Economia

Ex-secretário de energia lamenta o RN "ter ficado para trás"

Três lições para o RN em eólicas por Jean-Paul Prates

Não adianta negar: é lastimável que o Rio Grande do Norte, pela primeira vez desde que se apresentou nos leilões federais para compra de energia com seu potencial eólico insuperável, tenha tido NENHUM parque vencedor apesar de ter habilitado mais de 70 projetos. O preço médio ao final do leilão ficou em R$ 124,43/MWh – um deságio de 1,25% em relação ao preço inicial. Os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul foram os contemplados com projetos vencedores. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 3,3 bilhões na construção dos parques eólicos ali situados. O Rio Grande do Sul adicionou 326,6MW de potência. Piauí ficou com 240MW; Pernambuco 120MW, Ceará 98MW e a Bahia com 83MW.

O que aconteceu para o RN ter uma performance tão pobre e distante da liderança isolada que conquistou em 2009, 2010 e 2011?

O principal argumento conhecido é o de que o setor eólico tem apresentado problemas no escoamento das usinas por causa do atraso na transmissão. Por isso, neste leilão e para os próximos, o governo transferiu o risco da transmissão para o gerador obrigando-o, na habilitação, a indicar suas condições de conexão antecipadamente. Como os parques precisam entregar energia em janeiro de 2016 (portanto, com dois anos para serem construídos) o setor precificou esse risco, o que resultou em ofertas taritárias mais altas que antes. Nada grave, apenas um ajuste do crescimento setorial já bem absorvido pela indústria.

Mas note-se que este contexto não é adstrito ao RN. Ele também é encontrado na Bahia, no Ceará e no Piauí em várias áreas prospectadas. Lá também temos bacias de vento não interligadas ao sistema. Além disso, não houve impedimento, e sim maior restrição a habilitar projetos sem conexão. Por isso, mesmo assim, o RN habilitou 71 projetos eólicos à concorrência, somando mais de 1.600MW de potência. Foi o terceiro estado que mais habilitou projetos, tanto em número de parques quanto em MW.

Considerando que há um leilão “mais folgado” em tempo de execução por vir ainda em dezembro deste ano (o Leilão A-5, que dá cinco anos para implantação do parque e das linhas), certamente teremos uma performance bem mais significativa naquele certame, diante de um portfolio numeroso de projetos habilitados. Portanto, não há motivo para desespero, mas o resultado faz pensar. E é bom que se o faça.

Como se explica então não ter colocado nenhum projeto vencedor neste leilão de 2013?

A diferença talvez seja que, no RN, os investidores perceberam que ultimamente encontrem maior dificuldade em estruturar e defender os termos econômicos do seus projetos em função de incertezas que vão além da questão das linhas de transmissão, e que dependem também de ação governamental do Estado.

1. Na própria questão das linhas, o acompanhamento e a cobrança diuturna junto à CHESF e à ANEEL teve um período crítico de total inércia estadual durante 24 meses (2011 e 2012 inteiros). Apesar da responsabilidade regulatória e função penalizadora ser federal, é evidente que cada estado precisa informar, cobrar, acompanhar os projetos de seu interesse. É o mesmo que quando se trata de rodovias ou infra-estrutura de seara federal. O Governo do Estado alerta, reclama, pede apoio da bancada de parlamentares. Para isso ocorrer, tem que estar acompanhando, entendendo e tratando do assunto no seu dia-a-dia. Isso não ocorreu em 2011 e 2012, e se refletiu um ano depois. Quando o atual secretário foi convidado e tomou posse (dezembro, 2012), já teve que atuar como médico em uma emergência, atacando apenas aquela prioridade, diante do fato concreto de o RN ver-se na iminência de ter alguns parques já contratados migrando para o Maranhão.

2. A atuação de Rogério Marinho na questão de recuperar o acompanhamento e as cobranças quanto às linhas de transmissão já licitadas foi por mim elogiada. Há que se fazer justiça e não há política ou ideologia que me impeçam de fazer isso sempre. Como o Governo Federal resolveu atualizar toda a metodologia de planejamento da questão nacionalmente, Rogério e sua equipe também tiveram a oportunidade de incluir o RN no plano futuro das novas linhas a ser licitadas. Isso é o papel de gestor energético estadual: dar subsídios para as tomadas de decisão em nível nacional. Mas com tanto a fazer no segmento de transmissão no RN, os investidores precisam ter certeza de que tal empenho e cobrança continuarão, para estas e para as futuras linhas a construir.

3. Não se resolve tudo com tratamento pontual e urgente. Há medidas que são de fundo estratégico e outras de caráter permanente e regular. A criação e a manutenção de um ambiente confortável e competitivo para o investimento em eólicas no RN é um trabalho que não pára. Não dá trégua. Por isso, exige dedicação exclusiva. Há que se tomar conta dos parques em construção, evitando os esperados conflitos e traumas junto a comunidades locais, facilitando a logística de transporte dos equipamentos gigantes, acompanhando as questões burocráticas que envolvem outras diversas entidades com quem os empreendedores são obrigados por lei a interagir. Há que se acompanhar os projetos em operação, assegurando condições de segurança para os trabalhadores e staff gerencial, bem como a reciclagem e capacitação de pessoal local para que dele possam dispor os empreendimentos evitando trazer mão-de-obra de fora. Há que se apoiar aqueles empreendedores que ainda se encontram medindo vento e concebendo seus projetos, também com segurança, acesso à informação governamental, desburocratização, agilidade e eficiência no apoio à indústria – o que absolutamente não quer dizer atropelar procedimentos ou garantir privilégios, apenas compreender os prazos e necessidades especiais de uma atividade regulada como gerar energia. Enfim, há uma série de atividades diuturnas, constantes.

4. No dia-a-dia das prospecções e operações, também há muitas coisas que podem minar o ambiente de investimentos. Neste sentido, as forças-tarefas que criamos em 2010 para o acompanhamento dos projetos eram um diferencial, hoje copiado pela Bahia com sucesso – e descontinuado no RN desde 2011. O núcleo ambiental específico, também projetado em 2010, foi implementado em 2011 pelo IDEMA, mas precisa funcionar em ritmo e rotina diferente dos demais núcleos do órgão. Se for para ser igual, não adianta. Há questões emergentes agora quanto à segurança nas áreas dos investimentos (sabotagens, atentados a equipamentos, ataques ao staff para roubo de dinheiro em dia de pagamento, entre outros incidentes registrados em Areia Branca, João Câmara e Parazinho, por exemplo). Há também uma insegurança fundiária que recrudesce, após termos aplacado o início da especulação em 2009. Neste quesito, é fundamental a interação do Governo do Estado com o Poder Judiciário e com as corregedorias, para coibir fraudes, falhas e custos abusivos cartoriais, a sobreposição de registros e os impedimentos burocráticos junto ao INCRA e outras entidades participantes dos processos.

Enfim, falta papel aqui para tantas incumbências relevantes para o Estado nestes empreendimentos. Mas o ponto é que há muitas lições a aprender a partir deste resultado lamentável do RN no leilão de 2013:

Lição 1: quem continuar acreditando que para ser bem sucedido no setor eólico basta ter vento, vai ficar falando sozinho e permitir que o RN perca espaço para lugares com menos potencial, menor fator de capacidade mas mais iniciativa e ação governamental.

Lição 2: no trato das questões setoriais, há que ter transparência e humildade: abrir-se ao debate com as entidades setoriais dá muito mais resultado do que conversas de alcova com um ou outro empresário mais falante. Por três vezes (2011, 2012 e 2013), por exemplo, o Governo do RN simplesmente IGNOROU o Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, que nasceu justamente em Natal, em 2009 e 2010. Ninguém apareceu nele durante os três últimos anos de sua realização, que objetiva justamente a discussão anual das questões regulatórias, políticas e operacionais locais do setor. Note-se que em momento nenhum foi solicitado apoio financeiro, apenas comparecimento oficial para participação nos debates.

Lição 3: ação governamental não é só política. Não se resume a ser amigo ou adversário do Governo Federal, a reclamar ou bradar por apoio. É preciso pleitear as coisas com fundamento técnico. Principalmente, na gestão Dilma Rousseff que, tanto com Natal quanto com o RN, já demonstrou atuar de forma “republicana”, sem diferenciais político-ideológicos, inclusive tendo sido elogiada tanto pela ex-prefeita quanto pela atual Governadora quanto a isso. Como em outros setores (turismo, infra-estrutura, pesca, mineração etc), no setor energético é preciso cooperar mais do que mendigar ou esbravejar. É preciso elaborar pré-estudos, conceitos com conhecimento local, expressar informações e diálogos com quem conhece a realidade específica. Sem isso, os pleitos ficam relegados a meros ex-votos: pernas e braços desintegrados, pedidos por interesse específico, sem conexão com uma estratégia maior.

Por fim, resta uma esperança fortuita: com o sempre “heróico” apoio da FIERN, embarcou-se num projeto de diagnóstico chamado “Mais RN”, aparentemente ambicioso demais para um final de administração em que aliados se auto-ejetam a cada semana. O objetivo e as metas do Mais RN são louváveis, mas pouco se dá a conhecer sobre a sua execução e destinação dos recursos arrecadados junto a empresas (inclusive mas não se limitando ao setor eólico) “a convite” do Governo do Estado. Os setores produtivos do RN certamente aguardam com ansiedade os resultados deste diagnóstico caro e pago por todos, para além dos impostos e encargos usualmente já incidentes. Será frustrante se tal trabalho resultar apenas em mais um relatório de gaveta entre outros tantos já contratados e pagos no passado recente e distante, como panacéias para o desenvolvimento do Estado.

Informe adicional: 

Hoje, um total de 39 empreendimentos eólicos, somando capacidade instalada de 867,6 megawatts (MW), foi contratado no leilão de Energia A-3/2013, promovido pelo Governo Federal com o objetivo de suprir a demanda de eletricidade do país no ano de 2016: 28 concessionárias de distribuição serão as compradoras junto aos empreendedores dos projetos vencedores com contratos de compra e venda de energia de duração de 25 anos, válidos a partir de 1 de janeiro de 2016. O preço médio ao final do leilão ficou em R$ 124,43/MWh – um deságio de 1,25% em relação ao preço inicial. Os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul foram os contemplados com projetos vencedores. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 3,3 bilhões na construção dos parques eólicos ali situados. O Rio Grande do Sul adicionou 326,6MW de potência. Piauí ficou com 240MW; Pernambuco 120MW, Ceará 98MW e a Bahia com 83MW. A Empresa de Pesquisa Energética – EPE habilitou tecnicamente 429 projetos de geração de energia elétrica para o A-3/2013, com potência instalada somada de 10.460 MW. A eólica apresentou os maiores números entre as fontes participantes: 381 empreendimentos habilitados, totalizando uma capacidade de 9.191 megawatts (MW). Outro aspecto relevante a comentar é que além da fonte eólica, participaram do leilão projetos de geração solar fotovoltaicos – pela primeira vez. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) chegou a habilitar 31 projetos fotovoltaicos para este leilão, que somavam 813MW de potência. Também não tiveram sucesso tarifário os poucos projetos termelétricos a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas que se apresentaram.

Opinião dos leitores

  1. LAMENTÁVEL!!! Infelicidade muito grande o RN ter ao mesmo tempo uma governadora e a prefeita da capital incompetentes.

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[VÍDEO] Jovens são flagrados depredando parquinho infantil no conjunto Pirangi, na Zona Sul de Natal, e levam bronca: ‘Ei, boy! Assim não!”

Um grupo de adolescentes foi filmado depredando um parquinho infantil, no conjunto Pirangi, nesta sexta-feira (23). O espaço fica ao lado de uma quadra de esportes que está sendo reformada pela Prefeitura de Natal. Um homem que registrou a cena chamou a atenção dos jovens em razão do ato que estavam praticando. De acordo com o homem que registrou as cenas, eles seriam estudantes de uma escola privada que fica a poucos metros do local.

“Ei, boy. Assim não, né! Eu vou conversar com a diretora do Colégio Ação. Vou mandar pra ela. Vou mandar pra todo o bairro. Assim não, né! O lazer é para todos, mas destruir as coisas alheias não dá, não”, disse enquanto filmava o grupo.

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Lula e Flávio formalizam autorização para abrir sigilos, mas não divulgam dados

Foto: Reprodução/CNN Brasil

As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as autorizações para abertura de sigilos, conforme acordo firmado entre as equipes. Mas os dados sigilosos ainda não foram divulgados pelas campanhas.

A campanha de Flávio afirmou ter cumprido o acordo, incluindo a autorização referente à Alcazar Holding, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal suspeita que o senador seja sócio do advogado Willer Tomaz na empresa.

A equipe de Flávio também classificou como “puramente política” a iniciativa de Lula e cobrou a divulgação de informações sobre os gastos com o cartão corporativo. Já a campanha petista afirmou ter entregue os dados disponíveis, incluindo agendas, planos de voo e informações do cartão.

As campanhas divergem sobre a atuação do ministro André Mendonça, relator do caso. Enquanto Lula pede que o TSE coordene a divulgação simultânea das informações, o ministro entende que os candidatos podem tornar os dados públicos sem necessidade de intervenção judicial.

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Flávio convida ex-mulher de Janones para o debate

Foto: Breno Esaki/Metrópoles | Mario Agra/Câmara dos Deputados

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) convidou a prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes (Avante), ex-esposa do deputado federal André Janones (Rede-MG), para acompanhar o debate presidencial da TV Globo nesta sexta-feira (23), no Rio de Janeiro.

A iniciativa busca impedir a participação de Janones no evento. A prefeita afirmou que ainda analisaria o convite antes de decidir se participaria.

Em abril de 2025, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu uma medida protetiva a Leandra contra o ex-marido, após supostas ameaças de divulgação de fotos íntimas.

Aliados de Janones disseram que o episódio “não é o foco” do deputado neste momento.

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PESQUISA VETOR ARROW: Flávio Bolsonaro tem 52,7% dos votos válidos contra 47,3% de Lula

Foto: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

Flávio Bolsonaro (PL) tem 52,7% dos votos válidos na disputa pela Presidência, contra 47,3% do presidente Lula (PT), segundo pesquisa Vetor Arrow divulgada nesta sexta-feira (23). A diferença é de 5,4 pontos percentuais, com margem de erro de 1,2 ponto.

Nos votos totais, Flávio registra 50%, enquanto Lula tem 44,9%. Brancos e nulos somam 3,6%, e 1,5% dos entrevistados estão indecisos.

O levantamento foi realizado nos dias 22 e 23 de outubro, com 6.867 eleitores das 27 unidades da Federação. O levantamento foi feito por telefone, com entrevistas automatizadas, e tem margem de erro nacional de 1,2 ponto percentual, para mais ou para menos. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número BR-06957/2026.

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Flávio denuncia Lula ao TSE por esquema milionário de propaganda digital, uso de dinheiro público e manipulação de redes sociais

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, nesta sexta-feira (23), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin, denunciando um esquema de abuso de poder político e econômico, uso de recursos públicos e manipulação das redes sociais para favorecer a campanha de reeleição petista.

A ação, que também envolve o Facebook como terceiro juridicamente interessado, apresenta um levantamento de anúncios pagos, gastos milionários com impulsionamento, propaganda negativa contra Flávio Bolsonaro e uma estrutura de mobilização digital que, segundo a denúncia, teria sido construída ao longo de três anos para influenciar o eleitorado.

Um dos pontos mais graves da investigação é a acusação de que dinheiro público da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República teria sido utilizado para direcionar usuários das páginas oficiais do governo ao perfil pessoal de Lula, posteriormente declarado à Justiça Eleitoral como canal oficial de sua candidatura.

A petição é contundente ao descrever a estrutura denunciada: “A máquina deixa de ser apenas estatal e se torna algorítmica.”

Gastos milionários e milhares de anúncios contra Flávio

De acordo com o levantamento apresentado ao TSE, páginas oficiais ligadas a Lula e ao PT teriam investido entre R$ 4,16 milhões e R$ 5,22 milhões em impulsionamento antes do início oficial da campanha eleitoral.

Já durante a campanha, a investigação identificou 6.606 anúncios classificados pelos autores da ação como propaganda negativa contra Flávio Bolsonaro, com gastos estimados entre R$ 1,53 milhão e R$ 2,49 milhões e até 170,9 milhões de impressões.

Segundo a petição, 1.818 desses anúncios foram removidos pelo próprio Facebook por descumprimento das regras da plataforma. Mesmo após decisões do TSE, em 11 e 13 de outubro, outros 2.008 anúncios negativos teriam começado a circular, enquanto 893 permaneciam ativos no momento da coleta dos dados.

A defesa de Flávio sustenta que a prática configura impulsionamento irregular de propaganda negativa e demonstra a utilização sistemática de recursos financeiros para atacar o adversário.

Financiamento oculto e anúncios pagos em moedas estrangeiras

Outro ponto considerado grave pela acusação envolve a identificação de 53 páginas sem titular identificável, responsáveis por 4.625 anúncios pagos em reais, dólares e pesos colombianos.

Segundo a investigação, todas apresentavam o campo de inscrição fiscal vazio, levantando questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados para financiar conteúdos eleitorais e direcionar usuários aos canais declarados da candidatura de Lula.

A ação pede que a Justiça Eleitoral apure a origem do dinheiro e a responsabilidade pela contratação dos anúncios.

Exército digital de Lula e manipulação do algoritmo

A denúncia também apresenta dados sobre a atuação do canal denominado “Exército do Lula”, associado ao deputado federal André Janones.

Segundo os documentos, o grupo alcançou 8.348.363 inscritos em 22 de outubro, contra aproximadamente 4,9 milhões apenas cinco dias antes.

Entre 8 e 21 de outubro, a investigação identificou 130 ordens de mobilização digital. Das 66 hashtags utilizadas, 53 chegaram às dez primeiras posições entre os assuntos mais comentados do país, conforme o levantamento apresentado.

A petição sustenta que a estratégia buscava produzir artificialmente tendências, buscas e engajamento nas plataformas digitais.

Em uma das publicações reproduzidas na ação, o próprio canal declarou: “Não adianta eles tentarem nos boicotar! O algoritmo não é páreo para o exército de um homem chamado LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA”.

A investigação também aponta 3.977 publicações em coautoria entre perfis oficiais e páginas de apoio, que teriam acumulado 454 milhões de reproduções sem custos diretos de impulsionamento.

Flávio pede investigação do conjunto das irregularidades

Esta é a décima ação de uma série apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE para denunciar supostos abusos cometidos em benefício da reeleição de Lula.

Diferentemente das anteriores, a nova investigação concentra-se no financiamento e na estrutura de distribuição dos conteúdos digitais, reunindo dados da Biblioteca de Anúncios do Facebook, registros de publicações e informações sobre a atuação coordenada de páginas e canais.

A acusação sustenta que os episódios não devem ser analisados isoladamente, mas como parte de uma estratégia organizada de utilização de recursos públicos, dinheiro partidário e estruturas digitais para interferir na disputa presidencial.

Na petição, os advogados afirmam: “O Estado pagou; o perfil privado recebeu a audiência.”

A ação pede medidas urgentes para interromper as práticas denunciadas, remover conteúdos apontados como irregulares, preservar provas digitais e obter informações da plataforma. Também requer que os fatos sejam examinados em conjunto com as ações anteriores.

O processo, registrado sob o número 0603359-89.2026.6.00.0000, está sob a relatoria do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

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Primeiro mamógrafo próprio da rede pública de Parnamirim, idealizado por Wolney França na Câmara, é entregue no Outubro Rosa

Foto: Divulgação

Parnamirim vive nesta sexta-feira (23) um marco histórico na saúde da mulher. A prefeita Nilda Cruz entrega à população o primeiro mamógrafo próprio da rede pública municipal, em pleno Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção e ao combate ao câncer de mama. Até agora, o acesso ao exame na cidade dependia de mutirões. Com o equipamento, a mamografia passa a ser um serviço permanente.

O equipamento tem origem em uma iniciativa inédita da Câmara Municipal de Parnamirim, idealizada pelo vereador Wolney França durante sua gestão como presidente da Casa, entre 2021 e 2024. O programa transformava as sobras do orçamento do Legislativo em bens doados ao município, com autorização em lei, processo licitatório e termo de doação firmado inclusive com o acompanhamento do Ministério Público.

A aquisição do mamógrafo foi autorizada pela Lei Municipal nº 2.459, de 18 de dezembro de 2023, e o equipamento foi entregue pela Câmara em 3 de julho de 2024. Pelo mesmo programa, a gestão de Wolney entregou motocicletas para a Guarda Municipal, toda a aparelhagem do setor de cardiologia e, para a assistência social, veículo zero quilômetro, mobiliário e eletrônicos.

“Na época, muita gente disse que isso não era papel da Câmara, que eu ia responder na Justiça. Hoje, quem responde são as mulheres de Parnamirim, que têm a possibilidade de realizar a mamografia mais perto de casa”, afirma o vereador.

“Os mutirões cumpriram um papel importante, mas a prevenção do câncer de mama não pode depender de data marcada. A mulher precisa ter o exame disponível quando precisa. É isso que muda a partir de agora”, ressalta Wolney.

Para colocar o equipamento em funcionamento, faltava a adequação da sala, compromisso assumido pela prefeita Nilda Cruz no início de sua gestão e concretizado pela secretária municipal de Saúde, Ana Michelle. “Agradeço à prefeita e à secretária, que cumpriram o compromisso de colocar esse equipamento para funcionar. Uma ideia vira lei, a lei vira equipamento, e o equipamento salva vidas”, destaca.

Pai de três meninas, Maria Luiza, Maria Isabella e Marina, e cercado também pela mãe, Dona Zoraide, e pela esposa, Flaviana, o vereador diz que a entrega tem um significado pessoal. “Convivo com cinco mulheres. Sei o que representa para uma família ter o diagnóstico precoce perto de casa. Mulheres, cuidem-se. O mamógrafo agora é realidade e está disponível para vocês.”

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Prefeitura de Ceará-Mirim entrega escola renovada e amplia ensino em tempo integral em Massangana

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Ceará-Mirim entregou, nesta sexta-feira (23), a Escola Municipal de Tempo Integral Maria Ester Paiva, na comunidade de Massangana. Com a estrutura renovada, a unidade oferece melhores condições de aprendizagem e amplia o acesso dos estudantes ao ensino em tempo integral.

Além das aulas do currículo escolar, os alunos contam com atividades esportivas, artísticas e de reforço pedagógico, alimentação e acompanhamento ao longo da jornada. A proposta é ampliar as oportunidades de aprendizagem e contribuir para o desenvolvimento dos estudantes.

A solenidade reuniu o prefeito Antônio Henrique, a vice-prefeita e secretária de Educação, Margareth Pereira, vereadores, educadores, famílias e estudantes.

“Cuidar das nossas escolas é cuidar da base da nossa gente”, destacou o prefeito Antônio Henrique. A entrega reafirma o compromisso da gestão com a melhoria da educação, a valorização dos profissionais e o futuro das crianças de Ceará-Mirim.

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DEBATE NA GLOBO: Lula e Flávio terão movimentação restrita no palco nesta sexta-feira; veja as regras

Foto: Reprodução/Band

A TV Globo definiu regras para o último debate presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), marcado para esta sexta-feira (23), às 21h20, após o Jornal Nacional. O encontro terá quatro blocos, restrições à movimentação dos candidatos e mediação do jornalista César Tralli.

Nos três primeiros blocos, apenas o candidato que estiver com a palavra poderá circular livremente pelo cenário. O adversário deverá permanecer em seu púlpito até chegar sua vez de falar. No quarto bloco, de tema livre, cada candidato poderá se movimentar apenas pelo seu lado do palco.

As restrições foram estabelecidas após o debate da Band, realizado no último domingo (18), quando Flávio se posicionou atrás de Lula durante as respostas do presidente, provocando reclamações da campanha petista.

O primeiro bloco terá rodadas de perguntas sobre as regiões do Brasil e temas nacionais. No segundo e no terceiro, os candidatos escolherão assuntos previamente definidos pela emissora, como saúde, educação, economia, meio ambiente e relações internacionais.

No último bloco, cada candidato terá oito minutos para abordar temas livres, sem limite de intervenções. Ao final, ambos terão um minuto e meio para as considerações finais.

A Globo também fará a checagem das declarações dos candidatos por meio do serviço Fato ou Fake, com verificações publicadas durante e após o confronto.

O debate será transmitido pela TV Globo, GloboNews e g1, com disponibilização posterior no Globoplay.

Com informações do Poder360

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RETA FINAL: Flávio aposta em voto silencioso para enfrentar mobilização de Lula

Fotos: Reprodução

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aposta no chamado voto silencioso e nos eleitores que evitam declarar publicamente sua preferência política para enfrentar a mobilização de apoiadores do presidente Lula (PT) na reta final do segundo turno. A estratégia busca explorar a rejeição ao petista e apresentar o senador como candidato da mudança.

A dois dias da votação, marcada para domingo (25), Flávio pretende intensificar o discurso antipetista e conquistar eleitores indecisos, inclusive aqueles que não se identificam com o bolsonarismo, mas desejam uma mudança de governo.

Em seu último programa eleitoral, previsto para esta sexta-feira (23), o senador reforça o apelo à mobilização. “O seu voto é secreto. Ninguém pode saber em quem você votou. Não deixe ninguém ameaçar você. Na urna, você é o dono do seu destino”, afirma.

A estratégia ocorre após a campanha de Lula intensificar manifestações de rua e ações nas redes sociais. Em resposta, Flávio ampliou sua participação nos atos organizados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que passaram a ser chamados de “Bloquinho 22”. Neste sábado (24), o senador deve participar de mobilizações em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Segundo a CNN Brasil, integrantes da campanha de Flávio demonstram preocupação com a possibilidade de que a mobilização petista produza um sentimento de virada entre os eleitores. O Datafolha divulgado na quinta-feira (22) apontou empate entre os candidatos, com 50% dos votos válidos para cada um.

O levantamento também mostrou rejeição de 46% a Flávio e 45% a Lula, índices considerados tecnicamente empatados. Diante desse cenário, aliados recomendaram ao senador reduzir o tom dos ataques durante o debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), para evitar afastar eleitores indecisos.

A orientação da campanha é manter a mobilização nas ruas e nas redes sociais, reforçar o discurso de mudança e evitar declarações que possam ampliar a rejeição ao candidato nos últimos dias antes da votação.

Com informações da CNN Brasil

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POR QUÊ?: Defesa de Lula nega vínculo com canal de Janones e pede retirada do registro no TSE

Foto: Ricardo Stuckert

A defesa do presidente Lula (PT) pediu ao TSE, nesta quinta-feira (22), a retirada do canal de WhatsApp “Exército do Lula” do registro oficial da campanha à reeleição. Os advogados alegam que o espaço, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), não possui vínculo formal com a candidatura.

Segundo a defesa, o canal não recebe recursos ou suporte da campanha e não segue orientações sobre conteúdos, frequência de publicações ou metas. Os advogados sustentam que Janones é o criador, titular e único administrador do espaço, que deveria ser considerado um canal independente de apoiador.

A manifestação ocorre após o TSE estabelecer novos critérios para definir quando canais administrados por terceiros devem ser vinculados a campanhas eleitorais. O pedido também responde a uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que busca o reconhecimento formal da ligação entre o canal e a candidatura petista.

No mesmo dia em que a defesa negou o vínculo, Janones anunciou a entrada de Lula no “Exército do Lula”. Segundo o deputado, o presidente foi incluído como administrador do canal e poderia enviar mensagens diretamente aos participantes.

Uma mensagem com a palavra “cheguei”, atribuída a Lula, foi publicada no espaço. Também foi divulgado um vídeo em que o presidente convida os integrantes para uma transmissão ao vivo com Janones.

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