Política

As evidências de fraude no fundo dos Correios ligado ao PMDB

No final do governo Lula, um jovem e brilhante operador do mercado financeiro ascendia no rarefeito mundo da elite política de Brasília. Era Fabrizio Neves, dono da Atlântica Asset, empresa que montara fundos no mercado financiados sobretudo pelo Postalis, fundo de pensão dos Correios. O Postalis era comandado por afilhados do ministro de Minas e Energia,Edison Lobão, e do senador Renan Calheiros, ambos do PMDB.

Fabrizio dava festas e promovia jantares em Brasília e São Paulo. Num deles, contratou o cantor Emílio Santiago e um dos pianistas que tocavam com Roberto Carlos. Colecionador de armas, dono de bom papo, Fabrizio fez amizades com políticos, diretores do Postalis e lobistas – a maioria deles ligada ao PMDB. Segundo seis desses altos quadros do PMDB, Fabrizio participava também das reuniões em que se discutia o financiamento das campanhas em 2010. Com pouco tempo de Brasília, Fabrizio já se tornara um homem poderoso na capital.

Sobre Fabrizio, sabia-se apenas que ele morara em Miami, onde fizera fortuna no mercado financeiro. No Brasil, ele estava em alta; nos Estados Unidos, era caçado por credores e pelos investigadores da Securities and Exchange Comission, a SEC, órgão que regula o mercado financeiro americano.

Acusavam-no de ser o arquiteto de uma fraude que envolvia o dinheiro arrecadado no Postalis. A caçada judicial terminou recentemente nos Estados Unidos, e suas consequências ainda não se fizeram sentir no Brasil. A ascensão de Fabrizio por lá se deu com dinheiro daqui – dinheiro dos carteiros e funcionários dos Correios, que financiam suas aposentadorias contribuindo para o Postalis. A queda de Fabrizio terminou por lá. Mas ainda promete começar por aqui. E isso aterroriza o PMDB.

A história de Fabrizio, contada em documentos confidenciais obtidos por ÉPOCA nos Estados Unidos e no Brasil, ilustra à perfeição o efeito devastador da influência da política nos fundos de pensão das estatais. É um problema antigo, que resulta em corrupção e prejuízos aos fundos. Ele atingiu novo patamar no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a ascensão de sindicalistas ligados ao PT à direção de fundos como Previ, do Banco do Brasil, ou Petros, da Petrobras.

O caso do Postalis, maior fundo do Brasil em número de participantes (110 mil), é especial. Foi o único fundo de grande porte aparelhado, no governo Lula, pelo PMDB. Por indicação de Lobão, o engenheiro Alexej Predtechensky, conhecido como Russo, assumiu a presidência do Postalis em 2006. Com o apoio de Lobão e Renan, o administrador Adílson Costa assumiu o segundo cargo mais importante do Postalis: a diretoria financeira.

Amigo de Lobão, Russo tinha no currículo a quebra da construtora Encol, nos anos 1990. Quando diretor da Encol, fora acusado de irregularidades na gestão. Fora também sócio de Márcio Lobão, filho de Edison Lobão, numa concessionária que vendia BMWs. No Postalis, sua gestão resultou em péssimos números. Dono de um patrimônio de R$ 7 bilhões, o Postalis vem acumulando perdas significativas. Entre 2011 e 2012, o deficit chegou a R$ 985 milhões. No ano passado, o fundo somou R$ 936 milhões negativos e, em 2014, as contas no vermelho já somam mais de R$ 500 milhões, com uma projeção para encerrar o ano acima de R$ 1 bilhão.

A situação do Postalis é tão grave que a Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc, responsável por fiscalizar os fundos de pensão, avalia uma intervenção no fundo. Os auditores da Previc estão cansados de notificar e autuar os diretores por irregularidades. Houve, ao menos, 14 autuações nos últimos anos, a que

Os mandatos de Russo e Adílson se encerraram em 2012. Foram substituídos por novos apadrinhados de Lobão e Renan. A presidência ficou com o PT, que indicou Antônio Carlos Conquista – autuado pela Previc por irregularidades na gestão de outro fundo. PT e PMDB disputam agora as decisões pelos investimentos do Postalis. A ordem política, dizem parlamentares, lobistas e funcionários do Postalis, é diminuir os maus investimentos. Trocá-los por aplicações conservadoras, de maneira a evitar a intervenção.

A conexão Miami
A ascensão de Fabrizio – e da turma do PMDB no Postalis – começa em 2006. O Postalis acabara de criar, ao lado de Fabrizio, o fundo Brasil Sovereign, que deveria negociar, nos Estados Unidos, títulos da dívida pública brasileira. É um tipo de investimento conservador, mais seguro para quem investe nele, embora, por isso mesmo, costume render menos. Ao menos 80% do dinheiro do Brasil Sovereign deveria ser investido nesses títulos. Não foi o que aconteceu. Em maio de 2006, Fabrizio, então dono da Atlântica Asset, passou a controlar outra financeira chamada LatAm, com sede em Miami. Cabia à LatAm operar as transações com títulos da dívida pública brasileira. Ao banco BNY Mellon, cabia administrar e fiscalizar as operações de Fabrizio. Em vez de fazer investimentos conservadores, Fabrizio, dizem a investigação da SEC e uma auditoria externa contratada pelo Postalis, fez roleta-russa com o dinheiro do Postalis. Investia em produtos financeiros complexos e arriscados, por meio de um instrumento conhecido como “nota estruturada”. Ao fazer as operações, segundo as investigações, desviava dinheiro para contas secretas de empresas com sede em paraísos fiscais. Por baixo, os investigadores estimam que US$ 24 milhões foram cobrados indevidamente do Postalis.

Segundo as investigações, a maioria das empresas que recebiam o dinheiro desviado era controlada por Fabrizio. Havia uma que não era: a conta da Spectra Trust, empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal. Segundo a Justiça americana, a conta pertencia a Predtechensky, o Russo, então presidente do Postalis. Um dos dirigentes da corretora de Fabrizio, que colaborou com as investigações, disse em depoimento que ajudou a montar as contas secretas. E que Russo fora apresentado aos funcionários da corretora como o homem dos “fundos de pensão brasileiros”. Em novembro de 2007, US$ 1,5 milhão foi transferido à Spectra. Os investigadores ainda tentam descobrir o total depositado na conta da Spectra.

Meses depois, em 11 de julho de 2008, o Postalis depositou R$ 100 milhões na conta do fundo Brasil Sovereign. Era o sexto e último grande investimento do Postalis no fundo operado por Fabrizio. Desde que o Brasil Sovereign começara, três anos antes, o Postalis transferira R$ 371 milhões para o controle, na prática, de Fabrizio. A soma dos valores era alta, mesmo para os padrões dos fundos de pensão das estatais. Os investimentos passavam relativamente despercebidos por causa de uma tática comum. Em vez de fazer grandes investimentos de uma só vez, diretores como Russo e Adílson depositavam somas mais modestas, distribuídas por meses – até anos. O expediente era possível graças à larga autonomia que Russo e Adílson detinham. Podiam autorizar, sem precisar recorrer ao Conselho do Postalis, investimentos individuais de até R$ 120 milhões. Para efeito de comparação, diretores da Petrobras têm autonomia para gastar até R$ 30 milhões – e, mesmo assim, com mais limitações. A mesma autonomia existe nos fundos de pensão das outras estatais.

Seis dias após o último depósito de R$ 100 milhões, a corretora de Fabrizio nos Estados Unidos pagou US$ 7 milhões por uma nota estruturada do Lehman Brothers – banco que, três meses depois, quebrou e quase levou a economia mundial junto. Era um produto arriscado de origem que, no mercado, já se desconfiava duvidosa (o Lehman). No mesmo dia, segundo a investigação da SEC, a corretora de Fabrizio deu início a mais uma fraude, que obrigou o Postalis a pagar, pela nota estruturada, mais do que ela valia. Os documentos da SEC demonstram que a diferença, ou ao menos parte substancial dela, foi desviada nas semanas seguintes para a conta da Spectra, a empresa secreta de Russo, presidente do Postalis.

Nos anos seguintes, prosseguiu a prática de investir nesse tipo de produto. Em 13 de outubro de 2009, Fabrizio, para aplacar outros credores, entrou com um pedido de falência na Justiça americana. No Brasil, era outra história. Dez dias antes, a corretora de Fabrizio começara a arrecadar mais dinheiro do Postalis, desta vez com um fundo para investir em serviços de saúde. No começo de 2010, sua corretora recebeu R$ 2 milhões do Postalis. Em maio, as autoridades americanas proibiram Fabrizio de continuar operando no mercado financeiro. Eram os tempos das festas em Brasília.

Combinaram com o russo (Foto: reprodução)

Em dezembro de 2011, quando as investigações da SEC se aproximavam do fim, Fabrizio trocou cerca de US$ 130 milhões do Brasil Sovereign por produtos financeiros arriscados, como as tais notas estruturadas. Fez isso sem consultar o Mellon e o Postalis, como mandava a lei. O Brasil Sovereign, que deveria aplicar 80% dos recursos em títulos da dívida, tinha 71% do dinheiro aplicado em papéis sem garantias de pagamento. Dificilmente o Postalis recuperará o dinheiro. Por isso, tenta um acordo com o Mellon, que poderia, diz o Postalis, ter evitado os prejuízos. O Postalis quer que o Mellon pague, ao menos, R$ 400 milhões. Em fevereiro deste ano, Fabrizio fez um acordo com a Justiça da Flórida e com a SEC. Aceitou pagar US$ 4,5 milhões para não ir a julgamento, desde que não desminta publicamente os achados da investigação. Os investigadores americanos querem que ele colabore no rastro do dinheiro desviado.

O ministro Lobão afirma, por meio de nota, que conhece Russo há anos. Russo diz o mesmo. Mas Lobão, ao contrário de Russo, acrescenta: “A relação é de amizade”. Lobão, contudo, não admite sequer ter indicado Russo ou os atuais diretores do Postalis. “As nomeações no Postalis são feitas por um Conselho que atua vinculado a outro Ministério (o da Previdência)”, diz. Sobre a relação com Fabrizio e a atuação dele nas campanhas do PMDB em 2010, Lobão limita-se a dizer que “esteve com ele em eventos sociais, mas não em 2010”. Márcio Lobão,  ex-sócio de Russo, diz que se mudou de Brasília para o Rio em 2000 e que, desde então, não mantém contato com ele: “Nunca mais tive qualquer vínculo comercial, social ou empresarial com o senhor Alexej”. O senador Edison Lobão Filho afirma não manter qualquer tipo de relacionamento com o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky. “Não converso com esse indivíduo”, diz. “Graças a Deus (não tenho relacionamento comercial com ele). Se tivesse recebido algum valor dele, estaria pensando em me suicidar.” Aparentemente, a origem da raiva é a antiga sociedade entre Alexej e Márcio, irmão do senador, na concessionária BMW em Brasília. “Meu irmão, muito jovem, perdeu o negócio da vida dele por causa da gestão desse indivíduo. A BMW tomou a concessionária dele.”

Russo nega, por meio de nota, que tenha participado dos desvios descobertos pela SEC. “A offshore (Spectra Trust) foi aberta com a intenção de adquirir um imóvel nos Estados Unidos. A aquisição do imóvel não ocorreu, a empresa nunca realizou nenhuma movimentação”, diz ele. Russo disse que “nunca determinou” a abertura da conta bancária em nome da Spectra Trust, que recebia dinheiro após as operações ilegais. “A conta foi aberta de forma fraudulenta. Não tinha conhecimento nem da abertura da conta nem de movimentação nela.” Diz que nomeou advogados, no Brasil e nos Estados Unidos, para apurar o fato e afirma desconhecer “a origem e destino desses recursos e aguardar as apurações das autoridades competentes nos Estados Unidos para tomar medidas judiciais cabíveis”. Russo enviou a ÉPOCA um laudo produzido nos EUA por uma perícia independente. Segundo a interpretação de Russo, esse laudo comprova, por meio da análise das assinaturas usadas na abertura da conta, que a letra usada não era dele. O laudo aponta inconsistências, mas não afirma que houve fraude. Diz ainda ser “provável”que a assinatura seja mesmo de Russo. Russo não forneceu a ÉPOCA os documentos analisados.

O PADRINHO RIVAL O presidente do Senado, Renan Calheiros (à esq.), e o lobista Milton Lyra (à dir.). Dois cunhados de Lyra compraram a sede do Postalis (no alto), depois revendida. Por influência de Lyra, o Postalis investiu R$ 75 milhões na Galileo Educacional, que quebrou em seguida  (Foto: Beto Barata/ÉPOCA, Jonas Pereira/Agência Senado e reprodução)

Tanto Russo quanto Adílson, então diretor financeiro do Postalis, defendem a decisão de investir no Brasil Sovereign. “O investimento atendia aos requisitos legais e ao que determinava a legislação e a política de investimentos aprovada em conselho”, dizem ambos, em nota. O Postalis, por meio de nota, afirma algo parecido: “A decisão pelo investimento foi da Diretoria Financeira à época e seguiu os procedimentos e normas do Instituto. As aplicações estavam em conformidade com as regras e limites previstos nas Resoluções do Conselho Monetário Nacional e a Política de Investimento do Postalis”. Na nota, o Postalis afirma ainda que trabalha para resolver o mico: “Assim que tomou conhecimento do assunto, a Diretoria Executiva ajuizou protesto interruptivo de prescrição. Além disso, contratou escritório de advocacia nos EUA para a adoção de medidas cabíveis em defesa dos interesses do Instituto”.

O Mellon, que administrava o Brasil Sovereign em nome do Postalis, prefere não dar explicações sobre o caso. “Apesar de não podermos comentar assuntos específicos de clientes, ressaltamos que levamos a sério nossas responsabilidade e estamos focados em fornecer aos nossos clientes serviços de qualidade e em ganhar sua contínua confiança”, diz o Mellon em nota. Pelo acordo que fez com a Justiça americana, a que ÉPOCA teve acesso, Fabrizio não pode comentar, muito menos negar publicamente, as fraudes investigadas pela SEC no Brasil Sovereign. “Não vou falar”, diz, mesmo quando questionado sobre sua relação com Russo e o PMDB. Brian Miller, advogado de Fabrizio nos EUA, não respondeu às ligações de ÉPOCA.

O Postalis minimiza as autuações da Previc a seu atual presidente, Conquista. “Autuação não é condenação. No caso do Postalis, o único auto de infração imputado ao presidente foi julgado improcedente. No que se refere à GEAP, não há decisão administrativa definitiva, sendo que um dos autos também já foi divulgado improcedente”, diz o Postalis.

O DNA da fraude (Foto: reprodução)

A ascensão de Miltinho
Enquanto Fabrizio caía em desgraça, o lobista Milton Lyra, ligado a Renan e conhecido como Miltinho, ascendia em Brasília. Criou relações com Russo e Adílson. Miltinho organizou um investimento que deu prejuízos ao Postalis. Em 2010, o grupo Galileo Educacional foi criado para tentar salvar a universidade Gama Filho da bancarrota. O Galileo emitiu R$ 100 milhões em debêntures, títulos em que a empresa paga juros no futuro a quem a financia. A garantia eram as mensalidades do curso de medicina, o mais respeitado. O Postalis investiu R$ 75 milhões no Galileo. Dois anos depois, Miltinho tornou-se diretor do Galileo. No ano passado, o Ministério da Educação descredenciou a Gama Filho, e milhares de estudantes ficaram sem aulas, sem diploma e, claro, não pagaram mensalidades. O grupo Galileo está quebrado, com uma dívida de cerca de R$ 900 milhões.

Também em 2010, Russo e Adílson fizeram outra operação questionável para o Postalis. A dupla vendeu a sede do Postalis, em Brasília, a cunhados de Miltinho, por R$ 8,2 milhões. O negócio foi feito em nome de uma empresa criada seis meses antes. Phelipe Matias, um dos cunhados, afirma ter faturado cerca de R$ 1,2 milhão em aluguéis antes de revender o prédio. Agora, o Postalis paga R$ 139 mil de aluguel para ficar no mesmo lugar. A Previc autuou o Postalis pela operação. Por irregularidades, a Previ aplicou a Russo e Adílson multas de R$ 40 mil e os inabilitou por dois anos.

O Postalis diz que “desinvestir em imóveis foi uma decisão estratégica do Instituto”. Afirma que, na venda do edifício-sede, houve concorrência e que a proposta dos cunhados de Miltinho era a melhor. Renan confirma que conhece Miltinho, mas não informa se fizeram ou mantêm negócios em comum.

De dono a inquilino (Foto: reprodução)
Época

Opinião dos leitores

  1. Essa turma do PT e seus aliados estão acabando com tudo.
    Mais um mandato do governo do PT e esse país quebra e a anarquia se estabelecerá.

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Geral

[ÁUDIO] GRAVE: Mensagem de sindicalista do PT revela plano de adesivar ônibus que circulariam em Salvador no dia do 2º turno das eleições


Imagens/Áudio: Pleno News/Reprodução

Uma gravação atribuída ao presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Fábio Primo, detalha uma mobilização de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para colocar adesivos eleitorais em ônibus da capital baiana durante o segundo turno das eleições, no último domingo (25).

No áudio, que circula nas redes sociais, o dirigente distribui tarefas entre os integrantes, indica responsáveis por diferentes garagens e orienta que a propaganda fosse colocada apenas nos veículos que efetivamente circulariam durante o dia da votação.

“Esse momento é crucial. A CTB sempre na vanguarda, sempre esteve à frente desses movimentos. Eu quero que todos os grupos estejam lá, mas eu quero que a CTB se responsabilize pelas garagens”, afirma Primo.

Em outro trecho, ele explica como os ônibus deveriam ser selecionados antes da colocação dos adesivos: “A gente tem que chegar lá, quando chegar, pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para a gente colar apenas nos carros que vão sair. Não tem material para todos os carros não, até porque eles não colocam 100% da frota”.

A ação é relacionada aos problemas registrados na operação do transporte público de Salvador na manhã de domingo. A presença de propaganda eleitoral nos ônibus exigiu a retirada dos adesivos para que os veículos pudessem circular.

A Prefeitura informou que o planejamento do transporte seguiu o mesmo modelo do primeiro turno, quando não houve problemas significativos. Já a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) afirmou que a colocação do material interferiu no funcionamento do serviço e exigiu providências para a remoção da propaganda.

Com informações de Pleno News

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Geral

Moraes arquiva investigação contra juiz que autorizou soltura de condenado do 8 de Janeiro que destruiu relógio no Planalto

Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles | Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação contra o juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, que autorizou a progressão de regime de Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado pelos atos de 8 de Janeiro e responsável por destruir um relógio histórico no Palácio do Planalto.

A decisão, assinada na quarta-feira (28), acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas de que o magistrado tenha descumprido intencionalmente uma ordem judicial.

Em junho de 2025, o juiz autorizou a passagem de Ferreira do regime fechado para o semiaberto, embora a execução da pena fosse responsabilidade do STF. Moraes determinou o retorno do condenado ao regime fechado e abriu investigação para apurar possível desobediência.

Em depoimento à Polícia Federal, o magistrado alegou que houve um erro no cadastramento eletrônico do processo, que apareceu no sistema como se fosse de competência da Vara de Execuções Penais de Uberlândia.

Apesar do arquivamento da investigação criminal, Moraes determinou que a conduta funcional do juiz continue sendo apurada pelas corregedorias Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

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Geral

Bolsa brasileira cai pela 5ª vez seguida e pode ter a pior semana da história com temor fiscal

Foto: Hollie Adams

A Bolsa brasileira caminha para registrar a pior semana de sua história. O Ibovespa acumula queda de 17,5% até esta sexta-feira (30), após cinco sessões consecutivas de perdas. Se o resultado for mantido até o fechamento, superará o recorde negativo anterior, registrado em março de 2020, durante o agravamento da pandemia de Covid-19, quando o índice recuou 15,6% em uma semana.

Por volta das 11h42, o principal indicador da B3 caía 0,42%, aos 168.480 pontos. Mais cedo, chegou a recuar 1,29%, atingindo 167.007 pontos.

A pressão sobre o mercado reflete a preocupação dos investidores com a situação fiscal brasileira, a falta de sinais de ajustes nas contas públicas para 2027 e resultados corporativos abaixo das expectativas no exterior.

O cenário internacional também contribuiu para as perdas, com bolsas em baixa e recuo de 1,18% no preço do minério de ferro negociado em Dalian, na China.

Para o economista e consultor financeiro Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos, a falta de sinalizações do governo sobre medidas de ajuste fiscal aumenta a insegurança dos investidores.

“Não houve nenhuma declaração por parte do governo, apaziguando o humor dos mercados, no sentido de que fará algum ajuste”, afirmou.

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Geral

É possível preservar a fertilidade durante um tratamento de câncer, explica médica especialista

Foto: Dra. Mychelle Garcia/Divulgação

Alguns tratamentos oncológicos, especialmente determinados esquemas de quimioterapia, podem comprometer a função ovariana, reduzir a reserva de óvulos e provocar menopausa precoce. Para mulheres que desejam ter filhos no futuro, essa possibilidade torna importante discutir a preservação da fertilidade antes do início do tratamento.

Uma das principais alternativas é o congelamento de óvulos, técnica que permite armazenar os gametas femininos para uma possível utilização futura, por meio da fertilização in vitro.

No Rio Grande do Norte, o DNA Fértil tem uma trajetória pioneira nessa área. Primeira clínica de reprodução assistida do estado, a instituição também esteve à frente da realização do primeiro procedimento de congelamento de óvulos no RN, ampliando as possibilidades de preservação da fertilidade para as mulheres potiguares.

Segundo a médica especialista em reprodução humana, Dra. Mychelle Garcia, o momento de conversar sobre essa possibilidade é fundamental. “A gente deve fazer a avaliação dessa paciente logo após o diagnóstico, e melhor ainda se for antes do início da quimioterapia, ou de outros tratamentos com potencial de comprometer a função ovariana. Essa decisão é feita caso a caso, e precisa ser discutida também com o médico oncologista”, orienta Mychelle.

O procedimento envolve estimulação ovariana, coleta dos óvulos e congelamento por vitrificação. Em muitos casos, essa etapa pode ser realizada em aproximadamente duas semanas, desde que haja indicação e condições clínicas para isso.

O congelamento, porém, não garante uma gravidez futura. “Os resultados dependem principalmente da idade da mulher no momento do procedimento, da quantidade de óvulos armazenados e de outros fatores reprodutivos”, explica.

A conversa sobre o tratamento contra o câncer também faz parte do planejamento de vida. “Informar as mulheres sobre as alternativas disponíveis antes do tratamento oncológico é uma forma de ampliar o cuidado. As decisões importantes sobre a saúde reprodutiva precisam entrar nessa conversa”, conclui.

Ao longo de quase três décadas, o DNA Fértil acompanhou a evolução da medicina reprodutiva e participou da introdução de técnicas que ampliaram as possibilidades de tratamento e preservação da fertilidade no estado.

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Geral

ROMBO: Estatais federais acumulam déficit de R$ 8,5 bilhões em 2026, aponta Banco Central

Foto: Reprodução

As empresas estatais federais acumularam déficit primário de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, o maior resultado negativo para o período na série histórica do Banco Central. Somente em setembro, o rombo chegou a R$ 2 bilhões, também um recorde para o mês desde o início da série, em 2001.

Os dados foram divulgados pelo Banco Central na quinta-feira (29). No mesmo período de 2025, o déficit acumulado das estatais federais era de R$ 6,3 bilhões. Já em setembro do ano passado, o resultado negativo havia sido de R$ 751 milhões.

A situação dos Correios contribui para o cenário. A empresa registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre deste ano e enfrenta dificuldades financeiras. Em setembro, o Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia do Tesouro Nacional para um novo empréstimo de R$ 7 bilhões solicitado pela estatal.

O levantamento do Banco Central não inclui a Petrobras nem instituições financeiras federais, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Integrantes do governo Lula argumentam que o déficit primário não significa, necessariamente, prejuízo financeiro ou comprometimento da saúde das empresas, já que os valores também podem refletir investimentos.

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que a instituição não dispõe de dados suficientemente detalhados para separar despesas correntes de investimentos na apuração do resultado.

Considerando também as estatais estaduais e municipais, o déficit chegou a R$ 3,4 bilhões em setembro e a R$ 11,4 bilhões no acumulado de janeiro a setembro.

Com informações da Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. E bom que fechem para acabar a “festa” da pelegagem esquerdopata. Vagabundos não sabem administrar nem as compras da casa que moram.

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Geral

SÓ DE CRACHÁ: Estagiário grava vídeo adulto dentro da Defensoria Pública e acaba demitido

Foto: Reprodução

Um estagiário da Defensoria Pública do Rio de Janeiro foi demitido após gravar conteúdo adulto nas dependências da instituição. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o jovem completamente nu, usando apenas o crachá do órgão.

A Defensoria confirmou o episódio e classificou a gravação como um “ato libidinoso”, registrado dentro de suas instalações e posteriormente divulgado na internet. O local exato onde as imagens foram feitas não foi informado.

Em nota, a instituição repudiou o comportamento e afirmou que o estagiário foi imediatamente desligado.

“Trata-se de uma conduta inaceitável e incompatível com os valores da Instituição”, declarou a Defensoria, acrescentando que medidas legais cabíveis serão adotadas.

O órgão também destacou que ética, respeito, integridade e responsabilidade são princípios inegociáveis e que não tolera comportamentos que comprometam a dignidade do ambiente institucional.

A identidade do estagiário não foi divulgada.

Com informações da CNN Brasil

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Geral

POSSE PRESIDENCIAL: Lula convidará Trump e Milei, que não reconheceram sua vitória nas eleições

Fotos: AFP

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende convidar os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, para sua cerimônia de posse, marcada para 5 de janeiro de 2027. Os dois líderes ainda não reconheceram nem parabenizaram o petista pela vitória nas eleições brasileiras.

Segundo a CNN Brasil, o convite será um gesto diplomático para tentar superar divergências políticas e manter o diálogo com os dois países.

Antes da posse, Lula poderá encontrar Trump e Milei durante a Cúpula do Mercosul e a reunião do G20, previstas para dezembro. A intenção é reforçar pessoalmente os convites.

No caso da Argentina, o governo brasileiro não espera uma melhora significativa na relação com Milei, que enfrentará eleições em seu país no próximo ano.

Já em relação aos Estados Unidos, a avaliação do Planalto é de que Trump poderá adotar uma postura mais pragmática após as eleições legislativas americanas, diante do risco de perder a maioria no Congresso.

Lula também pretende retomar ainda neste ano as negociações para reduzir as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

A posse presidencial ocorrerá em 5 de janeiro, conforme mudança aprovada pelo Congresso Nacional para facilitar a participação de autoridades estrangeiras na cerimônia.

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkkkk nosso treta presidente Lula gosta de tirar SARO DA CARA da gaiada bolsonaristas kkkkk pense num vei escroto é o nosso querido e amado e inesquecível presidente do Brasil, há só lembrando Brasil com Z kkkkk

  2. Kkkkkkkkkk pois diga kkkkk nosso treta presidente Lula gosta de tirar SARO DA CARA da gaiada bolsonaristas kkkkk pense num vei escroto é o nosso querido e amado e inesquecível presidente do Brasil, há só lembrando Brasil com Z kkkkk

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Geral

[VÍDEO] Presidente do TST fala em criação de “lista suja” de empresas por assédio eleitoral

 

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que empresas envolvidas em casos de assédio eleitoral poderão enfrentar restrições a financiamentos e até integrar uma possível “lista suja”. A declaração foi feita durante sessão do tribunal na quinta-feira (29), após denúncias de demissões e ameaças relacionadas às eleições de 2026.

“As consequências daqueles que, irresponsavelmente, estão prosseguindo nessa linha serão muito drásticas, inclusive com restrições ao financiamento de empresas, com a possível criação de uma lista suja”, afirmou o ministro.

Vieira de Mello Filho classificou como grave a prática de demitir ou incentivar a demissão de trabalhadores por suas escolhas políticas. Segundo ele, todos os casos deverão ser investigados e eventuais dispensas discriminatórias poderão resultar em punições.

“A todos é assegurado o voto livre. Ninguém está obrigado a seguir a orientação de quem quer que seja”, declarou.

Na mesma quinta-feira, a Justiça do Trabalho determinou que a Meta retire, em até 24 horas, publicações no Instagram que incentivem empresários a vigiar, expor ou demitir funcionários por causa do voto.

A empresa também deverá divulgar avisos no Instagram, Facebook e Threads informando que o assédio eleitoral e a discriminação política no ambiente de trabalho são proibidos.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. “Eu não compro nem um palito de fósforo de uma empresa que não tenha compromisso com as minhas questões”. FERNANDO HADDAD, EX-MINISTRO DO LULA. E AÍ? VAI SER PUNIDO?

  2. Na época da Lavajato a esquerda condenava pq estava acabando com empregos. Deveria punir o CPF. Mas pro MPT não. Pode punir o CNPJ

  3. A canhota em 2018 fez pior estimuladas por Haddad e foi aplaudida, na época foi a maldade do bem… hipócritas!!!

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Geral

STF: Ministros pressionam Moraes por redução de pena que pode tirar Bolsonaro da prisão em 2027

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem que Alexandre de Moraes leve ao plenário, o mais rapidamente possível, o julgamento da Lei da Dosimetria, que pode reduzir o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Caso a legislação seja considerada constitucional, Bolsonaro poderá deixar o regime fechado no fim de 2027.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, cálculos de juízes e advogados indicam que a aplicação da lei poderia reduzir de sete anos para aproximadamente dois anos e três meses o período de cumprimento da pena em regime fechado. Como o ex-presidente já cumpriu quase um ano, a mudança permitiria antecipar sua saída desse regime.

A movimentação também tem motivação política. De acordo com três magistrados ouvidos pela coluna, uma decisão sobre o tema poderia reduzir as tensões entre o STF e o novo Senado, que terá pelo menos 49 parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros da Corte.

A avaliação é que a redução da pena também poderia enfraquecer propostas de anistia e diminuir a pressão sobre o Supremo para acelerar a revisão criminal solicitada pela defesa de Bolsonaro.

A Lei da Dosimetria foi aprovada pelo Congresso em dezembro de 2025. Em abril deste ano, deputados e senadores derrubaram os vetos do presidente Lula, mas a norma acabou suspensa por Moraes em maio.

O ministro condicionou a aplicação das novas regras ao julgamento de sua constitucionalidade pelo plenário do STF. Desde então, o processo permanece sem decisão definitiva.

 

Opinião dos leitores

  1. Tem que impichimar mesmo, ja houve mortes de gente com comorbidades e penas incomcebiveis para senhores e senhoras de idade, que não praticaram nada do que foram acusados, além de uma serie de irreguladades cometidas. Os senadores eleitos pelo povo tem que cumprirem suas promessas e fim de conversa. Estamos de olho no congresso como um todo, fora alcolumbre e hugo mota, dois trairas do povo Brasileiro.

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Geral

RECORDE: Desemprego cai para 5,2% e atinge menor taxa da história para o período em 14 anos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor nível registrado para o período desde 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.

O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o índice era de 5,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução foi de 0,4 ponto percentual.

Segundo o IBGE, o país tinha 5,6 milhões de desempregados no trimestre encerrado em setembro, uma redução de 234 mil pessoas em relação aos três meses anteriores.

A população ocupada chegou a 103,6 milhões de brasileiros, o maior número da série histórica. O contingente cresceu 0,6% no trimestre, com a entrada de 581 mil pessoas no mercado de trabalho.

A construção civil foi um dos setores que impulsionaram o resultado, com crescimento de 2,8% na ocupação e a entrada de 210 mil trabalhadores.

O número de empregadores também bateu recorde, chegando a 4,5 milhões. Já o setor público alcançou 13,2 milhões de trabalhadores, outro recorde da série histórica.

O total de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,4 milhões, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior ou ao mesmo período de 2025.

Com informações do g1

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