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FANTÁSTICO: Conheça o dentista que colocou um país de 320 mil habitantes nas quartas da Eurocopa

622_692f9cd4-f6b9-3bd1-bf5d-91a8fe2642fbFoto: JAN KRUGER/UEFA VIA GETTY IMAGES

Se os 4.135 habitantes de Heimaey se agrupassem, eles provavelmente caberiam dentro do campo de futebol coberto da ilha. Nessa hora de almoço, porém, há apenas três ou quatro crianças jogando bola, e, quando Heimir Hallgrimsson faz menção de sair, um garoto cobra um escanteio na rede pelo lado de fora do gol perto da saída.

Isso é totalmente perdoável: o menino tem 7 ou 8 anos, e o técnico da seleção da Islândia o chama pelo nome, consolando o pequeno com um carinho na cabeça e algumas palavras ternas. Encontrar conexões entre as pessoas na ilha principal é até fácil, mas, nessa ilhota de 8,3 km² formada por uma erupção vulcânica, parte do arquipélago de Vestmannaeyjar, as pessoas conhecidas estão a cada esquina.

“É claro que eu o conheço “, diz Hallgrimsson, enquanto encara o vento. “Eu sou o dentista daqui, afinal de contas…”.

Da sala de espera no consultório de Hallgrimson, localizado em sua própria casa, dá pra ver dois terços da ilha. Há janelas grande sem três dos quatro lados: à direita, a vista das rochas onde sua família possui uma casa de verão de difícil acesso. Ao centro, o pequeno porto. À esquerda, o dramático pico de Blanditur, e atrás dele descem os pequenos aviões que chegam da capital Reykjavik.

“É aqui que todas as decisões importantes são tomadas”, ele conta, sorrindo. E houve muita coisa a se ponderar na última meia década.

Hallgrimsson, que era um treinador de sucesso tanto com a equipe masculina quanto feminina do time local IBV, é, há dois anos e meio, o técnico da seleção islandesa ao lado do veterano sueco Lars Lagerbakc, depois de um período de dois anos como assistente.

A combinação da experiência estrangeira e do conhecimento local formaram o todo perfeito: eles levaram a Islândia a uma inimaginável classificação para a Eurocopa 2016, e fizeram isso de uma maneira em que Hallgrimsson conseguisse, ao mesmo tempo, continuar trabalhando como dentista, exatamente no andar debaixo de onde estamos sentados.

“Eu costumava trabalhar no consultório entre 8h da manhã e 15h da tarde. Depois, ia para o treino do IBV às 17h”, ele recorda. “Meu dia todo era trabalho. Quando comecei na seleção, eu comecei a diminuir o ritmo, e este ano cuidarei de poucos dentes. Eu trabalho um dia vez ou outra, talvez uma vez por semana, só para manter minha mão e meu cérebro funcionando. Mas eu nem marco mais consultas. Eu só peço à minha secretária para preencher o dia, e tem muita gente que vem me visitar, porque só gostam de mim como dentista delas”, relata.

622_ab6c60fe-7a1c-36ed-966e-701de6a6e90cFoto: EFE/EPA/UEFA

O trabalho de Hallgrimson como dentista vai ficar completamente parado durante a campanha islandesa na Euro. Certamente não há nenhum outro dentista entre os técnicos do torneio, e certamente não há nenhum outro treinador que more numa comunidade tão remota quanto Heimaey. Enquanto isso dá uma pista do tamanho da façanha desse país, também deve ser usado para olhá-los como alguém que está levando o futebol muito a sério.

A Islândia nunca havia chegado perto de ir a um grande torneio antes de Lagerback e Hallgrimson assumirem e, com uma população de 330 mil habitantes, nem tinha a expectativa de conseguir. O sucesso deles, que veio após uma apertada derrota para a Croácia nos playoffs de classificação para a Copa do Mundo, foi o resultado na mudança de mentalidade do futebol do país.

“Nós sabíamos que tínhamos um trabalho bem difícil”, admite Hallgrimson. “Sinceramente, não acho que ninguém, nem mesmo na Federação, esperava que a gente fosse chegar tão longe. E também acho que os jogadores do passado não levavam a seleção tão à sério quando os caras que estão hoje. Mas o Lars tinha uma visão calra de como as coisas deveriam ser feitas, e o que estava faltando para a Islândia. Ele tinha um modelo de como nós deveríamos trabalhar, treinar, jogar, falar e se comportar, e antes não havia isso”, recorda.

“Por exemplo, se eu tivesse assumido antes e Eidur Gudjohnson dissesse para mim: ‘É assim que fazermos no Barcelona’, eu teria dito: ‘É, você está certo, vamos mudar e fazer igual’. Seria o mesmo com qualquer de nossos jogadores que atuam em grandes clubes. Mas nós aprendemos com o Lars que, quando você lida com pessoas diferentes, que são treinadas de maneiras diferentes e todos acham que seu jeito é o certo, você deve ter uma regra clara: ‘É assim qeu fazemos aqui’. Nós precisávamos disso. Um treinador amador da Islândia provavelmente não teria ganho o respeito necessário do elenco no passado”, afirma.

Ele admite que o processo levou tempo, e nem todos pularam no navio de imediato, mas a Islândia agora tem um time em que todos lideram por exemplo e os resultados, que incluem um segundo lugar no grupo A das eliminatórias para a Euro-2016 após vitórias em casa e fora contra a poderosa Holanda, têm sido impressionantes.

“A construção do espírito de equipe é essencial para um país como o nosso. Nós só conseguimos ganhar dos times grandes se trabalharmos como um”, filosofa Hallgrimson. “Se você analisar nosso time, nós temos caras como Gylfi Sigurdsson no Swansea, que é provavelmente nosso jogador mais famoso, mas ele é o cara que trabalha mais pesado no campo. Se esse cara é o que trabalha mais duro, quem no time pode ser preguiçoso? Nós temos um cara como Eidur (Gudjohnson), que ganhou a Champions League e jogou por Barcelona e Chelsea. Ele vem sendo reserva nos últimos três anos, mas é um cara que dá muito apoio desde o banco de reservas. Então, como os outros não vão se comportar da mesma forma? Isso só mostra quão boa é a mentalidade desses caras”, elogia.

Lições foram tiradas de cada tropeço. Hallgrimson ainda fica frustrado quando pensa no jogo contra a Croácia, em que seu time perdeu por 2 a 0 no placar agregado. Ele acredita que a Islândia “se perdeu em tanta animação”, e que a preparação para o jogo foi “maluca”. Antes da partida de ida, o time foi convidado para almoçar com o presidente do país, Olafur Ragnar Grimsson, e a imprensa teve acesso total aos treinos. Esses erros custaram caro, mas, mesmo assim, a Islândia já deu mostras de quem em breve conseguiria algo grande.

“Uma coisa que tiramos dos jogos contra a Croácia foi que ficamos tão perto da Copa do Mundo que aí passamos a acreditar que dava para chegar à Euro”, lembra Hallgrimson. “A gente não ficou triste, porque perdemos para um bom time, mas os caras passaram a ter certeza, muita certeza, que daria para ir até o final dessa vez. Foi até fácil dizer para eles, no começo das eliminatórias, que eu tinha certeza que chegaríamos à Eurocopa”, conta.

Foi mais fácil ainda repetir essa previsão no meio da campanha o grupo A.

“Não sei se deveria dizer isso, mas vou dizer de qualquer forma…”, brinca Hallgrimson. “Nós começamos tão bem que, depois dos primeiros cinco jogos, a Federação Francesa de Futebol nos enviou uma lista de 70 campos possíveis para usar de centro de treinamento durante a Euro. Lars e eu sentamos, escolhemos uns 10 que achamos que seriam bons para nós, aí mandamos três pessoas à França para dar uma olhada e diminuir a lista para três. Aí mostramos para os jogadores e falamos: ‘Onde vocês querem ficar quando classificarmos para a Eurocopa?'”, revela.

“Se a gente não tivesse se classificado, talvez eu olhasse para trás e diria que o tiro saiu pela culatra, que ficamos confiantes demais. Mas, para mim, foi como dizer: ‘Eu e Lars temos tantas confiança em vocês que gostaríamos de terminar logo esse negócio e ter certeza que vocês terão um lugar legal para ficar quando nos classificarmos’. E quer saber? No final, eles escolheram o que para mim foi a melhor opção de fato”, diz.

Antes do torneio, era estimado que até 10% da população islandesa viajaria à França para a Eurocopa. Por isso, a comissão técnica resolveu proteger os jogadores da euforia. Por isso, o time da Islândia foi para a pequena e quieta Annecy-le-Vieux, uma cidade à beira de um lago no leste do país.

Um dos primeiros atos de Hallgrimson como técnico da seleção, aliás, foi trazer de volta os torcedores que tinham perdido interesse pela equipe. Sua solução dá outra visão sobre as inovações que podem ser conseguidas nos dias de hoje através de gráficos e estatísticas.

“Quando começamos, não havia qualquer apoio dos fãs”, ele conta. “Então, fui ao fã clube dos torcedores, o Tolfan, e decidimos começar do zero. Eles têm um pub em Reykjavik. Eu disse a eles que, antes de todo jogo em casa, eu passaria lá umas duas, duas horas e meia antes do jogo e daria a eles um relatório do que iríamos fazer. Eles seriam os primeiros a saber os 11 titulares. No meu primeiro jogo, um amistoso contra Ilhas Faroe, apareceram umas 10, 12 pessoas. Eu mostrei o time, descrevi como iríamos jogar, mostrar o vídeo motivacional que fizemos para os atletas e fiz questão que eles assistissem ao mesmo tempo que os atletas”, relata.

“Agora, quando vou lá, não importa o jogo, já tem umas 400 pessoas. A cultura mudou. No passado, os islandeses não apareciam nem no apito inicial e nem depois do apito final. Agora, estão nas ruas com suas camisas, chapéus, bandeiras, e assistem à minha palestra. Eu acho que tive um grande papel em começar as coisas novamente. É muito incomum que um treinador de uma seleção apareça num bar assim. Talvez até seja meio coisa de maluco, porque sempre pode aparecer um bêbado que me dê uma pancada e eu acabe desmaiando. Mas aqui é a Islândia. A gente não teme ser um pouquinho diferente”, analisa.

Os fãs que foram à França tiveram que se contentar com um vídeo feito por Hallgrimson e seus colegas antes do torneio.

As pessoas que conhecem Hallgrimson o descrevem como uma pessoa de intelecto feroz, que está constantemente buscando aprender. Muitas vezes isso é procurado por meio dos computadores e das análises em vídeo, muitas das quais ele carrega consigo mesmo, já que não tem uma comissão técnica grande. Ele e Lagerback, 19 anos mais velho aos 67, se dão muito bem. Hallgrimson faz uma pausa e descreve o colega como “muito conservador”, mas não de maneira pejorativa.

“É porque eu sou mais jovem e também porque estou mais aberto a novas ideias”, explica Hallgrimson. “Lars é muito mais experiente, e não acho que exista qualquer situação em campo pela qual ele não tenha passado. É fantástico ter trabalhado com ele por quatro anos, porque nós nos comunicamos muito bem, e não importa se somos um pouco diferentes na maneira de agir ou de pensar. No final, a gente sempre concorda na coisa mais importante: ‘É assim que faremos as coisas hoje’. Eu acho que nos completamos bem e formamos um bom técnico”, brinca.

Houve muita coisa para aprender de Lagerback, a quem Hallgrimson conheceu quando estava fazendo o curso para tirar sua licença classe A da Uefa na Inglaterra, mas seu trabalho no como dentista também o ajudou, segundo ele mesmo diz.

“Trabalhar como dentista me ajudou muito, já que você está sempre se relacionando um-para-um”, disserta. “Muitas pessoas têm medo de ir ao dentista, então você tem que encontrar a maneira de falar com cada cliente individualmente. Você pode ter que relaxar um, ser engraçado com o outro, ser sério com o terceiro, mas você tem que se adaptar rapidamente. É a mesma coisa no futebol”, garante.

Hallgrimson é um excelente comunicador e um ótimo ouvinte. Em certo ponto, ele reflete que nossa extensa conversa lhe deu a chance de pensar e trabalhar questões que ele não havia feito a si mesmo anteriormente.

Talvez seja impossível não ficar aterrado em Heimaey, uma comunidade que poderia ter sido completamente exterminada pela lava de Eldfell, o vulcão ativo ao leste da ilha, que chegou tão perto da cidade como nunca em erupção em janeiro de 1973. Depois da Euro-2016, Hallgrimsson, provavelmente, vai passar a maior parte de seu tempo em Reykjavik, quando vai comandar a seleção depois da aposentadoria de Lagerback, mas diz que o sucesso no futebol jamais vai consumí-lo.

“Espero e tento não mudar, porque gosto muito do jeito que sou”, afirma. “É uma das razões por que é realmente bom voltar aqui para Vestmannaeyjar depois dos jogos, especialmente os jogos grandes, quando toda a imprensa quer falar com você, porque sou apenas mais um aqui. A opinião deles sobre mim não muda, por que eles sabem quem eu sou como pessoa. Nunca vou me considerar mais importante do que antes”, ressalta.

Em uma tarde com Hallgrimsson, você pode ver a mistura de humildade e autoconfiança que tem levado a Islândia tão longe dentro e fora de campo. Eles vão te dizer em bares e cafés de Reykjavik que essa é uma característica nacional: não há nenhuma razão que impeça de avançar para o mata-mata, com Portugal, Áustria e Hungria no grupo. Ficar no top 3 parece relativamente tranquilo.

A Islândia não terá os mesmos recursos que seus rivais – eles viajaram para a França com um estafe de apenas 20 pessoas, enquanto as “grandes seleções” terão equipes até cinco vezes maiores. Hallgrimsson, cujo laptop aberto no dia em que nos encontramos mostra que ele está analisando os dados da Hungria, pensa alto.

“Eu realmente acredito, do fundo do meu coração, que vamos passar por esse grupo”, brada. “A partir daí, nossos adversários serão, provavelmente, equipes melhores. Estatisticamente, não temos uma grande chance, mas nós mostramos que podemos jogar o nosso melhor contra essas equipes. Tudo pode acontecer, mas, primeiro, temos uma chance realista de classificação, e isso seria fantástico para a Islândia”, prevê.

Espera-se que aqueles que aguardam pacientemente para serem atendidos pelo seu cirurgião dentista favorito em Heimaey devem perdoá-lo por uma possível espera prolongada…

ESPN

Opinião dos leitores

  1. Fantástica matéria. História digna de virar um filme em Hollywood pelo que já fizeram e conseguiram até agora. Daqui pra frente a Islândia só tem a ganhar, mesmo que perca a partida com a França.

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Educação

VÍDEO: Portal g1 chama de “manobra” e destaca a prática do Governo Fátima para inflar artificialmente resultados do Ideb

O portal g1 destacou mudanças promovidas pela própria Secretaria de Estado da Educação (Seec) do governo Fátima e chamou de “manobra” ações que podem ter “inflado artificialmente” o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Inep, e “disfarçado” um desempenho insatisfatório dos estudantes da rede pública estadual do RN.

Em 2025, a Secretaria de Estado da Educação (Seec) publicou uma portaria permitindo que estudantes do 1º e do 2º ano do ensino médio avançassem para a série seguinte mesmo sendo reprovados em até seis disciplinas.

O Ideb 2025, divulgado pelo Inep nesta quarta-feira (5), mostra que a nota do ensino médio potiguar até subiu de 3,2, em 2023, para 4,0 em 2025. O avanço de 0,8 ponto representa crescimento de 25% e tirou o RN da última posição nacional.

Ideb x Saeb e a contradição exposta

Os resultados do Ideb e do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) colocam o RN diante de uma contradição: enquanto o Ideb apresenta uma melhora expressiva, os dados do Saeb que avaliam o nível de aprendizagem mostram que a grande maioria dos estudantes ainda não domina os conhecimentos básicos.

86% dos estudantes do ensino médio da rede estadual do RN permanecem abaixo do nível adequado de aprendizagem em Matemática. Em Língua Portuguesa, o cenário também é preocupante: 74,1% dos alunos não atingiram o padrão esperado, segundo dados preliminares do Saeb.

A contradição entre os dados mostram que avanço registrado no Ideb não representa efetivamente uma melhora na aprendizagem e pode ser explicado pela mudança na forma de contabilizar a aprovação dos alunos.

 

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Geral

Mendonça manda PT entregar documentos do congresso da sigla e do projeto ‘Porta-Vozes de Lula’; ministro analisa acusação de uso irregular do Fundo Partidário

Foto: Luiz Roberto/TSE

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) apresente documentos e comprovantes financeiros relacionados ao 8º Congresso Nacional do PT e ao projeto “Porta-Vozes de Lula”. A medida atende parcialmente a um pedido do PL, que acusa a federação de uso irregular do Fundo Partidário.

Congresso do PT

No 8º Congresso Nacional do PT, realizado entre 24 e 26 de abril, o PL apontou o uso de recursos do Fundo Partidário em ações de comunicação para associar Flávio Bolsonaro a corrupção, criminalidade, milícias e ao Banco Master.

Projeto “Porta-Vozes de Lula”

Lançado em 9 de junho, o projeto ensina estratégias de mobilização e atuação digital. O ministro quer verificar se o sistema de missões, pontuação, ranking e eventuais benefícios envolveu algum tipo de vantagem econômica, o que é vedado pela legislação eleitoral.

Mais detahes da decisão de Mendonça

Mendonça também determinou que sejam preservados documentos, contratos, mensagens, mídias e registros relacionados aos dois projetos.

O ministro não acolheu o pedido do PL para suspender de forma ampla eventos, formação de militantes ou ações de mobilização digital da federação. A análise busca verificar se houve uso irregular de recursos do Fundo Partidário ou algum mecanismo proibido de incentivo à atuação digital.

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Geral

Relatório de grupo coordenado pelo FBI revela plano para tentar matar Messi durante Copa do Mundo, diz jornal

Foto: Pedro UGARTE / AFP

Um relatório IPCC (Centro de Cooperação Policial Internacional), um órgão integrado por agências federais dos Estados Unidos e países participantes da Copa do Mundo, Coordenado pelo FBI, revelou que Lionel Messi seria o principal alvo de um atentado durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos, segundo informações do jornal espanhol Información, reproduzidas pelo O Globo. De acordo com o documento, o jogador argentino foi quem recebeu o maior número de ameaças ao longo do torneio.

Antes da partida entre Argentina e Jordânia, pela fase de grupos, um homem teria ligado para o aeroporto de Dallas e ameaçado invadir o estádio acompanhado de outras duas pessoas. Segundo o relatório, o grupo estaria armado com bombas caseiras, e o suspeito mencionou Messi como alvo do ataque.

As ameaças voltaram a ocorrer antes do confronto entre Argentina e Egito, pelas oitavas de final. Nas redes sociais, um dos suspeitos escreveu: “Vou entrar no Estádio de Atlanta e explodir o Messi com quatro bombas“.

No mesmo jogo, a polícia recebeu outra denúncia sobre a suposta presença de três bombas escondidas em latas de lixo nas arquibancadas. Após uma varredura no estádio com cães farejadores, porém, nenhuma bomba foi encontrada.

Cristiano Ronaldo também apareceu em registros relacionados à segurança durante a Copa. De acordo com o boletim de ocorrência, a FIFA comunicou ao FBI a presença de “um homem suspeito” que buscava obter informações sobre a hospedagem do atacante português. Dois dias depois, a polícia de Houston localizou e prendeu o suspeito dentro do hotel onde a seleção portuguesa estava hospedada.

O Globo

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Geral

Tenente do Exército perde posto e patente após transmitir HIV intencionalmente para duas mulheres, decide STM

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Superior Tribunal Militar (STM) determinou a perda do posto e da patente de um 2º tenente aposentado do Exército condenado por transmitir intencionalmente HIV a duas mulheres, durante sessão realizada na última quarta-feira (5).

Segundo o processo, o militar sabia que era soropositivo desde 2003, mas ocultou a condição das ex-companheiras e manteve relações sexuais sem preservativo com elas entre 2012 e 2013. A condenação criminal, a quase 6 anos de prisão, transitou em julgado em janeiro de 2025.

Decisão

O Ministério Público Militar (MPM) alegou que a conduta violou princípios éticos das Forças Armadas e comprometeu o decoro militar e a imagem do Exército. O órgão também destacou que o oficial teria usado sua condição de militar para conquistar a confiança das vítimas.

A maioria dos ministros do STM acolheu a representação e determinou a perda do posto e da patente. Dois ministros divergiram, considerando a condição de invalidez e as sequelas neurológicas do militar.

A defesa alegou que os fatos ocorreram na esfera privada e que a punição seria desproporcional, já que o oficial já havia sido condenado criminalmente e é reformado por invalidez.

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Geral

BRASIL: Carga tributária bate recorde e arrecadação de impostos sobe em ritmo superior ao crescimento da economia

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao lado do presidente Lula | Foto: Adriano Machado/Reuters

A carga tributária brasileira atingiu 32,4% do PIB em 2025, maior percentual da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 2010. O índice subiu 2,1 pontos percentuais em dois anos, passando de 30,3% em 2023 para 32,4% em 2025, sinalizando que a arrecadação avançou acima do crescimento da economia.

O aumento foi concentrado principalmente no Governo Central, cuja carga tributária cresceu 0,26 ponto percentual do PIB em 2025. Estados tiveram queda de 0,10 ponto, enquanto municípios avançaram 0,03 ponto, resultando em alta de 0,18 ponto percentual no total.

Entre as principais receitas responsáveis pelo avanço estão o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), o IOF e as contribuições previdenciárias ao RGPS. O Tesouro relaciona o aumento do IRRF ao crescimento da massa salarial e das contribuições previdenciárias à expansão do emprego formal e à reoneração da folha.

Série histórica

A carga tributária passou de 30,3% do PIB em 2010 para 32,4% em 2025. O recorde anterior, pela metodologia revisada, havia sido registrado em 2024, com 32,2%.

A série foi recalculada pelo Tesouro para adequar os dados às normas internacionais de estatísticas fiscais. A revisão retirou do cálculo as receitas do FGTS e as contribuições destinadas ao Sistema S.

Opinião dos leitores

  1. Desculpe, é o FPE (Fundo de repasse aos Estados) que o Governo Federal tem obrigação de mandar, compatível com a arrecadação.

  2. E Fátima Bezerra disse essa semana q um dos motivos do atraso no salário dos aposentados e pensionistas do Estado era em decorrência da queda do repasse do FPM. E aí Fátima o que vc diz??

  3. O Brasil é o único país do mundo onde há pessoas que acham bom e normal a cobrança abusiva de impostos. É alienação ideológica ou tem uma teta para mamar.

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Dino manda investigar vice de Flávio Bolsonaro mesmo após PGR arquivar o caso

Foto: Sophia Santos/STF

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), mesmo após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter arquivado o caso.

A denúncia havia sido apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Em maio, a PGR recomendou o arquivamento por considerar que não havia elementos suficientes para investigar Gaspar, citando a “ausência de indícios concretos da participação do representado nas possíveis irregularidades”.

A apuração envolve uma emenda Pix de R$ 6,28 milhões destinada por Gaspar ao município de São José da Laje (AL). Dino encaminhou à PF informações de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre emendas Pix de 2020 a 2024, que incluiu a transferência.

 

Opinião dos leitores

  1. Essa é a lógica dos BASTARDOS, que ganham votos dos lacaios analfabetos e sócios de maracutaias.

    1. O cara é acusado de um crime gravíssimo, mas os minions querem que ele mao seja investigator. Aí gostam do que não presta.

  2. Os abutres estão fazendo de tudo pra permanecer no poder. É reunião de presidente da república em casa de ministro que investiga adversário do presidente, é investigação sem lógica e por aí vai. O conseguimos colocar um ministro comunista no STF não foi à toa.

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Geral

PT NÃO TEM LIMITE: “Deixaria sua filha sozinha com o vice de Flávio?”, posta PT

Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar formam chapa puro-sangue do PL – Foto: Vittor Sales/Divulgação

O Partido dos Trabalhadores (PT) publicou na última quinta-feira (6), nas redes sociais, um vídeo sobre a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na publicação, escreveu: “Você deixaria sua filha sozinha com o vice de Flávio Bolsonaro?”.

Gaspar foi alvo, em 27 de março, de uma notícia-crime apresentada à Polícia Federal pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). A representação atribui a Gaspar a prática do crime de estupro de vulnerável.

Com informações do Poder360 

Opinião dos leitores

  1. Paulo Figueiredo é candidato a alguma coisa? Bolsonaro é candidato a alguma coisa? Uma filha cuidar do pai é coisa de outro mundo? Não restou outra opção, né quadrilheiros? Vocês são muito baixos. Não enganam nem a jumentada. Se segura aí que vem chumbo do grosso, LINDINHO DA ODEBRECHT E ONÇA SEM GARRAS! O bicho vai pegar 😭😭😭

  2. pt é a pior facção desse país, são criminosos contumaz . Sempre acusa os outros do que eles fazem…

  3. O BRASIL JÁ SABE QUE A ACUSAÇÃO QUE O LINDINHO E A TRAMBIQUE FIZERAM É MENTIROSA E, SE A JUSTIÇA FOR JUSTA, VÃO SE FERRAR, NÃO RESTA OUTRA OPÇÃO A NÃO SER DAR CONTINUIDADE NO TRABALHO SUJO QUE A QUADRILHA CHAMADA PT SEM FEZ. NENHUMA NOVIDADE. O LINDINHO JÁ ARREGOU E TÁ QUERENDO FAZER ACORDO, NÃO TEM ACORDO COM BANDIDO, BANDIDO É BICHO COVARDE

  4. Sim, ok…mas a pergunta permanece; Alguém deixaria a filha com o vice de Flávio? Respondam com sinceridade por favor.

  5. Verdade… tem muitos canalhas… Mas o vice de tariflávio , o Gaspar, já apresentou a certidão de impotência e distúrbio penial? Até lá, ainda continua um perigo insano…

    1. Partido de marginais, vcs são nojentos e provocam ânsia de vômito.

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“Ninguém no PT comprou a história de que é um empréstimo”, diz colunista da Veja sobre negócios de Luchsinger com Marcola

Marcola e Roberta Luchsinger  Foto: Patrick Grosner/Divulgação e Reprodução/Instagram

“Ninguém no PT comprou essa história de que é um empréstimo.” Foi assim que a colunista de VEJA, Laryssa Borges, analisou o caso dos empréstimos feitos pela advogada Roberta Luchsinger ao então chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Laryssa avaliou que o caso também ajuda a explicar o peso eleitoral de Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo ela, Gaspar teve acesso, durante os trabalhos da comissão parlamentar sobre o INSS, a informações relacionadas tanto a Roberta quanto a Lulinha e chegou a colher depoimentos que poderiam ser explorados politicamente contra o filho do presidente.

 

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“Ele é um arquivo vivo e uma bomba-relógio que a campanha do Flávio Bolsonaro pretende utilizar”, afirmou Laryssa. Na avaliação da colunista, as suspeitas envolvendo pessoas próximas a Lula e seu filho tendem a ocupar um espaço central na campanha eleitoral.

Os três poderes / Veja 

Opinião dos leitores

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Geral

Embate entre PF e STF gera ambiente hostil, mas delegados não veem risco para investigações

Ministro André Mendonça durante sessão da Segunda Turma do STF.

Foto: Reprodução / Folha Press

Delegados da Polícia Federal (PF) avaliam que o embate entre o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem provocado ruídos na investigação das fraudes do INSS, mas não a ponto de gerar uma interferência na apuração.

A avaliação na categoria é que tudo não passa de um desentendimento na seara institucional, que não afeta a investigação em si, mas admitem que prejudica a relação dos delegados do caso com o relator na Suprema Corte.

As desavenças entre Andrei e Mendonça começaram quando o ministro do STF determinou que o diretor-geral da corporação ficasse de fora do caso e sem acesso às informações da investigação.

A tensão escalou quando a PF trocou o delegado que comandava a investigação sobre as fraudes do INSS. A partir daí, Mendonça passou a questionar o ritmo mais lento das apurações.

Delegados, no entanto, não veem uma intervenção no trabalho da PF, mas admitem que estão pagando o preço da desconfiança entre as instituições. O clima, avaliam, é hostil e não há harmonia absoluta no processo.

A abertura de inquéritos para investigar o filho de Lula, o Lulinha, agravou ainda mais os ânimos, o que provocou uma reunião institucional entre André Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Todos inquéritos contra Bolsonaro vão pra Alexandre de Morais. Por que os inquéritos contra Lulinha, não vão pra André Mendonça? Tem que haver sorteio, agora mesmo um está com Dino.

  2. A PF é subordinada ao judiciario Federal e assim deve proceder. É uma instituição do estado Brasileiro, independente de quem esteja no poder.

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Geral

Flávio tem 9 palanques competitivos nos Estados; Lula tem 8

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 1 palanque a mais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das pesquisas eleitorais nos Estados. O placar é de 9 a 8 para Flávio. O petista lidera na soma de palanques já definidos, independentemente do desempenho nas pesquisas. São 26 para Lula, enquanto Flávio tem 16. Os dados são de levantamento do Poder360 com as pesquisas mais recentes registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em cada Estado, com exceção de Roraima que não tem estudo recente disponível.

São considerados competitivos os nomes que lideram as pesquisas ou aparecem em empate técnico na dianteira.

Eis os locais em que as alianças estaduais aparecem competitivas:

  • Lula – Amazonas, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe;
  • Flávio – Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo;
  • empate entre palanques – Pará e Rio Grande do Sul;
  • sem palanques competitivos – Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Tocantins.

O PT lançou candidatos próprios ao governo em 12 Estados e firmou alianças com outras siglas em 14. Já o senador conta com 16 palanques, dos quais 12 são encabeçados pelo PL.

jornal digital reuniu pesquisas eleitorais de 26 unidades da Federação. Foram consideradas as pesquisas mais recentes com íntegras disponíveis de cada Estado, registradas oficialmente na Justiça Eleitoral. Roraima não foi contabilizada no levantamento por não ter nenhum estudo recente. Leia aqui a íntegra (PDF – 95 kB) de todos os estudos usados.

O prazo para registro das candidaturas no TSE termina em 15 de agosto. Por isso, o infográfico inclui nomes que ainda podem confirmar ou desistir da disputa, conforme as definições partidárias até a data limite prevista na legislação.

As pesquisas eleitorais recentes mostram maior alcance dos partidos de direita entre o eleitorado brasileiro. Entre os 33 postulantes mais competitivos, 16 são filiados a legendas de direita, 12 ao centro e 5 a partidos de esquerda.

A cerca de 2 meses do 1º turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o partido de Gilberto Kassab, o PSD, é a legenda com mais candidatos competitivos na disputa pelos governos estaduais. A sigla tem 6 filiados em 1º lugar ou tecnicamente empatados nessa posição.

O PL aparece na sequência, com 5 nomes na mesma situação. O MDB, PP e Republicanos dividem a 3ª posição do ranking, com 4 postulantes competitivos cada. O União Brasil tem 3, enquanto o PSDB, o PDT e o PT –partido do atual presidente– têm 2.

O PSB e o Podemos registram 1 candidato tecnicamente empatado ou líder nas pesquisas.

METODOLOGIA

Para elencar as pesquisas eleitorais nos Estados, o Drive fez buscas no banco de dados do TSE, em jornais locais e na internet em geral. Foi considerado sempre o 1º cenário estimulado dos estudos mais recentes, com metodologias conhecidas e dos quais foi possível verificar a origem das informações. Em Minas Gerais, foi considerado o cenário sem o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que já anunciou desistência da disputa.

Todos os levantamentos foram registrados na Justiça Eleitoral. Quando muitas pesquisas foram realizadas em um período próximo de tempo, o Drive optou por considerar o estudo da empresa mais conhecida e com mais relevância no mercado.

Os dados sobre a quantidade de eleitores em cada Estado são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e estão atualizados até 7 de agosto de 2026.

O prazo para a confirmação de candidaturas no TSE vai até 15 de agosto; portanto, o infográfico inclui nomes que podem ou não oficializar sua candidatura, a depender das definições dos partidos até a data limite imposta pela legislação.

A soma dos percentuais do eleitorado em cada Estado no infográfico não totaliza 100% porque foram excluídas deste infográfico as parcelas referentes às zonas eleitorais localizadas no exterior.

A coluna da direita no infográfico só considera 2º lugar o 1º candidato numericamente nesta posição.

Poder360

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