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FHC defende que STF descriminalize consumo de drogas

Foto: Folha de São Paulo

Fernando Henrique Cardoso disse esperar que a crise no sistema prisional impulsione o debate sobre a descriminalizacão do consumo de drogas no Brasil. Em entrevista ao blog, o ex-presidente tucano declarou nesta segunda-feira (30/01) que caberá ao Supremo Tribunal federal dar “os primeiros passos”.

Corre no Supremo uma ação sobre a posse de drogas para uso recrativo. Três ministros votaram a favor da descriminalização de todas as drogas (Gilmar Mendes) ou apenas da maconha (Edson Fachin), ainda que com a fixação de um limite de 25 gramas para a posse (Luis Roberto Barroso). O julgamento foi suspenso em 2015 graças a um pedido de vista de Teori Zavaschi, morto em acidente aéreo.

“Vamos ver quem será o substituto” do ministro Teori, disse FHC. “Não está claro ainda quem o presidente Temer irá indicar.” A despeito da dúvida, o líder tucano disse confiar no discernimento da Suprema Corte. “A tendência do Supremo é de ser mais razoável nesse tipo de matéria.”

Vai abaixo a transcrição da entrevista:

— Acha que a crise no sistema prisional pode apressar o processo de descriminalização das drogas? Espero que sim. No meu modo de entender, esse processo de estabelecimento de uma nova política antidrogas, que é complicado, caminhará mais consistentemente se passar pela decisão do Supremo Tribunal Federal e, depois, pela Anvisa, que terá de participar da solução também. No Supremo, houve um pedido de vista do ministro Teori Zavascki. Então, vamos ver quem será o substituto dele. Não está claro ainda quem o presidente Temer irá indicar.

— Acha que o Supremo adotará posição favorável à descriminalização? A tendência do Supremo é de ser mais razoável nesse tipo de matéria.

— O que o senhor entende por razoável? Não se pode confundir descriminalização com legalização das drogas.

— Qual é a diferença? Descriminalizar significa que o portador de drogas para seu uso ou o pequeno traficante sem antecedentes criminais não entram no sistema penal. A legalização significaria a autorização para a produção, o que seria mais complicado. Quem é que faz? São passos que devem ser dados com um certo cuidado. As coisas não são simples.

— Em alguns países, como Uruguai, as pessoas foram autorizadas a cultivar maconha para consumo próprio. Defende o mesmo para o Brasil? Isso aconteceu também na Europa. Está acontecendo em vários países. E vai acabar acontecendo aqui também.

— O senhor aprovaria, portanto, a produção de maconha para consumo próprio? Sim. Qual é a minha preocupação? A droga, na prática, é livre nas mãos do bandido. Então, o Estado precisa começar por descriminalizar o que for razoável e, depois, regulamentar. É melhor ter algum tipo de regulamentação do que simplesmente deixar como está hoje.

— Hoje existe a proibição legal, não? Sim, é proibido. Mas a droga circula. E quem vai para a cadeia são os pobres usuários, sobretudo mulheres. Precisamos prestar atenção às experiências internacionais. Temos que observar o que já foi feito em outros lugares —em Portugal, na Holanda…

— O que seria feito depois da descriminalização e da regulamentação? O Estado terá de adotar políticas de prevenção, de educação e de assistência. Eu vi na Holanda. Eles têm postos em que as pessoas, quando querem se drogar, vão para esses locais. Para quê? Para não utilizar agulhas contaminadas, não incorrer na overdose, não morrer na rua. Enfim, é preciso promover a migração desse assunto para a área da saúde pública, para não ficar apenas na repressão.

— No modelo que o senhor defende seriam descriminalizadas todas as drogas? Acho que é bom começar pela maconha. Mas eu aprendi em Portugal a seguinte lição: esse negócio de droga fraca e droga forte é uma ilusão. A maconha, quando consumida desesperadamente, mata. E a cocaína, quando usada de raro em raro, não é tão nociva. Qualquer droga, em níveis intensos, mata. O cigarro também mata. Por isso, esse negócio de droga leve ou pesada é algo ilusório. Depende da forma como a droga é usada.

— De que maneira a deterioração do sistema prisional interfere no debate sobre a descriminalização das drogas? O foco do debate está invertido. Como tem muita gente nos presídios, algumas pessoas dizem: ‘Vamos descriminalizar porque isso alivia a pressão nas prisões.’ Tudo bem, é verdade. Pode ter esta consequência. Mas não resolve por completo o problema da violência dentro dos presídios. Essa violência é fruto de uma luta pelo controle das rotas de drogas. E isso vai continuar existindo, porque o Brasil é um grande consumidor de drogas. Sem mencionar o fato de que o Brasil é rota de passagem de drogas para outros países.

— Qual seria o enfoque correto? O que deve ser levado em conta é que, se você deixar a polícia menos preocupada com o usuário de drogras e com o pequeno traficante, ela pode se concentrar no combate ao grande tráfico, que vai continuar existindo e precisa ser combatido.

— Acha que a retirada de usuários de droga do rol de pessoas passíveis de encarceramento diminuiria a oferta de mão de obra para as facções dentro dos presídios? Sem nenhuma dúvida. Esse seria um efeito muito benéfico, porque os presídios tornaram-se escolas de crime. É razoável, é racional mudar a política atual.

— A mudança na política antidrogas deveria ocorrer imediatamente ou é coisa para o futuro? O que defendo é que as coisas sejam feitas passo a passo. Mas os primeiros passos têm que ser dados agora. A questão já está posta no Supremo Tribunal Federal. E também na Anvisa. A Justiça precisa entender que pode haver outras penas além do encarceramento. As pessoas também podem ser condenadas a realizar serviços comunitários e a outras penas alternativas. A nossa sociedade acha que colocando o cara na cadeia o problema está resolvido. E isso não resolve nada.

— Muitos dizem que a descriminalização das drogas estimularia o consumo. O que acha? Precisa comprovar isso. Não foi o que aconteceu em Portugal, por exemplo.

— O presidente Temer o procurou na semana passada. Falaram sobre isso? Falo com ele de vez em quando.

— Os senhores conversaram na sexta-feira, não? Mas não falamos sobre esse tema. Nessa matéria, minha visão é de que é melhor concentrar as atenções no julgamento que ocorrerá no Supremo Tribunal Federal. O Temer não tem poderes para fazer nada nesse momento. Depende fundamentalmente do Congresso e do Supremo.

— Depois da decisão do Supremo, a regulamentação dependeria de providências legislativas? Exatamente.

— Ao Poder Executivo caberia apenas implementar? Isso mesmo. É preciso que ocorra uma mudança de cultura, que costuma ser lenta. É preciso aceitar que a droga existe, além de não alimentar a ilusão de que a cadeia resolve. É tudo gradativo, não acontece de repente. Mas acho que precisamos caminhar, porque a situação é dramática. O drama dos presídios não se deve apenas às drogas. Mas, em parte, a crise do sistema presional também é consequência disso. O primeiro passo, hoje, está com o Supremo.

— Michel Temer autorizou os governadores a requisitarem as Forças Armadas para vistoriar presídios. Se ainda fosse presidente da República, adotaria essa providência? Eu nunca fiz. Qual é o risco de uma medida como essa, que coloca os soldados na repressão direta? É o risco da corrupção. Mas o governo adotou o cuidado de esclarecer que os soldados não terão contato com os presidiários. Então, creio que foi mais uma medida tópica, para restabelecer o sentido de autoridade. A situação estava completamente fora de controle, uma vergonha. O Estado precisa restaurar sua autoridade.

Josias de Souza, UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Engraçado, se fosse alguém do PT fazendo essa mesma proposta, era uma enchente de críticas e insinuações de todo tipo.
    Mas é o papa da Tucanada, FHC, e aí somente comentários leves, insípidos, inodoros…
    Somos, em grande maioria, muito seletivos e hipócritas. Pois quando um comentário é feito por alguém branco, sulista, rico e famoso, ficamos babando e se congratulando feitos lagartixas. Porém quando é oriundo de alguém pobre, nordestino, preto ou representante de trabalhadores…

  2. Chega a ser patético!
    Descriminalizar não reduzirá em nada os problemas sociais, que pelo contrário, só aumentarão. O Brasil precisa é de políticos honestos, isso sim pode realmente trazer bons resultados, mas pelas ideias de FHC podemos deduzir que a situação tá complicada !!!!
    #povorenovarcongressojá

  3. Simplesmente deixar de criminalizar seria realmente a solução ou seria apenas não ter que se preocupar com o problema …

  4. Chegue numa área onde a droga é discriminalizada de fato.
    Como uma Cracolândia.

    Veja se esse negócio de liberar dá resultados. Veja o que países
    que experimentaram liberar fizeram depois.

    Aposto que tem o dedo de certo bilionário húngaro nessa história de liberar.

  5. chama uma ruma de viciado e faz uma plantação em sua fazenda ou jardim ex presidente que vergonha

  6. Bom dia a todos tenho 36 anos até hoje não vi uma iniciativa de combate as drogas que deram certo, e ai vai continuar na mesma só os traficantes e seus apoiadores ganhando dinheiro, ta na hora do governo assumir a comercialização e com isso ter capital para cuidar dos usuários que se viciarem .

    1. É isso aí, Reginaldo!
      Mas não deve o gonverno assumir a comercialização, senão a corrupção dispara de uma vez!
      Tem que liberar a produção própria, assim os tráficantes vão à falência..

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[VÍDEO] “Esperança agora é mudança”: Flávio acusa Lula de governar com parte do STF e promete fim da reeleição

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) fez um pronunciamento nas redes sociais, nesta terça-feira (15), antes da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisará a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Flávio acusou o governo Lula (PT) de provocar um “desequilíbrio institucional” ao dividir o poder com integrantes do STF. “O atual governo criou um desequilíbrio institucional, desde o governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei”, declarou.

O senador afirmou que o sistema político estaria “apodrecido”, mas disse que o momento exige mudança, e não rancor. “Esperança agora é mudança”, afirmou, ao apresentar propostas para segurança pública, economia e fortalecimento da democracia.

Flávio também disse que já apresentou um projeto para acabar com a reeleição e prometeu não disputar um segundo mandato caso seja eleito presidente. “Eu não serei candidato à reeleição, porque, assim, só terei como compromisso consertar o país. Essa é a minha missão”, declarou.

No pronunciamento, o candidato ainda prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas e afirmou que pretende reduzir os juros e o endividamento das famílias.

Flávio encerrou dizendo que “novos tempos estão chegando” e voltou a atacar Lula e Moraes. “O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum”, afirmou.

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[VÍDEO] “Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas”, diz Fachin na sessão que julgará abertura de investigação contra Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu a sessão desta terça-feira (15) do julgamento para decidir se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que “não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas” e que “não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual”.

Fachin disse também que o STF passa “por um período difícil de sua história”, mas pregou que é necessário preservar “sua independência, sua colegialidade, sua autoridade e sua fidelidade à Constituição”. “É nesse espírito que proponho que enfrentemos o momento”, declarou.

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CASO MASTER: Conversas de Vorcaro revelam encontros, festas e relação com filho do ministro Fux

Foto: Felipe Sampaio/STF

Conversas extraídas do celular do ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro mostram uma relação de proximidade com o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). As mensagens, reveladas pela coluna de Manuela Alcântara, do Metrópoles, vão de maio de 2024 a pelo menos agosto de 2025 e misturam assuntos profissionais, encontros, festas e convites pessoais. Veja aqui os prints das conversas.

O tratamento entre os dois era informal. “Irmão”, “meu amigo” e “meu caro” aparecem nas conversas. Em maio de 2024, Vorcaro perguntou se Rodrigo iria a um encontro. O advogado respondeu que não conseguiria e perguntou: “Tá o fervo aí?”. Dias depois, sugeriu que almoçassem ou fumassem um charuto quando estivesse em São Paulo.

A relação também envolvia assuntos profissionais. Em novembro de 2024, Vorcaro procurou Rodrigo: “Quero te chamar pra me ajudar num caso”. O advogado se colocou à disposição e marcou uma videoconferência. “Será um prazer, se eu puder ajudar”, respondeu.

Vorcaro também enviou ao advogado um documento identificado nas mensagens como “SLAT TABU”. Rodrigo disse que analisaria o material em detalhes.

Em dezembro, Rodrigo convidou Vorcaro para um café em seu escritório, no Rio de Janeiro. Diante de um conflito de horário, afirmou que remarcaria outro compromisso para recebê-lo. Depois de acertarem o encontro, escreveu: “Tapete vermelho irmão”.

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CASO MASTER: Diálogos de Vorcaro citam filho de Nunes Marques e pagamentos de R$ 500 mil por mês

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro citam Kevin Marques, filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques, e pagamentos mensais de R$ 500 mil que seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária.

Os diálogos foram trocados entre Vorcaro e Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master. Em uma conversa de julho de 2025, Rennó envia a Vorcaro o contato de Kevin e pergunta: “Esse aqui _ 500 mil mês – mantém?”. Vorcaro responde com risadas.

Em outra mensagem, de agosto de 2025, Rennó afirma que, entre os “pagamentos essenciais”, estava faltando a Consult e novamente envia o contato de Kevin Marques.

A assessoria do advogado nega que ele tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro de Vorcaro. Segundo a nota, Kevin recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa e sua atuação não teve relação com o STF.

As mensagens também mostram que, em outubro de 2024, Rennó informou Vorcaro sobre uma decisão do STF favorável a empresas do setor sucroalcooleiro, área na qual o ex-banqueiro tinha negócios e interesses. Na sequência, enviou o contato de Kevin Marques e escreveu: “Dominado aqui”.

O conteúdo do celular de Vorcaro foi entregue pela Polícia Federal a ministros do STF e deve entrar nas discussões da Corte nesta terça-feira (15), durante a análise sobre a eventual abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro.

Com informações da Folha de S. Paulo e Metrópoles

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Governo Trump avalia nova rodada de sanções contra ministros do STF; Moraes está no centro das discussões

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Autoridades dos Estados Unidos avaliam uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Jovem Pan, Alexandre de Moraes está no centro das discussões e novas medidas podem ser anunciadas a qualquer momento.

Pessoas ligadas a diferentes áreas do governo Donald Trump afirmam que o tema voltou a ganhar força em Washington. No caso de Moraes, uma eventual retomada das sanções pela Lei Global Magnitsky seria mais rápida porque parte do procedimento técnico já teria sido preparada anteriormente. A decisão, no entanto, depende de aval político de Trump.

As discussões também passaram a envolver outros integrantes do STF. Para esses nomes, seriam necessárias novas análises e procedimentos internos antes da aplicação de eventuais punições.

O movimento ocorre em meio à crise no Supremo envolvendo Moraes, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e divergências internas na Corte. De acordo com a publicação, o episódio vem sendo acompanhado por interlocutores americanos.

A Lei Magnitsky é uma legislação dos Estados Unidos que permite ao governo americano impor sanções a estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção.

As punições podem incluir bloqueio de bens e ativos sob jurisdição dos EUA, proibição ou restrição de transações com pessoas e empresas americanas e restrições de entrada no país.

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Candidato do PL apoiado por Nikolas Ferreira no RN é abordado pela PF e tem celular apreendido no Amapá

O candidato a deputado estadual pelo RN Josemar Varela (PL), apoiado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), foi abordado pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Macapá, no Amapá, e teve o celular apreendido.

Segundo relatos divulgados nas redes sociais, Josemar chegou a ser detido durante a ocorrência. Ele estava acompanhado de outros parlamentares. O deputado estadual Thomaz Henrique (PL-SP), que fazia parte do grupo, publicou um vídeo da ação e afirmou que um agente teria tentado impedir a gravação.

Até o momento, a Polícia Federal não informou oficialmente o motivo da abordagem nem a razão para a apreensão do aparelho. Também não há confirmação de eventual investigação envolvendo o candidato potiguar.

Josemar disputa pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa do RN e tem Nikolas Ferreira entre seus principais apoiadores. Os dois participaram de agendas políticas juntos, inclusive de manifestações no Amapá contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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DIA D NO SUPREMO: Aliado prevê “carnificina” no STF e diz que Moraes está “pintado para guerra”

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Um aliado do ministro Alexandre de Moraes afirmou que o magistrado está “pintado para guerra” para a sessão desta terça-feira (15), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) analisará se abre uma investigação sobre as mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

De acordo com o interlocutor, a expectativa é de uma reação pesada de Moraes e de seus aliados, com a exposição de informações sobre outros integrantes da Corte. “Vão expor as vísceras de alguns ali. Vai ser uma carnificina. Vai ser um show de horrores”, declarou à coluna de Igor Gadelha no portal Metrópoles.

A avaliação nos bastidores é de que o presidente do STF, Edson Fachin, terá dificuldades para controlar os embates. A sessão ocorre em meio à maior crise interna do Supremo nos últimos anos, com ministros divididos e acusações cruzadas envolvendo as investigações do Caso Master.

Opinião dos leitores

  1. se o STF a PGR a OAB, tivessem vergonha na cara, não era pra ter essa votação não, era pra investiga-lo, direto,

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MOSSORÓ: PF apreende celular e computadores em operação contra abuso sexual infantojuvenil pela internet

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Escudo Infantil IV, em Mossoró, para investigar crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados pela internet.

Durante a operação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal e recolheram equipamentos de informática e um celular. O material será submetido à perícia para extração e análise de dados.

De acordo com a PF, a investigação busca esclarecer a autoria e a materialidade dos crimes. Caso as suspeitas sejam confirmadas, o investigado poderá responder por armazenamento e compartilhamento de material contendo cenas de violência sexual infantojuvenil.

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RECONHECIMENTO: São Gonçalo conquista certificado de regularidade emitido pelo Ministério da Previdência Social

Foto: Asscom

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante conquistou o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), emitido pelo Ministério da Previdência Social. O documento certifica que o Município está em situação regular quanto às exigências legais relacionadas ao seu Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Emitido no mês de agosto de 2026 e válido até 2027, o certificado representa um importante reconhecimento da organização e da responsabilidade na gestão previdenciária municipal, conduzida pelo Instituto de Previdência Municipal de São Gonçalo do Amarante (IPREV).

Além de garantir maior segurança aos servidores ativos, aposentados e pensionistas, a regularidade previdenciária tem reflexos diretos na capacidade do Município de buscar novos investimentos. O CRP é uma condição exigida para a realização de transferências voluntárias de recursos da União, celebração de acordos, contratos e convênios, além da liberação de recursos provenientes de empréstimos e financiamentos por instituições financeiras federais.

Na prática, a certificação demonstra que São Gonçalo do Amarante atende aos critérios estabelecidos pela legislação previdenciária e permanece habilitado a estabelecer importantes parcerias com o Governo Federal, ampliando as possibilidades de captação de recursos destinados a obras, serviços e políticas públicas.

Para o prefeito Jaime Calado “a conquista é resultado do trabalho desenvolvido pela Prefeitura e pelo IPREV na busca pela recuperação e equilíbrio das finanças, transparência, sustentabilidade e modernização do sistema previdenciário”, afirmou.

O CRP é emitido em nome do ente federativo e tem validade para todos os órgãos e entidades do Município.

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