Um homem olha para um cartaz que diz “Obrigada Nisman. Justiça. Eu sou Nisman”, perto do escritório do promotor que está investigando a morte de Alberto Nisman – MARCOS BRINDICCI / REUTERS
Visivelmente emocionada, a ex-mulher e mãe das duas filhas do promotor argentino Alberto Nisman declarou na terça-feira que duvidava da hipótese de suicídio. Nisman, que acusou a presidente Cristina Kirchner de acobertar os responsáveis pelo atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994, foi encontrado morto no domingo em Buenos Aires.
— Não acredito que tenha sido suicídio — disse Sandra Arroyo Salgado a jornalistas ao entrar no Ministério Público.
Sandra Arroyo, que é juíza, depôs na terça-feira para Viviana Fein, responsável pela investigação da morte. A promotora também interrogou os assessores de Nisman, o colega que emprestou a arma de onde saiu a bala alojada em sua cabeça e o proprietário do edifício em que vivia.
De acordo com a autópsia, o promotor morreu por um tiro na têmpora e não havia outras pessoas no local. Investigadores, no entanto, não descartam a hipótese de suicídio induzido.
Peritos não encontraram vestígio de pólvora na mão de Nisman, e um bilhete com uma lista de compras para a empregada encontrado no apartamento gerou dúvidas sobre a tese de que o promotor tenha se matado.
Nisman foi encontrado morto um dia antes de apresentar no Congresso supostas provas da denúncia contra Cristina Kirchner, que envolve também o chanceler, Héctor Timerman, e outros aliados da presidente.
O Globo
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