A adoção de políticas de confinamento em larga escala, bem como “outras medidas não-farmacêuticas”, contribuíram para reduzir com êxito a transmissão do novo coronavírus e controlar a propagação da pandemia na Europa, evitando cerca de 3,1 milhões de mortes, de acordo com 1 estudo publicado nesta 2ª feira (8.jun.2020) pela revista Nature.
A pesquisa, realizada pelo Imperial College de Londres, no Reino Unido, faz estimativas sobre a redução da transmissão do vírus a partir de uma comparação de dados de 11 países europeus, realizada até o início do mês passado.
Até 4 de maio, os pesquisadores calculam que essas medidas podem ter evitado 3,1 milhões de mortes nesses países.
Dos dias 2 a 29 de março, segundo os especialistas, os países europeus começaram a adotar as intervenções não-farmacêuticas, como o fechamento de escolas e imposição de políticas confinamento, para retardar a disseminação da covid-19.
Essas medidas, eles argumentam, têm impacto social e econômico e, consequentemente, será importante avaliar sua eficácia para determinar quais medidas de ação devem ser tomadas no futuro para manter o controle da pandemia.
Nesse sentido, uma estimativa do número de reprodução (R) – a média de casos secundários que cada pessoa infectada pode transmitir – é uma medida útil, mas seu cálculo pode ser complicado se os dados do caso forem utilizados, pois é provável que uma proporção maior de infecções não será relatada.
Como alternativa, os pesquisadores propõem que os níveis de infecção sejam calculados retrospectivamente a partir da análise das mortes notificadas.
Embora reconheçam que os números de óbitos também podem vir de relatos incorretos, eles consideram que são mais confiáveis do que as quantidades de casos e podem ser mais úteis na estimativa da proporção dos que não foram relatados.
Por esse motivo, a equipe do Imperial College usou os dados de óbito para detectar até 4 de maio as alterações na evolução da pandemia como resultado da aplicação do “NPI”.
Eles estimaram que, até essa data, entre 12 e 15 milhões de pessoas nos 11 países analisados estavam infectados com a Covid-19, entre 3,2% e 4% da população, embora tenham detectado oscilações significativas entre diferentes países.
A taxa mais alta foi registrada na Bélgica, onde estimam que 8% de sua população foi infectada, seguida pela Espanha com 5,5%, que são cerca de 2,3 milhões afetados, enquanto a menor foi detectada em Alemanha, com 0,85% ou 710 mil pacientes.
Ao comparar o número de vítimas registradas com as previstas pelo seu modelo matemático, na ausência de medidas de contenção, eles descobriram que os NPIs impediram aproximadamente 3,1 milhões de mortes.
Da mesma forma, eles calcularam que o R estava abaixo de 1, graças a essas medidas, com uma queda média de 82%, embora esses valores, alertam, também variem de país para país.
A taxa de transmissão, continua, “caiu em todos os países analisados” de “níveis altos” para “níveis sob controle”.
“A nossa análise também sugere que houve muito mais infecções do que as anteriormente estimadas. Agora, deve-se considerar cuidadosamente a manutenção das medidas necessárias para manter sob controle a transmissão da Covid-19“.
PODER 360

Por que não te calas Imperial College??? Impressionante como ainda dão ouvidos ao ICL, e Neil Ferguson, que desde 2002 só tem errado escandalosamente! Ninguém erra do jeito que eles erram sem algo por trás! Incrível isso!
Eu creio que só Não Caiu aqui no Brasil, pois algumas autoridades NAO tem o Menor Interesse em Fazerem a Fiscalização para Cumprimento das Proibições contidas nos decretos de Isolamento e Distanciamento Social. Vemos os casos de Natal e Parnamirim, onde Tudo é aberto e funcionando, Agora que o governo endureceu estamos vemos alguns serviços Não Essenciais Fechados. Mas tem muita mentira e Faz de Conta por parte dos governos municipais. Então FECHA TUDO GOVERNADORA QUE NÃO FOR ESSENCIAL, NAO se preocupe com os projetos pessoais e politicos dos prefeitos Não. SALVE VIDAS e evite mais contaminados e mortos.