Economia

Ex-secretário de energia lamenta o RN "ter ficado para trás"

Três lições para o RN em eólicas por Jean-Paul Prates

Não adianta negar: é lastimável que o Rio Grande do Norte, pela primeira vez desde que se apresentou nos leilões federais para compra de energia com seu potencial eólico insuperável, tenha tido NENHUM parque vencedor apesar de ter habilitado mais de 70 projetos. O preço médio ao final do leilão ficou em R$ 124,43/MWh – um deságio de 1,25% em relação ao preço inicial. Os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul foram os contemplados com projetos vencedores. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 3,3 bilhões na construção dos parques eólicos ali situados. O Rio Grande do Sul adicionou 326,6MW de potência. Piauí ficou com 240MW; Pernambuco 120MW, Ceará 98MW e a Bahia com 83MW.

O que aconteceu para o RN ter uma performance tão pobre e distante da liderança isolada que conquistou em 2009, 2010 e 2011?

O principal argumento conhecido é o de que o setor eólico tem apresentado problemas no escoamento das usinas por causa do atraso na transmissão. Por isso, neste leilão e para os próximos, o governo transferiu o risco da transmissão para o gerador obrigando-o, na habilitação, a indicar suas condições de conexão antecipadamente. Como os parques precisam entregar energia em janeiro de 2016 (portanto, com dois anos para serem construídos) o setor precificou esse risco, o que resultou em ofertas taritárias mais altas que antes. Nada grave, apenas um ajuste do crescimento setorial já bem absorvido pela indústria.

Mas note-se que este contexto não é adstrito ao RN. Ele também é encontrado na Bahia, no Ceará e no Piauí em várias áreas prospectadas. Lá também temos bacias de vento não interligadas ao sistema. Além disso, não houve impedimento, e sim maior restrição a habilitar projetos sem conexão. Por isso, mesmo assim, o RN habilitou 71 projetos eólicos à concorrência, somando mais de 1.600MW de potência. Foi o terceiro estado que mais habilitou projetos, tanto em número de parques quanto em MW.

Considerando que há um leilão “mais folgado” em tempo de execução por vir ainda em dezembro deste ano (o Leilão A-5, que dá cinco anos para implantação do parque e das linhas), certamente teremos uma performance bem mais significativa naquele certame, diante de um portfolio numeroso de projetos habilitados. Portanto, não há motivo para desespero, mas o resultado faz pensar. E é bom que se o faça.

Como se explica então não ter colocado nenhum projeto vencedor neste leilão de 2013?

A diferença talvez seja que, no RN, os investidores perceberam que ultimamente encontrem maior dificuldade em estruturar e defender os termos econômicos do seus projetos em função de incertezas que vão além da questão das linhas de transmissão, e que dependem também de ação governamental do Estado.

1. Na própria questão das linhas, o acompanhamento e a cobrança diuturna junto à CHESF e à ANEEL teve um período crítico de total inércia estadual durante 24 meses (2011 e 2012 inteiros). Apesar da responsabilidade regulatória e função penalizadora ser federal, é evidente que cada estado precisa informar, cobrar, acompanhar os projetos de seu interesse. É o mesmo que quando se trata de rodovias ou infra-estrutura de seara federal. O Governo do Estado alerta, reclama, pede apoio da bancada de parlamentares. Para isso ocorrer, tem que estar acompanhando, entendendo e tratando do assunto no seu dia-a-dia. Isso não ocorreu em 2011 e 2012, e se refletiu um ano depois. Quando o atual secretário foi convidado e tomou posse (dezembro, 2012), já teve que atuar como médico em uma emergência, atacando apenas aquela prioridade, diante do fato concreto de o RN ver-se na iminência de ter alguns parques já contratados migrando para o Maranhão.

2. A atuação de Rogério Marinho na questão de recuperar o acompanhamento e as cobranças quanto às linhas de transmissão já licitadas foi por mim elogiada. Há que se fazer justiça e não há política ou ideologia que me impeçam de fazer isso sempre. Como o Governo Federal resolveu atualizar toda a metodologia de planejamento da questão nacionalmente, Rogério e sua equipe também tiveram a oportunidade de incluir o RN no plano futuro das novas linhas a ser licitadas. Isso é o papel de gestor energético estadual: dar subsídios para as tomadas de decisão em nível nacional. Mas com tanto a fazer no segmento de transmissão no RN, os investidores precisam ter certeza de que tal empenho e cobrança continuarão, para estas e para as futuras linhas a construir.

3. Não se resolve tudo com tratamento pontual e urgente. Há medidas que são de fundo estratégico e outras de caráter permanente e regular. A criação e a manutenção de um ambiente confortável e competitivo para o investimento em eólicas no RN é um trabalho que não pára. Não dá trégua. Por isso, exige dedicação exclusiva. Há que se tomar conta dos parques em construção, evitando os esperados conflitos e traumas junto a comunidades locais, facilitando a logística de transporte dos equipamentos gigantes, acompanhando as questões burocráticas que envolvem outras diversas entidades com quem os empreendedores são obrigados por lei a interagir. Há que se acompanhar os projetos em operação, assegurando condições de segurança para os trabalhadores e staff gerencial, bem como a reciclagem e capacitação de pessoal local para que dele possam dispor os empreendimentos evitando trazer mão-de-obra de fora. Há que se apoiar aqueles empreendedores que ainda se encontram medindo vento e concebendo seus projetos, também com segurança, acesso à informação governamental, desburocratização, agilidade e eficiência no apoio à indústria – o que absolutamente não quer dizer atropelar procedimentos ou garantir privilégios, apenas compreender os prazos e necessidades especiais de uma atividade regulada como gerar energia. Enfim, há uma série de atividades diuturnas, constantes.

4. No dia-a-dia das prospecções e operações, também há muitas coisas que podem minar o ambiente de investimentos. Neste sentido, as forças-tarefas que criamos em 2010 para o acompanhamento dos projetos eram um diferencial, hoje copiado pela Bahia com sucesso – e descontinuado no RN desde 2011. O núcleo ambiental específico, também projetado em 2010, foi implementado em 2011 pelo IDEMA, mas precisa funcionar em ritmo e rotina diferente dos demais núcleos do órgão. Se for para ser igual, não adianta. Há questões emergentes agora quanto à segurança nas áreas dos investimentos (sabotagens, atentados a equipamentos, ataques ao staff para roubo de dinheiro em dia de pagamento, entre outros incidentes registrados em Areia Branca, João Câmara e Parazinho, por exemplo). Há também uma insegurança fundiária que recrudesce, após termos aplacado o início da especulação em 2009. Neste quesito, é fundamental a interação do Governo do Estado com o Poder Judiciário e com as corregedorias, para coibir fraudes, falhas e custos abusivos cartoriais, a sobreposição de registros e os impedimentos burocráticos junto ao INCRA e outras entidades participantes dos processos.

Enfim, falta papel aqui para tantas incumbências relevantes para o Estado nestes empreendimentos. Mas o ponto é que há muitas lições a aprender a partir deste resultado lamentável do RN no leilão de 2013:

Lição 1: quem continuar acreditando que para ser bem sucedido no setor eólico basta ter vento, vai ficar falando sozinho e permitir que o RN perca espaço para lugares com menos potencial, menor fator de capacidade mas mais iniciativa e ação governamental.

Lição 2: no trato das questões setoriais, há que ter transparência e humildade: abrir-se ao debate com as entidades setoriais dá muito mais resultado do que conversas de alcova com um ou outro empresário mais falante. Por três vezes (2011, 2012 e 2013), por exemplo, o Governo do RN simplesmente IGNOROU o Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, que nasceu justamente em Natal, em 2009 e 2010. Ninguém apareceu nele durante os três últimos anos de sua realização, que objetiva justamente a discussão anual das questões regulatórias, políticas e operacionais locais do setor. Note-se que em momento nenhum foi solicitado apoio financeiro, apenas comparecimento oficial para participação nos debates.

Lição 3: ação governamental não é só política. Não se resume a ser amigo ou adversário do Governo Federal, a reclamar ou bradar por apoio. É preciso pleitear as coisas com fundamento técnico. Principalmente, na gestão Dilma Rousseff que, tanto com Natal quanto com o RN, já demonstrou atuar de forma “republicana”, sem diferenciais político-ideológicos, inclusive tendo sido elogiada tanto pela ex-prefeita quanto pela atual Governadora quanto a isso. Como em outros setores (turismo, infra-estrutura, pesca, mineração etc), no setor energético é preciso cooperar mais do que mendigar ou esbravejar. É preciso elaborar pré-estudos, conceitos com conhecimento local, expressar informações e diálogos com quem conhece a realidade específica. Sem isso, os pleitos ficam relegados a meros ex-votos: pernas e braços desintegrados, pedidos por interesse específico, sem conexão com uma estratégia maior.

Por fim, resta uma esperança fortuita: com o sempre “heróico” apoio da FIERN, embarcou-se num projeto de diagnóstico chamado “Mais RN”, aparentemente ambicioso demais para um final de administração em que aliados se auto-ejetam a cada semana. O objetivo e as metas do Mais RN são louváveis, mas pouco se dá a conhecer sobre a sua execução e destinação dos recursos arrecadados junto a empresas (inclusive mas não se limitando ao setor eólico) “a convite” do Governo do Estado. Os setores produtivos do RN certamente aguardam com ansiedade os resultados deste diagnóstico caro e pago por todos, para além dos impostos e encargos usualmente já incidentes. Será frustrante se tal trabalho resultar apenas em mais um relatório de gaveta entre outros tantos já contratados e pagos no passado recente e distante, como panacéias para o desenvolvimento do Estado.

Informe adicional: 

Hoje, um total de 39 empreendimentos eólicos, somando capacidade instalada de 867,6 megawatts (MW), foi contratado no leilão de Energia A-3/2013, promovido pelo Governo Federal com o objetivo de suprir a demanda de eletricidade do país no ano de 2016: 28 concessionárias de distribuição serão as compradoras junto aos empreendedores dos projetos vencedores com contratos de compra e venda de energia de duração de 25 anos, válidos a partir de 1 de janeiro de 2016. O preço médio ao final do leilão ficou em R$ 124,43/MWh – um deságio de 1,25% em relação ao preço inicial. Os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul foram os contemplados com projetos vencedores. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 3,3 bilhões na construção dos parques eólicos ali situados. O Rio Grande do Sul adicionou 326,6MW de potência. Piauí ficou com 240MW; Pernambuco 120MW, Ceará 98MW e a Bahia com 83MW. A Empresa de Pesquisa Energética – EPE habilitou tecnicamente 429 projetos de geração de energia elétrica para o A-3/2013, com potência instalada somada de 10.460 MW. A eólica apresentou os maiores números entre as fontes participantes: 381 empreendimentos habilitados, totalizando uma capacidade de 9.191 megawatts (MW). Outro aspecto relevante a comentar é que além da fonte eólica, participaram do leilão projetos de geração solar fotovoltaicos – pela primeira vez. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) chegou a habilitar 31 projetos fotovoltaicos para este leilão, que somavam 813MW de potência. Também não tiveram sucesso tarifário os poucos projetos termelétricos a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas que se apresentaram.

Opinião dos leitores

  1. LAMENTÁVEL!!! Infelicidade muito grande o RN ter ao mesmo tempo uma governadora e a prefeita da capital incompetentes.

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VÍDEO: Imagens mostram rápida propagação do fogo em condomínio em Hong Kong

Imagens divulgadas nas redes sociais revelam a força devastadora do incêndio que consumiu, em poucos minutos, um complexo residencial em Hong Kong na quarta-feira (26). As chamas se espalharam com velocidade impressionante, transformando prédios inteiros em colunas de fogo e fumaça.

O saldo é trágico: ao menos 146 mortos e quase 300 desaparecidos. Segundo a Reuters, trata-se provavelmente do incêndio mais mortal em Hong Kong desde a Segunda Guerra Mundial.

As gravações mostram um cenário desesperador: andaimes sendo arremessados dos edifícios, ainda envoltos nas redes verdes usadas para obras, enquanto o fogo avançava sem controle por vários blocos de Wang Fuk Court. O complexo, extremamente adensado, reúne oito prédios com 2 mil apartamentos, onde vivem mais de 4.600 pessoas — milhares delas surpreendidas pela tragédia em plena madrugada.

Com informações de CNN e g1

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Geral

Lula faz pronunciamento neste domingo sobre isenção do IR até R$ 5 mil


Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um pronunciamento que irá ao ar em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (30), às 20h30. A fala, com pouco mais de seis minutos, terá como eixo central a sanção da lei que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil mensais, uma das principais promessas feitas pelo petista durante a campanha de 2022.

A medida, aprovada nesta semana, passa a valer a partir de janeiro de 2026 e deve beneficiar mais de 15 milhões de contribuintes, segundo estimativas da equipe econômica.

O governo afirma que a nova faixa de isenção só foi possível após a taxação das altas fortunas, apresentada como forma de corrigir distorções na distribuição da carga tributária.

Além de destacar o impacto da nova política de renda, que também prevê descontos para quem ganha até R$ 7.350, Lula deve citar a retomada de programas sociais e os indicadores econômicos recentes.

O governo aponta que o país registra, neste momento, o menor índice de desemprego da série histórica e crescimento acima da média regional.

Lula continuará em Brasília neste fim de semana, sem compromissos públicos. A agenda da próxima semana inclui viagem ao Nordeste, com inauguração de barragens em Pernambuco e a entrega das primeiras Carteiras Nacionais Docentes e de equipamentos do Programa Mais Professores, no Ceará.

InfoMoney

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Geral

[ANÁLISE] E AGORA, LULA? Cientistas políticos explicam por que Nordeste já não é “vitória garantida” para Lula

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Marina Verenicz, InfoMoney

Durante duas décadas, o Nordeste foi sinônimo de terreno seguro para o PT. Mas essa dinâmica mudou. Para analistas ouvidos em encontro promovido pelo UBS com empresários e clientes, nesta quarta-feira (26), a região mantém importância estratégica para Lula, porém deixou de ser um reduto automático.

O desgaste acumulado e as transformações sociais recentes criaram um ambiente mais volátil — e, em alguns casos, mais hostil — para o governismo.

Segundo o cientista político Andrei Roman, cofundador da AtlasIntel, há uma mudança estrutural em curso no comportamento do eleitorado nordestino. Pesquisas recentes registram uma queda no desempenho do petista na região, reflexo de fatores que se somam e fragilizam uma equação que antes parecia estável.

O primeiro deles é o esvaziamento simbólico dos programas de transferência de renda. Durante anos, o Bolsa Família funcionou como elo central entre o Nordeste e o PT, mas perdeu força eleitoral. Roman observa que o programa se tornou menos determinante ao longo do tempo, tanto pela longevidade quanto pelo fato de Jair Bolsonaro ter elevado seu valor em 2022.

“Hoje já não existe mais aquele temor de que um governo de direita vá acabar com o programa”, explicou. A consequência seria direta: o vínculo automático com o lulismo enfraquece.

O segundo ponto levantado pelo pesquisador é o desgaste dos governadores aliados da esquerda. “Não temos mais campeões de popularidade como antes”, afirmou, citando Bahia e Ceará entre os casos de maior declínio de aprovação.

Para ele, quando governadores perdem apoio, parte desse desgaste respinga no governo federal, especialmente em uma região onde o eleitor tende a associar problemas cotidianos a Brasília.

O terceiro fator é o avanço do crime organizado e da violência. Roman destacou que a deterioração da segurança pública cresceu de forma acentuada fora das capitais, afetando cidades médias e pequenos municípios. A percepção de insegurança fragiliza a imagem de eficiência estatal e amplia o sentimento de frustração com os governos locais e nacional.

Além desses três vetores, há uma transformação no perfil do eleitor mais decisivo da região. O especialista apontou que o “swing voter” do Nordeste se concentra nas periferias urbanas, um eleitorado menos fiel ao lulismo, mais sensível ao custo de vida e à qualidade dos serviços públicos. “É um eleitor muito mais atento ao cotidiano do que ao debate ideológico”, disse.

O resultado é um Nordeste mais competitivo. Não se trataria de um rompimento com o PT, mas de um ambiente que exige maior presença, respostas mais rápidas e uma estratégia que vá além do apelo histórico dos programas sociais.

A mudança também reposicionaria o mapa da disputa: se antes o Nordeste compensava eventuais perdas no Sudeste, agora os dois frontes tendem a ser igualmente acirrados, ampliando o peso das periferias das grandes capitais nordestinas no tabuleiro de 2026.

Por Marina Verenicz, InfoMoney

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Geral

Diagnóstico de Alzheimer de Heleno é de 2025, e não de 2018, diz defesa

Foto: Ton Molina/STF

A defesa do general Augusto Heleno informou ao ministro Alexandre de Moraes que é incorreta a informação de que o ex-ministro teria recebido diagnóstico de Alzheimer em 2018. Segundo os advogados, o diagnóstico definitivo ocorreu em janeiro de 2025, após primeiros sinais de falhas de memória registrados no fim de 2022.

A manifestação foi enviada neste sábado (29/11), após Moraes determinar que a defesa apresentasse, em cinco dias, os documentos médicos que comprovem o quadro clínico. Os laudos revelados durante a semana mostram exames, consultas e evolução da doença entre 2022 e 2025, incluindo o parecer que confirma demência mista (Alzheimer e demência vascular).

A defesa diz que a referência a 2018 foi um equívoco decorrente da própria condição de Heleno durante o exame de corpo de delito. Os advogados anexaram uma planilha com registros médicos de 2000 a novembro de 2025 e reiteraram que o regime fechado pode agravar irreversivelmente o estado de saúde do general.

Ao final, a defesa pede que Heleno cumpra prisão domiciliar, em caráter humanitário e com urgência.

Com informações de Correio Braziliense

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Geral

Com meses de atraso, Congresso deve avançar com Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 nesta semana

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Congresso Nacional deve finalmente avançar nesta semana na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, após meses de paralisação no calendário orçamentário. A Comissão Mista de Orçamento (CMO) marcou para terça-feira (2) a análise do parecer do relator, Domingos Neto (PSD-CE). A expectativa é de votação em sessão do Congresso na quarta (3).

O avanço ocorre após sucessivos adiamentos motivados por impasses políticos e pela dependência de votações fiscais consideradas essenciais pelo governo.

A LDO define prioridades, metas e a base da Lei Orçamentária Anual (LOA), influenciando gastos obrigatórios, investimentos e programas sociais.

O atraso pressiona o planejamento do Executivo e repete o cenário do ano anterior, ampliando críticas ao desgaste do processo orçamentário. A aprovação nesta semana abriria caminho para a fase final da negociação da LOA de 2026, permitindo ajustes nas estimativas de receitas e parâmetros macroeconômicos.

Nos bastidores, integrantes da CMO afirmam que o clima político está mais favorável, com esforço do governo para acelerar pautas fiscais e pressão do Congresso por uma definição.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, condicionou o avanço da LDO à aprovação de medidas que reduzam gastos tributários — entre elas, o projeto que aplica corte linear em benefícios fiscais, considerado crucial para o cumprimento das metas do arcabouço fiscal.

Se o calendário for mantido, deputados e senadores devem concluir ainda nesta semana um dos principais entraves da agenda orçamentária.

Com informações de CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. O Congresso Nacional é uma vergonha em todos os sentidos. Só deveriam entrar de férias ou recesso após aprovação do orçamento.

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Governo Lula reduz projeção do salário mínimo de 2026 para R$ 1.627

Foto: Natália Filippin/g1

O governo federal revisou para baixo a estimativa do salário mínimo de 2026. A projeção caiu de R$ 1.631 para R$ 1.627, segundo atualização enviada pelo Ministério do Planejamento ao Congresso.

A redução reflete o comportamento da inflação, que vem subindo menos que o esperado. Como o INPC — índice usado para calcular o reajuste — deve fechar o ano abaixo da estimativa inicial, o aumento do mínimo também será menor.

Se o novo valor se confirmar, o salário mínimo de 2026 terá alta de cerca de 7,2% sobre o piso atual (R$ 1.518).

O valor final deve ser conhecido nos próximos dias, após a divulgação oficial do INPC. A diferença, porém, não deve ser significativa em relação à projeção de R$ 1.627.

A fórmula de correção considera:

  • a inflação acumulada em 12 meses até novembro (INPC);

  • o crescimento do PIB.

Pelas regras do arcabouço fiscal, o reajuste não pode ultrapassar 2,5% acima da inflação.

Com informações de g1

Opinião dos leitores

  1. Nossa que queda brusca de 4 reais…kkkkkk
    Ainda assim o enorme reajuste de 6 reais que o Bolsonaro deu em 2019 foi melhor…kkkkk
    #voltaMito
    #saudadedoMito
    🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

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Geral

Brasil vira alvo de críticas após COP30 ao adotar medidas que contradizem discurso climático

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Logo depois de assumir o comando da COP30, o Brasil passou a enfrentar desgaste internacional ao sancionar medidas internas vistas como contrárias ao discurso de transição energética. O país apresentará, em 2026, um plano para orientar a transição dos combustíveis fósseis e o combate ao desmatamento, mas a coordenação já nasce pressionada: na semana seguinte à conferência, o governo prorrogou o uso do carvão até 2040 e o Congresso derrubou vetos ao novo marco de licenciamento ambiental, reacendendo dúvidas sobre a liderança brasileira na agenda climática.

A COP30 aprovou o chamado Mecanismo de Belém, que orienta uma transição global justa e prevê cooperação internacional, recursos e requalificação de trabalhadores de regiões dependentes de combustíveis fósseis. Também houve promessa de triplicar os fundos para adaptação climática até 2035. Mas o Brasil enfrentou resistência ao tentar inserir nas decisões formais um roteiro global para transição dos fósseis — movimento puxado por Lula e Marina Silva, mas criticado por negociadores que temeram politização excessiva e perda de neutralidade da presidência brasileira.

As decisões domésticas ampliaram o desgaste. A prorrogação das usinas a carvão contrariou o Ministério do Meio Ambiente e deve custar até R$ 107 bilhões aos consumidores até 2040, segundo o Instituto Arayara. Já o novo licenciamento ambiental, flexibilizado após queda de 63 vetos no Congresso, reacendeu alertas de inconstitucionalidade e risco às metas climáticas. Especialistas lembram que o STF já reconheceu o Acordo de Paris como tratado de direitos humanos, o que permite contestar leis internas que enfraqueçam a política climática nacional.

Entre pressões políticas e obrigações climáticas, o governo tenta equilibrar segurança energética, empregos e compromissos internacionais. Para ambientalistas, porém, a manutenção do carvão e o afrouxamento do licenciamento colocam em xeque a credibilidade do país enquanto líder global da transição. Caberá ao Brasil construir, até 2026, o “mapa do caminho” da COP30 — enquanto tenta resolver contradições internas que desafiam seu próprio discurso climático.

Com informações do Poder 360

Opinião dos leitores

  1. A FLOP 30 foi um grande desperdício de dinheiro público. Foi um evento pra Janja esbánjar e o povo lascado pagar.

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Política

Moraes pressiona defesa de Heleno e exige prontuários, exames e toda a evolução médica do general

Foto: Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu colocar sob lupa o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do general Augusto Heleno e exigiu uma série de documentos médicos antes de tomar qualquer decisão. Heleno, condenado por suposta participação em um plano golpista atribuído pela Corte ao entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro, está detido desde terça-feira (29) no Comando Militar do Planalto, em Brasília.

A defesa informou que o general convive com demência mista — incluindo Alzheimer — desde 2018. A declaração levou a Procuradoria-Geral da República a se posicionar a favor de que Heleno cumpra a pena de 21 anos em casa, citando razões humanitárias. Mesmo assim, Moraes quer uma devassa completa no histórico clínico do militar.

A decisão do ministro, publicada neste sábado (29), dá cinco dias para que a defesa apresente:

• o exame inicial de 2018 que teria indicado sinais de Alzheimer ou demência mista;
• todos os prontuários, relatórios, laudos médicos, avaliações neuropsicológicas e psiquiátricas produzidos desde então;
• comprovação de consultas, datas, médicos responsáveis e evolução do quadro nos últimos seis anos.

Moraes ainda destacou que o período alegado da doença coincide justamente com a época em que Heleno comandou o GSI no governo Bolsonaro. O ministro quer saber se o diagnóstico foi oficialmente informado ao serviço médico da Presidência ou a qualquer órgão do governo federal na época.

Todo o material ficará sob sigilo, segundo o despacho, por envolver dados sensíveis da vida privada do general.

PGR defende prisão domiciliar

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, opinou pela concessão do benefício. Ele afirma que a jurisprudência do próprio STF admite o regime domiciliar para condenados com doenças graves que demandem tratamento impossível de ser oferecido em ambiente prisional adequado.

Ao comunicar o Exército sobre sua condição, Heleno anexou um relatório médico mencionando perda de memória recente, hipertensão e prisão de ventre. No exame de corpo de delito, porém, a médica responsável afirmou que o general estava lúcido, com sinais vitais normais e aparência condizente com a idade — relatando apenas dor nas costas como queixa atual.

Com informações da CNN

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Geral

Antes de ser preso, Vorcaro encomendou iate de mais de meio bilhão de reais

Foto: Fábio Vieira/Estadão

Antes de ver seu império financeiro ruir, Daniel Vorcaro — ex-dono do Banco Master — havia encomendado um iate avaliado em mais de R$ 500 milhões (cerca de 100 milhões de euros) em um estaleiro europeu. A embarcação, símbolo do estilo de vida extravagante do banqueiro, nunca chegou às suas mãos: o luxo ficou no papel enquanto a Justiça o alcançava. A informação é do colunista Lauro Jardim, do O Globo.

Vorcaro foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias dentro do Banco Master. Dias depois, o banco foi colocado em liquidação extrajudicial, agravando a crise e deixando credores sob expectativa do Fundo Garantidor de Créditos.

Neste sábado (29), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou a soltura do empresário, que agora cumpre medidas cautelares — tornozeleira eletrônica, proibição de sair do país e veto a qualquer atividade no sistema financeiro. A PF já havia bloqueado bens e acessado documentos que detalham o rastreamento de recursos da instituição.

A situação do iate segue indefinida: segundo pessoas próximas à negociação, a construção estava em fase avançada, mas não será liberada ao ex-banqueiro enquanto durar o imbróglio judicial que envolve o Master e seus ex-executivos. A queda de Vorcaro, que há poucos meses circulava como um dos nomes mais agressivos do mercado financeiro, se tornou um dos capítulos mais simbólicos do colapso da instituição.

Com informações do O Globo

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Geral

Segunda biografia de Lula atrasa de novo e chega em 2026 sem incluir atual governo

Foto: Adriano Machado/Reuters

Após três adiamentos, a segunda parte da biografia de Luiz Inácio Lula da Silva, escrita por Fernando Morais, agora está prevista para 2026 — e chegará às livrarias sem abordar o mandato atual do petista. Morais, conhecido por obras sobre Chateaubriand, Olga Benário e Paulo Coelho, conclui o volume que começa com uma conversa entre Lula e Fidel Castro e deveria ter sido lançado ainda em 2023. As dificuldades de acesso a documentos do FBI e da CIA, além do ritmo lento do autor, empurraram o projeto para frente.

O primeiro livro, publicado em 2011 e com mais de 400 páginas, narrou a infância de Lula e sua trajetória sindical até a derrota para o governo de São Paulo em 1982. Agora, Morais pretende encerrar o novo volume antes da primeira vitória do petista à Presidência, em 2002. Para dar conta da longa história que se seguiria, escritor e editora decidiram dividir o material em um terceiro tomo.

Esse futuro terceiro volume trataria dos anos de Lula no comando do Executivo, da ascensão e queda de Dilma Rousseff e do período de turbulências políticas que marcou o país — mas nada disso aparecerá no lançamento de 2026. A biografia, portanto, chegará ao público ainda “incompleta”, deixando de fora o capítulo mais recente e controverso da trajetória do presidente.

Depois de concluir os três livros sobre Lula, Fernando Morais já tem outro alvo definido: pretende se dedicar a uma obra sobre o Partido Comunista Brasileiro, o que reforça o interesse do autor por figuras e movimentos alinhados à esquerda.

Com informações do R7

Opinião dos leitores

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