Polícia

Especialistas: prisão de senador é positiva para democracia

Por Terra

A recente prisão de Delcídio do Amaral (PT) é acontecimento histórico. Pela primeira vez desde a redemocratização, em 1985, um senador em exercício é preso no país. Para especialistas ouvidos pela DW Brasil, o caso que contou com o apoio do plenário do Senado é um sinal positivo e fortalecedor para a democracia brasileira.

“A prisão mostra que o Estado de Direito vale para todos. E há um sinal positivo também do Senado ao manter a decisão. Diferentemente do que se via, a Casa não agiu de forma corporativa e seguiu a lógica da lei, mesmo que seja contra um colega”, disse o cientista político Cláudio Couto, da FGV.

Segundo o professor de ciência política da Unicamp Valeriano Costa, o caso “rompeu uma barreira” e serviu para diminuir a sensação de impunidade. “A população começa a restaurar certo sentido de dignidade”, afirmou.

Para Rubens Glezer, advogado e coordenador do projeto Supremo em Pauta, da FGV, a prisão mostra uma mudança de paradigma. “Nós ainda vivemos em uma sociedade com pessoas acima da lei e outras sem as mínimas garantias. É preciso concretizar os valores democráticos”, apontou.

Na última quarta-feira (25/11), além do senador, o dono do banco BTG e um dos homens mais ricos do país, André Esteves, foi preso. Ambos são acusados de obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

O senador foi gravado prometendo uma mesada de 50 mil reais para que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fechasse acordo de delação premiada na investigação da Lava Jato. O dinheiro da mesada seria fornecido por Esteves.

Na conversa, com o filho de Cerveró, o senador se compromete a influenciar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que beneficiariam o ex-diretor com um habeas corpus. Em liberdade, orienta o senador durante a conversa, Cerveró poderia fugir do país. A prisão de Delcídio, autorizada pelo STF, foi mantida pelo Senado por ampla maioria, em uma decisão inédita.

Constituição
Mas nem todos concordam com os efeitos benéficos da prisão. O cientista político Pedro Fassoni, da PUC-SP, acredita que a medida pode ter sido inconstitucional. “O STF abriu um precedente, e não há um consenso entre os juristas sobre o tema. Foi uma questão muito delicada”, afirmou.

A constituição estabelece que um parlamentar só pode ser preso em caso de flagrante de crime inafiançável. O Supremo argumenta que a ação do senador de atrapalhar as investigações era continuada e, por isso, configuraria um flagrante.

Além disso, o tribunal se apoiou na lei sobre organizações criminosas, de 2013, que permite que as autoridades esperem para realizar o flagrante no momento mais oportuno para obtenção de provas, o que é chamado de ação controlada.

Por fim, o STF considerou a ofensa de Delcídio inafiançável. A Constituição determina como inafiançáveis a tortura, tráfico de drogas, terrorismo, crimes hediondos e a ação de grupos armados, civis ou militares contra o Estado democrático e a ordem constitucional.

Entretanto, o Supremo defendeu que, no Código Penal, obstruir as investigações é uma das condições para prisão preventiva, para a qual não cabe fiança. Do ponto de vista de Glezer, essa interpretação do STF foi legítima e não houve excessos. “Essas controvérsias jurídicas são muito comuns”, pontuou.

Apesar da posição contrária à prisão, Fassoni acredita que a medida não foi prejudicial à democracia e ao equilíbrio entre os poderes, já que a decisão do STF foi respaldada pelo Senado.

Para Costa, houve uma extensão da atuação do Supremo, mas dentro dos limites da sua atribuição constitucional. “Tanto que não houve uma indignação generalizada. Até mesmo o principal incomodado, que seria o Senado, concordou”, disse.

Protagonismo do Supremo
Segundo os especialistas, a prisão mostrou um maior protagonismo do Supremo. A decisão é considerada um marco, mas não necessariamente uma mudança de comportamento.

“Houve, nos últimos vinte anos, um aprendizado institucional gradual e lento que culminou nessa possibilidade. Não foi uma surpresa, temos visto ações semelhantes do STF”, afirmou Glezer.

Ele menciona o julgamento do mensalão e, em outubro, a decisão do STF de suspender o trâmite definido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), para um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa.

Os especialistas também entendem que certa “judicialização da política” é comum em democracias contemporâneas. “O STF já tem tido um papel importante há bastante tempo, com decisões sobre temas controversos, como união civil, fidelidade partidária, feto anencéfalo, entre outros”, disse Couto.

Costa apontou que a operação Lava Jato e o Supremo são atualmente um pólo de poder. “Eles introduzem mudanças e tomam decisões repentinas, que alteram o balanço de forças. E o sistema político está completamente desmoralizado”, disse o cientista político.

Ele ressaltou, porém, que essa paralisação do executivo e legislativo é perigosa, pois a democracia se faz no equilíbrio entre os três poderes, em um mecanismo de peso e contrapeso.

“Essa falta de reação pode levar a um grau excepcional de fragilidade e de falta de importância política. É preciso que os dois outros poderes acompanhem esse processo de transformação”, disse.

Opinião dos leitores

  1. Agora tá tudo legal, o tal Júlio César descobriu o Brasil, ele agora afirmando que os outros partidos tem ladrões também, justifica toda lama desses marginais do PT…Agora a coisa vai…Parabéns!

  2. Entretanto, mesmo sabendo que os DEMO/TUCANOS são CORRUPTOS MORs desde tempos imemoriais, se perpetuando nas tetas do erário público com escândalos abafados pela imprensa, guardados em gavetas empeiradas de tribunais viciados e em armários de órgãos cuidadosamente aparelhados, estes continuam com essa TRAGICOMÉDIA pra enganar os trouxas, de que a culpa é do PT, que basta tirar o PT do poder que tudo tá resolvido, que quem inventou e o único que pratica crimes de corrupção é o PT e que eles são a salvação, os imaculados, iluminados, sacrosantos guardiões da moralidade ao lado da REDE GLOBO, DA REVISTA VEJA, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Álvaro Dias, Styvenson Valentim e Coronel Hélio vão encerrar campanha neste sábado (3), em Mossoró, no Alto de São Manoel

Foto: Divulgação

Os candidatos ao governo do RN Álvaro Dias, e ao senado Styvenson Valentim e Coronel Hélio encerrarão a campanha eleitoral neste sábado (3), em Mossoró, com uma mobilização no tradicional bairro Alto de São Manoel.

A movimentação acontecerá na descida do Alto de São Manoel, um dos pontos mais conhecidos da cidade. O ato deve reunir apoiadores dos candidatos na reta final da campanha e marca o último compromisso público dos candidatos antes da votação, marcada para este domingo (4).

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28 PESQUISAS ANALISADAS: Média das pesquisas de setembro aponta reeleição de Zenaide e Styvenson ao Senado neste domingo

Foto: Divulgação

Por Dinarte Assunção -Blog do Dina

Em 26 das 28 pesquisas de setembro que divulgaram resultado para o Senado no Rio Grande do Norte, a senadora Zenaide Maia (PSD) aparece entre os dois primeiros colocados. São levantamentos de 15 institutos, registrados na Justiça Eleitoral, que somam 43.862 entrevistas feitas entre 29 de agosto e 30 de setembro. Em 24 deles ela é a segunda colocada, atrás de Styvenson Valentim (Podemos). Em dois, aparece em primeiro. Styvenson, que lidera 26 dos 28 levantamentos, está entre os dois primeiros em todos.

Na média ponderada pelo tamanho das amostras, Zenaide fecha o mês com 16,8%, numa escala que junta os dois votos do eleitor: a soma do primeiro e do segundo, dividida por dois. Styvenson tem 21,8%. Logo atrás deles estão Samanda de Lula (PT), com 9,9%, e Coronel Hélio (PL) e Rafael Motta (PDT), ambos com 8,4%. A senadora fica 6,9 pontos à frente da terceira colocada e 5,0 pontos atrás do primeiro.

Imagem: Reprodução/Blog do Dina

Em agosto, na mesma régua, o balanço do Blog do Dina apontou Zenaide com 14,4% e uma distância de 6,4 pontos para o terceiro lugar. As duas médias reúnem pesquisas diferentes e não medem o mesmo eleitor duas vezes. Ainda assim, nos dois meses o quadro tem os mesmos dois nomes na frente.

As duas exceções de setembro ficam no fim do mês. Na Ipsensus (23 a 27 de setembro), Zenaide é a terceira, com 31,78% na soma dos dois votos, atrás de Samanda, com 33,48%. Na Affare, contratada pela BG Mídias (26 a 28 de setembro), ela aparece em quarto, com 14,4%, atrás de Samanda (16,5%) e de Coronel Hélio (16,1%). Nas duas, a distância para o segundo lugar é menor que a margem de erro da própria pesquisa.

Quem repetiu a pesquisa

Separadas pela data de campo, as pesquisas dão à senadora 17,4% de média nas dez concluídas até 15 de setembro e 16,4% nas 16 seguintes. Essa conta mistura institutos diferentes em cada metade do mês. A forma mais segura de medir movimento é comparar cada instituto com ele mesmo. Nove institutos têm pesquisa divulgada em agosto e em setembro. Comparando a última rodada localizada de cada mês, Zenaide sobe em oito: Metadata (de 13,6% para 16,23%), Consult/Tribuna do Norte (de 11,38% para 15,41%), Item (de 17,1% para 22,3%), Seta (de 20,0% para 22,4%), Quaest (de 10% para 12%), Media (de 12,15% para 13,75%), Data Capital (de 25,0% para 26,5%) e Perfil/BG (de 13,44% para 14,50%). Cai em uma, a DataVero, de 15,45% para 13,4%.


Em três desses casos, Metadata, Consult e Item, a alta é maior que a margem de erro das pesquisas. Nas outras seis variações, a diferença fica dentro dela. A Exatus, contratada pelo Grupo Agora RN, fez cinco rodadas só em setembro: a senadora foi de 13,57% na primeira para 17,73% na última, e ficou em segundo lugar em todas.

A alta não foi só dela. Styvenson também cresceu em sete desses nove institutos. Na média geral de cada mês, a distância entre os dois primeiros foi de 5,6 pontos em agosto para 5,0 em setembro.

A segunda linha da cédula

Vinte das 28 pesquisas divulgaram em separado o segundo voto dos principais candidatos, a segunda linha da cédula do Senado. Zenaide lidera essa pergunta em 15 delas. Nas outras cinco, o primeiro lugar no segundo voto ficou com Rafael Motta (nas duas da Item), com Coronel Hélio (Quaest e Consult) e com Styvenson (Media de 21 a 25 de setembro). Nenhum outro nome liderou o segundo voto mais de duas vezes no mês.

Onde ela aparece na frente

As duas pesquisas que colocam Zenaide em primeiro usam bases diferentes, e isso precisa ficar claro. Na Data Census, contratada pelo Mega Portal RN (23 a 26 de setembro), ela tem 30,2% contra 29,0% de Styvenson, num cálculo sobre votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos. Na Data Capital, contratada pelo Sistema Potiguar de Notícias (9 a 12 de setembro), o instituto divulgou os dois votos separados. Zenaide tem 26% no primeiro voto e 27% no segundo. Styvenson tem 30% e 16%. Na média dos dois votos, ela fica com 26,5% e ele com 23%.

Como a conta foi feita

Para o Senado, cada eleitor vota duas vezes, e os institutos divulgam o resultado de formas diferentes. Alguns somam as duas escolhas numa base que chega a 200%. Outros dividem essa soma por dois e apresentam o resultado em base 100%. Para pôr todas as pesquisas na mesma régua, os percentuais em base 200% foram divididos por dois. Quando o instituto divulgou só o primeiro e o segundo voto, a média dos dois foi calculada. A ponderação usa o número de entrevistas de cada levantamento. O critério é o mesmo de agosto.

Entraram as pesquisas estaduais com campo encerrado em setembro, registradas no TSE e com resultado de Senado divulgado. O registro do TSE tem 44 pesquisas no RN com esse período. Ficaram de fora seis pesquisas municipais e a da Real Time Big Data (5 a 9 de setembro), cuja divulgação foi suspensa pelo TRE-RN em representação da senadora, decisão confirmada pelo plenário do tribunal em 29 de setembro. Também ficou fora a segunda rodada do Instituto Pitágoras para a Via Certa, cuja divulgação cita um número de registro que não aparece na base do TSE. Em outros oito registros, de Veritá, Data Capital, Affare, AtlasIntel e Qualittá, não localizamos divulgação de números para o Senado.

A média de 16,8% considera as 26 pesquisas que apresentam o resultado sobre o total de entrevistados. Com as duas que usam votos válidos, Data Census e TS2, a média da senadora vai a 17,7%, e a de Styvenson, a 22,7%.

A eleição é neste domingo (4). Cada eleitor vota em dois candidatos ao Senado, e os dois mais votados ficam com as vagas.

Por Dinarte Assunção -Blog do Dina

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Mais três pesquisas colocam Zenaide como reeleita para o Senado

Três pesquisas divulgadas na reta final da campanha colocam Dra. Zenaide entre os dois primeiros colocados na disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado. Ou seja, como reeleita. Os levantamentos da DataCapital, Metadata e Seta apresentam resultados consolidados considerando a soma do primeiro e do segundo voto.

Na DataCapital, considerando a média dos dois votos, Zenaide aparece com 19%, reeleita junto a Styvenson, que registrou 23%. Samanda tem 10,5%, Rafael Motta, 8%, e Coronel Hélio, 7,5%. Na Metadata, Zenaide registra 16,23%, também se reelegendo junto a Styvenson, com 22,06%. Depois, o estudo registra 12,58% de Samanda, 9,45% de Coronel Hélio e 8,80% de Rafael Motta. Já na Seta, Zenaide chega a 22,4% e Styvenson a 25,6%. Fora do grupo de eleitos, aparecem Samanda, com 11,7%, Coronel Hélio, com 10,4%, e Rafael Motta, com 6,5%.

Os três levantamentos foram realizados pela DataCapital, entre 22 e 26 de setembro, com 2.300 entrevistados e registros RN-02599/2026 e BR-06680/2026; pela Metadata, entre 28 e 30 de setembro, com 1.536 entrevistas presenciais em 63 municípios, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob os registros RN-07217/2026 e BR-01974/2026; e pelo Instituto Seta, entre 27 e 30 de setembro, com 1.500 entrevistados, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob os registros RN-03891/2026 e BR-07902/2026.

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Ivanilson encerra campanha com recorde de público nas ruas de Baraúna e mostra força na reta final

Candidato à reeleição para deputado estadual, Ivanilson Oliveira encerrou sua agenda de campanha em Baraúna, município onde construiu uma das principais bases eleitorais de sua trajetória política.

Baraúna foi palco, nesta sexta-feira (2), do encerramento da campanha de Ivanilson Oliveira para deputado estadual. O evento reuniu apoiadores, lideranças políticas e moradores em uma grande mobilização pelas ruas do município, marcando o último ato público do candidato antes das eleições deste domingo (4).

Para este ano, a campanha trabalha com a expectativa de ampliar esse resultado e superar a marca de 10 mil votos em Baraúna, diante da mobilização registrada ao longo das últimas semanas e do apoio declarado por diferentes lideranças ao projeto de reeleição.

Ao longo da campanha, Ivanilson também ampliou sua presença em diferentes municípios do Rio Grande do Norte, reunindo apoios políticos e participando de atos e mobilizações em diversas regiões do Estado.

O encerramento em Baraúna simbolizou, assim, o fim de uma campanha marcada pela presença do candidato em suas bases e pelo contato direto com eleitores e lideranças. Agora, a definição do resultado ficará para as urnas, neste domingo.

Ivanilson Oliveira disputa a reeleição para deputado estadual pelo PV, com o número 43333. Sua candidatura está registrada e deferida pela Justiça Eleitoral.

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[VÍDEO] Ciro Gomes critica tempo extra de TV para Elmano (PT) mesmo após fim do horário eleitoral gratuito e diz que decisão de Toffoli é “sem pé nem cabeça”

O candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), criticou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou tempo extra de propaganda para o candidato à reeleição Elmano de Freitas (PT), mesmo após o fim do período do horário eleitoral gratuito.

O candidato do PSDB chamou a decisão de “sem pé nem cabeça” e concluiu com uma crítica ao STF: “Se depender desse tipo de gente que o PT botou no Supremo Tribunal Federal, o Brasil não é mais uma democracia”.

Ciro classificou a medida como “absolutamente inacreditável” e afirmou nunca ter visto algo semelhante em seus 40 anos de vida pública.

“A lei brasileira é muito clara, ela diz que a campanha acaba na antevéspera e dá ao eleitor 48 horas de silêncio”, afirmou.

Segundo Ciro, Toffoli teria concedido a Elmano o direito de fazer “uma massa violenta de propaganda”, além de “quebrar a grade das televisões” e impor multas às emissoras.

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[VÍDEO] DESESPERO BATEU NA ESQUERDA: Guga Noblat revela preocupação nos bastidores da campanha de Lula com avanço de Flávio

O jornalista Guga Noblat afirmou, durante participação no canal ICL Notícias, que o clima nos bastidores da campanha presidencial estaria mais otimista entre parlamentares do PL e mais preocupante entre integrantes do PT e de partidos de esquerda.

Noblat relatou conversas que teve com parlamentares, pessoas ligadas às campanhas e integrantes dos bastidores que apontaram uma mudança no cenário eleitoral. Ele afirmou ter tido contato com informações de dois institutos contratados pelo PT para realizar pesquisas de tracking diárias.

Também mencionou que o deputado Chico Alencar (PSOL) já admite nos bastidores um cenário extremo em que Flávio Bolsonaro poderia vencer a eleição presidencial ainda no primeiro turno.

De acordo com o jornalista, a situação seria especialmente preocupante em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, ele relatou que integrantes da esquerda já trabalham com a possibilidade de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno com vantagem de oito a nove pontos à frente do petista.

Noblat também afirmou que, na avaliação que teria ouvido nos bastidores, o PT corre risco de perder as duas cadeiras em disputa para o Senado em São Paulo, citando Marina Silva e Simone Tebet como nomes ameaçados.

No Rio de Janeiro, segundo o jornalista, o cenário também teria se deteriorado para a esquerda. Ele afirmou que há uma avaliação de que a direita pode conquistar as duas vagas ao Senado e que até uma vitória de Douglas Ruas, que seria considerada improvável um mês atrás, passou a ser tratada como possibilidade.

 

Opinião dos leitores

  1. O resultado será Flávio 56% e a esquerda 40% ou menos para aqueles que apoiam a corrupção e vão ao mundo dizer que o PCC e o CV não são terroristas.

  2. Dito isso tenho mais certeza. Presidente Flávio 22, Governador Álvaro 22, Senadores Styvenson 200 e Coronel Hélio 222. Vamos a vitória!

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MEDIA/OPOTENGI: Pesquisa mostra 2° turno entre Allyson, que tem 40,7% e Álvaro com 32,6%

Fotos: Reprodução/Instagram

A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte apresenta Allyson (União Brasil) na liderança das intenções de voto, registrando 40,7% da preferência do eleitorado na pesquisa estimulada do Instituto Media. Álvaro Dias (PL) aparece logo atrás, com 32,6 % e deve ir ao segundo turno com o ex-prefeito de Mossoró.

Na sequência aparece Cadu de Lula, com 26%. A pesquisa ainda conta com os nomes de Professor Robério Paulino (Psol), que pontua com 0,6%, e Rodrigo Bolsonaro (Agir), com 0,4%. Os dois, no entanto, já desistiram de suas candidaturas. Os números de todos os candidatos representam os votos válidos.

O levantamento revela também um percentual expressivo de eleitores indecisos ou que optaram pelo silêncio: os que não sabem ou não responderam somam 13,0%, enquanto os votos em branco ou nulo representam 6,0%.

Foram realizadas 2.000 entrevistas entre 27 de setembro e 1º de outubro. Margem de erro total: ±2,2 pontos percentuais, com 95% de confiança. Registro: RN-01543/2026.

Com informações de O Potengi

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Ministra do TSE que interferiu em debate da Globo foi assessora no governo Lula, atuou no PL das Fake News e defendeu regulação das redes sociais

Foto: Luiz Roberto/TSE

Antes de integrar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Estela Aranha ocupou funções no governo Luiz Inácio Lula da Silva relacionadas à regulação do ambiente digital. Durante a gestão de Flávio Dino no Ministério da Justiça, atuou como secretária de Direitos Digitais e participou das discussões sobre o chamado PL das Fake News, proposta que previa regras para plataformas e redes sociais.

Aranha esteve entre os integrantes do governo que defenderam uma regulamentação mais rígida das plataformas. A posição gerou críticas de setores da oposição, que passaram a associar sua atuação ao chamado “PL da Censura”. O governo, por sua vez, afirmava que a proposta buscava aumentar a segurança no ambiente digital e responsabilizar plataformas pela circulação de conteúdos violentos.

Ela também participou da interlocução do governo com empresas de tecnologia sobre políticas de moderação de conteúdo e medidas relacionadas à violência nas redes.

Em 2025, Lula nomeou Aranha para uma das vagas destinadas a juristas no TSE, após escolha a partir de lista tríplice encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela tomou posse como ministra efetiva em 1º de agosto daquele ano, para um mandato de dois anos.

Nas eleições de 2026, Aranha foi designada pelo TSE para atuar como juíza auxiliar em reclamações e representações relacionadas à legislação eleitoral, especialmente em questões envolvendo a disputa presidencial.

A ministra também já havia trabalhado como assessora especial da Presidência da República e como assessora no gabinete da Presidência do próprio TSE. Sua trajetória inclui ainda participação em debates sobre inteligência artificial e proteção de dados.

Opinião dos leitores

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PODERDATA/AYA: Na véspera da eleição, Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 43% dos votos válidos


Fotos: Ricardo Stuckert/Reprodução Redes Sociais

A mais recente pesquisa do instituto PoderData/Aya, realizada entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, aponta um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo primeiro turno da eleição presidencial de outubro.

No recorte de votos válidos, que exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, o petista aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o senador do PL registra 43%. A diferença entre os dois principais concorrentes apresentou um acréscimo de 1 ponto percentual em comparação com a rodada anterior do levantamento.

Atrás da dupla líder, o segundo pelotão é encabeçado por Augusto Cury (Avante), com 4%, seguido por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), que somam 3% cada. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) pontuaram com 1% cada. Os candidatos Clariana Barão (Democracia Cristã), Edmilson Costa (PCB), Wilson Grassi (Democrata), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. No total, os nomes deste grupo acumulam 13% dos votos válidos.

Cenário de votos totais

Considerando a base de votos totais, que engloba também os eleitores indecisos e aqueles que pretendem votar em branco ou anular, a disputa permanece estreita: Lula registra 42% das intenções de voto, ao passo que Flávio Bolsonaro marca 41%.

Ambos os candidatos apresentaram oscilação positiva em relação à pesquisa anterior, realizada entre 20 e 23 de setembro, quando o atual presidente pontuava com 41% e o senador com 39%.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah, a maior e mais completa banca digital do Brasil.

Os dados foram coletados de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 4.000 entrevistas em 786 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no TSE sob o nº BR-03519/2026.

Para chegar a 4.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData/Aya faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Com informações do Poder360

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PF aponta que R$ 400 mil apreendidos em Mossoró pertenciam a Jorge do Rosário


Foto: Reprodução/Blog do Barreto

Os R$ 400 mil em dinheiro vivo que a Polícia Federal apreendeu na última quinta-feira (1), em Mossoró, pertence ao empresário e candidato a Deputado Estadual (PL), Jorge do Rosário, é o que aponta a investigação. A PF descobriu também que o montante foi sacado pelo irmão dele, identificado como José Ferreira do Rosário Neto.

De acordo com o inquérito, a apuração foi instaurada para investigar suspeitas de corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro. O caso teve origem em uma comunicação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre uma movimentação atípica, que apontou o provisionamento de um saque em espécie de R$ 400 mil na conta da empresa Repav Rosário Edificações e Pavimentação Ltda, da qual Jorge do Rosário é sócio majoritário e administrador. O irmão, José Ferreira também tem participação na empresa, mas como sócio minoritário. 

A retirada foi executada por José Ferreira, mas ainda não há informações se a quantia apreendida pela PF corresponde integralmente ao valor provisionado. A investigação busca esclarecer a fundo essa movimentação financeira e sua eventual relação com crimes eleitorais.

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