O parágrafo mais desavergonhado — dá para ver o redator rebolando para escolher o adjetivo — é o que fala sobre a situação fiscal brasileira, essa conquista dos guerreiros do povo brasileiro.
“Adotamos uma estratégia fiscal inovadora com o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição de gastos sociais. Restabelecemos os pisos constitucionais da saúde e da educação, reorganizamos as contas públicas. Entre 2023 e 2026, fizemos um enorme esforço fiscal, de aproximadamente 2% do PIB, R$ 240 bilhões. As projeções indicam que o déficit primário encerrará 2026 próximo de 0,4% do PIB, bastante próximo do equilíbrio fiscal”, diz o texto.
Ri para não chorar, clichê que virou hábito incorporado em vários aspectos da vida deste senhor cansado de indignar-se.
A “estratégia fiscal inovadora com o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição dos gastos” consistiu em tirar uma série de despesas bilionárias, de caráter eleitoreiro, do teto fixado em lei. Há quem chame ternamente de puxadinhos.
É como se uma família ajustasse o orçamento doméstico colocando gastos exorbitantes no cartão de crédito fora do limite imposto pelas entradas salariais.
Oficialmente, os gastos excepcionais do governo Lula, desde 2023, chegarão a R$ 170 bilhões até o final deste ano; se contarmos, porém, a fatia retirada dessa conta pela PEC da Transição e o pagamento de precatórios (herdados do governo de Jair Bolsonaro), o total ultrapassará os R$ 300 bilhões.
É como se uma família ajustasse o orçamento doméstico colocando gastos exorbitantes no cartão de crédito fora do limite imposto pelas entradas salariais.
Oficialmente, os gastos excepcionais do governo Lula, desde 2023, chegarão a R$ 170 bilhões até o final deste ano; se contarmos, porém, a fatia retirada dessa conta pela PEC da Transição e o pagamento de precatórios (herdados do governo de Jair Bolsonaro), o total ultrapassará os R$ 300 bilhões.
O paciente somos nós que pagamos a conta, uma vez que governo não produz riqueza, embora possa imprimir dinheiro tão desprovido de lastro quanto as palavras que não pagam dívidas (parafraseio Shakespeare).
Ao fim e ao cabo, a “estratégia fiscal inovadora” de Lula é um troço tão formidável que resolvi adotá-la aqui. Desde então, o orçamento aqui no lar doce lar ficou folgadíssimo ao som de “era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada”. Como é que não pensei nisso antes?
Abandonado por tudo e por todos, inclusive pelos donos do seu partido (PMDB) no Rio G do Norte.
Quanto rigorismo com um ex governador, não apoio a coisa errada, mas se quiserem ser justo e imparcial mandem prender todos de várias operações que já ocorreram até hoje. Sigam o exemplo do Juiz Moro. Qual a única coisa que você tira de quem não tem para dar a quem tem… Façam uma reflexão.Esse Cidadão já pagou seus pecados quando estava no anonimato, escondido, não venham me dizer quem teve essa experiencia que teve vida boa sem sobressaltos com seus familiares.