
Em situação de caos financeiro, herdado da gestão anterior, o Governo do Estado trabalha para evitar a adoção de “medidas impopulares”. Esse pode ser o resumo, curto e grosso, das declarações feitas pelo secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira, ao Novo Jornal. O Estado compromete, atualmente, 53,41 por cento de seu orçamento com o pagamento de pessoal. Se não conseguir reduzir, vai ter que dar início, nos próximos quadrimestres, aos cortes previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.
A situação do Estado é amenizada por algo que não é positivo: o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País em menos de 1 por cento permite que que os ajustes sejam feitos nos próximos quatro quadrimestres e não no seguinte. O Estado ganha, assim, mais tempo, para fazer os ajustes e cortes, senão terá que adotar as chamadas medidas impopulares.
A Instrução Normativa Interaadministrativa nº 02, assinada pelo secretário de Planejamento, pelo controlador-geral e pelo procurador-geral do Estado, prevê a possibilidade de redução em pelo menos 20 por cento das despesas com cargos comissionados e funções de confiança e exoneração de servidores não estáveis. Por servidores não estáveis, entenda-se servidores que ainda não tem três anos de efetivo exercício em cargo de provimento efetivo, conforme a Constituição Federal.
O secretário Gustavo Nogueira diz que o valor gasto com os ocupantes de cargos comissionados (2,7 milhões de reais por mês) representa menos de 1 por cento da folha total de pagamentos de pessoal, com valores superiores a 366 milhões de reais mensais. E ele avisa que se as medidas de redução de gastos, anunciadas pelo governo em sua primeira mensagem anual ao Poder Legislativo, não surtirem o efeito desejado, serão necessários cortes na folha de pessoal.
Ainda segundo o secretário, a operação de crédito junto ao Banco do Brasil, no valor de 850 milhões de reais, não corre risco de ser inviabilizada. Justamente por conta da flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal quando o crescimento do País é inferior a 1 por cento.
Trocando em miúdos: o baixíssimo desempenho da economia do País pode ajudar o Estado a evitar cortes drásticos na folha de pessoal. Pelo menos nos próximos 12 meses.
Quando Robinson Faria era candidato disse em relação ao governo de Rosalba quando Rosalba dizia que não tinha dinheiro: "o problema não é dinheiro é falta de gestão". Agora que tá no poder ta faltando dinheiro. E aí cade a gestão?
Não consigo entender o sorriso do secretário se o governo está na situação que está, como falam. Não creio também que o atual governador, em quem esperava uma postura diferente das oligarquias, não sabia da situação do estado, visto que Presidente da Assembleia durante diversos anos, e era Vice Governador, mesmo rompido com a Governadora. Agora vai começar as artimanhas para colocar toda a culpa no governo anterior. O nosso problema é crônico, somos analfabetos políticos
Em uma mesa de bar, onde estava presente um Juiz, critiquei o vergonhoso auxilio-moradia diante das dificuldades gerais, onde so se fala em reduzir gastos com a folha de pessoal, e o nobre juiz retrucou: "o auxilio-moradia nao entra nos gastos pessoais, pois trata-se de verba indenizatória".
Acho que era melhor ter ficado calado, pois independente de como seja tratada, para mim é o dinheiro público gasto da pior forma, trata-se de regalia IMORAL e DESONROSA, que contamina a imagem da Justiça, que talvez nem esteja preocupada com isso .
Os Procuradores do Estado já estavam pedindo aumento essa semana e os Defensores vivem na Assembleia bajulando os Deputadores por aumento e auxílio-moradia. São uns sanguessugas! Só querem mamar.
O Estado compromete, atualmente, 53,41 por cento de seu orçamento com o pagamento de pessoal.
Trocando em miúdos: OS SUPER SALÁRIOS comprometem 93% do Orçamento.
Enfrentar os privilégios concedidos por meio de gratificações e incorporações IMORAIS é o que se impõe a um líder de verdade que coloca o interesse Público (coletivo da maioria) em foco e tem como prioridade a IGUALDADE DE OPORTUNIDADES E TRATAMENTO. Caso contrário, começa o discurso semelhante a todos os governantes em início de governo até se tornar mais um na multidão de chefes de governo que se alimentam de promessas e mentiras apenas para ganhas as eleições. Pois a situação do Estado já era conhecida por todos que escolheram quem achavam melhor para justamente enfrentá-las com criatividade, imaginação, ousadia e coragem.
O pau vai quebrar,como sempre,no lombo dos pequenos.A nobreza(políticos,juízes,procuradores com suas respectivas famílias no exitoso nepotismo entre os "poderes")abocanham muito mais da metade da folha de pessoal e a culpa é sempre da rale que ganha merrecas.