Judiciário

Ex-prefeitos de Tenente Laurentino Cruz (RN) são condenados seis vezes por improbidade

Júnior Laurentino (seis vezes) e Joarimar Tavares (cinco vezes) se envolveram em fraudes a licitações e a programas governamentais

Um total de seis ações do Ministério Público Federal (MPF) em Caicó resultaram em condenações de dois ex-prefeitos de Tenente Laurentino Cruz: Airton Laurentino Júnior e Joarimar Tavares. As sentenças, proferidas entre setembro e dezembro de 2015, apontam a participação de ambos junto a vários funcionários do Município e empresários em um esquema de fraude a licitações e a um programa de compra de merenda escolar. Das decisões cabem recursos.

O “modus operandi” geralmente envolvia a produção de planilhas falsas para simular a participação de diversas empresas nas licitações – algumas das quais seus proprietários negam ter concorrido a qualquer obra na cidade –, além de acerto prévio de preços e outras irregularidades que levavam ao favorecimento de construtoras e fornecedoras de produtos ligados ao grupo dos ex-prefeitos.

As fraudes ocorreram entre 2005 e 2008, quando Joarimar Tavares chefiava o Executivo Municipal. Porém o então prefeito havia não só sido indicado pelo anterior, Júnior Laurentino (como é conhecido Airton Laurentino Júnior), como abriu mão de concorrer à reeleição, deixando espaço para Júnior Laurentino retomar o cargo em 2008, tamanha sua influência. Mesmo durante a gestão de Joarimar, Júnior mantinha parentes em cargos fundamentais da Prefeitura que permitiram a concretização das irregularidades.

O filho, Airton Laurentino Neto, e a nora, Karydja Soares, se revezavam na Presidência da Comissão Permanente de Licitação (CPL). Em seu depoimento, Joarimar afirmou que dava a Airton Neto total liberdade para tratar dos convênios da Prefeitura com a Caixa Econômica Federal. De acordo com o MPF, a influência de Júnior Laurentino era tamanha que chegava a ser “identificado como administrador de fato pelos munícipes”.

Medicamentos – Uma das sentenças se refere ao procedimento 013/2007, que previa a aquisição de medicamentos e material de uso hospitalar, no valor de R$ 79.362,71. “(…) em verdade, não houve efetivo certame entre as empresas convidadas, mas a elaboração de um processo licitatório com o fim de dar aparência de legalidade à escolha da empresa contratada de forma direta”, destaca a juíza Sophia Nóbrega. A fraude foi montada com colaboração das empresas Phospodont e CRM, através de Ana Maria Pinheiro e Renilson Nery de Moura. Joarimar Tavares homologou o procedimento mesmo sem as assinaturas dos membros da comissão de licitação.

“Cooperativa fantasma” – Outra condenação diz respeito a fraudes no programa Compra Direta, que previa a aquisição de alimentos de pequenos produtores rurais para a merenda escolar. Júnior Lauretino constituiu uma “cooperativa fantasma” e simulava a venda de produtos dessa cooperativa ao Município. Além disso, agricultores eram arregimentados pelo grupo para cederem seus dados pessoais e constarem como participantes do Compra Direta.

Depoimentos de alguns desses agricultores confirmaram que eles nunca chegaram a fornecer os produtos à Emater, nem ao Município, porém receberam recursos como se tivessem efetuado as vendas e repassaram parte dos valores aos integrantes do esquema. Alguns dos produtos supostamente produzidos pela “cooperativa fantasma” veio, na verdade, de uma fábrica de polpa de frutas instalada na residência de Júnior Laurentino, da qual era sócio Manoel Vicente da Silva Filho.

Esses alimentos teriam sido produzidos pela Associação dos Produtores de Frutas de Tenente Laurentino Cruz, porém não surgiu qualquer prova da existência da associação que, em seu estatuto, de agosto de 2005, tinha a nora do ex-prefeito, Karydja Soares, como presidente. O próprio Joarimar confessou que seu antecessor possuía a fábrica e vendia polpa para a Prefeitura.

As notas fiscais eram subscritas pelo coordenador da Secretaria Municipal de Agricultura, José Edson da Silva, indicando o recebimento de produtos que não vieram, de fato, dos agricultores listados nos documentos. Manoel Vicente Filho agia junto com outros envolvidos principalmente como arregimentador de pessoas para figurarem como “laranjas”, a fim de justificar a produção. As irregularidades resultaram em um dano estimado de R$ 42.881 aos cofres públicos.

Obras diversas – Outra condenação diz respeito a fraudes em diversas licitações que incluíram irregularidades na constituição da comissão de licitação, ausência de assinaturas em documentos, certidões expedidas com data posterior à apuração das propostas, entre outros ilícitos. Um procedimento (008/2007) previa a drenagem e pavimentação de vias no valor de R$ 103.344,60 e foi deflagrado sem sequer terem sido nomeados os membros da CPL. Vários documentos não foram assinados e as empresas “concorrentes” foram escolhidas aleatoriamente.

Em outra licitação via convite, 009/2007, que previa a construção de escola com seis salas de aula, as irregularidades se repetiram. A vencedora foi a Construtora Seridó Oriental. Rosan Marçal e Expedito Júnior, sócios da empresa, atuavam na Associação dos Municípios do Seridó Oriental – AMSO, instituição presidida diversas vezes por Júnior Laurentino. Os projetos, inclusive, foram elaborados contando com o apoio do serviço de topografia da associação.

Favorecimento – Outras três ações trataram de contratos para obras nas quais também foram favorecidas empresas como a Construtora Seridó Oriental. “(…) as empresas de Rosan Marçal, dentre as quais a Seridó Oriental, se revezavam na execução das obras do Município de Tenente Laurentino Cruz ao longo de toda a gestão de Joarimar Tavares, sempre mediante fraudes em certames licitatórios”, aponta a Justiça Federal.

De acordo com o MPF, os envolvidos nas irregularidades chegavam a adiar o resultado das licitações para os sócios da Seridó conhecerem os valores dos “concorrentes”. Dois convites do ano de 2005 previam pavimentação de vias e ampliação do sistema de esgotos e foram vencidos pela Construtora Água Doce, também pertencente a Rosan Marçal. As planilhas utilizadas pelas empresas participantes da “licitação” e pela Prefeitura continham os mesmos erros de português.

A obra de 93 mil recebeu um aditivo ilegal de 90 mil, quase duplicando o valor total do serviço, quando o máximo permitido em lei é um acréscimo de 25%. O aditamento, aliás, ocorreu 11 meses após a contratação, quando o prazo inicial previsto era de 90 dias para a execução total.

A Seridó Oriental ganhou ainda outras duas licitações por convites, em 2016, para drenagem, pavimentação de ruas e construção de um pórtico. Nesse último caso, a AMSO fazia a fiscalização da obra, ou seja: “é dado concluir que Rosan e Expedito, na condição de sócios-administradores, atuavam, ao mesmo tempo, como executores da obra e como fiscalizadores”.

Outros quatro convites, datados de 2006, tratavam da aquisição de alimentos para merenda escolar e produtos de limpeza e novamente o esquema funcionou, com os empresários “perdedores” tendo apenas apresentado as propostas, sem participar das supostas sessões de abertura dos preços. “Dessa forma, restou comprovado o favorecimento à empresa Maria Aparecida de Souza Medeiros, pois, tendo prévio conhecimento das propostas dos concorrentes, podia elaborar uma planilha inferior.”

Os seis processos tramitam na Justiça Federal sob os números 00000215-57.2013.4.05.8402; 00000217-27.2013.4.05.8402; 00000218-12.2013.4.05.8402; 00000219-94.2013.4.05.8402; 00000220-79.2013.4.05.8402; e 00000221-64.2013.4.05.8402.

Confira as penas aplicadas aos condenados

Joarimar Tavares de Medeiros – sentenciado cinco vezes à perda da função pública; ressarcimento dos danos; suspensão dos direitos políticos por até oito anos; pagamento de multa de R$ 48 mil; e proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de até cinco anos.

Aírton Laurentino Júnior – sentenciado seis vezes à perda da função pública; ressarcimento dos danos; suspensão dos direitos políticos por até dez anos; pagamento de multa de R$ 133 mil; proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de até dez anos.

Airton Laurentino de Medeiros Neto – sentenciado cinco vezes à perda da função pública; ressarcimento dos danos; suspensão dos direitos políticos por até oito anos; pagamento de multa de R$ 48 mil; e proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de cinco anos.

Karydja Soares Bezerra – sentenciada em quatro processo ao ressarcimento dos danos.

Rosan Marçal de Araújo – sentenciado quatro vezes à perda da função pública; ressarcimento dos danos; suspensão dos direitos políticos por até oito anos; multa no valor de R$ 34 mil; e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.

Expedito Araújo de Lima Júnior – sentenciado três vezes à perda da função pública; ressarcimento do dano; suspensão dos direitos políticos por até oito anos; multa no valor de R$ 24 mil; e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.

Gutemberg Teodoro Alves – sentenciado em dois processos à perda da função pública; ressarcimento do dano; suspensão dos direitos por oito anos; multa de R$ 17 mil; e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.

Construtora Seridó Oriental Ltda. – sentenciada em quatro processo ao ressarcimento do dano; multa R$ 10 mil; e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.

GTA Construções Ltda. ME: sentenciada em dois processos ao ressarcimento do dano; multa R$ 10 mil; e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.

Construtora Zero Hora (Processo 00000219-94.2013.4.05.8402) – ressarcimento do dano e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de três anos.

Francisco de Assis Alves dos Santos (Processo 00000219-94.2013.4.05.8402) – ressarcimento do dano e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de três anos.

Manoel Vicente da Silva Filho (Processo 00000215-57.2013.4.05.8402) – perda da função pública; ressarcimento do dano; suspensão dos direitos políticos por dez anos; multa no valor de R$ 85 mil; e proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de dez anos.

Francisco de Assis de Morais Araújo (Processo 00000215-57.2013.4.05.8402) – perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por oito anos; multa de R$ 42 mil; ressarcimento do dano; e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de dez anos.

José Edson da Silva (Processo 00000215-57.2013.4.05.8402) perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por nove anos; multa de R$ 42 mil; ressarcimento do dano; e proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de dez anos.

Renilson Nery de Moura (Processo 00000217-27.2013.4.05.8402): ressarcimento dos danos; suspensão dos direitos políticos por seis anos; pagamento de multa de R$ 8 mil; e proibição de contratar com o poder Público pelo prazo de cinco anos.

Ana Maria Pinheiro Ferreira (Processo 00000217-27.2013.4.05.8402) – Perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por seis anos; multa de R$ 8 mil; ressarcimento do dano; e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.

CRM Comercial Ltda. (Processo 00000217-27.2013.4.05.8402) – Ressarcimento do dano e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.

Phospodont Ltda. (Processo 00000217-27.2013.4.05.8402) – Ressarcimento do dano e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.

Maria Elivânia da Silva Santos – Sentenciada em três processos ao ressarcimento dos danos

Maria Aparecida de Souza (Processo 00000220-79.2013.4.05.8402) – Perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por sete anos; multa de R$ 9 mil; ressarcimento dos danos; e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.

Maria Aparecida de Souza Medeiros EPP (Processo 00000220-79.2013.4.05.8402) – Proibição der contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos e ressarcimento dos danos.

Rozenilda Lúcia Tomaz de Medeiros (Processo 00000221-64.2013.4.05.8402) – Perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por seis anos; multa de R$ 7 mil; proibição de contratar com poder público pelo prazo de cinco anos; e ressarcimento dos danos.

Construtora Água Doce Ltda. (Processo 00000221-64.2013.4.05.8402) – Proibição de contratação com o poder público pelo prazo de cinco anos e ressarcimento dos danos.

http://www.mpf.mp.br/rn/sala-de-imprensa/noticias-rn/mpf-ex-prefeitos-de-laurentino-cruz-sao-condenados-seis-vezes-por-improbidade

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Coco Bambu tem derrota inicial em processo contra Gregório Duviver e João Vicente por vídeo sobre suposto plágio ao Camarões


Reprodução / Instagram

A rede de restaurantes Coco Bambu sofreu um revés inicial na Justiça em ação movida contra os humoristas Gregorio Duvivier, João Vicente de Castro e a produtora Porta dos Fundos. O litígio gira em torno de uma acusação direta de plágio feita no programa de humor, onde Duvivier insinuou que um empresário copiou integralmente o cardápio, a identidade visual e até funcionários do tradicional restaurante Camarões.

A juíza Lindalva Soares Silva rejeitou o pedido de tutela de urgência apresentado pelo Coco Bambu, que buscava a remoção imediata do vídeo. A magistrada apontou a ausência de “probabilidade do direito” imediato e destacou a necessidade de priorizar o contraditório, permitindo que a defesa dos réus seja apresentada. Com isso, o conteúdo segue no ar enquanto a ação de indenização por danos morais prossegue.

O centro da disputa jurídica remonta a um episódio de dezembro em que os apresentadores comentavam sobre os estados brasileiros e elogiaram a exclusividade da culinária potiguar. “Lá tem uma rede [de restaurantes] muito boa que é o Camarões. Só tem lá, e eles se recusam a sair de Natal, porque já chamaram muitas vezes”, afirmou Gregório.

Em seguida, veio o trecho que motivou a ofensiva judicial da rede de restaurantes: “Inclusive, tem um restaurante que eu não posso falar o nome, porque senão vou ser vou ser processado, que roubou o Camarões. O empresário foi ao Camarões, ficou indo, achou aquilo genial, copiou todos os pratos, roubou vários garçons, um gerente, o prato, trocou o nome e implantou no Brasil inteiro e ficou bilionário com uma rede que não passa de uma cópia do Camarões”.

A reportagem do UOL tentou contato com o escritório que representa o Coco Bambu para um posicionamento sobre a decisão e a acusação de plágio, mas não obteve retorno.

Com informações do UOL.

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“O povo vai votar no 555”: prefeitos reconhecem trabalho de Zenaide em agenda por cinco cidades


Divulgação / Campanha

A agenda de Zenaide (PSD) movimentou o sábado em diferentes cidades do Rio Grande do Norte. A senadora começou o dia com uma carreata na Zona Norte de Natal e depois seguiu para Taipu, Pureza, Touros e Parazinho, onde participou de mobilizações e recebeu o reconhecimento de prefeitos pelo trabalho realizado em favor dos municípios.

Em Natal, Zenaide esteve ao lado do candidato a deputado estadual Eriko Jácome, presidente da Câmara Municipal em uma grande carreata. Ele destacou os investimentos destinados pela senadora à capital. Já são quase R$ 35 milhões para benfeitorias que melhoram a vida dos natalenses em diferentes regiões da cidade.

No interior, os prefeitos também destacaram a parceria com a senadora. Em Taipu, o prefeito Louvado agradeceu pelos mais de R$ 4,6 milhões destinados ao município. “Emendas que ajudam a melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Em Pureza, Ricardo Brito destacou a atuação de Zenaide na saúde. “Essa senadora que está nos possibilitando devolver a UBS de Itabaiana”, disse em referência a unidade de saúde construída com recursos destinados pela parlamentar.

Em Touros, Pedro Filho afirmou: “É com essa senadora que Touros vem avançando e vai continuar avançando”. Em Parazinho, a prefeita Rita de Luzier agradeceu pelo trabalho da senadora e resumiu o reconhecimento ao declarar: “O povo vai votar no 555”.

Ao longo do dia, a senadora reforçou a importância da parceria com os municípios e destacou que os investimentos destinados ao Rio Grande do Norte têm como objetivo melhorar diretamente a vida da população. A agenda também evidenciou o apoio de lideranças locais ao projeto político de Zenaide, que segue percorrendo o estado e apresentando resultados do trabalho realizado em favor dos potiguares.

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Mossoró abraça Álvaro e Onda 22 toma as ruas da cidade


Divulgação / Campanha

Ao lado do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos), do candidato ao Senado Coronel Hélio (PL), do candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) e do candidato a deputado estadual Jorge do Rosário (PL), Álvaro Dias (PL) participou neste sábado (5) da “Motociata dos Elementos”, que reuniu motociclistas, apoiadores e lideranças políticas em um percurso pelo bairro Boa Vista.

Por onde a Onda 22 passava, moradores saíam às ruas para acompanhar a mobilização. Ao som das músicas da campanha, apoiadores cantavam, faziam o 22 com as mãos e corriam para abraçar Álvaro, que seguiu parte do percurso cumprimentando as pessoas e recebendo manifestações de apoio.

Organizada e liderada por Cabo Deyvison e Jorge do Rosário, a mobilização ganhou clima de festa ao longo do percurso. Álvaro destacou a importância de Mossoró para o desenvolvimento do Estado e defendeu ações voltadas à geração de emprego e renda, ao fortalecimento da segurança pública e à melhoria da infraestrutura e dos serviços oferecidos à população.

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Lula diz a empresários não conhecer Augusto Cury, mas salto do adversário acende sinal amarelo no Planalto


Foto: Alex Pelicer / Estadão Conteúdo

A arrancada repentina do escritor e candidato Augusto Cury nas pesquisas eleitorais pegou o presidente Lula e sua equipe de surpresa. Em reunião com 16 empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, na última segunda-feira, Lula admitiu nunca ter ouvido falar do adversário e questionou os presentes sobre o fenômeno.

Horas antes, levantamento do instituto Nexus havia apontado um crescimento de nove pontos percentuais para Cury, que alcançou 11% das intenções de voto e garantiu a terceira colocação isolada. Inicialmente, o presidente minimizou o avanço, creditando-o exclusivamente ao impulsionamento nas redes sociais e defendendo que “candidato tem que ir pra rua”.

O ceticismo do Planalto, no entanto, durou pouco. Pesquisas presenciais divulgadas na mesma semana pela Quaest (10%) e pelo Datafolha (8%) confirmaram que o fenômeno digital transbordou para o eleitorado físico. Os dados revelaram que Cury disparou entre os eleitores independentes, nicho que é tratado como o fiel da balança de 2026, e que projetou o candidato a alcançar 24% nesse segmento, superando o próprio presidente.

Embora analistas ponderem a viabilidade de uma vaga no segundo turno, o novo peso político de Cury mudou drasticamente a rota da campanha petista. Diante da sinalização do Datafolha de que a maioria do eleitorado de Cury migraria para Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, operadores políticos de Lula já articulam canais de comunicação com o candidato para buscar ao menos a sua neutralidade.

Com informações do UOL.

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CRISE NO STF: Michelle Bolsonaro declara apoio a André Mendonça e o chama de “irmão em Cristo”


Reprodução / Redes Sociais

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou neste sábado (5/9) uma mensagem de forte apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A manifestação pública ocorre em um momento de tensão na Corte, marcado por atritos públicos entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes.

Na postagem, que veio acompanhada de uma foto sorridente ao lado do magistrado, Michelle relembrou os bastidores da indicação de Mendonça por Jair Bolsonaro ao STF. Ela destacou a demora na marcação da sabatina no Senado e detalhou o envolvimento espiritual de aliados no processo.

“Meu irmão em Cristo, você recebeu uma palavra ainda jovem. Sua caminhada com Deus não teve atalhos”, escreveu a ex-primeira-dama, acrescentando que apenas ela, o ministro e intercessores teriam dimensão das orações realizadas em favor da nomeação.

Com informações do Metrópoles

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TRE-RN vê “grave descontextualização” e suspende propaganda de Allyson que afirmava que Cadu Xavier “assinou o aumento do próprio salário”

Fotos: Reprodução/Youtube

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) determinou a suspensão imediata de uma inserção de rádio e televisão da campanha de Allyson Bezerra contra o candidato Cadu Xavier.

A decisão de caráter liminar, assinada neste sábado (5) pelo desembargador eleitoral João Afonso Morais Pordeus, considerou que a propaganda pode ter apresentado fatos de forma falsa ou ‘gravemente descontextualizada’, com potencial para influenciar a percepção do eleitor.

A peça afirma que o candidato petista ao governo Cadu Xavier teria “assinado o aumento do próprio salário”, que a medida teria custado “R$ 13 milhões ao Rio Grande do Norte” e associa o episódio à investigação envolvendo o caso da compra dos respiradores pelo Consórcio Nordeste.

A decisão judicial apontou divergência entre os R$ 13 milhões mencionados na propaganda e os dados técnicos apresentados no processo, além de considerar que não foram demonstrados elementos que estabeleçam relação entre a questão da remuneração e a investigação relacionada ao caso dos respiradores.

Sobre a decisão da Justiça, Cadu Xavier afirmou que “a Justiça Eleitoral restabelece a verdade ao proibir esse jogo sujo. O eleitor do Rio Grande do Norte merece respeito, debate sério e futuro, não armações de marketing rasteiro e velhacaria política”.

Além da suspensão imediata da inserção, o TRE-RN determinou que os representados não veiculem novas peças que reproduzam essencialmente a mesma narrativa. O descumprimento da ordem poderá resultar em multa de R$ 5 mil por veiculação, limitada inicialmente a R$ 30 mil.

A decisão ainda determinou a comunicação às emissoras e a preservação das mídias e dos mapas de veiculação. Os representados terão prazo de dois dias para apresentar defesa, e o caso seguirá para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.

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Justiça Eleitoral dá 24 horas para Deltan Dallagnol explicar vazamento de sigilo fiscal do ministro do STF Cristiano Zanin

Foto: STF/Fernando Frazão – Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deu prazo de 24 horas para que o candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) explique a divulgação de documentos com dados fiscais e bancários sigilosos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os documentos foram anexados pela defesa de Deltan ao processo de registro de sua candidatura.

O material fazia parte de um procedimento sigiloso que tramitou no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e incluía dados de Zanin, da esposa, do sogro, de uma cunhada e do escritório de advocacia ligado à família.

Os documentos foram obtidos originalmente pela Lava Jato em 2019, quando Zanin ainda era advogado do então ex-presidente Lula. A quebra de sigilo determinada à época pelo juiz Marcelo Bretas foi posteriormente anulada pela Segunda Turma do STF.

O ministro Cristiano Zanin também acionou o TRE-PR e pediu medidas para retirar os dados de circulação e a responsabilização dos envolvidos, inclusive na esfera criminal.

O presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, determinou a atribuição imediata de sigilo aos documentos e informou que o episódio foi encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.

A defesa de Dallagnol afirmou que os documentos foram apresentados integralmente à Justiça Eleitoral para demonstrar sua elegibilidade e que não houve intenção de expor os dados pessoais de Zanin. Segundo os advogados, as informações seriam relevantes para a análise das impugnações apresentadas contra a candidatura.

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Justiça Eleitoral rejeita pedido para censurar personagem “Allyso Bizerro”, que faz sátira ao candidato Allyson Bezerra

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte rejeitou a denúncia que pedia a retirada do ar do perfil no Instagram @allysobizerro22 que satiriza o candidato ao governo do RN Allyson Bezerra, utilizando um “sósia” do candidato, além de roupas, acessórios e elementos visuais associados à campanha. A decisão é do juiz da 3ª Zona Eleitoral, Cleanto Alves Pantaleão Filho.

A denúncia havia sido feita pelo aplicativo Pardal e questionava a existência do perfil “Allyso Bizerro”.

O autor dos vídeos de manifestou após a decisão da Corte Eleitoral favorável à continuidade do perfil. “O bom humor e a liberdade de expressão não podem ser censurados pela campanha de Allyson Bezerra”, disse João Paulo, que faz o personagem.

Para o juiz, o conteúdo tem caráter claramente humorístico, em forma de paródia, e está protegido pela liberdade de expressão. A decisão destaca o uso de trocadilhos no nome do perfil e de descrições caricatas, como “Governador de Mederi – PF” e “2x Prefeito TicToc”.

Segundo a Justiça Eleitoral, não foram identificados fatos gravemente falsos, uso irregular de inteligência artificial, impulsionamento pago ou rede coordenada de perfis falsos que justificassem uma intervenção de ofício.

O magistrado também ressaltou que a atuação da Justiça Eleitoral sobre conteúdos na internet deve observar o princípio da intervenção mínima, especialmente quando se trata de sátira e crítica política.

Com isso, a decisão afastou a existência de irregularidade eleitoral manifesta e não determinou a retirada do perfil. O magistrado ressaltou que questionamentos relacionados à honra, imagem ou abuso deverão ser apresentados pela via judicial própria.

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[VÍDEO] Flávio diz que Moraes escolhe “alvos pré-determinados” e depois “tenta construir uma narrativa para condenar a pessoa”

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (5) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), escolhe previamente seus alvos e depois constrói uma narrativa para condená-los.

As declarações foram dadas após Flávio visitar Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, preso no Paraná e condenado a 21 anos de prisão no processo sobre a trama golpista, relatado por Moraes.

Flávio relacionou a condenação de Martins à atual crise no STF, envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça. Na avaliação do senador, o ministro teria utilizado o inquérito das fake news para perseguir adversários políticos e estaria repetindo o mesmo procedimento no caso de Mendonça.

“Ele escolhe seus alvos pré-determinados e depois tenta construir uma narrativa para condenar a pessoa que ele já tem na mente que quer condenar”, afirmou Flávio.

O senador também chamou o gabinete de Moraes de “gabinete da perseguição” e disse que “já passou da hora” de o Senado pautar o impeachment do ministro.

Opinião dos leitores

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Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido em apuração sobre relatório pedido por Mendonça que cita o PGR

Foto: Victor Piemonte/STF

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu, neste sábado (5), que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a produção de um relatório da Polícia Federal envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a associação, Gonet não deveria atuar na apuração por ser citado no próprio relatório. A ADPF também afirmou que os policiais responsáveis pelo documento apenas cumpriram uma determinação judicial de Mendonça e não cometeram irregularidades.

Em nota, a entidade também pediu o arquivamento do procedimento aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados integralmente, sem distinção entre as autoridades envolvidas.

A PGR abriu um procedimento de controle externo para apurar se houve ordem ou interferência externa na elaboração do relatório. Gonet informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que a PF deverá esclarecer se algum fator externo afetou o conteúdo do documento.

O caso envolve mensagens entre Moraes e Vorcaro, reveladas pelo Estadão. O material foi produzido após Mendonça determinar que a PF analisasse os contatos entre o ministro e o banqueiro.

A ADPF afirmou ainda que a apuração da PGR pode produzir efeito intimidatório sobre investigadores e alertou para possíveis prejuízos às investigações em andamento caso informações sigilosas tenham sido expostas.

Opinião dos leitores

  1. Esse sujeito e o diretor da PF, já deveriam estar afastados das suas funções, depois das conversas íntimas, pedidos, festinhas, provas de whisky, viagens, etc, qual a moral desses homens

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