 500 mil devido à FSB Comunicação e mais R$ 500 mil à Zilmar Fernandes, através de um laboratório farmacêutico chamado EMS. Delcídio solicitou a FSB e a Zilmar que emitissem faturas contra o laboratório EMS, entretanto os pagamentos não foram feitos…

…Delcídio sabe que os impostos das transações financeiras para a EMS foram efetivamente pagos pela FSB e por Zilmar, o que pode ser levantado por intermédio da quebra do sigilo fiscal de ambos. Delcídio acredita que essa mesma situação ocorreu com outros candidatos que podem ter usado laboratórios farmacêuticos para os mesmos fins ilegais similares. Delcídio do Amaral sabe que questões envolvendo laboratórios e planos de saúde na arrecadação de propina tem despertado grande interesse de lideranças políticas na indicação de cargos para diretorias da ANS e da Anvisa, a exemplo do que ocorria na Petrobras.”

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Opinião dos leitores

  1. Meu bisavô, Pedro Tibúrcio de Medeiros, um homem simples, comerciante, tropeiro, nascido no seridó, nos deixou um legado, um caráter honrado, antes de tudo era cumpridor da sua palavra, viveu 96 anos, nos deu exemplo a ser seguido, pergunto eu qual exemplo os nossos políticos estão deixando a ser seguido?????

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Irmão da prefeita de Doutor Severiano é morto a tiros durante movimentação política na Vila Nogueira

Foto: Reprodução

O irmão da prefeita de Doutor Severiano, Maria de Fátima, foi morto a tiros durante uma movimentação política na comunidade de Vila Nogueira, neste domingo (20).

De acordo com relatos de testemunhas uma pessoa fantasiada de Homem-Aranha teria se aproximado de Flávio e efetuados os disparos de arma de fogo.

*Matéria em atualização

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Bispos rebatem Lula após declaração do presidente sobre regras da Igreja Católica

Foto: Daniel Ramalho/AFP

Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as regras da Igreja Católica provocou reação de bispos. Durante encontro com integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a instituição enfrenta dificuldades por manter o celibato e não permitir mulheres como padres e bispos.

“Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, bispas, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades. Essa é uma vantagem que a Igreja Evangélica tem. As mulheres são tratadas em igualdade de condições”, afirmou.

O bispo de Piracicaba, dom Devair Araújo da Fonseca, criticou a declaração e disse que políticos deveriam se concentrar nos problemas do país. “Nós estamos vendo políticos que tentam dizer até o que a igreja precisa fazer. Tentam falar até do celibato dos padres, quando deviam estar cuidando do país. Estão cuidando muito mal”, afirmou.

Durante uma celebração no sábado (19), dom Devair também pediu aos fiéis “consciência na hora de apertar os botões na urna” e que não escolhessem “aqueles que querem acabar com a nossa liberdade”.

Já o bispo de Formosa, dom Adair José Guimarães, afirmou que a declaração não o surpreende. “Geralmente os líderes, quando eles são apedeutas, querem se meter em tudo”, disse.

Dom Adair ainda declarou concordar com uma fala atribuída ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Sales, que teria classificado Lula como “caótico, apostático e romântico”, em vez de um católico apostólico romano.

A Frente Parlamentar Católica da Câmara dos Deputados também divulgou uma nota de repúdio à declaração. O documento foi publicado na sexta-feira (18) e assinado pelo presidente da frente, deputado Luiz Gastão (PSD-CE).

Opinião dos leitores

  1. Em época de eleição esses comentários expressam a opção política de quem comenta. Outrossim, não seria melhor criticar a roubalheira que fizeram no caso do banco Master.

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Governo Lula demora mais para conceder garantia a empréstimos pleiteados por estados e capitais comandados por opositores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um levantamento da Folha de S.Paulo aponta diferença nos prazos adotados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conceder garantias da União a empréstimos solicitados por estados e capitais.

De acordo com os dados, o prazo médio para liberar o aval do Tesouro Nacional a operações internas foi de 35,7 dias. Mas este período passa a ser bem maior quando a solicitação é feita por estados e capitais comandadas por opositores ao governo Lula.

Em estados governados por adversários políticos de Lula a espera foi de 83,9 dias, em média, em São Paulo, administrado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), e 83 dias em Mato Grosso, governado até março por Mauro Mendes (União Brasil).

Em contraste, nos estados geridos por aliados, os prazos médios são bem menores. Operações do Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), levaram 30,7 dias; no Piauí, de Rafael Fonteles (PT), 29,4 dias; e em Alagoas, de Paulo Dantas (MDB), 14,8 dias. No Amapá, estado ligado politicamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), uma operação foi liberada em apenas seis dias após a Fazenda flexibilizar regras.

Os estados buscam a garantia da União para conseguir empréstimos com juros menores, já que o governo federal assume o pagamento em caso de inadimplência. Os recursos são utilizados principalmente em obras, infraestrutura e reorganização de dívidas.

O levantamento considerou 182 operações de estados entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, com base em dados do sistema Sadipem. A reportagem excluiu operações sem garantia da União e aquelas submetidas a programas específicos de ajuste fiscal.

São Paulo foi o estado que mais esperou pela concessão de garantias internas, mas também foi o que recebeu o maior volume de recursos: R$ 21,9 bilhões durante o governo Lula. O governo paulista afirma que a demora prejudicou o planejamento de obras e cita, entre os casos, uma operação de R$ 5,45 bilhões que levou 87 dias para receber autorização final.

A Prefeitura de São Paulo também reclamou da demora em três operações externas. Os pedidos ficaram por mais de três meses na Casa Civil após terem sido encaminhados pelo Ministério da Fazenda. As autorizações foram enviadas ao Senado em agosto, depois de o assunto ganhar repercussão no período eleitoral.

O Ministério da Fazenda negou qualquer tratamento político e afirmou que os prazos variam conforme a complexidade das operações e a necessidade de documentos ou informações adicionais. A Casa Civil também declarou que os processos seguem os trâmites administrativos e técnicos previstos.

Opinião dos leitores

  1. Não creio em pesquisa, eleição é igual mineração, só depois da apuração.

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Augusto Cury diz que Lula usa “dor dos vulneráveis” para ganhar eleição ao comentar reajuste do Bolsa Família

Foto: Divulgação/Equipe campanha Augusto Cury

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou neste domingo (20) o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o petista de utilizar a medida com finalidade eleitoral.

Durante agenda de campanha no Novo Mercado Municipal de Ribeirão Preto (SP), Cury afirmou que o aumento deveria ter sido anunciado no início do ano. “Ele [Lula] deveria ter feito isso [reajuste do Bolsa Família] no início do ano, indicando que eles estão usando a dor das pessoas vulneráveis como palco para ganhar o cargo de presidente”, declarou.

Na quinta-feira (17), o governo anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777.

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Eleições 2026 têm 107 candidaturas trans no Brasil; três delas são no RN

Foto: Reprodução

As eleições de 2026 têm 107 candidaturas de pessoas trans registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento realizado pela Folha de S.Paulo. A maioria está concentrada em partidos de esquerda, mas o levantamento também identificou 20 candidatos trans concorrendo por legendas de centro e direita, entre elas PSDB, MDB, Avante, Solidariedade, PP, Cidadania, União Brasil, PRD e Democrata.

O levantamento mostra ainda que o PSOL reúne o maior número de candidaturas trans, com 39 nomes, seguido pelo PT, com 16, e pelo PDT, com 15. A identidade de gênero não é uma informação obrigatória no registro eleitoral, o que significa que o número real pode ser superior ao contabilizado oficialmente pelo TSE.

É nesse cenário nacional que o Rio Grande do Norte aparece com três candidaturas trans. Segundo levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), as candidaturas são de Jéssica Elias (PSOL) e Tiago Silva (PSTU), que buscam uma vaga na Assembleia Legislativa, e Thabatta Pimenta (PV), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. A ANTRA identificou 116 candidaturas trans no país, número superior aos 107 registros encontrados pelo TSE.

O número de candidaturas trans também representa uma evolução em relação às eleições anteriores. De acordo com a série histórica da ANTRA, foram sete candidaturas em 2014, 54 em 2018, 79 em 2022 e 116 em 2026. Em relação à última eleição geral, o crescimento foi de 45,6%.

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PESQUISA VERITÁ: Lula fica à frente apenas no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro lidera nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul

A pesquisa do Instituto Veritá divulgada neste domingo (20) mostra que Lula (PT) aparece à frente apenas na região Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) lidera numericamente nas outras quatro regiões do país. O levantamento ouviu 40,5 mil eleitores nos 26 estados e no DF.

No Nordeste, Lula registra 53,3% dos votos válidos, contra 35,2% de Flávio Bolsonaro. Os demais candidatos somam 11,6%.

No Norte, Flávio aparece com 49,7%, ante 37,3% de Lula e 13% dos demais candidatos.

No Centro-Oeste, o candidato do PL tem 47,6%, enquanto Lula registra 34,8% e os demais, 17,6%.

No Sudeste, Flávio soma 48%, contra 39,6% de Lula e 12,4% dos demais.

Já no Sul está a maior vantagem regional do candidato do PL com 54,6%, contra 32,3% do petista, e 13,1% dos outros concorrentes.

As 27 pesquisas foram realizadas por iniciativa própria do Instituto Veritá, entre 10 e 19 de setembro de 2026, com 40.500 entrevistas, 95% de confiança e margens de erro de 2,0 a 3,5 pontos percentuais. Os resultados nacionais foram obtidos pela ponderação dos percentuais de cada Unidade Federativa pelo respectivo eleitorado, conforme registro no TSE.

Registros TSE: AC BR-02386/2026; AL BR-04383/2026; AP BR-07861/2026; AM BR-07214/2026; BA BR-07197/2026; CE BR-07551/2026; DF BR-01988/2026; ES BR-00729/2026; GO BR-06701/2026; MA BR-07504/2026; MT BR-02939/2026; MS BR-07855/2026; MG BR-03240/2026; PB BR-08734/2026; PR BR-01839/2026; PA BR-01223/2026; PE BR-07802/2026; PI BR-07059/2026; RO BR-07923/2026; RN BR-02399/2026; RS BR-06983/2026; RJ BR-02698/2026; RR BR-07242/2026; SC BR-09322/2026; SP BR-04470/2026; SE BR-01212/2026; TO BR-09946/2026.

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PESQUISA VERITÁ/VOTOS VÁLIDOS: Flávio lidera no 1º turno com 45,53%, seguido por Lula com 41,76%, em levantamento com 40,5 mil entrevistados nos 26 estados e no DF

Pesquisa do Instituto Veritá divulgada neste domingo (20) mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) liderando o 1º turno da disputa presidencial com 45,53% das intenções de voto, seguido por Lula (PT) com 41,76%.

Augusto Cury (Avante) aparece com 5,68%, Renan Santos (Missão) tem 3,03%, Ronaldo Caiado (PSD), 1,84%, e Zema (Novo), 0,59%. Na sequência, Clariana Barão (DC) registra 0,33%, Samara (UP), 0,20%, Hertz Dias (PSTU), 0,15%, Edmilson Costa (PCB), 0,15%, Rui Costa Pimenta (PCO), 0,10%, e Wilson Grassi (Democrata), 0,04%.

As 27 pesquisas foram realizadas por iniciativa própria do Instituto Veritá, entre 10 e 19 de setembro de 2026, com 40.500 entrevistas, 95% de confiança e margens de erro de 2,0 a 3,5 pontos percentuais. Os resultados nacionais foram obtidos pela ponderação dos percentuais de cada Unidade Federativa pelo respectivo eleitorado, conforme registro no TSE.

Registros TSE: AC BR-02386/2026; AL BR-04383/2026; AP BR-07861/2026; AM BR-07214/2026; BA BR-07197/2026; CE BR-07551/2026; DF BR-01988/2026; ES BR-00729/2026; GO BR-06701/2026; MA BR-07504/2026; MT BR-02939/2026; MS BR-07855/2026; MG BR-03240/2026; PB BR-08734/2026; PR BR-01839/2026; PA BR-01223/2026; PE BR-07802/2026; PI BR-07059/2026; RO BR-07923/2026; RN BR-02399/2026; RS BR-06983/2026; RJ BR-02698/2026; RR BR-07242/2026; SC BR-09322/2026; SP BR-04470/2026; SE BR-01212/2026; TO BR-09946/2026.

Opinião dos leitores

  1. A PeTralhada vão dizer que é golpe, vão convocar o conselho da República e decretar GLO suspendendo as eleições, aguardem…

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Geral

Santana do Seridó, Caicó, Japi e Passa e Fica recebem agenda de Cristiane Dantas neste sábado

A deputada estadual e candidata à reeleição Cristiane Dantas cumpriu uma sequência de agendas pelo interior do Rio Grande do Norte neste sábado (19). O roteiro começou pelo Seridó, com passagens por Santana do Seridó e Caicó, e seguiu por Japi e Passa e Fica, reunindo apoiadores e lideranças locais.

Em Santana do Seridó, Cristiane participou de carreata e comício ao lado da prefeita Tatiana Fátima, do vice-prefeito Caio Cabral, do ex-prefeito Hudson, vereadores e demais lideranças do município. Ao registrar a passagem pela cidade, a deputada lembrou a atuação que mantém no município e destacou a relação construída com a população ao longo dos últimos anos.

Em Caicó, Cristiane participou de uma agenda de conversa com apoiadores reunidos pelo ex-vereador Zaqueu Fernandes, ao lado de Juca Bala, Oderlan, Neném, Danilo e Mercinho. Ao comentar a passagem pela cidade, a deputada destacou a ampliação dos apoios e sua ligação com o município. “Campanha boa é assim, agregando cada vez mais amigos que compartilham a mensagem do nosso trabalho e do nosso propósito com o RN. É sempre bom reviver um pouco das minhas raízes e boas memórias que tenho de Caicó”, afirmou.

Depois do Seridó, a agenda seguiu para Japi, onde Cristiane participou de arrastão e comício ao lado da prefeita Simone e do ex-prefeito Tarcísio. “Foi incrível estar novamente ao lado dos amigos que caminham comigo há muitos anos. Amei cada abraço apertado e cada palavra de carinho e incentivo”, registrou a deputada.

Em seguida, Cristiane passou por Passa e Fica, onde participou de comício do candidato ao Governo Álvaro Dias com o prefeito Flaviano Lisboa e também ao lado do vereador Wilson Dachina, encerrando mais uma sequência de compromissos de campanha pelo interior do estado.

“Estamos chegando à reta final e é hora de estar ainda mais perto das pessoas. Cada cidade tem uma história, amigos e um trabalho construído ao longo dos anos. Do Seridó a Japi e Passa e Fica, esse contato direto nos permite ouvir a população e prestar contas da nossa atuação”, afirmou Cristiane.

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Geral

Na reta final do 1º turno, Flávio busca atrair votos de outros candidatos da direita e aposta em voto útil contra Lula

Flávio Bolsonaro em evento em Belém, no Pará — Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

A duas semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) passou a concentrar o discurso na economia e no custo de vida, enquanto busca atrair eleitores de outros candidatos de direita para uma estratégia de “voto útil”. A campanha pretende evitar ataques diretos a Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema.

“Vocês que estão pensando em votar em outros candidatos, que são meus concorrentes, pensem na possibilidade de votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, para a gente resolver logo”, disse o candidato durante um ato na Bahia.

Entre as propostas apresentadas estão a redução de impostos sobre energia e combustíveis, mudanças na reforma tributária para diminuir a alíquota do IVA e medidas para reduzir o preço dos alimentos. A campanha também prepara um programa de renegociação de dívidas que, segundo a coordenadora econômica Daniella Marques, poderá alcançar mais de 100 milhões de brasileiros.

A equipe econômica de Flávio defende ainda um ajuste das contas públicas e cita como meta uma redução de despesas equivalente a 1,5% do PIB. Os detalhes sobre quais gastos seriam cortados, porém, ainda não foram apresentados.

Na reta final, a campanha também pretende concentrar as agendas no Sudeste, principalmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos concentram cerca de 40% do eleitorado brasileiro.

O discurso econômico dividirá espaço com as críticas ao STF e ao governo Lula. A estratégia é tentar ampliar o apoio entre eleitores de direita sem romper pontes com os candidatos cujos votos a campanha pretende atrair em um eventual segundo turno.

Opinião dos leitores

  1. Quer dizer que mesmo um candidato tão bandido quanto o oponente,o meu voto será útil para eleger um malfeitor,então não!🇧🇷🤠💄

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Caravana 22: Álvaro Dias arrasta multidão pelas ruas da Zona Oeste de Natal em grande mobilização

Uma multidão tomou as ruas da Zona Oeste de Natal na manhã deste domingo (20) durante a passagem da Caravana 22. Em uma das maiores mobilizações da campanha na capital, uma extensa carreata acompanhou Álvaro Dias por diferentes bairros da região, com moradores nas calçadas, portas de casa e ao longo do percurso acompanhando a passagem do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte.

Ao lado de Álvaro, participaram da carreata o prefeito de Natal, Paulinho Freire; a vice-prefeita Joanna Guerra; o senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim; o candidato ao Senado Coronel Hélio; e a candidata a deputada federal Nina Souza. Também acompanharam a mobilização os vereadores Preto Aquino, Irapuã Nóbrega, Aldo Clemente, Herberth Sena, Kleber Fernandes e Luciano Nascimento.

A Caravana 22 percorreu os bairros Bom Pastor, Cidade da Esperança, Nazaré, Cidade Nova, Felipe Camarão, Planalto e Pitimbu, passando pelo Conjunto Cidade Satélite. Ao longo do trajeto, moradores acompanharam a passagem da comitiva e, em diferentes pontos, se integraram à mobilização, ampliando a carreata pelas ruas da Zona Oeste.

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