Economia

Europa aperta o cerco contra produtos brasileiros

Diante de medidas recentes do governo do presidente Jair Bolsonaro, organizações não governamentais e redes varejistas europeias vêm endurecendo o discurso a favor do boicote a produtos agroalimentares brasileiros. De 1 mês para cá, movimentos do tipo têm ocorrido na Alemanha e no Reino Unido. No ano passado, houve boicote também na Suécia. Fora da Europa, uma organização nos Estados Unidos pede medidas semelhantes.

Na 6ª feira (19.jun.2020), a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, quer uma estratégia mais incisiva para evitar que produtos oriundos de áreas de desmatamento na Amazônia cheguem a prateleiras dos supermercados de países do bloco.

A situação preocupa o governo brasileiro. Em junho de 2019, no contexto da comoção internacional decorrente das queimadas na Amazônia, o Itamaraty enviou circular às embaixadas solicitando informações a respeito de eventuais boicotes sendo observados em outros países.

Pouco antes, em 27 de maio de 2019, a Embaixada do Brasil em Estocolmo, na Suécia, havia reportado ao governo Bolsonaro que a rede de supermercados Paradiset tinha decidido retirar os produtos de origem brasileira de suas prateleiras em decorrência da aprovação, nos 5 primeiros meses da gestão Jair Bolsonaro, de 169 novos pesticidas pelo Ministério da Agricultura –recorde desde 2005.

Neste ano, de 20 a 25 de maio, o tema voltou à tona nos telegramas de embaixadas brasileiras. Mensagens emitidas pelos postos de Roma, na Itália, e Londres, na Inglaterra, observaram o surgimento de novos movimentos de boicote a produtos nacionais. Uma dessas cartas afirmava que o veto a produtos brasileiros por redes britânicas de supermercados –e filiais de empresas alemãs no Reino Unido– estava condicionado à aprovação do Projeto de Lei 2.633 (antiga Medida Provisória 910), o chamado “PL da grilagem”, que prevê regularização fundiária de terras ocupadas da União.

Outro telegrama citava 1 estudo realizado pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que prevê que a medida, se aprovada, aceleraria o desmatamento de 11.000 a 16.000 km² da Floresta Amazônica. A mesma carta informava que as redes inglesas de supermercados podem se sentir compelidas a aderir a 1 boicote, se o Brasil aprovar uma legislação que propicie o aumento do desmatamento.

Os documentos enviados ao Itamaraty citavam uma carta, publicada em 19 de maio e assinada por 47 empresas, grupos e associações empresariais com operações do Reino Unido –entre os signatários, companhias como Burger King e Tesco. Direcionada aos deputados e senadores brasileiros, o texto citava os incêndios florestais recordes de 2019 e informava estarem os empresários “profundamente preocupados” com o “PL da grilagem”.

A carta encerrava com uma ameaça velada de boicote. “Queremos continuar a buscar e investir no Brasil. […] Instamos o governo brasileiro a reconsiderar sua posição e esperamos continuar trabalhando com parceiros no Brasil para demonstrar que o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental podem caminhar juntos.” Conforme telegrama enviado ao Itamaraty, os signatários da carta representam 96,8% dos varejistas britânicos.

Em 9 de junho, o cenário ganhou novo episódio. A ONG alemã Campact lançou uma petição on-line pedindo que redes de supermercados boicotem produtos brasileiros se o “PL da grilagem” for aprovado. Conforme afirmou à DW Brasil a ativista Svenja Koch, da organização, até a manhã de 6ª feira (19.jun), 360 mil assinaturas foram coletadas para a petição.

“Duas redes de supermercados alemãs já assinaram: Aldi Süd e Rewe”, relata. “Pedimos que as diretorias das grandes redes de supermercados alemãs sigam o exemplo de muitos varejistas do Reino Unido e assinem uma carta aberta ameaçando boicotar produtos do Brasil se o PL for em frente.”

Ela vislumbra que as 5 grandes redes de supermercados da Alemanha participem, o que significaria 70% do mercado. “Eles são poderosos, e a decisão deles influencia o comércio internacional”, comenta.

REJEIÇÃO POR PARTE DE CONSUMIDORES

Mikael Linder, especialista em marketing agroalimentar e desenvolvimento rural e pesquisador da Universidade Livre de Bolzano, na Itália, afirma que tem se deparado com uma rejeição, tanto entre consumidores italianos como franceses, a produtos de origem brasileira.

“São pessoas que afirmam não desejar comprar, por exemplo, carne bovina brasileira, justificando que com isso estariam fomentando a destruição da Amazônia e outros prejuízos ao meio ambiente”, afirma ele.

Segundo informações obtidas por ele, vários supermercados europeus, atentos a esse fenômeno, estão reduzindo o espaço nas gôndolas para mercadorias brasileiras. “A médio prazo, isso pode afetar muito as vendas. A imagem do produto brasileiro está prejudicada”, diz o pesquisador.

Após questionamento sobre o impacto que tais movimentos podem representar para o comércio agroalimentar brasileiro, João Adrien, assessor para assuntos socioambientais do Ministério da Agricultura, afirmou que boicotes do tipo “somente prejudicam os produtores rurais que produzem com sustentabilidade e acessam o mercado internacional”.

“Afinal de contas, o desmatamento na região ocorre principalmente de atividades ilegais e não pela agricultura brasileira”, afirma, apontando que a deflorestação decorre de “problemas de regularização fundiária e ordenamento territorial”. “Tais embargos somente prejudicam a renda do produtor rural e a capacidade de investir em tecnologias ainda mais sustentáveis”, diz.

Em evento do Ministério ocorrido na 4ª feira (17.jun), Bolsonaro afirmou que, apesar do aumento do desmatamento na Amazônia, o país é 1 sucesso em termos de preservação. “Nós somos 1 exemplo na questão ambiental. Nos criticam lá fora de forma cruel e de forma não verdadeira”, afirmou.

Para o pesquisador Tiago Reis, que estuda ações de combate ao desmatamento e de uso do solo na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, os movimentos contra produtos brasileiros refletem a consciência do consumidor e vêm na esteira de outros ocorridos anteriormente.

“Veja por exemplo os movimentos de boicote a empresas que testavam produtos em animais, os boicotes a marcas famosas de chocolate por estarem ligadas à destruição de habitats de orangotangos para produção de óleo de palma, empresas de café que usavam trabalho escravo, entre outros”, enumera Reis.

No ano passado, o pesquisador foi 1 dos idealizadores de uma carta aberta publicada na revista Science propondo que a importação pela União Europeia de produtos possivelmente ligados a desmatamento no Brasil fosse usada como alavanca para negociar medidas “de proteção aos direitos humanos, participação de povos indígenas nas negociações e a implementação de instrumentos de verificação do desmatamento”.

Em tramitação na Câmara dos Deputados, o “PL da grilagem” é alvo de críticas porque pode permitir a regularização de áreas ocupadas ilegalmente pertencentes à União. No mês passado, a revista Nature Sustainability publicou 1 estudo –1 dos autores é Tiago Reis– demonstrando que a regularização fundiária descolada de medidas e políticas socioambientais pode promover aumento do desmatamento. “Em pequenas e médias invasões, porque permite a integração delas a mercados formais”, explica Reis. “Em grandes invasões, porque oferece 1 incentivo e uma recompensa à grilagem.”

MORATÓRIA DA SOJA

Um exemplo histórico de movimento de boicote que funcionou foi o ocorrido na década de 2000 –e que acabou resultando na criação da chamada moratória da soja, pacto instituído em 2006. Pelo acordo, firmado entre governos, agroindústria e organização de defesa ambiental, ninguém compraria soja produzida em região de desmatamento da Amazônia. Dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente em 2018 mostram que deu resultados: a média anual de desmatamento nos 89 municípios que integram o grupo caiu 85% depois de firmado compromisso.

“A moratória da soja previne que a Floresta Amazônica seja desmatada diretamente para soja. Não resolve todo o problema porque a floresta continua sendo desmatada para outros usos, e também porque nem todas as empresas de soja são signatárias do acordo, portanto, há ainda mercado para soja com desmatamento e formas indiretas de contornar a verificação”, avalia Reis. “Mas com certeza a moratória oferece 1 exemplo e 1 sinal que desestimulou muito o desmatamento para soja.”

Para atrair a pressão popular, o Greenpeace liderou 1 movimento, de 2004 a 2006, para que os consumidores boicotassem a rede de fast food McDonald’s. “Eles diziam, basicamente, que ‘se você come no McDonald’s, você come a Amazônia’”, lembra Reis. “Foi 1 sucesso, e a empresa cobrou ação imediata de seus fornecedores, que responderam.”

Além da Europa, também há movimentos populares nos Estados Unidos. Criado em 2018, o Boycott Brazil afirma que “está focado em todos os produtos brasileiros não certificados como sustentáveis”, principalmente “a carne bovina, pois as pastagens são responsáveis por 2/3 do desmatamento atual”.

Conforme relatou uma das ativistas do movimento à DW Brasil, as críticas são as políticas dos governos de Bolsonaro e de Donald Trump. Presente nas redes sociais, o grupo pretende lançar 1 site até o fim do ano para intensificar suas ações.

“Estamos educando os consumidores sobre quais produtos comprar, em vez de tentar 1 boicote a certos varejistas, o que provavelmente não seria bem-sucedido“, explica ela, que pede para não ser identificada por temer retaliações.

PODER 360

Opinião dos leitores

  1. Criacinhas chavistas: não tem santo em guerras comerciais. Guerras comerciais têm muitos pretextos fofinhos.

  2. É o JB que coloca na midialixo as mentiras sobre o desmatamento e.fogo na Amazônia que aumentou mais de 50% e tal, são uns destruidores da nação e isso ninguém fala,

    1. Se você consultasse os dados do INPE, veria que a extrema esquerda fez fake News.
      Todo ano varia. Aumenta ou dominuiu.
      2018, houve poucos focos porque foi um ano menos secos.
      Incêndios acontecem todos os anos no matagal próximo de Brasília.
      Ano passado tivemos vários incêndios no RN…
      Ano passado houve enormes incêndios na África. Na Austrália.
      Quase todo ano há enormes incêndios na Califórnia, um estado muito preocupado com o meio ambiente.
      Mas a imprensa Madurenha, do Foro de São Paulo, tenta distorcer a imagem do Brasil.
      Sao abutres…
      Isso não é liberdade de imprensa…

  3. Narrativa fake. O desespero tá grande. Estão inventando de tudo. As hienas não deixam de passar ridículo. Chora não BB. Kkkkkk

  4. Aos petistas,Esquerdeopatas ,Globalistas cegos alienados e cagão desse país façam uma vaquinha principalmente com àqueles petistas que assaltaram o povo brasileiro e o país por longos dezesseis anos ajuda aí a Rede Globo Lixo de televisão a pagar suas dívidas com o governo que passa de dois bilhões de reais só assim essa emissora lixo deixa de divulgar fec news mentindo aos quatros cantos para desgastar o governo do presidente da república ninguém mais acredita nesse lixo a não ser ós lulistas e os agitadores inimigos da democracia e a favor da baderna geral

  5. Esses Europeus fdp, devastaram tudo, agora querem botar banquinha, vão cheirar mulambo.
    Querem impedir o progresso do Brasil?
    Pois saibam, que o território brasileiro, exister uma área de preservação imensurável, o pastejo do gado e a agricultura brasileira, não ponhe em risco em absolutamente nada o nosso Brasil.
    Vão replantar o seus territóriosinhos, que é melhor que vcs fazem.
    BG!! Tem países aí, que não da um espogeiro de uma jumenta, se um burro se deitar dentro fica com o rabo de fora.
    Aí querem mandar aqui dentro, vai plantar seus preguiçosos.
    Esqueçam!!!
    O Brasil é outro hoje e amanhã.
    Bolsonaro até 2027.

    1. Esse saiu do Brasil. Nem aprendeu a escrever. Os europeus têm toda razão . É pra boicotar tudo. Quem mandou votar em MALUCO.

    2. Sérgio você sabia que Rondônia e Pára são dois dos maiores criadores de gado do Brasil, na Amazônia, e não foi no governo Bolsonaro?
      Louco é quem vota em candidato comunista.
      Maduro e sua turma.
      Imprensa Madurenha do Foro de São Paulo…
      Não respeitam a democracia.
      Bolsonaro foi eleito.
      A esquerda só sabe atrapalhar…
      Querem tomar o poder a força, com fake news e abuso do poder econômico…

  6. Infelizmente o Brasil caminha pra um desastre na economia e a culpa é do governo mesmo. O Real nunca esteve tão desvalorizado, e, como se não bastasse, o ministro tonto ficou batendo na China, maior parceiro comercial do Brasil e, de quebra, perdeu o posto de maior parceiro comercial da Argentina. Os EUA caminha pra eleger o opositor do Trump. Resultado: ficaremos sozinhos esperando esse governo desastrado acabar. Apertem os cintos.

  7. De exemplo para o mundo e admirados, passamos a ser vergonha.
    Que façam boicotes maciços, pois é a única língua q os maus empresários, madeireiros irresponsáveis, governos fascistas e imbecis têm medo.

    1. "exemplo ? , exemplo de quê? kkkkkkkk, essa foi boa , exemplo de como se faz corrupção só se for , kkkkkkkkkk

  8. É preciso diferenciar na escrita o artigo indefinido "um" e o numeral "1". Muito ruim de ler a matéria!
    Triste tudo que se passa em nosso país, infelizmente é reflexo do nosso povo, estou sem esperanças de melhoria!

  9. O Bozo, jumento! Vai acabar com o comércio internacional brasileiro. Vai ter que recorrer (adular e se submeter) pra china. País que ele tanto critica juntamente com seus ministros . A China vai colocar o pé no pescoço dele pra deixar de ser cagão. Pede pra C… e sai idiota.

  10. Ok, lindo esse boicote e o governo brasileiro tem que se preocupar com isso e tomar providências.
    Mas e o boicote a produtos chineses? Além da questão do Corona vírus, a China é a maior poluidora do mundo. E mais, seus produtos são fabricados com mão de obra escrava. Ou seja, são os maiores poluidores, detratores dos direitos humanos e perseguidores políticos.
    Não mereciam um boicote retumbante por parte de toda comunidade internacional?
    Ocorre que deram poder demais ao dragão e hoje todo mundo tem medo de uma retaliação dos comedores de morcegos.

    1. Não é bem assim não.! Essa dependência da China é culpa, em grande parte, do ocidente. As grandes multinacionais foram p a China em busca de grandes lucros e de mão de obra barata. Não se preocuparam nem um pouco com a situação dos trabalhadores chineses. Aí agora vem com essa conversa de boicote?

  11. Com um presidente desses estamos lascados, reconheço que me enganei muito, mas daqui a dois anos com certeza farei minha parte

  12. O Brasil tem que parar de negociar com os esquerdopatas e globalistas! Vamos fazer negócios com a Bielorrussa. Bulgária, esses sim grandes parceiros comerciais.

  13. Se esses caras da Europa ficarem tirando onda, a turma de Queiroz vai lá resolver o problema.

    1. A imprensa fake news tentando quebrar o Brasil para implantar o comunismo.
      O Para e Rondônia, situados na Amazônia, são dois dos maiores criadores de gado do país.
      E não foi no governo Bolsonaro…
      A esquerda mimimi tentando perseguir governos que não agem conforme sua agenda.
      Anticristianismo, em favor das drogas, em favor da destruição dos valores familiares.
      O Foro de São Paulo ataca, implanta ditaduras e não se vê esses paises boicotarem.
      A imprensa bolivariana brasileira divulgou fake news o ano passado.
      Dizendo que o número de incêndios havia aumentado, quando foi abaixo da média histórica.

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Focos de incêndio no Brasil aumentam 13,2% em outubro, aponta Inpe

Foto: Reprodução/Revista Oeste/X

O número de focos de incêndio no Brasil cresceu 13,2% em outubro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram registrados 32.454 focos, contra 28.678 em outubro de 2025, segundo dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Pará liderou o ranking, com 12.457 registros, o equivalente a 38,4% do total nacional. Em seguida aparecem Maranhão, com 4.225 focos; Bahia, com 3.308; e Amazonas, com 2.271.

São Paulo registrou 26 focos, enquanto o Distrito Federal teve 11 e o Rio de Janeiro, cinco. Todos os biomas brasileiros apresentaram ocorrências, com concentração na Amazônia, que somou 18.907 focos.

Apesar da alta em outubro, o acumulado de janeiro a outubro chegou a 102.804 focos, uma redução de 1,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 104.423.

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“É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre”, diz Rogério Marinho sobre estratégia de voto declarado para eleição no Senado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, pretende defender que parlamentares de direita declarem publicamente seus votos na eleição para a presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A estratégia busca evitar que integrantes do grupo apoiem secretamente a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

“Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?”, afirmou Marinho à Folha de S.Paulo.

Os senadores do PL se reunirão nesta quarta-feira (4) para definir a estratégia e devem lançar Marinho como candidato. Parte da legenda, porém, defende negociar com Alcolumbre para garantir espaço na estrutura do Senado. Outro grupo prefere disputar a presidência, por acreditar que há votos suficientes para vencer.

A direita terá uma bancada ampliada na próxima legislatura. PL e Novo somarão 32 senadores, enquanto Republicanos, PP, Podemos e PSDB terão outros 15 parlamentares, a maioria eleita com apoio do bolsonarismo. São necessários 41 votos para vencer a eleição.

Marinho e Alcolumbre afirmam contar com 48 votos cada, mas as estimativas se sobrepõem. Como a votação é secreta, aliados do senador potiguar defendem que a exposição pública dos votos ajude a evitar deserções.

A resistência a Alcolumbre está relacionada, principalmente, à sua posição contrária à abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e à condução das negociações sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Bolsonaristas também o criticam por pautas apoiadas pelo governo Lula, como a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Governo Lula prevê aumento de 34% nos recursos para gastos livres da EBC em 2027, acima da alta geral do Orçamento

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) poderá receber R$ 207,9 milhões em recursos discricionários em 2027, valor 34% superior aos R$ 155 milhões previstos para 2026. O aumento consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) enviado pelo governo Lula ao Congresso e ainda depende de aprovação.

A verba é destinada a despesas não obrigatórias, como investimentos, contratação de serviços e aquisição de tecnologia, e não inclui gastos com salários. O crescimento previsto é mais de três vezes superior à alta geral de aproximadamente 10% nas despesas do Orçamento da União para 2027, já descontada a inflação.

No orçamento total, que inclui a folha de pagamento, a EBC deverá contar com R$ 1,1 bilhão. O valor representa uma redução nominal de 1,4% em relação a 2026, mas mantém a estatal próxima do maior patamar de recursos de sua série histórica.

A verba discricionária, apesar do aumento previsto, ainda ficará abaixo dos R$ 703 milhões registrados em 2010, em valores corrigidos pela inflação. Naquele ano, esse tipo de despesa representava 65,17% do orçamento total da empresa. Para 2027, a participação deverá cair para 18,12%.

Em resposta ao Poder360, a EBC atribuiu a mudança à conclusão da fase inicial de estruturação da empresa e à realização de concursos públicos em 2011 e 2013, que substituíram trabalhadores temporários e terceirizados por funcionários concursados.

Em dezembro de 2025, a estatal tinha 1.902 funcionários próprios e 46 servidores de outros órgãos cedidos à empresa. Outros 193 empregados da EBC estavam cedidos a instituições públicas.

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Mais de 25 mil visitantes movimentam celebrações do Dia da Lembrança nos cemitérios Morada da Paz no RN

Programação realizada nesta segunda-feira (2) contou com celebrações religiosas e ações dedicadas à memória de entes queridos

O Dia da Lembrança foi marcado por homenagens, celebrações religiosas e reencontros com memórias familiares nas unidades do Morada da Paz, no Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira (2). Ao longo do dia, visitantes reservaram momentos para prestar homenagens a entes queridos e recordar histórias que continuam presentes em suas vidas. A programação integrou a campanha “Eternos”, do Grupo Morada, que neste ano propõe uma reflexão sobre os vínculos, os valores e os ensinamentos que permanecem mesmo depois da despedida.

Mais de 25 mil pessoas visitaram os cemitérios Morada da Paz Emaús e Mipibu, além do Morada da Paz Essencial Zona Norte durante o feriadão. As unidades contaram com celebrações de diferentes religiões na programação.

Entre as pessoas que reservaram a data para homenagear familiares estavam as amigas Maria Emília e Maria Lúcia. Para elas, visitar o cemitério no Dia da Lembrança é uma tradição que permite dedicar um tempo especial às lembranças de pais, irmãos e avós. Mais do que recordar a ausência, o momento representa uma oportunidade de celebrar as histórias compartilhadas.

“Eu lembro deles todos os dias, mas em 2 de novembro essa lembrança fica mais aguçada”, contou Maria Emília. Para Maria Lúcia, a data também é um momento de reconhecer o legado deixado por quem partiu. “É celebrar nossos entes queridos, a história deles, como eles foram com a gente e o que fizeram”, afirma.

Eternos

Neste ano, a campanha “Eternos” trouxe para o Dia da Lembrança a proposta de reconhecer as diferentes maneiras pelas quais uma pessoa continua presente na vida de quem fica. Gestos, costumes, conselhos, receitas de família e valores transmitidos entre gerações são exemplos de vínculos que ultrapassam a ausência física.

Como parte dessa proposta, a programação em Emaús incluiu uma ação em que os visitantes foram convidados a registrar memórias em papel e caneta, compondo uma instalação visual coletiva. A atividade buscou dar espaço às lembranças pessoais e transformar diferentes histórias em uma homenagem compartilhada.

Outra iniciativa vinculada à campanha foi o jogo de cartas “Conversas que Importam”, desenvolvido para incentivar diálogos entre familiares e amigos sobre histórias, valores, desejos e lembranças. A proposta é estimular a troca de experiências e a preservação de memórias enquanto ainda existe a oportunidade de conversar e ouvir.

O jogo “Conversas que Importam” segue disponível gratuitamente em https://bit.ly/conversas-que-importam.

Sobre o Morada da Paz

O Morada da Paz é referência no Nordeste em acolhimento e serviços funerários, com unidades no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. O Grupo Morada reúne as marcas Morada da Paz, Morada da Paz Essencial e Morada da Paz Pet, e atua com o propósito de oferecer cuidado, respeito e continuidade às famílias em todos os momentos do ciclo da vida.

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STF discute impactos da proibição das bets em audiência pública na terça-feira (3)

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O futuro das apostas esportivas no Brasil será debatido nesta terça-feira (3), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro vai discutir os impactos da Medida Provisória assinada pelo presidente Lula, que proibiu a exploração das chamadas bets no país e prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor.

A audiência começa às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma, com transmissão pela TV e Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

Ao todo, 34 entidades, órgãos e associações participarão do debate, com dez minutos cada para apresentar suas considerações.

Entre os participantes estão clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, além da CBF, do Comitê Olímpico do Brasil e de representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça. Também foram incluídos órgãos públicos, entidades esportivas e representantes dos setores empresarial e industrial.

O debate ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 8027), apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que questiona a constitucionalidade da medida provisória e pede a suspensão de seus efeitos. A mesma MP é alvo de outras três ações no STF.

Relator dos processos, Fux também conduz ações que questionam a Lei das Bets, de 2023. Em novembro de 2024, o Supremo já havia realizado uma audiência pública sobre a regulamentação do setor, com a participação de mais de 50 especialistas e representantes da sociedade civil.

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[VÍDEO] Ativistas de esquerda espalham cartazes de “procurado” com foto de Flávio Bolsonaro nos EUA

Ativistas de esquerda passaram a divulgar cartazes com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a inscrição “procurado” após sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. Um dos vídeos é gravado por uma brasileira mascarada.

Nos cartazes, os ativistas associam o senador a crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.

A Polícia Federal esclareceu que Flávio não é considerado foragido. A corporação investiga as circunstâncias do descumprimento da decisão judicial relacionada à entrega dos passaportes.

As acusações dos cartazes não representam condenações. Flávio é alvo de investigações em andamento no STF. Uma delas apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas. Outra, conduzida pelo ministro André Mendonça, investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, incluindo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Flávio nega qualquer irregularidade.

Flávio deixou o país na terça-feira (27), dois dias depois de perder o segundo turno presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A viagem ocorreu apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a apreensão dos passaportes do senador e o proibiu de deixar o território nacional.

Opinião dos leitores

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Brasil registra 945 mil casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026 e supera números de anos anteriores

Foto: ISD

O Brasil registrou 945.015 casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026, número que já supera os totais anuais de 2020 a 2023. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no painel de violência contra a mulher do DataJud.

O volume representa um recorde para os primeiros nove meses do ano. Em 2025, foram registrados 842.927 casos no mesmo período. Em 2024, o total havia sido de 755.126.

Na série histórica, os registros passaram de 597.824 em 2020 para 692.620 em 2021, 755.098 em 2022, 916.790 em 2023, 1.014.792 em 2024 e 1.133.894 em 2025.

Os dados incluem ocorrências de violência física e psicológica, lesões cometidas em razão da condição de mulher e crimes previstos na Lei Maria da Penha. Os casos de feminicídio são contabilizados separadamente e não entram nesse levantamento.

São Paulo lidera o ranking estadual, com 158.178 registros até 30 de setembro. Na sequência aparecem Paraná, com 94.690 casos, e Minas Gerais, com 83.762.

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Geral

Copilota de 20 anos, morta em queda de jato na Flórida, tinha família brasileira e pilotava desde os 17 anos

Foto: Reprodução/Threads/@ tsnatfilg

Aos 20 anos, Nathalia Gadelha Filgueiras já acumulava mais de 1.300 horas de voo e trabalhava profissionalmente como copilota. A jovem, que tinha família brasileira e morava nos Estados Unidos, foi identificada pelos familiares como uma das nove vítimas da queda de um jato particular na Flórida, no domingo (1º).

A confirmação foi feita pela mãe, Camila, e pelo padrasto ao jornal americano New York Post. A família é brasileira, mas mora da Flórida, onde Nathalia nasceu. O acidente envolveu um Learjet 60 que havia decolado do Texas com destino às Bahamas e caiu no condado de Palm Beach.

Licença aos 17 anos

Nathalia conquistou a licença de piloto privado em 2023, aos 17 anos, quando ainda cursava o ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida. Na época, chamou a atenção da imprensa local por saber pilotar aeronaves antes mesmo de tirar a carteira de motorista.

Em entrevista à CBS12, ela brincou sobre a conquista: “As pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘Sim, mas eu sei voar’”.

O interesse pela aviação começou ainda na infância, durante passeios de avião com o pai, que também pilotava como hobby. Aos 12 anos, Nathalia já dizia que queria seguir a profissão.

Sua formação foi custeada pelo Distrito Escolar do Condado de Palm Beach, por meio de uma academia de aviação. Posteriormente, também estudou na escola American Flyers, com unidades no Texas e na Flórida.

Nas redes sociais, a jovem compartilhava registros de seus voos e experiências profissionais. Seu objetivo era se tornar piloto de uma companhia aérea comercial ou comandar jatos particulares.

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Geral

Governo Lula vê violência e preconceito em desenhos bíblicos da Record e classifica produção como imprópria para menores de 12 anos

Imagem: Reprodução

Uma decisão do Ministério da Justiça do governo Lula retirou a classificação livre do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos, exibido nas manhãs de domingo pela Record. A atração passou a ser considerada não recomendada para menores de 12 anos, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União publicada 4 dias após a reeleição do presidente Lula.

Para justificar a mudança, o governo apontou a presença de conteúdos relacionados a atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito nas animações. Com a nova classificação, a recomendação é que o programa seja exibido a partir das 20h na televisão aberta.

Imagem: Reprodução

A decisão foi assinada por Eduardo de Araújo Nepomuceno, coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa. O programa, produzido pela Record, estreou em 2003 e reúne animações inspiradas em histórias bíblicas. Atualmente, vai ao ar aos domingos, das 9h às 10h30.

A mudança não representa uma proibição de exibição pela manhã nem impede que crianças menores de 12 anos assistam à atração. A classificação indicativa funciona como orientação para pais e responsáveis sobre o conteúdo transmitido.

Opinião dos leitores

  1. Comunista não se mistura com cristianismo, simples assim. Pesquise se nos regimes ditatoriais as pessoas podem assumir a sua religião?

  2. BBB e Carnaval do Rio sem problemas.
    Desenhos bíblicos não.
    Parabéns aos “evangélicos” petistas..

  3. Mateus 19:14 – Então disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”

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Geral

Vorcaro alega violações de direitos humanos e aciona Comissão Interamericana contra o Brasil para deixar prisão

Foto: Reprodução/PF

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para denunciar supostas violações de direitos humanos no Brasil e pedir ajuda para obter a liberdade do banqueiro, preso desde março. A informação é da coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Os advogados alegam que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não analisou um pedido de soltura apresentado em 18 de setembro. Também afirmam que a prisão preventiva não foi reavaliada a cada 90 dias, como determina a legislação, e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não apresentou denúncia contra Vorcaro.

“Até hoje não há denúncia nem ação penal. O indiciamento lançado nesta semana em relatório parcial da Polícia Federal não é acusação formal”, argumentou a defesa, que também questiona a integridade das provas reunidas na investigação.

O pedido de liberdade continua pendente no STF. O caso, que estava sob relatoria do ministro André Mendonça, passou a ser conduzido pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Os advogados pediram a Fachin que autorize Mendonça a analisar o pedido de soltura do banqueiro.

Opinião dos leitores

  1. Esse rapaz é um santo. Kkkk
    Tem que procurar os direitos humanos, o Papa,Buda, Maomé….. soltem essa cria de LULADRAO, os dois só querem o bem para o Brasil, que são alguns bilhões que essa dupla roubou? Nada, vamos transforma-los em santos, que ta tudo resolvido. Kkkkkk

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