O Fluminense baixou o preço do ingresso e o time subiu de produção. Nas duas últimas partidas, a equipe fez oito gols e levou 54.549 pagantes ao Maracanã. O apoio da torcida em um momento de crise será recompensado ao longo da temporada. Para o restante do Brasileiro, o clube manterá o preço mínimo de R$ 10. Já na Copa do Brasil, a manutenção do valor será avaliada jogo a jogo, com pequena variação de acordo com o adversário e a fase da competição.
Na primeira rodada do Brasileiro, no último sábado, quando o Fluminense venceu o Figueirense por 3 a 0, 31.173 pessoas pagaram ingresso (35.020 presentes). Foi o maior público da rodada e a renda foi de R$ 385.535. Quando o time estava no sufoco na Copa do Brasil e precisava vencer o Horizonte para avançar, o público pagante foi de R$ 23.376 (26.257 presentes). Em ambos, o ingresso mínimo foi de R$ 10, mesmo preço dos próximos jogos, talvez com uma pequena variação, que será divulgada pelo clube em uma tabela de preços.
— O estádio só terá sucesso se houver espaço para todos, do cidadão de baixa renda ao de alta renda. A precificação no Maracanã precisa ser diversificada, com ingressos baratos. É estratégia de mercado, que passa pela construção da imagem do clube e reflete em aumento de receitas, não apenas na venda de ingressos, pois existem formas de arrecadar como um todo — disse Carlos Eduardo Moura, gerente de arenas do Fluminense.
Para estabelecer uma tabela de preços dentro da realidade, o Fluminense esperar pela resolução dos seus futuros mandos de campo, quando o Maracanã já estiver sob administração da Fifa para a Copa do Mundo. No acordo firmado com o Maracanã, o Fluminense ganha um valor fixo em cima da renda, mas precisará negociar com outros estádios. Por isto, o preço poderá variar fora do Maracanã, ainda que o valor mínimo não seja muito distante dos R$ 10 praticados nas duas últimas partidas.
— Para preço mínimo, sim. Teremos uma classificação de jogos, que será divulgada assim que definirmos locais de jogos durante o período que o Maracanã estiver Fifa. A variação de preço no Campeonato Brasileiro será bem pequena, e devidamente justificada na época da divulgação da tabela — explicou Moura.
Rafael Sóbis aprova promoção
Na Copa do Brasil, por se tratar de um campeonato no sistema de mata-mata, com mais apelo durante as fases decisivas, o preço pode aumentar, mas, segundo a diretoria, não será um valor exorbitante para não deixar a torcida de fora em um momento importante e, pior ainda, depois de ter dado apoio e atendido ao chamado a R$ 10. Neste caso, a diretoria tentar criar no torcedor a necessidade de filiação ao programa de sócio-torcedor do clube, mostrando que ele poderá pagar pouco sempre, se for leal.
— Ser sócio ou não fará a diferença, pois é justo o clube dar preferência àqueles que contribuem regularmente com o clube nestes momentos de competição acirrada por ingressos — disse o gerente de arenas.
Para Rafael Sóbis, a presença da torcida sempre faz diferença.
— O Maracanã é muito mais bonito com torcida. E eles têm que jogar junto com o time. Por mim, a promoção de ingressos tem que continuar sempre . Nesses dois últimos jogos, eles jogaram juntos com a gente e fomos muito bem — declarou o atacante, presença certa na partida com o Tupi, amanhã, em Juiz de Fora, pela Copa do Brasil.
O Globo

Parabéns para o Fluminense que seguiu o exemplo do São Paulo, que no ano passado também colocou ingressos a R$ 10,00 e se recuperou no Brasileiro. Defendo a tese que os ingressos devem variar de acordo com o tipo de jogo. Existem jogos e jogos: contra time pequeno, clássico, decisão, time grande. E além de valorizar os sócios, os clubes (no nosso caso ABC e América) devem sempre ter entradas populares para chamar aquele público eventual. Como arrecadar R$ 500 mil? Melhor ter 25 mil torcedores a R$ 20,00 do que 10 mil a R$ 50,00. Estádio lotado é outra coisa!
Por essa lógica o abc téria que pagar para seu torcedor ir assistir a um jogo.