O Globo
O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli defendeu o fato de a companhia não ter estabelecido qualquer condição contratual para evitar uma eventual inadimplência da PDVSA, estatal produtora de petróleo da Venezuela, na parceria firmada para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Petrobras e PDVSA foram parceiras na obra, mas o governo da Venezuela deixou o empreendimento quando 50% das obras já haviam sido executadas, sem o investimento de nenhum centavo. Ele prestou depoimento nesta quarta-feira à CPI mista da Petrobras.
A associação entre as duas estatais encareceu o projeto, pois mais investimentos foram demandados por conta do pesado óleo da Bacia de Carabobo, considerado muito ácido e de pior qualidade. Abreu e Lima era um projeto pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez. Gabrielli defendeu o projeto, em depoimento na tarde desta quarta-feira à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobras.
Uma série de reportagens publicada pelo GLOBO nesta semana revelou que 141 aditivos nos contratos elevaram os custos da refinaria em US$ 3 bilhões, a partir de março de 2008. O empreendimento, orçado inicialmente em US$ 2,3 bilhões, vai custar mais de US$ 20 bilhões.
A diretoria executiva da Petrobras foi alertada pela área técnica em 2009 sobre a inviabilidade econômica do negócio. E, por mais de quatro anos, a cúpula da estatal sob o comando de Gabrielli escondeu as estimativas de custo e os estudos de viabilidade econômica do Tribunal de Contas da União (TCU). O ex-presidente da Petrobras foi questionado por diversas vezes pelos deputados da oposição para comentar as revelações das reportagens.
– Cláusulas de inadimplência com a PDVSA seriam aplicáveis se a associação já estivesse firmada. O que existiu foi uma tentativa de fazer associação. Tentamos uma associação ganha-ganha entre sócios, mas não conseguimos fazer, não chegamos a um acordo. Não há que se falar em inadimplência, pois a refinaria é 100% da Petrobras – disse Gabrielli.
O ex-presidente falou ainda sobre as relações com Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal preso no Paraná. Costa é suspeito de desvio de recursos e de lavagem do dinheiro desviado dos contratos para a construção de Abreu e Lima.
– Minhas relações com Paulo Roberto Costa são estritamente profissionais. Não era meu homem de confiança. Como diretor de Abastecimento, ele era responsável pela construção e operação das refinarias – afirmou Gabrielli.
PASADENA FOI BARATA E É LUCRATIVA, DIZ GABRIELLI
Gabrielli afirmou que a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, foi “barata”, com um preço abaixo de mercado. Ele defendeu o negócio em sua fala inicial à comissão, e disse que Pasadena é lucrativa, argumentando render faturamento de US$ 14 milhões por dia e lucro de US$ 62 milhões, números referentes ao primeiro trimestre deste ano.
A sessão da CPI mista começou às 14h e terminou apenas às 18h50, com parlamentares da oposição participando. No depoimento à CPI da Petrobras exclusiva do Senado, em 20 de maio, o ex-presidente praticamente não foi incomodado. As únicas perguntas partiram do relator da comissão, senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso.
Na CPI mista, os primeiros questionamentos partiram dos deputados da oposição. O relator, deputado Marco Maia (PT-RS), deixou suas perguntas para o final.
– O preço pago para a compra de Pasadena foi de US$ 554 milhões, em 2006 e em 2012. Nós compramos uma refinaria barata, abaixo do preço de mercado. A aquisição da comercializadora de petróleo e derivados custou outros US$ 340 milhões. Com as custas judiciais, o valor chega aos US$ 1,2 bilhão – disse Gabrielli na primeira explanação na CPI mista.
Ele negou ter havido qualquer ilegalidade na compra da segunda metade da refinaria de Pasadena, que pertencia à companhia belga Astra Oil. O negócio é investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF). A presidente Dilma Rousseff, quando presidia o Conselho de Administração da Petrobras, em 2006, alegou ter se baseado em parecer “falho” para aprovar a compra da refinaria, elaborado pelo então diretor da Área Internacional Nestor Cerveró.
Gabrielli negou ter havido qualquer “ilegalidade” na compra da segunda metade da refinaria. O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) acusou o ex-presidente da Petrobras de prevaricação por não ter agido diante da constatação de um parecer “falho” para a compra do empreendimento.
– Eu levei para o Conselho de Administração uma decisão da diretoria colegiada (com proposta de compra da segunda metade da refinaria). Respeitamos inteiramente naquele momento o estatuto da empresa. Não houve nenhuma ilegalidade no processo decisório. E o prejuízo de US$ 530 milhões já foi contabilizado. A cada lucro do ativo, reduz-se esse prejuízo – afirmou Gabrielli.
Gráfico
Esse aprendeu na cartilha de Lula, que aprendeu na cartilha de Dirceu, que aprendeu na cartilha de Fidel, que aprendeu na cartilha de Stálin. Mais quatro anos de PT e o Brasil se acaba. #forapt #foradillma #foralulla #foramensaleiros #forapetralhas #devolvamapetrobras
Esse cara representa o PT.
É Perda Total. Estão destruindo o Brasil.