EL País
Um carro autônomo está prestes a atropelar cinco pedestres. O que deve fazer? Virar para o lado e matar seu dono para minimizar as baixas humanas, ou salvar a vida de seu passageiro e passar por cima de quem está na rua? Como se deveria programar o computador do automóvel? Dilemas éticos como esse preocupam Yuval Noah Harari (Israel, 1976), professor de História da Universidade Hebraica de Jerusalém e um dos pensadores de referência na atualidade. Seu primeiro livro, Sapiens, Uma Breve História da Humanidade, tornou-se um fenômeno editorial recomendado por Barack Obama e Mark Zuckerberg. Em seu segundo livro, Homo Deus, Uma Breve História do Amanhã, vai mais adiante e alerta para os riscos da inteligência artificial, do big data e dos algoritmos que permitem complexas predições matemáticas.
Harari descreve um futuro em que uma elite humana cada vez mais poderosa graças à tecnologia se distancia das massas até se transformar em uma nova espécie com capacidades nunca vistas. Um mundo controlado por máquinas e corporações tecnológicas que abandona à própria sorte os humanos que considera inúteis. Não se assustem: Harari diz em uma entrevista em Madri que ainda não é tarde para mudar o futuro.
Vejam a entrevista de Yuval Hoah no El País: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/27/internacional/1477578212_336319.html

Um carro autônomo tomará a mesma decisão que um humano tomaria: salvar seu ocupante e se der salvar os pedestres. Só que faria isso com mais eficiência. Esses autores aproveitam a falta de conhecimento do público para criar teorias apocalípticas e ganhar dinheiro com elas, passando a fazer parte da elite rica que ele tanto ojeriza. E essa, hein?
O carro autônomo tomará a decisão que foi programado para tomar. Não são teorias apocalípticas, são conjecturas a respeito do futuro que, como frisa o autor, devem ser debatidas.